RISCO NA LAVOURA: Inmet emite alerta para prejuízos da estiagem sobre a segunda safra do milho na região central do Brasil

da Redação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) advertiu, nesta terça-feira, 10 de maio, os produtores de milho na região Centro-Oeste, para a possibilidade de perda de produtividade na segunda safra deste cereal devido ao período de estiagem, iniciado neste mês de maio, e que se estenderá até o mês de setembro deste ano. O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

O fenômeno da estiagem acontece quando as massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva, causando a seca e aumento das temperaturas para mais de 35°C. O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já sofre as consequências da escassez hídrica desde o mês de abril. Outras localidades da região Central estão com mais de 25 dias sem chuvas, o que deve causar uma quebra da safra deste cereal. Durante a safra 2020/2021, a falta de chuvas foi a grande responsável pela baixa produtividade do milho, que teve como resultado de produção total do grão o equivalente a 87 milhões de toneladas, 15% inferior à safra 2019/2020. Com isso, houve uma elevação no valor da comercialização das sacas de 60 kg deste produto, sob as justificativas de alta demanda e baixo estoque. Entre os meses de maio a setembro, os acumulados de chuva desta região variam, normalmente, entre 10 mm e 80 mm, sendo que entre junho e julho ocorre o período mais crítico, com precipitações inferiores a 40 mm.

Baixas precipitações e temperaturas levemente acima da média podem quebrar a segunda safra do milho no Centro-Oeste

O cultivo do milho safrinha é realizado, normalmente, entre os meses de janeiro e abril, logo após a soja. É por ocasião da sua semeadura fora da época recomendada (safra verão), que esse milho é muito influenciado pelo regime de chuvas, temperaturas e radiação solar, de modo que os especialistas desaconselham o seu plantio tardio, a fim de reduzir o risco de perdas pelas intempéries climáticas.

Uma vez que a colheita da soja é finalizada nas diversas regiões produtoras do país, têm-se início o plantio do milho de segunda safra. No Brasil, o estado do Mato Grosso é o que mais se destaca na produção do cereal, contando com mais de 94% de área plantada. Esta produção pode ser comprometida pela falta das chuvas e a temperatura ligeiramente acima da média, sobretudo no mês de julho, afetando o desenvolvimento das plantas.

No estado de Minas Gerais e no sul da Bahia, o desenvolvimento da safra de milho na região está sendo dificultado devido à escassez hídrica que já dura mais de 30 dias. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o mês de março e o de abril tiveram boas precipitações, afastando a previsão de quebra de safra para o Sul do país, e trazendo boa perspectiva de umidade no solo para a semeadura do milho de segunda safra.

O Sisdagro é um aplicativo do Inmet que serve de apoio aos produtores, e fornece informações agroclimatológicas para assegurar a produtividade das lavouras

O Inmet advertiu aos produtores rurais sobre a importância deles considerarem as previsões meteorológicas realizadas para diminuir os riscos de quebra de safra e ampliar sua produtividade e lucro. O Instituto disponibiliza as informações sobre a previsão do tempo em todas as localidades do país gratuitamente, incluindo as áreas produtoras de diferentes culturas, por meio do Agromet, uma plataforma que apresenta informações em tempo real das Estações Meteorológicas do Inmet, com previsão do tempo pelo período de sete dias a partir da data consultada.

Com o Agromet é possível obter dados como imagens de satélite, tendência de queda nas temperaturas, excesso ou falta de chuva, umidade relativa do ar. O usuário também consegue visualizar o mapeamento feito para as culturas do algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, e segmentar a busca entre culturas de inverno e de verão. O Inmet conta também com o Sisdagro (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária), que contém ferramentas de monitoramento e previsão do balanço hídrico e produtividade em diferentes culturas, previsão de condições favoráveis à formação de geada, informações agroclimatológicas referentes ao balanço hídrico e dias aptos ao manejo agrícola.

Com informações do Mapa.

SAFRA DE GRÃOS: Conab eleva projeção da produção nacional em até 5,4% para safra 2021/22

da Redação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira, 7 de março, a sétima estimativa para a safra de grãos 2021/2022, elevando sua projeção em até 5,4% com relação à safra do ano passado, o que representa um total de 269,3 milhões de toneladas do produto. Apesar do impacto causado pelas intempéries climáticas que atingiram as regiões produtoras de grãos no país, ocasionando perdas principalmente nas culturas de soja e milho, nos estados da Região Sul e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, o volume produzido é suficiente para consolidar o Brasil na posição de 4º maior produtor de grãos do mundo, com um total de área plantada estimada em 72,9 milhões de hectares, expressando um crescimento de 4,4% quando comparada à safra anterior. De acordo com a entidade, a concretização dessa estimativa irá depender do fator climático, sobretudo até o final deste mês de abril, quando é concluído o período de semeadura da segunda safra, com destaque para a produção do milho

Para manter a produção em alta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou, no início deste mês de abril, a abertura de um crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão para a concessão de descontos em operações de crédito contratadas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os produtores rurais que foram prejudicados pela seca ou estiagem nos principais estados produtores de grãos. De acordo com as informações levantadas no último censo agropecuário, em 2017, apontam que 23% da produção de commodities agrícolas brasileiras destinadas à exportação, a exemplo da soja e do milho, tem origem agrofamiliar.

No Brasil, a agricultura familiar representa o equivalente a 77% dos estabelecimentos agropecuários, o que a estabiliza como a oitava maior produtora de alimentos do mundo, respondendo por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa)

Para este mês de abril, a Conab manteve a estimativa para 2022 das exportações de algodão em 2,05 milhões de toneladas, a de arroz em 1,3 milhão de toneladas e a de feijão em 200 mil toneladas. O trigo já superou em 2,8 milhões de toneladas o volume exportado durante o período de agosto de 2021 até o mês de março deste ano, sendo esperado um aumento proporcional ao já obtido na estimativa prevista até o fim do ano comercial, com encerramento em julho. Com isso, a previsão da entidade é que sejam exportadas 3 milhões de toneladas de trigo, total que, caso seja efetivado, significará um novo recorde na série histórica de produção do grão.

A produção prevista para a soja está estimada em 122,4 milhões de toneladas, uma redução de 11,4% em relação à safra anterior, e para o milho este cálculo é de 115,6 milhões de toneladas, representando um acréscimo de 32,7% em relação ao ciclo anterior. Para as outras culturas, como o algodão, espera-se uma produção de 2,83 milhões de toneladas da pluma, com um incremento de 19,9% sobre a safra passada. A entidade estima para o feijão um volume de 3,1 milhões de toneladas, 7,6% superior à safra anterior, e para o arroz, esta produção pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, sendo 10,5% inferior ao volume da última safra.

Em relação aos preços médios mensais dos produtos praticados nas principais praças e mercados, a Conab aponta, no levantamento realizado durante o mês de fevereiro, que em comparação a janeiro houve uma redução de 0,3% no preço do milho no estado do Paraná, enquanto, neste mesmo estado, para o feijão-preto houve um acréscimo de 2,4 % no preço, e a soja de 3,2%.

No Mato Grosso, os preços do algodão sofreram um acréscimo de 0,3% e, o arroz do Rio Grande do Sul sofreu uma alta no valor de mercado, passando a custar 8,8% mais caro. Já em São Paulo, o feijão-cores apresentou um crescimento de 7,6% no preço, enquanto o milho do Mato Grosso recebeu 4,0% de acréscimo no seu valor. O trigo paranaense teve 10,4% de aumento na cotação, e a soja deste estado ganhou 3,3% de valorização.

Com informações da Conab.

MULHERES NO CAMPO: atuação feminina é decisiva na produção agrofamiliar com sustentabilidade

da Redação

No Brasil e no mundo, as mulheres do campo são fundamentais para a sustentabilidade ambiental. Seus valores em relação ao respeito pela natureza e cuidados com seu ambiente, fazem a diferença em um momento tão decisivo para o futuro climático do planeta. Ao desempenhar suas atividades no dia a dia, suas ações são importantes no enfrentamento de eventos climáticos, como secas e inundações. Isto porque o cuidado e a conexão com tudo o que está ao seu redor é parte da natureza feminina, capaz de lidar com múltiplas situações de forma simultânea. São elas também o público mais impactado pelas mudanças climáticas e suas consequências. Diante disso, suas contribuições se estendem não apenas ao papel de educadoras de crianças e jovens sob sua guarda, mas também com a educação doméstica orientadoras das práticas agroecológicas que norteiam a agricultura familiar, e que, com frequência, ficam sob sua responsabilidade. A CONAFER se orgulha de suas agricultoras associadas pela dedicação ao trabalho de agricultar, de sempre mesmo com expressiva carga de trabalho, manterem-se na luta por autonomia, pela direito à posse da terra onde se planta e se colhe o sustento de todos

Mulheres são 72% da população mais vulnerável no mundo

Segundo informações divulgadas recentemente pelo Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas (IPCC), as mulheres representam cerca de 72% do total de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social no mundo. No campo, a forte presença feminina provoca rupturas nos modelos tradicionais de agricultura familiar, que articuladas proporcionam a visibilidade do trabalho feminino na produção agroecológica e sua luta para efetivação da garantia de seus direitos.

Historicamente, a desigualdade de gênero no meio rural é ainda mais significativa, devido principalmente aos fatores históricos da nossa educação e formação social. Outras questões contribuem para este isolamento da parte social mais desenvolvida, como a falta de acesso à água, eletricidade e infraestrutura, que chegam sempre tardiamente no campo. O acesso às novas tecnologias na agricultura familiar mudam a realidade na vida das agricultoras brasileiras, impactando na forma como suas atividades são desempenhadas, sem prescindir dos valores ambientais, sobretudo entre as populações tradicionais.

O trabalho feminino com a produção agroecológica familiar é destaque em atividades agrícolas de comercialização, como o Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA). Desde a implantação da nova política rural no país, em 2003, houve uma contribuição expressiva de mulheres produtoras, diminuindo o poder masculino no que se refere à concentração de renda e à centralidade do poder de decisão sobre o uso dos recursos nas atividades produtivas do campo.

O conceito de sustentabilidade vai além da gestão dos recursos naturais e inclui o enfrentamento de injustiças socioambientais por motivos financeiros, raciais, étnicos ou de gênero. Com esta ideia, sua busca deve ultrapassar os aspectos de gestão de recursos e manutenção dos negócios, e abranger questões como qualidade de vida, igualdade de acesso à saúde, educação, emprego e representação política, o que viabiliza a participação ativa das mulheres no combate às mudanças climáticas causadas pelos sistemas produtivos conservadores, reduzindo a insegurança alimentar e protegendo a natureza.

A CONAFER tem milhares de agricultoras e empreendedoras rurais familiares associadas em todo o país. Em seus projetos de sustentabilidade, as mulheres são essenciais, devido principalmente à forma como elas contribuem em suas comunidades. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, as mulheres pagam os preços mais altos na perda de colheita, falta de água e destruição de habitações, por serem maioria da força de trabalho na agricultura e possuírem menos mobilidade e acesso ao trabalho e à renda.

A Confederação vê na força de suas associadas pescadoras artesanais, lavouristas assentadas, quebradeiras de coco babaçu, pecuaristas do leite, artesãs indígenas, fruticultoras, em todas as categorias de agricultoras familiares, a força de quem empreende na terra pelo desenvolvimento sustentável e a soberania alimentar do país.

Estas mulheres semeiam um futuro melhor para suas famílias, fortalecendo as relações sociais em favor da sustentabilidade. Pelas mãos delas, a forma de conviver em sociedade terá a colheita da evolução. A ética feminina tem no cuidado, na defesa da vida e das relações pacíficas entre as pessoas e o meio ambiente, a contribuição mais importante à causa da sustentabilidade.

Previsão do tempo para o Cerrado é sinal de alerta aos nossos agricultores familiares

da Redação

O Sistema Nacional de Metereologia publicou informações sobre o impacto da escassez de chuvas, de maio até final de setembro, na região central do país: nota técnica indica que a região da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, deve passar por estado crítico de falta de água

O ciclo das águas do Cerrado passa por uma transformação que potencializa a crise hídrica. O excesso de calor e a mudança no regime de chuvas são uma realidade. Estudos apontam que o desmatamento de quase metade da área do bioma vem causando impactos. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a agricultura mundial consome 70% do montante de toda a água consumida no planeta. No Brasil este número sobe para 72% e cresce à medida que o país é menos desenvolvido.

O Cerrado é uma verdadeira caixa d’água no coração do Brasil. É assim que o Cerrado é visto por especialistas ligados aos recursos hídricos do país. O bioma da região central brasileira possui grande importância estratégica para o abastecimento e manutenção de uma rica biodiversidade. Com grandes reservas subterrâneas de água doce, o Cerrado faz conexões ao norte, com a Amazônia; ao nordeste, com a Caatinga; a sudoeste, com o Pantanal; e a sudeste, com a Mata Atlântica, o que faz com que haja importantes relações ecológicas entre ele e os biomas vizinhos.

De acordo com o Museu do Cerrado, iniciativa da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FA/UnB), o Cerrado possui 19.864 nascentes, 23,6% de todas as nascentes brasileiras, além de três grandes aquíferos: Guarani, Bambuí e Urucuia. Mas, a riqueza hídrica requer mais cuidados: uma vez que distribui água por todo o país, a escassez na região afeta o Brasil. Na última reportagem da série especial sobre o Cerrado, especialistas advertem quanto às ameaças nascentes e rios da região.

Os estudos do Sistema Nacional de Metereologia indicam uma crise hídrica

Criado em maio, o Sistema é coordenado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), com a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). As instituições federais atuam de forma conjunta para aprimorar o monitoramento e a elaboração de previsões de eventos meteorológicos extremos, pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor.

Arte do Mapa

Estudos realizados pelo SNM de acompanhamento meteorológico para o Setor Elétrico Brasileiro alertam que as perspectivas climáticas para 2021/2022, como informa a nota conjunta:

“O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), coordenado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), com a participação de todos os órgãos federais ligados à meteorologia, e com e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) emitem um Alerta de Emergência Hídrica associado à escassez de precipitação para a região hidrográfica da Bacia do Paraná que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná para o período de Junho a Setembro de 2021. O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) é um sistema de atuação conjunta de instituições federais para o aprimoramento do monitoramento e elaboração de previsões de eventos meteorológicos extremos, pesquisa, desenvolvimento e inovação. Estudos realizados pelo SNM de acompanhamento Meteorológico para o Setor Elétrico Brasileiro, alertam que as perspectivas climáticas para 2021/2022 indicam que a maior parte da região central do país, a partir de maio até final de setembro, entra em seu período com menor volume de chuvas (estação seca). A previsão climática elaborada conjuntamente pelo INPE, INMET e FUNCEME indica para o período Junho-JulhoAgosto/2021 a mesma tendência, ou seja, pouco volume de chuva na maior parte da bacia do Rio Paraná. Essa previsão é consistente com a de outros centros internacionais de previsão climática. Total de chuva acumulada nos três primeiros meses de 2021 A análise das chuvas entre outubro de 2019 a abril de 2021 para a bacia do Rio Paraná (Figura 1) indica que, com exceção de alguns meses quando as precipitações ficaram acima da média climatológica (dezembro/2019, agosto/2020 e janeiro/2021), durante a maior parte do período houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro/2021. Essa condição se mantém no mês atual, com acumulado parcial de 27 milímetros para a bacia, ou seja, abaixo do acumulado climatológico que é de 98 milímetros. Analisando o índice de precipitação padronizado (SPI), que indica déficit (em vermelho) ou excesso (em azul) de precipitação para diferentes escalas temporais, conclui-se que na maior parte da bacia do Rio Paraná a situação apresenta-se entre moderada e extrema, ou seja, a situação atual de déficit de precipitação é severa.

Racionamentos e rodízios devem voltar na região

Apesar da abundância de água no bioma, a região sofre com períodos de redução de chuvas, tanto que a população do Distrito Federal, por exemplo, precisou conviver com racionamento e rodízio no consumo de água nos anos de 2017 a 2019. Caso a tendência não seja revertida, a população deverá enfrentar, em um futuro próximo, maior escassez de água, tanto para consumo urbano quanto para consumo na área rural. Por isso, a importância dos esforços de proteção das unidades de conservação que protegem os principais mananciais, redução da retirada de água dos poços artesianos e restrição drástica de autorização para a abertura de novos poços.

Com informações do Mapa, da EOS Organização e Sistemas Ltda, do portal Embrapa e do site da Safra Irrigação.

Suinocultura sustentável, mais uma atividade agroecológica dominada pela agricultura familiar

da Redação

O último Censo Agropecuário de 2017 mostra que 51,4% da produção brasileira de suínos pertencem ao setor agrofamiliar; cadeia produtiva da suinocultura nas pequenas propriedades é de alta sustentabilidade.

A suinocultura é um sistema produtivo e reprodutivo que exige muita disciplina de cada produtor. É um trabalho duro, de muito conhecimento técnico, da nutrição à saúde dos animais, sempre na busca da melhor qualidade da produção.
O sistema de integração suinícola se organiza com o envolvimento de outros atores da sustentabilidade: a atividade exige pouca área de terra, ajuda na produção leiteira pelo uso dos dejetos dessa produção, contribui na adubação do pasto e na produção de grãos. O resultado é a ausência de impacto ambiental da suinocultura familiar.
O resultado é a ausência de impacto ambiental na suinocultura familiar, um diferencial que pode resultar em maior renda para os produtores e na oferta ao mercado de um produto totalmente agroecológico.

Diferente do sistema convencional intensivo ou industrial, a produção familiar não permite a mistura de leitões de diferentes fêmeas, o que gera menos estresse para os animais, além de melhor sanidade e bem-estar para eles, reduzindo perdas na produção.

Utilizando técnicas como a da cama sobreposta, também conhecida por “deep bedding” – desenvolvida pela Embrapa Suínos e Aves -, a produção de suínos torna-se mais econômica para o pequeno produtor, pois evita a compra de remédios usados em tratamentos preventivos e proporciona maior conforto aos animais.

A suinocultura permite aos pequenos agricultores a diversificação da produção, diminuindo os riscos de se ter apenas uma atividade como principal fonte de renda. Por este prisma, o agricultor familiar toma iniciativas práticas sobre todo o processo apoiado também em culturas consorciadas, aumentando as chances de sucesso econômico.

Na última década, a suinocultura brasileira teve um crescimento significativo em volume de exportações, participação no mercado mundial, número de empregos diretos e indiretos, entre outros. Atualmente, o consumo de carne suína por pessoa é de 15 quilos ao ano no Brasil, enquanto na Europa a média passa dos 40 quilos per capita. Ou seja, potencialmente a atividade ainda tem muito para crescer no país. E os agricultores familiares são os protagonistas desta evolução.

Água Vermelha, no território Caramuru-BA, é exemplo de resiliência da agricultura familiar

da Redação

Em Pau Brasil, 420km de Salvador, agricultores da etnia Pataxó Hã-hã-hãe já encontram na produção de frutas e legumes o início de um novo tempo na produção agroecológica no território

Um bom exemplo de luta, força e traballho pela agricultura familiar pode ser encontrado na região de Água Vermelha, território Caramuru-Paraguaçu, em Pau Brasil, sul da Bahia.

Os agricultores Luzeni Vieira dos Santos, Maria Eunice Vieira dos Santos e Luiz Carlos plantam e colhem uma diversidade de alimentos, mesmo enfrentando, de sol a sol, diversos obstáculos para a sua produção.

As agricultoras familiares Maria Eunice e Luzeni Vieira

Apesar das dificuldades encontradas para a demanda, o escoamento e a logística, desde o transporte e chegada aos locais de venda, os agricultores seguem semeando luta e esperança, palavras de ordem em tempos de pandemia e crise econômica.

Neste trabalho de grande dedicação, o rio Água Vermelha é um aliado, pois é por meio dele que os produtores familiares conseguem um ambiente propício para a produção hortifrutigranjeira dos Pataxó.

O secretário de Políticas Estratégicas e Linguagens dos Povos Originários, Lucas Santana, tem acompanhado a produção nas lavouras, levando a assistência e o apoio da CONAFER para alavancar estas experiências.

O agricultor familiar Luiz Carlos é só felicidade ao lado do secretário de Políticas Estratégicas e Linguagens dos Povos Originários, Lucas Santana

Segundo Lucas Santana, “é a força da terra que inspira a todos na hora de cuidar do terreno, de semear e colher o resultado da produção”.

Os agricultores conseguem colher semanalmente, em média:

3 caixas de limão
20 pacotes de ervas naturais
2 caixas de alface
1 caixa de coentro
2 caixas de chuchu
10 pacotes de couve-flor
2 caixas de laranja
53 abóboras
1 caixa de banana da terra
1 caixa de banana prata
5 litros de corante
1 litro de açafrão
1 litro de pimenta malagueta
1 litro de pimenta de cheiro
1 litro de paçarinha
15 pacotes de feijão andu
15 pacotes de feijão mangalô
E mais: mastruz , alecrim, hortelã, boldo e alfazema.

Essa produção toda rende aos agricultores cerca de R$ 380 por semana. Ou aproximadamente R$ 1,6 mil mensais. Com a implantação de novas culturas, programas e projetos agroecológicos, a ideia é que em breve a produção seja bem maior, e os lucros das vendas muito mais significativos.

Agroecologia: o sistema produtivo que sustenta a agricultura familiar

da Redação

União de saberes, técnicas tradicionais de cultivo e novos conhecimentos geram mais capacidade produtiva sem esgotar o solo, e ainda preservando o meio ambiente

O tema ambiental está no foco das discussões sobre a expansão da agricultura de alto carbono. Enquanto isso, a procura por alimentos agroecológicos têm crescido no Brasil e no mundo. Tornar o cultivo na agricultura familiar totalmente sustentável é uma opção decisiva para proteger a saúde, o planeta e o segmento todo o segmento econômico.

Entre os princípios básicos da agroecologia está o apelo à biodiversidade, ou seja, todas as formas de vida presentes na agricultura são importantes. Desta forma, as plantas, animais, minerais e tudo mais que envolve a produção desde a semeadura até a colheita, são tratados como parte do processo e requerem muita atenção.

Foto: Embrapa

A agroecologia tem por objetivo eliminar o uso de agrotóxicos e adubos químicos solúveis, que, em excesso, podem contaminar os alimentos e também empobrecer o solo. A agroecologia tem meios de aumentar a sua capacidade produtiva sem o uso de defensivos agrícolas. Um desafio que só é possível vencer com o conhecimento da terra e de tudo o que se planta nela.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, defende que a agroecologia é a chave para erradicar a fome na América Latina e Caribe, pois permite o desenvolvimento sustentável da agricultura, o progresso em direção a sistemas alimentares inclusivos e eficientes, e a conquista de ciclo virtuoso entre a produção de alimentos saudáveis e a proteção dos recursos naturais.

Isso é possível porque a agroecologia se baseia na união de saberes, integrando técnicas tradicionais de cultivo e novos conhecimentos, novas tecnologias limpas e insumos que são capazes de ofertar maior capacidade produtiva sem o esgotamento do solo. E por ser um cultivo mais preocupado com todos os aspectos que envolvem a vida no campo, a tendência é que a agroecologia passe a ser um conceito cada vez mais discutido e buscado para o cotidiano da agricultura familiar no Brasil e no mundo.

Agroecologia e o desenvolvimento rural

Foto: Eco 4 U

A agroecologia é uma alternativa à agricultura convencional. Por meio dela a produção no campo é aliada à preservação dos recursos naturais e dos ecossistemas, de forma a promover o manejo sustentável com a valorização de sistemas orgânicos de cultivo e do conhecimento tradicional dos trabalhadores rurais.

Os preceitos defendidos pela agroecologia contemplam a sociobiodiversidade, permitindo o reconhecimento da identidade sociocultural, o fortalecimento da organização social, a comercialização da produção e a garantia dos direitos dos povos e comunidades tradicionais e dos assentados. Ou seja, todos os envolvidos no processo são beneficiados nos aspectos sócio-econômicos e culturais.

Sendo assim, a agroecologia é um importante modelo de desenvolvimento rural, já que busca modificar as formas de produzir alimento a partir da adoção de sistemas sustentáveis. O setor agroecológico teve um crescimento de vendas acima de 20% entre 2017 e 2018, segundo pesquisa do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), um fator que deve ser considerado pelos que desejam migrar da agricultura tradicional para um modelo mais sustentável e que entrega alimentos com maior qualidade.

A CONAFER trabalha diariamente por uma agricultura sustentável, em equilíbrio com o meio ambiente. Em todas as sociedades mais evoluídas se discute a importância de cuidar do planeta antes que ele entre em colapso. Adotar as práticas agroecológicas é importante para evoluir em todo o processo de cultivo.

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A diversidade de produtos gera segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental valoriza o produto final. A busca pelo aumento da fertilidade do solo, o desafio de reduzir os custos de produção e a demanda mundial por produtos sustentáveis tornam a agroecologia o único caminho viável para milhões de agricultores familiares brasileiros.

Capa: Hisour

A riqueza do açaí mostra a força da agricultura extrativista

da Redação

Cadeia de produção do fruto movimenta mais de R$ 592 milhões por ano no Brasil; país é o maior produtor de açaí no mundo, com produção anual de 1,1 milhão de toneladas

O açaizeiro é uma árvore que pode chegar a 30 metros de altura e que prefere áreas úmidas, fator que faz com que a mesma prefira as margens dos rios para crescer. Por isso, o açaí é produzido a partir do trabalho dos agricultores familiares das comunidades ribeirinhas, através de técnicas próprias de extrativismo. O fruto é uma das mais importantes fontes de alimentação para os habitantes da região amazônica, terra de origem do açaí e onde se concentra a maior parte da produção mundial.

O açaizeiro é uma palmeira de folhas grandes, finamente recortadas em tiras e de coloração verde-escura. As flores são pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes e de coloração amarelada. Aparecem, geralmente, entre setembro e janeiro. Cada palmeira produz de três a quatro cachos por ano, com 3 a 6 kg de frutos que, quando maduros, adquirem uma coloração violácea, quase negra. A produção se intensifica nos meses de julho a dezembro.

Foto: FAPEAM

Do açaizeiro tudo se aproveita: frutos, folhas, raízes, o caule (de onde se obtém o palmito), tronco e cachos. O palmito de açaí é largamente comercializado e um dos mais apreciados na culinária. Já as fibras das folhas são utilizadas para tecer chapéus, esteiras e cestas, e os cachos secos são aproveitados para fazer vassouras. As populações ribeirinhas do rio Amazonas fazem dessa palmeira uma fonte de renda e a base da alimentação de suas famílias ao longo de praticamente todo o ano.

Rico em vitaminas, nutritivo e delicioso

A fruta foi conquistando seu espaço aos pouquinhos e, com o tempo, ganhou diversos adeptos. Hoje, o açaí é uma verdadeira febre em todo Brasil e já está presente em diversos outros países. Para ser apreciado, é necessário que o açaí seja amassado. A polpa é então misturada à água, originando o chamado “vinho do açaí”.

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Em todo Brasil, o açaí é consumido principalmente em forma de creme, batido com guaraná, mas nos estados do Amazonas e do Pará, além dos outros da região amazônica, é consumido acompanhado principalmente de farinha de tapioca, peixes e camarão, além de suco ou vinho. O pirão feito com a fruta também ganha lugar na mesa, assim como a geleia, sorvetes e doces.

Foto: Conquiste Sua Vida

Os benefícios do açaí para a saúde são vários. A fruta é rica em vitaminas dos complexos B e C, além de ter muito ferro, cálcio e potássio, todos elementos essenciais para uma boa saúde. O açaí também é rico em antocianinas, substâncias que ajudam na circulação do sangue pelo organismo.

De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), cada 100 gramas da polpa congelada de açaí possui 0,8g de proteína, 3,9g de lipídios, 6,2g de carboidratos, 2,6g de fibras alimentares e 58 kcal. Corresponde, portanto, a uma alimentação completa.

Um mercado cheio de oportunidades e excelentes perspectivas

A cadeia de produção do açaí movimenta mais de R$ 592 milhões por ano no Brasil, de acordo com boletim publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O país é o maior produtor do fruto no mundo, com mais de 1,1 milhão de toneladas por ano, segundo o IBGE. O mercado desse importante produto da economia amazônica só cresce a cada ano, apresentando uma perspectiva de alta taxa de crescimento para os próximos anos.

Muito valorizado pelas indústrias alimentícias e de cosméticos, o açaí possui uma cadeia de produção que traz importantes benefícios sociais, econômicos e ambientais para a Amazônia. De acordo com o Censo Agropecuário IBGE 2017, a cadeia beneficia aproximadamente 150 mil famílias de extrativistas e agricultores familiares organizados em quase 200 cooperativas e associações de produtores.

Estima-se que 300 mil pessoas estejam envolvidas no processo de produção, entre produtores, batedeiras, indústria, varejo e serviços em geral. Cerca de 60% do açaí produzido no Brasil é consumido no Pará. Outros 30% são consumidos no restante do país, enquanto 10% segue para exportação. Deste percentual, 77% tem como destino os Estados Unidos.

Foto: Visite O Brasil

É difícil provar o verdadeiro açaí fora da região Norte. Depois da colheita, o fruto deve ser batido em até 24 horas para preservar a cor, o cheiro e o sabor e se o açaí não for ingerido em até 72 horas, ele começa a oxidar. Por isso, a polpa precisa ser congelada e industrializada para chegar a outras regiões.

Com peixe ou misturado ao guaraná, servido na cuia ou em uma tigela, com fatias de banana ou com farinha, não existe maneira errada de apreciar o açaí. Escolha a sua maneira preferida e aproveite todos os benefícios dessa fruta especial.

A lenda indígena do açaí, o fruto que chora

A palavra “açaí” tem origem indígena e significa “fruto que chora”. Conta a lenda que há muito tempo atrás, um numeroso grupo Tupi vivia na região onde hoje fica a cidade de Belém, no estado do Pará. E conforme a população aumentava, havia cada vez menos alimentos disponíveis.

Ao ver seu povo passar fome, o chefe Itaki ordenou que toda criança recém-nascida fosse sacrificada para manter a população sob controle, até que uma fonte mais abundante de alimentos fosse encontrada. Ele não abriu qualquer exceção a essa ordem, mesmo quando sua própria filha, Iaçã, ficou grávida e deu à luz uma menina. Iaçã ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades de sua filhinha. Ficou por vários dias enclausurada em sua tenda e pediu a Tupã que mostrasse ao pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças.

Foto: Bio Point

Certa noite, Iaçã ouviu o choro de uma criança e, ao entrar no mato, viu sua filha sentada ao pé de uma palmeira. Ela estendeu os braços e correu em direção à criança, mas o bebê instantaneamente desapareceu no abraço. Inconsolável, Iaçã caiu sobre a palmeira chorando até desfalecer. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. O seu rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos negros estavam voltados para o alto da árvore, carregada de frutinhos escuros. Itaki então mandou que apanhassem os frutos. Deles, foi obtido um suco avermelhado.

Itaki percebeu que aquela era uma benção de Tupã e batizou a fruta de açaí, palavra originada da pronúncia invertida dos vocábulos existentes em Iaçã, em homenagem a sua filha. A ordem de sacrificar os bebês foi encerrada e a comunidade nunca mais passou fome.

Capa: Agência Pará

Senado vota projeto para o governo cuidar da saúde e dar apoio à produção de indígenas e quilombolas

da Redação

Além de garantir ações contra a pandemia, PL cria um programa específico de crédito para o Plano Safra 2020

Depois de ser aprovado na Câmara dos Deputados, está em apreciação no Senado Federal o PL 1142, composto por 21 artigos e distribuídos em seis capítulos, e já com o parecer final indicando a aprovação pelos senadores. O projeto que está na pauta para ser votado esta semana, impõe medidas de proteção contra a pandemia nos territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Batizado de Plano Emergencial para Enfrentamento à Covid-19, o PL 1142 institui medidas para coibir a disseminação do novo coronavírus. 

Além de exigir ações contra a Covid-19 e favorecer o distanciamento social, o projeto determina ao Governo Federal que adote ações de ampliação do acesso ao auxílio emergencial, previsto pela Lei nº 13.982/2020, e também para outros benefícios sociais e previdenciários em áreas remotas.

Contra a pandemia, o projeto prevê entre as medidas emergenciais a serem adotadas a ampliação do número de médicos disponíveis para o atendimento nas localidades, total acesso ao leitos de UTI, medicamentos e alimentos, além da restrição da entrada nas aldeias por não indígenas. A exceção ficaria por conta das pessoas responsáveis pela prestação de serviços públicos devidamente credenciados, como profissionais da saúde, servidores da Funai e demais órgãos públicos.

O índice de letalidade por Covid-19 entre indígenas é de 14,5%, enquanto o índice na população em geral é de 6,5% no Brasil. Já são 2600 casos confirmados nas comunidades indígenas e 236 mortes. Entre os quilombolas, já foram registrados mais de 300 casos da doença e 66 óbitos.

Medidas de prevenção e proteção à saúde

▪️Distribuição gratuita de materiais de higiene, limpeza e desinfecção de superfícies nas aldeias indígenas.
▪️Formação de Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena (EMSI), qualificadas e treinadas para o enfrentamento à Covid-19.
▪️Garantia de acesso a testes rápidos e RT-PCRs, medicamentos e equipamentos médicos adequados para o diagnóstico e o tratamento da Covid-19.
▪️Organização de uma estrutura de atendimento de média e alta complexidades nos centros urbanos.

Agricultura familiar será beneficiada com aprovação do PL 1142

No segmento econômico da agricultura familiar, estão previstas ações de segurança alimentar com estímulo à produção, apoio técnico e acesso ao crédito por meio do Plano Safra.

Medidas de apoio à produção de indígenas e quilombolas

▪️Distribuição direta de alimentos às famílias indígenas, quilombolas e dos demais povos e comunidades tradicionais, na forma de cestas básicas, além de sementes e de ferramentas de uso agrícola.
▪️Suporte técnico e financeiro à produção dos povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais e também ao escoamento da produção.
▪️Criação de um programa específico de crédito para os povos indígenas e quilombolas para o Plano Safra 2020.

O Projeto de Lei determina ainda a adoção de medidas de simplificação das exigências documentais para acesso a políticas públicas, de forma a criar condições para a manutenção da segurança alimentar durante o estado de emergência e calamidade pública. Caso aprovado no Senado o projeto segue para sanção presidencial.

Veja abaixo o parecer do senador Randolfe Rodrigues em favor da aprovação do projeto:

A agricultura familiar continua produzindo

FONTE: Fiocruz
 
A Agricultura Familiar continua a produzir alimentos e comercializando em época de pandemia:
Agricultores e agricultoras familiares continuam abastecendo os lares dos brasileiros e das brasileiras com comida de verdade! São famílias agricultoras, camponesas, assentadas da reforma agrária, extrativistas, pescadoras artesanais e integrante de povos e comunidades tradicionais que seguem fazendo o que sempre fizeram: plantando, coletando e comercializando alimentos frescos e de qualidade para alimentar o Brasil.
Apoie a agricultura familiar e compre de quem está próximo de você! Dê uma olhada no vídeo feito pela ANA e pela FIOCRUZ.