CNA e Agricultura discutem autocontrole da indústria no setor de carnes e ração

FONTE: Canal Rural
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem discutindo, com o Ministério da Agricultura, ações de autocontrole na indústria de carne suína e na alimentação animal, de acordo com nota da entidade.
Nesta segunda-feira, dia 15, houve uma reunião em Brasília para tratar do assunto. “Discutimos o que deverá ser aprimorado e como deve ser o autocontrole nessas áreas”, comenta a coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo. “As instituições do subcomitê vão elaborar um diagnóstico de como está hoje o registro de insumos e aditivos da alimentação animal e propor melhorias e formas de desburocratizar e simplificar o setor.”
“A iniciativa privada é que vai desenhar o processo e sugerir as fases de implantação. Vamos trabalhar em conjunto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e elaborar um esboço para ser apresentado em no máximo um mês”, explicou a assessora técnica da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Ana Lígia Lenat.

Sistema CNA entrega propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 para ministra da Agricultura

FONTE: Notícias Agrícolas
Documento apresenta 10 medidas prioritárias para o desenvolvimento da próxima safra
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, entregou um documento com 10 propostas prioritárias para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/2020 para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na quinta (25), em Brasília.
As medidas apresentadas foram divididas em ações de curto prazo e estruturantes para a agropecuária brasileira. O documento está organizado em cinco eixos: propostas para recompor o volume de recursos para o financiamento da atividade, para desburocratizar e reduzir o custo de observância, crédito rural, gestão de riscos da atividade agropecuária e comercialização.
“A CNA, que representa todos os produtores brasileiros, dos mais diversos segmentos, traz para o Ministério da Agricultura uma proposta que está muito próxima do que o Ministério pensa. Agora vamos pegar as duas propostas juntas e vamos ao Ministério da Economia para fecharmos o próximo plano safra do Brasil”, disse Tereza Cristina.
O presidente da CNA destacou que as sugestões foram elaboradas “ouvindo as bases”, por meio de reuniões com os produtores em todas as regiões do Brasil. Para João Martins, é um instrumento oferecido pela entidade para que a ministra tenha condições de negociar com o Ministério da Economia.
“Ela já disse que deveremos ter um aumento substancial no seguro, algo em torno de R$ 1 bilhão. Os produtores estão muito esperançosos de termos um Brasil com crescimento de produção e sabendo como colocar essa produção, que é o mais importante”, afirmou João Martins.
Uma das prioridades é restabelecer os níveis de exigibilidade sobre a poupança rural em 74% e sobre os depósitos à vista em 34%. Outra solicitação é eliminar a tributação sobre ganhos de capital decorrentes de variação cambial em Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos em moeda estrangeira e flexibilizar os investimentos estrangeiros no mercado de capitais brasileiros.
A CNA também sugere negociar com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a edição de uma instrução normativa que crie um Fundo de Investimento para o setor agropecuário.
Em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o documento solicita a concretização da implementação de sistema para concessão direta da subvenção aos produtores e não por meio das seguradoras.
A entrega também contou com a presença do superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, da superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, da assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, e do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara.
Confira as outras prioridades colocadas no documento:
– Anunciar o volume de recursos programados para aplicação em crédito rural condizente com a real disponibilidade de recursos das instituições financeiras e com a capacidade de equalização de taxa de juros pelo Tesouro Nacional;
– Priorizar recursos para o crédito de custeio;
– Priorizar os programas de investimento para construção de armazéns (PCA), adequação das propriedades à legislação ambiental (ABC) e investimentos necessários à incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais (Inovagro);
– Manter o diferencial de taxa de juros para médios produtores nos programas PCA e ABC, conforme estabelecido na safra 2018/2019;
– Revogar a norma que autoriza as instituições financeiras a excluir linearmente R$ 200 milhões de suas exigibilidades;
– Estender o mecanismo de equalização de taxa de juros e outros encargos financeiros aos bancos privados e às confederações de cooperativas de crédito rural;
– Definir políticas estruturantes para a gestão de riscos agropecuários, por meio da subvenção ao prêmio do seguro rural e às opções de venda de produtos agropecuários, revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático e apoio à comercialização;
– Retornar o financiamento da assistência técnica com recursos do crédito rural oficial.

Ministério da Agricultura não tem solução para crise do setor leiteiro

FONTE: Canal Rural
Entidades se reuniram com a ministra Tereza Cristina para cobrar medidas que melhorem a competitividade dos produtores brasileiros
O governo ainda não tem uma solução para a crise enfrentada pelo setor leiteiro, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela confirmou que a importação de leite em pó foi debatida durante o encontro dos presidentes da Argentina e Brasil nesta semana, em Brasília. “Eu tinha certeza de que não teríamos, hoje, nenhuma solução. Temos um encaminhamento para construir juntos uma política mais efetiva, mais profícua, e que traga tranquilidade, principalmente ao pequeno produtor”, afirmou.
Em reunião setor realizada com o setor nesta quinta-feira, dia 17, oito entidades pediram condições melhores de competitividade em relação ao leite importado da Argentina e do Uruguai.
De acordo com os pecuaristas, custos de produção e impostos inviabilizam a concorrência. “Um implemento agrícola fabricado no Brasil é vendido mais barato para os nossos países vizinhos, por exemplo. Temos que desonerar nossa cadeia”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges.
O documento apresentado ao Ministério da Agricultura também pede medidas antidumping — quando há venda muito abaixo do valor praticado no mercado, com intuito de eliminar ou prejudicar a concorrência —, promoção ao consumo e estímulo à exportação.
“Vamos estipular um prazo para que a câmara setorial construa um documento com as demandas e políticas públicas para o setor de produção de leite e derivados”, disse Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Alexandre Guerra, reconhece que as soluções propostas pelo setor demandam tempo, mas sugere que a pasta faça compras governamentais, como solução temporária.
A ministra se comprometeu novamente a construir um caminho que acabe com os problemas ocasionados, principalmente, pelo excesso de oferta do produto.