MINUTO SAÚDE CONAFER: Outubro Rosa

Estamos no mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. É o tipo de câncer mais comum entre mulheres e se diagnosticado no começo, tem grandes chances de cura. Por isso, é importante que a mulher faça seus exames de rotina periodicamente.

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Saiba mais com a nossa cartilha:

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AGRICULTURA +SAÚDE FAMILIAR: CONAFER e ITT firmam parceria para levar saúde no campo

da Redação

Entidades voltadas aos interesses dos agricultores familiares unem expertises para levar saúde ao segmento. Projeto piloto será lançado no Rio Grande do Norte. O Agricultura +Saúde Familiar atenderá todas as categorias de pequenos produtores: pescadores, pecuaristas, lavouristas, extrativistas, artesãos, indígenas, assentados, acampados, ribeirinhos e quilombolas. A principal característica do projeto é a sua mobilidade. O atendimento médico será por meio de uma Carreta Médica Móvel, que se deslocará para 52 municípios inicialmente. Pelo mapeamento feito pela CONAFER e o ITT, a estimativa é atender 20 mil agricultores familiares. Um destaque para o futuro do programa é o uso da telemedicina em diagnósticos e procedimentos, ampliando ainda mais as vantagens do +Saúde Familiar


As duas entidades se uniram para criar o Agricultura +Saúde Familiar

As carências sociais no meio rural ainda são obstáculos ao desenvolvimento de uma grande parcela do segmento agrofamiliar brasileiro. São estes agricultores e suas famílias a parte mais vulnerável da sociedade rural, e por isso, precisam ser assistidos. Saúde custa caro, exatamente por esta razão que a saúde preventiva é fundamental. Assim, com a soma de cada diagnóstico preventivo realizado, o Agricultura +Saúde Familiar estará contribuindo para a saúde de todo o meio rural.

A mobilidade do atendimento será viabilizada pela Carreta Médica Móvel

Com base na mobilidade, o espaço físico do projeto será a carreta médica móvel, de fácil acesso à população. Os locais de atendimento terão o fluxo direcionado e bem estruturado para evitar aglomerações, com distanciamento mínimo de dois metros, áreas de desinfecção e higienização, devido à pandemia da Covid-19.

Por que é tão importante levar saúde preventiva aos agricultores

Os agricultores e agricultoras durante as atividades laborais, estão expostos a uma série de riscos: acidentes ocupacionais, como intoxicações e exposição ao sol, que dependem em maior ou menor grau do tipo de atividades na lavoura e equipamentos utilizados. O melhor caminho para melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais é a prevenção dos malefícios à saúde ocasionados pelo próprio trabalho.

O Agricultura +Saúde Familiar será realizado em regiões com carências no acesso à saúde, principalmente pelos idosos, permitindo a a todos os agricultores envolvidos, uma melhor prevenção da saúde com atendimento médico nas especialidades de clínica geral, cardiologia e odontologia, com a realização do exame de sangue (hemograma completo), conforme prevê o projeto.

Estas são as 52 cidades do Rio Grande do Norte que fazem parte do projeto piloto de lançamento do Agricultura +Saúde Familiar:

1- Natal

A capital potiguar faz parte das cidades que serão atendidas pelo projeto

2- Rio do Fogo
3- Maxaranguape
4- Taipú
5- Ceará Mirim
6- Nova Cruz
7- Passa e Fica
8- Montanhas
9- Pedro Velho
10- Baia Famosa
11- Extremoz
12- Cangu
13- Santa Maria
14- Canguaretama
15- Vila Flor
16- Tibau do Sul
17- Lelmo Marinho
18- São Gonçalo de Amarante
19- Santo Antônio
20- Serrinha
21- Macaíba
22- São pedro
23- Boa Saúde
24- Nísia Floresta
25- São Paulo de Potengi
26- Lagoa Salgada
27- Parnamirim
28- Monte Alegre
29- Lagoa de Pedras
30- Tângara
31- Jandaria
32- São José do Campestre
33- Bom Jesus
34- Santa Cruz
35- Senador Elói de Souza
36- Serra Caiada
37- São José do Mipipú
38- Coronel Ezequiel
39- Vera Cruz
40- Jaçanã
41- Lagoa d´Anta
42- Japi
43- Monte das Gameleiras
44- Serra de São Bento
45- Pedro Avelino
46- Brejinho
47- Espírito Santo
48- Várzea
49- Arês
50- Goianinha
51- Senador G. Avelino
52- São Bento do Trairí

Sobre as especialidades oferecidas pelo Agricultura +Saúde Familiar

De acordo com projeto, teremos um tripé de especialidades no atendimento: o clínico geral, para identificar sintomas, pedir e analisar exames, prescrever medicamentos, encaminhar pacientes para especialistas adequados e tratar doenças que não necessitam de intervenções cirúrgicas; um cardiologista, para realizar e solicitar exames para avaliação do sistema cardíaco; e um dentista para avaliar e tratar a saúde bucal dos agricultores. Exames de sangue (hemograma completo) fazem parte do projeto, e são importantes para a prevenção e identificação de possíveis doenças existentes, dando aos agricultores e empreendedores familiares rurais, mais e melhores condições de ter uma vida saudável e de qualidade.

Mobilidade é estrada para implantar a Telemedicina no +Saúde Familiar

Por utilizar o meio online em seus diagnósticos e procedimentos, a telemedicina será um importante aliado do projeto no futuro. Este processo avançado de monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise digital de resultados de diferentes exames, é apoio importante para a medicina tradicional.

A teleconsulta utiliza um sistema com tecnologia de ponta para garantir a segurança dos dados repassados entre profissionais da saúde, e entre paciente e médico, além do armazenamento seguro das informações, pois os procedimentos são liberados apenas após a assinatura digital do médico.

De acordo com Censo Agropecuário 2017 do IBGE, dos mais de 63 mil estabelecimentos agropecuários, mais de 50 mil (80%) eram agrofamiliares. Ou seja, de cada 100 estabelecimentos recenseados, 80 são administrados por pequenos produtores e suas famílias, representando a maioria absoluta das propriedades existentes. Esta enorme demanda por saúde, é portanto, mais uma razão para efetivar o projeto no estado potiguar, para depois levá-lo aos agricultores familiares de todo o país.

+PECUÁRIA BRASIL: como obter uma criação de gado de leite mais produtiva e rentável

da Redação

Se fizermos uma análise da produção de gado de corte e leite em todas as regiões do Brasil, veremos que a pecuária agrofamiliar domina o segmento leiteiro. Não são poucos os exemplos de pequenos criadores que seguiram o caminho do sucesso quando definiram normas sanitárias mais rígidas, nutrição de alta qualidade, melhoramento genético e protocolos de sustentabilidade nos processos produtivos e de manejo do plantel. É desta forma que as propriedades modernas avançam na qualificação do produto e no retorno financeiro que o mercado de laticínios oferece. A cadeia do leite tem em sua estrutura: insumos, produtor, indústria, logística, distribuição, mercado e consumidor final. Como um empreendedor, o pequeno pecuarista precisa estar integrado na cadeia leiteira, melhorando o produto e observando as oportunidades que se apresentam para desenvolver o seu negócio. Um grande rebanho não significa lucro certo, pois um rebanho menor mais qualificado pode ser mais vantajoso ao pecuarista agrofamiliar. Em qualquer situação, porém, hoje o melhoramento genético é decisivo na evolução dos rebanhos, comprovando a importância do programa +Pecuária Brasil para a produção leiteira

A criação de gado de leite faz parte de uma cadeia de produção extensa e complexa. Dentro deste mercado, sabemos que o leite sofre influência de diversos fatores como as políticas econômicas, sazonalidade da produção, quantidade demandada pelo mercado, dentre outros. Entre os diversos fatores que influenciam no preço pago ao produtor, podemos destacar:

  • Épocas do ano de aumento do consumo;
  • Investimentos de curto e longo prazo;
  • O custo operacional da produção;
  • O comportamento do consumidor;
  • Política econômica em vigor.

Esses fatores não podem ser controlados, ou seja, o produtor deve focar naquilo que ele pode interferir, como calcular muito bem os custos de produção e identificar os possíveis pontos de desperdício.

Acertar na escolha dos animais é fundamental
Antes de escolher as vacas para a produção de leite é preciso conhecer bem as suas características e entender qual é a mais adequada em sua propriedade. Na pecuária leiteira, o patrimônio genético do rebanho influencia fortemente os rumos do negócio. Assim, para garantir a eficiência produtiva e a qualidade do leite, o produtor precisa conhecer as raças de bovinos de leite antes de fazer a sua escolha. Entretanto, essa decisão também passa por outros fatores que não podem ser ignorados.

Por exemplo, um dos pontos que mais deve pesar nessa balança é o tipo de sistema de produção que será adotado na fazenda — se intensivo, extensivo ou outros. Isso porque, dependendo do que você espera para o seu negócio e das condições da sua região, uma raça rústica é mais indicada, em vez de uma que produza um grande volume de leite. Conheça as raças de bovinos de leite mais utilizadas no país.

Raça Holandesa

A raça Holandesa é, de longe, a mais difundida no setor leiteiro, dada sua notória capacidade de produzir leite: 6 a 10 mil kg em média, em 305 dias de lactação. Tem origem nos Países Baixos e é resultado da cruza de várias raças europeias, selecionadas com o objetivo de desenvolver uma linhagem que obtivesse a melhor conversão alimentar sob o regime de pastejo.
O Holandês tem úbere de boa conformação e grande capacidade, e o leite tem boa concentração de sólidos. As novilhas conseguem ter sua primeira cria em torno dos 2 anos de idade, e seus bezerros nascem pesando, em média, 38 kg. Como a raça é originária de países de clima mais frio, os animais são exigentes quanto ao clima, não se adaptando muito bem às regiões quentes do Brasil ou com pastagens de produtividade sazonal. Contudo, é amplamente utilizada como matriz em cruzamentos, podendo transmitir excelentes atributos às novas linhagens. Também é preciso atentar para conforto e o manejo. São animais recomendados para sistemas de média e alta produção, e a pelagem típica é branca e preta ou branca e vermelha.

Raça Girolando

Resultado da iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no início da década de 1980, a Girolando é uma raça genuinamente brasileira, fruto do cruzamento da Gir com a Holandesa. Esse trabalho gerou animais rústicos como o Gir e altamente produtivos como o Holandês.

Dessa última linhagem, ainda herdou a fertilidade, a longevidade e a precocidade sexual. A Girolando é extremamente bem-adaptada aos trópicos, além de ser flexível para diferentes tipos de clima e manejo. Tem boa eficiência reprodutiva e conversão alimentar, o que confere um desempenho econômico muito satisfatório.
Como é uma raça mestiça, seu preço é menor, quando comparado ao das raças puras, traduzindo mais uma vantagem para o produtor. A produção de leite é excelente: média de 5.061 kg em 283 dias. Aos 36 meses de idade, tem a primeira cria e é dócil com seus bezerros, que nascem com 35 kg, aproximadamente. Todas essas qualidades fazem da raça Girolando a responsável por 80% do leite produzido em território nacional. Por sua capacidade adaptativa, também é recomendada para iniciantes.

Raça Jersey

A Jersey é outra raça europeia, porém, mais rústica que a Holandesa. Considerada por especialistas a segunda melhor raça leiteira, adapta-se mais facilmente a adversidades e demonstra elevada tolerância ao calor, mantendo uma alta produção de leite: 3.500 a 5.500 mil kg em 305 dias de lactação.
Seu úbere tem tetos pequenos e espaçados, é quadrado, volumoso e bem irrigado. O leite tem altos teores de proteína e gordura (5,0%) e, por isso, é muito utilizado para a produção de manteiga. As vacas são de pequeno porte, e sua pelagem varia do amarelo-claro ao pardo escuro.

O tamanho menor possibilita que o produtor tenha mais animais por hectare e que os animais precisem de menos energia para o seu sustento, o que confere menor custo na alimentação. Ademais, são menos vulneráveis a desgastes nos membros e bastante dóceis. É a raça mais precoce entre as leiteiras, podendo ter a primeira cria entre os 15 e os 18 meses de idade. Além disso, são muito férteis e longevas.

Raça Pardo Suíço

Uma das raças mais antigas de bovinos de leite, originária do Sudeste da Suíça. Apesar da origem nórdica, é rústica e apresenta boa tolerância ao calor. Além da boa produção de leite — mais de 2.500 kg em 200 dias de lactação — pode ser usada para a produção de carne.

O úbere é bem desenvolvido, com tetos de tamanho médio e boa inserção. A pelagem varia de pardo claro a cinza escuro, e as novilhas têm a primeira cria perto dos 30 meses de idade. Também contam com altas taxas de longevidade e fertilidade, além de transmitirem facilmente suas características nos cruzamentos entre linhagens.

Raça Gir

Por serem originárias da Índia, são bastante rústicas, adaptando-se bem a altas temperaturas e umidade do ar e usufruindo as pastagens de baixo valor nutricional com eficiência. A raça Gir é tida como mista, pois tem boa produção de leite e de carne.

Produz, em média, 777 kg de leite em 286 dias, e seus criadores tentam desenvolver uma variedade leiteira. O úbere e os tetos são pendulosos, o porte dos animais é médio a grande, e a pelagem é variada. As novilhas têm seu primeiro parto aos 43 meses; seus bezerros são pequenos, porém, fortes.

A raça tem longevidade reprodutiva e produtiva, além de ser a linhagem indiana mais utilizada nos cruzamentos. Ótimos resultados são obtidos na cruza de Gir com Holandês ou outra raça tão especializada quanto.

Raça Guzerá

Há registros de que a Guzerá foi a primeira raça zebuína a ser domesticada pelo ser humano. Como as demais linhagens indianas, é altamente adaptável e tem dupla aptidão, isto é, pode ser utilizada tanto na produção leiteira como na de corte.

Produz a média de 2.071 kg de leite em 270 dias, e seu leite tem alta porcentagem de gordura e baixa Contagem de Células Somáticas (CCS), além de não causar alergia às pessoas. É uma raça bastante fértil e, quando bem manejada, pode ter um bezerro a cada 13 meses. Exibe belos e bem desenvolvidos chifres.

Sua rusticidade confere menor custo de produção, já que as despesas com veterinário são menores. Além disso, os animais apresentam grande facilidade para ganhar peso com menor investimento. Como aceitam erros de manejo, é bastante indicada para iniciantes na atividade.

Como é possível ver, há raças de bovinos de leite com inúmeras qualidades e diferentes características para que você escolha a que melhor satisfará os seus planos de negócio. O mais sensato é criar raças mestiças, caso você seja um iniciante e, à medida que se aperfeiçoa na atividade, pode apurar seu rebanho para uma criação mais pura e especializada na produção de leite.

Faça o manejo nutricional adequado

A criação de gado de leite deve, necessariamente, passar pela necessidade nutricional do animal. Isso representa um dos principais fatores ligados à produtividade do animal. A partir da nutrição é possível alterar a composição do leite, além de otimizar a produção e aumentar a eficiência reprodutiva. No entanto, manejar vacas leiteiras não é uma tarefa fácil. Sendo assim, o caminho mais eficiente é entender as particularidades de cada fase do ciclo lactacional e superar os desafios de cada um. Em geral, o manejo nutricional do gado leiteiro é dividido nas seguintes fases: início de lactação; pico de consumo de alimento; metade e final da lactação; período seco;
transição e período pré-parto.

Outros fatores são essenciais para o sucesso de um programa nutricional de gado de leite. A seguir, veja mais detalhes sobre cada um deles.

Priorize a produção de forragem

As forragens representam uma das principais fontes da alimentação volumosa do gado de leite, pois garantem a ingestão de fibras para os animais. É por isso que é preciso cuidar para que o rebanho tenha acesso à forragem de qualidade o ano todo. Uma forma de melhorar a oferta de forragem é investir na produção para aumentar o retorno por hectare das culturas forrageiras e de grãos em sua fazenda, a fim de maximizar tanto a qualidade quanto a quantidade de alimentos cultivados.

Reduza a perda de alimentos

A perda de alimentos pode gerar sérios prejuízos para a criação de gado de leite, por isso, é importante desenvolver estratégias para minimizar o desperdício. Os principais pontos que podem ser controlados são: manejo e armazenamento de ingredientes de alimentação; processo de mistura e fornecimento; gestão do cocho de alimentação; controle dos distúrbios relacionados ao clima.

Além disso, algumas formas de armazenamento dos alimentos permitem menores perdas e essas devem ser priorizadas. Deve-se dar atenção à limpeza e organização da área de alimentação.

Melhore o manejo dos cochos de alimentação
Um bom programa nutricional pode alinhar o manejo dos cochos de alimentação com a programação da ordenha. O ideal é fornecer alimentos frescos quando as vacas forem à sala de ordenha, e organizar um preenchimento dos cochos durante 90 minutos após o retorno das vacas.

Outra dica importante é programar fornecimentos adicionais ao longo do dia para garantir que as vacas tenham acesso a alimentos sempre que quiserem. Afinal, cada quilo adicional de consumo de matéria seca é igual a dois quilos extras de leite.

Cuidado com o período de transição

O período de transição é aquele que antecede o parto e demanda uma série de cuidados especiais com alimentação e conforto. Nessa etapa você deve formular rações específicas para o período, assim como maximizar conforto das vacas fornecendo espaço adequado para deitar e comer enquanto minimiza os movimentos no curral.

É importante manejar o cocho de alimentação focando apenas em forragens de boa qualidade na quantidade certa.

As vacas que estão no período que antecede ao parto devem ter mais de 0,76 metros de espaço no cocho e um mínimo de duas fontes de água limpa e fresca disponível em cada curral.

Implementar monitoramento diário da vaca, que deve incluir um exame da temperatura corporal, mudanças na atividade e mudanças no comportamento alimentar.

Manejo sanitário

O manejo sanitário do gado de leite é composto por um conjunto de práticas que merecem atenção especial dos produtores. Neste sentido, entre as medidas podemos destacar as ações preventivas em relação a doenças (muitas delas transmissíveis aos homens) como vacinação e monitoramento, limpeza e desinfecção das instalações dos animais.

São pontos cruciais para a sanidade do rebanho: cuidados especiais com recém nascidos e bezerros;
manejo das vacas prenhe; controle eficaz dos carrapatos; vacinação em dia.

Em propriedades de produção de leite ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos. Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são problemas reprodutivos, casco e mastite. Estes são citadas como principais causas de descarte involuntário dentro do sistema de produção e pode gerar grandes prejuízos ao produtor.
Manejo reprodutivo e melhoramento genético
Não há dúvidas de que o manejo reprodutivo de vacas é um aspecto essencial para ter sucesso na produção de gado de leite. É importante implementar programas de melhoramento sistemático para melhorar a eficiência da detecção do cio, melhorar a taxa de gestação aos 21 dias, minimizar a demanda de trabalho e, finalmente, melhorar o desempenho reprodutivo geral do rebanho.
Do mesmo modo, deve-se investir em melhoramento genético, já que a baixa produtividade do animal pode estar ligada às suas linhagens.

Portanto, é preciso investir em biotécnicas reprodutivas com o intuito de acelerar a transmissão de características desejáveis aos descendentes. Em vacas leiteiras dois critérios podem ser empregados:

  • capacidade provável de produção: ela permite que o produtor rural tenha uma previsão da produção do animal com base em lactações passadas.
  • E o valor genético de produção: neste caso, o valor é estimado usando o registro do próprio animal e de parentes.

Há duas formas de fazer o melhoramento genético, por meio das biotecnologias ou da monta natural. Sem dúvidas, para o produtor que almeja aumentar a sua produção de leite, o uso das biotecnologias é a melhor opção. Já que, nesse caso o animal é previamente selecionado e comprovadamente superior tornando os resultados mais rápidos.

As técnicas usadas para o melhoramento genético são: Inseminação Artificial; Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF); Transferência de Embrião; Fecundação In Vitro (FIV).

Assim, a excelência na produção depende de conhecimento técnico e prático nas melhores estratégias de manejo. O responsável pelo rebanho, assim como a sua equipe, precisa entender todas as etapas da produção, assim como ter uma visão gerencial da fazenda e do seu negócio.

O programa +Pecuária Brasil

A CONAFER, em parceria com empresa líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, desenvolveu o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agropecuaristas familiares brasileiros.

O +Pecuária Brasil é um divisor de águas no campo, e vai contribuir para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas do segmento da agricultura familiar. Em parceria com as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados, a CONAFER fará a doação de centenas de milhares de doses de sêmens durante os próximos 4 anos em pequenas propriedades em todas as regiões do território nacional.

Com transcrições e informações da Coimma ([email protected]) e do blog Nutrição&Saúde Animal (nutricaoesaudeanimal.com.br), e pesquisa de Marcio Taniguti.

PENTÁGONO DA SEGURANÇA: conheça os princípios da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, que assina ACT com a CONAFER

da Redação

Da segurança alimentar à jurídica, da segurança econômica à energética, da segurança na saúde à segurança logística, da segurança educacional à econômica, as ações da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido englobam todos os temas relativos à segurança: de infraestrutura, social, pública, jurídica e alimentar. O ACT assinado entre a Frente Parlamentar Mista do Semiárido com a CONAFER vem pra fortalecer cada um destes temas, os seus objetivos e demandas, tudo para finalmente mudar o cenário de uma região historicamente marcada pelo fenômeno da seca. Este ambiente de baixo regime de chuvas e aridez do solo pode agora ser minimizado pela transposição do Rio São Francisco. Os deputados e senadores, que juntos com a Confederação, erguem esta bandeira pelo Semiárido, têm como balizas o Pentágono da Segurança, em que são apresentados os conceitos e propostas em todos os níveis para desenvolver todo o potencial da região em seus aspectos sociais, econômicos e ambientais

O presidente da CONAFER, Carlos Lopes, e o presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, deputado federal General Girão, durante assinatura do ACT

Há muitas décadas se busca soluções para a seca do Semiárido, e tudo que ela traz de dificuldade para milhões de nordestinos. E também para milhares de mineiros onde a seca faz parte do dia a dia em centenas de municípios. São 9 estados do Nordeste e mais uma parte de Minas Gerais, mais de 30 milhões de pessoas que fazem parte do histórico Polígono das Secas. Para o deputado federal, General Girão, presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, “segurança é um conceito de grande amplitude e constitui alicerce imprescindível para o desenvolvimento socioeconômico sustentável de qualquer grupo populacional. A área da segurança engloba vários temas, que, se forem trabalhados em conjunto, possibilitam a base sólida sobre a qual pode ser construído, com a rapidez necessária, o desenvolvimento socioeconômico sustentável. Um dos principais problemas do nosso Nordeste obviamente é a seca, que castiga todos aqueles que vivem, especialmente, em áreas rurais. Essa irregularidade climática, com precipitação insuficiente e má distribuição das chuvas, desestrutura a atividade econômica, dificulta investimentos e condena milhões de brasileiros a viverem abaixo da linha da pobreza. E não adianta somente enviar carros-pipas para essas comunidades. Isso só resolve os problemas imediatos!”

ACT Assinado com a CONAFER

Na última quinta-feira, dia 12 de agosto, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, recebeu o presidente da Frente Parlamentar Mista pelo Semiárido, deputado federal General Girão, na casa da Diretoria de Projetos da CONAFER, em um encontro muito esperado para selar esta parceria, para finalmente trazer melhorias a todos os agricultores familiares do semiárido brasileiro. O General Girão trouxe de presente uma cachaça artesanal de nome Pátria Amada e saiu com um cocar dos indígenas Pataxó da Bahia e uma série de produtos da agricultura familiar. Depois de algumas apresentações, alinhamento de estratégias e compromissos firmados em prol daqueles que mais precisam de atenção no Semiárido, a CONAFER e a Frente Parlamentar Mista pelo Semiárido saíram com as energias renovadas para dar início aos trabalhos na região, que promete trazer ótimos frutos e um amplo desenvolvimento local, levando sempre em consideração o pentágono de base de atuação da Frente.


Conheça a proposta do Pentágono da Segurança da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido

Segurança de Infraestrutura: comunicação, transporte, logística e energia.

O desenvolvimento da infraestrutura do Brasil é uma prioridade a ser resolvida de forma urgente para nos desenvolvermos economicamente e atrairmos investidores. Comunicação, transporte, logística e energia estão dentro dessa área da segurança. Na área de comunicação, é importante que sejam instaladas mais torres de celulares em toda a região, evitando o isolamento de municípios e pequenas comunidades. A região Nordeste precisa de investimento também em energia. Um exemplo é o Rio Grande do Norte, um dos estados com maior potencial eólico do país. Outro problema que enfrentamos é a falta de mercado consumidor nas regiões produtoras desse tipo de energia. Precisamos atrair investidores para a energia renovável, ampliando as linhas de transmissão e subestações coletoras. A produção de energia fotovoltaica também tem enorme potencial de crescimento em todo o Semiárido. No setor de transportes, estamos mapeando as estradas que precisam de recuperação, auxiliando no trabalho do DNIT.

Segurança Social: emprego e renda, saneamento, educação e saúde.

A Frente vai trabalhar pelo emprego e renda, saneamento, educação e saúde dos brasileiros do Semiárido, fatores essenciais para as pessoas produzirem e progredirem. E atuar para mudar uma triste realidade que condena o povo brasileiro ao subdesenvolvimento. A segurança social ganha muito com saneamento, construção civil e moradia popular. Apoiamos programas de capacitação nos bolsões de desemprego das grandes cidades, ações para auxiliar na redução do endividamento de famílias e empresas, e promover diversas ações direcionadas aos empreendedores. Já o saneamento, uma das demandas é buscar, identificar, quais são os municípios que estão em situação complicada de abastecimento de água e tratamento de esgoto para que estes possam ser atendidos por meio de nossas emendas parlamentares.

Segurança Pública: enfrentamento do crime e proteção à vida da população.

É preciso haver planos de segurança pública, elaborados por especialistas na área, que envolvam: a modernização do sistema penitenciário; o combate integrado, entre estados e Governo Federal, às organizações criminosas; políticas de redução do feminicídio e violência contra a mulher; medidas para a diminuição de homicídios dolosos; e o combate integrado ao tráfico de drogas e armas. A segurança pública é compreendida como proteção da existência do Estado Democrático de Direito, agindo na segurança externa e interna do país.

Segurança Jurídica: vital para própria existência do estado democrático de direito e segurança no Semiárido.

A segurança jurídica é decisiva para a segurança da sociedade rural. Principalmente na titulação da terra, em especial para as populações do Semiárido. Sem a regularização fundiária, o pequeno produtor não tem acesso a financiamentos e tampouco pode concretizar contratos. Essa deve ser uma das prioridades das autoridades envolvidas. É na segurança jurídica que vamos assegurar a todos os cidadãos que as leis serão cumpridas, inclusive pelo próprio Estado.

Segurança Hídrica e Alimentar: água para todos e produção para acabar com a insegurança alimentar.

A transposição do Rio São Francisco trará água ao Semiárido, a partir do investimento já feito nas obras de transposição. A produção de alimentos pode ser alavancada significativamente com tecnologias adequadas. Vamos acompanhar e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Semiárido brasileiro; organizar e coordenar reuniões, seminários e eventos afins, destinados ao estudo e ao debate de temas que possam contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região; intermediar e contribuir para o diálogo entre o Congresso Nacional, órgãos públicos, entidades civis e cidadãos sobre assuntos relacionados ao Semiárido, com vistas ao seu desenvolvimento econômico e social; promover o aperfeiçoamento da legislação referente ao seu desenvolvimento, influindo no processo legislativo, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

CONAFER INFORMA: bananais paulistas em alerta contra as pragas da fusariose e do moko

da Redação

Uma equipe da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA/SP) está fazendo levantamentos em propriedades rurais de diversas regiões do estado com o objetivo de garantir e manter o status de área livre da Raça 4 Tropical da Fusariose da Bananeira no Brasil e do Moko da Bananeira. Produtores rurais estão recebendo orientações sobre os riscos da entrada dessas pragas, que podem comprometer o cultivo da fruta no país. Esta defesa fitossanitária é feita pela SFA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo inclusive uma publicação lançada em conjunto com orientações para produtores e demais agentes da cadeia produtiva. O Brasil é atualmente o quarto maior produtor de bananas do mundo, com área de 466 mil hectares e produção estimada de 6,7 milhões de toneladas. O estado de São Paulo é o maior produtor, com 1 milhão de toneladas por ano, cultivadas em 50 mil hectares, sendo 76,4% na região do Vale do Ribeira. Em julho, os servidores já fizeram o levantamento dessas pragas nesta região e o trabalho agora vai continuar em outras áreas

Na semana de 17 a 19 de agosto, a programação será nos municípios de São Bento do Sapucaí e Ubatuba, na região de Taubaté. Em setembro, é a vez do Oeste Paulista (regiões de Fernandópolis, Jales e Andradina), onde 12 municípios serão visitados. Em outubro, na região de Assis e Avaré, propriedades de quatro cidades serão contempladas.

A Raça 4 Tropical (FOC R4T) ainda não chegou ao Brasil, mas já está presente na Colômbia e no Peru, o que preocupa muito a Defesa Fitossanitária, porque não existe tratamento curativo nem variedades resistentes à doença. “É muito importante prevenir para evitar a entrada desta praga, que pode ser disseminada, principalmente, por meio de mudas de bananeira e solo contaminado aderido aos calçados e às rodas de veículos”, explica Wilson da Silva Moraes, engenheiro agrônomo e fitopatologista da Unidade Técnica Regional de Agricultura Ipanema (Utra Ipanema/SFA-SP). Ele é o responsável pelo levantamento anual de FOC R4T e Moko da Bananeira no Estado de São Paulo.

Raça 4 Tropical da Fusariose da Bananeira e Moko da Bananeira

A Raça 4 Tropical da Fusariose da Bananeira é um fungo habitante do solo que infecta as raízes e coloniza os vasos condutores de seiva do pseudocaule [caules falsos compostos por restos de bainhas das folhas que se prendem ao caule] de todas as variedades de banana, principalmente as do tipo Nanica, impedindo o transporte de água e nutrientes para a parte aérea da planta, provocando sua morte. O fungo pode permanecer viável no solo por até 40 anos, inviabilizando a produção.

O trabalho do profissional é realizado em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e dos Escritórios de Desenvolvimento Rural (Cati) da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Prevenção

Preocupado com a prevenção, o Mapa lançou no final de julho a publicação “Diálogos para prevenção da Raça 4 Tropical da Fusariose em bananeiras”, que traz textos, mensagens de voz, cartazes e infográficos, num trabalho que vai apoiar a extensão rural. O material foi idealizado e produzido pela Comissão de Educação Sanitária (CES), coordenada pela SFA/SP. Participam do grupo especialistas do Poder Público e da iniciativa privada.

Nesta quarta-feira (11), a SFA-SP realizou um treinamento on-line sobre essas pragas para todos os técnicos da CDA e da Cati, com o objetivo de “conhecer para prevenir”. Os técnicos e agrônomos terão oportunidade de conhecer os sintomas dessas doenças e diferenciá-los de outras, podendo, assim, filtrar as notificações que chegam à Defesa Agropecuária.

Agora, essa equipe está organizando a aplicação prática do conteúdo dessa publicação. Nos dias 24 e 25 de agosto, a CES vai se reunir com lideranças da Associação de Bananicultores de Miracatu (Abam), que reúne oito cooperativas de produção, da Associação dos Bananicultores do Vala do Ribeira (Abavar) e dos Sindicados Rurais do Vale do Ribeira com essa finalidade.

A publicação pode ser acessada gratuitamente no site do Mapa.

Orientações

Adotar um único acesso ou entrada de pessoas e veículos no bananal e manter um recipiente para limpeza de calçados e dos pneus dos veículos de visitantes da propriedade é uma das dicas que a equipe repassa aos produtores. Caixas de concreto, conhecidas como pedilúvio ou rodolúvio, contendo o sanitizante ‘amônia quaternária’ ajudam a evitar a entrada de solo contaminado.

Outro cuidado é sobre a importação de mudas. Como a Raça 4 Tropical da Fusariose já foi constatada na Colômbia e no Peru, é proibido trazer desses países mudas de bananeiras e plantas ornamentais, além de artesanatos feitos da fibra de bananeira. “Produtores devem comprar mudas de qualidade de viveiristas inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas, o Renasem”, disse o agrônomo.

Moraes reforça ainda a necessidade de manter implementos e equipamentos agrícolas limpos, pois eles também podem conduzir o fungo de uma área para outra. “É importante sempre desinfetar os calçados, ferramentas e equipamentos quando for entrar nas áreas de cultivo, assim você evita a transmissão dessas pragas de uma plantação para outra”, explica.

Durante o manejo, é preciso tomar cuidado com as roçagens para não danificar as raízes e o pseudocaule da bananeira. O uso de adubação orgânica e mineral equilibrada com base em análise do solo é uma recomendação importante para manter o bananal sadio.

Moko da Bananeira

Diferentemente da raça 4 da Fusariose, que ainda não chegou ao Brasil, o Moko da bananeira já ocorre na região norte do país. Ele é causado por uma bactéria habitante do solo, que infecta desde a raiz até a inflorescência [parte da planta onde se localizam as flores] ou cacho, podendo ser disseminada por mudas infectadas, ferramentas contaminadas ou pelo contato de raiz para raiz ou do solo para a raiz. Por isso é tão importante o monitoramento dessa doença nas unidades da federação onde ainda não ocorre, como é o caso do estado de São Paulo.

Outro veículo importante de transmissão são os insetos visitadores de inflorescências, como as abelhas, vespas e mosca-das-frutas. A doença compromete o desenvolvimento da bananeira e a única forma de controle é a detecção precoce e a rápida erradicação das plantas infectadas e das que estão próximas. “Mesmo aparentando estar sadias, as mudas já podem ter contraído a doença”, afirma o engenheiro agrônomo Wilson da Silva Moraes.

Com informações do Mapa.

ACRE EM QUARENTENA: praga monilíase obriga fechamento das fronteiras para trânsito do cacau

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou quarentena ao estado do Acre para conter a monilíase do cacaueiro, pela primeira vez no Brasil. A declaração, feita para todo o estado, implica na proibição do trânsito de materiais vegetais (frutos, plantas) hospedeiros da praga (espécies do gênero Theobroma e Herrania) provenientes de todo o estado para as demais unidades da federação. A monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri, é uma das mais sérias doenças do cacaueiro, infectando os frutos em qualquer fase de desenvolvimento e, em condições favoráveis, pode causar perdas de até 100% da produção. Nas regiões onde a monilíase se instalou, a sua ação tornou-se mais destrutiva do que a causada pela vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa), doença que provocou uma catástrofe na Região Cacaueira do Sul da Bahia, eliminando mais de 250 mil empregos diretos e reduzindo a produção de cacau a 25%

A Moniliophthora roreri (Monilíase do Cacaueiro), foi detectada em área urbana do município de Cruzeiro do Sul, 600 km da capital Rio Branco. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5), por meio da Portaria nº 372. A medida cautelar visa prover um maior suporte para as ações de fiscalização do trânsito de vegetais, executadas pelas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária.

“Essa é uma medida cautelar, que visa prover um maior suporte para as ações de fiscalização do trânsito de vegetais, executadas pelas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária, com vistas a evitar a dispersão da praga para as áreas livres do país, principalmente para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

O status de “área sob quarentena” para todo o estado permanecerá vigente até que sejam concluídos os trabalhos de delimitação da área exata da ocorrência da praga e estruturadas as medidas previstas de prevenção e erradicação da praga previstas no Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri.

Não havia registro da Monilíase do Cacaueiro no Brasil
A monilíase é uma doença devastadora que afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana. O Mapa alerta que devido ao seu potencial de danos às culturas que atinge é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.

A monilíase infecta os frutos em qualquer fase de desenvolvimento e, em condições favoráveis, pode causar perdas de até 100% da produção. A partir do século passado na Colômbia, a sua dispersão vem ocorrendo com maior intensidade, passando ao Equador (1917), Venezuela (1941), Panamá (1949), Costa Rica (1978), Nicarágua (1980), Peru (1988), Honduras (1997), Guatemala (2002) e Belize (2004).

Mais recentemente a doença atingiu o México (2005) e Bolívia (2012) e hoje se encontra em todos os países produtores de cacau da América Latina, exceto o Brasil.
Com o aumento do trânsito de pessoas na fronteira amazônica, inclusive com a construção de rodovias ligando esta região aos países onde a doença ocorre a exemplo do Peru, o risco de introdução dessa enfermidade aumentou bastante, e já havia colocado o Brasil em alerta.

Atualmente, a praga encontra-se restrita ao continente americano, estando presente em todos os países produtores de cacau da América Central, sendo a última constatação no México em 2005; e na América do Sul, no Equador e nos países fronteiriços com o Brasil: Colômbia, Peru, Venezuela e recentemente na Bolívia (2012), país que faz fronteira com o estado de Rondônia, terceiro maior produtor de cacau do Brasil

O potencial de inóculo por fruto é elevado. Um fruto doente pode produzir cerca de sete bilhões de esporos na superfície da lesão necrosada. A característica pulverulenta dos esporos do fungo, facilita a dispersão natural pelo vento, ou por meio de respingos de chuva das lesões esporulantes para outras plantas, podendo alcançar 1 km de distância. A dispersão a grandes distâncias entre regiões e/ou países ocorre por intervenção humana principalmente pelo transporte de frutos infectados. Os esporos podem sobreviver até 9 meses em qualquer material: ferramentas, sapatos, roupas, equipamentos, veículos e contêineres, artigos regulamentados, como sacarias e embalagens de acondicionamento de produtos vegetais que porventura foram infestados com esporos provenientes de países onde a doença ocorre.

Estado da Bahia já elaborou Cartilha sobre a Monilíase do Cacaueiro

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC/SDI/MAPA) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (EBDA) elaboraram uma Cartilha sobre a Monilíase do Cacaueiro e, pela primeira vez, um Protocolo de Biossegurança para esta praga quarentenária ausente que ameaça a cacauicultura brasileira. Esse já é um desdobramento do trabalho de priorização da CEPLAC e ADAB no sentido de enfatizar as medidas necessárias à prevenção da monilíase. A definição dos critérios para estabelecimento do Protocolo de Biossegurança e da Cartilha é fruto de várias reuniões técnicas ocorridas nos últimos anos.
A Cartilha traz ilustrações que esclarece sobre a doença e as diversas ações para sua prevenção; um livro didático dedicado principalmente ao agricultor. O Protocolo de Biossegurança é um conjunto de procedimentos, ações, capazes de eliminar ou minimizar riscos de entrada da praga. Recomendamos que este seja utilizado principalmente pelo viajante, ao turismo rural, e outros setores da cadeia produtiva do cacau.

É imprescindível a todos, o conhecimento e a compreensão do perigo que esta praga representa, e as ações para sua prevenção contribuindo para as boas práticas de biossegurança.

Portaria Nº 372, de 3 de agosto de 2021 declara o estado do Acre como área sob quarentena para a praga quarentenária ausente Moniliophthora roreri.

Com informações do Mapa.

CONAFER CONTRA A FOME: Cesta Solidária Copasol tem apoio da Confederação para levar alimentos às famílias carentes de Curitiba

da Redação

A fome não espera o fim da pandemia, muito menos pela melhoria das condições sociais do país. São 100 milhões de brasileiros sofrendo de carências nutricionais, e pelo menos 40 milhões fazendo apenas uma refeição diária. 10 milhões passam fome diariamente. É um retrato visível nas ruas, e que afeta a agricultura familiar, pois ela é a garantia de segurança alimentar. O trabalho de produzir no campo, os agricultores familiares têm feito com muito heroísmo face os problemas da Covid-19. Mas a solidariedade também é uma forma de atuar nesta garantia de alimentos. Por isso, a CONAFER se une à Central Copasol na campanha de arrecadação de cestas básicas para as famílias carentes da região metropolitana de Curitiba. Um pouco de cada um ajuda muito quem mais precisa. Para participar desta ação solidária, basta fazer uma doação equivalente a uma cesta básica a ser entregue aos grupos de famílias carentes da região metropolitana da capital paranaense. Cada cesta básica tem o valor de R$ 50,00 e beneficiará uma família. Dados para o repasse: Banco do Brasil – Agência: 3263-8 – C/C: 82838-6 Chave Pix: 33.598.620/0001-23 Nome: Nova Terra Copasol. Após o depósito, é só enviar o comprovante para o e-mail: [email protected] ou whatsapp 41-99768-0241. Ao final da campanha será anunciado aos participantes o valor arrecadado e as comunidades das famílias beneficiadas

A CONAFER, juntamente com os Empreendimentos Solidários da Rede Copasol, juntam-se nesta campanha de arrecadação de alimentos para as famílias carentes da RM de Curitiba. A crise sanitária e econômica não têm precedentes, gerando insegurança alimentar. Por isso, a solidariedade é o antídoto mais urgente e o ativo mais importante de toda a sociedade.

Como funciona o Cesta Solidária Copasol

Todo o recurso arrecadado é repassado diretamente para o Empreendimento Nova Terra, que adquire os alimentos e após separados e acondicionados em formato de “cestas de alimentos”, são entregues às famílias escolhidas. Os Empreendimentos da Rede Copasol estão focados na comercialização de alimentos oriundos das cooperativas da agricultura familiar da região metropolitana, da economia solidária, da Reforma Agrária, produtos coloniais, artesanais e agroecológicos. São 4 cooperativas filiadas: Copasol Trentina, Piraquara; Copasol Cachoeira, Antonina; Copasol Sul, Agudos do Sul; Copasol Cerro Azul, Cerro Azul. Além de 3 Empreendimentos Econômicos Solidários: Nova Terra Copasol, Curitiba; Recanto Timbu – Campina Grande do Sul, e D’Moore Alimentação Saudável, Curitiba.

A campanha foi uma iniciativa da Central Copasol de Curitiba que tem as cooperativas filiadas da região com muitos agricultores familiares. É o quarto mês da campanha de alimentos, e sempre com o apoio de alguma instituição. No começo foi com o apoio da Associação do IDR-Emater, funcionários do Estado do Paraná, quando foram conquistadas mais de 200 cestas para duas comunidades do interior do Estado: Inácio Martins e Cândido de Abreu.

A segunda campanha foi com o apoio da Associação dos Professores da UFPR, Universidade Federal do Paraná, com mais de 200 cestas entregas à comunidade da Vila Torres, a comunidade Pantana e outros bairros periféricos de Curitiba.

A terceira campanha tem o apoio dos consumidores dos Empreendimentos da Rede Copasol em pontos de venda fixos, nas entregas a domicílio e feiras na cidade. A campanha teve a adesão da CONAFER por meio da Secretaria de Comunicação, que tem parceria com Central, e também da Cresol, que é a cooperativa de Crédito Solidária da Agricultura Familiar. Essa campanha vai atender um grupo de famílias da Comunidade do Atuba na região norte de Curitiba com cerca de 100 cestas. Mas ainda está aberta e pode ter novas doações até sua finalização.

As cestas são compostas por alimentos básicos como arroz, feijão, macarrão, óleo, leite e o mel Copasol entre outros. Alguns produtos são próprios das cooperativas, o que ajuda também a quem produz, além de quem vai consumir. Novas ações ainda devem ocorrer somando esforços de pessoas e grupos que acompanham a situação das famílias dos bairros de Curitiba e dos municípios mais pobres da região.

CONAFER e FNDE no Acre: a Nova Era da Segurança Alimentar nas Escolas do Estado

da Redação

Na segunda semana de julho a parceria entre a CONAFER e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) levou representantes de ambas as entidades até o Acre, onde puderam se reunir com as secretarias de educação do estado e da capital, Rio Branco, e de diversos municípios em um grande debate sobre a segurança alimentar para os estudantes da rede pública. Na comitiva estavam presentes: Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE, Karine Santos, coordenadora geral do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), Bruno Silva, assessor do PNAE, Sineide Santos, nutricionista e consultora do PNAE, Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, Reginaldo Nascimento, coordenador de Projetos da CONAFER, Anderson Simões, assessor especial, e Lucas Titon, secretário de Comunicação da CONAFER. Todos foram recebidos pelo assessor especial do governador, Elson Santiago, e sua equipe: Thiago, responsável pela área de mecanização da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (SEPA), além de Eyner Júnior e o advogado Edson, futuros colaboradores da CONAFER no estado, responsáveis pela FAFER Acre e Espaço CONAFER Rio Branco

A Retomada de Rio Branco na alimentação escolar

Com o objetivo de monitorar e orientar, a reunião com a Secretaria de Educação do município de Rio Branco infelizmente mostrou um quadro não muito agradável para os estudantes. Graças a uma mudança recente na gestão e aos impactos da pandemia, os processos internos tiveram de ser reestruturados do zero, segundo Fabíola, técnica que desde abril de 2021 é responsável pela coordenação deste setor dentro da secretaria. Ela conta que o plano era montar kits com alimentos adquiridos por meio do recurso do PNAE para atender os estudantes a cada 45 dias, mas que as ações ainda estavam em desenvolvimento, e portanto os alunos ainda não haviam recebido os produtos. Outros fatores que atrasaram os trabalhos: volume de enchentes em regiões do Acre, além da burocracia de processos licitatórios, segundo Rosenato, um dos representantes da Secretaria na reunião.

Karine Santos, coordenadora do PNAE, lembrou que todos os funcionários fizeram um grande esforço para mudar as leis do PNAE para que durante o período de pandemia fosse possível adquirir alimentos para composição dos kits alimentares, justamente porque hoje o Brasil enfrenta um quadro onde 40 milhões de estudantes precisam dessa alimentação, crianças que apesar de terem suas escolas fechadas, ainda têm direito a receber os kits. “O FNDE vem trabalhando para repassar os recursos de maneira regular, portanto é urgente alimentar essas crianças e enfrentar a insegurança alimentar, que hoje está em alta. Vamos trabalhar para isso”, declarou Karine, que logo depois lançou algumas estratégias para discussão, como o fortalecimento do mapeamento agrícola e a ideia de uma olhada coletiva na chamada pública do município.

Logo em seguida, o nutricionista Wilson concordou e acrescentou que na visão dele a alimentação escolar é um grande motor de desenvolvimento do país, e que apesar da gestão atual estimular a agricultura local, acaba dependendo da compra de outros estados, como grãos, por exemplo. Também lembrou que Rio Branco já chegou a atingir 46% do PNAE para a agricultura familiar, e que esse número só não foi maior por déficit de inspeção e regularização dos produtores. Por fim, mencionou que uma parceria de cooperação técnica com os países andinos poderia trazer bons frutos para a alimentação escolar do Acre.

A coordenadora do PNAE respondeu comentando que até hoje, mesmo depois de 10 anos da lei, ainda não tem a meta atingida dos 30% para agricultura familiar em nível nacional, por isso parabenizou o município e ajudou a trazer luz para as questões levantadas. No que diz respeito à aquisição de produtos de outros estados, ela reforçou a importância da parceria com a CONAFER, para trabalhar lado a lado dos agricultores familiares do estado, até mesmo auxiliando nas regularizações dos produtores. Seguindo um preciso mapeamento agrícola, o Estado teria em mãos a lista de produtos disponíveis para adaptar a chamada pública de acordo com a produção local, fortalecendo a agricultura familiar e a economia da região, e também levando produtos de qualidade para os estudantes.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, tomou a palavra para trazer boas notícias para os presentes, visto que anunciou a criação de cinco sindicatos no Acre, sendo o primeiro já oficializado em Rio Branco. Com isso, serão formadas uma federação estadual e uma cooperativa estadual para atender os interesses dos produtores do estado, que segundo os dados fornecidos hoje são mais de 13 mil pequenos agricultores que produzem, já com DAP, e estão prontos para escoar os produtos na rede pública. É tudo uma questão de ajustar as produções que já existem com a chamada pública do município, dando ênfase à agricultura familiar e levando em conta as realidades locais. “Toda a expertise de associativismo e cooperativismo da CONAFER vem para auxiliar, não se preocupem, vamos viabilizar as produções dos pequenos no Acre”, completou Humberto. Para finalizar, sugeriu reuniões técnicas para pensar os kits de maneira coletiva, até mesmo diminuindo a quantidade de itens, mas garantindo os alimentos de imediato.

A secretária de Educação, Nabiha Bestene Koury, se manifestou agradecendo imensamente pelo encontro e orientação do FNDE para o município, e garantiu que todas as sugestões discutidas serão executadas com a máxima urgência. Principalmente, as reuniões técnicas para ver o chamamento público para que seja publicado o mais rápido possível, garantindo a aquisição e distribuição dos kits para os alunos da rede pública, que hoje estão tendo aulas à distância. Ela mencionou que a parceria com os países andinos também é algo bom a ser estudado, em especial no que diz respeito à produção de milho, batata e castanha. Finalizou, mostrando-se otimista com os resultados da reunião, dizendo que está à disposição da CONAFER e do FNDE, para que juntos possam fortalecer a agricultura familiar, em Rio Branco e região. Assim, a retomada da alimentação escolar será rápida e cada vez melhor com alimentos de qualidade, orgânicos e saudáveis, oriundos da agricultura familiar, direto para a casa dos estudantes.

Prefeituras do Acre unidas pela Segurança Alimentar na rede pública de ensino

No segundo dia de atividades a comitiva da CONAFER e FNDE foi até a sede do governo do estado, onde prefeitos de mais de 10 cidades acreanas aguardavam para uma grande reunião de alinhamento das pautas referente à alimentação escolar. Dentre os municípios presentes estavam: Rio Branco, Porto Acre, Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba e Bujari.

Prefeitos e secretários de educação municipais se deslocaram de todos os cantos do Estado até a capital para uma reunião com o diretor do FNDE, Garigham Amarante, com a coordenadora do PNAE, Karine Santos e com os representantes da CONAFER, inaugurando o tempo de uma relação inédita com o Acre. A reunião, que durou a manhã toda, foi de suma importância para o alinhamento das ações no Estado. Discutiu-se estratégias para o fortalecimento do FNDE, PNAE e CONAFER. e assim atuar no desenvolvimento da agricultura familiar e a economia de cada uma das regiões. Visto que as escolas estão fechadas e sem previsão de retorno, a maior parte do debate focou-se nestas questões, demandas e problemas.

Uma das coisas unânimes entre os representantes ali presentes era a questão da DAP. O representante de Acrelândia disse que dentro dessa nova realidade da pandemia o número de agricultores com DAP não está conseguindo dar conta de atender as demandas para os kits e cestas, muitas vezes perdendo a venda para produtores de outros estados. O objetivo da maioria das cidades é comprar tudo que o pequeno produtor planta e colhe, algumas até mencionaram o desejo de chegar a 100% do PNAE voltado para a agricultura familiar, justamente por entenderem que essa estratégia, além de levar alimentação de qualidade para os estudantes, também fortalece a geração de receita e empregos nas cidades. Porém, acabam esbarrando em questões como a DAP.

Algumas cidades, como Cruzeiro do Sul, estão com o planejamento estratégico sendo desenvolvido desde janeiro e com algumas parcerias muito produtivas, como é o caso da EMBRAPA, que está mapeando toda a produção de algumas macrorregiões, aumentando o conhecimento técnico sobre a capacidade produtiva das áreas, mas também entregando dados precisos que ajudem o poder público a realizar chamadas e editais cada vez mais assertivos, levando em consideração as produções locais.

O representante da cidade de Senador Guiomard, mostrou-se preocupado com a volta às aulas, levando em consideração que teria que existir um planejamento e logística para esse momento, portanto os recursos não poderiam ser esgotados nos kits. Já o representante de Bujari relatou dificuldade no processo licitatório para as cestas e na logística de cadastramento e distribuição, visto que a própria equipe da secretaria teria que ir, de casa em casa, efetivando as matrículas e entregando as cestas.

Em seguida, a coordenadora Karine Santos fez sua fala para ajudar a sanar algumas das questões trazidas até então. Primeiramente, sobre a questão do recurso, ela voltou a garantir o repasse vindo do governo federal estava em dia, que geralmente os repasses eram feitos durante 10 meses, de fevereiro a novembro, mas devido ao momento de exceção por causa da pandemia, o ano letivo deu uma leve alterada e o FNDE modificou algumas diretrizes para poder enviar recursos complementares para alimentação escolar, mesmo sem aulas presenciais. Os repasses estão sendo feitos mensalmente, de acordo com o número de alunos da rede pública em cada município. Portanto, os recursos já estão em caixa, segundo Karine, e devem ser urgentemente destinados para a aquisição dos kits para entrega aos estudantes. E quando as aulas voltarem, uma nova logística será estabelecida levando em consideração os recursos do mês vigente.

Ela continua sua fala afirmando que esse processo de logística, mapeamento das produções e chamadas públicas mais efetivas é um esforço colaborativo, de comprometimento dos gestores de todos os municípios para a execução do PNAE em toda sua potencialidade A visita do FNDE ao Acre veio num sentido de orientar essa execução e garantir as políticas públicas mais eficientes para os alunos e para os pequenos produtores.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, aproveitou para reforçar a importância do fomento da interlocução entre o campo e o poder público, para que as ações estejam sincronia com o que é melhor para o desenvolvimento local da agricultura familiar. Uma das coisas mais importantes, segundo Humberto, é a questão do mapeamento, e por meio de um esforço conjunto dos municípios, o poder público consiga tecer um panorama preciso das produções em todas as cinco grandes regiões do estado, e então, realizar as chamadas públicas na perspectiva de fortalecer a agricultura familiar local. Sobre a questão da DAP, do associativismo e do cooperativismo, Humberto reforçou a importância da CONAFER, dos seus sindicatos poderem emitir a DAP para os produtores filiados, e com a cooperativa estadual e o Espaço Conafer, será possível coordenar o escoamento e acompanhar os editais e licitações do PNAE em cada município.

“Quando todos os municípios estiverem trabalhando em sincronia com os produtores, com a coordenação do PNAE e com as equipes técnicas em cada prefeitura, poderemos transformar o Acre em um exemplo a ser seguido por todo o Brasil, iniciaremos assim uma nova era da segurança alimentar nas escolas do estado”, completa Humberto.

Segurança alimentar escolar: da SEDUC às aldeias indígenas

Humberto, Karine e Garigham também se reuniram com os representantes da Secretaria de Educação do Estado do Acre. Entre os presentes estavam: Moisés Diniz, subsecretário, Rosária, da diretoria, Ana Paula, da secretaria do Gabinete e Mara, responsável pelo planejamento.

A reunião foi bem abrangente, cobrindo desde aspectos técnicos até estratégias de trabalho a longo prazo para melhoramento dos processos de logística, aquisição e distribuição. Novamente a importância do mapeamento foi reforçada, para que assim tenha se dados precisos das produções em cada região, contabilizando número de produtores, quantidade de cada produção e uma lista detalhada dos produtos e da época exata da colheita.

Todas as sugestões, orientações e linhas estratégicas de trabalho foram discutidas e uma nova reunião de encaminhamento foi marcada, para que o pessoal da SEDUC pudesse se organizar e analisar as propostas de atuação dentro do PNAE.

Já na sede do Conselho Estadual de Educação (CEE), aconteceu outro encontro importante, agora entre a CONAFER, o FNDE e diversas lideranças indígenas Huni Kuin, representantes da FEPHAC, Federação do Povo Huni Kuin do Acre, que hoje é a voz ativa de 16 mil indígenas Huni Kuin espalhados em 117 territórios, entre aldeias e reservas. Essa reunião foi uma articulação da CONAFER para que os indígenas pudessem saber mais sobre a entidade, mas aproveitando a presença do FNDE, a pauta da segurança alimentar escolar entrou em vigor.

Os Huni Kuin relataram grande dificuldade em questões como a regularização de suas produções, para que possam se enquadrar dentro das chamadas públicas do PNAE nos municípios, também tem a questão do cadastramento das escolas e alunos, que vem sendo um processo dificultoso para eles também por conta das limitações tecnológicas e burocráticas. Além disso, pediram assessoria em questões como cooperativismo e essas relações de escoamento dos produtos ao Estado.

Sobre as questões mais técnicas, de organização da produção e associativismo, a CONAFER se colocou à disposição para auxiliar, ajudando em todos os processos e trâmites necessários para que se enquadrem enquanto produtores certificados capazes de fornecer ao PNAE. Outra questão que foi muito bem levantada, e vai ser levada para discussão interna do FNDE, foi a aquisição de produtos indígenas para fornecer às escolas indígenas, desta maneira preservando a ancestralidade das produções e da alimentação tradicional, ao mesmo tempo, em que devem ser mitigados os empecilhos da burocracia que travam o processo.

Num geral, as lideranças Huni Kuin saíram muito satisfeitas com essa nova ponte entre a federação estadual e o FNDE, sentiram que foram ouvidos. Nas palavras do Cacique Ninawa, presidente da FEPHAC, “nós temos muitas dificuldades nessa questão da alimentação escolar, mas acreditamos que com essa nova parceria a gente vai conseguir avançar na boa alimentação para as nossas crianças.”

Alguns dias depois a comitiva da CONAFER se reuniu com o pessoal da SEDUC para uma última reunião de alinhamento e encaminhamento das ações no Estado. Essa foi a reunião que amarrou todas as articulações da viagem: a Secretaria de Educação de Rio Branco e mais 12 municípios, os 16 mil indígenas huni kuin, as chamadas públicas do PNAE, o mapeamento das produções e a constituição da federação da agricultura familiar e cooperativa estadual. Estavam presentes nessa reunião Lorena Machado, chefe de divisão de nutrição escolar, Marleide Rocha, chefe de divisão de merenda escolar, Douglas Pedroso, chefe de divisão de gestão de compras e contrato, Mauro Sérgio Moura, chefe de departamento de alimentação e nutrição escolar, além dos representantes da CONAFER.

Em resumo, o estado do Acre tem uma grande produção, isso é visível, porém, é preciso organizar melhor os processos e a logística. Tem tudo pra melhorar e se tornar um grande exemplo em nível nacional, e a CONAFER já está trabalhando duro para que isso se torne realidade em breve. O FNDE está garantindo o repasse e a assistência técnica nos editais e chamadas públicas, a CONAFER, junto com a SEPA, irá desenvolver o mapeamento dos produtores do Estado e os municípios irão trabalhar no fortalecimento da agricultura familiar, orgânica, agroecológica e muito mais saudável, movendo a economia e levando alimento de qualidade para as crianças, especialmente neste período de pandemia.

Há muito trabalho pela frente, mas depois de julho de 2021, é possível enxergar no horizonte uma nova era para a segurança alimentar nas escolas da rede pública no Acre, o comprometimento de todas as partes ficou evidente, então só nos resta trabalhar e melhorar o desenvolvimento do Estado em seu setor mais produtivo.

CERTIFICAÇÃO FITOSSANITÁRIA INTERNACIONAL: Portaria nº 177 do Mapa estabelece os procedimentos de exportação e importação de vegetais

Certificado é um passaporte no comércio exterior de vegetais, partes vegetais e produtos de origem vegetal, definindo critérios fitossanitários baseados em diretrizes internacionais atualizadas, instituídas no âmbito da Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais (CIPV), supervisionada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); documento não será emitido para produto de origem vegetal industrializado, conforme categorização de risco fitossanitário estabelecido em norma específica

O Mapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou nesta terça-feira (22), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 177 que estabelece os novos procedimentos e critérios para emissão do Certificado Fitossanitário na exportação e na importação de vegetais, partes vegetais, produtos de origem vegetal e outros artigos regulamentados para o Brasil.

Com a atualização, a norma passa a permitir o atendimento das mais diversas exigências estabelecidas por países importadores. Entre as novidades, tem-se a adoção de procedimentos relativos à exportação de produtos vegetais que envolvam transbordo em países vizinhos. Esses procedimentos visam atender a demanda de exportadores brasileiros e sul-americanos que utilizam a Bacia do Prata para escoar a produção de grãos e cereais.

Outra novidade na nova norma trata-se das disposições relacionadas à Certificação Fitossanitária na importação de produtos vegetais, estabelecendo formas e limites para comprovar que as exigências brasileiras foram cumpridas integralmente pelos países exportadores.

Veja o Capítulo II que trata da Exigência e Uso do Certificado Fitossanitário, o CF:

Art. 4º O CF será emitido observando o requisito fitossanitário estabelecido pela ONPF do país importador, para atestar a conformidade fitossanitária do envio de vegetais, partes de vegetais, produtos de origem vegetal e outros artigos regulamentados exportados pelo Brasil.
§ 1º Os requisitos fitossanitários de exportação, quando conhecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, serão disponibilizados em sua página eletrônica oficial.
§ 2º Na ausência de informações sobre os requisitos fitossanitários do país importador, poderá ser emitido o Certificado Fitossanitário, sem declaração adicional, obedecidas as demais exigências desta Portaria.
§ 3º A emissão do CF nas condições previstas no § 2º é condicionada à comprovação, pelo exportador, que houve consulta à ONPF do país importador há pelo menos 05 (cinco) dias antes da solicitação da certificação fitossanitária do envio, eximindo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de responsabilidade sobre qualquer medida fitossanitária implementada pelo país importador decorrente da insuficiência da certificação fitossanitária.
§ 4º O não atendimento das condições previstas no caput e nos § 2º e § 3º deste artigo impedirá a emissão do CF.

Art. 5º Não será emitido CF para o produto de origem vegetal industrializado ou que, devido ao processamento a que foi submetido, não ofereça risco de veicular praga, conforme categorização de risco fitossanitário estabelecido em norma específica.
Parágrafo único. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá autorizar a emissão de CF para os produtos constantes do caput quando houver requisito fitossanitário da ONPF do país importador, desde que o requisito fitossanitário possa ser atendido, sem prejuízo do disposto no art. 4º desta Portaria.

Art. 6º Os requisitos fitossanitários estabelecidos pela ONPF do país importador serão contemplados no campo ‘Declaração Adicional’ do CF, atestando a conformidade fitossanitária do envio.

Art. 7º A inspeção visual realizada pelo Auditor Fiscal Federal Agropecuário autorizado será suficiente para declarar a conformidade com os requisitos fitossanitários estabelecidos pela ONPF do país importador.

Art. 8º A fiscalização federal poderá solicitar, para fundamentar o atendimento do requisito fitossanitário relacionado com o campo de produção, tratamento fitossanitário com fins quarentenários ou diagnóstico fitossanitário, a seguinte documentação adicional:
I – Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), quando o requisito fitossanitário para a praga estiver relacionado com a área de produção do produto que compõe o envio;
II – Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) ou Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), quando o requisito fitossanitário para a praga estiver relacionado com a área de produção do produto que compõe o envio, nos casos em que a emissão do CF for realizada na mesma unidade federativa de produção ou quando autorizado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
III – Certificado de tratamento, emitido por empresa credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
IV – Laudo laboratorial, constando dados que permitam a identificação do envio, emitido por Laboratório Federal de Defesa Agropecuária ou laboratório de diagnóstico fitossanitário público ou privado credenciado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e
V – Declaração emitida pelo Responsável Técnico, inscrito no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), para requisito fitossanitário relacionado com a produção e tratamento de sementes e mudas.
Parágrafo único. Os custos decorrentes da análise laboratorial, realizada por Laboratório Federal de Defesa Agropecuária ou laboratório de diagnóstico fitossanitário público ou privado credenciado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do tratamento fitossanitário com fins quarentenários ou de outra medida fitossanitária prescrita pela fiscalização federal é de responsabilidade do interessado.

Veja a Portaria nº 177 completa e saiba mais sobre a Certificação Fitossanitária Internacional.

Com informações do Mapa.

Estados agora reconhecidos mundialmente como áreas livres de aftosa negociam acordo com +Pecuária Brasil

da Redação

Reconhecimento da OIE, Organização Mundial de Saúde Animal, vai gerar economia de R$ 90 milhões aos produtores rurais; Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso agora são reconhecidos como zonas livres de febre aftosa sem vacinação

Dos 6 estados livres de aftosa, duas secretarias de agricultura, do Amazonas e Acre, estão em conversas bem adiantadas com a CONAFER para fechar o Acordo de Cooperação Técnica e levar o + Pecuária Brasil a centenas de pecuaristas agrofamiliares. Estes dois estados do Norte inclusive já desenvolvem planos de trabalho.

Já os pequenos produtores dos outros 4 estados, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Mato Grosso, receberão o programa de melhoramento genético inédito no país por meio de acordos diretamente com a criação de consórcios de municípios.

No momento em que o +Pecuária avança, atingindo mais da metade do território brasileiro, esta notícia é muito bem-vinda, pois estimula todos os outros estados a atingirem este reconhecimento da entidade mais prestigiada e importante sobre saúde animal.

O impacto econômico mais imediato desta conquista é que 40 milhões de cabeças deixarão de ser vacinadas e 60 milhões de doses anuais da vacina não serão utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

Sobre a febre aftosa e a importância da sua erradicação definitiva

O status de área livre de aftosa ajuda produtores, empresários e famílias rurais, aumentando os ganhos econômicos, aumentando a produtividade dos rebanhos e lucro dos produtores.

O PNEFA, Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atua na manutenção da condição sanitária na zona brasileira que já alcançou o status de livre de febre aftosa, ao mesmo tempo que busca erradicar a doença dos circuitos pecuários Norte e Nordeste, onde ainda existem áreas infectadas. Sempre em consonância com as diretrizes estabelecidas pela OIE.

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programa estruturado para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes do Código Terrestre da OIE.

Arte do Mapa

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE PNEFA), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A meta para o Brasil ser todo livre de febre aftosa sem vacinação é em 2026.

Atualmente, existem em torno de 70 países reconhecidos livres de febre aftosa sem vacinação, que são potenciais mercados para a produção de carne bovina e suína, com melhor preço e sem restrições sanitárias. Entre os países estão Japão, EUA, México e UE. Em 2021, no Brasil, nos quatro primeiros meses do ano, o volume exportado de carne bovina e suína aumentou 27% na Região Sul do país, representando valores de R$ 4,3 bilhões, contra R$ 3,4 bilhões no mesmo período em 2020.

No Brasil, o último foco da doença ocorreu em 2006

Arte do Mapa

A febre aftosa é uma doença que afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. Os prejuízos diretos e indiretos ocasionados pela doença, bem como as limitações à comercialização de produtos pecuários, exigem dos produtores rurais e das autoridades sanitárias um constante esforço para prevenir a doença e proporcionar condições para sua erradicação.

Recentemente, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou um painel dinâmico para consulta dos dados de vacinação das 26 unidades da federação desde 2001 até hoje. Santa Catarina não entra no histórico, pois parou de vacinar desde 2000. No painel é possível fazer análises dinâmicas e observar os dados de cobertura vacinal de animais e de propriedades em todas as etapas de vacinação realizadas nos últimos 20 anos.

Hoje todo o país é reconhecido internacionalmente como livre da febre aftosa (zonas com e sem vacinação) desde 2018. Mas até este momento, apenas Santa Catarina possuía a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

O programa +Pecuária Brasil

A CONAFER, em parceria com empresa líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, desenvolveu o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agropecuaristas familiares brasileiros.
O +Pecuária Brasil é um divisor de águas no campo, e vai contribuir para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas do segmento da agricultura familiar. Em parceria com as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados, a CONAFER fará a doação de centenas de milhares de doses de sêmens durante os próximos 4 anos em pequenas propriedades em todas as regiões do território nacional.

Com informações do Mapa