Federação de Pescadores do Amapá com 36 anos de história firma parceria com a CONAFER

da Redação


A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais, a CONAFER, confirma o acordo de cooperação com a FEPAP, a Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado do Amapá. A Federação sediada na capital, Macapá, é dirigida pelo presidente Leidinaldo Luiz Gama de Paula, foi fundada em abril de 1984, portanto há mais de três décadas, e hoje reúne dezenas de colônias com dezenas de milhares de pescadores. Leidinaldo enviou nota de agradecimento ao presidente da CONAFER, Carlos Lopes, reafirmando a parceria e a sua importância para o desenvolvimento sócio-econômico de toda a região onde a Federação atua.

Ministério da Agricultura propõe autodeclarações de documentos para regularização fundiária no AP

FONTE: G1

Audiência pública com presença de secretário especial discutiu questões fundiárias, como a liberação de licenças ambientais no estado nesta segunda-feira (23).

Assuntos fundiários no Amapá, como por exemplo a liberação de licenças ambientais, foram tema de uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (23) em Macapá. Durante o evento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), propôs as autodeclarações para regularização fundiária no estado.
A proposta foi abordada pelo secretário especial para assuntos fundiários do Mapa, Luiz Antônio Nabhan Garcia. Pequenos, médios e grandes produtores lotaram o auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na capital, onde puderam fazer reclamações e apresentar denúncias ao representante do Governo Federal.
A principal dificuldade apresentada no debate é a conquista de licenças ambientais, seja por representantes do setor primário, da área mineral, da pesca, agroextrativismo, agronegócio e de agricultores.
A cada participação, o secretário especial respondia: “eu vim aqui para buscar uma maneira de destravar. Eu não concordo, nunca concordei com atitudes ‘policianescas’, de Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], de Funai [Fundação Nacional do Índio], de quem quer que seja”.
No encerramento da audiência, o secretário afirmou ainda que órgãos federais e estaduais precisam se reorganizar, e apresentou um caminho para resolver o problema.
“Essa questão da regularização fundiária nós estamos encaminhando para uma coisa que praticamente já se tornou padrão no Brasil. É a autodeclaração. Eu faço um cadastro ambiental rural, é autodeclarado. Eu faço um cadastro de imóvel rural, é autodeclarado. O imposto de renda é autodeclarado. Tudo caminha para o autodeclarável. Nós temos que dar um voto de confiança no cidadão, para que ele faça sua regularização de maneira autodeclarável”, falou Nabhan Garcia.
O investidor do agronegócio, por exemplo, do setor de soja e milho afirma que planta em um área de 19 mil hectares, mas que essa área poderia ser bem maior. De pelo menos, 40 mil hectares. Ou seja, mais que o dobro. Isso poderia gerar mais emprego e renda para o estado.
O presidente licenciado da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Amapá (Aprosoja), Celso Carlos Júnior, afirmou que, com a extinção do Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), a liberação de licenças ambientais passaram a ser feitas pelo Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Terras, o que tem dificultado para o setor.
“O Amapá poderia estar produzindo o dobro se a área ambiental já tivesse expedido as licenças. Há uma demanda represada bastante significativa. E eu posso afirmar que tem vários produtores em condição de entrar com novo pedido de licença e não estão fazendo porque não está saindo”, ressaltou Celso Carlos Júnior.

Ministério da Agricultura propõe autodeclarações de documentos para regularização fundiária no Amapá — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Ministério da Agricultura propõe autodeclarações de documentos para regularização fundiária no Amapá

O governador em exercício, Jaime Nunes, também esteve presente da audiência. Sobre a reorganização das pastas e consequentemente da expedição das licenças ambientais, ele destacou que o processo era necessário.
“Temos que trabalhar isso, organizando e fazendo com que tenha credibilidade e o respaldo que os órgãos federais, estaduais e municipais precisam”, disse.

Médico cubano cria horta para índios brasileiros resgatarem o uso de plantas medicinais

FONTE: Razões Para Acreditar
Assim que chegou à aldeia, o médico notou que os habitantes da região faziam uso excessivo e inadequado de antibióticos.
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O médico cubano Javier Isbell Lopes Salazar chegou à aldeia Kumenê, localizada no Oiapoque, estremo norte do Amapá, em 2014. A aldeia é formada por indígenas da etnia Palikur. Assim que chegou à aldeia, Salazar notou que os habitantes da região faziam uso excessivo e inadequado de antibióticos.
Tudo começou com a chegada de missionários à região, na década de 1960. Por mais de dez anos, os missionários se dedicaram à evangelização da etnia. Os indígenas foram convencidos de que as plantas medicinais que eles usavam para curar suas doenças era “feitiçaria”.
Um dos trabalhos de Salazar foi resgatar esse costume dos indígenas. Ele decidiu criar uma horta com plantas medicinais que poderiam tratar uma série de problemas de saúde existentes na aldeia, como gripes e doenças diarreicas.
Através de palestras e encontros com as lideranças e moradores do local, Salazar conseguiu desmistificar a crença de que as plantas seriam um tipo de “magia”. Na verdade, elas poderiam salvar suas vidas.
No começo, quando eu receitava alguma delas, eles jogavam fora e ficavam bravos comigo porque queriam antibióticos. Antes de ter médico aqui, eles faziam um uso excessivo de antibióticos e, hoje, as bactérias que circulam na comunidade têm resistência aos medicamentos disponíveis. Aos poucos, eles voltaram a acreditar no poder das plantas”, conta Salazar, que é um dos cooperados do Programa Mais Médicos.

Salazar e sua equipe também conscientizaram a população sobre os riscos do contato com a água de resíduos domésticos despejada nos rios. O médico lembra que os indígenas tinham o hábito de construir o banheiro de suas casas próximos às margens dos rios que cercam a aldeia. Consequentemente, isso fazia com que a água fosse contaminada. Para piorar, os poços também eram construídos ao lado dos sanitários.

“Explicando, conseguimos uma melhor qualidade de vida aqui. Um médico não pode se cansar. Eu me sinto bem porque já estou percebendo a mudança. Estou vendo que as medidas que estou tomando dão certo, pois as doenças estão desaparecendo. Estou ‘ganhando’ menos pacientes’”, comenta satisfeito.

O médico também conta que aprendeu algumas expressões da língua nativa da etnia Palikur e garante que a diferença de idiomas não impediu a comunicação e o diagnóstico e tratamento adequados.