RISCO NA LAVOURA: Inmet emite alerta para prejuízos da estiagem sobre a segunda safra do milho na região central do Brasil

da Redação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) advertiu, nesta terça-feira, 10 de maio, os produtores de milho na região Centro-Oeste, para a possibilidade de perda de produtividade na segunda safra deste cereal devido ao período de estiagem, iniciado neste mês de maio, e que se estenderá até o mês de setembro deste ano. O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

O fenômeno da estiagem acontece quando as massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva, causando a seca e aumento das temperaturas para mais de 35°C. O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já sofre as consequências da escassez hídrica desde o mês de abril. Outras localidades da região Central estão com mais de 25 dias sem chuvas, o que deve causar uma quebra da safra deste cereal. Durante a safra 2020/2021, a falta de chuvas foi a grande responsável pela baixa produtividade do milho, que teve como resultado de produção total do grão o equivalente a 87 milhões de toneladas, 15% inferior à safra 2019/2020. Com isso, houve uma elevação no valor da comercialização das sacas de 60 kg deste produto, sob as justificativas de alta demanda e baixo estoque. Entre os meses de maio a setembro, os acumulados de chuva desta região variam, normalmente, entre 10 mm e 80 mm, sendo que entre junho e julho ocorre o período mais crítico, com precipitações inferiores a 40 mm.

Baixas precipitações e temperaturas levemente acima da média podem quebrar a segunda safra do milho no Centro-Oeste

O cultivo do milho safrinha é realizado, normalmente, entre os meses de janeiro e abril, logo após a soja. É por ocasião da sua semeadura fora da época recomendada (safra verão), que esse milho é muito influenciado pelo regime de chuvas, temperaturas e radiação solar, de modo que os especialistas desaconselham o seu plantio tardio, a fim de reduzir o risco de perdas pelas intempéries climáticas.

Uma vez que a colheita da soja é finalizada nas diversas regiões produtoras do país, têm-se início o plantio do milho de segunda safra. No Brasil, o estado do Mato Grosso é o que mais se destaca na produção do cereal, contando com mais de 94% de área plantada. Esta produção pode ser comprometida pela falta das chuvas e a temperatura ligeiramente acima da média, sobretudo no mês de julho, afetando o desenvolvimento das plantas.

No estado de Minas Gerais e no sul da Bahia, o desenvolvimento da safra de milho na região está sendo dificultado devido à escassez hídrica que já dura mais de 30 dias. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o mês de março e o de abril tiveram boas precipitações, afastando a previsão de quebra de safra para o Sul do país, e trazendo boa perspectiva de umidade no solo para a semeadura do milho de segunda safra.

O Sisdagro é um aplicativo do Inmet que serve de apoio aos produtores, e fornece informações agroclimatológicas para assegurar a produtividade das lavouras

O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

Com o Agromet é possível obter dados como imagens de satélite, tendência de queda nas temperaturas, excesso ou falta de chuva, umidade relativa do ar. O usuário também consegue visualizar o mapeamento feito para as culturas do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, e segmentar a busca entre culturas de inverno e de verão. O Inmet conta também com o Sisdagro (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária), que contém ferramentas de monitoramento e previsão do balanço hídrico e produtividade em diferentes culturas, previsão de condições favoráveis à formação de geada, informações agroclimatológicas referentes ao balanço hídrico e dias aptos ao manejo agrícola.

Com informações do Mapa.

Ministério da Agricultura cria grupo para melhorar meteorologia agrícola

FONTE: Canal Rural

A equipe foi criada para formular políticas agrícolas de seguro rural, garantia de safra e zoneamento agrícola de riscos climáticos

O Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho para diagnosticar e propor o aprimoramento da atuação dos seus serviços de meteorologia agrícola. A equipe foi criada no âmbito da Secretaria de Política Agrícola e será composto por membros da própria secretaria, do Instituto Nacional de Meteorologia, da Embrapa, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg) e da Federação Nacional das Empresas de Resseguros.

Na portaria, assinada pelo secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio Marques, é citado que o grupo de trabalho poderá convidar representantes de outros órgãos ou entidades públicas ou privadas para participar das reuniões.

“A coordenação do grupo de trabalho será realizada pelos representantes da Secretaria de Política Agrícola e do Instituto Nacional de Meteorologia”, diz o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O grupo terá um prazo de 75 dias para apresentar propostas que servirão a vários setores, como a formulação de políticas agrícolas, de seguro rural, agricultura familiar, financiamento de safra, garantia de safra, zoneamento agrícola de riscos climáticos, entre outros.