+PECUÁRIA BRASIL: a revolução genética chega aos pecuaristas agrofamiliares da mineira Nova Módica

da Redação

Em 1927, após conseguir do Estado a posse de 4 mil alqueires de terras, que seriam distribuídas a colonos para o cultivo de café, Frei Gaspar de Módica demarcou o terreno para a fundação de um povoado. Neste lugar nascia mais um município mineiro, Nova Módica. Em quase uma década, a pequena cidade de 3,6 mil habitantes experimentou diversos momentos econômicos, e agora recebe por meio do +Pecuária Brasil o maior programa de melhoramento genético do país. Nesta quarta-feira, 16 de março, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, recebeu na sede da entidade, em Brasília, Walter Júnior, prefeito de Nova Módica, acompanhado pelo deputado federal Newton Cardoso, de Minas Gerais, quando foi selada a parceria que vai levar biotecnologia de inseminação artificial ao rebanho bovino novamodicano, melhorando as condições socioeconômicas dos pequenos criadores e o desenvolvimento da cadeia produtiva de uma parte da região leste mineira, no Vale do Rio Doce, distante 360 km da capital Belo Horizonte

No centro, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, acompanhado de Walter Júnior, prefeito de Nova Módica (à sua esquerda), e pelo deputado federal Newton Cardoso, de Minas Gerais (à direita), na sede da CONAFER, em Brasília

Com o +Pecuária Brasil, os produtores agrofamiliares novamodicanos têm a oportunidade de alavancar o seus negócios por um período de 4 anos, tempo suficiente para desenvolver a cultura da difusão genética em suas propriedades. Neste primeiro momento, a seleção dos pecuaristas a serem contemplados pelo programa é definida para programar os treinamentos e logística na distribuição das 600 doses anuais de material genético entre as propriedades rurais, seguindo com protocolos de inseminação do rebanho para produção de milhares de prenhezes.

Os produtores credenciados receberão todas as orientações e instruções feitas pela equipe técnica de especialistas da CONAFER, desde a inseminação até a concepção do embrião. O +Pecuária Brasil tem um pacote tecnológico completo para qualificar os rebanhos de corte e leite, gerar renda aos pequenos produtores e novos empregos no segmento pecuarista da região de Nova Módica.

Nova Módica-MG, 360 km a leste de Belo Horizonte, vai receber o +Pecuária Brasil

O programa criado pela CONAFER, foi desenvolvido em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS. Por meio dele, milhares de pequenos produtores vão receber por 4 anos total assistência técnica para a inseminação dos seus rebanhos em todo o território nacional até a prenhez efetiva.

O + Pecuária Brasil tem como objetivo aumentar de forma sustentável a produtividade e a competitividade da pecuária bovina de leite e de corte, por meio de ações coordenadas que vão transformar a vida de milhares de pequenos produtores pelo acesso à mais elevada biotecnologia para reprodutividade existente no mundo.

Em relação à capacitação dos produtores novamodicanos, entre as orientações tratadas, as principais são voltadas ao planejamento inicial de melhoramento genético, nutrição, manejo das pastagens, incorporação de tecnologia, segurança e qualidade dos produtos para que o programa seja executado.

Conheça o Programa +Pecuária Brasil, a melhor genética do campo

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

VIVE LA +PECUÁRIA BRASIL: na mineira Lassance, vida longa a mais uma parceria da CONAFER para a melhor genética do campo

da Redação

O município de 7 mil habitantes do Norte de Minas, conhecido por ser o lugar onde o grande médico Carlos Chagas descobriu a doença que leva o seu nome, ganha agora mais uma contribuição da ciência. Com o +Pecuária Brasil chegando em Lassance, o maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira, inaugura um novo tempo na pecuária lassancense. Vizinha dos municípios de Várzea da Palma, Augusto de Lima e Buenópolis, Lassance está a 270 km da capital Belo Horizonte. No lançamento do programa em transmissão online nesta sexta 11h, o prefeito Paulo Elias Rodrigues e o vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, reafirmaram o acordo de cooperação técnica que vai levar milhares de doses de sêmen aos pequenos produtores da cidade, e que vão desenvolver ainda mais a bovinocultura familiar de uma região com tradição na agropecuária

Neste 5 de outubro foi oficializada a parceria CONAFER e Lassance para efetivar o programa +Pecuária Brasil no município. O +Pecuária tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de milhares de doses de sêmen aos agropecuaristas familiares lassancenses.

O programa de excelência reprodutiva de bovinos, surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS, com os corpos técnicos das duas entidades entregando os insumos para os protocolos do sistema de IATF, a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, além de realizar o treinamento de nivelamento dos técnicos de estados e municípios. À Lassance, caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Lassance recebeu o +Pecuária Brasil em evento online nesta sexta-feira 5 de outubro

Em sua história, Lassance inicialmente era uma região cortada por tropeiros, ligando lugares distantes como Montes Claros, Sabarabussu (Sabará), Diamantina e Coração de Jesus. Em 1850, um tropeiro chamado Liberato Nunes de Azevedo construiu os primeiros ranchos às margens do Córrego Maria Grande, hoje Córrego São Gonçalo. Em 1907, surgem as primeiras fazendas dedicadas à agropecuária e à extração de látex em seringueiras e, com a chegada da estrada de ferro, o desenvolvimento local foi impulsionado.

Hoje, Lassance tem como atividades econômicas básicas a extração de quartzo e de sempre-vivas, ao lado do cultivo de café, mandioca, milho, fumo e arroz. Há também áreas de reflorestamento com eucalipto para a produção de carvão vegetal e pecuária de corte. Na questão do turismo, Lassance conta com a Área de Proteção Ambiental da Serra do Cabral. A área conta com circuito turístico com várias cachoeiras e preserva exemplares de vegetação do cerrado. A região do município ainda abrange os rios São Francisco e das Velhas.

Lançamento online do +PECUÁRIA em Lassance contou com participação popular na Câmara de Vereadores

O prefeito Paulo Elias Rodrigues valorizou a oportunidade de levar tecnologia de ponta aos pecuaristas lassancenses

O prefeito Paulo Elias iniciou a sua fala agradecendo a presença de todos os vereadores, técnicos da prefeitura e produtores. O prefeito destacou: “desde quando conheci a CONAFER e o programa +Pecuária, entendi que os seus benefícios se encaixariam perfeitamente na realidade do município. Entendi que esse programa foi criado sob medida para a nossa população rural, especialmente os nossos pequenos produtores. A gente está plantando uma semente, iniciando um trabalho que eu tenho certeza absoluta que será um trabalho que trará frutos, e frutos em abundância. Esse trabalho que a gente inicia hoje aqui, será um programa que daqui a 5, 10 anos, certamente mudará para melhor a nossa agricultura familiar.”

O vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, agradeceu a oportunidade de levar mais um lançamento do +Pecuária Brasil, e destacou a coragem da gestão mesmo sabendo de todas as dificuldades assumiram esse compromisso. Tiago Lopes afirmou que “juntando tudo o que foi dito pelas autoridades de Lassance, o que o representante da Emater falou, e a coragem do prefeito Paulo Elias, de buscar esse projeto junto a CONAFER com transparência, será possível levar para Lassance este projeto inovador, deixando um legado para o desenvolvimento da pecuária familiar do norte mineiro.”

Vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, representou a entidade no lançamento online

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.
Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.
Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária BrasilVantagens ao pecuarista

Vantagens ao pecuarista
A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.
Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

Qualidade no rebanho
As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.
O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

Lucro no negócio
Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.
A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

Tecnologia na produção
A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.
Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

Sustentabilidade no campo
O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.
A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

Desenvolvimento para estados e municípios
O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

Projeto da Unimontes ajuda no mapeamento da saúde dos quilombolas no Norte de Minas

FONTE: G1

Segundo enfermeira, pesquisa e viagens para os municípios norte-mineiros começaram a ser feitas em outubro de 2018; homens, mulheres e idosos são beneficiados com o programa.

O projeto acadêmico “Situação de saúde e trabalho de famílias quilombolas rurais” realiza pesquisas para avaliação da saúde e forma de trabalhado de moradores em 30 comunidades quilombolas do Norte de Minas, até setembro de 2019. A pesquisa coleta dados das pessoas que vivem nas regiões, muitas vezes situadas em locais de difícil acesso, impossibilitando atendimentos, consultas e tratamentos de saúde. O projeto é desenvolvido pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em parceria com mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.

O público de 1.544 atendidos será divido em homens e mulheres, 50% para cada sexo. Os serviços oferecidos para o público masculino incluem exames para prevenção do câncer de próstata, alcoolismo e avaliação das condições de trabalho. Para as mulheres, serão coletados dados de acesso à exames como mamografia, pré-natal e puerpério.

Segundo uma das coordenadoras do projeto, a enfermeira e doutoranda Pâmela Scarlatt Durães Oliveira, cerca de 60% do público já foi atendido; aproximadamente 750 quilombolas são acompanhados em 17 municípios da região do Norte de Minas. A intenção é gerar diagnóstico de saúde da comunidade.

“O intuito do projeto é dar voz às pessoas que precisam de saúde e que, infelizmente, não foram representadas ainda pela ciência, é uma questão de representatividade coletar os dados dos quilombolas do Norte de Minas. Vamos elaborar um documento oficial para mostrar aos detentores do poder para que possam ajudá-los”, explica.

Além da Pâmela, que trabalha na área de saúde da mulher, mais seis profissionais da odontologia e enfermagem participam do projeto, cada um focado em uma especialidade diferente. O tratamento odontológico é oferecido exclusivamente para os idosos quilombolas, para o público geral é realizado aferição de pressão, glicemia, peso, altura e IMC.

Os resultados, por enquanto, mostram uma falta de acessibilidade dos povos quilombolas aos atendimento básicos de saúde. “Na saúde da mulher, por exemplo, percebemos a questão que a grande maioria do público feminino não consegue ter acesso aos exames básicos como mamografia, pré-natal. As que conseguem não retornam para as consultas necessárias”, conta Pâmela.

Cidades beneficiadas

Os municípios beneficiado são Bocaiúva, Coração de Jesus, Francisco Sá, Indaiabira, Jaíba, Janaúba, Januária, Luislândia, Manga, Monte Azul, Montes Claros, Pai Pedro, Porteirinha, São Francisco, São João da Ponte, Serranópolis e Ubaí.

O projeto acontece desde 2017, quando começou a ser escrito e executado para ser encaminhado para aprovação do comitê de ética. Em outubro de 2018 começaram as viagens do grupo para as regiões quilombolas norte-mineiras. A expectativa é que os organizadores da pesquisa consigam coletar os dados e prestar consultas até o começo do mês de setembro deste ano.

Após a conclusão da pesquisa científica, os documentos serão enviados às Secretarias de Saúde Municipais e Estaduais, Ministério da Saúde e representantes da comunidade, que ajudam na mediação entre moradores e profissionais. O grupo busca um reconhecimento e olhar para com os povos quilombolas do Norte de Minas.

Instituto de Sebastião Salgado já recuperou 2000 nascentes no Vale do Rio Doce

FONTE: Green Bond
1998. Aimorés, Minas Gerais. O casal Sebastião Salgado e Lélia Wanick estava muito triste com o cenário de degradação ambiental em que se encontrava a antiga fazenda da família. Na Fazenda Bulcão, o córrego havia secado, restavam pouquíssimas árvores, o solo era pobre e os animais já não frequentavam o lugar. “Era tão degradante. Nós ficamos tão tristes e nós choramos”, comenta Lélia durante uma entrevista ao programa Sempre um Papo. “Ali, naquela hora me veio uma ideia que, francamente, acho que foi a melhor ideia que eu tive na minha vida. Eu falei: vamos plantar uma floresta aqui! A gente fechou o olho e viu tudo verdinho. Sebastião, na mesma hora, adorou a ideia e a gente começou a trabalhar pra ver como a gente ia plantar essa floresta.”
Eles mobilizaram parceiros, captaram recursos e fundaram o Instituto Terra, uma organização com a missão de contribuir para o processo de recuperação ambiental e o desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica, em especial na região do Vale do Rio Doce.
Desde o início, o instituto tinha o objetivo de despertar a conscientização ambiental sobre a necessidade de restaurar e conservar a floresta. “Nós destruímos tudo. Hoje nós não temos mata ciliar, nós não temos cobertura que permita as nascentes sobreviverem… Não tem milagre! Se a gente quiser sobreviver na sociedade que temos hoje, nós temos que refazer uma parte do que nós destruímos”, diz Salgado em uma entrevista ao programa Sempre um Papo.
Eles transformaram a propriedade da família na Reserva Natural do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Bulcão, com 609 hectares. As primeiras mudas foram plantadas em dezembro de 1999 e, ano após ano, com o apoio de associados, foi possível plantar mais de dois milhões de árvores de mais de 290 espécies nativas da Mata Atlântica. Com a restauração da cobertura vegetal, voltaram os cursos d’água e os animais.
Dessa iniciativa surgiu o Programa Olhos D’Água que tem o objetivo de resgatar os recursos hídricos da Bacia do Rio Doce. Aproximadamente 2 mil nascentes foram recuperadas. 1.022 famílias de pequenos produtores rurais receberam gratuitamente assistência técnica, materiais para construção de cercas e para a instalação de miniestações de tratamento de esgoto, além de mudas para reflorestamento das áreas.
Com ações de reflorestamento no Vale do Rio Doce, o instituto plantou 6 milhões de mudas de árvores de aproximadamente 300 espécies nativas da Mata Atlântica e recuperou uma área de 21,1 milhões de metros quadrados, o equivalente à soma de 2.995 campos de futebol. A maior parte dessas mudas foi produzida no viveiro do próprio instituto, que tem capacidade de produzir 1 milhão de mudas por ano.
Eles também criaram o Centro de Educação e Recuperação Ambiental (CERA), onde mais de 70 mil pessoas (professores, alunos, produtores rurais, técnicos agrícolas, ambientais e florestais) já receberam algum tipo de treinamento da ONG desde sua fundação.
O Instituto Terra transformou uma antiga fazenda de gado, totalmente degradada, em uma floresta rica, onde as nascentes voltaram a jorrar e os animais conseguem achar abrigo. Sebastião e Lélia mostraram ao mundo que é possível recuperar a Mata Atlântica. Só depende de nós.

Agricultura familiar e produção de queijo estão ameaçadas por mineração no Serro (MG)

FONTE: Brasil de Fato

Projeto idealizado pela empresa Herculano prevê abertura de mina a 5 km do centro histórico da cidade

A economia tradicional da cidade do Serro, localizada na Região Central do Estado, está ameaçada peloprojeto de extração de minério de ferro que a Herculano Mineração pretende instalar na região. O alerta, feito por especialistas, é que as atividades que hoje movimentam economicamente a cidade – o turismo, a produção de queijo e a agricultura familiar – podem sofrer impactos graves.
Juliana Deprá, da coordenação estadual do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), relata que a chegada da mineração nas cidades, além de modificar a paisagem, prejudica a segurança hídrica e as atividades de comércio. “A partir do momento que a mineração chega, ela transforma a vida do lugar. Uma bala na vendinha passa a ter o preço dela gerado a partir das oscilações do preço do minério na bolsa de valores. Tudo gira em torno da mineração. E além disso, tem uma diminuição de outras atividades que garantiam o trabalho e a renda das famílias, principalmente da agricultura familiar”, discute.
Turismo
Segundo Juliana, em cidades onde existe atividade minerária, muitos trabalhadores passam a viver na região por conta do emprego. Dessa forma, todos os serviços de hotelaria, como pousadas, hotéis e restaurantes se voltam apenas para a mineração, prejudicando o turismo.
O projeto da Herculano prevê a abertura de uma cava a cerca de 5 km do centro histórico da cidade. Serro foi a primeira cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1938. “Para tirar o minério tem que fazer detonação com dinamite. Será que os casarões históricos do Serro suportarão a vibração dessas explosões? Não tem estudo sobre isso”, questiona Matheus Leite, advogado da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais (N’Golo).
Juliana conta que a área de atuação prevista no projeto é no caminho para Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, distritos muito visitados por turistas, principalmente por ser uma região com muitas cachoeiras. Além da poluição, da poeira e da destruição da paisagem, as estradas tendem a ficar mais perigosas devido ao tráfego de caminhões que irão transportar os minérios.
Agricultura familiar
Além disso, a área do projeto se sobrepõe à Comunidade Quilombola de Queimadas, onde vivem cerca de 50 famílias da agricultura familiar. Lá produzem farinha, frutas, hortaliças e queijos que são vendidos no próprio município. Segundo o advogado, os moradores de Queimadas não foram consultados pela empresa. “É possível as pessoas continuarem vivendo lá? Porque viver sem água e sem conseguir plantar, para a Comunidade de Queimadas, é a mesma coisa que decretar a morte daquelas pessoas”, indigna-se Matheus.
O empreendimento que a Herculano pretende instalar está na região da bacia do rio do Peixe, principal fonte de abastecimento da área urbanizada no município. Segundo Matheus, outros rios, que abastecem regiões rurais, também serão afetados, como o Córrego do Siqueira e o Ribeirão do Lucas.
Entenda o caso
Em 2018, a Herculano Mineração apresentou um requerimento ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) solicitando a aprovação da abertura da cava para extração de minério de ferro. A área pertencia à mineradora Anglo American que, em 2015, teve o “Projeto Serro” negado pelo Codema por ameaçar a segurança hídrica do município e impactar diretamente a Comunidade Quilombola de Queimadas.
Segundo o advogado Matheus, a Herculano afirma que o projeto não é o mesmo idealizado pela Anglo American, mas até dezembro do ano passado, a empresa não teria apresentado um novo Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A Federação Quilombola impetrou um mandado de segurança, solicitando que irregularidades deveriam ser resolvidas antes do andamento do processo. A votação no Codema está suspensa por determinação judicial.

Em Parauapebas, no Pará, agricultores dizem que estão com medo de morar próximo às barragens

FONTE: G1

Na APA do Gelado vivem 123 famílias com permissão do governo federal para morar e cultivar a terra. Agricultores dizem que querem sair do local, com medo de possíveis acidentes.

Moradores que vivem em regiões próximas às barragens da Vale, onde há extração de minérios em Parauapebas, no sudeste do estado, estão preocupados e querem saber se há riscos, após o rompimento da barragem de rejeitos de minério em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Até então, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais já confirmou 65 mortos, 279 desaparecidos, 192 resgatados e 386 localizados. Veja as listas.

Governo do Pará criou nesta segunda-feira (28) um grupo de trabalho para a fiscalização das mais de 90 barragens no estado. Segundo o governo, o plano prevê a participação de órgãos de monitoramento, como o Ministério Público do Estado (MPPA), o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Na APA do Gelado, em Parauapebas, região onde há uma das maiores barragens da Vale no estado, vivem 123 famílias com permissão do governo federal para morar e cultivar a terra.

Agricultores dizem que querem sair do local, com medo de possíveis acidentes. Gervázio Gomes mora em uma fazenda a 500 metros da barragem, localizada a uma hora do centro de Parauapebas. “Eu fico preocupado, com medo de acontecer o mesmo aqui. Se não tiver uma providência eu vou pegar minhas coisas e sair daqui, porque se eu estou apreensivo, a minha mulher está mais”, contou.

Outras três barragens também estão em operação somente no complexo minerador de Carajás em Parauapebas.

Em novembro de 2018, a Vale instalou sirenes em pontos estratégicos na APA do Gelado, no objetivo de alertar a comunidade em caso de emergências.

Na época, moradores participaram de uma simulação de rompimento de barragem. Segundo a Vale, diante de um acidente a primeira coisa é correr para um local alto e seguro. “Eu achei importante o que eles disseram, mas agora acabou, eu estou com medo. Nunca tive vontade de sair daquim, mas agora estou desesperada”, disse a agricultora Diosanta Vieira.

A agricultura Josely Cardos afirma que é preciso retirar a comunidade da área. “É o que eu ouço da maioria aqui, porque não tem como a gente prevê se vai acontecer algo. O mais certo é tirar o pessoal daqui da região”, afirmou.

A Vale informou que todas as barragens da empresa são vistoriadas periodicamente, além do que determina a legislação e que são centenas de vistorias todos os anos. Segundo a empresa, quinzenalmente, são realizados monitoramentos e inspeções em todas as estruturas que se enquadram na Política Nacional de Segurança de Barragens.

A Vale disse ainda que criou um grupo de trabalho que apresentará um plano para elevar o padrão de segurança das barragens da empresa, com objetivo de superar os parâmetros mais rigorosos existentes no Brasil e no mundo.

Secretário de Meio Ambiente diz que não há riscos
Governo do PA cria grupo para analisar situação das mais de 90 barragens no estado

De acordo com o Relatório Nacional de Segurança de Barragens (RNSB) divulgado em 2018 pela Agência Nacional de Águas, o Pará possui 99 barragens cadastradas. Desses empreendimentos, 85 foram outorgados, ou seja, receberam aval de órgãos competentes para o funcionamento. Das barragens outorgadas, apenas 11 foram submetidas ao Plano Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e 74 estão sem informações.

Ainda segundo o relatório, 22 barragens no Pará são classificadas como Dano Potencial Associado (DPA) que leva em consideração danos humanos, sociais e ambientais causados por possíveis acidentes. Dos empreendimentos classificados, seis apresentam altos níveis de risco, de acordo com o relatório.

Apesar dos números, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro Ó de Almeida, o Pará não corre nenhum risco de acidente ambiental.

“Nós não estamos correndo nenhum risco urgente ou eminente de qualquer acidente aqui no estado do Pará. Pretendemos nos antecipar aos problemas. Queremos buscar informações, organizando e coordenando vários órgãos e instituições paraenses para que a gente possa criar um mecanismo de fiscalização”, afirmou o secretário.

NOTA DE SOLIDARIEDADE – TRAGÉDIA EM MINAS GERAIS

Diversas barragens da Vale romperam no início da tarde desta sexta-feira na comunidade Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, causando uma tragédia semelhante à de Mariana.
A imprensa diz que são 200 os desaparecidos, mas pessoas na área estimam que esse numero seja bem maior. Teme-se que haja muitos feridos precisando de ajuda.
A CONAFER e a UNC vem por meio desta nota prestar solidariedade às vítimas dessa tragédia, fruto do descaso, e se coloca à disposição para auxiliar no que for possível.
Medidas devem ser tomadas e pessoas responsabilizadas! Força a todos de Brumadinho e região!

Sem indenização, pescadores lutam para sobreviver três anos após tragédia de Mariana

FONTE: BBC

O pescador Braz Clarindo Filho, de 47 anos, ganhava cerca de R$ 27 mil por mês com seus dois barcos de pesca. Há três anos, porém, o mar de lama e de rejeitos da barragem que se rompeu em Mariana (MG) também passou por cima de sua vida. Hoje, em meses bons, vive com R$ 3.000.

Braz é um dos milhares de pescadores de Minas Gerais e do Espírito Santo afetados pelo desastre que ficou conhecido como tragédia de Mariana.
O acidente ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, quando 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro jorraram do complexo de mineração operado pela empresa Samarco e percorreram 55 km do rio Gualaxo do Norte e outros 22 km do rio do Carmo até desaguarem no rio Doce. No total, a lama percorreu 663 km até encontrar o mar, no município de Regência (ES). No caminho dela, 19 pessoas morreram.
O impacto ambiental foi gigantesco: além da contaminação da água e soterramento de nascentes, milhares de peixes e outros animais morreram.
Além dos mortos, milhares de outras pessoas foram afetadas pela lama: pescadores, comerciantes, agricultores, empresários e trabalhadores do setor turístico.
A economia local, que vivia da pesca e do turismo às margens do rio, entrou em colapso. Cresceu o desemprego e muitos trabalhadores não conseguiram retomar suas funções na mesma velocidade de antes da tragédia. Até hoje, a maior parte deles não recebeu qualquer indenização pelos prejuízos.
Há 35 anos, Braz pesca camarão na praia de Suá, foz do rio Doce no Espírito Santo, a cerca de 434 km de Mariana. Após a tragédia, viu seu sustento escassear. “Não recebi nada, nenhum centavo. Estou tomando ‘barrigada’ da Samarco até hoje”, diz.
A queda brusca de renda foi acompanhada por cortes no orçamento familiar: cancelou o plano de saúde, TV a cabo e a escola particular dos filhos. Sua mulher voltou a trabalhar. “Minha situação é a pior possível. Hoje, a gente trabalha só para comer”, diz.

Escola municipal de Bento Rodrigues destruída pela lama

“Tenho de ir para outros locais para pescar. E, mesmo assim, em menor quantidade. Hoje, preciso dividir tudo que pesco com meus funcionários, porque senão eles não conseguem viver”, conta Braz.
A primeira parte de sua indenização estava prevista para 16 de outubro deste ano. Mas a Fundação Renova – entidade criada para gerir as ações de reparação – não depositou o valor, nem deu prazo para isso ocorrer.
Em média, os pescadores recebem R$ 100 mil de indenização, mas esse valor pode variar dependendo da categoria. Quem era dono de barco, por exemplo, pode ter direito a uma quantia maior do que os funcionários.
Agnaldo Correia, de 25 anos, é um desses casos. Funcionário de um barco, ele ganhava R$ 4.500 por mês. Hoje, vive com R$ 900. “Estou trabalhando sem parar, cortei tudo pela metade em casa”, conta. Ele vive em Linhares, no Espírito Santo, e pescava camarão na foz do rio Doce.
Correia falou com a reportagem enquanto navegava na divisa do Espírito Santo com a Bahia, distante de seu ponto original. “Temos de vir para bem longe para conseguir pescar, porque na minha área a pesca está proibida”, diz. Porém, há quem ignore a proibição e continue atuando na área interditada, a 20 metros da costa, sob o risco de multas ambientais.
O pescador relata outro problema: as vendas diminuíram pelo estigma que recaiu sobre o camarão do Espírito Santo. “As pessoas acham que nosso produto é contaminado”, diz.
“A gente está pagando pelo crimes deles (Samarco)”, critica Braz.

Pessoas afetadas triplamente

A Fundação Renova afirma que cerca de 7.000 pescadores receberam indenização e auxílio financeiro, totalizando R$ 580 milhões. A entidade afirmou que “está empenhada em finalizar o processo de negociação e pagamento de indenizações o mais rápido possível.”
A Renova afirmou, ainda, que há registros de pessoas que não foram afetadas e estão pedindo indenizações indevidas. “Diante desse cenário, ficou evidente a necessidade de reformulação da política vigente por meio do diálogo e da construção participativa com os órgãos competentes e as comunidades atingidas”, afirmou a fundação.
Segundo Rafael Portella, defensor público do Espírito Santo, o número de requisições de indenização é muito maior do que já foi pago. No total, 51.400 famílias fizeram pedido para receber reparações pelos danos causados pela tragédia. Esse número abrange não só pescadores, mas também comerciantes, agricultores, artesãos, entre outras categorias afetadas.
“A gente entende que é difícil mensurar os danos pela quantidade de categorias de profissionais. Há pessoas afetadas até três vezes, porque eram pescadores, artesãos e comerciantes”, diz o advogado. “Mas há um formalismo excessivo na análise dos casos e cadastros muito mal feitos, o que acaba por atrasar todos os processos.”

Reservatório de Candonga , em Mariana (MG)

Segundo ele, o número de pedidos pode aumentar, pois há moradores de regiões mais pobres que nem sabem que têm direito à reparação. “A Defensoria tem ido a comunidades para explicar às pessoas que elas precisam perseguir o direito delas”, conta.
Outro caso é o do município de Conceição da Barra, no Espírito Santo. Ali, ainda estão em curso estudos para saber se parte da cidade foi ou não afetada pelos rejeitos.
Para Leonardo Amarante, advogado da Federação e das Colônias de Pescadores, entidades que representam mais de 4.500 profissionais, a lentidão dos acordos entre a Renova e os trabalhadores é preocupante. “No início do ano, fazíamos cerca de 100 acordos por semana. Hoje, são cinco ou seis. Nesse ritmo, as indenizações vão demorar décadas para serem pagas na totalidade”, diz.

Processo criminal

Três anos depois da tragédia, o processo criminal contra supostos responsáveis ainda corre na Justiça Federal.
No total, 21 pessoas são acusadas de provocar inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual (quando o réu assume o risco de matar).
Na semana passada, o Ministério Público e as Defensorias de Minas Gerais e do Espírito Santo assinaram um acordo com a Samarco, Vale e BHP Billiton para evitar a prescrição do direito à reparação das vítimas da tragédia, o que, em tese, aconteceria após três anos do desastre.
Há também uma ação coletiva, promovida pelo Ministério Público Federal, no valor de R$ 155 bilhões contra a Samarco – nesse termo, estarão previstas indenizações aos danos ambientais, sociais e econômicos.

Vivendo com pouco

Enquanto os processos correm no ritmo da Justiça, o pescador João Carlos Gomes, de 46 anos, viu sua renda mensal diminuir de R$ 6.000 para R$ 1.000, além de sua carga de trabalho aumentar. “Às vezes, a gente troca trabalho por comida”, explica.
Depois da tragédia, ele criou um sindicato de pescadores do Espírito Santo – o objetivo é orientar os trabalhadores sobre os acordos com a Renova.
Benedito Portela, de 52 anos, recebeu sua indenização em abril, mas nunca voltou a ter o padrão de vida que levava antes de a barragem se romper. “Perdi cheque especial e cartão de crédito. Atrasei prestação do carro”, conta.
Ele ganhava R$ 5.000 por mês e hoje trabalha para viver com R$ 1.200.