VIVE LA +PECUÁRIA BRASIL: na mineira Lassance, vida longa a mais uma parceria da CONAFER para a melhor genética do campo

da Redação

O município de 7 mil habitantes do Norte de Minas, conhecido por ser o lugar onde o grande médico Carlos Chagas descobriu a doença que leva o seu nome, ganha agora mais uma contribuição da ciência. Com o +Pecuária Brasil chegando em Lassance, o maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira, inaugura um novo tempo na pecuária lassancense. Vizinha dos municípios de Várzea da Palma, Augusto de Lima e Buenópolis, Lassance está a 270 km da capital Belo Horizonte. No lançamento do programa em transmissão online nesta sexta 11h, o prefeito Paulo Elias Rodrigues e o vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, reafirmaram o acordo de cooperação técnica que vai levar milhares de doses de sêmen aos pequenos produtores da cidade, e que vão desenvolver ainda mais a bovinocultura familiar de uma região com tradição na agropecuária

Neste 5 de outubro foi oficializada a parceria CONAFER e Lassance para efetivar o programa +Pecuária Brasil no município. O +Pecuária tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de milhares de doses de sêmen aos agropecuaristas familiares lassancenses.

O programa de excelência reprodutiva de bovinos, surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS, com os corpos técnicos das duas entidades entregando os insumos para os protocolos do sistema de IATF, a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, além de realizar o treinamento de nivelamento dos técnicos de estados e municípios. À Lassance, caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Lassance recebeu o +Pecuária Brasil em evento online nesta sexta-feira 5 de outubro

Em sua história, Lassance inicialmente era uma região cortada por tropeiros, ligando lugares distantes como Montes Claros, Sabarabussu (Sabará), Diamantina e Coração de Jesus. Em 1850, um tropeiro chamado Liberato Nunes de Azevedo construiu os primeiros ranchos às margens do Córrego Maria Grande, hoje Córrego São Gonçalo. Em 1907, surgem as primeiras fazendas dedicadas à agropecuária e à extração de látex em seringueiras e, com a chegada da estrada de ferro, o desenvolvimento local foi impulsionado.

Hoje, Lassance tem como atividades econômicas básicas a extração de quartzo e de sempre-vivas, ao lado do cultivo de café, mandioca, milho, fumo e arroz. Há também áreas de reflorestamento com eucalipto para a produção de carvão vegetal e pecuária de corte. Na questão do turismo, Lassance conta com a Área de Proteção Ambiental da Serra do Cabral. A área conta com circuito turístico com várias cachoeiras e preserva exemplares de vegetação do cerrado. A região do município ainda abrange os rios São Francisco e das Velhas.

Lançamento online do +PECUÁRIA em Lassance contou com participação popular na Câmara de Vereadores

O prefeito Paulo Elias Rodrigues valorizou a oportunidade de levar tecnologia de ponta aos pecuaristas lassancenses

O prefeito Paulo Elias iniciou a sua fala agradecendo a presença de todos os vereadores, técnicos da prefeitura e produtores. O prefeito destacou: “desde quando conheci a CONAFER e o programa +Pecuária, entendi que os seus benefícios se encaixariam perfeitamente na realidade do município. Entendi que esse programa foi criado sob medida para a nossa população rural, especialmente os nossos pequenos produtores. A gente está plantando uma semente, iniciando um trabalho que eu tenho certeza absoluta que será um trabalho que trará frutos, e frutos em abundância. Esse trabalho que a gente inicia hoje aqui, será um programa que daqui a 5, 10 anos, certamente mudará para melhor a nossa agricultura familiar.”

O vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, agradeceu a oportunidade de levar mais um lançamento do +Pecuária Brasil, e destacou a coragem da gestão mesmo sabendo de todas as dificuldades assumiram esse compromisso. Tiago Lopes afirmou que “juntando tudo o que foi dito pelas autoridades de Lassance, o que o representante da Emater falou, e a coragem do prefeito Paulo Elias, de buscar esse projeto junto a CONAFER com transparência, será possível levar para Lassance este projeto inovador, deixando um legado para o desenvolvimento da pecuária familiar do norte mineiro.”

Vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, representou a entidade no lançamento online

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.
Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.
Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária BrasilVantagens ao pecuarista

Vantagens ao pecuarista
A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.
Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

Qualidade no rebanho
As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.
O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

Lucro no negócio
Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.
A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

Tecnologia na produção
A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.
Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

Sustentabilidade no campo
O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.
A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

Desenvolvimento para estados e municípios
O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

CAFÉ + PAU-BRASIL: consórcio das culturas é alternativa na produção agrofamiliar sustentável

da Redação

O Serviço Florestal Brasileiro, órgão ligado ao Mapa, vai atuar por meio do Programa Arboretum na implantação de uma área de cultivo de café em consórcio com pau-brasil, no município de Teixeira de Freitas, na Bahia. A inserção do componente florestal em cultivos agrícolas traz benefícios ao solo e melhores condições microclimáticas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental do sistema e para a conservação da biodiversidade. Além do cultivo do café, a área implantada na Fazenda Bom Retiro produzirá sementes selecionadas de pau-brasil para desenvolvimento do cultivo da espécie e madeira no final do ciclo. O Programa Arboretum vai ofertar os insumos (mudas, adubação e hidrogel), assistência técnica e monitoramento, enquanto o proprietário agrofamiliar trabalha na manutenção da área

A parceria com proprietários rurais e comunidades é crescente no âmbito do Arboretum. O objetivo é fomentar as cadeias econômicas florestais ao lado da conservação e da valorização da biodiversidade florestal. A Fazenda Bom Retiro também tem parceria com o Arboretum em áreas de restauração, e é considerada referência em sustentabilidade e inovação.

O Centro de Desenvolvimento Florestal Sustentável Programa Arboretum também está implantando um viveiro florestal de pau-brasil na Bahia. A iniciativa, que conta com apoio da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Prefeitura de Itamaraju, será desenvolvida no âmbito do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Pau-Brasil. O Arboretum irá oferecer assistência técnica e apoio logístico em comunidades rurais nas ações de produção de sementes florestais e mudas.

O viveiro do Pau Brasil visa ser referência na produção dessa espécie e irá possibilitar uma alternativa de geração de renda para as famílias do PDS, que é o local da maior população de pau-brasil conhecida, registrada pela Ceplac. Atualmente, o Arboretum já atua por meio de um Núcleo de Coleta de Sementes No PDS Pau-Brasil.

O Arboretum é um programa interinstitucional viabilizado e apoiado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, sob a coordenação técnica e executiva do Serviço Florestal Brasileiro. A gestão é feita por um conselho que reúne instituições públicas de controle, pesquisa e normatização: SEMA-BA, UNEB, IFBaiano, Embrapa e CNCFLORA-JBRJ. Foi reconhecido como o primeiro Centro de Desenvolvimento Florestal Sustentável-CDFS no âmbito do SFB em 2018.

Por meio do CDFS Programa Arboretum, já estão sendo apoiadas a implantação e manutenção de agroflorestas. A ideia é conciliar a recomposição florestal com a produção de alimentos, especialmente cacau e banana em áreas de agricultura familiar.

+PECUÁRIA BRASIL: 3ª edição da PecShow em Tocantins tem participação da CONAFER

da Redação

Em um dos eventos da pecuária mais importantes do país, a PecShow, que se realiza em Palmas, capital do Tocantins, o coordenador técnico do +Pecuária para o Norte e Nordeste, Carlos Schumaker, é um dos convidados para debater as vantagens da tecnologia de melhoramento genético, além de falar dos primeiros resultados do programa inédito de inseminação artificial que nasceu da parceria entre a CONAFER e a ALTA GENETICS, o +Pecuária Brasil, que dia após dia avança por todo o país. A PecShow, Feira de Exposição e Vendas de Touros vai até este sábado 30 de outubro com a participação de expositores, técnicos, acadêmicos e pecuaristas. Além da exposição de bovinos das raças Nelore, Senepol e Bosmara, a feira comercializa veículos, tratores, implementos agrícolas e insumos, e ainda realiza oficinas, rodas de conversas, dinâmicas e palestras

A nossa Confederação se faz presente até amanhã no maior evento técnico do setor pecuarista tocantinense. Tocantins foi um dos primeiros estados a firmar um do Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER para levar o programa + Pecuária aos pequenos produtores, com total apoio técnico e acompanhamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura do Tocantins, a Seagro.

Para Carlos Shumaker, um dos coordenadores técnicos do +Pecuária, “estar presente neste evento, que é uma referência técnica do melhoramento genético do nosso país, é uma grande valorização do programa da CONAFER, o maior programa de difusão de material genético superior para o produtor familiar brasileiro. É mais uma confirmação de que estamos no caminho certo para levar tecnologia de ponta direto para o produtor.”

Carlos Shumaker, coordenador técnico do +Pecuária para o Norte e Nordeste, representa a CONAFER no PecShow em Tocantins

Feira PecShow tem foco em genética e tecnologia

A PecShow apresenta um grande número de animais selecionados geneticamente, e acontece no Parque Agrotecnológico de Palmas. Ela é voltada para o segmento pecuarista e tem como objetivo promover a melhora da qualidade dos rebanhos por meio da melhoria genética e da transferência de tecnologia no território do Tocantins.

Já em sua 3ª edição, além do ambiente de negócios e dinâmicas, a feira vai sediar a Vitrine PecShow, organizado pelo Vitrine Pecuária, onde serão comercializados presencialmente gado P.O de corte e leite, equinos e ovinos e virtualmente gado comercial, com mais de mil animais.

Sobre o mercado pecuarista tocantinense, a carne e os derivados bovinos chegam a todas as regiões brasileiras e são exportados a mais de 20 países, especialmente Europa e Ásia. “Nos primeiros 4 meses de 2021 foram R$ 499.783,40 milhões em carne exportada, representando 17% da exportação do Estado (MDIC). Com um rebanho com mais de 9 milhões de cabeça os produtores têm investido em tecnologias de melhoramento genético, buscando sempre excelência em produtividade e mostrando assim a tendência de expansão e o grande potencial para a economia do Estado”, explicou o secretário Jaime Café, responsável pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura do Tocantins, a Seagro, órgão organizador da PecShow.

Conheça o Programa +Pecuária Brasil, a melhor genética do campo

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

CARBONO ZERO: estoques de carbono nos solos brasileiros serão mapeados em programa da Embrapa

da Redação

Foram lançados nesta quarta-feira (27), no âmbito do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos), os novos mapas de estoque de carbono orgânico dos solos brasileiros. O material é uma importante ferramenta para subsidiar políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas e à diminuição da emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs), com gestão eficiente dos recursos naturais. Conhecer a distribuição do carbono nos solos do Brasil, nas diferentes regiões, estados, municípios, biomas e nas fronteiras agrícolas é fundamental para a definição de estratégias e direcionamento de políticas públicas, principalmente aquelas cuja temática está ligada à descarbonização da agricultura e recarbonização do solo, como o Plano ABC+ e o programa Águas do Agro, ambos do Mapa

Por meio desse trabalho, desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Embrapa Solos, em parceria com a Embrapa Agricultura Digital, será possível identificar quais são as áreas potenciais no Brasil para a prática de economia verde, o que impactará positivamente no cumprimento dos compromissos brasileiros para a mitigação das mudanças climáticas.

O secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa e representante da coordenação do Comitê Estratégico do PronaSolos, Cleber Soares, destacou a importância dos solos para a agropecuária. “O maior patrimônio do produtor rural chama-se o solo que ele é responsável. É por meio dos nossos solos que produzimos alimentos, fibras, energia e outras funcionalidades derivadas da agricultura. Neste momento, é oportuno apresentarmos e disponibilizarmos esses mapas, porque é o momento em que o mundo discute e clama, cada vez mais, por uma agenda de sustentabilidade. E os solos são um dos maiores reservatórios de carbono da natureza. Então, nós precisamos conhecer mais e de forma profunda os nossos solos”.

Ao aproximar os mapas de Estoque de Carbono do Solo do Brasil de 2017 e de 2020 é possível perceber a melhoria na qualidade da imagem, o que otimizará a utilização dos dados

Os novos mapas apresentam informações inéditas no país ao fornecerem um retrato detalhado do carbono orgânico estocado no solo brasileiro até a profundidade de 2 metros, na resolução espacial de 90 metros (escala equivalente entre 1:250.000 e 1:100.000). Além disso, as informações de carbono até 1 metro de profundidade estão destrinchadas em cinco camadas: 0-5 cm; 5-15 cm; 15-30 cm; 30-60 cm; e 60-100 cm de profundidade. Esse detalhamento mostra a evolução do levantamento com relação aos mapas anteriores, divulgados em 2017, cuja análise foi realizada a 0-30 cm de profundidade, na resolução de 1 km.

Dentre as variáveis utilizadas para geração dos mapas estão as de relevo, como índice de fundo de vale plano, elevação e índice de rugosidade do terreno, e também as de clima, como precipitação média anual, temperatura do quadrimestre mais frio e radiação solar.

Os novos conjuntos de mapas estão disponíveis para consulta e download no Portal de Dados do PronaSolos (SigWeb). O ambiente virtual reúne, em um sistema de informações geográficas, mapas e dados de solos produzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e permite o cruzamento entre alguns desses produtos, a partir das seleções solicitadas pelo usuário. 

 >> Clique aqui para acessar o Portal de Dados do PronaSolos (SigWeb)

Segundo a chefe-geral da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Brefin, os solos têm um papel decisivo nas mudanças climáticas. “Esses mapas têm muito a ver com essa linha de base, com esse conhecimento dos

Especialmente para esse momento tão importante antes da COP 26 e onde os solos agrícolas devem ser parte da solução de mitigação das mudanças climáticas”.

De acordo com Brefin, os solos funcionam tanto como fonte quanto como sumidouro de carbono. “São fonte de CO² quando são mal manejados e quando transmitem para a atmosfera Gases de Efeito Estufa. E o seu papel mais importante é como sumidouro, é sequestrar esse carbono da atmosfera e estabilizá-lo na matéria orgânica do solo”, disse Brefin.

O solo é um dos cinco reservatórios de carbono do ecossistema terrestre, juntamente com a biota, oceanos, atmosfera e formações geológicas. “Se você somar biota e atmosfera, o solo tem mais carbono do que esses dois juntos. Na verdade, 2/3 de todo o pool de carbono estão no solo. Então, cabe a nós pesquisadores, aos agricultores e aos tomadores de decisão gerar ações e políticas públicas que possam manter e aumentar a matéria orgânica do solo e manter no solo esse carbono”, ressaltou a chefe-geral da Embrapa Solos.

Distribuição

A distribuição espacial do estoque de carbono no solo pode variar de acordo com o tipo de solo, o clima, o material geológico que formou o solo e, especialmente, em função do uso e manejo do solo. Quanto maior o conteúdo de matéria orgânica de um solo, maior o seu poder de sequestrar o carbono.

Os mapas foram gerados com o uso de metodologia de Mapeamento Digital de Solos e computação de alto desempenho a partir de dados organizados pela equipe de projeto da Embrapa Solos intitulado “Mapas Nacionais de Atributos do Solo: Contribuição ao PronaSolos, GlobalSoilMap e Aliança Mundial pelo Solo”.

De acordo com os mapas apresentados pelo chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, Gustavo Vasques, a região da Amazônia e o Sul do Brasil possuem uma maior quantidade de estoque de carbono. “Tem um grande bolsão nas serras do Sul, onde tem solos formados com material mais rico, formado de basalto, e solos formados em altitude, em locais planos e de altitude. Esse ambiente propicia o acúmulo de carbono, porque a degradação é mais lenta, por causa do frio, e, ao mesmo tempo, tem uma boa produção de massa vegetal. Na Amazônia, a produção de massa vegetal e a produtividade primária são muito grandes. Então, apesar de ter um clima quente e com muita chuva, que promove a degradação, a ciclagem de nutrientes é muito grande, o que faz o carbono acumular”.

Em contraponto, a concentração de carbono é menor nos solos do Pantanal e da Caatinga. “O Pantanal tem solos mais arenosos. Então, apesar de ter uma quantidade de solos alagados, esses solos acumulam muito pouco, porque não têm material argiloso onde esse carbono pode ficar retido, onde a matéria orgânica é retida. Então, ela é perdida nas chuvas. A Caatinga é outro exemplo onde você tem estoques baixos, porque com pouca chuva você produz pouca vegetação. Como você não tem vegetação aportando carbono e matéria orgânica, esses solos, ao longo de milhares de anos, acumularam pouco carbono”, disse Vasques.

Ao comparar os mapas de estoque de carbono de 2017 e 2021, a 0-30 cm, o chefe de pesquisa da Embrapa Solos avaliou que o Brasil está no caminho certo. “Me chama a atenção o fato de que o estoque total, de mais ou menos 36 bilhões de toneladas de carbono, é bastante similar entre 1 km e 90 m. O que nos traz uma consciência de que estamos acertando no alvo, pelo menos de uma forma global. Esse estoque é 5% do estoque global de carbono de 0-30 cm e o Brasil é o país tropical de destaque, pelo seu tamanho, entre os países do mundo, contribuindo para o estoque global”.

O PronaSolos é o maior programa de investigação do solo brasileiro, que visa consolidar a integração de dados e colaborar com o avanço do conhecimento dos solos no país. Sua criação teve início em 2015, quando foi constituído um grupo de trabalho coordenado pela Embrapa Solos e composto por pesquisadores de outras unidades da Embrapa, do Mapa, do IBGE, da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que formularam o documento base para a criação do programa.

O PronaSolos foi oficializado com a assinatura do Decreto nº 9.414, de 19 de junho de 2018, e a sua estrutura de governança, que possui comitês Estratégico e Executivo, foi instituída pelo Decreto nº 10.269, de 6 de março de 2020. Por um período de 30 anos, o programa tem a missão de fomentar o conhecimento sobre os solos brasileiros, a partir do mapeamento de todo o território nacional, envolvendo instituições parceiras dedicadas à investigação, documentação, formação de profissionais, sistematização das informações de ciências do solo, incremento na realização de inventários e interpretação dos dados de solos brasileiros. O objetivo é mapear os solos de 1,3 milhão de km² do país nos primeiros dez anos e mais 6,9 milhões de km² até 2048.

Atualmente, o PronaSolos conta com a cooperação de mais de 40 instituições públicas e privadas que se uniram em um desafio continental para uma melhor gestão dos solos do Brasil. A partir do detalhado conhecimento sobre os solos, disponibilizados em uma única plataforma tecnológica, a iniciativa busca proporcionar o aumento da usabilidade dos dados e informações, aprimorando a aplicação dos conhecimentos.

As informações levantadas pelo PronaSolos contribuirão para a potencialização da produtividade agrícola, otimização da expansão urbana, prevenção de riscos e catástrofes, valorização de terras e concessão de crédito agrícola. Especialmente para a agricultura, os resultados do programa poderão permitir que se conheça onde estão as áreas mais aptas para o crescimento sustentável da produção agrícola e pecuária no território nacional. Com informações do Mapa e da Embrapa.

AGROCONAFER: o serviço da CONAFER para levar crédito do Banco do Brasil na mão do agricultor

da Redação

Com o conceito “A mão que lavra a terra, colhe um Pronaf”, o AGROCONAFER é um vasto território de oportunidades para os pequenos produtores financiarem o seu futuro como empreendedores, garantindo o crédito para uma produção sustentável, gerando renda permanente e aumentando os lucros da sua atividade. Para atingir estes objetivos, o AGROCONAFER oferece dois caminhos inteligentes e seguros: as linhas de crédito Pronaf Custeio e Pronaf Mais Alimentos. A operação é na sede da CONAFER em Brasília, e as instituições filiadas à Confederação por todo o Brasil são autorizadas a funcionar como agências intermediadoras nos processos de financiamento. As vantagens são muitas, além do acesso ao dinheiro: os agricultores evitam senhas, filas e toda a burocracia bancária para acessar o crédito, podendo ir uma entidade associada à CONAFER com a garantia do atendimento exclusivo, contato direto com o correspondente bancário e agilidade no processo.

O que é o AGROCONAFER?

AGROCONAFER é o nome do correspondente legal criado pelo Acordo de Cooperação Técnica entre o Banco Brasil e a CONAFER, Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, entidade do terceiro setor e de direito privado, e tem como objetivo principal o fomento a todo o segmento agrofamiliar brasileiro.

Com o AGROCONAFER, os associados da Confederação têm acesso às diversas modalidades de financiamento oferecidas pelo Banco do Brasil aos produtores rurais, em especial ao Pronaf, o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

Conheça as modalidades de financiamento

PRONAF

O AGROCONAFER trabalha com o Pronaf Custeio e o Pronaf Mais Alimentos, oferecendo um maior tempo de carência, descontos na adimplência e a menor taxa de juros do mercado financeiro. A liberação de crédito é a partir de 10 mil reais com o teto limite de até 330 mil reais.

PRONAF CUSTEIO

Se você quer financiar despesas de atividades agrícolas e pecuárias, sementes, fertilizantes, defensivos, vacinas, ração, aquisição de animais ou custeio de qualquer atividade rural, solicite o PRONAF CUSTEIO.
Cada produtor pode financiar até R$ 250 mil por ano agrícola.

Taxas de Juros

Taxa de juros de 2,75% ao ano para:

• custeio de lavoura de arroz, feijão, mandioca, feijão caupi, trigo, amendoim, alho, tomate, cebola, inhame, cará, batata doce, batata inglesa, abacaxi, banana, açaí, pupunha, cacau, baru, castanha de caju, laranja, tangerina, olerícolas, erva-mate, ervas medicinais, aromáticas e condimentares;
• custeio de cultivos em sistemas de produção de base agroecológica ou em transição para sistemas de base agroecológica; • custeio de lavoura de milho para contratação de operações de custeio que, somadas, atinjam o valor de até R$ 20 mil por mutuário por ano agrícola;
• custeio pecuário destinado à apicultura, bovinocultura de leite, piscicultura, ovinos e caprinos;
• custeio destinado à exploração extrativista ecologicamente sustentável.

Taxa de juros de 4,0% ao ano para:

• custeio de lavoura de milho para contratação de operações de custeio que, somadas, ultrapassem o valor de R$ 20 mil por mutuário por ano agrícola. Nesse caso, a taxa de 4,6% a.a. incide sobre o valor integral da operação, e não apenas sobre o valor que excede o limite de R$ 20 mil; • custeio destinado às demais culturas e criações;
• aquisição de animais destinados a recria e engorda.

PRAZO

Para o custeio agrícola:

• açafrão e palmeira real (palmito): até 3 anos;
• culturas bienais: até 2 anos, de acordo com o ciclo da atividade financiada;
• lavouras permanentes: até 14 meses;
• demais culturas: até 1 ano.

Para o custeio pecuário:

• aquicultura: até 2 anos, conforme o ciclo produtivo de cada espécie contido no plano, proposta ou projeto;
• aquisição de bovinos e bubalinos para engorda em regime de confinamento: até 6 meses;
• aquisição de bovinos e bubalinos para recria e engorda em regime extensivo (quando o crédito abranger as duas finalidades na mesma operação): até 2 anos;

Demais atividades: até 12 meses.

PRONAF MAIS ALIMENTOS

Se o objetivo do produtor for financiar investimentos destinados à implantação, ampliação ou modernização da estrutura das atividades de armazenagem e produção na propriedade rural, aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos e implementos, aquisição de matrizes, formação e recuperação de pastagens, proteção e correção do solo, aquisição de bens como tratores, veículos e embarcações, entre outras iniciativas deve ser solicitado o financiamento através do PRONAF MAIS ALIMENTOS.

Cada produtor pode financiar até R$ 330 mil por ano agrícola.
• Empreendimentos de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura – R$ 330 mil;
• Construção ou reforma de moradias no imóvel rural de propriedade – R$ 50 mil;
• Demais empreendimentos – R$ 165 mil.

Crédito Coletivo: até R$ 165 mil por mutuário/ano agrícola, limitado a 10 proponentes por operação.

Taxas de Juros

Taxa de juros de 2,75% ao ano em empreendimentos de:

• adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, incluindo a correção da acidez e da fertilidade do solo e a aquisição, transporte e aplicação dos insumos para estas finalidades;
• formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados à alimentação animal;
• implantação, ampliação e reforma de infraestrutura de captação, armazenamento e distribuição de água, inclusive aquisição e instalação de reservatórios d’água, infraestrutura elétrica e equipamentos para a irrigação;
• aquisição e a instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive os equipamentos de automação para esses cultivos;
• construção de silos, ampliação e construção de armazéns;
• aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras;
• exploração extrativista ecologicamente sustentável.

Taxa de juros de 4% ao ano aos demais empreendimentos e finalidades.

Prazo

• Até 5 anos, incluído até 1 ano de carência para financiamentos de motocicletas adaptadas à atividade rural e caminhonetes de carga, exceto caminhões;
• Até 7 anos, incluídos até 14 meses de carência para financiamentos destinados à aquisição de tratores e implementos associados, colheitadeiras e suas plataformas de corte, assim como máquinas agrícolas autopropelidas para pulverização e adubação;
• Até 10 anos, incluídos até 3 anos de carência para os demais financiamentos.

Como adquirir o financiamento?

Passo a passo.

Basta ser filiado à CONAFER e ter uma conta corrente ativa no Banco do Brasil (a conta corrente é obrigatória para dar início a realização do processo de financiamento e recebimento do crédito).

  1. Caso não tenha a conta ativa basta ir na agência mais próxima e solicitar a abertura, lembrando que não pode ser feita uma conta por aplicativo, somente em agência.
  2. Apresentar as seguintes documentações para o cadastro inicial na entidade vinculada à CONAFER em seu município:
    ✓ RG e CPF
    ✓ DAP
    ✓ CAR
    ✓ Dados da conta-corrente do Banco do Brasil
  3. Após a efetivação do cadastro será enviada a solicitação de autorização para o compartilhamento virtual de dados, ou por aplicativo do Banco do Brasil, internet banking https://www.bb.com.br/, caixa eletrônico com o cartão físico ou solicitando que o gerente da agência faça a autorização de pendência internamente.
  4. De acordo com as documentações solicitadas, será necessário um projeto assinado pelo técnico credenciado pelo Banco do Brasil (taxa de serviço inclusa no valor do financiamento); ou contratado individualmente; ou solicitar a assistência técnica da CONAFER, caso tenha disponível na região.
  5. Após o proponente digitalizar as documentações exigidas pelo Banco do Brasil, os dirigentes enviarão para a sede da CONAFER, que irá formalizar a proposta e enviar para a análise.
  6. A partir daí o banco tem até 48 horas para analisar a proposta enviada e fazer a liberação do crédito caso todos os documentos estejam devidamente corretos.

MISSÃO YANOMAMI: em Barcelos, CONAFER filia novos parentes e segue missão no Amazonas

da Redação

Depois de acompanhar a Primeira Assembleia da Associação Xorómawë, no último dia 15 de outubro de 21, com a participação de 16 comunidades Yanomami e 11 Tuxauas, além de 150 parentes de outras comunidades do Rio Negro, após chegada em Barcelos, e vindos de Manaus, os secretários indígenas Lucas Santana, Burain de Jesus e Júnior Xukuru, o secretário da Amazônia Legal Silas Vaz e a cientista política Alcyjara Lacerda, realizaram nos dias 21, 22 e 23 de outubro, em parceria com a União Nacional Indígena (UNI), centenas de novas filiações de parentes Yanomami, além da compra de 250 cestas básicas para ajudar as comunidades indígenas mais carentes. No dia 22 houve um grande mutirão para filiar novos agricultores dos povos Yanomami e Baré, o que se repetiu nos dias seguintes até ontem

São quase dois dias para chegar em Barcelos, um dos lugares mais bonitos e encantadores do interior do Amazonas, mais ao Norte do Estado, com uma natureza de exuberância única, a 400 km em linha reta da capital Manaus, ou 1 mil km entre condução por terra e barco. De avião, a viagem dura 1 hora passando pela floresta e os arquipélagos da imensa bacia amazônica, até aportar às margens do lendário Rio Negro, com direito a sobrevoar o espetáculo do maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, e o sétimo maior rio do mundo em volume de água.
Fundada em 1728, Barcelos é uma cidade histórica, a primeira capital da província do Amazonas, e tem sua origem ligada às missões que chegaram na Aldeia de Mariuá. Nesta região vivem indígenas de diversas etnias, entre elas os Yanomami, organizados em aproximadamente 250 aldeias dentro da grande floresta.

Desde que foram recebidos pelas duas lideranças representantes da associação Xorómawë, Geraldo e Leno, logo na chegada em Barcelos, já em território sagrado, para depois serem apresentados para todos os parentes Yanomami, os representantes da CONAFER atuaram nos cadastros, acompanhando as demandas das comunidades, reuniões com as lideranças, em rituais sagrados e também no auxílio aos parentes com a entrega destes alimentos.

A CONAFER e a luta dos povos originários
A história do genocídio de 6 milhões de indígenas, desde que os colonizadores chegaram na América, desde que aqui se fixaram infringindo direitos humanos e os direitos dos povos originários, desde que destruíram milhares de etnias, desde então, somos herdeiros da luta pela defesa dos territórios dos povos que originaram nosso país, que formam a nossa cultura e nos inspiram diariamente a preservar o meio ambiente. Portanto, a luta dos povos originários é também uma luta da CONAFER.

Estamos juntos, apoiamos e defendemos os povos indígenas. E nos aliamos como bravos guerreiros na defesa das suas causas, principalmente o direito à proteção dos seus territórios, à autodemarcação, à liberdade de expressão e preservação da sua rica cultura. Todos os indígenas são reconhecidos como agricultores familiares pela Lei da Agricultura Familiar, a Lei nº 11.326, de 2006.

Para atuar mais diretamente nas causas indígenas, a CONAFER tem secretarias voltadas para as questões indígenas, trabalhando desde o mapeamento de territórios até o fomento às suas diversas culturas agroecológicas, no apoio logístico em aldeias por todo o país, no estímulo à cultura e às suas tradições.

Conheça as principais leis relacionadas aos direitos e garantias dos povos originários:

Constituição Federal

Convenção 169 da OIT

Lei nº 6.001/1973 – Estatuto do Índio

Lei nº 4.504/64 – Estatuto da Terra

Lei nº 12.651/2012 – Código Florestal

Portaria nº 666/2017/PRES/FUNAI – Regimento Interno da Funai

Decreto nº 7.747/2012 – Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI

Decreto nº 3.108/1999 – Acordo Constitutivo do Fundo para Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe

Decreto nº 6.040/2007 – Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais

Instrução Normativa n° 15/2018/PRES/IBAMA -Define quais atividades ou empreendimentos desenvolvidos pelos povos indígenas não são sujeitos ao licenciamento ambiental

Lei nº 8.171/1991 – Política Agrícola

Lei nº 11.326/2006 – Política Nacional da Agricultura Familiar

Decreto nº 3.991/2001 – Programa Nacional da Agricultura Familiar – PRONAF

Portaria MDA nº 17/2010 – Condições e procedimentos para declaração de aptidão ao PRONAF

Portaria MDA nº 94/2012 – Instituição da declaração de aptidão ao PRONAF para indígena – DAP I

Decreto nº 7.794/2012 – Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

Lei nº 12.188/2010 – Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural

Lei nº 12.512/2011 – Programa Fomento Rural

Lei nº 10.711/2003 – Sistema Nacional de Sementes e Mudas

Decreto nº 5.153/2004 – Regulamentação do Sistema Nacional de Sementes e Mudas

Portaria MDA/MJ nº 02/2015 – Institui o Selo Indígena

Lei nº 11.346/2006 – Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN

Decreto nº 7.272/2010 – Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – PNSAN

Lei nº 11.947/2009 – Política Nacional da Alimentação Escolar

Lei nº 11.771/2008 – Lei Geral do Turismo

Instrução Normativa nº 003/2015/PRES/FUNAI – Regulamenta a visitação turística em Terras Indígenas

+PECUÁRIA BRASIL: lançado em Quixeramobim, o programa inédito de melhoramento genético atingirá 11 municípios do Ceará

da Redação

A CONAFER e a SDA, Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará, assinaram nesta quinta-feira, 14 de outubro, um acordo de cooperação técnica que envolve 11 municípios para distribuição de 3 mil doses de sêmen pelo programa +Pecuária Brasil. A cerimônia de lançamento ocorreu na manhã de ontem, quinta-feira 14 de outubro, em Quixeramobim, município a 250 km da capital Fortaleza. Além dos pecuaristas agrofamiliares quixeramobimenses, também serão beneficiados os pequenos produtores de Iguatu, Quixelô, Quixeramobim, Deputado Irapuan Pinheiro, Solonópole, Quiterianópolis, Jucás, Jaguaretama, Jaguaribe, Novo Oriente e Iracema. O rebanho bovino no Ceará somava 2,5 milhões de cabeças até 2020, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora com o +Pecuária, que surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS, é possível ampliar esta perspectiva, pois o melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por produtos de alto valor agregado, sustentabilidade ambiental e fortalecimento de toda a cadeia produtiva da agropecuária familiar, gerando mais emprego e renda no campo

O governo do estado e os pecuaristas agrofamiliares cearenses, que serão beneficiados ao longo de 4 anos pelo programa, receberam com muita alegria a chegada do +Pecuária, o maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar brasileira. O rebanho bovino no Ceará, em 2019, registrou recorde na série histórica de produção leiteira, com quase 800 milhões de litros. Em 2020 houve aumento na produtividade do plantel e de crescimento e diversificação da indústria de laticínios, o que fortaleceu ainda mais a cadeia produtiva da pecuária bovina no Estado. É neste cenário de crescimento e apoio do governo cearense às iniciativas voltadas aos pequenos pecuaristas, que o +Pecuária Brasil chega ao Estado.

Lançamento do +Pecuária ocorreu na Fazenda Normal, fazenda modelo de estudos tecnológicos da Ematerce

Sede da Ematerce em Quixeramobim – CE

Considerada um dos principais patrimônios do Estado e de estudos tecnológicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), a Fazenda Normal tem ações de pesquisa em uma unidade rural transformada em um Centro de Convivência com o Semiárido. Além de especialistas e técnicos, estudantes universitários difundem técnicas e desenvolvem práticas de campo, tanto na área da agricultura quanto da pecuária.
A Fazenda Normal, localizada no município de Quixeramobim, ocupa uma área de 1.507 hectares, e conta com total infraestrutura para os pesquisadores e aprendizes poderem permanecer por um maior período no campo de pesquisas e estudos.

Em pé ao microfone, Amanda Soares, uma das coordenadoras do +Pecuária Brasil. Na mesa: Antônio Amorim, presidente da Ematerce; a prefeita de Quiterianópolis, Priscilla Barreto; Carlos Bezerra, secretário Executivo do Desenvolvimento Agrário; o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Antônio Pimenta Lima; Ricardo Silveira, prefeito de Quixada e o prefeito de Jucás, Édson Riva Cunha

A bovinocultura leiteira é uma das poucas atividades que são viáveis de cultivo em sequeiro no Ceará, isto é, que depende apenas de chuva. Além disso, ela estabelece uma renda contínua pelas excelentes condições da cadeia produtiva cearense. Por isso, a produção pode aumentar que o mercado consumidor vai absorver. O melhoramento genético já chegou ao Estado, mas desta forma, levando o sêmen diretamente ao pequeno produtor durante 4 anos, é algo inédito e muito bem-vindo. Uma característica climática ajuda no desenvolvimento dos rebanhos do Ceará: a temperatura é adequada tanto para a criação de gado leiteiro como para a engorda do animal destinado para corte. Dos dez maiores produtores de leite no Brasil, três estão no Ceará.

Sobre o desenvolvimento do setor no Estado, o governo cearense tem buscado iniciativas para valorizar os produtos lácteos, impulsionar a indústria e ao mesmo tempo acompanhar o produtor no campo: melhoramento genético do rebanho, gerenciamento das propriedades rurais, da qualidade do leite, da formação de reserva alimentar para o gado.

Agora com o +Pecuária, a agropecuária familiar cearense recebe mais um impulso importante, não apenas pelo aspecto de melhoria da qualidade dos plantéis, como também pelo horizonte que se abre para todo o segmento agrofamiliar.

O presidente Carlos Lopes, parabenizou toda a Equipe da CONAFER, “em especial aos coordenadores e responsáveis pela efetivação do + Pecuária Brasil, pelos produtores cearenses estarem mais confiantes e felizes com este lançamento. Estaremos proporcionando tecnologia e melhoramento na cadeia produtiva da pecuária brasileira, todos juntos e ao mesmo tempo”.

Saiba mais sobre o +Pecuária Brasil

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

Com informações da TrendsCE.

ZARC DO MILHO SEGUNDA SAFRA: consórcio com braquiária tem novo zoneamento de risco climático

da Redação

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura de milho segunda safra foi publicado nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Fundamentais para uma condução eficiente das lavouras brasileiras no campo, um desses zoneamentos recém-elaborados é do cultivo consorciado de milho segunda safra com braquiária.A produção de milho no Brasil se caracteriza pela divisão em duas épocas de plantio. O plantio de verão, ou primeira safra, é realizado na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano). Mais recentemente, tem aumentado a produção obtida na safrinha ou segunda safra. A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Verifica-se, nas últimas safras, um decréscimo na área plantada no período da primeira safra, que tem sido compensado pelo aumento dos plantios na safrinha e pelo aumento do rendimento agrícola das lavouras de milho

Foi feito um ajuste do ciclo de cultivo do milho em função da variação das temperaturas neste período de segunda safra. “O ajuste do ciclo de cultivo do milho em função da variação das temperaturas neste período de segunda safra pode ser considerado o principal aperfeiçoamento deste estudo, especialmente para os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (PR), onde se concentram as maiores produções”, afirma Balbino Evangelista, geógrafo e analista de Pesquisa da Embrapa no Tocantins. Ele é um dos líderes dos trabalhos com Zarc na empresa.

O geógrafo explica que, por conta do grande efeito da temperatura no alongamento do ciclo do milho safrinha, foram realizadas avaliações de riscos para ciclos variáveis, com duração de 100 até 180 dias. No estudo anterior, essa análise estava restrita a ciclos de 100 até 120 dias. Como consequência, aumentou a quantidade de municípios contemplados dentro de níveis de riscos aceitáveis e foi possível ajustar as janelas de plantio em regiões críticas, seja para maior ou para menor período. Alguns municípios situados em regiões mais frias do Sul e do Sudeste do país tiveram a janela reduzida.

Entre 22 e 24 de setembro, aconteceram reuniões virtuais de validação junto a diferentes agentes da cadeia produtiva de valor de quatro estados: Paraná; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; e São Paulo. Profissionais como técnicos da extensão rural, consultores, produtores, pesquisadores e agentes financeiros tiveram acesso aos resultados do zoneamento que, após discussões técnicas, foram validados com pequenos ajustes.

Zarc 50% não será implementado

Com o atraso de plantio do milho segunda safra na última safra, plantada a partir de janeiro de 2020, diversas instituições solicitaram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma prorrogação da data de plantio da cultura. Por se tratar de instrumento técnico-científico, não havia como flexibilizar datas sem prévio estudo da Embrapa.
No entanto, visando demonstrar quais munícipios do Brasil poderiam ter mais um decêndio de plantio no milho de segunda safra com uma nova classe de risco de 50%, a Embrapa, a pedido do Mapa, desenvolveu as pesquisas, que foram apresentadas às instituições demandantes, que declinaram da criação do Zarc de 50%.

Havia riscos de não atender muitos dos municípios que apresentaram atraso de plantio em 2020, ou seja, a maioria da regiões apresentou risco de insucesso superior a 50% quando acrescentado um decêndio (dez dias) a mais de período de plantio. Além disso, uma possível exposição de um risco muito alto de perdas por problemas climáticos e representaria uma elevação dos custos do sistema de seguro rural e Proagro.

Para que serve o Zarc?

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).
Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android
Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Com informações do Mapa.

CONAFER BRASIL: atuação da Confederação se consolida em todo o país em 2021

da Redação

Em seus 10 anos de atividades e trabalho intenso em defesa da Lei 11.326, que reconheceu a Agricultura Familiar como categoria e setor econômico, a CONAFER sabe da responsabilidade de atuar em favor de 36 milhões de agricultores responsáveis por 70% da produção do consumo interno do país. A agricultura familiar influencia grande parte das culturas locais onde ela se desenvolve, e corresponde à base econômica de nove entre cada dez municípios com até 20 mil habitantes. Nos últimos dois anos, novas associações de todas as regiões do país se integraram à Confederação, ampliando a sua atuação para chegar em todos os estados brasileiros

A CONAFER nasceu para promover a autonomia econômica e os valores culturais de todas as categorias de agricultores. Este trabalho não é decisivo apenas para o crescimento econômico e a segurança alimentar do país, pois ao desenvolver uma agricultura agroecológica em todo o território nacional, adicionamos o valor agregado da sustentabilidade em nossos produtos.

O mundo espera isso do Brasil. É este modelo que alia produtos saudáveis com sustentabilidade que pessoas de todo o mundo vão consumir, em volumes nunca antes vistos, pois o mundo pós-pandemia, em crise socioeconômica e socioambiental, precisa proteger os recursos naturais sem abrir mão da segurança alimentar.

A CONAFER também defende a regularização fundiária como possibilidade importante para corrigir as distorções do campo, onde milhares de famílias sem a posse da terra não podem acessar programas de fomento e se desenvolver como produtores. Estima-se que 300 mil agricultores familiares sejam beneficiados com a regularização fundiária.

A Confederação possui um corpo técnico para atuar diretamente no meio rural e recursos humanos que dão o suporte neste trabalho em diversas cidades do país. A entidade, fundada em 2011, estrutura-se por meio de Secretarias Nacionais, Coordenações Regionais, Sindicatos e Federações, as SAFERS e FAFERS que estão em contato direto com os agricultores familiares filiados. Os sindicatos emitem a DAP, Declaração de Aptidão ao Pronaf, prestam serviços ao aposentados pelo INSS Digital e por meio de convênios, assessoram juridicamente os agricultores e oferecem o apoio técnico da CONAFER.

Uma agricultura que responde por 10% do PIB brasileiro

A agricultura familiar que a CONAFER defende é que mais gera renda e emprego no campo, e a que de fato aumenta o nível de sustentabilidade das atividades no setor agrícola. São agricultores familiares que vivem em 4 milhões de pequenas propriedades rurais, quase a metade deles localizado na Região Nordeste, e outros milhões de assentados e acampados por todo o território do Brasil. Todos eles respondem por 10% do nosso PIB, 10% de toda a riqueza produzida no país. Um segmento econômico tão grande que se fosse um país, seria o 8º maior produtor agrícola do planeta.

Os estabelecimentos da agricultura familiar representam 77% do total de unidades agropecuárias e respondem por 23% do valor da produção, ocupando 23% da área total dos empreendimentos. Em 2017, trabalhavam na agricultura familiar cerca de 10,1 milhões de pessoas, ou seja, 67% da mão de obra empregada nos estabelecimentos agropecuários. O censo também mostrou que 81,3% dos produtores eram homens e 18,7% mulheres, o que demonstra um aumento da participação feminina na atividade agrícola.

O Censo Agropecuário de 2006 apontava que as mulheres representavam 12,7% da força produtiva total. Os agricultores familiares são responsáveis por produzir cerca de 87% da mandioca, 70% do feijão nacional, 60% do leite, 34% do arroz e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos.

Segmento econômico aliado da biodiversidade e da cultura regional

Para a CONAFER, ao adotar práticas tradicionais de cultivo de baixo impacto ambiental, a agricultura familiar tem sido grande aliada da sustentabilidade e da responsabilidade socioambiental. Exemplo maior disso é a produção de alimentos integrada a gestão dos recursos naturais em prol da manutenção da biodiversidade.

A agricultura familiar contribui de forma muito positiva para a soberania alimentar ao preservar a tradição cultural e a produção de alimentos típicos da região em que o empreendimento está inserido. Colabora também para a preservação de hábitos alimentares regionais.

A crise provocada pelo coronavírus tornou ainda mais visível a condição da agricultura familiar de alicerce fundamental da sociedade, por ser responsável pela produção dos alimentos básicos que a população brasileira consome em seu cotidiano.

BÔNUS NO PRONAF: sai lista de produtos com desconto de 10 de outubro até 9 de novembro

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou no último dia 9 de outubro, a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto), banana, borracha natural cultivada, cará/inhame, cacau cultivado, castanha de caju, cebola, juta/malva embonecada, laranja, maracujá, raiz de mandioca e tomate. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. O recebimento de bônus ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar, o PGPAF, fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Pronaf

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de outubro a 9 de novembro deste ano, conforme a Portaria Nº 37, da Secretaria de Política Agrícola. Foram adicionados na lista de produtos com direito a bônus do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) deste mês o tomate, dos estados do Piauí e de Sergipe, o maracujá, de Alagoas, e a juta/malva embonecada, do Amazonas.

O cálculo da bonificação é feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos preços recebidos pelos produtores em setembro, com validade para o período de 10 de outubro a 9 de novembro próximo, conforme a lista divulgada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União.

Os produtos foram incluídos na lista devido ao baixo preço praticado no mercado, sobretudo do tomate, que teve a favor o clima chuvoso do inverno nordestino, o que ajudou a elevar a produção. A concorrência da safra de outros estados também pode ter contribuído para a queda dos preços. O agricultor recebe o bônus do PGPAF quando seu produto está com preço abaixo do valor de garantia oferecido pelo programa. Desta forma, o produtor pode utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.
Para mais informações entre em contato pelos endereços eletrônicos: [email protected] ou [email protected]

Relação dos produtos com desconto no Pronaf até 9 de novembro

Açaí (fruto)

O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor escura, que vai do roxo ao preto, o fruto arredondado nasce em cachos e, na maioria das vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da Região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais. No Brasil, cerca de 90% da produção está no estado do Pará.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Borracha natural cultivada

Os países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã, são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total produzido. O Brasil é o maior produtor de borracha natural da América Latina e começou a produzir na época do extrativismo. A concentração desse cultivo em nosso país está principalmente nas regiões do Sudeste e Centro-oeste. Dentre estas o destaque vai para o Noroeste Paulista, maior região produtora nacional. No Brasil, a produção de borracha natural é responsável por gerar 80 mil empregos no campo e na indústria.

Cará/inhame

A maior produção de inhame no Brasil ocorre no Nordeste, principalmente nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas e Piauí. A produção de túberas comerciais pode alcançar as médias de 20 a 25 t/ha. Utilizando-se os sistemas de cultivo tradicionais, a produtividade fica entre 9 a 12t/ha. O principal trato cultural da lavoura de inhame são as capinas, que diminuem a incidência de pragas e doenças na plantação. O país é o segundo maior produtor de inhame da América do Sul.

Cacau cultivado

Com produção de cerca de 4 milhões de toneladas anuais e movimentação de US$ 12 bilhões, a indústria do cacau é responsável por empregar mais de 6 milhões de agricultores em todo o mundo. No Brasil, a produção de cacau é liderada pelo Pará e usa, principalmente, sistemas agroflorestais. A Bahia, que estava no topo desse pódio até 2017, também atua como protagonista no setor. Nos últimos cinco anos, calcula-se que a produção cacaueira teve crescimento de 25% no Brasil, totalizando cerca de 193 mil hectares plantados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

Castanha de caju

O Nordeste é a região onde se concentra a produção nacional do fruto. Até 2019, o principal produtor foi o estado do Ceará, com uma produção estimada de 83 mil ton, em segundo lugar, o estado do Piauí que produziu 25 mil ton, seguido pelo estado do Rio Grande do Norte que produziu 18 mil ton. Estes três estados representaram 89,4% da produção brasileira de castanha de caju, sendo toda a região nordestina representando 98,6% do total produzido no país.

Cebola

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de cebola, com uma produção de 1.549.597 t na safra 2018, cultivadas numa área de 48.629 ha e rendimento médio de 31,95 t/ha. O valor bruto da produção naquele ano foi estimado em R$ 1,5 bilhão. Em 2017, Santa Catarina tinha mais de 20 mil hectares destinados ao cultivo de cebola, 36% de toda área plantada de cebola do país. Com a alta na produtividade naquele ano, o rendimento foi 46,9% superior ao da safra anterior – e o aumento na área plantada, os produtores colheram então a maior safra da história. No caso da safra 2020/21 de cebola do Sul, a seca reduziu a produtividade das lavouras colhidas, além de algumas áreas terem sido atingidas por granizo. Dessa forma, o volume tende a ser menor que o esperado.

Juta/malva embonecada

O estado do Amazonas é o maior produtor de juta e malva do Brasil.
A cidade de Manacapuru concentra o maior número de produtores que trabalham com as fibras. Nos municípios de Codajás e Beruri também existem muitos produtores de fibras. As fibras vegetais têm mercado certo. A indústria absorve toda produção nacional e ainda precisa importar para atender a sua demanda.

Laranja

O Brasil é o maior produtor de laranja do mundo, seguido por Estados Unidos, China, Índia, México, Egito e Espanha. Está presente em todos os estados da federação e também no Distrito Federal, mas sua principal produção está em um cinturão que vai do Paraná a Sergipe, passando por São Paulo, Minas Gerais e Bahia. março de 2020 que, em 2019, a quantidade produzida de laranja cresceu 5,62%. As variedade mais produzidas no Brasil são a valência, a valência folha murcha, a pera rio, a hamlim, a westin e a rubi. O estado de São Paulo é o maior produtor, responsável por 78,7% de toda produção nacional de 2017, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Maracujá

No Brasil, em números absolutos, a área destinada à produção de frutos de maracujá, segundo o IBGE – Produção agrícola, em 2018, foi de 42.731 hectares, sendo esta área responsável por produzir cerca de 602.651 toneladas de frutos, com produtividade de 14.103 kg/ha. A Bahia continua sendo o principal produtor de maracujá, com 160.902 toneladas, seguida do Ceará, com 147.458 toneladas. Santa Catarina manteve a terceira posição, com 53.961 toneladas, destacando-se no cenário nacional pela quantidade e qualidade dos frutos produzidos.

Raiz de mandioca

A raiz da mandioca é a parte mais utilizada da planta, sendo essa porção rica em amido. A mandioca é uma planta que possui grande valor nutricional. As raízes, parte mais consumida da planta, apresentam grande quantidade de amido, sendo, portanto, ricas em carboidratos e uma excelente fonte de calorias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a produção brasileira de raiz de mandioca no mês de fevereiro de 2018 foi de 20,8 milhões de toneladas, cultivadas numa área de 1,4 milhões de hectares.

Tomate

Do campo diretamente à mesa, ou como matéria-prima, o tomate é fonte de emprego e renda. Apenas a indústria movimenta R$ 3,2 bilhões anuais. Goiás é o principal produtor do país, com 12,3 mil hectares de área plantada com a variedade específica para processamento. São Paulo e Minas Gerais vem atrás do estado goiano na produção de tomate industrial do país. A expansão da área de plantio de tomate rasteiro, na safra 2019/20, ocorreu no Estado de São Paulo, com aumento de 32,5% do cultivo em relação à safra anterior, totalizando 3,3 mil hectares.

Com informações do Mapa e Conab.