AGROENERGIA: Zoneamento Agrícola do girassol é publicado para a safra 2022/2023

da Redação

A Secretaria de Política Agrícola do Mapa publicou na última quarta-feira (11) as portarias 127 a 153, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2022/2023, para o girassol no Brasil. O seu cultivo, especialmente para produção de óleo, sementes e comercialização dos grãos tem sido uma boa opção de atividade para a agricultura familiar. Mas é como alternativa aos combustíveis fósseis que o girassol ganha mais importância. Hoje, a principal demanda da planta é como matéria-prima para empresas produtoras de biodiesel, correspondendo aproximadamente a 60% do que é cultivado. Saber o tempo certo do plantio é fundamental para os produtores. O Zarc é uma ferramenta de análise do risco climático que considera as características da cultura e do solo para indicação de janelas de plantio favoráveis. Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Uma das estrelas da nova agroenergia, o girassol é pouco influenciado pelas variações de latitude e de altitude, apresenta tolerância a baixas temperaturas e é relativamente resistente à seca, portanto é uma cultura que se desenvolve bem em diversas regiões do país. As fases mais sensíveis ao déficit hídrico ocorrem durante a semeadura e a emergência das plantas e, principalmente, do início da formação do capítulo ao começo da floração seguida da formação e enchimento de grãos.
A planta desenvolve-se bem em temperaturas variando entre 20ºC e 25ºC, embora a temperatura ótima para seu desenvolvimento, situa-se na faixa de 27ºC a 28ºC. Para a obtenção de boas produtividades o girassol necessita de precipitação entre 500 a 700 mm de água, bem distribuídos durante o ciclo. O consumo de água pela cultura do girassol varia em função das condições climáticas, da duração do seu ciclo e do manejo do solo e da cultura.
Também foi considerado no estudo de Zarc do girassol a associação das condições climáticas ao risco fitossanitário, uma vez que o clima pode ou não favorecer o desenvolvimento de importantes doenças que afetam a cultura.


Por que seguir o Zarc?

Extraído da semente da flor, o óleo de girassol é cada vez mais indicado como benéficio para a saúde. O alimento é gorduroso e rico em ácidos graxos poli e monoinsaturados (cerca de 62% e 25% de sua composição, com destaque ao ômega 9. Ele também é rico em vitamina E e um poderoso antioxidante

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento.


Aplicativo Plantio Certo

Após os biocombustíveis da primeira onda (etanol e o biodiesel), o girassol como bioenergia é uma das matérias-primas mais importantes para renovar a nossa matriz energética de produtos renováveis

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL: Caraúbas, São José da Lagoa Tapada e Barra de Santa Rosa aceleram a revolução genética na Paraíba; pelo país o programa avança nas 5 regiões

da Redação

Com os últimos lançamentos do +Pecuária Brasil em solo paraibano, o programa ganha ainda mais força para aumentar a reprodutividade dos rebanhos de bovinos, caprinos e ovinos do estado. A CONAFER tem realizado lançamentos do +Pecuária nas cinco regiões do país, tanto presencialmente em eventos e feiras, como também de forma online, em lives semanais. O grande diferencial do maior programa de melhoramento genético agrofamiliar brasileiro é a entrega das prenhezes ao pequeno produtor. Mais do que levar os semêns de touros certificados da parceira Alta Genetics, líder mundial em inseminação artificial, os técnicos da Confederação executam todos os protocolos e ações para ter efetivamente o nascimento dos bezerros, o que dá total credibilidade para o +Pecuária Brasil; para centenas de municípios é uma oportunidade inédita de revolucionar a agropecuária familiar em suas regiões

A parceria entre a CONAFER e a Alta Genetics, empresa líder mundial em genética bovina, tem levado mais desenvolvimento, autonomia e produtividade aos pequenos pecuaristas dedicados à bovinocultura de corte e leite em todo o Brasil. Agora, mais uma vez o programa desembarca no Nordeste em municípios paraibanos simultaneamente. Em São José da Lagoa Tapada, que atualmente conta com um rebanho bovino de aproximadamente 10 mil cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e tem na pecuária a principal atividade econômica; em Caraúbas,  a 190 km da capital João Pessoa, pioneiro no melhoramento genético na ovinocaprinocultura; e em Barra de Santa Rosa, cidade que tem destaque na produção de bovinos e caprinos em sua região. 

O maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar brasileira é um sucesso sem precedentes. Com novos lançamentos em várias localidades, semana após semana, de forma online e presencial, o +Pecuária Brasil segue com o compromisso de entregar milhares de prenhezes em cidades de todo o país 

Por todo o país, seguem os lançamentos do +Pecuária Brasil

O assessor especial da presidência para Políticas Públicas, Junior Paraíba, comandou os lançamentos em Caraúbas, São José da Lagoa Tapada e Barra de Santa Rosa

Enquanto novos municípios aderem ao programa, na região Sudeste do país, a cidade de Euclides da Cunha Paulista, a 700 km da capital paulista, já aguarda pelos resultados da segunda etapa do programa, iniciada no mês de março deste ano. Foram inseminadas 800 vacas, que neste mês de maio receberão o acompanhamento dos técnicos veterinários na gestação, por meio de procedimentos de ultrassonografia. Neste município, a parceria entre a prefeitura municipal e a CONAFER contemplou 80 produtores rurais com o melhoramento genético do rebanho, garantindo a eles uma produção mais sustentável, com maior lucratividade e menor custo. 

A presença do +Pecuária Brasil é cada vez maior nas pequenas propriedades rurais de Norte a Sul, que percebem no programa a possibilidade de gerar mais desenvolvimento socioeconômico aos seus agricultores e em suas comunidades. Atualmente, são feitos, em média, 35 lançamentos semanais do programa em cidades de diversos estados, em cerimônia simbólica para instrumentalização de sua implementação com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) pelas autoridades envolvidas.

O +Pecuária Brasil segue firme em suas parcerias para propiciar aos pequenos pecuaristas a possibilidade de usar a tecnologia do melhoramento genético para o aumento de produção de arrobas por hectare, do tamanho da carcaça, da fertilidade, da eficiência alimentar e da resistência a doenças, ganhos fundamentais que a reprodução genética propicia.

O funcionamento do programa

Uma vez que o ACT é assinado pelos gestores dos municípios e estados, dá-se início ao cadastramento dos criadores, para que os rebanhos destes sejam avaliados quanto aos requisitos exigidos na seleção, como os relacionados à alimentação do plantel, estrutura e escore corporal das vacas.  Feito isso, segue-se para a segunda etapa do +Pecuária Brasil, na qual os pecuaristas beneficiados recebem as 600 doses anuais de material genético destinadas à inseminação das vacas, por um período de 4 anos, o que permite gerar 2,4 mil prenhezes.

A Confederação empenha todos os seus esforços em garantir a prenhez do animal, disponibilizando toda a infraestrutura humana e tecnológica necessária ao acompanhamento da gestação, o que justifica o sucesso do programa. Os pecuaristas credenciados receberão todas as orientações e instruções feitas pela equipe técnica da CONAFER, desde a inseminação até a concepção do animal inseminado, sempre com acompanhamento da gestação por meio de procedimentos ultrassonográficos.

Lançamentos online levam o +Pecuária a dezenas de cidades simultanemente

Nesta quarta-feira, 10 de maio, o +Pecuária Brasil foi lançado em 30 municípios, em transmissão realizada ao vivo no canal do Youtube da CONAFER BRASIL, em dois blocos: o primeiro, durante o período da manhã, às 10 horas; e o segundo, no turno vespertino, às 15 horas

Nesta quarta-feira, 10 de maio, o +Pecuária Brasil foi lançado em 30 municípios, em transmissão realizada ao vivo no canal do Youtube da CONAFER BRASIL, em dois blocos: o primeiro, durante o período da manhã, às 10 horas; e o segundo, no turno vespertino, às 15 horas. Recebem o Programa, na região Norte, as cidades de Itapuã do Oeste e Monte Negro. No Nordeste, os municípios de Santa Cruz da Baixa Verde, São Félix do Coribe, Jussari, Eunápolis, Ingá, Cubati, Santana de Mangueira, Caraúbas, Parari, Congo, Areia, Santa Terezinha, Poço de Dantas, Itatuba, Senador Pompeu e Tianguá. 

Na região sudeste, o programa avança com lançamento nas cidades de Diamantina, Bertópolis, Itinga, Dores de Campos, Francisco Sá, Machacalis, Ervália e Salto de Pirapora. No Centro-oeste, é a vez do município de Anaurilândia receber o +Pecuária Brasil. E, no Sul do país, o lançamento desta quarta-feira contempla as cidades de Jaboti e Mafra. Participam do evento, que oficializa o ACT firmado, todas as autoridades envolvidas no processo de instrumentalização e implementação do programa, como prefeitos, secretários e a equipe de assessores e especialistas da CONAFER.

O apresentador Jefferson Marlon em mais uma live com lançamentos simultâneos do +Pecuária por todo o país

O +Pecuária Brasil chega a estes municípios disponibilizando um pacote tecnológico completo para qualificar os rebanhos de corte e leite, gerar renda aos pequenos produtores e novos empregos na cadeia produtiva da bovinocultura brasileira. O corpo técnico especializado da CONAFER, por meio de um plano de trabalho, efetiva as ações e implanta o Programa, após a seleção dos pecuaristas. Todas as doses, insumos e logística necessárias à inseminação das vacas são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade do sêmen tem a garantia da Alta Genetics, líder mundial em genética bovina com presença em 90 países.

Mais informações do +Pecuária Brasil:

Tel. (61) 9 9927-5085 / [email protected]                                                                                                                   Tel. (61) 9 9834-0303 / [email protected]

RISCO NA LAVOURA: Inmet emite alerta para prejuízos da estiagem sobre a segunda safra do milho na região central do Brasil

da Redação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) advertiu, nesta terça-feira, 10 de maio, os produtores de milho na região Centro-Oeste, para a possibilidade de perda de produtividade na segunda safra deste cereal devido ao período de estiagem, iniciado neste mês de maio, e que se estenderá até o mês de setembro deste ano. O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

O fenômeno da estiagem acontece quando as massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva, causando a seca e aumento das temperaturas para mais de 35°C. O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já sofre as consequências da escassez hídrica desde o mês de abril. Outras localidades da região Central estão com mais de 25 dias sem chuvas, o que deve causar uma quebra da safra deste cereal. Durante a safra 2020/2021, a falta de chuvas foi a grande responsável pela baixa produtividade do milho, que teve como resultado de produção total do grão o equivalente a 87 milhões de toneladas, 15% inferior à safra 2019/2020. Com isso, houve uma elevação no valor da comercialização das sacas de 60 kg deste produto, sob as justificativas de alta demanda e baixo estoque. Entre os meses de maio a setembro, os acumulados de chuva desta região variam, normalmente, entre 10 mm e 80 mm, sendo que entre junho e julho ocorre o período mais crítico, com precipitações inferiores a 40 mm.

Baixas precipitações e temperaturas levemente acima da média podem quebrar a segunda safra do milho no Centro-Oeste

O cultivo do milho safrinha é realizado, normalmente, entre os meses de janeiro e abril, logo após a soja. É por ocasião da sua semeadura fora da época recomendada (safra verão), que esse milho é muito influenciado pelo regime de chuvas, temperaturas e radiação solar, de modo que os especialistas desaconselham o seu plantio tardio, a fim de reduzir o risco de perdas pelas intempéries climáticas.

Uma vez que a colheita da soja é finalizada nas diversas regiões produtoras do país, têm-se início o plantio do milho de segunda safra. No Brasil, o estado do Mato Grosso é o que mais se destaca na produção do cereal, contando com mais de 94% de área plantada. Esta produção pode ser comprometida pela falta das chuvas e a temperatura ligeiramente acima da média, sobretudo no mês de julho, afetando o desenvolvimento das plantas.

No estado de Minas Gerais e no sul da Bahia, o desenvolvimento da safra de milho na região está sendo dificultado devido à escassez hídrica que já dura mais de 30 dias. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o mês de março e o de abril tiveram boas precipitações, afastando a previsão de quebra de safra para o Sul do país, e trazendo boa perspectiva de umidade no solo para a semeadura do milho de segunda safra.

O Sisdagro é um aplicativo do Inmet que serve de apoio aos produtores, e fornece informações agroclimatológicas para assegurar a produtividade das lavouras

O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

Com o Agromet é possível obter dados como imagens de satélite, tendência de queda nas temperaturas, excesso ou falta de chuva, umidade relativa do ar. O usuário também consegue visualizar o mapeamento feito para as culturas do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, e segmentar a busca entre culturas de inverno e de verão. O Inmet conta também com o Sisdagro (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária), que contém ferramentas de monitoramento e previsão do balanço hídrico e produtividade em diferentes culturas, previsão de condições favoráveis à formação de geada, informações agroclimatológicas referentes ao balanço hídrico e dias aptos ao manejo agrícola.

Com informações do Mapa.

BÔNUS NO PRONAF: sai lista dos 7 produtos com descontos até 9 de junho

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta terça-feira, 10 de maio, a lista dos produtos com o bônus de desconto do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), que concede aos agricultores familiares desconto no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), caso o preço de mercado seja inferior ao preço de garantia estabelecido. Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto de cultivo), banana, borracha natural (cultivada), cacau cultivado (amêndoa), feijão caupi, juta/malva embonecada e maracujá. Neste mês, foram beneficiados os produtores dos estados do Acre, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Amazonas, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Ceará. A partir de hoje, os agricultores familiares com contrato de Pronaf, devem consultar os produtos que tem direito aos descontos, e entrar em contato com seu agente financeiro, operador do Pronaf, a fim de obter o percentual dos bônus de desconto concedido nas operações e parcelas de crédito rural

O cálculo do bônus é realizado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sendo, após isso, editadas resoluções pelo Banco Central com os requisitos para obtenção dos descontos, a serem disponibilizados pelo Governo Federal às instituições financeiras, levando-se em consideração o valor médio de mercado pago pelo produto. A portaria com a relação de todos os produtos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), Nº 28, de maio deste ano, e passou a ter validade a partir de hoje, 10 de maio, até o próximo dia 9 de junho.

São beneficiários do programa os agricultores familiares com contrato de Pronaf, que podem receber o desconto nas parcelas das operações de financiamento e custeio, quando os preços no mercado estão abaixo dos valores definidos a cada ano/safra. Os valores calculados são repassados aos agentes financeiros, que concedem o desconto aos produtores nas suas operações de crédito de forma automática, sem necessidade de solicitação.

A lista divulgada contém 7 produtos, de 9 estados da federação, que foram subvencionados, em benefício dos agricultores familiares. Entre os produtos que permanecem com bônus em março estão: feijão caupi, nos estados do Amapá, Mato Grosso e Tocantins; açaí, no Acre; banana, em Alagoas e Pernambuco; juta/malva, no Amazonas; e maracujá, no Ceará.

Para este mês, os produtos com maior bonificação são: o maracujá cearense, que teve uma subvenção de 31,55% no quilo, seguida pelo açaí acreano, com 27,89% o quilo, e pelo feijão caupi amapaense, com 22,28% a saca de 60 kg. Alguns produtos como o cacau cultivado (amêndoa) e a borracha natural (cultivada) foram incluídos neste mês de maio na nova lista, e dois estados deixarão de bonificar: o Amapá, para o açaí, e o Maranhão, para o feijão caupi.

Relação dos produtos com desconto no Pronaf até 9 de junho

Açaí (fruto cultivado)

O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor escura, que vai do roxo ao preto, o fruto arredondado nasce em cachos e, na maioria das vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da Região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais. No Brasil, cerca de 90% da produção está no estado do Pará.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Borracha natural (cultivada)

Os países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã, são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total produzido. O Brasil é o maior produtor de borracha natural da América Latina e começou a produzir na época do extrativismo. A concentração desse cultivo em nosso país está principalmente nas regiões do Sudeste e Centro-oeste. Dentre estas o destaque vai para o Noroeste Paulista, maior região produtora nacional. No Brasil, a produção de borracha natural é responsável por gerar 80 mil empregos no campo e na indústria.

Cacau cultivado (amêndoa)

O Brasil é o 6º maior produtor de amêndoa de cacau no mundo e oscila entre o 5º e o 6º maior mercado consumidor de chocolate do planeta. São cerca de 93 mil produtores rurais, nos estados da Bahia, Pará, Espírito Santo e Rondônia, segundo informações da Associação Nacional das Indústrias de Processamento (AIPC), em sua maioria pequenos agricultores familiares, que desenvolvem suas plantações em áreas com tamanho entre 5 e 10 hectares.

Feijão caupi

A produção da safra nacional de grãos fechou o ciclo, ano passado, com um volume de aproximadamente 252,3 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% sobre a safra anterior e 1,6 milhão de toneladas inferior à previsão feita em agosto. A cultura do feijão foi impactada negativamente pelas intempéries climáticas, principalmente, pela seca, nas principais regiões produtoras do país. Apesar da Conab ter reduzido as estimativas para quase todas as culturas de grãos, em função das estiagens nas principais regiões produtoras do país, a safra prevista para este ano deve ser maior, em relação à anterior.

Juta/malva embonecada

O estado do Amazonas é o maior produtor de juta e malva do Brasil. A cidade de Manacapuru concentra o maior número de produtores que trabalham com fibras. Nos municípios de Codajás e Beruri também existem muitos produtores de fibras. As fibras vegetais têm mercado certo. A indústria absorve toda produção nacional e ainda precisa importar para atender a sua demanda.

Maracujá

No Brasil, em números absolutos, a área destinada à produção de frutos de maracujá, segundo o IBGE – Produção agrícola, em 2018, foi de 42.731 hectares, sendo esta área responsável por produzir cerca de 602.651 toneladas de frutos, com produtividade de 14.103 kg/ha. A Bahia continua sendo o principal produtor de maracujá, com 160.902 toneladas, seguida do Ceará, com 147.458 toneladas. Santa Catarina manteve a terceira posição, com 53.961 toneladas, destacando-se no cenário nacional pela quantidade e qualidade dos frutos produzidos.

Com informações do Mapa e Conab.

MERENDEIRAS DO BRASIL: programa do MEC teve estreia na TV com apoio da CONAFER

da Redação

Estreou neste domingo, 8 de maio, na RedeTV, a 4ª edição do Merendeiras do Brasil, um reality show de iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem por objetivo valorizar o trabalho das merendeiras escolares de todo o país. O programa é uma competição pelo título de melhor merendeira, incentivando a produção culinária de qualidade que os produtos da agricultura familiar oferecem. O Merendeiras tem o apoio da CONAFER, e é comandado pela simpática apresentadora, Alinne Prado, que recebeu a missão de conduzir a competição entre 15 merendeiras, em 8 episódios, repletos de desafios culinários para emocionar o público e valorizar ainda mais o trabalho destas mulheres, verdadeiras heroínas nesta missão diária de nutrir as crianças brasileiras

O episódio nº 1 de Merendeiras do Brasil foi ao ar no último domingo, 8 de maio, e tem apoio da CONAFER

Sobre a mecânica do programa, as 15 merendeiras se dividem em dois grupos: um com 7 e outro com 8 mulheres. Estes dois grupos farão a mesma prova, todas produzem o mesmo prato, sendo cada prato avaliado pelos 3 jurados convidados do programa. Com isso, a merendeira com o prato que mais se destacar, ganha imunidade para a próxima prova, se aproximando do prêmio de melhor do Brasil.

A partir do segundo episódio, as duas merendeiras cujos pratos menos atenderem aos critérios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao paladar dos jurados, serão eliminadas do programa e retornarão aos seus lares. Essa dinâmica seguirá até a metade da temporada, sendo que nas provas finais, apenas uma participante voltará para casa.

Em relação ao PNAE, 30% do valor investido no programa pelo governo federal é destinado aos estados e municípios, para que eles possam viabilizar a compra de alimentos vindos diretamente da agricultura familiar. Assim, cada escola recebe comida de qualidade e, ao mesmo tempo, beneficiando os pequenos agricultores do programa, fortalecendo a cadeia produtiva agrofamiliar da sua localidade e regiões circunvizinhas.

A CONAFER trabalha pelo empreendedorismo rural e para levar políticas públicas aos agricultores familiares. Ao incentivar e apoiar iniciativas como o Merendeiras do Brasil, a Confederação reafirma seu compromisso com a produção agrofamiliar e com a alimentação de milhões de crianças em escolas de todo o país.

RISCO NA LAVOURA: novo fungo do guaranazeiro, descoberto pela Embrapa, pode infectar culturas de dendê, bananeira, açaizeiro e seringueira

da Redação

Uma nova espécie de fungo observada em guaranazeiros e em clones de guaranazeiro (cultivares lançadas têm modificação genética), batizada de Pseudopestalotiopsis gilvanii, despertou preocupação dos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Não é apenas o nome que assusta, pois ele pode provocar sintomas foliares que queimam a folha da planta, reduzindo a possibilidade de fotossíntese e prejudicando o seu desenvolvimento. A descoberta se deu por meio de pesquisa com observação de campo, que promoveu o isolamento do fungo para a sua análise no Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Amazônia Ocidental (AM), a fim de que fosse feita a sua caracterização morfológica e molecular. Os pesquisadores se mostraram aflitos diante da possibilidade de o fungo afetar as lavouras de açaí, dendê, banana e seringueira, cultivares tradicionais da agricultura familiar, principalmente nas regiões Norte e Nordeste

A Embrapa mantém estudos e pesquisas, dando continuidade ao monitoramento do novo patógeno, para que ele não se torne um problema efetivo à cultura do guaranazeiro e outras plantas de importância econômica. Embora o guaranazeiro seja originário da Amazônia, é o estado da Bahia, com 10.719 hectares, que se destaca como o maior produtor de guaraná do Brasil, segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que em ambos os estados é a agricultura familiar a grande responsável por esta produção, destacando-se pela qualidade do fruto cultivado. Suas sementes são bastante utilizadas pelas indústrias de bebidas, farmacêuticas e cosméticas, nacionais e internacionais, o que gera um atrativo econômico para que cada vez mais agricultores familiares despertem o interesse em ingressar nesta rica cadeia produtiva.

O guaranazeiro é originário da Amazônia, mas é o estado da Bahia, com 10.719 hectares, que se destaca como o maior produtor de guaraná do Brasil

Os estudos moleculares combinados com a caracterização morfológica, baseados na análise realizada pelo laboratório, indicaram que parte dos fungos isolados não apresentava correspondência com nada descrito por literaturas anteriores, indicando tratar-se de uma nova espécie de patógeno. Diante disso, a descoberta do Pseudopestalotiopsis gilvanii foi confirmada e descrita em um artigo publicado na revista Phytotaxa, especializada em taxonomia.

Após a confirmação da nova espécie, os pesquisadores iniciaram estudos para investigar o potencial de risco do patógeno sobre outras lavouras de importância econômica, inoculando o agente biológico em amostras de plantas de açaizeiro, dendezeiro, bananeira e seringueira, que são culturas estudadas pela Embrapa Amazônia Ocidental. Como resultado, os estudos revelaram que os sintomas causados pela nova espécie são parecidos com os da antracnose, revelando-se em forma de manchas de queima da folha, impactando negativamente na capacidade de fotossíntese das plantas.

Apesar de se mostrar um risco à produtividade dessas lavouras, os produtores podem continuar tranquilos, pois, até o momento, o novo patógeno ainda não é considerado uma ameaça, tendo sido observado com baixa frequência no campo. Novos estudos complementares a serem realizados pelos pesquisadores da Embrapa sobre o comportamento deste agente biológico estão sendo encaminhados para propiciar sua prevenção e estabelecer estratégias destinadas ao seu controle.

Por meio desses novos projetos, será possível ampliar o conhecimento desses microrganismos, analisando precisamente sua biologia molecular, genômica, transcriptômica e metabolômica, facilitando a busca de soluções para o enfrentamento dos efeitos de sua propagação sobre as lavouras.

Outra linha de pesquisa, também iniciada após a descoberta, destina-se a avaliação do potencial de bactérias e fungos a serem utilizados no controle biológico desses fungos patógenos. Estes estudos envolvem a quebra de resistência das plantas ao fungo, e estão sendo feitos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e coordenado por Caniato, da Ufam, em parceria com a Embrapa, para verificar os níveis de suscetibilidade apresentado por estas, focando no desenvolvimento de formas de biocontrole com uso de fitopatógenos.

Guaranazeiro, cultivado desde os povos originários

O guaraná já era utilizado pelos indígenas da floresta como um revigorante natural, e sua produção persiste no país como uma tradição importante, fazendo do Brasil o maior produtor comercial de guaraná do mundo, com destaque para a participação dos pequenos agricultores, maiores responsáveis pelo seu cultivo. No mês de maio deste ano, o produto chegou a ser comercializado a R$ 30 o quilo, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), evidenciando a valorização da sua cadeia produtiva ao longo dos anos.

Os guaranazeiros são plantas que se adaptam bem ao clima tropical quente e úmido, desenvolvendo-se bem em ambientes com temperaturas médias de 26ºC. A colheita do seu fruto, o guaraná, é feita de forma manual, retirando cacho por cacho, e, após serem colhidos, os grãos são fermentados, secos e torrados, para fabricação do pó do guaraná.

Seu cultivo deve ser feito em solo bem drenado, por meio de cova profunda, recomendando-se plantar a muda em dias nublados, sendo que a sua germinação tem início a partir de 70 dias após o semeio, podendo prolongar-se por até 150 dias. Por ser uma planta bem adaptada ao clima tropical, esta cultura exige regas frequentes e moderadas, de modo a evitar solos encharcados, e sua produção comercial estabiliza-se decorridos três anos do plantio, no caso dos clones, e nas plantas tradicionais, este prazo é de cinco anos.

No Brasil, a produção de guaraná ocorre em 7 estados, sendo a Bahia, Amazonas e Mato Grosso, responsáveis por 93,5% da produção nacional. A planta também é produzida em Rondônia, Pará, Acre e Santa Catarina. porém em menor escala.

Com informações da Embrapa.

SORGO FORRAGEIRO: zoneamento agrícola de uma das lavouras mais plantadas no Brasil é publicado pelo Mapa

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na última quarta-feira, 4 de maio, as portarias de Nº 73 a 123 com informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo do sorgo forrageiro e granífero, ano-safra 2022/2023. Foram aprovados os zoneamentos realizados em 26 estados e Distrito Federal. Quinto cereal mais produzido no mundo, ficando atrás do arroz, milho, trigo e cevada, o sorgo pode substituir de forma parcial o milho nas rações destinadas às aves, suínos e bovinos leiteiros, já que possui elevada produtividade, boa adequação à mecanização e grande versatilidade, podendo ser utilizado como feno, pastejo, corte direto e silagem. Estas possibilidades de uso, geram maior economia no custo de produção. No Brasil, o sorgo tem mostrado bom desempenho quando utilizado no sistema integração Lavoura-Pecuária (iLP), no que diz respeito a produção de massa, trazendo ganhos como maior proteção do solo contra a erosão, maior quantidade de matéria orgânica disponível e melhor capacidade de retenção de água no solo, além de propiciar condições para uso no plantio direto

O sorgo granífero tem porte baixo, com altura de até 1,70 m, produzindo na extremidade superior uma panícula compacta de grãos, que, após a colheita, pode servir como feno ou pastejo. Já o sorgo forrageiro possui porte alto, com altura de mais de dois metros, e apresenta muitas folhas e poucas sementes, o que permite a planta elevar a produção de forragem, e a torna bem adaptada ao clima de regiões quente, de baixa umidade, sendo a planta capaz de suportar altos níveis de estresses ambientais, como o agreste e o sertão de Pernambuco. A publicação da Zarc tem como objetivo auxiliar os agentes envolvidos na cadeia produtiva da leguminosa: produtores rurais, órgãos de assistência técnica, agentes financeiros, seguradoras e demais entidades que fazem uso destas informações para o planejamento agrícola e suas ações.

O sorgo forrageiro é usado na alimentação do rebanho, inclusive em sistemas ILP e ILPF, devido ao seu alto grau nutricional

Com origem africana e introduzido no Brasil pelos escravos, por volta de 1600, as lavouras de sorgo apresentaram uma expressiva expansão nos últimos anos agrícolas, sobretudo no período da safrinha. Sua cultura comercial teve início na década de 70, servindo de base para a indústria e comércio que atuam na área de nutrição animal. O seu ciclo de vida varia entre 90 e 120 dias, e seu plantio em todos os estados da federação está associado a sua enorme tolerância à seca quando comparado aos demais cereais, seu menor custo de produção, e a vantagem de possuir uma boa produtividade na rebrota.

O sorgo granífero é frequentemente utilizado na alimentação animal, sobretudo na composição de rações

Por isso, obter o máximo de produtividade deste cereal envolve muitos fatores, entre eles o risco climático. Ao seguirem as recomendações estabelecidas pela Zarc, os agricultores podem se precaver dos riscos climáticos no ciclo produtivo do sorgo forrageiro e granífero, podendo ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Os dados trazidos na Zarc servem de indicadores aos agentes financeiros, que o utilizam como requisito nas concessões de operações de crédito rural, como a contratação do seguro rural e o crédito de custeio oficial, contemplando os cultivos realizados em áreas zoneadas e o plantio de cultivares indicadas nestas portarias.

A lavoura deste cereal, quando tecnicamente bem manejada, pode atingir uma produtividade média de 50 toneladas de massa verde por hectare, com o benefício de que o segundo corte ou rebrota vem gratuitamente para o produtor. A Zarc tem como objetivo identificar as regiões que se encontram aptas à produção e os períodos de semeadura para cultivo nos estados e municípios em que foram feitos os zoneamentos, indicando os períodos de plantio menos arriscados, e relacionando os cultivares mais adaptados a cada região, utilizando como parâmetro três níveis de risco: 20%, 30% e 40%, sinalizando a probabilidade de 80%, 70% ou 60% de a cultura ser bem-sucedida nas condições e locais indicados.

O cultivo de sorgo em sucessão a culturas de verão, tem sido uma excelente opção para produção de grãos e forragem em todas as situações em que o déficit hídrico e as condições de baixa fertilidade dos solos oferecem maiores riscos para as demais lavouras, favorecendo a oferta sustentável de alimentos de boa qualidade para alimentação animal e de menor custo para os pecuaristas e para a agroindústria de rações. Produzido em todo território brasileiro, o sorgo oferece liquidez financeira para o agricultor, sobretudo nos sistemas agrofamiliares.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android. Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa.

INTERNET NO CAMPO: Embrapa apresenta plataforma geoespacial para conectar áreas remotas do país

da Redação

A conexão com o campo é fundamental para o desenvolvimento e o aumento da produção agropecuária nacional. Para avançar e ampliar esta conectividade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou o AgroTag, sua primeira plataforma geoespacial multitarefa. De acordo com a empresa, mais do que um aplicativo, o AgroTag é um ambiente digital importante, que tem como objetivo facilitar o acesso e a troca de dados geoespaciais de qualidade entre o campo, usuário e suas demandas, ampliando o acesso à internet por todo o território brasileiro. Segundo o IBGE, dos 5,07 milhões de estabelecimentos rurais do país, 71,8% não possuem acesso à internet, representando um total de 3,64 milhões de propriedades. Com a digitalização que está chegando nos ambientes agrícolas, é possível tomar decisões mais corretas e com menor risco de perdas, aumentando os lucros da produção. Tecnologias sustentáveis que nos conectam ao mundo digital podem fazer a diferença em favor da agricultura familiar

O aplicativo contou com a parceria do Instituto Eldorado, que junto a outras empresas e instituições ligadas à área de tecnologia, busca soluções para ampliar a digitalização nas propriedades rurais do Brasil. A tecnologia utilizada no AgroTag permite que a coleta de dados se dê de forma offline, integrando-os a uma interface Geographic Information Systems Resource (WebGIS), em português Recurso de Sistemas de Informação Geográfica, para viabilizar o acesso e a análise destes após sua coleta.

Com isso, as imagens de satélite, os mapas digitais e as bases de dados geocodificadas são armazenados, organizados e analisados como forma de cartografar, gerir e monitorizar a agricultura em diferentes escalas, tarefa que requer procedimentos como a detecção, identificação, caracterização e quantificação precisa e rápida de áreas agrícolas, desde a dinâmica temporal a utilização dos recursos naturais

Ao fazer uso do georreferenciamento, o AgroTag proporciona a otimização da coleta de informações no campo, possibilitando a construção de um banco de dados qualificado para o usuário de forma individual, e viabilizando um diagnóstico espacial mais completo a respeito da área rural do país. Na prática, as informações coletadas por esse sistema servem de base, em especial, para orientar as tomadas de decisão dos gestores com relação às políticas públicas a serem adotadas, ao levar em consideração os múltiplos cenários e tendências de uso das terras na adoção dos sistemas produtivos.

A tecnologia também permite a elaboração de estimativas de emissões e mitigação de gases de efeito estufa associadas às atividades agropecuárias e florestais. Atualmente, a plataforma AgroTag contempla o AgroTag módulo público, voltado ao levantamento de dados sobre uso e cobertura das terras, AgroTagILPF para sistemas integrados de manejo, AgroTagAQUA para sistemas aquícolas, AgroTagVEG para monitoramento de recomposição florestal, e o AgroTagMFE para acompanhamento das áreas de manejo florestal e extrativismo.

Um exemplo de sucesso dessa tecnologia, é o AgroTagPará, criado para suprir as demandas do governo paraense, e que tem como objetivo apoiar a gestão de propriedades rurais no contexto da política pública de desenvolvimento sustentável do Pará. O uso dessa tecnologia mostra-se promissor, principalmente, na implantação e manejos para Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), alinhando conceitos atuais de inovação em pesquisa e transferência de tecnologias, a exemplo das tecnologias móveis e geotecnologias, a fatores como transparência de informação, rastreabilidade, ampliação do ambiente colaborativo entre as instituições e fortalecimento das parcerias público-privada.

O Brasil está entre os cinco países do mundo que mais acessam a web, porém o número de brasileiros desconectados ultrapassa os 70%. De acordo com um levantamento feito pelo Centro Regional de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 47 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede mundial de computadores, seja por banda larga ou mesmo por telefonia móvel, e essa dificuldade de acesso está concentrada na zona rural, onde a infraestrutura de telecomunicação ainda é bastante deficitária.

Girl farmer with tablet standing in the corn field using internet and sending a report.

A vantagem do uso de sistemas georreferenciados como o AgroTag está na sua natureza global de informações, herdada do Hypertext Transfer Protocol (HTTP), ou Protocolo de Transferência de Hipertexto, em português, que é amplamente suportado em qualquer parte do mundo, promovendo uma maior aceitação dos pedidos de conectividade da rede local e ampliando a acessibilidade. Os WebGIS comportam as ações de múltiplos usuários, que podem dispor do banco de dados em diferentes localidades, plataformas e dispositivos simultaneamente, facilitando o desenvolvimento de aplicações possíveis de serem utilizadas em áreas remotas no modo offline.

Além disso, os painéis de controle possuem interface simples, intuitiva e prática, facilitando seu uso pela maioria dos usuários web, e sua versatilidade permite sua adaptação às demandas do usuário, assegurando a ampliação de sua base de dados, usuários e recursos, sempre que esta necessidade se apresente. Outra vantagem do uso dessa tecnologia relaciona-se ao seu baixo custo, pois não é necessário comprar software ou pagar para utilizar os WebGIS, o que minimiza seus custos operacionais, e sua alta compatibilidade com a maioria dos navegadores web, suportando padrões de diferentes sistemas operacionais.

Atualmente, à exceção do módulo público que se encontra disponível gratuitamente na loja de aplicativos para download por qualquer usuário, os demais módulos temáticos do AgroTag têm acesso restrito a seus respectivos grupos parceiros. Na agricultura familiar, este desafio de levar às propriedades rurais conectividade aberta, simples e acessível, depende também de políticas públicas de fomento ao desenvolvimento do setor, a fim de que sejam feitas adaptações para implementação gradativa da agricultura 4.0.

Com informações da Embrapa.

+PECUÁRIA BRASIL: a partir de novembro, 6 estados e o DF terão suspensas vacinação contra aftosa como parte da ampliação de áreas livres da doença

da Redação

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, a ação de suspender a vacinação contra a febre aftosa em 6 estados e no Distrito Federal, faz parte do projeto de tornar todo o país livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. A medida ocorrerá após a última etapa da vacinação que será realizada em novembro. As unidades da Federação integram o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA). São elas: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal. Ao todo, aproximadamente 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, o PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O PE-PNEFA está fundamentado na avaliação contínua de indicadores que são monitorados regularmente de forma conjunta pelas equipes gestoras do plano estratégico, que reúnem os setores público e privado, em âmbito estadual e nacional. A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV, que terão a vacinação suspensa em 2022, e os demais estados que ainda vacinam no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional das unidades da Federação como zonas livres da doença sem vacinação não será encaminhado para a OIE no próximo ano.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Com informações do Mapa.