CONAFER e CURSOS CPT: instituição atuante há 35 anos na educação profissional vai oferecer desconto de 30% em 800 cursos

da Redação

Em reunião realizada no mês de agosto, entre a CONAFER, representada pela sua Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, a SEAGRO, e o Cursos CPT, foi firmada uma parceria para que a respeitada instituição educacional, uma das marcas mais importantes do país na formação profissional por meio de EAD, possa disponibilizar os seus 800 cursos aos colaboradores e associados da Confederação. Além do abatimento de 30% em cada curso, os combos profissionalizantes (combos de cursos online) terão 50% de desconto

O Cursos CPT está há mais de 3 décadas atuando em alto nível no ensino técnico-profissionalizante, com ênfase no setor de agronomia e agroecologia. Em parceria com grandes universidades e centros de pesquisas, desenvolve cursos assinados por especialistas, mestres e doutores. Todos os cursos são 100% online, e hoje já são mais de 1,4 milhão de alunos certificados.

Desde o início, nas primeiras conversas, houve uma grande receptividade e interesse do CPT em selar uma parceria com a CONAFER. Como sugestão, os parceiros estão desenhando um código de desconto para os colaboradores e filiados. Todos poderão acessar a plataforma de cursos disponível através do site www.cpt.com.br, e ao finalizar a compra do curso escolhido, bastará inserir o cupom para receber um desconto exclusivo.

Jéssica Camargo, secretária da SEAGRO, diz que “diante desta parceria, podemos incentivar nossos colaboradores e filiados a buscar pela educação e aprimoramento nas mais diversas áreas profissionalizantes, e ao mesmo tempo ampliar a atuação do CPT, alavancando o número de alunos e a procura pelos seus cursos. O CPT já está desenvolvendo a mecânica da parceria para implantar o cupom com código de desconto, e daí poderemos divulgar e iniciar os trabalhos o quanto antes para garantir mais educação e capacitação ao nosso segmento”.

Sobre o CPT

Diante das novas tecnologias de ensino e capacitação profissional à distância, o Curso CPT se destaca dentre os demais formatos por ser inédito, objetivo, prático e eficiente, além de oferecer grande número de informação em um curto espaço de tempo. Atualmente o CPT possui em seu acervo mais de 800 cursos de capacitação profissional, nas mais diversas áreas de atuação.

O CPT tem como missão levar a formação pessoal e profissional aos brasileiros, sistematizando informações, mostrando a prática em linguagem acessível, oferecendo uma excelente capacitação à distância, superando a expectativa do aluno, com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida e o meio ambiente.

Em sua visão, o CPT trabalha para ser a melhor instituição educacional na promoção e excelência do ensino profissional, atuando diretamente e fazendo a diferença no crescimento pessoal de seus alunos. Por isso, o slogan: Realizando Sonhos e Construindo Histórias de Sucesso.

CONAFER e FNDE no Acre: a Nova Era da Segurança Alimentar nas Escolas do Estado

da Redação

Na segunda semana de julho a parceria entre a CONAFER e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) levou representantes de ambas as entidades até o Acre, onde puderam se reunir com as secretarias de educação do estado e da capital, Rio Branco, e de diversos municípios em um grande debate sobre a segurança alimentar para os estudantes da rede pública. Na comitiva estavam presentes: Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE, Karine Santos, coordenadora geral do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), Bruno Silva, assessor do PNAE, Sineide Santos, nutricionista e consultora do PNAE, Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, Reginaldo Nascimento, coordenador de Projetos da CONAFER, Anderson Simões, assessor especial, e Lucas Titon, secretário de Comunicação da CONAFER. Todos foram recebidos pelo assessor especial do governador, Elson Santiago, e sua equipe: Thiago, responsável pela área de mecanização da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (SEPA), além de Eyner Júnior e o advogado Edson, futuros colaboradores da CONAFER no estado, responsáveis pela FAFER Acre e Espaço CONAFER Rio Branco

A Retomada de Rio Branco na alimentação escolar

Com o objetivo de monitorar e orientar, a reunião com a Secretaria de Educação do município de Rio Branco infelizmente mostrou um quadro não muito agradável para os estudantes. Graças a uma mudança recente na gestão e aos impactos da pandemia, os processos internos tiveram de ser reestruturados do zero, segundo Fabíola, técnica que desde abril de 2021 é responsável pela coordenação deste setor dentro da secretaria. Ela conta que o plano era montar kits com alimentos adquiridos por meio do recurso do PNAE para atender os estudantes a cada 45 dias, mas que as ações ainda estavam em desenvolvimento, e portanto os alunos ainda não haviam recebido os produtos. Outros fatores que atrasaram os trabalhos: volume de enchentes em regiões do Acre, além da burocracia de processos licitatórios, segundo Rosenato, um dos representantes da Secretaria na reunião.

Karine Santos, coordenadora do PNAE, lembrou que todos os funcionários fizeram um grande esforço para mudar as leis do PNAE para que durante o período de pandemia fosse possível adquirir alimentos para composição dos kits alimentares, justamente porque hoje o Brasil enfrenta um quadro onde 40 milhões de estudantes precisam dessa alimentação, crianças que apesar de terem suas escolas fechadas, ainda têm direito a receber os kits. “O FNDE vem trabalhando para repassar os recursos de maneira regular, portanto é urgente alimentar essas crianças e enfrentar a insegurança alimentar, que hoje está em alta. Vamos trabalhar para isso”, declarou Karine, que logo depois lançou algumas estratégias para discussão, como o fortalecimento do mapeamento agrícola e a ideia de uma olhada coletiva na chamada pública do município.

Logo em seguida, o nutricionista Wilson concordou e acrescentou que na visão dele a alimentação escolar é um grande motor de desenvolvimento do país, e que apesar da gestão atual estimular a agricultura local, acaba dependendo da compra de outros estados, como grãos, por exemplo. Também lembrou que Rio Branco já chegou a atingir 46% do PNAE para a agricultura familiar, e que esse número só não foi maior por déficit de inspeção e regularização dos produtores. Por fim, mencionou que uma parceria de cooperação técnica com os países andinos poderia trazer bons frutos para a alimentação escolar do Acre.

A coordenadora do PNAE respondeu comentando que até hoje, mesmo depois de 10 anos da lei, ainda não tem a meta atingida dos 30% para agricultura familiar em nível nacional, por isso parabenizou o município e ajudou a trazer luz para as questões levantadas. No que diz respeito à aquisição de produtos de outros estados, ela reforçou a importância da parceria com a CONAFER, para trabalhar lado a lado dos agricultores familiares do estado, até mesmo auxiliando nas regularizações dos produtores. Seguindo um preciso mapeamento agrícola, o Estado teria em mãos a lista de produtos disponíveis para adaptar a chamada pública de acordo com a produção local, fortalecendo a agricultura familiar e a economia da região, e também levando produtos de qualidade para os estudantes.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, tomou a palavra para trazer boas notícias para os presentes, visto que anunciou a criação de cinco sindicatos no Acre, sendo o primeiro já oficializado em Rio Branco. Com isso, serão formadas uma federação estadual e uma cooperativa estadual para atender os interesses dos produtores do estado, que segundo os dados fornecidos hoje são mais de 13 mil pequenos agricultores que produzem, já com DAP, e estão prontos para escoar os produtos na rede pública. É tudo uma questão de ajustar as produções que já existem com a chamada pública do município, dando ênfase à agricultura familiar e levando em conta as realidades locais. “Toda a expertise de associativismo e cooperativismo da CONAFER vem para auxiliar, não se preocupem, vamos viabilizar as produções dos pequenos no Acre”, completou Humberto. Para finalizar, sugeriu reuniões técnicas para pensar os kits de maneira coletiva, até mesmo diminuindo a quantidade de itens, mas garantindo os alimentos de imediato.

A secretária de Educação, Nabiha Bestene Koury, se manifestou agradecendo imensamente pelo encontro e orientação do FNDE para o município, e garantiu que todas as sugestões discutidas serão executadas com a máxima urgência. Principalmente, as reuniões técnicas para ver o chamamento público para que seja publicado o mais rápido possível, garantindo a aquisição e distribuição dos kits para os alunos da rede pública, que hoje estão tendo aulas à distância. Ela mencionou que a parceria com os países andinos também é algo bom a ser estudado, em especial no que diz respeito à produção de milho, batata e castanha. Finalizou, mostrando-se otimista com os resultados da reunião, dizendo que está à disposição da CONAFER e do FNDE, para que juntos possam fortalecer a agricultura familiar, em Rio Branco e região. Assim, a retomada da alimentação escolar será rápida e cada vez melhor com alimentos de qualidade, orgânicos e saudáveis, oriundos da agricultura familiar, direto para a casa dos estudantes.

Prefeituras do Acre unidas pela Segurança Alimentar na rede pública de ensino

No segundo dia de atividades a comitiva da CONAFER e FNDE foi até a sede do governo do estado, onde prefeitos de mais de 10 cidades acreanas aguardavam para uma grande reunião de alinhamento das pautas referente à alimentação escolar. Dentre os municípios presentes estavam: Rio Branco, Porto Acre, Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba e Bujari.

Prefeitos e secretários de educação municipais se deslocaram de todos os cantos do Estado até a capital para uma reunião com o diretor do FNDE, Garigham Amarante, com a coordenadora do PNAE, Karine Santos e com os representantes da CONAFER, inaugurando o tempo de uma relação inédita com o Acre. A reunião, que durou a manhã toda, foi de suma importância para o alinhamento das ações no Estado. Discutiu-se estratégias para o fortalecimento do FNDE, PNAE e CONAFER. e assim atuar no desenvolvimento da agricultura familiar e a economia de cada uma das regiões. Visto que as escolas estão fechadas e sem previsão de retorno, a maior parte do debate focou-se nestas questões, demandas e problemas.

Uma das coisas unânimes entre os representantes ali presentes era a questão da DAP. O representante de Acrelândia disse que dentro dessa nova realidade da pandemia o número de agricultores com DAP não está conseguindo dar conta de atender as demandas para os kits e cestas, muitas vezes perdendo a venda para produtores de outros estados. O objetivo da maioria das cidades é comprar tudo que o pequeno produtor planta e colhe, algumas até mencionaram o desejo de chegar a 100% do PNAE voltado para a agricultura familiar, justamente por entenderem que essa estratégia, além de levar alimentação de qualidade para os estudantes, também fortalece a geração de receita e empregos nas cidades. Porém, acabam esbarrando em questões como a DAP.

Algumas cidades, como Cruzeiro do Sul, estão com o planejamento estratégico sendo desenvolvido desde janeiro e com algumas parcerias muito produtivas, como é o caso da EMBRAPA, que está mapeando toda a produção de algumas macrorregiões, aumentando o conhecimento técnico sobre a capacidade produtiva das áreas, mas também entregando dados precisos que ajudem o poder público a realizar chamadas e editais cada vez mais assertivos, levando em consideração as produções locais.

O representante da cidade de Senador Guiomard, mostrou-se preocupado com a volta às aulas, levando em consideração que teria que existir um planejamento e logística para esse momento, portanto os recursos não poderiam ser esgotados nos kits. Já o representante de Bujari relatou dificuldade no processo licitatório para as cestas e na logística de cadastramento e distribuição, visto que a própria equipe da secretaria teria que ir, de casa em casa, efetivando as matrículas e entregando as cestas.

Em seguida, a coordenadora Karine Santos fez sua fala para ajudar a sanar algumas das questões trazidas até então. Primeiramente, sobre a questão do recurso, ela voltou a garantir o repasse vindo do governo federal estava em dia, que geralmente os repasses eram feitos durante 10 meses, de fevereiro a novembro, mas devido ao momento de exceção por causa da pandemia, o ano letivo deu uma leve alterada e o FNDE modificou algumas diretrizes para poder enviar recursos complementares para alimentação escolar, mesmo sem aulas presenciais. Os repasses estão sendo feitos mensalmente, de acordo com o número de alunos da rede pública em cada município. Portanto, os recursos já estão em caixa, segundo Karine, e devem ser urgentemente destinados para a aquisição dos kits para entrega aos estudantes. E quando as aulas voltarem, uma nova logística será estabelecida levando em consideração os recursos do mês vigente.

Ela continua sua fala afirmando que esse processo de logística, mapeamento das produções e chamadas públicas mais efetivas é um esforço colaborativo, de comprometimento dos gestores de todos os municípios para a execução do PNAE em toda sua potencialidade A visita do FNDE ao Acre veio num sentido de orientar essa execução e garantir as políticas públicas mais eficientes para os alunos e para os pequenos produtores.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, aproveitou para reforçar a importância do fomento da interlocução entre o campo e o poder público, para que as ações estejam sincronia com o que é melhor para o desenvolvimento local da agricultura familiar. Uma das coisas mais importantes, segundo Humberto, é a questão do mapeamento, e por meio de um esforço conjunto dos municípios, o poder público consiga tecer um panorama preciso das produções em todas as cinco grandes regiões do estado, e então, realizar as chamadas públicas na perspectiva de fortalecer a agricultura familiar local. Sobre a questão da DAP, do associativismo e do cooperativismo, Humberto reforçou a importância da CONAFER, dos seus sindicatos poderem emitir a DAP para os produtores filiados, e com a cooperativa estadual e o Espaço Conafer, será possível coordenar o escoamento e acompanhar os editais e licitações do PNAE em cada município.

“Quando todos os municípios estiverem trabalhando em sincronia com os produtores, com a coordenação do PNAE e com as equipes técnicas em cada prefeitura, poderemos transformar o Acre em um exemplo a ser seguido por todo o Brasil, iniciaremos assim uma nova era da segurança alimentar nas escolas do estado”, completa Humberto.

Segurança alimentar escolar: da SEDUC às aldeias indígenas

Humberto, Karine e Garigham também se reuniram com os representantes da Secretaria de Educação do Estado do Acre. Entre os presentes estavam: Moisés Diniz, subsecretário, Rosária, da diretoria, Ana Paula, da secretaria do Gabinete e Mara, responsável pelo planejamento.

A reunião foi bem abrangente, cobrindo desde aspectos técnicos até estratégias de trabalho a longo prazo para melhoramento dos processos de logística, aquisição e distribuição. Novamente a importância do mapeamento foi reforçada, para que assim tenha se dados precisos das produções em cada região, contabilizando número de produtores, quantidade de cada produção e uma lista detalhada dos produtos e da época exata da colheita.

Todas as sugestões, orientações e linhas estratégicas de trabalho foram discutidas e uma nova reunião de encaminhamento foi marcada, para que o pessoal da SEDUC pudesse se organizar e analisar as propostas de atuação dentro do PNAE.

Já na sede do Conselho Estadual de Educação (CEE), aconteceu outro encontro importante, agora entre a CONAFER, o FNDE e diversas lideranças indígenas Huni Kuin, representantes da FEPHAC, Federação do Povo Huni Kuin do Acre, que hoje é a voz ativa de 16 mil indígenas Huni Kuin espalhados em 117 territórios, entre aldeias e reservas. Essa reunião foi uma articulação da CONAFER para que os indígenas pudessem saber mais sobre a entidade, mas aproveitando a presença do FNDE, a pauta da segurança alimentar escolar entrou em vigor.

Os Huni Kuin relataram grande dificuldade em questões como a regularização de suas produções, para que possam se enquadrar dentro das chamadas públicas do PNAE nos municípios, também tem a questão do cadastramento das escolas e alunos, que vem sendo um processo dificultoso para eles também por conta das limitações tecnológicas e burocráticas. Além disso, pediram assessoria em questões como cooperativismo e essas relações de escoamento dos produtos ao Estado.

Sobre as questões mais técnicas, de organização da produção e associativismo, a CONAFER se colocou à disposição para auxiliar, ajudando em todos os processos e trâmites necessários para que se enquadrem enquanto produtores certificados capazes de fornecer ao PNAE. Outra questão que foi muito bem levantada, e vai ser levada para discussão interna do FNDE, foi a aquisição de produtos indígenas para fornecer às escolas indígenas, desta maneira preservando a ancestralidade das produções e da alimentação tradicional, ao mesmo tempo, em que devem ser mitigados os empecilhos da burocracia que travam o processo.

Num geral, as lideranças Huni Kuin saíram muito satisfeitas com essa nova ponte entre a federação estadual e o FNDE, sentiram que foram ouvidos. Nas palavras do Cacique Ninawa, presidente da FEPHAC, “nós temos muitas dificuldades nessa questão da alimentação escolar, mas acreditamos que com essa nova parceria a gente vai conseguir avançar na boa alimentação para as nossas crianças.”

Alguns dias depois a comitiva da CONAFER se reuniu com o pessoal da SEDUC para uma última reunião de alinhamento e encaminhamento das ações no Estado. Essa foi a reunião que amarrou todas as articulações da viagem: a Secretaria de Educação de Rio Branco e mais 12 municípios, os 16 mil indígenas huni kuin, as chamadas públicas do PNAE, o mapeamento das produções e a constituição da federação da agricultura familiar e cooperativa estadual. Estavam presentes nessa reunião Lorena Machado, chefe de divisão de nutrição escolar, Marleide Rocha, chefe de divisão de merenda escolar, Douglas Pedroso, chefe de divisão de gestão de compras e contrato, Mauro Sérgio Moura, chefe de departamento de alimentação e nutrição escolar, além dos representantes da CONAFER.

Em resumo, o estado do Acre tem uma grande produção, isso é visível, porém, é preciso organizar melhor os processos e a logística. Tem tudo pra melhorar e se tornar um grande exemplo em nível nacional, e a CONAFER já está trabalhando duro para que isso se torne realidade em breve. O FNDE está garantindo o repasse e a assistência técnica nos editais e chamadas públicas, a CONAFER, junto com a SEPA, irá desenvolver o mapeamento dos produtores do Estado e os municípios irão trabalhar no fortalecimento da agricultura familiar, orgânica, agroecológica e muito mais saudável, movendo a economia e levando alimento de qualidade para as crianças, especialmente neste período de pandemia.

Há muito trabalho pela frente, mas depois de julho de 2021, é possível enxergar no horizonte uma nova era para a segurança alimentar nas escolas da rede pública no Acre, o comprometimento de todas as partes ficou evidente, então só nos resta trabalhar e melhorar o desenvolvimento do Estado em seu setor mais produtivo.

AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL: bioinsumos tem curso gratuito à distância com inscrições até 27 de julho

da Redação

De agosto a setembro de 2021, acontece o primeiro curso sobre produção e controle de qualidade de bioinsumos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa. As aulas acontecerão de forma 100% online, as vagas são ilimitadas e os participantes receberão certificado; bioinsumos ou insumos biológicos, são produtos feitos a partir de microrganismos vegetais, orgânicos ou naturais, aplicados no combate às pragas e doenças, melhorando a fertilidade e nutrição das plantas, e por isso são a nova aposta da agropecuária sustentável em um cenário de crescente busca por processos agroecológicos acompanhados de ganhos de produtividade

O controle biológico na agropecuária do século XXI consiste na potencialização do uso de organismos ou de substâncias de ocorrência natural para prevenir, reduzir ou erradicar a infestação de pragas e doenças nas plantações. É a agropecuária sustentável, produtiva e ambientalmente equilibrada, apoiando-se em práticas que promovam a biodiversidade e os processos biológicos naturais. Por esta razão, o interesse pelos bioinsumos tem se tornado cada vez maior e deve garantir ao Brasil a liderança mundial no setor.
Os principais bioinsumos são à base de microrganismos (vírus, bactérias e fungos), mas também existem vários macro-organismos (insetos benéficos, predadores, parasitóides, ácaros predadores etc), semioquímicos (feromônios) e bioquímicos, todos muito interessantes na busca por uma produção agrícola mais dinâmica e 100% sustentável. O controle biológico no século XXI consiste na potencialização do uso de organismos ou de substâncias de ocorrência natural para prevenir, reduzir ou erradicar a infestação de pragas e doenças nas plantações.

O que são os bioinsumos?

Segundo o decreto N° 10.375, em que foi criado o Programa Nacional de Bioinsumos, o PNB, são considerados bioinsumos, quaisquer produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana destinados à produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agropecuários, abrangendo os sistemas de:

Produção agrícola;
Pecuária;
Aquícola;
Florestas.

Esses produtos proporcionam melhor crescimento, desenvolvimento e mecanismos de respostas no metabolismo dos animais, plantas e microrganismos. Com isso, temos uma diversidade de produtos que podem ser conhecidos como bioinsumos, como por exemplo:

Inoculantes;
Promotores de crescimento de plantas;
Biofertilizantes;
Produtos para nutrição vegetal e animal;
Defensivos biológicos;
Produtos fitoterápicos, entre outros.

Sobre o setor de bioinsumos

Enquanto no exterior o setor cresce a uma taxa de 15% ao ano, no Brasil o mercado já apresenta taxa anual de 28% de crescimento em bioinsumos no segmento de proteção de plantas. O setor movimenta R$ 1 bilhão no país e tem grande potencial de expansão no uso para os próximos anos.

Curso tem parceria Mapa e Embrapa

O Mapa desenvolveu o curso em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia como parte de um dos Objetivos do Conselho Estratégico do Programa Nacional de Bioinsumos. Serão 20h de capacitação com o objetivo atender a uma crescente demanda por profissionais capacitados em boas práticas de produção de bioinsumos no país.
O curso é disponibilizado via plataforma de ensino da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) e atende a diferentes perfis, como técnicos, extensionistas, alunos de graduação e pós-graduação, produtores rurais. Durante a capacitação, o aluno compreenda os conceitos relacionados a controle biológico, será capaz de identificar as diferentes bactérias do gênero Bacillus utilizadas em controle de pragas e doenças agrícolas, conhecerá os passos para produzir e formular bioinsumos a base de bactérias do gênero bacillus e as metodologias para garantir o seu controle de qualidade.

Faça aqui a sua inscrição

Com informações do Mapa.

Parceria CONAFER e UNILAB vai levar conhecimento na porteira das propriedades agrofamiliares

da Redação

O reitor da UNILAB, Roque Albuquerque, esteve em Brasília para assinar acordo com a CONAFER para desenvolver programas de educação, especialmente para o setor agrofamiliar; além da capacitação e acesso dos agricultores ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) pelo acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), outros projetos de graduação e extensão serão efetivados em conjunto

A interiorização do conhecimento, da capacitação técnica, da universalização do aprendizado e do acesso à educação são alguns dos pontos em comum entre a CONAFER e a UNILAB, e que agora as duas entidades podem compartilhar de forma efetiva por meio de um Acordo de Cooperação Técnica.

A UNILAB, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, é uma instituição de ensino superior pública federal, com sede na cidade de Redenção, estado do Ceará. Ela foi criada pela Lei nº 12.289, de 20 de julho de 2010, e instalada em 25 de maio de 2011.

De acordo com a legislação, a UNILAB tem como objetivo ministrar o ensino superior, desenvolver pesquisas nas diversas áreas de conhecimento e promover a extensão universitária, tendo como missão institucional específica formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os países africanos, bem como promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional.

Para dar mais detalhes do acordo com a CONAFER, o reitor Roque Albuquerque concedeu uma entrevista à SECOM. Roque estudou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, possui dois doutorados em estudos da linguagem nos Estados Unidos, é especializado em língua grega, como gestor começou na coordenação do Núcleo de Línguas UFRN, para depois atuar na área de língua inglesa.

SECOM:
Qual a missão da UNILAB?

Roque Albuquerque:
A UNILAB é resultado de uma política de Estado que busca dialogar e trocar conhecimentos, formar profissionais e desenvolver projetos educacionais com os países de língua portuguesa. Hoje temos 6 mil alunos, entre brasileiros e estrangeiros, principalmente estudantes vindos da África. Em relação à sua região de influência, a UNILAB tem as atividades administrativas e acadêmicas concentradas nos estados do Ceará e da Bahia.

SECOM:
Qual a área de influência da universidade?

Roque Albuquerque:
A sede UNILAB está localizada a 72 km de Fortaleza, no Maciço do Baturité, no sertão central cearense, onde estão os municípios de Baturité, Pacoti, Palmácia, Guaramiranga, Mulungu, Aratuba, Capistrano, Itapiúna, Aracoiaba, Acarape, Redenção, Barreira e Ocara. Uma região montanhosa, de clima agradável e com mais de 1 milhão de habitantes. Na Bahia, a UNILAB está presente no município de São Francisco do Conde.

SECOM:
Como funciona a UNILAB?

Roque Albuquerque:
Nós temos projetos de educação, pesquisa e extensão, 24 cursos de graduação e mais 3 novos cursos, entre eles o de Engenharia de Alimentos, já alinhado com esta parceria com a CONAFER. Os nossos cursos de engenharia formam profissionais para os setores de energia, computação e sustentabilidade, das ciências exatas e da natureza.
Temos 8 cursos de mestrado e estamos avançando no EAD, o Ensino à Distância, o que é muito importante para projetos de interiorização do ensino.

SECOM:
Como a UNILAB vê esta parceria com a CONAFER?

Roque Albuquerque:
A UNILAB atua sob três vetores: interiorização da educação; internacionalização como política de cooperação com países da CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; e a integração, que visa levar a educação até a roça, o sítio, onde tem agricultor familiar, onde está o associado da CONAFER. Queremos levar o conhecimento e a formação superior na porteira das pequenas propriedades, interiorizar o ensino para evitar o êxodo dos jovens, e assim fixar o agricultor em sua terra, porém com capacitação permanente e preparação técnica adequadas às culturas que ele possui mais aptidão para desenvolver.

A UNILAB

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) é uma instituição de ensino superior pública federal brasileira. A sua sede em Redenção é uma homenagem à primeira cidade a abolir a escravidão no Brasil segundo alguns historiadores, mas de acordo com algumas outras fontes a primeira cidade a abolir os escravos foi Baturité. Os cursos ministrados na UNILAB são preferencialmente em áreas de interesse mútuo do Brasil e dos demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com ênfase em temas que envolvam formação de professores, desenvolvimento agrário, processos de gestão e saúde pública, engenharia e outros.
A UNILAB é voltada aos países da África pertencentes aos PALOP, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, mas inclui também Timor-Leste e Macau, além de Portugal. Seu projeto político-pedagógico é inovador e busca a integração internacional. A instituição atua em 5 áreas do conhecimento: energia e tecnologias; gestão pública; saúde pública; educação pública e agricultura.

Unidades Administrativas

Pró-Reitoria
Pró-Reitoria de Administração – PROAD
Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura – PROEX
Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPPG
Pró-Reitoria de Planejamento – PROPLAN
Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis – PROPAE
Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais – PROINTER

Diretorias

Diretoria de Tecnologia da Informação – DTI
Diretoria do Sistema de Bibliotecas da Unilab – SIBIUNI
Superintendências
Superintendência de Gestão de Pessoas – SGP
Órgãos de Controle
Auditoria Interna
Ouvidoria
Corregedoria
Procuradoria Jurídica
Secretaria de Governança, Integridade e Transparência
Comunicação Institucional
Secretaria de Comunicação Institucional – SECOM

Institutos Acadêmicos

Instituto de Ciências Exatas e da Natureza – ICEN
Instituto de Ciências Sociais Aplicadas – ICSA
Instituto de Ciências da Saúde – ICS
Instituto de Desenvolvimento Rural – IDR
Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável – IEDS
Instituto de Humanidades – IH
Instituto de Humanidade e Letras do Malês – IHL
Instituto de Linguagens e Literaturas – ILL
Instituto de Educação a Distância – IEAD

Comissões Permanentes

Comissão de Ética Pública
Comissão Interna de Supervisão da Carreira de Técnicos-Administrativos em Educação (CIS)
Comissão Permanente de Pessoal Docente
Comissão Própria de Avaliação

Comitês Permanentes

Comitê de Ética em Pesquisa
Comitê Gestor de Tecnologia da Informação

CONAFER e FNDE: Escolas da Bahia serão modelo de Segurança Alimentar para o Brasil

da Redação

Nos dias 09, 10 e 11 de junho uma comitiva da CONAFER e FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) chegaram até Salvador, na Bahia, para uma série de reuniões que aprofundaram as discussões sobre o futuro da alimentação escolar na capital e no estado. A comitiva era composta por Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE (veja a entrevista no final da matéria), Karine Santos, coordenadora geral do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), Bruno Silva, assessor do PNAE, Darwin Lima, engenheiro da DIGAP (Diretoria de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais), Humberto Pereira, diretor de projetos da CONAFER, Reginaldo Nascimento, coordenador de Projetos da CONAFER, Krisica Ribeiro, assessora da CONAFER e Lucas Titon, secretário de Comunicação da CONAFER.

No primeiro dia todos foram até o Espaço CONAFER Salvador, onde a equipe do Espaço fez uma apresentação geral do panorama das produções no estado da Bahia. Fidel Paracampos, presidente da FAFER Bahia e coordenador do Espaço, e Camila Zanella, coordenadora administrativa do Espaço, mostraram à comitiva onde estavam os agricultores familiares e empreendedores rurais e o que produziam, além do trabalho que há um ano vêm realizando junto aos pequenos produtores. Com essa palestra, foi possível ter uma noção melhor de como melhorar a distribuição dos alimentos, de modo que o PNAE possa trazer alimento de qualidade e segurança alimentar às escolas da Bahia, e ao mesmo tempo possa fortalecer os pequenos produtores e empreendedores familiares do estado.

Na ocasião também estavam presentes representantes de associações e sindicatos da Bahia, como Vagner, presidente do SAFER Barreiras, Francisco Neto, presidente do SAFER Santa Rita de Cássia, o presidente Marcelo do SAFER de Ribeira do Pombal, Território Semiárido Nordeste ll, e Daniella Pataxó, que trouxe um mapeamento produtivo de todo o Território Indígena Caramuru Catarina Paraguaçu, para mostrar a grande variedade e quantidade de alimentos que os indígenas da área produzem, reforçando seu valor enquanto possíveis fornecedores de alimentos orgânicos para as escolas da região.

Além das discussões pragmáticas, ideias para melhorar o sistema a longo prazo também foram debatidas, como o ensino de produção orgânica nas escolas enquanto política pública, atividades práticas de hortas coletivas, formações sobre consumo consciente e mapeamento colaborativo das produções. Ideias essas que ajudariam tanto na formação humana quanto na economia local.

No segundo dia de trabalho a comitiva foi até a Secretaria de Educação de Salvador para se reunir com o secretário Marcelo Oliveira e sua equipe. Primeiramente o secretário fez um apanhado geral de como estava a situação da alimentação escolar neste cenário de pandemia. As aulas estão suspensas desde o mês de março de 2020, mas agora, com o aumento da vacinação no município, a expectativa é que o retorno seja em breve. Nesse período a Secretaria de Educação forneceu cestas básicas para as famílias dos estudantes e agora com o regresso iminente há uma preocupação de uma volta às aulas com mais saúde, com novos olhares sobre a alimentação escolar.

Para isso existe um esforço de alcançar cooperativas em outros municípios, mapeando as produções, facilitando e organizando a logística e o fluxo de distribuição. A Secretaria tem trabalhado pela ampliação da aquisição dos produtos da agricultura familiar e para isso vai aumentar as variedades do cardápio de acordo com as produções do setor agrofamiliar local e também estudar novas opções de alimentos para a compra, como verduras congeladas, por exemplo, para assim atingir a meta de pelo menos 30% dos alimentos do PNAE adquiridos dos pequenos produtores da região, que hoje está na marca de 13%.

Para finalizar a viagem da comitiva a Salvador, no último dia aconteceu uma reunião com a equipe da Secretaria de Educação do estado da Bahia, presidida por Paulo Cézar Lisboa, chefe de gabinete, e Manoel Vicente Calazans, superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar. Novamente a pauta central foi a preparação para a abertura das escolas, após ficarem fechadas por meses durante a pandemia. Nesse período, a Secretaria não utilizou os recursos do PNAE, optando por ir atrás de uma decisão judicial que garantisse acesso ao alimento pelas famílias dos estudantes, que acabou se desdobrando em três: vale alimentação, bolsa permanência e bolsa mais estudo.

Portanto, os recursos do PNAE destinados à segurança alimentar das crianças serão executados ainda este ano e agora existe a possibilidade de discutir o cardápio e a chamada pública junto com nutricionistas e agricultores familiares do estado todo, para uma composição que se adeque tanto aos nutrientes diários que os estudantes precisam, quanto às particularidades produtivas de cada localidade. Produtos como farinha de moranga e banana verde ou nibs de cacau são exemplos de alimentos muito saudáveis que podem entrar dentro dessa nova composição alimentar. A cidade de Ilhéus já mostrou que isso é possível, tendo 100% de seus recursos do PNAE destinados a alimentos orgânicos, agroecológicos e da agricultura familiar.

Um ACT está sendo estudado para entrelaçar a logística através da CONAFER e FAFER Bahia, para amparar e auxiliar os mais de 30.000 produtores cadastrados na rede do Estado a escoar seus produtos. Alguns exemplos são: iogurte, leite em pó, farinha de mandioca, beiju de coco, achocolatado, farinha flocada e feijão, entre outros.

A parceria entre a CONAFER e o FNDE tem expandido o fortalecimento à segurança alimentar Brasil afora, com acesso a alimentos da agricultura familiar, agroecológicos, livres de qualquer veneno e em total consonância com o meio ambiente. Esta articulação no Estado da Bahia só prova que os trabalhos estão indo na direção certa, visando criar um setor agrofamiliar cada vez mais forte e crianças cada vez mais saudáveis!

Nesta entrevista, Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE, fala da parceria FNDE e CONAFER

SECOM:
Quais os principais objetivos a curto, médio e longo prazo dessa parceria do FNDE junto a CONAFER?

Garigham Amarante:
Como objetivos de curto prazo esperamos que a parceria possa qualificar os processos de chamada pública de 2021, incluindo mais gêneros da agricultura familiar e mais agricultores. E de modo geral, esperamos poder alcançar os 30% da média nacional de venda da agricultura familiar para o PNAE, melhorando a qualidade dos gêneros alimentícios que compõem o cardápio das nossas escolas.

Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE

SECOM:
Como este trabalho vai melhorar a vida dos produtores e dos estudantes?

Garigham Amarante:
O recurso que deve ser destinado aos agricultores, mas que ainda não chega até eles, vai melhorar a qualidade de vida e o poder de compra das famílias. Por outro lado, os estudantes vão passar a receber alimentos mais frescos e saudáveis.

SECOM:
O senhor esteve em reunião com a Secretaria de Educação de Salvador e do Estado da Bahia, quais foram as principais resoluções deste encontro? E quais os próximos passos?

Garigham Amarante:
Dessas agendas, ficou combinado que representantes da CONAFER E FNDE vão contribuir para a melhoria dos editais de chamada pública que estão em elaboração, facilitando a mediação com os agricultores e o mapeamento da produção. A intenção é de que reuniões técnicas entre as três instituições aconteçam periodicamente.

PORTAL DOS SABERES: Do manejo da castanha ao manejo de florestas, 10 cursos com inscrições até 9 de junho

da Redação

Abertas novas turmas no Portal Saberes da Floresta, plataforma de acesso ao conhecimento da agricultura familiar brasileira; cursos são à distância e gratuitos, com 60% de aproveitamento tem certificação

O ambiente online é importante aliado na busca pela evolução tecnológica no campo. A educação à distância para os pequenos produtores, encontra no Portal Saberes da Floresta uma fonte de aprendizado sempre em sintonia com os antigos e os novos conhecimentos das culturas agroecológicas, suas origens, práticas e modernas técnicas de produção, com o objetivo de melhorar toda a cadeia produtiva das pequenas propriedades, e claro, o crescimento socioeconômico dos agricultores familiares por meio do desenvolvimento socioambiental.

Nesta segunda-feira, 24 de maio, o Portal Saberes da Floresta anunciou as inscrições para novas turmas já a partir de amanhã, dia 25. A carga horária dos cursos tem duração entre 20 e 40 horas. O prazo para matrículas vai até o próximo dia 09 de junho.

Saiba mais sobre os 10 cursos ofertados:

Manejo da Castanha

Este curso tem como objetivo apresentar informações básicas sobre as boas práticas de manejo da espécie: importância do manejo, marco legal, ecologia da espécie, valor socioeconômico da castanha, técnicas de manejo, beneficiamento, armazenamento e orientações para produção orgânica.

Manejo do Açaí

Este curso tem como objetivo apresentar informações básicas sobre as boas práticas de manejo do açaí: ecologia e botânica da espécie, exigências legais, técnicas de manejo, cadeia produtiva e orientações para a produção orgânica.

Introdução à Concessão Florestal

Neste curso serão apresentadas as informações básicas sobre as atividades em Concessões Florestais: conceito, onde estão, áreas disponíveis, legislações pertinentes, principais produtos e potencialidades.

Gestão de Empreendimentos Comunitários

Este curso tem o objetivo de apresentar boas práticas de gestão de associações e cooperativas, com foco no bom funcionamento dos órgãos de direção dessas organizações que atuam como empreendimentos comunitários na base florestal na Amazônia.

Introdução a Cooperativas e Associações

Este curso tem como finalidade ajudar a compreender as organizações sociais, e como elas podem ajudar a melhorar as relações econômicas, sociais e culturais comuns de grupo de pessoas, por meio de um empreendimento de propriedade coletiva e com gestão democrática.

Introdução ao Manejo Florestal

Este curso tem o objetivo de apresentar conceitos e práticas de manejo florestal sustentável.

Manejo Florestal Comunitário e Familiar

Este curso tem como objetivo apresentar conceitos e práticas sobre o Manejo Florestal Comunitário e Familiar como alternativa de geração de renda para comunidades da Amazônia.

Óleos e Resinas Florestais

Este curso tem como objetivo compreender os conceitos e procedimentos para extração de óleos e resinas florestais, bem como apresentar as potencialidades da cadeia produtiva.

Introdução à Recomposição com Ênfase nas Florestas Tropicais

Este curso tem como objetivo abordar as principais orientações para a recomposição da vegetação em florestas tropicais, a partir das etapas de coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes, produção de mudas e construção de viveiros.

Manejo de Impacto Reduzido com Ênfase nas Etapas e Elaboração de Planos de Manejo

Este curso tem como objetivo apresentar as etapas do manejo madeireiro, destacando as atividades pré-exploratórias, atividades exploratórias e as atividades pós-exploratórias.

O tema central dos conteúdos é sempre o universo das florestas, o mais rico da natureza e o mais sensível às ações aplicadas ao meio ambiente. O desafio de empreender com práticas de sustentabilidade só pode ser vencido pela construção do conhecimento, e que é transformador ao ser aplicado em uma prática cotidiana pelos nossos produtores rurais.

Para mais informações e inscrições, acesse o site.


Com informações do Mapa.

Até 5 de fevereiro, agricultores e comunidades tradicionais podem se inscrever em cursos do Portal Saberes da Floresta

da Redação

Serão 10 cursos na modalidade à distância. Estão abertas inscrições para os cursos disponíveis do Serviço Florestal Brasileiro

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) serão oferecidos dez cursos de educação à distância pelo Portal dos Saberes da Floresta.

Os cursos têm duração de 20 a 40 horas e estão relacionados ao cultivo florestal de castanha e açaí, ao manejo florestal de madeira, à técnica de exploração de impacto reduzido, à gestão de organizações comunitárias (associações e cooperativas), às concessões florestais, à silvicultura de espécies florestais nativas e à experiência de manejo florestal comunitário.

O público-alvo do curso são os representantes de povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, lideranças socioambientais, agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), professores e estudantes de ensino profissionalizante e superior, empresários e trabalhadores do setor florestal, gestores e servidores públicos.

Os cursos com inscrição aberta no Portal Saberes da Floresta são:

  • Manejo da Castanha;
  • Manejo do Açaí;
  • Introdução às Concessões Florestais;
  • Gestão de Empreendimentos Comunitários;
  • Introdução a Cooperativas e Associações;
  • Introdução ao Manejo florestal;
  • Introdução ao Manejo Florestal Comunitário e Familiar;
  • Manejo de Impacto Reduzido com Ênfase nas Etapas e Elaboração de Planos de Manejo;
  • Introdução à Recomposição com Ênfase nas Florestas Tropicais;
  • Óleos e resinas brasileiras.

Para obter o Certificado, é preciso cumprir 60% das atividades propostas. O prazo para inscrições termina no dia 5 de fevereiro e devem ser feitas pelo site.

O Portal Saberes da Floresta faz parte do Projeto Gestão Florestal para a Produção Sustentável na Amazônia. Os recursos financeiros para execução vieram do apoio da cooperação alemã, com recursos do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Mais um benefício para os filiados, CONAFER fecha convênio com a Universidade Estácio

Nessa sexta-feira, 27 de novembro, a CONAFER conquista mais um grande benefício para seus associados. Em convênio fechado com a Estácio, aposentados e filiados da CONAFER terão 40% de desconto nos cursos de graduação e pós-graduação presenciais ou EAD, como também inscrição gratuita no vestibular.

Através do nosso convênio, a Estácio oferece para sua empresa:

• Desconto de 40% nas mensalidades da Graduação e Pós-Graduação até o final do curso para ASSOCIADOS, COLABORADORES E DEPENDENTES, enquanto houver o vínculo com a empresa.

• Desconto válido nas modalidade presencial, flex e EAD.

• Benefício extensivo aos dependentes diretos.

• Realização de palestras. (de acordo com a disponibilidade)

• Inscrição gratuita no vestibular para os colaboradores.

• Aplicação do Vestibular nas dependências da empresa. (caso seja solicitado)