CARBONO ZERO: estoques de carbono nos solos brasileiros serão mapeados em programa da Embrapa

da Redação

Foram lançados nesta quarta-feira (27), no âmbito do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos), os novos mapas de estoque de carbono orgânico dos solos brasileiros. O material é uma importante ferramenta para subsidiar políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas e à diminuição da emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs), com gestão eficiente dos recursos naturais. Conhecer a distribuição do carbono nos solos do Brasil, nas diferentes regiões, estados, municípios, biomas e nas fronteiras agrícolas é fundamental para a definição de estratégias e direcionamento de políticas públicas, principalmente aquelas cuja temática está ligada à descarbonização da agricultura e recarbonização do solo, como o Plano ABC+ e o programa Águas do Agro, ambos do Mapa

Por meio desse trabalho, desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Embrapa Solos, em parceria com a Embrapa Agricultura Digital, será possível identificar quais são as áreas potenciais no Brasil para a prática de economia verde, o que impactará positivamente no cumprimento dos compromissos brasileiros para a mitigação das mudanças climáticas.

O secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa e representante da coordenação do Comitê Estratégico do PronaSolos, Cleber Soares, destacou a importância dos solos para a agropecuária. “O maior patrimônio do produtor rural chama-se o solo que ele é responsável. É por meio dos nossos solos que produzimos alimentos, fibras, energia e outras funcionalidades derivadas da agricultura. Neste momento, é oportuno apresentarmos e disponibilizarmos esses mapas, porque é o momento em que o mundo discute e clama, cada vez mais, por uma agenda de sustentabilidade. E os solos são um dos maiores reservatórios de carbono da natureza. Então, nós precisamos conhecer mais e de forma profunda os nossos solos”.

Ao aproximar os mapas de Estoque de Carbono do Solo do Brasil de 2017 e de 2020 é possível perceber a melhoria na qualidade da imagem, o que otimizará a utilização dos dados

Os novos mapas apresentam informações inéditas no país ao fornecerem um retrato detalhado do carbono orgânico estocado no solo brasileiro até a profundidade de 2 metros, na resolução espacial de 90 metros (escala equivalente entre 1:250.000 e 1:100.000). Além disso, as informações de carbono até 1 metro de profundidade estão destrinchadas em cinco camadas: 0-5 cm; 5-15 cm; 15-30 cm; 30-60 cm; e 60-100 cm de profundidade. Esse detalhamento mostra a evolução do levantamento com relação aos mapas anteriores, divulgados em 2017, cuja análise foi realizada a 0-30 cm de profundidade, na resolução de 1 km.

Dentre as variáveis utilizadas para geração dos mapas estão as de relevo, como índice de fundo de vale plano, elevação e índice de rugosidade do terreno, e também as de clima, como precipitação média anual, temperatura do quadrimestre mais frio e radiação solar.

Os novos conjuntos de mapas estão disponíveis para consulta e download no Portal de Dados do PronaSolos (SigWeb). O ambiente virtual reúne, em um sistema de informações geográficas, mapas e dados de solos produzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e permite o cruzamento entre alguns desses produtos, a partir das seleções solicitadas pelo usuário. 

 >> Clique aqui para acessar o Portal de Dados do PronaSolos (SigWeb)

Segundo a chefe-geral da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Brefin, os solos têm um papel decisivo nas mudanças climáticas. “Esses mapas têm muito a ver com essa linha de base, com esse conhecimento dos

Especialmente para esse momento tão importante antes da COP 26 e onde os solos agrícolas devem ser parte da solução de mitigação das mudanças climáticas”.

De acordo com Brefin, os solos funcionam tanto como fonte quanto como sumidouro de carbono. “São fonte de CO² quando são mal manejados e quando transmitem para a atmosfera Gases de Efeito Estufa. E o seu papel mais importante é como sumidouro, é sequestrar esse carbono da atmosfera e estabilizá-lo na matéria orgânica do solo”, disse Brefin.

O solo é um dos cinco reservatórios de carbono do ecossistema terrestre, juntamente com a biota, oceanos, atmosfera e formações geológicas. “Se você somar biota e atmosfera, o solo tem mais carbono do que esses dois juntos. Na verdade, 2/3 de todo o pool de carbono estão no solo. Então, cabe a nós pesquisadores, aos agricultores e aos tomadores de decisão gerar ações e políticas públicas que possam manter e aumentar a matéria orgânica do solo e manter no solo esse carbono”, ressaltou a chefe-geral da Embrapa Solos.

Distribuição

A distribuição espacial do estoque de carbono no solo pode variar de acordo com o tipo de solo, o clima, o material geológico que formou o solo e, especialmente, em função do uso e manejo do solo. Quanto maior o conteúdo de matéria orgânica de um solo, maior o seu poder de sequestrar o carbono.

Os mapas foram gerados com o uso de metodologia de Mapeamento Digital de Solos e computação de alto desempenho a partir de dados organizados pela equipe de projeto da Embrapa Solos intitulado “Mapas Nacionais de Atributos do Solo: Contribuição ao PronaSolos, GlobalSoilMap e Aliança Mundial pelo Solo”.

De acordo com os mapas apresentados pelo chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, Gustavo Vasques, a região da Amazônia e o Sul do Brasil possuem uma maior quantidade de estoque de carbono. “Tem um grande bolsão nas serras do Sul, onde tem solos formados com material mais rico, formado de basalto, e solos formados em altitude, em locais planos e de altitude. Esse ambiente propicia o acúmulo de carbono, porque a degradação é mais lenta, por causa do frio, e, ao mesmo tempo, tem uma boa produção de massa vegetal. Na Amazônia, a produção de massa vegetal e a produtividade primária são muito grandes. Então, apesar de ter um clima quente e com muita chuva, que promove a degradação, a ciclagem de nutrientes é muito grande, o que faz o carbono acumular”.

Em contraponto, a concentração de carbono é menor nos solos do Pantanal e da Caatinga. “O Pantanal tem solos mais arenosos. Então, apesar de ter uma quantidade de solos alagados, esses solos acumulam muito pouco, porque não têm material argiloso onde esse carbono pode ficar retido, onde a matéria orgânica é retida. Então, ela é perdida nas chuvas. A Caatinga é outro exemplo onde você tem estoques baixos, porque com pouca chuva você produz pouca vegetação. Como você não tem vegetação aportando carbono e matéria orgânica, esses solos, ao longo de milhares de anos, acumularam pouco carbono”, disse Vasques.

Ao comparar os mapas de estoque de carbono de 2017 e 2021, a 0-30 cm, o chefe de pesquisa da Embrapa Solos avaliou que o Brasil está no caminho certo. “Me chama a atenção o fato de que o estoque total, de mais ou menos 36 bilhões de toneladas de carbono, é bastante similar entre 1 km e 90 m. O que nos traz uma consciência de que estamos acertando no alvo, pelo menos de uma forma global. Esse estoque é 5% do estoque global de carbono de 0-30 cm e o Brasil é o país tropical de destaque, pelo seu tamanho, entre os países do mundo, contribuindo para o estoque global”.

O PronaSolos é o maior programa de investigação do solo brasileiro, que visa consolidar a integração de dados e colaborar com o avanço do conhecimento dos solos no país. Sua criação teve início em 2015, quando foi constituído um grupo de trabalho coordenado pela Embrapa Solos e composto por pesquisadores de outras unidades da Embrapa, do Mapa, do IBGE, da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que formularam o documento base para a criação do programa.

O PronaSolos foi oficializado com a assinatura do Decreto nº 9.414, de 19 de junho de 2018, e a sua estrutura de governança, que possui comitês Estratégico e Executivo, foi instituída pelo Decreto nº 10.269, de 6 de março de 2020. Por um período de 30 anos, o programa tem a missão de fomentar o conhecimento sobre os solos brasileiros, a partir do mapeamento de todo o território nacional, envolvendo instituições parceiras dedicadas à investigação, documentação, formação de profissionais, sistematização das informações de ciências do solo, incremento na realização de inventários e interpretação dos dados de solos brasileiros. O objetivo é mapear os solos de 1,3 milhão de km² do país nos primeiros dez anos e mais 6,9 milhões de km² até 2048.

Atualmente, o PronaSolos conta com a cooperação de mais de 40 instituições públicas e privadas que se uniram em um desafio continental para uma melhor gestão dos solos do Brasil. A partir do detalhado conhecimento sobre os solos, disponibilizados em uma única plataforma tecnológica, a iniciativa busca proporcionar o aumento da usabilidade dos dados e informações, aprimorando a aplicação dos conhecimentos.

As informações levantadas pelo PronaSolos contribuirão para a potencialização da produtividade agrícola, otimização da expansão urbana, prevenção de riscos e catástrofes, valorização de terras e concessão de crédito agrícola. Especialmente para a agricultura, os resultados do programa poderão permitir que se conheça onde estão as áreas mais aptas para o crescimento sustentável da produção agrícola e pecuária no território nacional. Com informações do Mapa e da Embrapa.

VENDAS EM BALCÃO: aporte de 200 mil ton de milho da Conab vai atender aos pequenos criadores afetados pela seca

da Redação

O período da seca é sempre um grande obstáculo aos pequenos criadores na nutrição diária dos seus animais, principalmente para aqueles que buscam no milho uma das fontes de alimento. Sem a água, a produtividade do cereal é diretamente afetada, reduzindo a qualidade e o tamanho das espigas. Na falta de irrigação para garantir a produção o ano todo, é preciso criar soluções que minimizem as dificuldades dos agricultores para alimentar suas criações. Por isso, a Medida Provisória (MP) 1.064, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18), garante que os estoques destinados à venda de milho aos pequenos criadores de todo o país poderão contar com um aporte de até 200 mil toneladas do grão. A compra será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o produto será disponibilizado para os produtores por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB). Para ter acesso ao Programa, é preciso ter DAP ativa, estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e demais Agentes (Sican), da Conab, além de estar em situação regular junto ao Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes (Sircoi)

Pela Medida Provisória 1.064, a Conab irá propor o limite máximo de compra por criador e o preço de venda do milho por estado ou região, que terá como base o preço de mercado. Também cabe à Companhia dimensionar a demanda de milho e realizar leilões públicos de compra ou remoção de estoque de milho. Assim, o pequeno criador terá acesso ao milho adquirido pela Conab diretamente do produtor.
O volume de compra de milho para o ProVB será estabelecido anualmente por Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Economia, não podendo exceder 200 mil toneladas, apenas em situações excepcionais.

A medida visa assegurar o suprimento de insumos de maneira regular às inúmeras propriedades rurais, especialmente após a quebra na safra do milho. A compra será realizada por meio de leilões públicos e as diretrizes das operações serão divulgadas nos editais a serem publicados.

O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, afirmou que “o milho a ser adquirido fortalecerá o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, contribuindo para a manutenção do pequeno criador na sua atividade”.

Apesar de o total a ser negociado representar menos de 1% da colheita da primeira safra do cereal, o volume terá grande impacto para a garantia na regularidade do abastecimento de um dos principais insumos utilizados pelos pequenos criadores no interior do país.

“Em função da pequena escala de produção, via de regra, esses produtores não possuem pleno acesso ao mercado atacadista e, por isso, para se tornarem mais eficientes, necessitam do suporte do governo federal para a continuidade de seus negócios, principalmente os que residem nas regiões Norte e Nordeste, assegurando renda e empregos”, explicou o Diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, José Trabulo.

O milho foi uma das culturas mais afetadas pelas condições climáticas registradas durante o ano safra 2020/2021. A produção total deve chegar a 86,7 milhões de toneladas, sendo 24,9 milhões de toneladas na primeira safra, 60,3 milhões de toneladas na segunda e 1,4 milhão de toneladas na terceira safra. Apenas para a segunda safra do cereal, a queda na produtividade estimada é de 25,7%, uma previsão de 4.065 quilos por hectare.

Programa de Vendas em Balcão

O Programa de Vendas em Balcão (ProVB) tem como objetivo viabilizar o acesso de criadores rurais de pequeno porte de animais e micro agroindústrias aos estoques de produtos agrícolas sob gestão da Conab por meio de vendas diretas, a preços compatíveis com os praticados em pregões públicos ou com os dos mercados atacadistas locais.

Para ter acesso ao Programa, o interessado deverá ter Declaração de Aptidão do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) ativa, estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e demais Agentes (Sican), da Conab, além de estar em situação regular junto ao Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes (Sircoi), da Conab.

Com o Programa, o setor público tem assegurado suprimento regular de insumos a inúmeras propriedades rurais, contribuindo para o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional. O ProVB contribui ainda para a renovação constante dos estoques, reduzindo a depreciação comercial dos produtos e os desvios.

Com informações do Mapa e da Conab.

Leite das Crianças abre credenciamento para usinas

FONTE: Governo do Paraná
A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento divulgou nesta terça-feira (21) novo edital para credenciamento de usinas interessadas em fornecer leite pasteurizado integral para o programa Leite das Crianças. Executado pelo Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), o programa fornece gratuitamente um litro de leite enriquecido por dia em todo o Paraná para crianças de seis a 36 meses. Hoje, são beneficiados 5,1 mil produtores por meio da participação de 40 usinas.
As usinas podem fazer a inscrição entre os dias 11 e 17 de fevereiro e, em caso de aprovação, a vigência do contrato é de 12 meses. O edital de chamamento público nº 001/2020, com detalhes sobre os requisitos e documentos necessários, está disponível para consulta no site da Secretaria:(www.agricultura.pr.gov.br/Pagina/Editais-e-Licitacoes).
A Comissão de Credenciamento vai analisar a documentação das usinas em até 30 dias após o recebimento da proposta. Para isso, os documentos precisam ser entregues, de preferência digitalizados, em qualquer um dos 23 núcleos regionais da Secretaria.
Para manter-se no Leite das Crianças, os produtores precisam passar por uma rígida fiscalização, ter instalações adequadas e fazer procedimentos de acordo com as exigências higiênico-sanitárias. “O programa atende famílias com renda per capita não excedente a meio salário mínimo regional, além de desenvolver a agricultura familiar e incentivar a qualidade do leite do Estado. Estamos oferecendo a oportunidade para que mais produtores sejam beneficiados”, diz a chefe do Desan, Márcia Stolarski.
O PROGRAMA – O Leite das Crianças foi instituído em maio de 2003 para criar uma rede de proteção alimentar destinada a crianças de seis a 36 meses. Contribui para a prevenção da desnutrição infantil, fomento da bacia leiteira, promoção do desenvolvimento local e geração de renda aos agricultores familiares.
Participam diretamente as Secretarias de Estado da Saúde, da Agricultura e do Abastecimento, da Educação, e da Justiça, Família e Trabalho. Hoje, são atendidas 118 mil crianças.

Senar Sergipe Realiza 2ª Etapa Do Programa Saúde No Campo

FONTE: FAXAJU
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Sergipe (Senar/SE) realizou nesta terça-feira, 27, a segunda etapa do Programa Saúde no Campo no município de Campo do Brito. Os pacientes receberam diagnóstico e encaminhamento dos exames realizados no dia 14 de novembro.
O Programa Saúde no Campo aconteceu em duas etapas no povoado Cercado em Campo do Brito. Na primeira etapa, foram realizadas palestras de sensibilização e exames de citologia, PSA e testes rápidos de sífilis, hepatite B e C e HIV. Na segunda etapa, os pacientes recebem os exames e passaram por consultas.
O produtor rural José Batista de Oliveira realizou o exame de PSA e retornou para receber o resultado. “Fiz os exames e o médico disse que deu tudo normal. Foi bom demais o que teve aqui no nosso povoado. Agora é cuidar da saúde”.
Segundo o urologista Lucas de Oliveira Malheiros Meira, o câncer de próstata tem cura quando identificado de forma precoce, por isso a importância da realização de exames periódicos.
“O câncer de próstata é o mais frequente no sexo masculino perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. É um dos tipos de câncer mais implicado com a mortalidade masculina. A doença detectada no início é possível cura. A partir do momento que você detecta estado avançado, só cuidados paliativos”, explica Lucas.
A dona de casa Josefa Andrade Cruz também recebeu os exames e saiu feliz com o resultado. “Meu exame deu tudo certo. Foi uma coisa muito boa para a nossa saúde. Tem que se cuidar”.
A enfermeira Andreza Silviano atendeu as mulheres que realizaram os exames de citologia. “A gente realizou há uma semana os exames e hoje estamos aqui para realizar o tratamento e entrega dos resultados com encaminhamentos, se houver necessidade. A gente sabe que tem crescido o câncer de colo do útero e de mama, então é importante a realização desses exames porque se for identificado a doença precoce fica mais próximo da cura”.
Programa
O Programa Saúde no Campo tem por objetivo conscientizar homens e mulheres do campo sobre o câncer de próstata e colo do útero. Durante ação, são disponibilizadas 100 testes rápidos, 150 exames de citologia e 150 exames de PSA.