da Redação

No Dia Nacional da Água é importante refletir sobre os recursos hídricos e sua gestão em todo o país; a agricultura familiar sofre diretamente os efeitos das mudanças no ciclo da água


O ciclo da água é o mais importante da vida na terra. Ele ocorre quando as águas dos mares, lagos e rios evaporam, e também pelos processos metabólicos dos seres vivos. É o calor do sol que incide sobre todas as águas que provoca a passagem do estado líquido para gasoso, e daí surgem os ciclos da chuvas em diversas partes do planeta. É o ciclo mais complexo da natureza, com fenômenos de evaporação, transpiração, condensação, precipitação, solidificação, fusão e infiltração da água. A formação de nuvens, neblina, neve e granizo. 

Para a agricultura, conhecer este ciclo e trabalhar conforme as suas alterações, é o maior desafio. O ciclo da água é um ciclo biogeoquímico que garante a circulação da água pelo meio físico e pelos seres vivos, garantindo o movimento contínuo dessa substância. Não existem plantas, vegetais, florestas e lavouras sem água.

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Por todo o país, vemos mudanças deste ciclo. Por exemplo, os rios voadores que levam as águas da Amazônia para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Com as queimadas e desmatamentos, o processo de evaporação na Amazônia é alterado, causando secas em lugares que deveriam receber os rios voadores em forma de chuvas cíclicas. Tudo se altera e falta água onde deveria ter em abundância.

Nas cidades, o saneamento que leva a água de qualidade atinge apenas metade das residências, os córregos a céu aberto são comuns nas grandes periferias, e no caso dos mais pobres, ainda tem a questão do custo mensal da água. Com a impermeabilização desordenada do solo para construir ruas e habitações, acabamos afetando o bem mais precioso que temos. Tudo isto é muito preocupante.


A água na Agenda 2030 da ONU 

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, foram adotados em 2015, a partir da reunião de chefes de Estado e de Governo na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Foi uma decisão histórica dos países-membros da ONU para unir forças em prol de uma Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável, que deve ser cumprida até o ano de 2030.
A CONAFER, por ser uma Confederação Nacional pode contribuir muito para esta Agenda, estimulando a agricultura familiar sustentável em um território continental, promovendo a moderna agroecologia, levando alimentação saudável para milhões de pessoas no Brasil, sempre preservando e cuidando da água que sustenta toda a produção. Em relação ao valor da água, 4 ODS reconhecem a sua importância neste processo de erradicação da fome e a miséria no mundo.

ODS 6. ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO

A escassez de água afeta mais de 40% das pessoas do mundo, um número alarmante que irá crescer com o aumento da temperatura global do planeta, resultado da mudança global do clima. Mesmo após 2,1 bilhões de pessoas passarem a ter acesso à água potável e de qualidade desde 1980, a possível diminuição desse número é um problema central que impacta todos os continentes.

ODS 12. CONSUMO E PRODUÇÃO SUSTENTÁVEIS

Alcançar o crescimento econômico inclusivo e o desenvolvimento
sustentável requer a redução urgente do avanço das monoculturas de alto carbono, com a mudança no modo em que produzimos e consumimos bens e recursos.

ODS13. AÇÃO CONTRA A MUDANÇA GLOBAL DO CLIMA

Não há país no mundo quem não enfrente os efeitos adversos da mudança
global do clima. A emissão de gases de efeito estufa continua a crescer, e
está 50% maior do que os níveis de 1990. Além disso, o aquecimento global está causando mudanças de longo prazo em nosso clima, com ameaças e consequências irreversíveis se não tomarmos medidas urgentes.

ODS 14. VIDA NA ÁGUA

Os oceanos do planeta – suas temperaturas e vidas marinhas – são responsáveis para garantir que a Terra seja um local habitável. Como
gerenciamos esses recursos é vital para a humanidade como um todo, para contrabalancear a mudança global do clima. 

Oceanos absorvem mais de 30% do dióxido de carbono produzido por humanos e, atualmente, vemos um aumento de 26% na acidificação dos oceanos, desde o começo da revolução industrial. A poluição marinha está alcançando níveis alarmantes, com aproximadamente 13 mil unidades de lixo plástico encontradas em cada quilômetro quadrado do oceano.

Os ODS garantem o gerenciamento sustentável e a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros, assim como combater os impactos da
acidificação dos oceanos. Intensificar a conservação e o uso dos recursos marítimos por meio de leis internacionais também irá colaborar com a
mitigação dos desafios para termos oceanos limpos e sustentáveis.

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