+PECUÁRIA BRASIL: tecnologia da Embrapa para monitoramento da produção leiteira eleva assertividade do sistema IATF

da Redação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um novo método capaz de proporcionar diagnósticos mais rápidos nas propriedades rurais produtoras de leite. São informações de grande utilidade sobre os rebanhos, orientando de forma mais assertiva os pecuaristas em suas tomadas de decisões na reprodutividade do plantel. A tecnologia é chamada de índice de Escore de Condição Corporal (iECC) para vacas de leite, uma ferramenta inovadora, simples, rápida e fácil de usar. iECC elevado também indica produção de carne mais sustentável, já que que com os mesmos insumos o produtor poderá produzir mais bezerros por meio da IATF, sistema que o +Pecuária utiliza. O Índice pode ajudar a manter as taxas de eficiência do protocolo de IATF cada vez mais altas. O iECC está disponível na loja de aplicativos com o nome de “+ Leite” para dispositivos móveis que fazem uso do sistema Android ou, também, para ser baixado em planilha MS Excel. De acordo com as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa, os animais classificados por meio do iECC obtiveram ganhos na produção leiteira e em sua fertilidade, apresentando maior probabilidade de prenhez precoce, o que pode ser utilizado pelos pecuaristas beneficiados pelo programa +Pecuária Brasil da CONAFER como uma possibilidade de potencializar os resultados na inseminação das vacas. Além disso, ao adotar o índice, o produtor consegue obter um controle maior sobre as condições do rebanho, trazendo melhoras significativas para a sua saúde, desempenho reprodutivo, bem-estar animal e na lucratividade geral da propriedade rural

O iECC pode ser calculado por técnicos e produtores rurais de forma gratuita por meio da ferramenta disponível no aplicativo +Leite, desenvolvido pela Embrapa-RO em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), para dispositivos com sistema Android, ou pode ser baixado gratuitamente em formato de planilha Excel automatizada. Para obter a classificação, em ambos os formatos, deve-se inserir os dados contendo o escore de condição corporal (ECC) de cada vaca e a data do último parto, a fim de que seja gerado o índice do rebanho de acordo com a fase de lactação.

Por que o iECC é vantajoso na reprodutividade do rebanho:

– Índice de condição corporal (iECC) é capaz de identificar fêmeas com maior probabilidade de prenhez e oferece uma avaliação da condição nutricional das vacas;
– iECC pode evitar gastos desnecessários e oferecer dados para identificar a necessidade de investimentos em manejo nutricional para o melhor desempenho dos animais;
– iECC elevado também indica produção de carne mais sustentável, já que que com os mesmos insumos o produtor poderá produzir mais bezerros por meio da IATF;
– Índice pode ajudar a manter as taxas de eficiência do protocolo de IATF cada vez mais altas;

A Embrapa recomenda a planilha aos usuários que não possuam acesso ao aplicativo, ou que, devido ao tamanho do rebanho ser de porte muito grande, faça uso de sistemas informatizados de gestão, de modo que a ferramenta venha a agregar pela facilidade da inserção dos dados e a obtenção do iECC dos animais. Por meio da classificação obtida, os técnicos e produtores podem fazer um diagnóstico do rebanho e explorar de forma otimizada o seu potencial reprodutivo, definindo medidas de manejo e nutrição mais adequadas para um aumento da produtividade.

O iECC permite ainda estabelecer métricas relacionadas e evolução produtiva do rebanho, de modo que seja possível realizar a comparação e avaliação dos rebanhos entre si. A realização deste cálculo envolve, antes, a realização do cômputo do ECC de todas as vacas do rebanho, estando elas lactantes ou secas, classificadas em uma escala que vai de 1 (muito magra) a 5 (obesa), e com incrementos de 0,25 unidades de ECC, sendo neste momento recomendado que o produtor proceda com a avaliação de cada animal sobre a especificação deste critério, conforme o aconselhamento nutricional.

Os produtores que fazem parte do programa +Pecuária Brasil devem estar atentos às novidades que dizem respeito ao bem-estar animal, nutrição adequada e cuidados com a saúde, pois estes são fatores de alto impacto sobre os resultados reprodutivos do rebanho, consequentemente, sobre a produção de leite, interferindo nos lucros do produtor. A saúde do rebanho é um dos requisitos para ser beneficiário do programa de melhoramento genético que é uma revolução no campo, de modo que a reprodução utilizando esta tecnologia só é possível quando as condições técnicas estão satisfeitas.

De acordo com estudos da Embrapa, o ideal é que a primeira prenhez da vaca ocorra quando a fêmea atingir a idade de 24 meses, e que esta reprodução seja regulada com partos intervalados entre 12 meses, de modo que a lactação possa ser assegurada pelo período de 10 meses. Além disso, é necessário que o produtor possua um plano de prevenção de doenças, que envolva o cumprimento do calendário de vacinação, e que também é um dos requisitos para ser beneficiário do +Pecuária Brasil, permitindo o desenvolvimento de estratégias para prevenção de doenças que afetam a reprodutibilidade animal, a exemplo da brucelose e leptospirose.

Calculando o iECC

O iECC, avalia todas as vacas de forma categorizada, conforme as seguintes fases de produção: 1) vacas com até 100 dias em lactação; 2) vacas entre 100 e 200 dias de lactação; 3) vacas entre 200 e 305 dias de lactação; e 4) vacas com mais de 305 dias, secas ou ao parto. O cálculo utiliza os dados de ECC obtidos pelo produtor, de acordo com cada fase do animal, bastando inserir estas informações nos campos constantes no aplicativo +Leite ou na planilha, ou no iECC, que irá gerar a análise automaticamente.

Para fazer uso do aplicativo, é necessário que o usuário possua acesso à internet apenas para baixar o aplicativo ou a planilha, pois uma vez que esses estejam instalados, todas as funcionalidades estarão disponíveis para uso no modo off-line (sem a necessidade de internet). Nos casos em que o produtor não se sinta habilitado para realizar a avaliação do ECC do animal de modo visual, a Embrapa disponibiliza a régua Vetscore, uma ferramenta simples capaz de auxiliar na identificação de animais com ECC adequado, tomando estes por base de referência. De uso simples e fácil, o dispositivo Vetscore é composto por duas réguas articuladas que, após serem posicionadas sobre as ancas do animal, viabilizam a obtenção de informações a respeito de sua condição corporal.

Sobre o aplicativo +Leite para Android

A Embrapa-Ro e IFRO lançaram, no ano de 2020, a ferramenta +Leite, capaz de realizar o diagnóstico da eficiência zootécnica da propriedade leiteira de forma rápida, simples e intuitiva. Este aplicativo permite que, em apenas uma visita, o técnico possa avaliar o ECC de todas as vacas do rebanho, de modo a obter seu diagnóstico produtivo.

Aplicativo agora conta com ferramenta para gerar o iECC, auxiliando os pecuaristas no monitoramento da qualidade da produção leiteira

O +Leite permite que qualquer rebanho, com o mínimo de registros (data de parto ou estágio de lactação e escore de condição corporal), possa ser avaliado e comparado com sua própria realidade ao longo do tempo, ou com outras propriedades. Para que isso fosse possível, os pesquisadores desenvolveram modelos matemáticos e índices produtivos que têm impacto na produtividade e podem avaliar o uso do potencial da propriedade.

Com informações da Embrapa e +Pecuária Brasil.

BÔNUS NO PRONAF: açaí, banana e cacau estão entre os produtos com descontos até 9 de maio

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, na última sexta-feira, 8 de abril, a lista dos produtos com o bônus de desconto do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), que tem como objetivo conceder aos agricultores familiares desconto no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), caso o preço de mercado seja inferior ao preço de garantia estabelecido pelo Programa. Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto de cultivo), banana, cacau cultivado (amêndoa), feijão caupi, juta/malva embonecada e maracujá. Neste mês, foram beneficiados os produtores dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. A partir de hoje, os agricultores familiares com contrato de Pronaf, devem consultar os produtos que tem direito aos descontos, e entrar em contato com seu agente financeiro, operador do Pronaf, a fim de obter o percentual dos bônus de desconto concedido nas operações e parcelas de crédito rural

O cálculo do bônus é realizado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, sendo, após isso, editadas resoluções pelo Banco Central com os requisitos para obtenção dos descontos, a serem disponibilizados pelo Governo Federal às instituições financeiras, levando-se em consideração o valor médio de mercado pago pelo produto. A portaria com a relação de todos os produtos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), Nº 27, de abril deste ano, e passou a ter validade a partir deste domingo, 10, até o dia 9 de maio.

São beneficiários do programa os agricultores familiares com contrato de Pronaf, que podem receber o desconto nas parcelas das operações de financiamento e custeio, quando os preços no mercado estão abaixo dos valores definidos a cada ano/safra. Os valores calculados são repassados aos agentes financeiros, que concedem o desconto aos produtores nas suas operações de crédito de forma automática, sem necessidade de solicitação.

No total, a lista divulgada contém seis produtos, de 9 estados da federação, que foram subvencionados, em benefício dos agricultores familiares. Entre os produtos que permanecem com bônus em março estão: o açaí, no Acre e no Amapá; a banana, em Alagoas e Pernambuco; o cacau, no Amazonas; o feijão caupi no Amapá, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso; a juta/malva embonecada, no Amazonas; e o maracujá, no estado do Ceará.

Para este mês, os produtos com maior bonificação são: o maracujá cearense, que teve uma subvenção de 31,55% no quilo, a banana pernambucana, com 28,17% na unidade de 20kg, e o açaí acreano, com 25,85% o quilo. Alguns produtos como o cacau cultivado (amêndoa) e o açaí (fruto de cultivo) foram incluídos neste mês de maio, com nova lista, devido à oscilação de preços causadas principalmente pelo clima e a concorrência de produtos de outros estados.

Relação dos produtos com desconto no Pronaf até 9 de novembro

Açaí (fruto cultivado)

O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor escura, que vai do roxo ao preto, o fruto arredondado nasce em cachos e, na maioria das vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da Região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais. No Brasil, cerca de 90% da produção está no estado do Pará.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Cacau cultivado (amêndoa)

O Brasil é o 6º maior produtor de amêndoa de cacau no mundo e oscila entre o 5º e o 6º maior mercado consumidor de chocolate do planeta. São cerca de 93 mil produtores rurais, nos estados da Bahia, Pará, Espírito Santo e Rondônia, segundo informações da Associação Nacional das Indústrias de Processamento (AIPC), em sua maioria pequenos agricultores familiares, que desenvolvem suas plantações em áreas com tamanho entre 5 e 10 hectares.

Feijão caupi

A produção da safra nacional de grãos fechou o ciclo, ano passado, com um volume de aproximadamente 252,3 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% sobre a safra anterior e 1,6 milhão de toneladas inferior à previsão feita em agosto. A cultura do feijão foi impactada negativamente pelas intempéries climáticas, principalmente, pela seca, nas principais regiões produtoras do país. A subvenção dada para este mês ao produto, a saca de 60 kg, é de 23,14% para o produtor do Tocantins, 11,49% para o maranhense, 22,28% no estado do Amapá e 34,74% ao feijão caupi matogrossense. Apesar da Conab ter reduzido as estimativas para quase todas as culturas de grãos, a safra prevista para este ano deve ser maior, em relação à anterior.

Juta/malva embonecada

O estado do Amazonas é o maior produtor de juta e malva do Brasil. A cidade de Manacapuru concentra o maior número de produtores que trabalham com fibras. Nos municípios de Codajás e Beruri também existem muitos produtores de fibras. As fibras vegetais têm mercado certo. A indústria absorve toda produção nacional e ainda precisa importar para atender a sua demanda.

Maracujá

No Brasil, em números absolutos, a área destinada à produção de frutos de maracujá, segundo o IBGE – Produção agrícola, em 2018, foi de 42.731 hectares, sendo esta área responsável por produzir cerca de 602.651 toneladas de frutos, com produtividade de 14.103 kg/ha. A Bahia continua sendo o principal produtor de maracujá, com 160.902 toneladas, seguida do Ceará, com 147.458 toneladas. Santa Catarina manteve a terceira posição, com 53.961 toneladas, destacando-se no cenário nacional pela quantidade e qualidade dos frutos produzidos.

Com informações do Mapa e Conab.

SAFRA DE GRÃOS: Conab eleva projeção da produção nacional em até 5,4% para safra 2021/22

da Redação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira, 7 de março, a sétima estimativa para a safra de grãos 2021/2022, elevando sua projeção em até 5,4% com relação à safra do ano passado, o que representa um total de 269,3 milhões de toneladas do produto. Apesar do impacto causado pelas intempéries climáticas que atingiram as regiões produtoras de grãos no país, ocasionando perdas principalmente nas culturas de soja e milho, nos estados da Região Sul e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, o volume produzido é suficiente para consolidar o Brasil na posição de 4º maior produtor de grãos do mundo, com um total de área plantada estimada em 72,9 milhões de hectares, expressando um crescimento de 4,4% quando comparada à safra anterior. De acordo com a entidade, a concretização dessa estimativa irá depender do fator climático, sobretudo até o final deste mês de abril, quando é concluído o período de semeadura da segunda safra, com destaque para a produção do milho

Para manter a produção em alta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou, no início deste mês de abril, a abertura de um crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão para a concessão de descontos em operações de crédito contratadas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os produtores rurais que foram prejudicados pela seca ou estiagem nos principais estados produtores de grãos. De acordo com as informações levantadas no último censo agropecuário, em 2017, apontam que 23% da produção de commodities agrícolas brasileiras destinadas à exportação, a exemplo da soja e do milho, tem origem agrofamiliar.

No Brasil, a agricultura familiar representa o equivalente a 77% dos estabelecimentos agropecuários, o que a estabiliza como a oitava maior produtora de alimentos do mundo, respondendo por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa)

Para este mês de abril, a Conab manteve a estimativa para 2022 das exportações de algodão em 2,05 milhões de toneladas, a de arroz em 1,3 milhão de toneladas e a de feijão em 200 mil toneladas. O trigo já superou em 2,8 milhões de toneladas o volume exportado durante o período de agosto de 2021 até o mês de março deste ano, sendo esperado um aumento proporcional ao já obtido na estimativa prevista até o fim do ano comercial, com encerramento em julho. Com isso, a previsão da entidade é que sejam exportadas 3 milhões de toneladas de trigo, total que, caso seja efetivado, significará um novo recorde na série histórica de produção do grão.

A produção prevista para a soja está estimada em 122,4 milhões de toneladas, uma redução de 11,4% em relação à safra anterior, e para o milho este cálculo é de 115,6 milhões de toneladas, representando um acréscimo de 32,7% em relação ao ciclo anterior. Para as outras culturas, como o algodão, espera-se uma produção de 2,83 milhões de toneladas da pluma, com um incremento de 19,9% sobre a safra passada. A entidade estima para o feijão um volume de 3,1 milhões de toneladas, 7,6% superior à safra anterior, e para o arroz, esta produção pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, sendo 10,5% inferior ao volume da última safra.

Em relação aos preços médios mensais dos produtos praticados nas principais praças e mercados, a Conab aponta, no levantamento realizado durante o mês de fevereiro, que em comparação a janeiro houve uma redução de 0,3% no preço do milho no estado do Paraná, enquanto, neste mesmo estado, para o feijão-preto houve um acréscimo de 2,4 % no preço, e a soja de 3,2%.

No Mato Grosso, os preços do algodão sofreram um acréscimo de 0,3% e, o arroz do Rio Grande do Sul sofreu uma alta no valor de mercado, passando a custar 8,8% mais caro. Já em São Paulo, o feijão-cores apresentou um crescimento de 7,6% no preço, enquanto o milho do Mato Grosso recebeu 4,0% de acréscimo no seu valor. O trigo paranaense teve 10,4% de aumento na cotação, e a soja deste estado ganhou 3,3% de valorização.

Com informações da Conab.

PARENTES CONAFER: produtores associados da etnia Truká visitam a sede da Confederação em Brasília

da Redação

Cerca de 60 produtores agrofamiliares indígenas da etnia Truká, que vivem na Ilha de Assunção, no município de Cabrobó, sertão pernambucano, visitaram a sede da Confederação na manhã desta sexta-feira, 8 de abril. Os Truká estão distribuídos em 25 aldeias dentro da ilha, e são tidos como referência aos demais povos na agricultura familiar, despachando, em média, 45 caminhões por dia carregados de alimentos para abastecer as mesas de milhares de brasileiros. Em seu território, no médio São Francisco, localizado a 289 km da capital pernambucana, eles produzem tradicionais alimentos agrofamiliares como mandioca, banana, macaxeira, manga, laranja e leguminosas, suínos e peixes

A piscicultura, inclusive, é um dos destaques do território, que desenvolveu técnicas assertivas na produção de tilápias, reduzindo o ciclo de criação em tanques-rede para até 6,5 meses. A recepção dos indígenas foi feita pelos chefes de gabinete e secretarias da CONAFER. No auditório, eles receberam orientações a respeito dos serviços, programas e benefícios concedidos aos associados.

Foram apresentados aos parentes a parceria firmada entre a CONAFER e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o INSS Digital, que tem como objetivo a desburocratização dos serviços previdenciários aos segurados associados, conferindo maior agilidade aos processos. Os indígenas também foram orientados a respeito das emissões da Declaração de Aptidão (DAP) ativa, que até meados deste ano passará a ser o Cadastro Nacional de Agricultura Familiar (CAF).

O ponto alto da visita foi a apresentação do programa +Pecuária Brasil, que se encontra em fase avançada de negociação junto a prefeitura do município de Cabrobó, para a assinatura do ACT e disponibilização das doses de sêmens bovinos aos pecuaristas da região. Também foram feitas explanações a respeito de projetos ligados ao desenvolvimento do etnoturismo na região, contemplando a ideia de preservação ambiental e ampliação da renda dos associados, sem causar impactos negativos sobre o ponto de vista socioambiental.

Na foto, o presidente da associada à CONAFER, Cooperativa Truká, em visita a sede da Confederação em Brasília

De passagem pela capital do país, o presidente da Cooperativa Truká, Neguinho Truká, deu o seu depoimento: “a CONAFER oferta hoje muita coisa que os agricultores familiares almejam: acesso ao INSS, assistência no campo, não só nas plantações mas melhorias para os rebanhos, a busca por certificado-selo dos produtos, e essa comercialização direta, sem a interferência de terceiros, que é bastante prejudicial ao produtor, comprador e consumidor final, e nós temos encontrado todo apoio que nós precisamos, ouvindo nossas reivindicações e buscando as melhores soluções para atender às nossas necessidades”.

POVOS CONAFER: agricultores pataxó aliam produção de alimentos com reflorestamento via SAFs

da Redação

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) permitem aos agricultores familiares conciliar a produção de alimentos com a gestão das riquezas naturais de cada bioma. Na Bahia, associados à CONAFER, indígenas da etnia Pataxó, do território Barra Velha, município de Porto Seguro, a 629 km de Salvador, receberam do grupo ambiental Natureza Bela apoio para a implantação do corredor ecológico Monte Pascoal-Pau-Brasil, com a recuperação de uma área de mais de 50 hectares de terra, por meio da produção agroecológica de alimentos no Sistema Agroflorestal (SAF). Serão beneficiadas mais de 200 agrofamílias da região, aumentando a produtividade e renda delas com a diversificação de culturas proporcionada pelo sistema agroflorestal, e ainda auxiliando na recuperação das áreas degradadas. Os indígenas receberam do grupo cerca de 10.380 mudas de cacau e 19.400 mudas nativas, incluindo-se neste último bananas e leguminosas, que irão contribuir para a formação de um corredor ecológico, de modo a permitir o trânsito de animais e sementes entre as áreas remanescentes de floresta, elevando a biodiversidade dentro do próprio sistema cultivado

Sistema Agroflorestal implantado na aldeia Meio da Mata, no Sul baiano, em parceria feita entre Acipamm e Natureza Bela

No caso das plantações de cacau, por exemplo, cultura que possui muda de ciclo longo, o plantio foi realizado sob a sombra da floresta nativa, de forma combinada a outras culturas de ciclo curto, como milho, abacaxi e feijão, de modo a proporcionar mais rendimento econômico para as famílias envolvidas e, também, a melhoria das condições do solo enquanto as mudas das culturas de ciclo longo se desenvolvem formando a agrofloresta.

Por isso, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) asseguram a proteção ao meio ambiente, promovendo maior eficiência no aproveitamento e uso consciente dos recursos, e contribuindo para o desenvolvimento sustentável das regiões produtivas onde é implantado. Com a aquisição das mudas doadas pelo Grupo ambiental Natureza Bela, os indígenas poderão aumentar sua produtividade, diversificando as culturas agrícolas em consórcio com as espécies arbóreas de diferentes estratos, típicas da vegetação nativa da região.

Associados da CONAFER do território de Barra Velha plantam mudas entregues pelo grupo Natureza Bela para implantação do Sistema Agroflorestal, SAF

A entidade Natureza Bela tem promovido a restauração ambiental em áreas degradadas no Sul da Bahia, priorizando a formação de corredores ecológicos sobretudo nas áreas do Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal e Parque Nacional Pau-Brasil, localizados na Costa do Descobrimento, marco histórico da região de Porto Seguro. As comunidades Pataxó de Boca da Mata e Meio da Mata, por meio da também filiada à CONAFER, a Associação Comunitária Indígena Pataxó Da Aldeia Meio Da Mata (Acipamm), receberam do grupo mudas nativas para restauração de 220 hectares de áreas degradadas, destinadas à implantação do SAF, gerando benefícios para 63 famílias de pequenos produtores rurais.

Na parte superior, o assistente de pesca da CONAFER, Everaldo Braz dos Santos em reunião para apresentação das demandas dos produtores junto às secretarias estaduais da Bahia; embaixo, à esquerda, a presidente da Associação Beija flor, no município de Prado, Elisangela Oliveira de Jesus, e à sua direita, a presidente da Acipamm, Claudia Cardoso

Estas ações reforçam o compromisso da CONAFER de estimular as práticas de produção com SAFs, expandindo as florestas, e recuperando plantas e árvores nativas de cada bioma, principalmente das espécies sob risco de extinção, devolvendo o equilíbrio à natureza. Estes sistemas são mais compatíveis com a conservação do ambiente natural, favorecendo a biodiversidade, e atenuando o impacto gerado pela produção de alimentos no solo, pois reduzem as perdas de água, contribuem no controle de pragas e doenças, promovem a biodiversidade e os avanços da biotecnologia para que os agrofamiliares produzam um desenvolvimento socioeconômico e ambiental sustentáveis.

A parceria com o grupo Natureza Bela tem sido muito importante para que os indígenas agrofamiliares possam desenvolver ações de sustentabilidade dentro do território seguindo o modelo de agrofloresta. A contribuição da entidade faz parte das ações implementadas pela Diretoria de Projetos e Ações Integradas para Povos da CONAFER, que vê nos SAFs uma oportunidade de resgate histórico de suas tradições culturais, principalmente no que diz respeito à utilização de seus saberes para assegurar a construção de autossuficiência e equilíbrio na relação entre ser humano e natureza.

Além disso, os SAFs permitem o desenvolvimento de práticas para o aproveitamento de resíduos, como cascas, folhas, sementes, transformando estes em itens para uso de suas próprias necessidades, e proporcionando novas fontes de renda. Na Aldeia Meio da Mata, onde a implantação deste sistema tem sido destaque como projeto piloto, foram plantadas cerca de 20 mil mudas, entregues à Acipamm pela Natureza Bela, recuperando de forma natural uma área que foi devastada ao longo dos séculos, em especial pela exploração da madeira nativa ao longo dos séculos, desde quando chegaram os colonizadores europeus.

Mais parcerias e investimentos para ampliar a produção agrofamiliar

A associada à CONAFER Acipamm, por intermédio do seu articulador de projetos Josenildo Oliveira, tem realizado parcerias com diversas instituições estatais e privadas para ampliar a produção de alimentos e expandir seus mercados, proporcionando mais renda e desenvolvimento socioeconômico às suas comunidades. Esta colaboração tem sido feita em forma de Acordos de Cooperação Técnica e financiamentos com entidades como o Governo do Estado da Bahia, Veracel Celulose, Arboreto, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Agricultura e Secretaria de Assistência Social de Porto Seguro, Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (Finpat), e Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

As parcerias para incrementar a produção e a renda dos produtores agrofamiliares do território envolvem ainda projetos como o Bahia Produtiva, desenvolvido pelo Governo do Estado da Bahia e executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que financia, sem a necessidade de reembolso, subprojetos de inclusão socioprodutiva, de abastecimento de água, e saneamento domiciliar, de interesse e necessidades das comunidades de baixa renda no estado, a exemplo das comunidades rurais indígenas. As ações são viabilizadas pelo acordo de empréstimo firmado entre o Estado da Bahia e o Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento, o Banco Mundial.

Mais investimentos em maquinários agrícolas

O gestor da Diretoria de Projetos e Ações Integradas para Povos, Josenildo Oliveira, revelou uma conquista importante para a comunidade do território de Barra Velha. Os produtores indígenas foram beneficiados com a aquisição de um trator viabilizada por Emenda Parlamentar do deputado federal Valmir Carlos da Assunção, que já foi um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ex-Secretário Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia.

O gestor da Diretoria de Projetos e Ações Integradas para Povos da CONAFER, Josenildo Oliveira

O gestor da Diretoria de Projetos e Ações Integradas para Povos, Josenildo Oliveira, também participou nesta semana, no período de 4 a 6 de abril 2022, de um encontro com integrantes das secretarias estatais para levar as demandas das associações dos agricultores familiares, indígenas e quilombolas no Estado, solicitando a compra de mais 3 tratores destinados a atender as necessidades produtivas das comunidades no território Barra Velha. Na ocasião, também foi incluído o pedido dos produtores rurais por mais investimentos dessas entidades na aquisição de utensílios de pesca, farinheiras e kits de irrigação, a fim de ampliar a capacidade produtiva de alimentos no território, gerando mais renda para as famílias agrofamiliares.

Mais informações podem ser obtidas na Diretoria de Projetos e Ações Integradas para Povos, pelo WhatsApp e telefone: (73) 9995-0533

ZARC DO FEIJÃO: zoneamento agrícola da leguminosa mais consumida pelos brasileiros é publicado pelo Mapa

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quarta-feira, 6 de março, as portarias de Nº 1 a 14 com informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo do feijão, 1ª safra ano 2022/2023. Foram aprovados os zoneamentos realizados nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. A antecipação da publicação das Zarc tem como objetivo auxiliar os agentes envolvidos na cadeia produtiva da leguminosa: produtores rurais, órgãos de assistência técnica, agentes financeiros, seguradoras e demais entidades que fazem uso destas informações para o planejamento agrícola, garantindo mais tempo para suas ações. As novas portarias passam a vigorar a partir de 2 de maio deste ano. De acordo com as publicações, o calendário de semeadura deve ser iniciado no mês de julho em alguns municípios do Paraná, e nos demais estados este início se dará entre os meses de setembro e outubro

Principal fonte de proteína vegetal, o feijão é o alimento mais presente no cardápio do brasileiro, de Norte a Sul do país. Por isso, obter o máximo de produtividade com esta leguminosa envolve muitos fatores, entre eles o risco climático. Ao seguirem as recomendações estabelecidas pela Zarc, os agricultores podem se precaver dos riscos climáticos no ciclo produtivo do feijão, podendo ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Os dados trazidos na Zarc servem de indicadores aos agentes financeiros, que o utilizam como requisito nas concessões de operações de crédito rural, como a contratação do seguro rural e o crédito de custeio oficial, contemplando os cultivos realizados em áreas zoneadas e o plantio de cultivares indicadas nestas portarias.

O Brasil é considerado o maior produtor e consumidor mundial de feijão, sendo essa leguminosa também a principal fonte de proteína na alimentação da população brasileira. A Zarc tem como objetivo identificar os municípios que se encontram aptos à produção e os períodos de semeadura para o cultivo do feijão nos estados em que foram feitos os zoneamentos, indicando os períodos de plantio menos arriscados, e relacionando as cultivares mais adaptadas a cada região, utilizando como parâmetro três níveis de risco: 20%, 30% e 40%, sinalizando a probabilidade de 80%, 70% ou 60% de a cultura ser bem-sucedida nas condições e locais indicados.

A produção de feijão ocorre em praticamente todo o território brasileiro, de modo que a sua distribuição geográfica é ampla, sendo cultivado nas 27 unidades federativas do país. As portarias envolveram o zoneamento realizado em 14 estados, onde ele é plantado com diferenças térmicas entre 10°C e 35°C, sendo que a temperatura do ar no local é considerada o elemento climático mais crítico da Zarc, capaz de influenciar no desenvolvimento das vagens, no florescimento e na frutificação do feijão.

O feijão, embora seja bem adaptado ao clima das diversas regiões do Brasil, é mais suscetível à deficiência hídrica durante o período de floração e na fase inicial de formação das vagens. O período crítico desta leguminosa se dá por volta de 15 dias antes da sua floração, e o risco de prejuízo ocorre quando há a diminuição de água neste período, podendo ocasionar a redução na estatura da planta, no tamanho das vagens, no número de vagens e de sementes por vagem, afetando o rendimento desta cultura.

Leia também: Feijão, o alimento mais brasileiro mostra a força da agricultura familiar

O feijão é a proteína vegetal mais consumida pelos brasileiros, sendo que os agrofamiliares respondem por 70% da produção nacional

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android
Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Assista aqui um vídeo disponibilizado pelo Mapa

Com informações do Mapa.

AGROBIODIVERSIDADE: atividade gera renda e sustentabilidade no campo; associada à CONAFER, COOPGINGER é exemplo de sucesso

da Redação

O setor agrofamiliar é estratégico para a manutenção e recuperação do emprego, para a redistribuição da renda e para a garantia da soberania alimentar da nação. No Brasil, ele responde por 70% da alimentação das famílias, formando uma cadeia produtiva que envolve 77% dos estabelecimentos rurais, ou seja, 3,9 milhões de propriedades agrofamiliares, porém ocupando apenas 23% da área produtiva do país. Por isso, é tão importante desenvolver um projeto nacional de agrobiodiversidade. A diversificação de culturas eleva a quantidade de alimentos produzidos, oferecendo melhor retorno ao produtor, que não precisa depender de apenas uma cultura para a obtenção de sua renda. Exemplo de diversidade produtiva, a COOPGINGER, filiada à CONAFER, é formada por 30 famílias de agricultores familiares cooperadas dos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, no Espírito Santo, destacando-se na produção do gengibre (ginger, em inglês), sendo a região a maior produtora e exportadora brasileira da raiz. Preocupada em não depender da monocultura, a cooperativa produz e comercializa 16 culturas diferentes

Considerando-se que a prática agrícola não depende apenas da terra para assegurar a colheita, e que a ação climática tem um impacto significativo sobre a produção, podendo fragilizá-la a qualquer momento, é importante variar os ciclos de produção de forma sustentável. Depender de apenas um produto pode acabar sendo fonte de incertezas e insegurança, implicando em prejuízos ao pequeno produtor rural e ao meio ambiente, como no esgotamento do solo.

Quando os agricultores familiares trabalham em um sistema de monocultura, o risco de perda total da produção, por fatores como as intempéries da natureza, pragas ou doenças da plantação, acaba sendo muito maior, o que gera inseguranças e incertezas sobre a renda dessas famílias. A diversificação das culturas não apenas diminui o risco de ocorrência destes prejuízos, como também proporciona o aumento da produção de alimentos, contribuindo para a proteção do solo e o controle das plantas invasoras.

Incentivar a diversificação das culturas, para além dos benefícios financeiros, traz ganhos significativos ao meio ambiente, já que plantar uma única cultura de forma sucessiva pode potencializar o desenvolvimento de pragas e doenças. A agrobiodiversidade deve ser incentivada como crucial para uma agricultura mais sustentável, capaz de contribuir com maior equilíbrio sanitário para a produção, atuando desde a descompactação do solo, ao aumento da sua fertilidade e regeneração de sua cobertura vegetal.

A forma ideal para que o pequeno produtor consiga implementar a agrobiodiversidade em sua propriedade é adequando as culturas de modo que elas possam se complementar, fechando o ciclo de produção. Um bom exemplo sobre como isso pode ser feito são os plantios em consórcio de pinha, goiaba, realizados junto a criação de galinhas, que permitem a utilização do esterco destas aves como adubo orgânico nas lavouras ou hortas, melhorando a qualidade do solo de plantio e completando as etapas de sustentabilidade na produção agrofamiliar.

Na agrobiodiversidade há a possibilidade ainda de o produtor conciliar o trabalho entre culturas perenes, a exemplo do café, abacate, mexerica, madeira e pimenta-do-reino, e culturas anuais, como milho, feijão, melancia, abóbora, desde que o manejo dessas culturas seja feito por meio de orientação técnica, para que os arranjos produtivos sirvam como complementação um do outro e possam gerar economia em sua produção. Para isso, é fundamental que este processo seja acompanhado por uma Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) de qualidade, a fim de orientar os produtores a respeito dos tipos de pragas e doenças que possam surgir nas plantações.

COOPGINGER é exemplo de sucesso na agrobiodiversidade

A diversificação de culturas é muito bem-sucedida quando feita de forma cooperada, como faz a associada à CONAFER, a COOPGINGER, que além do carro-chefe, o gengibre, fomenta as culturas de repolho, cenoura, milho verde, cará, açafrão, beterraba, inhame, couve, berinjela, batata doce, mexerica, pepino, banana nanica, rabanete e aipim.

A opção por misturar culturas com períodos de safra diferentes e alternados pode ser a chave de sucesso para cooperativas e associações superarem desafios econômicos. Como explica Aline Simmer Aguiar Plaster, vice-presidente da COOPGINGER, “a diversificação nas lavouras nos auxilia a manter estável tanto a produtividade quanto a renda dos produtores, pois algumas delas nós conseguimos plantar e colher em um intervalo mais curto de tempo, ao passo que outras demandam um período maior do ciclo de produção até a colheita”.

“A rotação de culturas contribui também para o descanso do solo, como por exemplo o milho que nos permite fazer um balanceamento da terra para que uma outra cultura seja plantada no lugar, e isto faz muita diferença para a gente, pois ajuda na constância da produção de alimentos”, explica Aline Plaster. “A diversidade dos itens produzidos pela cooperativa serve também à subsistência dos cooperados, que além de reduzir as despesas despendidas no consumo de alimentos industrializados, têm ao seu alcance produtos naturais em uma maior variedade para o consumo das famílias”, completa a vice-presidente.

Na foto, Aline Simmer Aguiar Plaster, vice-presidente da COOPGINGER, e sua família

Essas outras maneiras de diversificação das lavouras possibilitam ao produtor ampliar as fontes de renda da família de forma segura, gerando mais segurança para cumprir compromissos assumidos junto a entidades financeiras para contratações de operações de crédito destinadas a operações de investimento e custeio em suas produções. A constância na produtividade gera renda permanente, transformando-se em um dos grandes benefícios proporcionados pela agrobiodiversidade, contribuindo muito na obtenção do crédito para o financiamento de novos investimentos em custeio e produção.

“A rotação de culturas contribui também para o descanso do solo, como por exemplo o milho que nos permite fazer um balanceamento da terra para que uma outra cultura seja plantada no lugar, e isto faz muita diferença para a gente, pois ajuda na constância da produção de alimentos”, explica Aline Plaster, vice-presidente da COOPGINGER

Mais informações sobre a COOPGINGER podem ser obtidas pelo WhatsApp e telefone: (27) 99911-6502.

RETOMANDO O BRASIL: 8 mil indígenas unem suas vozes em Brasília por demarcação dos territórios e espaço no Congresso

da Redação

Evento que ocorre desde 2004, o Acampamento Terra Livre é um encontro anual de mobilização dos povos indígenas do Brasil na luta pelos seus direitos ancestrais. A edição de 2022 teve início nesta segunda-feira, 4 de abril, e vai até o próximo dia 14 com o tema ‘Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política’. Até há um ano, existiam mais de 200 processos demarcatórios paralisados e mais de 500 pedidos indígenas de identificação de terras tradicionais. A paralisação dos processos de demarcação na FUNAI decorre de ações judiciais propostas por ocupantes não-indígenas que pleiteiam a posse da terra que já ocupam ilegalmente. O Acampamento Terra Livre ocorre no mesmo período em que o projeto de Lei 191, de 2020, pode ser votado na Câmara dos Deputados. O PL abre as terras indígenas para mineração e construção de hidrelétricas, e teve a urgência para tramitação aprovada para ser votado na próxima semana. Na pauta do Terra Livre, outro assunto importante é a formação de bancadas indígenas para disputar as eleições com a definição de marcos de atuação política dos povos indígenas no processo eleitoral. Um dos defensores da iniciativa é o Cacique Marcos, do povo Xukuru, de Pernambuco. Com representatividade nos parlamentos do país, os povos originários teriam novos instrumentos para fazer valer seus direitos constitucionais, criando projetos e emendas na proteção contra os invasores de suas terras, fortalecendo a defesa de sua existência ancestral

Dos 6 milhões de indígenas habitantes desta parte da América, hoje no Brasil existem aproximadamente 1 milhão. Mas os 5 milhões assassinados, escravizados até a morte, estuprados em suas aldeias, infectados por vírus e bactérias, expulsos de seus territórios, não desapareceram da noite para o dia. São 5 séculos de uma morte diária, a cada retirada de um direito, a cada voz silenciada pelos poderes constitucionais.

Em junho do ano passado, nações indígenas chegaram de diversas partes do país para defenderem os seus direitos constitucionais, todos colocados em risco por um outro projeto de lei, o PL 490 e seus destaques aprovados na Câmara, sem audiência pública, criando o pernicioso marco temporal, que na prática anula todas as demarcações de territórios indígenas a partir de 1988.

Mulheres Truká na abertura do ATL._Foto: Juliana Pesqueira / Apib / Coletivo Proteja

São muitas frentes de luta, sempre com projetos de leis e julgamentos do STF, com aprovações e decisões que geram grande instabilidade e vulnerabilidade às nações indígenas. Como é o caso dos Xokleng, uma etnia quase dizimada no século passado, e que segue na luta por sua existência em Santa Catarina, sendo alvo de uma decisão no julgamento da Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ pelo STF, de quem se espera um ato de justiça com a história deste povo, e consequentemente, criando uma jurisprudência capaz de derrubar qualquer tentativa de avanço do famigerado PL 490 no Congresso.

A TI Ibirama-Laklãnõ está localizada entre os municípios de Doutor Pedrinho, Itaiópolis, Vitor Meireles e José Boiteux, 236 km a noroeste de Florianópolis (SC). A área tem um longo histórico de demarcações e disputas, que se arrasta por todo o século XX, no qual foi reduzida drasticamente. Foi identificada por estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2001, e declarada pelo Ministério da Justiça, como pertencente ao povo Xokleng, em 2003. Com o status de repercussão geral, a decisão do STF será o Norte para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça sobre procedimentos demarcatórios, anulando antecipadamente qualquer tentativa de inclusão do marco temporal. O julgamento já foi suspenso diversas vezes por pedidos de destaque dos ministros. Em breve, o ministro Luiz Fux deve colocar novamente na pauta do STF.

Abertura do ATL 2022. Foto: Ana Mendes/Apib

A defesa dos povos tradicionais é sempre favorável em qualquer corte internacional, como foi o caso dos Xukuru do Ororubá, no agreste de Pernambuco, que obtiveram uma vitória histórica, quando o governo brasileiro foi obrigado a depositar na conta da Associação Xukuru, que representa quase 12 mil pessoas de 24 aldeias, uma indenização de US$ 1 milhão. O povo Xukuru conquistou o direito a essa indenização por reparações históricas após condenação do governo brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O cacique Marquinhos Xukuru, que venceu a eleição à prefeitura de Pesqueira-PE, cidade com 67 mil habitantes, dos quais 12 mil são indígenas aldeados nas terras Xukuru, é uma das lideranças que defende o aldeamento da política. Líder do povo Xukuru há 20 anos, o cacique agora luta para ter o seu direito de ser empossado prefeito e reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo é que mesmo com uma vitória incontestável nas urnas, Marquinhos Xukuru teve a sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Pernambuco. E agora, recorre ao TSE. A justificativa do Ministério Público Eleitoral, que propôs a ação de impugnação de registro de candidatura, foi a condenação de Marquinhos em um processo criminal – de dano ao patrimônio privado – relacionado a ações ocorridas após um atentado contra o cacique, em 2003. Vale lembrar que seu pai, cacique Xicão, foi assassinado a tiros, em 20 de maio de 1998.

Cacique Marquinhos e diversos líderes indígenas presentes no Acampamento Terra Livre defendem uma mudança de perspectiva no cenário político, alçando os povos originários à condição de protagonistas na política nacional

Cacique Marquinhos e diversos líderes indígenas presentes no Acampamento Terra Livre defendem uma mudança de perspectiva na política, onde o mais importante é o coletivo, o bem viver e a garantia da inclusão e da participação coletiva nas decisões políticas, por isso a defesa da viabilização de candidaturas para deputados nas assembleias legislativas nos estados e para a Câmara Federal, além de candidaturas do executivo, criando uma teia de proteção política capaz de buscar avanços e soluções às causas indígenas.

O 18º Acampamento Terra Livre é o maior encontro de etnias do país. Ele vai funcionar até o dia 14 de abril na área central da capital federal, próximo ao prédio da Funarte. O principal objetivo é enfrentar uma agenda anti-indígena, composta pelo julgamento do marco temporal e por projetos de lei que liberam a exploração de terras, o licenciamento ambiental e o uso de agrotóxicos. A data foi escolhida porque o Projeto de Lei 191/2020 – que permite a mineração, hidrelétricas e outros planos de infraestrutura em terras indígenas – será votado no plenário da Câmara entre os dias 12 e 13 de abril. Neste tempo, mais de 40 atividades diárias acontecem no ATL 2022. Mais do que apenas um encontro de luta por direitos, milhares de indígenas apresentam suas culturas e tradições, com muito artesanato, música e dança, além dos rituais ancestrais para trazer proteção a todos os participantes do Acampamento Terra Livre.

Abertura oficial da início à 18ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Foto: Rodrigo Duarte / Coletivo Proteja

Conheça os artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988 que tratam dos povos indígenas:
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
§ 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
§ 6º São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé.
§ 7º Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, §§ 3º e 4º.
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.

MAIS PRONAF: aprovado crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão aos agricultores familiares afetados pela estiagem

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (mapa) publicou em seu site oficial, na última semana do mês de março, medidas para minimizar as perdas sofridas pelos agricultores familiares do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, principalmente pelas fortes secas que atingiram centenas de municípios destes estados. Entres as providências, foi liberada a abertura de um crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão para a concessão de descontos em operações contratadas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de acordo com Medida Provisória n° 1.111, publicada em edição extra no Diário Oficial da União (DOU). Também foi autorizada a concessão de um desconto para estes produtores rurais, no valor de 35,2% sobre as parcelas das operações de crédito rural contratadas no âmbito do Pronaf. Desde o início do mês de janeiro deste ano, órgãos e entidades de classe representativos da categoria buscavam junto ao governo deliberações para enfrentamento da crise gerada pela perda de produção. Durante o ano passado, foi disponibilizada pelo Mapa a quantia de aplicou R$ 1,181 bilhão para a cobertura de seguro rural para produtores rurais de todo o país

O desconto será concedido sobre as parcelas das operações de crédito rural de custeio e de investimento vencidas e vincendas durante o período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2022. Faz jus a este rebate, os produtores rurais que tenham o registro de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), com operações que tenham sido contratadas até 31 de dezembro de 2021 e estejam em situação de adimplência ou regularizadas até 31 de julho de 2022.

Segundo o decreto, caso não seja feita a liquidação da parcela após a concessão do desconto, o saldo remanescente da operação ou da parcela poderá ser prorrogado, se houver perda de receita nos empreendimentos vinculados, em razão de seca ou estiagem igual ou superior a 35% da receita bruta esperada. A liquidação com o rebate não possui validade para as demais operações de crédito rural, enquadradas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou com cobertura de seguro rural.

Desde o fim do ano passado, quando foram identificados os primeiros danos do período de seca nas regiões, o Mapa antecipou as vistorias da Conab para obter um levantamento atualizado sobre a intensidade e amplitude do impacto na produção agrícola, dimensionando os níveis de perdas por cultura e região. Entre os planos do Mapa para enfrentamento da crise na região, estava a ideia de promover maior celeridade ao processo de perícia e liberação dos sinistros para cobertura das lavouras atingidas.

Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no estado, alguns governos estaduais e municipais, como o do Paraná e algumas prefeituras de Mato Grosso do Sul, chegaram a emitir decretos de situação de emergência. Nestes locais, foram significativas as perdas sofridas pelos produtores, principalmente nas atividades pecuárias devido à falta de água para criação dos animais.

Um levantamento realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa junto às principais instituições financeiras, no final do ano passado, a respeito do crédito rural apontou que houve uma cobertura significativa de mitigadores de risco para médios e pequenos produtores de soja e milho, com Proagro e Seguro Rural nos estados afetados pela seca. Já os agricultores familiares que integram o Pronaf, possuem o financiamento de custeio, por obrigatoriedade legal, com 100% de contratação de Proagro ou Seguro Rural, o que assegura a cobertura dos danos.

De acordo com levantamento realizado no início deste ano pelos governos dos três estados mais atingidos pela estiagem (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), cerca de 295 municípios estavam em estado de emergência ou calamidade pública e outros 178 quase alcançaram esse perfil. A falta de chuvas atingiu drasticamente o setor agrícola, gerando um prejuízo de mais de R$ 25,6 bilhões apenas na safra de grãos do Paraná em 2021/22.

A quebra na safra de grãos atingiu o bolso de milhares de brasileiros com aumento expressivo nos preços dos alimentos, sobretudo no do leite e da carne. As lavouras de milho, principal componente da alimentação de aves e suínos, acumularam, desde o final do ano passado, perdas de 65% da produção prevista nos estados do Rio Grande do Sul e no Paraná. Para o estado de Santa Catarina, a produção sofreu uma redução de 43% até o início deste ano.

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL: alteradas as etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para 2022; imunização terá início em maio

da Redação

Após levantamento realizado junto aos serviços veterinários estaduais que integram o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) optou pela inversão nas etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para este ano. Com isso, a primeira etapa de imunização será realizada durante o mês de maio para bovinos e bubalinos de até 24 meses, e a segunda etapa ocorrerá no mês de novembro para todo o rebanho. A medida tem por objetivo igualar a demanda de vacinas contra febre aftosa ao cronograma previsto de produção da indústria. A vacinação do rebanho em dia é um dos requisitos para que o produtor seja selecionado como beneficiário do programa +Pecuária Brasil, o maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira, criado pela CONAFER em parceria com a empresa de expertise na reprodução animal e líder mundial em genética bovina, a Alta Genetics. Os pecuaristas interessados em participar do programa devem permanecer atentos ao calendário de vacinação para o ano de 2022 divulgado pelo Mapa, mantendo seu rebanho devidamente imunizado

Os estados que compõem o Bloco IV e tiveram invertidas as etapas de vacinação contra a febre aftosa são: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. De acordo com as informações levantadas, a estimativa é de que, nestes estados, aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses sejam imunizados durante o mês de maio deste ano.

O primeiro estado a adotar essa estratégia de inversão na etapa de vacinação do rebanho foi o Espírito Santo, e obteve resultados tão satisfatórios, que serviu de referência para que ela fosse ampliada para as outras dez unidades da federação. A ação deve proporcionar a oferta de vacinas em um patamar adequado a fim de assegurar que os índices vacinais desses animais continuem em níveis satisfatórios, e evitando prejuízos à certificação brasileira enquanto país livre desta doença.

Os pecuaristas devem estar atentos às modificações realizadas no calendário de vacinação para não colocarem seus rebanhos em risco. O Mapa avalia, para a segunda etapa da campanha, a possibilidade de que os produtores solicitem junto aos serviços veterinários estaduais a imunização de seus animais a partir de primeiro de outubro, ou postergá-la para o mês de dezembro, a fim de que não seja comprometido o planejamento reprodutivo no rebanho, reduzindo os índices de prenhezes devido ao manejo dos animais durante o período vacinal.

A vacinação em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, permanece inalterada, seguindo o calendário previsto inicialmente. Para as propriedades do Pantanal, esta será realizada em todo rebanho bovino e bubalino durante o período de 01/11 a 15/12, e os produtores podem optar optando pelos períodos de 01/05 a 15/06 ou 01/11 a 15/12 para vacinar todo o rebanho.

Conheça mais sobre o programa +Pecuária Brasil

O +Pecuária Brasil é uma verdadeira revolução genética no campo, tanto para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares, como também para toda a cadeia produtiva da bovinocultura nacional. O programa se dá por meio de acordos de cooperação técnica firmados entre as diversas secretarias de agricultura e agropecuária dos estados e municípios interessados em aderir ao +Pecuária.
Após a seleção das propriedades, são gerados os protocolos para as inseminações e as futuras prenhezes dos rebanhos. Em um período de 4 anos, serão entregues centenas de doses de sêmens às pequenas propriedades cadastradas. Portanto, os pequenos produtores que participam do programa precisam atender aos requisitos exigidos para a seleção, como as condições sanitárias e os cuidados relacionados à nutrição do rebanho, estrutura e escore corporal das vacas, o estado geral de saúde do rebanho e o seu manejo, e claro, a vacinação de todo o plantel.