O futuro da agricultura está nas mãos dos jovens

FONTE: Folha do Mate

Não é comum ver jovens que queiram continuar na agricultura, mas o morador de Linha Sapé Henrique Niedermeyer, 18 anos, pensa diferente. Ele cursou técnico em Agricultura na Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (Efasc) e pretende seguir na propriedade da família atuando na produção agrícola.

Quando estudava no Ensino Fundamental, o garoto ficou sabendo que havia essa escola na cidade vizinha e se candidatou a uma vaga. “Seu eu fosse para uma escola normal não iria aprender nada sobre esse assunto. Então fui atrás e me identifiquei com o estilo da escola de agricultura”, explica. No local, o método de ensino é baseado na prática. “Uma semana se fica na escola, outra em casa fazendo o que aprendemos”, conta Henrique. No ano passado, as aulas na Efasc terminaram. Para receber o certificado de técnico, falta apenas ele fazer o estágio.

Na casa onde mora com os pais, Henrique ajuda na plantação de alimentos e no cuidado com suínos, gados e aves. A rotina começa de manhã cedo, para conseguir tratar todos os animais e cuidar da horta. “Eu gosto da parte de suinocultura, é uma área que me chama atenção”, enfatiza o jovem.

Para o futuro, ele tem planos de continuar fazendo cursos e aperfeiçoar os conhecimentos. “Quero trabalhar no meio rural, isso eu tenho certeza. Talvez não consiga um sustento só da propriedade, mas daí tenho a opção se fazer um técnico de Agronomia ou algo da área.”

Outra questão que faz o jovem querer permanecer no interior é a qualidade de vida. “Quase tudo que comemos vem da nossa terra, são bons alimentos.” Por isso, ele aconselha os adolescentes a pensarem antes de largarem a vida do campo. “Vejo pessoas com toda vida encaminhada aqui que largam para ir morar na cidade, mas não percebem que o futuro está na produção de alimentos, porque a qualidade que temos nos produtos é ótima”, destaca.

Sobre ser um dos poucos jovens a continuar no interior, ele diz que o principal incentivo veio da Efasc. “Vejo que a maioria que estudou comigo na infância foi morar na cidade, já quem estava comigo no Ensino Médio segue no interior.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *