Governo da Paraíba quer parceria da CONAFER para Censo de Estatística Pesqueira

da Redação

Ampliando suas ações junto aos pescadores paraibanos, a Confederação reafirma o seu compromisso de trabalho pela agricultura familiar; cooperação vai beneficiar 36 mil pescadores artesanais

O secretário Jerônimo Júnior, Secretário Executivo da Pesca do Estado da Paraíba, em um encontro na sede da CONAFER com o presidente Carlos Lopes, confirmou o interesse do governo paraibano em realizar parcerias com a Confederação para efetivar diversas demandas, como a realização do primeiro censo de estatística pesqueira, além de outras para o fomento da pesca e da aquicultura paraibanas. Um censo que apresente um raio-x da atividade pesqueira e da produção de peixes no Estado é fundamental para criar um banco de dados com informações colhidas diretamente dos pescadores e aquicultores, e assim criar estratégias e planejar o crescimento de todo o segmento.

Reconhecidos como agricultores familiares pela Lei 11.326 de 2006, a Lei da Agricultura Familiar, os pescadores artesanais navegam por uma grande cadeia de recursos da pesca, e que envolve a produção, conservação, o processamento, o transporte e a comercialização do pescado. 

Com suas redes, barcos e muita coragem, nossos pescadores e suas famílias transformaram a atividade em um dos motores do segmento econômico da agricultura familiar. Todos têm assegurados os direitos previdenciários, acesso ao seguro-desemprego e às linhas de crédito destinadas à atividade pesqueira. Mas é preciso organizar a atividade em toda a sua extensão para obter melhores condições de trabalho, produção e desenvolvimento econômico das famílias de pescadores. 

Foto: Portal Correio

CONAFER já tem projetos de crescimento com pescadores da Paraíba

Uma das ações neste sentido foi o recente acordo de cooperação com a tradicional Colônia de Pesca Z3, de Tambaú, fundada em 24 de fevereiro de 1924. A diretoria da Z3 recebeu a Secretaria de Pesca e Aquicultura da CONAFER para selar uma parceria, além de expor as dificuldades da pesca artesanal no Estado da Paraíba, como a desinformação do segmento, deficiências nos canais de comunicação e falta de novos investimentos na produção. 

A CONAFER quer disponibilizar a todos os pescadores da Paraíba o acesso à emissão da DAP, aos financiamentos do PRONAF, serviços de INSS digital como a entrada do seguro, e muitos projetos para impulsionar a pesca e a produção, além das condições de armazenamento dos produtos da pesca da região. 

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Agora, por meio de uma parceria com o governo do Estado, a CONAFER mantém-se na missão de beneficiar estes agricultores familiares, sempre partindo do princípio de que é importante oferecer as melhores condições para autonomia destes pequenos produtores, hoje responsáveis por 73% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Levar novas ações para os pescadores da Paraíba representa mais uma vitória de toda a Confederação.

Capa: CONAFER

Cadastro de comunidades quilombolas ajuda nos preparativos da pesquisa

FONTE: Agência IBGE
Fundamental na preparação do Censo Demográfico 2020, o Cadastro Geral de Informações Quilombolas está sendo realizado pela Fundação Cultural Palmares via formulário online. Os dados coletados servirão como base para o planejamento do IBGE no recenseamento do próximo ano.
O cadastro vai permitir avanços inéditos, como a auto identificação da população quilombola em relação ao pertencimento étnico e a localização dessas comunidades. A responsável pelo Grupo de Trabalho de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, explica a importância dessa ação: “nossa base divide o território em setores censitários, que é a área de trabalho dos recenseadores, e precisamos saber onde estão os domicílios, inclusive as comunidades quilombolas. Além disso, precisamos da localização para abrirmos a pergunta do questionário sobre se a pessoa se considera quilombola ou não”.
“O cadastro vai nos ajudar informando qual o tipo de infraestrutura que existe nessas comunidades para planejarmos a operação censitária. Vai nos dizer se há local para o recenseador se alojar, pernoitar, acessar a internet etc”, complementa Marta.
A Fundação Cultural Palmares já certificou 203 comunidades quilombolas somente em 2018, e a expectativa é que todas elas preencham o cadastro pela internet. “Temos um termo de colaboração com o IBGE para a realização do Censo 2020. A partir desse trabalho conjunto, a ideia é conseguirmos apoio para coletar informações dessas comunidades. Para nós, é importante termos mais informações das comunidades quilombolas, porque temos políticas públicas voltadas a elas”, explica o técnico da fundação, Cristian Martins.
“O cadastro reunirá dados basicamente socioeconômicos e geográficos dessas comunidades. Por exemplo, a localização delas e as condições gerais, como a quantidade de pessoas, as manifestações religiosas, se existe algum conflito fundiário”, conta Cristian.
Sobre a importância de conhecer melhor as comunidades para fortalecer a cooperação, Marta ressalta o papel do cadastro. “Vamos ter uma primeira análise desses dados antes do Censo. É algo importante para podermos abordar as lideranças comunitárias, para entrarmos nesses espaços com segurança para nosso recenseador, sem nenhum tipo de mal-entendido. Isso vai facilitar muito o trabalho de coleta”, encerra.
A Fundação Cultural Palmares mantém como recomendação apenas que o informante seja uma liderança comunitária, para garantir que a fonte tenha conhecimento profundo sobre a realidade da comunidade. Caso a liderança não tenha familiaridade com computadores ou smartphones, é recomendado solicitar auxílio no preenchimento do formulário.