+PECUÁRIA BRASIL: a partir de novembro, 6 estados e o DF terão suspensas vacinação contra aftosa como parte da ampliação de áreas livres da doença

da Redação

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, a ação de suspender a vacinação contra a febre aftosa em 6 estados e no Distrito Federal, faz parte do projeto de tornar todo o país livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. A medida ocorrerá após a última etapa da vacinação que será realizada em novembro. As unidades da Federação integram o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA). São elas: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal. Ao todo, aproximadamente 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, o PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O PE-PNEFA está fundamentado na avaliação contínua de indicadores que são monitorados regularmente de forma conjunta pelas equipes gestoras do plano estratégico, que reúnem os setores público e privado, em âmbito estadual e nacional. A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV, que terão a vacinação suspensa em 2022, e os demais estados que ainda vacinam no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional das unidades da Federação como zonas livres da doença sem vacinação não será encaminhado para a OIE no próximo ano.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL: sistema lavoura-pecuária-floresta (ILPF) aliado ao melhoramento genético impulsionam agropecuária de baixo carbono

da Redação

O Brasil possui tecnologia para desenvolver o setor pecuarista, e ao mesmo tempo reduzir a emissão de metano, um gás causador do efeito estufa. A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apresentou estudos que avaliaram o desempenho produtivo dos sistemas integrados de produção agropecuária, a exemplo do lavoura-pecuária (ILP), pecuária-floresta (IPF) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), todos alternativas para os projetos da Confederação, como o ERA, o CONAFER nas Aldeias, o ELAS, o Replantar e o +Pecuária Brasil, este principalmente em relação ao ILPF, pois este sistema pode utilizar diferentes arranjos produtivos agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área, capazes de produzir novas matrizes, para gado de corte e leite, de forma segura, sustentável e com baixo custo. No caso do +Pecuária, o ILPF é maximizado ao combinar seu sistema com o uso da tecnologia de inseminação artificial, fundamental para os produtores rurais obterem altas performances na reprodutividade dos rebanhos

Entre os benefícios de adotar tecnologias que favoreçam o desenvolvimento de uma agricultura de baixa emissão de carbono, pode-se destacar, além da preservação do meio ambiente, conservação do solo e melhor utilização da água, a elevação da renda do produtor e melhoria de toda a cadeia produtiva. Isto é resultado de sistemas bem manejados, que permitem o aumento da matéria orgânica no terreno e a estocagem de carbono em forma de raízes das forrageiras e nas árvores, quando elas fazem parte do sistema, a exemplo do que acontece no ILPF.

A Embrapa destaca a importância de sistemas como a ILP e a ILPF, enquanto ferramentas importantes na exploração e intensificação do uso do solo, com a vantagem de colaborar para a redução da quantidade de carbono emitida, mesmo em pastagens tradicionais, que ao serem bem manejados viabilizam bons resultados neste sentido. Os dados levantados pela pesquisa mostraram que a gestão eficiente de um pasto pode compensar as emissões de gás estufa de até dois animais, enquanto os sistemas com presença de árvores equivalem à redução de cerca de dez animais.

Adotar políticas públicas de financiamento de tecnologias e sistemas de produção nas propriedades rurais promove uma agropecuária mais adaptada às mudanças climáticas, o que ameniza o lançamento de gases de efeito estufa. Apenas durante o período de julho a dezembro de 2020, estas políticas ampliaram a área agrícola do país com tecnologias sustentáveis em mais de 750 mil hectares, o equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo.

Os três sistemas estudados demonstraram efeitos positivos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental e a viabilidade econômica das tecnologias, ao tempo em que permite a pastagem, quando manejada corretamente, tornar-se mais produtiva, resultando em maior ganho de peso animal e maior precocidade sexual de novilhas.

O sistema de produção de leite, por exemplo, com o ILPF, promove uma intensificação da ciclagem de nutrientes, aumentando o bem-estar animal, ao dar a eles maior conforto térmico, além de diminuir a ocorrência de doenças e plantas daninhas, e reduzir o uso de agroquímicos no controle de insetos-pragas, doenças e plantas daninhas.

O sistema de produção de leite, por exemplo, com o ILPF, promove uma intensificação da ciclagem de nutrientes, aumentando o bem-estar animal, ao dar a eles maior conforto térmico, além de diminuir a ocorrência de doenças e plantas daninhas, e reduzir o uso de agroquímicos no controle de insetos-pragas, doenças e plantas daninhas.

Diante do desafio de cumprir o compromisso assumido frente à Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de gases estufa em 37% até o ano de 2025 e 50% até 2030, em comparação ao ano de 2005, mantendo as medidas necessárias para assegurar a neutralidade climática até o ano de 2050, as tecnologias que envolvem o setor pecuarista são as que trazem maior impulsionamento para o cumprimento dessas metas. No caso da pecuária, o problema de maior impacto sobre o aquecimento global está no desmatamento de florestas para uso da área em lavouras e pastos, seguido pela emissão de metano pelos bovinos durante a digestão dos animais, devido a fermentação gástrica dos alimentos.

Sucesso no segmento agropecuário familiar, +Pecuária Brasil reforça víés de sustentabilidade dos projetos da CONAFER

A Confederação disponibiliza aos seus associados um leque de programas que possuem como base os sistemas de ILPF, priorizando o uso sustentável da biodiversidade e dos recursos hídricos disponíveis nos biomas onde se encontram as propriedades rurais. O objetivo dos projetos é promover um processo interativo de aumento da produtividade em uma mesma área, mas sem esgotar os recursos naturais, como a água, por exemplo.

Projetos como a Estação Empreendedora Rural Agroecológica (ERA), o CONAFER nas Aldeias, o ELAS e o REPLANTAR, atuam com sistemas agroflorestais, viabilizando a diversidade de culturas, a implantação dos módulos de produção, o manejo do pasto para o gado, além da correta condução das SAFs, os Sistemas Agroflorestais. Esta combinação garante aos produtores mais vantagens, com a comercialização de grãos, fibras, madeira, carne, leite e agroenergia produzidos em uma mesma área, além de potencializar os ganhos genéticos dos animais resultantes do +Pecuária Brasil.

Mais do sistema ILPF, Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta

As pesquisas apontam para o retorno rápido do investimento feito pelo produtor rural em sistemas ILPF, apesar de demandarem mais mão de obra e trazerem um aumento no custo de manutenção, o investimento é compensado pelo aumento da produtividade, de modo que eles representam uma alternativa para avanços em áreas de pastagem tradicionais já degradadas. Para o incremento dessas áreas com a inserção do componente arbóreo, são levadas em consideração características como: a necessidade da árvore realizar a fixação biológica de nitrogênio; o porte das árvores mais adequado em pastagens; a forma e densidade da copa, a regeneração e tolerância ao fogo; a qualidade do tronco; se a espécie apresenta raízes superficiais sob a copa; o potencial forrageiro e tóxico dos frutos e a velocidade de crescimento.

Entre os produtores rurais do financiamento do programa ABC (Programa ABC é a linha de crédito do Plano ABC, Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) destaca-se o pedido para recuperação de pastagens degradadas cuja subvenção, para este fim, apresentou um crescimento de 534% no ano de 2021, chegando a impactar uma área de 13 mil hectares. Em segundo lugar nesta busca está o plantio direto, com avanço de 307,9 mil hectares, e o ILPF e Sistemas Agroflorestais (SAFs), com 47,2 mil hectares. Os produtores também podem acessar as linhas de crédito ABC para adequar suas propriedades ao Código Florestal, recuperando áreas de reserva legal e preservação permanente, conciliando preservação e manejo florestal sustentável.

Certificação de produtos da pecuária sustentável

Estimular políticas de redução da emissão de gás estufa, por meio da certificação e emissão de selos também é importante. Recentemente, a Embrapa apresentou o programa Carne Carbono Neutro (CCN), lançado em 2020, que sugere protocolos a serem adotados pelo produtor para o monitoramento pela certificadora, de modo que a sua simples adoção supra os custos com a certificação, gerando a valorização do produto e o pagamento de um bônus pela carne produzida com esses critérios.

De acordo com o CCN, ser carbono neutro significa reduzir os gases estufa onde for possível e balancear o restante das emissões por meio da compensação, que pode ser feita pela compra de créditos de carbono ou recuperação de florestas em áreas degradadas. O objetivo do programa é atestar, mediante um protocolo parametrizável e auditável, que a produção de carne bovina em sistemas ILPF proporciona a neutralização das emissões de metano, e validar o protocolo de produção de carne com neutralização de gases estufa, incorporando diretrizes para o adequado manejo da pastagem e produção de carne de qualidade a cultura dos produtores.

Mais informações sobre o +Pecuária Brasil: [email protected] – (61) 98194-0084.

Com informações do Mapa, Embrapa e +Pecuária Brasil.

+PECUÁRIA BRASIL: tecnologia da Embrapa para monitoramento da produção leiteira eleva assertividade do sistema IATF

da Redação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um novo método capaz de proporcionar diagnósticos mais rápidos nas propriedades rurais produtoras de leite. São informações de grande utilidade sobre os rebanhos, orientando de forma mais assertiva os pecuaristas em suas tomadas de decisões na reprodutividade do plantel. A tecnologia é chamada de índice de Escore de Condição Corporal (iECC) para vacas de leite, uma ferramenta inovadora, simples, rápida e fácil de usar. iECC elevado também indica produção de carne mais sustentável, já que que com os mesmos insumos o produtor poderá produzir mais bezerros por meio da IATF, sistema que o +Pecuária utiliza. O Índice pode ajudar a manter as taxas de eficiência do protocolo de IATF cada vez mais altas. O iECC está disponível na loja de aplicativos com o nome de “+ Leite” para dispositivos móveis que fazem uso do sistema Android ou, também, para ser baixado em planilha MS Excel. De acordo com as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa, os animais classificados por meio do iECC obtiveram ganhos na produção leiteira e em sua fertilidade, apresentando maior probabilidade de prenhez precoce, o que pode ser utilizado pelos pecuaristas beneficiados pelo programa +Pecuária Brasil da CONAFER como uma possibilidade de potencializar os resultados na inseminação das vacas. Além disso, ao adotar o índice, o produtor consegue obter um controle maior sobre as condições do rebanho, trazendo melhoras significativas para a sua saúde, desempenho reprodutivo, bem-estar animal e na lucratividade geral da propriedade rural

O iECC pode ser calculado por técnicos e produtores rurais de forma gratuita por meio da ferramenta disponível no aplicativo +Leite, desenvolvido pela Embrapa-RO em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), para dispositivos com sistema Android, ou pode ser baixado gratuitamente em formato de planilha Excel automatizada. Para obter a classificação, em ambos os formatos, deve-se inserir os dados contendo o escore de condição corporal (ECC) de cada vaca e a data do último parto, a fim de que seja gerado o índice do rebanho de acordo com a fase de lactação.

Por que o iECC é vantajoso na reprodutividade do rebanho:

– Índice de condição corporal (iECC) é capaz de identificar fêmeas com maior probabilidade de prenhez e oferece uma avaliação da condição nutricional das vacas;
– iECC pode evitar gastos desnecessários e oferecer dados para identificar a necessidade de investimentos em manejo nutricional para o melhor desempenho dos animais;
– iECC elevado também indica produção de carne mais sustentável, já que que com os mesmos insumos o produtor poderá produzir mais bezerros por meio da IATF;
– Índice pode ajudar a manter as taxas de eficiência do protocolo de IATF cada vez mais altas;

A Embrapa recomenda a planilha aos usuários que não possuam acesso ao aplicativo, ou que, devido ao tamanho do rebanho ser de porte muito grande, faça uso de sistemas informatizados de gestão, de modo que a ferramenta venha a agregar pela facilidade da inserção dos dados e a obtenção do iECC dos animais. Por meio da classificação obtida, os técnicos e produtores podem fazer um diagnóstico do rebanho e explorar de forma otimizada o seu potencial reprodutivo, definindo medidas de manejo e nutrição mais adequadas para um aumento da produtividade.

O iECC permite ainda estabelecer métricas relacionadas e evolução produtiva do rebanho, de modo que seja possível realizar a comparação e avaliação dos rebanhos entre si. A realização deste cálculo envolve, antes, a realização do cômputo do ECC de todas as vacas do rebanho, estando elas lactantes ou secas, classificadas em uma escala que vai de 1 (muito magra) a 5 (obesa), e com incrementos de 0,25 unidades de ECC, sendo neste momento recomendado que o produtor proceda com a avaliação de cada animal sobre a especificação deste critério, conforme o aconselhamento nutricional.

Os produtores que fazem parte do programa +Pecuária Brasil devem estar atentos às novidades que dizem respeito ao bem-estar animal, nutrição adequada e cuidados com a saúde, pois estes são fatores de alto impacto sobre os resultados reprodutivos do rebanho, consequentemente, sobre a produção de leite, interferindo nos lucros do produtor. A saúde do rebanho é um dos requisitos para ser beneficiário do programa de melhoramento genético que é uma revolução no campo, de modo que a reprodução utilizando esta tecnologia só é possível quando as condições técnicas estão satisfeitas.

De acordo com estudos da Embrapa, o ideal é que a primeira prenhez da vaca ocorra quando a fêmea atingir a idade de 24 meses, e que esta reprodução seja regulada com partos intervalados entre 12 meses, de modo que a lactação possa ser assegurada pelo período de 10 meses. Além disso, é necessário que o produtor possua um plano de prevenção de doenças, que envolva o cumprimento do calendário de vacinação, e que também é um dos requisitos para ser beneficiário do +Pecuária Brasil, permitindo o desenvolvimento de estratégias para prevenção de doenças que afetam a reprodutibilidade animal, a exemplo da brucelose e leptospirose.

Calculando o iECC

O iECC, avalia todas as vacas de forma categorizada, conforme as seguintes fases de produção: 1) vacas com até 100 dias em lactação; 2) vacas entre 100 e 200 dias de lactação; 3) vacas entre 200 e 305 dias de lactação; e 4) vacas com mais de 305 dias, secas ou ao parto. O cálculo utiliza os dados de ECC obtidos pelo produtor, de acordo com cada fase do animal, bastando inserir estas informações nos campos constantes no aplicativo +Leite ou na planilha, ou no iECC, que irá gerar a análise automaticamente.

Para fazer uso do aplicativo, é necessário que o usuário possua acesso à internet apenas para baixar o aplicativo ou a planilha, pois uma vez que esses estejam instalados, todas as funcionalidades estarão disponíveis para uso no modo off-line (sem a necessidade de internet). Nos casos em que o produtor não se sinta habilitado para realizar a avaliação do ECC do animal de modo visual, a Embrapa disponibiliza a régua Vetscore, uma ferramenta simples capaz de auxiliar na identificação de animais com ECC adequado, tomando estes por base de referência. De uso simples e fácil, o dispositivo Vetscore é composto por duas réguas articuladas que, após serem posicionadas sobre as ancas do animal, viabilizam a obtenção de informações a respeito de sua condição corporal.

Sobre o aplicativo +Leite para Android

A Embrapa-Ro e IFRO lançaram, no ano de 2020, a ferramenta +Leite, capaz de realizar o diagnóstico da eficiência zootécnica da propriedade leiteira de forma rápida, simples e intuitiva. Este aplicativo permite que, em apenas uma visita, o técnico possa avaliar o ECC de todas as vacas do rebanho, de modo a obter seu diagnóstico produtivo.

Aplicativo agora conta com ferramenta para gerar o iECC, auxiliando os pecuaristas no monitoramento da qualidade da produção leiteira

O +Leite permite que qualquer rebanho, com o mínimo de registros (data de parto ou estágio de lactação e escore de condição corporal), possa ser avaliado e comparado com sua própria realidade ao longo do tempo, ou com outras propriedades. Para que isso fosse possível, os pesquisadores desenvolveram modelos matemáticos e índices produtivos que têm impacto na produtividade e podem avaliar o uso do potencial da propriedade.

Com informações da Embrapa e +Pecuária Brasil.

+PECUÁRIA BRASIL: alteradas as etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para 2022; imunização terá início em maio

da Redação

Após levantamento realizado junto aos serviços veterinários estaduais que integram o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) optou pela inversão nas etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para este ano. Com isso, a primeira etapa de imunização será realizada durante o mês de maio para bovinos e bubalinos de até 24 meses, e a segunda etapa ocorrerá no mês de novembro para todo o rebanho. A medida tem por objetivo igualar a demanda de vacinas contra febre aftosa ao cronograma previsto de produção da indústria. A vacinação do rebanho em dia é um dos requisitos para que o produtor seja selecionado como beneficiário do programa +Pecuária Brasil, o maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira, criado pela CONAFER em parceria com a empresa de expertise na reprodução animal e líder mundial em genética bovina, a Alta Genetics. Os pecuaristas interessados em participar do programa devem permanecer atentos ao calendário de vacinação para o ano de 2022 divulgado pelo Mapa, mantendo seu rebanho devidamente imunizado

Os estados que compõem o Bloco IV e tiveram invertidas as etapas de vacinação contra a febre aftosa são: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. De acordo com as informações levantadas, a estimativa é de que, nestes estados, aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses sejam imunizados durante o mês de maio deste ano.

O primeiro estado a adotar essa estratégia de inversão na etapa de vacinação do rebanho foi o Espírito Santo, e obteve resultados tão satisfatórios, que serviu de referência para que ela fosse ampliada para as outras dez unidades da federação. A ação deve proporcionar a oferta de vacinas em um patamar adequado a fim de assegurar que os índices vacinais desses animais continuem em níveis satisfatórios, e evitando prejuízos à certificação brasileira enquanto país livre desta doença.

Os pecuaristas devem estar atentos às modificações realizadas no calendário de vacinação para não colocarem seus rebanhos em risco. O Mapa avalia, para a segunda etapa da campanha, a possibilidade de que os produtores solicitem junto aos serviços veterinários estaduais a imunização de seus animais a partir de primeiro de outubro, ou postergá-la para o mês de dezembro, a fim de que não seja comprometido o planejamento reprodutivo no rebanho, reduzindo os índices de prenhezes devido ao manejo dos animais durante o período vacinal.

A vacinação em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, permanece inalterada, seguindo o calendário previsto inicialmente. Para as propriedades do Pantanal, esta será realizada em todo rebanho bovino e bubalino durante o período de 01/11 a 15/12, e os produtores podem optar optando pelos períodos de 01/05 a 15/06 ou 01/11 a 15/12 para vacinar todo o rebanho.

Conheça mais sobre o programa +Pecuária Brasil

O +Pecuária Brasil é uma verdadeira revolução genética no campo, tanto para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares, como também para toda a cadeia produtiva da bovinocultura nacional. O programa se dá por meio de acordos de cooperação técnica firmados entre as diversas secretarias de agricultura e agropecuária dos estados e municípios interessados em aderir ao +Pecuária.
Após a seleção das propriedades, são gerados os protocolos para as inseminações e as futuras prenhezes dos rebanhos. Em um período de 4 anos, serão entregues centenas de doses de sêmens às pequenas propriedades cadastradas. Portanto, os pequenos produtores que participam do programa precisam atender aos requisitos exigidos para a seleção, como as condições sanitárias e os cuidados relacionados à nutrição do rebanho, estrutura e escore corporal das vacas, o estado geral de saúde do rebanho e o seu manejo, e claro, a vacinação de todo o plantel.

+PECUÁRIA BRASIL: CONAFER sela parceria com ALTA GENETICS e leva melhoramento genético a todo o país

da Redação

Equipe do +Pecuária já realizou mais de 50 horas de reuniões e videoconferências com 20 estados para levar aos agropecuaristas familiares o programa de inseminação artificial inédito no Brasil

Depois de mapear o DNA da agropecuária familiar brasileira, a CONAFER, em parceria com a ALTA BRASIL, com sede em Uberaba-MG, do player internacional, a canadense ALTA GENETICS, tem a missão de operacionalizar um projeto ambicioso para entregar em forma de doação, e durante 4 anos, 150 mil doses de sêmens para mais de 2 mil pequenas propriedades agropecuaristas.

Leia também no site da Alta Genetics

O desafio, do tamanho do nosso vasto território, é uma grande oportunidade que a Confederação tem de contribuir decisivamente em uma mudança na vida socioeconômica de milhares de agropecuaristas e suas famílias, produtores que ainda desconhecem o melhoramento genético e sua importância na qualificação do rebanho ao longo do tempo, e consequentemente, o impacto altamente positivo em suas propriedades.

Será por meio do melhoramento dos seus plantéis, que os nossos pequenos pecuaristas terão acesso aos benefícios das novas tecnologias, fator decisivo para a evolução de qualquer segmento econômico. No caso da agropecuária familiar, obter as vantagens do melhoramento genético é fundamental para ter diferencial competitivo. Dados de produção e comercialização, indicam um aumento significativo na lucratividade dos estabelecimentos que praticam a inseminação artificial.

O compromisso entre a CONAFER e a ALTA BRASIL é oferecer ao público da pecuária leiteira e de corte, um pacote genético completo, desde a fase hormonal, passando pela inseminação e acompanhamento dos bezerros, além de promover treinamentos aos técnicos do projeto, com performances e ações que os inseminadores deverão realizar durante todo o +Pecuária.
Um aliado do programa é o software ALTA GESTÃO, uma ferramenta capaz de realizar o acompanhamento produtivo e reprodutivo das matrizes, e também a criação dos bezerros, permitindo avaliações contínuas do rebanho.

O mercado de melhoramento genético no Brasil e sua evolução

Em 10 anos o mercado de melhoramento genético voltado para o gado de corte cresceu 6 vezes mais que o mercado voltado ao gado leiteiro. O uso do melhoramento genético de bovinos de corte no Brasil cresceu 188% nos últimos dez anos. Já nos rebanhos leiteiros este crescimento foi de apenas 30%, quando comparados.

O Brasil é o 5º maior produtor de leite do mundo e 80% dos municípios brasileiros produzem leite em mais de 1 milhão de propriedades. Uma das características econômicas dessa atividade é o rápido retorno financeiro aos produtores.

A maior parte dos estados no Norte e Nordeste têm baixa adoção de melhoramento genético. A concentração desta tecnologia nas regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, revela o desequilíbrio regional no desenvolvimento do mercado da bovinocultura no país.

Leia mais sobre a parceria

Para fazer frente a estas distorções, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, reafirmou o seu compromisso à frente da entidade “em desenvolver o setor agropecuário utilizando tecnologia de ponta e alta qualidade no trabalho de reprodução, atingindo desta forma uma elevada performance. Vamos fazer um trabalho de excelência em todo o país, entregando ao agropecuarista as melhores condições para o seu fortalecimento, protagonismo no setor e aumento da lucratividade, melhorando a sua atuação como produtor, inspirando e estimulando a criação de novos programas no futuro”.

O diretor-presidente da ALTA BRASIL, Heverardo de Carvalho, corrobora as palavras do presidente Carlos Lopes, ao explicar que
“esta parceria é de imensa importância para toda a pecuária brasileira, pois auxiliará pequenos produtores rurais a terem acesso à inseminação artificial. Esta técnica é absolutamente fundamental para o futuro da atividade pecuária e para o sucesso de empreendedores familiares, que precisam e merecem ser valorizados e incentivados”.

Sustentabilidade, crescimento produtivo e geração de lucros

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por melhoria na produção agropecuarista familiar. A tecnologia da inseminação artificial faz a diferença no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, mas também atua na ponta importante da redução de custo, na precocidade, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência às doenças. Em resumo, o melhoramento genético diminui o custo, aumenta a produção, além de muitas outras vantagens:

• Aumenta a lucratividade da propriedade em até 14 vezes;

• Possibilita o uso de touros provados;

• Ajuda a evitar consanguinidade;

• Facilita o cruzamento entre as raças;

• Permite estocagem e transporte de material genético;

• Facilita o teste de progênie;

• Auxilia no controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis, DSTs;

• Atua na sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, poderíamos ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura.

CONAFER quer construir uma expansão no mercado agropecuário familiar brasileiro

Este grande impacto econômico na vida dos agricultores familiares brasileiros, motiva ainda mais a CONAFER a potencializar esta parceria com a ALTA GENETICS, multinacional com expertise no gerenciamento genético e reprodutivo de rebanhos, presente em mais de 90 países.
O potencial de crescimento da inseminação no Brasil é enorme. Hoje, 58% da produção leiteira do país vem dos pequenos produtores. Temos 36 milhões de agricultores familiares responsáveis por mais de 70% do alimento consumido pela família brasileira, principalmente em tempos de pandemia.
São números robustos que abrem uma perspectiva de expressivo aumento na demanda por tecnologias de inseminação artificial em todas as regiões brasileiras, já devidamente levantadas conforme dados e estudo desta Confederação.
Portanto, a CONAFER, ao firmar o acordo com a ALTA BRASIL, assegura aos agropecuaristas um processo de excelência no melhoramento genético dos seus rebanhos, que além do elevado padrão de qualidade, terão agora uma fértil relação de parceria para levar adiante a missão contínua de trabalhar para alimentar 212 milhões de brasileiros, trazendo mais desenvolvimento socioeconômico, com geração de empregos, inclusão social e segurança alimentar ao país.

História em quadrinhos apresenta caminhos para a pecuária sustentável

FONTE: Amigos da Terra
“Caminhos Sustentáveis da Pecuária – Cartilha de Boas Práticas para o Produtor Rural”, lançada pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira pretende contribuir para que produtores rurais tirem dúvidas sobre o Código Florestal, se regularizarem e, dessa forma, atendam a crescente demanda dos consumidores por produtos livres de desmatamento ilegal. A cartilha foi lançada durante Workshop para imprensa “A Lei Pegou!”, que aconteceu em São Paulo, no dia 13 de junho deste ano.
Apontado como principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, o setor produtivo da pecuária é também o que mais pode contribuir para a mudança desse cenário de degradação e mudanças climáticas.  Por isso, desde 2012, a Amigos da Terra tem buscado formas de dialogar com o setor para a implementação da legislação ambiental vigente e em busca de novos padrões de compra no mercado consumidor.
Para Mauro Armelin, diretor executivo da organização, “trabalhar com toda a cadeia de produção da carne, do pecuarista ao varejista, da cria até a engorda sempre atento as questões socioambientais é a chave para promovermos a criação de animais de forma responsável na Amazônia, cumprindo todas as normas estabelecidas pelo código florestal e criando oportunidade de desenvolvimento econômico para a região”.
Dividida em duas partes, a cartilha apresenta uma história em quadrinhos de dois produtores rurais que conversam sobre o Código Florestal e as conveniências da regularização ambiental porteira adentro. No final é possível encontrar uma seção de pergunta e respostas com os principais trechos da legislação ambiental.
Pedro Burnier, gerente do Programa Agropecuária da Amigos da Terra, ressalta que a cartilha “utiliza uma linguagem simplificada que pretende sanar as dúvidas sobre tópicos considerados relevantes como Reserva Legal, desmatamento, Cadastro Ambiental, entre outros”.
A cartilha convida todos envolvidos na cadeia da carne para que façam parte da mudança em prol de uma pecuária sustentável. A versão digital está disponível em www.amigosdaterra.org.br/cartilha. Interessados em distribuir o material devem enviar um e-mail para [email protected]