Representantes de pescadores do Amazonas, Rondônia e Roraima reúnem-se com a CONAFER, em Brasília

da Redação

Os representantes de pescadores Marquinhos “Bida”, presidente da Colônia de Pescadores Z-9, de Manacapuru – Amazonas; Helio Braga, da Associação de Pescadores de Rondônia, e Rafael Pinheiro, presidente da Federação de Pescadores de Roraima, estiveram reunidos esta semana com a CONAFER, em Brasília.

Anderson Nunes, Marquinhos Bida (AM), Hélio Braga (RO) e Rafael Pinheiro (RR) na sede da CONAFER, em Brasília

Para a pauta do encontro, os agentes trouxeram algumas demandas das suas respectivas regiões, entre as quais: incentivo para as entidades representativas de pescadores e piscicultores para entreposto pesqueiro; acesso ao Pronaf para os pescadores artesanais, por meio do programa AGRO CONAFER; contratação de engenheiro de pesca para o espaço CONAFER Roraima. Também receberem orientação sobre o preenchimento das autorizações de desconto da contribuição associativa da Confederação.

Rafael Pinheiro destaca que foi entregue ao secretário nacional de Pesca e Aquicultura da CONAFER, Anderson Nunes, o relatório da Federação de Roraima sobre conquistas em termos de políticas públicas, como a guia de trânsito do pescado, emitida pela Secretaria da Fazenda. “Antigamente, os pescadores pagavam nota fiscal avulsa para transitar com peixe no estado. A CONAFER prestou um importante apoio para que a Federação de Pescadores de Roraima conquistasse a portaria e a isenção de imposto para o pescador artesanal”, aponta ele.

Outra questão apresentada pelo relatório é o acordo de cooperação técnica sobre as carteirinhas da Fundação Estadual do Meio Ambiente do estado de Roraima (FEMAT-RR), que contou com a colaboração do Espaço CONAFER Roraima para elaboração do documento (ACT). O Espaço ainda prestou apoio técnico à Federação na criação de uma linha de crédito específica para pescadores, concedida por meio de agência de fomento estadual. “É uma linha de crédito acessível para o pescador no valor, segundo sua realidade profissional”, relata Rafael Pinheiro.

O setor pesqueiro representa muito para a economia da Região Norte e é a base de sustentação de uma importante e extensa cadeia produtiva, que, além de pescadores, envolve também comerciantes de pescado, bares e restaurantes, entre muitos outros segmentos.

A CONAFER trabalha para fortalecer a atividade pesqueira e para oferecer melhores condições de trabalho aos pescadores artesanais, criando oportunidades para o desenvolvimento estrutural e econômico do setor.

Missão CONAFER sem fronteiras: Rio Negro, Amazonas

A CONAFER, por meio da Secretaria Nacional de Assuntos Indígenas, realizou uma missão pelos munícipios ligados pelo Rio Negro dentro da maior região do país, apresentando a entidade e trazendo milhares de novas filiações.

O rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, o sétimo maior rio do mundo em volume de água e tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica.

Com mais de dois mil quilômetros de extensão, o Rio Negro tem uma biodiversidade única, caracterizando-se por um ecossistema e beleza incomparáveis. Passando pela Colômbia, Venezuela e Brasil, a maior parte do seu percurso fica no Amazonas.

Suas águas escuras abrigam lindos fenômenos da natureza, lendas da cultura popular, como o boto cor-de-rosa, mas guardam principalmente uma riqueza econômica que transforma-se em cenário de subsistência, resiliência e de desenvolvimento do seus ribeirinhos, pescadores e todas as categorias de agricultores familiares que vivem próximos de suas margens e zona de influência.

Reunião com a Associação de Mulheres Indígenas da Amazônia na sede da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), em Manaus

O objetivo da “Missão CONAFER sem fronteiras” foi fomentar atividades e projetos na área da agricultura familiar nesta região tão importante para a CONAFER, promovendo encontros com lideranças, incentivando o segmento econômico agrofamiliar, além de gerar intercâmbio de comercialização e produção entre os povos.

Iniciada em Manaus, a missão foi composta pelos secretários CONAFER de Assuntos Indígenas, Júnior Xukuru, e de Articulação Indígena, Wendas Souza Santos; pelo diretor nacional da União Nacional Indígena (UNI), Alessandro Pataxó; Cacique Bráz – cacique geral do baixo Tapajós -; e por Alcyjara Lacerda, cientista política da CONAFER.

Diretoria das Mulheres Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)

A equipe partiu para São Gabriel da Cachoeira – considerada a cidade mais indígena do Brasil -, onde foi recebida por Marivelto Baré e Edson Baré, respectivamente presidente e coordenador do Departamento de Educação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). O grupo se reuniu com a diretoria da FOIRN e conheceu os espaços de comercialização de artesanatos, nos quais, por meio de parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), os indígenas comercializam diretamente os artigos.

Durante a missão, ocorreu também a 15° Assembleia da FOIRN, durante a qual foram apresentados os trabalhos e projetos da CONAFER para os povos indígenas representados pela federação.

Comercialização de artesanato Tukano em Barcelos

A missão da CONAFER esteve também em Barcelos – que foi a primeira capital do estado do Amazonas – e se reuniu com a equipe da Associação Indígena de Barcelos (ASIBA), apresentando projetos e recebendo filiações. O trabalho da CONAFER nesta localidade é auxiliar os produtores a obterem acesso a crédito para fomentar a produção na região.

A CONAFER realiza várias atividades em terras indígenas, motivando a autonomia econômica das comunidades dos povos originários. O trabalho desenvolvido busca continuamente o cumprimento das diretrizes globais da Agenda 2030 da ONU, cujo compromisso é erradicar a fome, pôr fim à miséria e garantir a segurança alimentar do planeta.

Governo busca parcerias para expansão do crédito da Agricultura Familiar

FONTE:  Governo do Acre
Wadt, esteve na terça-feira, 27, em Porto Velho, onde se reuniu com gestores dos governos de Rondônia e do Amazonas, além de representante do Banco do Brasil, para conhecer as políticas para a promoção do crédito rural e assim trazer um modelo de impulsionamento para a Agricultura Familiar do Acre.
Participaram do encontro o secretário de Produção Rural do Amazonas,  Petrúcio Pereira de Magalhães, o secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, o gerente regional do Agronegócio do Banco do Brasil para Rondônia e Acre, Jhovito Evaristo Correa, e o secretário executivo do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Rondônia, José Neves.
Durante a reunião, o gerente regional  do Banco do Brasil revelou que, somente em Rondônia,  foram aprovados 12.236 projetos de crédito rural, com um total liberado diretamente aos produtores rurais do estado de R$ 1,2 bilhão.
Paulo Wadt acredita que se o Acre adotar a mesma política agrícola do estado vizinho, poderia alcançar número de liberações de créditos equivalente, principalmente dentro da agricultura familiar.
Segundo o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, o apoio ao pequeno agricultor familiar para a captação de crédito de fomento agrícola representará a concretização do fim da política da florestania – vivida no meio rural nos últimos 20 anos – visando colocar o Acre num novo patamar político e econômico.
“Com esses investimentos, os recursos gerados com a arrecadação de impostos ultrapassará, anualmente, o volume de empréstimos internacionais aplicados  no setor rural e florestal acreano. Isso com a vantagem de não gerar dívidas pelo Estado para serem pagas, aumentando o nível de emprego,  consumo e serviços. O agronegócio para a agricultura familiar será um resultado que marcará para sempre o governo Gladson Cameli como uma das maiores referências da história acreana ao setor”, destaca Paulo Wadt.
Aliança dos três estados
Ainda durante a reunião, o secretário do Amazonas, Petrúcio Pereira, ressaltou que seu estado também está atento à importância do agronegócio para o desenvolvimento da economia. Ele destacou que, por décadas, o Amazonas deu muito mais enfoque a Zona Franca de Manaus, mas que neste novo momento o agronegócio surge como uma opção forte de desenvolvimento econômico.
Tanto, que o governo do Amazonas prepara um concurso público para a contratação de mais de 400 profissionais da área agrária,  a serem distribuídos entre as ações de assistência técnica e extensão rural e as ações de defesa sanitária animal e vegetal. Padovani reforçou a necessidade do desenvolvimento regional ser discutido de forma ampla entre os três estados, com ações integradas no setor de logística,  assistência técnica e fomento.
O secretário Paulo Wadt ressaltou que o volume de contratos de fomento firmados em Rondônia é o indicativo forte do rumo tomado pelo governador Gladson Cameli ao apoiar o agronegócio.  Acima de 95% dos contratos de crédito rural de Rondônia atendem ao perfil da agricultura familiar, com um montante de aproximadamente R$ 1 bilhão destinado a pequenas propriedades rurais.
“É a verdadeira sustentabilidade econômica das pequenas famílias de produtores, os quais geram empregos, serviços e receita para o Estado. O grande produtor já possui acesso ao crédito, mas o pequeno precisa dessa nova orientação do programa de governo para que consiga produzir e não viver em situação de miséria”, afirma Paulo Wadt.

Expoagro e agricultura familiar: os planos do governo do AM para o setor primário

FONTE: A Crítica
Titular da Sepror, Petrúcio Magalhães defende a melhor qualificação da mão de obra técnica e a capacitação continuada dos profissionais que estão diretamente em contato com os produtores rurais em campo
O secretário de Produção Rural do Amazonas (Sepror), Petrúcio Magalhães, está a todo vapor trabalhando na retomada do crescimento do setor primário, a partir de ações concretas junto a agricultura familiar e todas as cadeias produtivas. Ele tem cem dias para apresentar resultados concretos ao governador Wilson Lima.
“Vamos acelerar o programa Pro-mecanização; o Pro-calcário; Pro-semente, reduziremos o desperdício das feiras de Manaus; criaremos as condições para que a ração chegue a preços competitivos aos produtores de peixe, ovos, suínos, bovinos, enfim de todas as cadeias que precisam, de farelo de soja e milho”, destacou em reunião realizada com 120 produtores rurais na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA).

Com sua linha de frente definida, através do Idam, Adaf e ADS, Magalhães defende a melhor qualificação da mão de obra técnica e a capacitação continuada dos profissionais que estão diretamente em contato com os produtores rurais em campo. Sua política, é de fortalecimento dos quadros do sistema Sepror, através da integração que permitirá agilizar as atividades em todos os setores, beneficiando os produtores rurais do Amazonas em todas as calhas.
Ele disse que saberá encaminhar da melhor maneira os recursos provenientes do novo orçamento do setor primário, que saiu de R$ 96 milhões de 2018, para algo superior a R$ 400 milhões em 2019; em função da PEC de 3%, que fez com que o Estado saltasse de um repasse constitucional de 0,69% para 3% para a Sepror.
“A melhor qualificação da mão de obra técnica, já existente, e o foco na modernidade nas relações com os agricultores familiares, e o fortalecimento do cooperativismo fazem parte da nossa pauta”, comentou.
Ração
Há, no entanto, um gargalo a ser resolvido. Trata-se da ausência de ração suficiente para alimentar os rebanhos, as aves, suínos, peixes e outras cadeias produtivas. Nesta direção, a FAEA, junto com a superintendência do MAPA no Amazonas, a Secretaria da Fazenda e a Sepror estão trabalhando alinhadas, na direção de manter conversações de alto nível com o Grupo Amaggi, para que se obtenha farelo de soja e milho existentes no Porto Graneleiro de Itacoatiara, para abastecer o mercado interno.
Enquanto a questão da ração não se define, o Amazonas continua com um grau elevado de dependência de milho e farelo de soja do Mato Grosso. A situação não é mais delicada, porque produtores como Francisco Helder Peixoto, proprietário da Fazenda São Pedro, maior produtora de ovos do Amazonas, com uma média de 750 mil ovos/dia, tem uma fábrica de ração para aves e peixes, que repassa para o mercado interno.
“Tive que montar uma estrutura no Mato Grosso para poder trazer a matéria prima para o Amazonas, com vistas a abastecer a minha produção e o excedente repassar para o mercado”, afirmou Francisco Helder Peixoto, uma das referências da avicultura na Amazônia.
Expoagro volta em 2019
A Feira e Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), mais importante evento agropecuário do Estado acontecerá em outubro, depois de cinco anos sem atividades. A decisão tomada pelo governador Wilson Lima e sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) vai beneficiar milhares de produtores rurais, que terão uma vitrine de alta tecnologia e com linhas de crédito à disposição para mostrar seus produtos.
“Nós estamos estudando o melhor local para o Parque de Exposições Agropecuárias Eurípedes Ferreira Lins, mas a decisão já está tomada: a Expoagro vai acontecer”, afirmou o secretário de Produção, Petrúcio Magalhães Júnior.
Com o Amazonas na condição de Estado sem risco de aftose com vacinação, e um rebanho de 1,3 milhão de cabeças evoluindo para algo próximo de 1,5 milhão nos próximos dois anos, os pecuaristas estão prontos para mostrar seus planteis.
A raça Girolando leiteira, que no Amazonas tem um melhoramento genético de nível internacional, é uma das dezenas de raças, que serão apresentadas na Expoagro. A piscicultura, com escala e alta tecnologia, como a existente em Rio Preto da Eva, também está aguardando a Expoagro, para mostrar o que há de mais avançado na área.
A reativação da Expoagro integra o pacote de medidas do Plano de 100 dias do Sistema Sepror, capitaneadas pelo Secretário Petrucio Magalhães e sua equipe, vão de encontro a modernidade e o melhoramento da qualidade de vida dos produtores rurais do Amazonas, especialmente da agricultura familiar.
Por isso foram elaboradas ações para o desenvolvimento da agricultura, pecuária, piscicultura, extrativismo. O entendimento do secretário Magalhães é de que é fundamental superar os desafios da infraestrutura, do crédito rural, da assistência técnica e extensão rural, da distribuição de sementes e a geração de emprego e renda no campo e em Manaus.
Desperdício
Em uma sociedade onde os alimentos são fundamentais na mesa das famílias, especialmente as de menor renda, não pode haver desperdício. Razão  pela qual, é de vital importância a implantação do Programa Estadual de Redução do Desperdício de Produtos nas Feiras da Capital. Isso se dará em parcerias firmadas entre a Sepror, Fundo de Promoção Social, Fundo Manaus Solidário, Sindicatos dos Feirantes e Universidades.
Setor apoia a iniciativa das reuniões
O presidente da FAEA, Muni Lourenço, disse que a atitude do secretário da Produção Rural, Petrucio Magalhães, de realizar encontros com os produtores rurais na instituição, foram realizados três até o presente momento, com 120 produtores rurais do interior e da capital; com os aquicultores e avicultores, em menos de 15 dias, mostra o compromisso da Sepror de estar junto com quem movimenta o setor primário diretamente na fonte.
“Essas ações nos agradam, porque evidencia o comprometimento com os agricultores, pecuaristas e todas as cadeias produtivas do Estado”, disse Muni Lourenço. O presidente da Associação Amazonense de Avicultura (AAMA), Kuniya Takano, destacou que o setor precisa muito deste tipo de mobilização promovida por Magalhães para ampliar o relacionamento com o governo estadual na busca de soluções para a categoria. Nós acreditamos que é com dialogo e ações práticas, que conseguiremos melhorar o setor, e Petrucio está fazendo isso muito bem”.