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ZARC DO MILHO: sai zoneamento agrícola de um dos produtos mais importantes da agricultura familiar

da Redação

Das quatro culturas agrícolas mais produzidas pelos agricultores familiares, o milho tem um valor especial, pois além da subsistência das famílias e da sua comercialização como fonte de renda aos pequenos produtores, ele é o principal insumo para a produção de aves e suínos, além de sua importância estratégica para a segurança alimentar do brasileiro ao longo das últimas décadas. Por isso, é importante para o setor agrofamiliar se ater às publicações do Zarc, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático publicado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento, o Mapa. Nesta quarta 15 de setembro, o Zarc do milho foi publicado com destaque para regiões Norte e Nordeste, orientando as culturas milho de 1ª safra, consórcio milho com braquiária e algodão herbáceo. O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos

O Zarc utiliza um modelo agrometeorológico considerando elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola, como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

O Zarc foi aprovado para cultivo do milho de 1ª safra em AL, CE, PB, PE, RN, SE, AP, AM, PA e RR; cultivo do consórcio milho com braquiária de 1ª safra em AL, CE, PB, PE, RN, SE e RR; cultivo do algodão herbáceo em AL, CE, PB, PE, RN, SE, AP, PA e RR.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android.

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

O milho e sua importância na agricultura familiar

A maior parte do milho que abastece os municípios brasileiros é produzido pela agricultura familiar. O milho é cultivado em todo o Brasil, tanto na agricultura familiar quanto nas grandes empresas agropecuárias, estando presente em todas as cadeias produtivas de animais.

No início de seu cultivo, o milho era utilizado basicamente para a subsistência humana. Com o decorrer do tempo foi ganhando importância e transformou-se no principal insumo para a produção de aves e suínos, além de sua importância estratégica para a segurança alimentar do brasileiro ao longo das últimas décadas.

A produção do milho representa cerca de 30% do total de grãos produzidos no mundo. Os maiores produtores são os EUA, China, Brasil, União Européia, México e Argentina. No Brasil, os Estados que se destacam na produção do cereal são: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A cultura do milho ocupa posição de destaque entre as atividades agropecuárias do Brasil por ser a mais frequente nas propriedades rurais e pelo seu valor de produção, superado apenas pelo da soja. O milho é, ao mesmo tempo, importante fonte de renda para os agricultores e relevante insumo (matéria-prima) para os criadores de aves, suínos, bovinos e outros animais, compondo parcela majoritária das rações.

O milho é produzido do Norte ao Sul do Brasil, com características e sistemas de produção diferentes. Por ser uma cultura que é cultivada em pequenas propriedades, uma parcela importante do milho colhido destina-se ao consumo ou transformações em produtos para consumo na própria fazenda. Porém, o aumento na eficiência dos sistemas de produção de aves e suínos, as características dos produtos demandados pelos consumidores urbanos e as quantidades necessárias para atingir escalas mínimas que compensem o transporte para os centros consumidores, reduziram a capacidade de competição da pequena produção de milho.

A produção de milho, no Brasil, tem-se caracterizado pela divisão em duas épocas de plantio. O plantio de verão, ou primeira safra, é realizado na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano).

Mais recentemente, tem aumentado a produção obtida na safrinha ou segunda safra. A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Verifica-se, nas últimas safras, um decréscimo na área plantada no período da primeira safra, que tem sido compensado pelo aumento dos plantios na safrinha e pelo aumento do rendimento agrícola das lavouras de milho.

O milho no contexto da integração lavoura-pecuária (ILP)

Embora realizados em uma condição desfavorável de clima, os sistemas de produção da safrinha têm sido aprimorados e adaptados a essa condição, o que tem contribuído para elevar os rendimentos das lavouras também nessa época. A cultura do milho destaca-se também no contexto da integração lavoura-pecuária (ILP) devido às inúmeras aplicações que o cereal têm dentro da propriedade agrícola na alimentação animal, na forma de grãos ou de forragem verde ou conservada (rolão, silagem) ou na geração de receita, mediante a comercialização da produção excedente.

O ponto importante são as vantagens comparativas do milho em relação a outros cereais ou fibras no que diz respeito ao seu consórcio com capim nos projetos de ILP. Uma dessas vantagens é a competitividade no consórcio, visto que as plantas de milho exercem, depois de estabelecidas, grande pressão de supressão sobre as demais espécies que crescem no mesmo local.

Embora existam várias plantas forrageiras anuais e perenes que servem para a produção de silagem, o milho é uma das culturas mais utilizadas para essa finalidade no Brasil, por apresentar um bom rendimento de matéria verde, excelente qualidade de fermentação e manutenção do valor nutritivo da massa ensilada, conferindo baixo custo operacional de produção, além da boa aceitabilidade por parte dos animais.

O milho é a forragem mais tradicional por apresentar condições ideais para a confecção de uma boa silagem, como o teor de matéria seca por ocasião da ensilagem entre 30% e 35%, mais de 3% de carboidratos solúveis na matéria original e baixo poder tampão.

O cultivo do milho verde é uma atividade praticamente exclusiva de pequenos e médios agricultores. O milho verde pode ser considerado uma hortaliça, em virtude do tempo de sua permanência no campo até o momento da colheita, que é de aproximadamente 90 dias.

Mais recentemente, com a possibilidade de incremento do valor agregado ao produto, a conservação ambiental e a baixa utilização de insumos, a produção orgânica pode se constituir em alternativa viável para o aumento da rentabilidade do setor agrícola. Pequenos e médios agricultores, assentamentos agrícolas, além de outros segmentos da cadeia produtiva, constituem o público que demanda tecnologias adequadas para o desenvolvimento da agricultura orgânica, haja visto que a grande maioria desses agricultores utiliza pouco ou nada de insumos modernos na produção e, por questão até de sobrevivência, praticam a diversificação na produção.

Nesse caso, se aplicam tanto a produção de alimentos consumidos diretamente pelo homem como a produção de alimentos para animais, possibilitando uma ampliação das cadeias produtivas de produtos orgânicos. O milho, pelas razões já expostas, é essencial em sistemas orgânicos de produção pela diversidade de uso e produtos gerados, pelas inúmeras possibilidades de sua participação em sistemas de rotação, sucessão e consorciação de culturas, além de ser essencial como matéria-prima para outras cadeias de produção orgânica, como carne, leite e ovos.

Com informações do Mapa, Wikipedia e fonte Portal da Embrapa com material dos autores: Israel Alexandre Pereira Filho, José Carlos Cruz e João Carlos Garcia.

+PECUÁRIA BRASIL: 1ª inseminação artificial em Roraima é semente de sucesso do programa em todo o país

da Redação

13 de setembro de 2021 ficará gravado para sempre na memória da pecuária familiar de Roraima, mais especificamente, para os pecuaristas indígenas das aldeias Macuxi, Tuxaua, Wapixana e Taurepang, que compartilham os seus rebanhos na Xanadu, na fazenda coletiva de 12 mil hectares, na região do Alto São Marcos, município de Pacaraima, cenário da implantação do inédito programa de melhoramento genético, desenvolvido em parceria entre CONAFER, ALTA GENETICS e o governo roraimense. Este marco na história da Confederação, reforça a sua missão de levar investimentos, capacitação e tecnologia aos agricultores familiares de todo o país. Este fomento ao setor agrofamiliar diretamente no campo, na linha de frente da produção agropecuária, mostra que não teremos apenas rebanhos com genética superior a curto prazo, mas também produtores familiares com uma vida mais próspera

Uma semana antes da primeira inseminação do +Pecuária em Roraima, a CONAFER foi convidada pelo governo do estado para participar do Dia de Campo dedicado aos pequenos produtores roraimenses, um dia de cooperação técnica que teve 15 municípios participando do treinamento, com presença do governador Antonio Denarium, além do secretário Aluízio Nascimento, da Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em um estande, o representante da CONAFER, Carlos Schumaker, coordenador técnico do +Pecuária para o Norte e Nordeste, recebeu todos os técnicos dos municípios, e cada técnico trazendo produtores de sua região, quando foram apresentados ao programa e realizaram seus cadastros para fazer parte do +Pecuária.

De camisa xadrez, Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste, quando foi recebido pelo secretário Aluízio Nascimento, da SEAPA, à sua direita, e pelo governador de Roraima, Antonio Denarium, à sua esquerda, no Dia de Campo, promovido pelo governo do Estado dias antes da 1ª inseminação na fazenda Xanadu

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As boas práticas do Dia de Campo já eram o prenúncio do sucesso que foi a primeira inseminação feita nesta última segunda-feira

Carlos Schumaker, mesmo com toda a sua experiência de veterinário, emocionou-se com a primeira inseminação do +Pecuária, e agradeceu dizendo “obrigado a todos, queria muito dividir com vocês que não ficam no campo, porém são fundamentais para o andamento e sucesso do nosso programa, espero que esse vídeo passe a emoção que senti das pessoas aqui presentes. Isso nos fortalece e mostra o tamanho da nossa responsabilidade. Saibam que a conquista deste sonho começa a se tornar realidade nas comunidades pelo Brasil, um sonho de todos nós da CONAFER”.

Equipe que participou da primeira inseminação na fazenda Xanadu, com o coordenador do Espaço CONAFER em Boa Vista, Evandro Pereira (boné e camiseta preta) ao lado de Carlos Schumaker (macacão azul), responsável pela primeira inseminação do +Pecuária em solo roraimense

Renato Guimarães, diretor técnico do +Pecuária pela CONAFER, descreveu muito bem o significado desta data: “ a primeira inseminação artificial do programa +Pecuária Brasil foi a primeira de milhares, e principalmente, foi a semente que se tornará milhões por todo o território nacional, um dia histórico para o estado de Roraima, para os povos indígenas e para CONAFER. A inseminação artificial é um procedimento veterinário amplamente difundido e executado diariamente em todo o país, e seria apenas mais uma, não fosse todo o significado que carrega: Roraima é um estado distante dos grandes centros, com dificuldade logística, com infraestrutura por vezes insuficientes, mas com muita ambição de crescimento. A fazenda Xanadu fica localizada em terras indígenas, que são ignoradas como sistema produtivo muitas vezes. Pois bem, esse foi o cenário perfeito para marcar esse dia histórico do agronegócio familiar: o começo do melhoramento genético dos rebanhos leiteiro e de corte, seja em qual Estado for, sem distinção de propriedade ou comunidade! O programa +Pecuária vem com esse propósito: difundir e democratizar o melhoramento genético em todo Brasil!”.

Renato Guimarães, diretor técnico do +Pecuária pela CONAFER, descreveu muito bem o significado desta data: “ a primeira inseminação artificial do programa +Pecuária Brasil foi a primeira de milhares, e principalmente, foi a semente que se tornará milhões por todo o país”.

Agora, o +Pecuária Brasil segue com o programa de melhoramento genético na Xanadu. Até o final do ano devem ocorrer pelos menos 500 inseminações, seguindo sempre a implantação dos protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), o que normalmente garante uma taxa de 40 a 50% de prenhez. Portanto, em breve teremos no mínimo 200 bezerros mais fortes, muito mais saudáveis e com uma genética capaz de aumentar a produção e transformar para melhor a vida dos pequenos pecuaristas de Roraima.

Acompanhe o momento histórico da primeira inseminação do +Pecuária Brasil executada por Carlos Schumaker

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.
Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.
Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária Brasil

+ Vantagens ao pecuarista

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.
Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+ Qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.
O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+ Lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.
A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+ Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.
Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+ Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.
A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+ Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

II MARCHA DAS MULHERES: agricultoras da Terra Indígena Alto Rio Negro marcham em Brasília por sua existência

da Redação

Nesta sexta-feira, 10 de setembro de 2021, as mulheres indígenas do Amazonas escrevem mais um capítulo importante em sua história de luta pelos seus direitos originários, pela defesa dos seus territórios, pelo respeito aos seus corpos e pela liberdade de expressar a sua espiritualidade. Por isso, a II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas é tão importante. Ela consolida a sua presença no calendário dos povos originários e se coloca como importante voz contra o marco temporal e projetos de lei nocivos aos indígenas, como o PL 490. Eram 9 horas da manhã, quando mais de 4 mil guerreiras, caciques e pajés, partiram da Funarte, onde estão concentradas, marchando pelo Eixo Monumental. No caminho, uma homenagem na Praça do Compromisso ao índio Galdino Pataxó, queimado e morto em 1997 na capital federal. Agora, todas acompanham julgamento no STF sobre a demarcação de terras, mas com a alma lavada pela demonstração de força e coragem em favor do seu povo

Eram 9 horas da manhã, quando as mulheres da Makira-Êta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas, partiram da Funarte, onde estão concentradas, para percorrer o Eixo Monumental na II Marcha das Mulheres Indígenas

Socorro Baniwa é agricultora e líder indígena. Ela faz parte da Makira-Êta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas, que atua nos municípios da região do Alto Rio Negro. Todas as associadas à Rede, trabalham pela soberania alimentar, uma característica da agricultura familiar. Muitas estão em suas aldeias, outras na capital Manaus, outras em municípios do Alto Rio Negro, e muitas estão em Brasília neste momento, verdadeiras estrelas dos povos originários.

Socorro Baniwa explica que, embora resida em Manaus, o seu trabalho é diretamente ligado a questão da agricultura, “nós temos uma terra, nós plantamos, nós colhemos para a nossa subsistência, fazemos o cultivo tradicional, fazemos farinha, tapioca e plantamos abacaxi. Hoje temos a terra que minha mãe cultivava, e nos seguimos cultivando a terra, então quer dizer trabalhar a agricultura é isso, pela subsistência e também com sustentabilidade, a gente faz aquilo que a gente vai consumir e que a gente vai usar, não degrada a nossa terra, só usamos aquilo que vai ser útil para nós, até porque temos a questão do Rio, no terreno onde plantamos temos uma nascente muito linda, que parece uma piscina agora, nós conservamos e plantamos nesta comunidade do rio Tarumã-Mirim, afluente esquerdo do Rio Negro, próximo de Manaus, e que deságua a Oeste da capital amazonense.

Mulheres indígenas fizeram uma homenagem na Praça do Compromisso ao índio Galdino Pataxó, queimado e morto em 1997 na capital federal.

Outro exemplo de luta, é Eraldina Ticuna, residente no município de Amatura, no rio Alto Solimões. “Estou fazendo parte da rede de mulheres indígenas do estado do Amazonas, a Rede Makira-Êta, eu trabalho com artesanato e agricultura familiar. A comunidade que a gente trabalha é na cidade de Amatura, e nós temos 12 comunidades onde fazemos farinha, farinha seca tira goma, tapioca, plantamos abacaxi, banana, temos criação de galinha, porcos, então esse é o trabalho dos Ticuna, de onde tiramos o nosso alimento para o consumo, o nosso sustento, e eu sou uma das representantes destas mulheres”.

Julgamento da Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ deve ser favorável aos indígenas para pôr fim ao marco temporal

O Supremo Tribunal Federal segue hoje com o julgamento da ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, e refere-se à TI Ibirama-Laklãnõ, território onde vivem também os povos Guarani e Kaingang.

Com o status de repercussão geral, a decisão será o Norte para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça sobre procedimentos demarcatórios, anulando antecipadamente qualquer tentativa de inclusão do marco temporal.

Em 2020, o ministro Edson Fachin suspendeu, até o final da pandemia da Covid-19, todos os processos judiciais que poderiam resultar em despejos ou na anulação de procedimentos demarcatórios. Na reabertura do julgamento, o mesmo ministro, que também é o relator, confirmou o seu voto em nova defesa dos indígenas, afirmando que “autorizar, à revelia da Constituição, a perda da posse das terras tradicionais por comunidade indígena, significa o progressivo etnocídio de sua cultura, pela dispersão dos índios integrantes daquele grupo, além de lançar essas pessoas em situação de miserabilidade e aculturação, negando-lhes o direito à identidade e à diferença em relação ao modo de vida da sociedade envolvente”.

Vanda Piratapuia, da AMIDI, Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê, ao lado de Margarida Maia, acompanham a votação do marco temporal

Para Edson Fachin, “os direitos das comunidades indígenas consistem em direitos fundamentais, que garantem a manutenção das condições de existência e vida digna aos índios” e “a terra para os indígenas não tem valor comercial, como no sentido privado de posse. Trata-se de uma relação de identidade, espiritualidade e de existência”.

Antônio Carlos, o camponês e sua luta pelos direitos dos agricultores familiares

O homem do campo, Antônio Carlos, nasceu em Xanxerê, oeste de Santa Catarina, e desde pequeno esteve cercado pela vida da produção rural. Descendente de imigrantes alemães que vieram agricultar no Brasil, teve na sua família a tradição da agricultura mantida por várias gerações. Já adulto, mudou-se para o estado de São Paulo, para a cidade de Presidente Epitácio, lugar onde deu início à sua trajetória profissional, e também constituiu família. Ele era funcionário de um grande frigorífico, e atuava na coordenação dos processos químicos da água dentro do estabelecimento. Um trabalho em que permaneceu por muito tempo durante a década de 90, tornando-se exemplo para todos os seus colegas, por sua ética de trabalho e conduta profissional ilibada

Como cidadão consciente, Antônio Carlos militou pelas Diretas Já e pela redemocratização do país. E era muito respeitado em sua comunidade por sua participação ativa em aspectos sociais, destacando-se por sua liderança natural. Era chefe de uma grande família, bom marido, pai de filhos formados, tinha um emprego que pagava um bom salário. Tudo estava andando bem, até que durante o expediente sofreu um acidente no trabalho e teve a sua mão gravemente machucada, impedindo-o de exercer seu ofício, levando-o à aposentadoria. 

Antônio poderia ter escolhido fazer qualquer coisa com o tempo livre e o valor mensal que recebia de pensão, mas decidiu retomar às suas origens e trabalhar em prol dos agricultores familiares e camponeses da região. Começa então sua trajetória de luta pela terra e vida digna para todos aqueles que têm na produção do alimento a busca pelo sustento. Em pouco tempo se torna referência em reforma agrária, e a ética pelo qual era conhecido em seu antigo emprego faz com que ganhe espaço dentro do movimento campesino.

Sempre foi muito rigoroso com qualquer ação que fosse errada, sempre foi incisivamente contra drogas, bebidas e prostituição dentro do movimento. Antônio Carlos é dono de um coração gigante, ele não mede esforços para ajudar os outros, colabora como pode, muitas vezes oferecendo conselhos, orientando, ensinando as crianças, auxiliando os mais velhos, dando suporte às famílias. Ele chegava a usar parte do recurso de sua pensão de aposentadoria para alimentar as pessoas ou ajudá-las em alguma emergência.

Em 2010, Antônio recebeu um lote da reforma agrária no município de Teodoro Sampaio, e com o decorrer do tempo, suas produções e safras se destacaram dentro do assentamento. Ele sempre foi um produtor organizado e cuidadoso, e com uma diversidade de culturas sempre muito produtivas. Depois de algum tempo, teve o seu lote selecionado pela CONAFER para implementar um projeto de tecnologia e fomento à produção chamado ERA, Estação Empreendedora Rural Agroecológica, mas que infelizmente não se concretizou devido à situação em que se encontra hoje. 

Devido à sua grande atuação na região de São Paulo, foi convidado a ingressar na CONAFER a nível nacional, trazendo a visão de empoderamento do agricultor familiar e pequeno produtor, por meio de políticas públicas aplicadas na base e do fortalecimento do empreendedorismo rural, para que o pequeno produtor conseguisse enxergar e valorizar seu próprio potencial. Logo seu exímio trabalho na Confederação o transformou em uma liderança nacional, e motivo de orgulho para a CONAFER, encabeçando importantes ações e projetos como o fortalecimento do PNAE, PAA e PRONAF; o documento da reforma agrária em nome da mulher; o crédito para jovens agricultores; o estímulo às produções indígenas e originárias; empreendedorismo rural, e a defesa das micro e pequenas indústrias. 

Infelizmente, em 2019, enquanto exercia sua função de secretário, foi preso por uma ligação com lideranças de um outro movimento no passado, pessoas de índole muito diferente da dele, de caráter duvidoso. E por interesses financeiros e políticos, Antônio Carlos, que durante sua vida sempre esteve ao lado do bem, acabou pagando por um erro que não foi seu. Porém, a justiça tarda, mas não falha. 

Sobre a pessoa de Antônio Carlos.

Secretário da Federação dos Agricultores Familiares do Estado de São Paulo

“ Venho por este manifestar um breve relato sobre o companheiro Antônio Carlos, guerreiro, lutador, pessoa que conheço há 10 anos, de boa índole, pai de família exemplar, trabalhador, conselheiro, pessoa de bons hábitos e princípio, sem vícios,  sempre pronto a auxiliar quem o procura sem medir esforços para ajudar o próximo, como toda pessoa de luta, convivemos durantes anos dentro das ações de luta, organizando bases e comunidades, pela causa agrária, a de ter um país mais justo e solidário, nisso o campo fértil é a reforma agrária, que é um direito constituído de todo cidadão brasileiro, a luta camponesa, infelizmente é tão combatida e perseguida, pelo pré conceito..

Que somos vistos como baderneiros, bandidos.. sendo que o único que fazemos é lutar por um país melhor e pela liberdade camponesa, fazendo valer o direito que a terra precisa cumprir sua função social e só a reforma agrária é capaz de produzir essa transformação social e mais igualitária. Estamos solidários com o nobre companheiro, que antes de tudo é um ser humano, que merece seu direito à liberdade, preservado, atuamos juntos como coordenadores da UNC e CONAFER.”

Thales Ramos

Presidente do ITT, Instituto Terra e Trabalho, com sede em Brasília

“Falar do Antônio Carlos é sempre um prazer pra mim porque eu sou a prova viva da luta do Antônio Carlos no oeste paulista, mas não só no oeste paulista mas em todo o estado de São Paulo. Antônio Carlos era uma pessoa que lutava muito pelo bem daqueles que eram menos favorecidos. Eu já vivi várias situações com Antônio Carlos, não ter dinheiro pra abastecer. Me ligar e falar que estava precisando de um dinheiro pra gasolina, pra sair trabalhar em prol daqueles que precisavam, e preciso dizer que está fazendo muita falta aqui. Sua conduta e ética de trabalho são inquestionáveis.”

Vinícius Ramos da Cruz

Secretário Geral e Financeiro e Vice-Presidente da CONAFER

“Venho aqui de espontânea vontade fazer um depoimento sobre nosso companheiro Antônio Carlos que se encontra hoje preso na penitenciária. Meu depoimento hoje é sobre a situação do Antônio Carlos ao momento de ser preso. Ele era Secretário da Federação dos Agricultores Familiares do Estado de São Paulo, um dos diretores da CONAFER Brasil, em Brasília. Fazia um trabalho de base, levando benefícios e políticas públicas a todos os filiados da CONAFER tanto no estado de São Paulo, como no Paraná, Mato Grosso, Pará e em vários estados. É um companheiro de luta, que sempre trabalhou honestamente, sempre esteve ao lado do agricultor familiar e do assentado, fazendo palestras e demonstrando seu trabalho e sua experiência junto ao público filiado à CONAFER.”

Tiago Abraão Ferreira Lopes

Liderança camponesa de Bauru, São Paulo

“Eu faço parte do movimento há mais de 10 anos, e nesses 10 anos eu tive a oportunidade de conhecer o companheiro Antônio Carlos. Falar do Antônio Carlos pra mim é muito fácil, quando eu conheci, a primeira coisa que percebi nele foi a bondade dele. De longe eu vi ele ajudando o próximo, tirando a blusa de frio dele e dando pra uma pessoa do movimento que tinha acabado de chegar e não tinha nada. Nesse espaço de tempo só fui criando admiração, de ver todas as atitudes dele, uma pessoa correta, séria dentro do movimento, a qual a gente tentou ao máximo seguir o exemplo do Antônio Carlos. Antônio Carlos é uma liderança muito importante no nosso estado de São Paulo, honesto demais. Ele era meio ignorante só com as coisas erradas, as coisas que não estavam no contexto, que ele não era a favor mesmo. Nada que fosse errado ele aceitava no movimento. Por isso digo que é pra mim é muito fácil falar dele. Mesmo ele estando passando por um momento difícil, mas a gente crê que logo ele vai estar aí com a gente de volta.”

Marcos Amad

Presidente da CONAFER

“O Antônio Carlos a gente se conhece na década de 2000, ele é egresso do ativismo agrário no Brasil desde a década de 90, no município de Presidente Epitácio, São Paulo, onde o mesmo trabalhava num frigorífico, em que era coordenador da área de química de água. Sempre participativo na comunidade, família grande, filhos tudo formados, emprego bem remunerado até que sofre um acidente na mão, é impedido de continuar trabalhando, aposenta, e entra nas bases do movimento campesino. Sempre ajudando, sempre colaborador, sempre família, nunca favoreceu drogas, bebida, prostituição. Sempre ajudando do seu benefício, do seu salário de aposentado, para ajudar em alguma emergência. Sempre ativo nas questões nacionais, sempre uma liderança. O movimento sempre foi muito covarde com as pessoas verdadeiras, pois no movimento sempre teve interesse financeiro, econômico, político, e o Antônio Carlos era o verdadeiro movimento né, porque ele realmente tinha descido de uma situação estável para estar com o movimento. Foi assentado no ano de 2010 no município de Teodoro Sampaio, e uma das melhores propriedades, a mais organizada e produtiva era a sua. Ficou amigo dos mais velhos, orientador das crianças, até que incorreu nesse processo, acompanhando outras lideranças de caráter duvidoso, e na maioria das vezes o bom paga pelo ruim. Este é o caso. Antônio Carlos também participou dos ativismos das Diretas Já, da redemocratização do Brasil, é um profissional que na Confederação chegou agregando, porque trazia todo esse histórico de militância agrária e rural em regiões de Santa Catarina e São Paulo. Ele é de Xanxerê, no norte catarinense, família de lavrador, descendente de alemão. Ele chegou na CONAFER trazendo esse empreendedorismo, essa necessidade lógica do camponês não se aceitar como vulnerável ou como uma peça subsidiada, sempre foi um cara colaborador nisso. É fácil descrever o caráter do Antônio Carlos porque ele não precisava estar na luta, pois ele não era miserável. Ele era uma pessoa aposentada que tinha colocado sua vida para ser mais útil. Participou de várias ações de caráter importante, como a luta para que o documento da reforma agrária fosse direcionado às mulheres em 2009, no programa nacional de merenda escolar, PNAE, PAA, são bandeiras muito importantes que ele contribuiu como militante, fortalecimento do PRONAF, são vitórias que a gente trouxe pro setor que antes não existia, e ele estava sempre junto. Quando saiu a questão das mulheres foi uma vitória, crédito para jovens também, a gente conseguiu que iniciasse a carteira de crédito com 18 anos para o jovem poder ficar na área rural. Ele tem um filho que é agricultor, trabalha com ele. Com a CONAFER, ele ajudou no fortalecimento dos povos originários, nessa quebra da tutela, até que no ano de 2019 para 2020, veio a ser preso por essas questões que a gente sabe que não são dele, e sim de um grupo que ele fez parte. O que a gente tem por ele aqui no movimento da Confederação é muito orgulho pela sua atuação, pelos trabalhos realizados e pelo tipo de homem que ele é, sério, um exemplo.” 

Carlos Roberto Ferreira Lopes 

Com 2º maior rebanho do Nordeste, Maranhão é primeiro Estado a assinar acordo do +Pecuária Brasil com a CONAFER

da Redação

A notícia foi dada pelo secretário da SAGRIMA, a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, que concedeu entrevista para a SECOM, quando falou da importância da parceria para o setor agropecuarista do Estado

Levar o +Pecuária Brasil, o programa de melhoramento genético da CONAFER, para os agropecuaristas familiares maranhenses passa a ser algo real a partir de agora, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Estado e a Confederação para execução deste projeto de inseminação artificial inédito no país.

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O +Pecuária Brasil foi criado para promover o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite, contribuindo para o crescimento sócioeconômico dos agropecuaristas familiares brasileiros. Em parceria com as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados, a CONAFER fará a doação de 12 mil doses de sêmens por unidade federativa durante os próximos 4 anos aos pequenos pecuaristas, com a meta de atingir todo o território brasileiro.

O programa é custeado pela CONAFER, e os sêmens utilizados nos casamentos dos plantéis fazem parte do catálogo de raças da empresa mais importante do setor, a líder mundial ALTA GENETICS.

Sobre as vantagens do +Pecuária: os produtores terão apoio técnico e acompanhamento pelas secretarias de estado e municípios; as doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER; o programa permite o uso de touros provados, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis; os técnicos indicados pelo Estado receberão treinamento da empresa Alta Genetics referente ao processo; garantia de valor agregado ao produto final; aumento de muitas vezes na produção leiteira, na qualidade do gado de corte e na lucratividade do produtor. 

O tipo de inseminação seguirá o protocolo de IATF, ou Inseminação Artificial em Tempo Fixo, e que traz benefícios, como: melhor controle zootécnico; realização de diferentes cruzamentos; favorecimento da seleção e o melhoramento genético; permite a escolha da data do parto; facilita a organização dos manejos; possibilita melhor retorno financeiro. O uso da IATF permite, ainda, eliminar a observação de cio, diminuindo riscos com falhas de observação, além de concentrar ainda mais as concepções.

Sérgio Belmiro, secretário da Sagrima, Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, deu as boas-vindas ao +Pecuária Brasil durante videoconferência com a SECOM

SECOM:

O Estado do Maranhão e a CONAFER assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para a implantação do +Pecuária Brasil, um programa de melhoramento genético muito importante no estímulo ao empreendedorismo dos agropecuaristas, para o desenvolvimento da economia e da sustentabilidade do setor. Como o Estado recebe este ACT e quais as perspectivas a partir da sua implantação?

Sérgio Delmiro:

Este Acordo de Cooperação foi muito bem recebido pela Secretaria de Agricultura, desde que a CONAFER entrou em contato falando do +Pecuária, porque ele se encaixa muito bem com as atividades que nós já estamos desenvolvendo, principalmente junto aos agropecuaristas que querem melhorar o seu rebanho, mas carecem de recursos. E ao mesmo tempo, ele chega em um momento em que estamos trabalhando com estas cadeias produtivas levando assistência técnica, podendo incorporar a tecnologia do melhoramento genético nas propriedades destes pecuaristas.

Com 8 milhões cabeças, temos hoje o segundo maior rebanho do Nordeste, sendo que no último ano o Maranhão teve um crescimento de 6,5% a 7% no mercado pecuarista. Houve uma grande variação de preços que valorizaram ainda mais os produtos, tanto da arroba do boi, como no valor do leite, então este ACT é muito bem-vindo para seguir neste crescimento do setor no Estado.

SECOM: 

Como a Sagrima atua no segmento agrofamiliar no Estado, e mais especificamente, no setor de pecuária? E como é feito o acompanhamento dos rebanhos de corte e leite?

 Sérgio Delmiro:

 

Temos trabalhado esta transição da agricultura familiar mais tradicional, daqueles pequenos produtores que estão saindo da subsistência, para uma agricultura familiar de mercado, inserindo o agricultor e os seus produtos na cadeia comercial. Neste sentido, é muito importante ações como esta do programa +Pecuária, que busca exatamente este agricultor diferenciado, já em condições de receber esta tecnologia por ter estrutura em sua propriedade, pois cumpre as condições sanitárias mínimas do seu rebanho para fazer parte do projeto. 

Em relação ao acompanhamento dos rebanhos e do segmento agropecuário, já faz algum tempo que o Maranhão traçou um perfil que é sempre atualizado pelo Sistema Integrado de Mercados Agropecuário, o SIMA. O Sistema funciona como ferramenta de pesquisa e coleta de preços referenciais dos produtos agropecuários e pescados em nível produtos e atacado desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca, a SAGRIMA.

O Maranhão tem todas as informações do mercado agropecuário em tempo real com o SIMA, o Sistema Integrado de Mercados Agropecuário:

 

As cotações dos produtos são monitoradas diariamente e têm como base informações coletadas diretamente aos Sindicatos, Cooperativas e Associações. Os valores dos produtos com suas respectivas variações serão informados semanalmente, conforme atualizações junto às suas fontes, tendo como abrangência as principais culturas produzidas e as espécies de pescados mais comercializados no Estado do Maranhão.

O resultado do trabalho constitui uma base de preços referenciais dando suporte para projetos, realização de estudos econômicos sobre o comportamento dos preços agropecuários e de pescados, subsidiando as ações voltadas ao planejamento e à formulação de políticas públicas.

SECOM:

O Maranhão registrou em 2020 o 6º maior aumento do país em valor da produção agropecuária. Quais as expectativas para 2021? E como está a preparação do Maranhão para receber o +Pecuária Brasil?

Sérgio Delmiro:

Durante todo o ano de 2020 houve uma elevação constante nos preços dos grãos, do pescado e do setor pecuário, principalmente na carne de corte. A tendência é permanecer este crescimento bem ascendente e termos recordes de safras em 2021. Porém, o governo do estado tem um olhar para aqueles agricultores invisíveis, produtores que estão sofrendo com a pandemia, que precisam da ação e incentivo do Estado para produzirem, e também por meio das compras governamentais, serem incorporados ao mercado comercial. 

 

 

Maranhão tem 96% do seu rebanho vacinado contra a febre aftosa

Exatamente por isso, parcerias como a do +Pecuária, que trazem tecnologia, aumento da produção e da renda dos agropecuaristas familiares, fazem a diferença e são muito bem-vindas. Em relação à implantação do ACT, já realizamos uma seleção das regiões e cidades que devem receber as doses de sêmens do +Pecuária. Para os rebanhos de leite, selecionamos São Francisco do Brejão, Cidelândia, Vila Nova dos Martírios, Imperatriz, Grajaú e Barra do Corda. Já para a inseminação para melhoramento do gado de corte, as cidades contempladas devem ser Amarante do Maranhão, Santa Luzia do Tide, Bom Jardim, Buriticupu, Zé Doca e Barra do Corda.

Ao final da entrevista, Sérgio Delmito fez questão de agradecer à CONAFER pela assinatura do ACT e deixou um convite para a efetivação de novas parcerias para levar os diversos programas da Confederação voltados às outras culturas e categorias de agricultores familiares.

FAFER-PI faz parceria com Banco do Nordeste e libera mais de 800 Pronafs

da Redação

Em dezembro de 2018 a CONAFER chegava ao Piauí para colaborar decisivamente no avanço da agricultura familiar no estado

A CONAFER está no Piuaí, e muito bem. O coordenador e presidente da FAFER-PI, Júlio César Chaves, conta que na época da fundação do SAFER no estado, eram 4 acampamentos, dos quais 2 se transformaram em assentamentos. “Foi a partir daí que resolvemos fundar a Federação e começamos a criar os primeiros sindicatos que foram os SAFERs das cidades de Parnaíba, Piracuruca, Nazária, São Pedro Do Piauí e Miguel Leão”, relata.

O ano de 2020 foi de muito trabalho e também de muitas conquistas junto a FAFER-PI. Júlio César Chaves afirma que foram criadas ações de articulação para acesso ao crédito e de conscientização dos agricultores familiares sobre o segmento. “Procuramos o Banco do Nordeste e estabelecemos uma parceria com a facilidade de fazer contratos do Pronaf sem excessos de burocracia”.

Em menos de dois anos, a FAFER-PI conseguiu emitir mais de 800 créditos do Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, e que possui as linhas de crédito mais importantes do sistema de financiamento público para a agricultura familiar.

“Começamos a mobilizar o nosso povo que até então, achavam que a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) era só para ajudar na aposentadoria. Não sabiam que poderiam acessar outros benefícios através dela. Com muito compromisso e diálogo mudamos essa história”, declara.

Com os Pronafs do Banco do Nordeste, mais de 800 pequenos agricultores deram início às novas safras e reformas nas estruturas de produção

Os produtores nordestinos correspondem a mais de 50% dos agricultores familiares do Brasil, porém essa porcentagem não é representada no acesso aos créditos disponibilizados pelo Pronaf. São agricultores que em sua maioria não dispõem de conhecimentos técnicos e acesso aos créditos de fomento do Estado. Um exemplo de como a balança não é equilibrada, é que o Rio Grande do Sul com 12% de produtores familiares acessa 50% do Pronaf.

A FAFER-PI está trabalhando agora o Pronaf Habitação que é direcionado à construção ou reforma de casas para agricultores familiares. “Só para a cidade de José de Freitas estamos com cerca de 200 famílias aguardando”, afirma o presidente da FAFER-Piauí.

A CONAFER e o fomento ao segmento agrofamiliar

A CONAFER segue desenvolvendo vários projetos com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e o empreendedorismo, beneficiando os produtores e partindo do princípio de dar as condições necessárias para a autonomia dos agricultores familiares, responsáveis por produzir 70% dos alimentos consumidos no Brasil.
Para isso, o nosso foco é desenvolver parcerias com instituições públicas e privadas para o fomento de todo o segmento.

A CONAFER é correspondente legal do Banco do Brasil em todo o país, podendo assim emitir Pronafs aos seus associados. Mas todas as instituições financeiras são muito bem-vindas nesta missão de desenvolver o segmento agrofamiliar. Por isso, a parceria com o Banco do Nordeste tem sido fundamental para atingir este objetivo. E o Piauí tem nos mostrado que novas alternativas também são necessárias para chegar à meta de levar crédito a todos os nossos associados.

CONAFER e Alta Genetics, o novo DNA da pecuária agrofamiliar

da Redação

Programa + Pecuária Brasil lançado pela Confederação em parceria com a gigante da tecnologia em melhoramento genético, tem recebido propostas para adesão de secretarias estaduais da agricultura de todo o país

Menos de uma semana após a CONAFER lançar o +Pecuária Brasil, secretarias estaduais e municipais têm procurado a entidade para fazer parte do programa.
Com ele, os nossos agricultores familiares agropecuaristas vão garantir mais força no rebanho, mais qualidade nos produtos e um lucro muito maior ao longo do tempo.

 

 

Melhorar a qualidade genética é decisivo para ser competitivo no mercado da agropecuária

 

O programa desenvolvido com a Alta Genetics vai entregar 6 mil doses mensais de sêmen para gado de corte e leiteiro, em todos os estados do país.
O objetivo é desenvolver os rebanhos dos nossos agricultores com a mais avançada tecnologia de melhoria genética para uma produção de qualidade superior e com sustentabilidade.

Em um cenário de uso do melhoramento por todos os agricultores, poderíamos ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura.

O mercado de melhoramento genético no Brasil

Em 10 anos o mercado de melhoramento genético voltado para o gado de corte cresceu 6 vezes mais que o mercado voltado ao gado leiteiro.

O uso do melhoramento genético de bovinos de corte no Brasil cresceu 188% nos últimos dez anos. No primeiro semestre de 2020 foram vendidas 8,9 milhões de doses de sêmen de bovinos de corte, um crescimento de 33% sobre o mesmo período de 2019.

 

 

Hoje 70% dos municípios brasileiros utilizam a tecnologia da inseminação artificial em seu rebanho. A adoção da inseminação artificial em estados onde prevalece a pecuária intensiva, voltada para exportação, é superior à média brasileira.

A maior parte dos estados no Norte e Nordeste têm baixa adoção da tecnologia de melhoramento genético. A concentração de melhoramento genético do gado de corte na região centro-oeste e no estado do Pará, revela o desequilíbrio regional e um subdesenvolvimento do mercado de tecnologia da bovinocultura no país.

O melhoramento genético nos rebanhos leiteiros

O Brasil é o 5º maior produtor de leite do mundo. 80% dos seus municípios tem produção leiteira em 1,3 milhão de propriedades. Uma das características econômicas dessa atividade é o rápido retorno financeiro aos produtores.

Propriedades leiteiras que investem em inseminação artificial podem gerar um lucro 14x maior que propriedades que não investem na tecnologia.

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por melhoria na produção do setor leiteiro. A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, do tamanho da carcaça, mas também atua na ponta importante da redução de custo, na precocidade, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência às doenças. Em resumo, o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

 

 

  • Acelera o melhoramento genético aumentando a lucratividade da propriedade até 14 vezes.
  • Possibilita o uso de touros provados.
  • Ajuda a evitar consanguinidade.
  • Facilita o cruzamento entre as raças.
  • Permite estocagem e transporte de material genético.
  • Facilita o teste de progênie.
  • Auxilia no controle de DSTs.

A sustentabilidade da inseminação artificial

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, poderíamos ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura.

Veja íntegra da comunicação da CONAFER para as secretarias de estado e municípios

Carlos Lopes, presidente da CONAFER, selou acordo de parceria com a diretoria da Alta Genetics

“O grande impacto econômico do melhoramento genético na vida dos agricultores familiares brasileiros, motiva a CONAFER a construir uma relação de negócios e expansão no mercado agropecuário com a Alta Genetics, um player com expertise no gerenciamento genético e reprodutivo de rebanhos, presente em mais de 90 países.
O potencial de crescimento da inseminação no Brasil é vultoso. Hoje, 58% da produção leiteira do país vem dos pequenos produtores. 70% dos municípios usam a tecnologia do melhoramento em seus rebanhos de corte. Temos 36 milhões de agricultores familiares responsáveis por 70% do alimento consumido pelos brasileiros.
São números robustos que aproximam a CONAFER e a Alta Genetics, abrindo uma perspectiva para um expressivo aumento na demanda dos produtos da Alta Genetics em todas as regiões brasileiras, já devidamente levantadas conforme dados e estudo desta Confederação.
A CONAFER se compromete por meio de Acordo de Cooperação Técnica, a entregar um pacote de melhoramento genético com duração de 48 meses, disponibilizando entre 50 e 100 doses mensais por propriedade, incluindo insumos e treinamento qualificado.
Assim, ao firmar este compromisso com a Alta Genetics, a CONAFER assegura aos produtores rurais, um processo de excelência no melhoramento genético dos rebanhos, com o mais elevado padrão de qualidade e uma fértil relação de parceria.”