COMUNIDADES RURAIS CONECTADAS: conexão via satélite vai levar 4G a 134 municípios em 10 estados

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio de satélites geoestacionários, irá conectar 166 comunidades rurais na primeira fase do projeto Comunidades Rurais Conectadas, incluindo assentamentos, escolas, áreas rurais remotas, e privilegiando regiões com demandas na produção agrícola. Os pontos serão distribuídos prioritariamente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A inauguração do sistema foi realizada com 34 pontos de conexão via satélite para comunidades do estado do Mato Grosso do Sul no último sábado 21 de agosto. Lançamento ocorreu na Sede da Escola Municipal Arthur Tavares de Melo, no Assentamento Taquara, área rural do município de Rio Brilhante.

A iniciativa Comunidades Rurais conectadas, no Mato Grosso Sul, se soma a outros projetos de ampliação do acesso à internet às áreas com carência de conectividade e de transferência de tecnologia e inovação. No estado, o Governo local coordena o projeto aprovado junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e FINEP, que culminou na criação da Rede de Centros de Inclusão Digital nos Territórios da Cidadania, atualmente, com 11 centros de inclusão digital.

Com a associação da iniciativa Comunidades Rurais Conectadas do Mapa à iniciativa da Rede de Centros de Inclusão Digital, o Ministério aumenta em quatro vezes a cobertura de conectividade via satélite em assentamentos e localidades remotas com vocação para o agro.

O acesso às tecnologias digitais de informação e comunicação é, também, um meio de promover inclusão social e estímulo ao associativismo e cooperativismo. Desta forma, amplia-se as possibilidades de assistência técnica e extensão rural remota, bem como de acesso às informações para benefício das comunidades rurais.

Essa sinergia para ações de conectividade promove não apenas acesso à internet, mas oportunidades de melhoria da qualidade de vida e de melhoria de renda aos produtores, visando o desenvolvimento sustentável do Mato Grosso do Sul e de toda região.

A iniciativa hub Comunidades Rurais Conectadas no Mato Grosso do Sul integra as ações de conectividade no campo, anunciadas em maio pelo Mapa, em parceria com o Ministério das Comunicações. As frentes de atuação para conectar comunidades do agro à internet ainda incluem projetos-pilotos de antena 5G e um estudo de projeção de impacto no Valor Bruto da Produção (VBP) a partir de dois cenários de conectividade.

No modelo de conexão via satélite, a conectividade será provida por meio do modelo de satélites geoestacionários. Serão conectados em uma primeira fase 166 comunidades rurais, que incluem assentamentos, escolas, áreas rurais remotas, privilegiando regiões com demandas de desenvolvimento regional para o agro. Os pontos estão distribuídos em 134 municípios de 10 estados, prioritariamente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Satélites de órbita terrestre baixa (LEO) levam a conexão 4G por todo o país

A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com alta velocidade e qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

Até o momento, 51 pontos de conectividade já foram instalados em assentamentos dos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe, levando em consideração aspectos de densidade populacional e índice de desenvolvimento humano (IDH).

O Mapa tem buscado ampliar o número de pontos de conexão por meio da prospecção de parceiros públicos e privados, tanto no Brasil como no exterior. Essa sinergia para ações de conectividade promove não apenas acesso à internet, mas oportunidades de melhoria da qualidade de vida e de melhoria de renda aos produtores, visando o desenvolvimento sustentável do segmento em todo o país.

Com informações do Mapa.

Governo pretende incentivar empresas a levar 4G para o campo

FONTE: Globo Rural
Falta de internet é um dos maiores entraves para avanços tecnológicos no agronegócio, segundo Ministério da Agricultura
O Ministério da Agricultura (Mapa) está conversando com empresas de telecomunicações para levar a cobertura 4G para o campo, disse, nesta quarta-feira (19/6), Luiz Claudio França, diretor de Inovação da pasta. Segundo o Mapa, contam-se nos dedos as localidades com sinal 4G no interior do país.
“Essa é uma das maiores barreiras para a ampliação do uso da tecnologia nas propriedades rurais”, afirmou França durante o evento Agrotech Conference, sobre oportunidades de inovação no agronegócio, realizado em São Paulo.
França também adiantou que o Ministério está finalizando um mapeamento dos melhores locais para receber torres de telefonia. O estudo, que deve ser concluído daqui a um mês, leva em conta fatores como a topografia. A análise servirá de base para uma nova rodada de conversas com operadoras de celular.
A escassez de linhas de investimento para pesquisa e tecnologia foi destacada como outro entrave para a evolução digital no campo. “O alto custo de sensores, além de equipamentos de hardware e software, também prejudica a inovação”, disse França.
Mesmo assim, há mais de 800 startups do agronegócio em atuação no país. Cerca de 70% está no Sudeste. A maioria se dedica à tecnologia da informação (100 empresas), sistemas de gestão de fazendas (58), plataformas de marketplace e vendas (38), biotecnologia (35), alimentos (31) e fertilizantes (26), de acordo com dados de universidades, centros de pesquisa e do Ministério da Agricultura.

Para incentivar a inovação no setor, o governo pretende realizar ações coordenadas com universidades, prefeituras, instituições de pesquisa e o Ministério da Ciência e Tecnologia. O objetivo é criar polos tecnológicos agropecuários em cidades em que já existe um ambiente de criação direcionado ao agronegócio, como Piracicaba (SP). “Os esforços integrados deverão levar a novos patamares do uso agricultura 4.0, que deverá aumentar a produtividade no campo”, afirmou França.