+PECUÁRIA BRASIL: sistema lavoura-pecuária-floresta (ILPF) aliado ao melhoramento genético impulsionam agropecuária de baixo carbono

da Redação

O Brasil possui tecnologia para desenvolver o setor pecuarista, e ao mesmo tempo reduzir a emissão de metano, um gás causador do efeito estufa. A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apresentou estudos que avaliaram o desempenho produtivo dos sistemas integrados de produção agropecuária, a exemplo do lavoura-pecuária (ILP), pecuária-floresta (IPF) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), todos alternativas para os projetos da Confederação, como o ERA, o CONAFER nas Aldeias, o ELAS, o Replantar e o +Pecuária Brasil, este principalmente em relação ao ILPF, pois este sistema pode utilizar diferentes arranjos produtivos agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área, capazes de produzir novas matrizes, para gado de corte e leite, de forma segura, sustentável e com baixo custo. No caso do +Pecuária, o ILPF é maximizado ao combinar seu sistema com o uso da tecnologia de inseminação artificial, fundamental para os produtores rurais obterem altas performances na reprodutividade dos rebanhos

Entre os benefícios de adotar tecnologias que favoreçam o desenvolvimento de uma agricultura de baixa emissão de carbono, pode-se destacar, além da preservação do meio ambiente, conservação do solo e melhor utilização da água, a elevação da renda do produtor e melhoria de toda a cadeia produtiva. Isto é resultado de sistemas bem manejados, que permitem o aumento da matéria orgânica no terreno e a estocagem de carbono em forma de raízes das forrageiras e nas árvores, quando elas fazem parte do sistema, a exemplo do que acontece no ILPF.

A Embrapa destaca a importância de sistemas como a ILP e a ILPF, enquanto ferramentas importantes na exploração e intensificação do uso do solo, com a vantagem de colaborar para a redução da quantidade de carbono emitida, mesmo em pastagens tradicionais, que ao serem bem manejados viabilizam bons resultados neste sentido. Os dados levantados pela pesquisa mostraram que a gestão eficiente de um pasto pode compensar as emissões de gás estufa de até dois animais, enquanto os sistemas com presença de árvores equivalem à redução de cerca de dez animais.

Adotar políticas públicas de financiamento de tecnologias e sistemas de produção nas propriedades rurais promove uma agropecuária mais adaptada às mudanças climáticas, o que ameniza o lançamento de gases de efeito estufa. Apenas durante o período de julho a dezembro de 2020, estas políticas ampliaram a área agrícola do país com tecnologias sustentáveis em mais de 750 mil hectares, o equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo.

Os três sistemas estudados demonstraram efeitos positivos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental e a viabilidade econômica das tecnologias, ao tempo em que permite a pastagem, quando manejada corretamente, tornar-se mais produtiva, resultando em maior ganho de peso animal e maior precocidade sexual de novilhas.

O sistema de produção de leite, por exemplo, com o ILPF, promove uma intensificação da ciclagem de nutrientes, aumentando o bem-estar animal, ao dar a eles maior conforto térmico, além de diminuir a ocorrência de doenças e plantas daninhas, e reduzir o uso de agroquímicos no controle de insetos-pragas, doenças e plantas daninhas.

O sistema de produção de leite, por exemplo, com o ILPF, promove uma intensificação da ciclagem de nutrientes, aumentando o bem-estar animal, ao dar a eles maior conforto térmico, além de diminuir a ocorrência de doenças e plantas daninhas, e reduzir o uso de agroquímicos no controle de insetos-pragas, doenças e plantas daninhas.

Diante do desafio de cumprir o compromisso assumido frente à Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de gases estufa em 37% até o ano de 2025 e 50% até 2030, em comparação ao ano de 2005, mantendo as medidas necessárias para assegurar a neutralidade climática até o ano de 2050, as tecnologias que envolvem o setor pecuarista são as que trazem maior impulsionamento para o cumprimento dessas metas. No caso da pecuária, o problema de maior impacto sobre o aquecimento global está no desmatamento de florestas para uso da área em lavouras e pastos, seguido pela emissão de metano pelos bovinos durante a digestão dos animais, devido a fermentação gástrica dos alimentos.

Sucesso no segmento agropecuário familiar, +Pecuária Brasil reforça víés de sustentabilidade dos projetos da CONAFER

A Confederação disponibiliza aos seus associados um leque de programas que possuem como base os sistemas de ILPF, priorizando o uso sustentável da biodiversidade e dos recursos hídricos disponíveis nos biomas onde se encontram as propriedades rurais. O objetivo dos projetos é promover um processo interativo de aumento da produtividade em uma mesma área, mas sem esgotar os recursos naturais, como a água, por exemplo.

Projetos como a Estação Empreendedora Rural Agroecológica (ERA), o CONAFER nas Aldeias, o ELAS e o REPLANTAR, atuam com sistemas agroflorestais, viabilizando a diversidade de culturas, a implantação dos módulos de produção, o manejo do pasto para o gado, além da correta condução das SAFs, os Sistemas Agroflorestais. Esta combinação garante aos produtores mais vantagens, com a comercialização de grãos, fibras, madeira, carne, leite e agroenergia produzidos em uma mesma área, além de potencializar os ganhos genéticos dos animais resultantes do +Pecuária Brasil.

Mais do sistema ILPF, Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta

As pesquisas apontam para o retorno rápido do investimento feito pelo produtor rural em sistemas ILPF, apesar de demandarem mais mão de obra e trazerem um aumento no custo de manutenção, o investimento é compensado pelo aumento da produtividade, de modo que eles representam uma alternativa para avanços em áreas de pastagem tradicionais já degradadas. Para o incremento dessas áreas com a inserção do componente arbóreo, são levadas em consideração características como: a necessidade da árvore realizar a fixação biológica de nitrogênio; o porte das árvores mais adequado em pastagens; a forma e densidade da copa, a regeneração e tolerância ao fogo; a qualidade do tronco; se a espécie apresenta raízes superficiais sob a copa; o potencial forrageiro e tóxico dos frutos e a velocidade de crescimento.

Entre os produtores rurais do financiamento do programa ABC (Programa ABC é a linha de crédito do Plano ABC, Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) destaca-se o pedido para recuperação de pastagens degradadas cuja subvenção, para este fim, apresentou um crescimento de 534% no ano de 2021, chegando a impactar uma área de 13 mil hectares. Em segundo lugar nesta busca está o plantio direto, com avanço de 307,9 mil hectares, e o ILPF e Sistemas Agroflorestais (SAFs), com 47,2 mil hectares. Os produtores também podem acessar as linhas de crédito ABC para adequar suas propriedades ao Código Florestal, recuperando áreas de reserva legal e preservação permanente, conciliando preservação e manejo florestal sustentável.

Certificação de produtos da pecuária sustentável

Estimular políticas de redução da emissão de gás estufa, por meio da certificação e emissão de selos também é importante. Recentemente, a Embrapa apresentou o programa Carne Carbono Neutro (CCN), lançado em 2020, que sugere protocolos a serem adotados pelo produtor para o monitoramento pela certificadora, de modo que a sua simples adoção supra os custos com a certificação, gerando a valorização do produto e o pagamento de um bônus pela carne produzida com esses critérios.

De acordo com o CCN, ser carbono neutro significa reduzir os gases estufa onde for possível e balancear o restante das emissões por meio da compensação, que pode ser feita pela compra de créditos de carbono ou recuperação de florestas em áreas degradadas. O objetivo do programa é atestar, mediante um protocolo parametrizável e auditável, que a produção de carne bovina em sistemas ILPF proporciona a neutralização das emissões de metano, e validar o protocolo de produção de carne com neutralização de gases estufa, incorporando diretrizes para o adequado manejo da pastagem e produção de carne de qualidade a cultura dos produtores.

Mais informações sobre o +Pecuária Brasil: [email protected] – (61) 98194-0084.

Com informações do Mapa, Embrapa e +Pecuária Brasil.

AGROBIODIVERSIDADE: atividade gera renda e sustentabilidade no campo; associada à CONAFER, COOPGINGER é exemplo de sucesso

da Redação

O setor agrofamiliar é estratégico para a manutenção e recuperação do emprego, para a redistribuição da renda e para a garantia da soberania alimentar da nação. No Brasil, ele responde por 70% da alimentação das famílias, formando uma cadeia produtiva que envolve 77% dos estabelecimentos rurais, ou seja, 3,9 milhões de propriedades agrofamiliares, porém ocupando apenas 23% da área produtiva do país. Por isso, é tão importante desenvolver um projeto nacional de agrobiodiversidade. A diversificação de culturas eleva a quantidade de alimentos produzidos, oferecendo melhor retorno ao produtor, que não precisa depender de apenas uma cultura para a obtenção de sua renda. Exemplo de diversidade produtiva, a COOPGINGER, filiada à CONAFER, é formada por 30 famílias de agricultores familiares cooperadas dos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, no Espírito Santo, destacando-se na produção do gengibre (ginger, em inglês), sendo a região a maior produtora e exportadora brasileira da raiz. Preocupada em não depender da monocultura, a cooperativa produz e comercializa 16 culturas diferentes

Considerando-se que a prática agrícola não depende apenas da terra para assegurar a colheita, e que a ação climática tem um impacto significativo sobre a produção, podendo fragilizá-la a qualquer momento, é importante variar os ciclos de produção de forma sustentável. Depender de apenas um produto pode acabar sendo fonte de incertezas e insegurança, implicando em prejuízos ao pequeno produtor rural e ao meio ambiente, como no esgotamento do solo.

Quando os agricultores familiares trabalham em um sistema de monocultura, o risco de perda total da produção, por fatores como as intempéries da natureza, pragas ou doenças da plantação, acaba sendo muito maior, o que gera inseguranças e incertezas sobre a renda dessas famílias. A diversificação das culturas não apenas diminui o risco de ocorrência destes prejuízos, como também proporciona o aumento da produção de alimentos, contribuindo para a proteção do solo e o controle das plantas invasoras.

Incentivar a diversificação das culturas, para além dos benefícios financeiros, traz ganhos significativos ao meio ambiente, já que plantar uma única cultura de forma sucessiva pode potencializar o desenvolvimento de pragas e doenças. A agrobiodiversidade deve ser incentivada como crucial para uma agricultura mais sustentável, capaz de contribuir com maior equilíbrio sanitário para a produção, atuando desde a descompactação do solo, ao aumento da sua fertilidade e regeneração de sua cobertura vegetal.

A forma ideal para que o pequeno produtor consiga implementar a agrobiodiversidade em sua propriedade é adequando as culturas de modo que elas possam se complementar, fechando o ciclo de produção. Um bom exemplo sobre como isso pode ser feito são os plantios em consórcio de pinha, goiaba, realizados junto a criação de galinhas, que permitem a utilização do esterco destas aves como adubo orgânico nas lavouras ou hortas, melhorando a qualidade do solo de plantio e completando as etapas de sustentabilidade na produção agrofamiliar.

Na agrobiodiversidade há a possibilidade ainda de o produtor conciliar o trabalho entre culturas perenes, a exemplo do café, abacate, mexerica, madeira e pimenta-do-reino, e culturas anuais, como milho, feijão, melancia, abóbora, desde que o manejo dessas culturas seja feito por meio de orientação técnica, para que os arranjos produtivos sirvam como complementação um do outro e possam gerar economia em sua produção. Para isso, é fundamental que este processo seja acompanhado por uma Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) de qualidade, a fim de orientar os produtores a respeito dos tipos de pragas e doenças que possam surgir nas plantações.

COOPGINGER é exemplo de sucesso na agrobiodiversidade

A diversificação de culturas é muito bem-sucedida quando feita de forma cooperada, como faz a associada à CONAFER, a COOPGINGER, que além do carro-chefe, o gengibre, fomenta as culturas de repolho, cenoura, milho verde, cará, açafrão, beterraba, inhame, couve, berinjela, batata doce, mexerica, pepino, banana nanica, rabanete e aipim.

A opção por misturar culturas com períodos de safra diferentes e alternados pode ser a chave de sucesso para cooperativas e associações superarem desafios econômicos. Como explica Aline Simmer Aguiar Plaster, vice-presidente da COOPGINGER, “a diversificação nas lavouras nos auxilia a manter estável tanto a produtividade quanto a renda dos produtores, pois algumas delas nós conseguimos plantar e colher em um intervalo mais curto de tempo, ao passo que outras demandam um período maior do ciclo de produção até a colheita”.

“A rotação de culturas contribui também para o descanso do solo, como por exemplo o milho que nos permite fazer um balanceamento da terra para que uma outra cultura seja plantada no lugar, e isto faz muita diferença para a gente, pois ajuda na constância da produção de alimentos”, explica Aline Plaster. “A diversidade dos itens produzidos pela cooperativa serve também à subsistência dos cooperados, que além de reduzir as despesas despendidas no consumo de alimentos industrializados, têm ao seu alcance produtos naturais em uma maior variedade para o consumo das famílias”, completa a vice-presidente.

Na foto, Aline Simmer Aguiar Plaster, vice-presidente da COOPGINGER, e sua família

Essas outras maneiras de diversificação das lavouras possibilitam ao produtor ampliar as fontes de renda da família de forma segura, gerando mais segurança para cumprir compromissos assumidos junto a entidades financeiras para contratações de operações de crédito destinadas a operações de investimento e custeio em suas produções. A constância na produtividade gera renda permanente, transformando-se em um dos grandes benefícios proporcionados pela agrobiodiversidade, contribuindo muito na obtenção do crédito para o financiamento de novos investimentos em custeio e produção.

“A rotação de culturas contribui também para o descanso do solo, como por exemplo o milho que nos permite fazer um balanceamento da terra para que uma outra cultura seja plantada no lugar, e isto faz muita diferença para a gente, pois ajuda na constância da produção de alimentos”, explica Aline Plaster, vice-presidente da COOPGINGER

Mais informações sobre a COOPGINGER podem ser obtidas pelo WhatsApp e telefone: (27) 99911-6502.

SUSTENTABILIDADE NA AGROPECUÁRIA: Tecnologia consórcio milho e braquiária é contemplada pelo Zoneamento Agrícola 1ª safra 2021/2022

Foram publicadas no DOU as portarias do Zarc, Zoneamento Agrícola de Risco Climático, para cultivo consorciado Milho e Braquiária da 1ª safra 2021/2022; 16 estados foram contemplados: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná

A sustentabilidade na agropecuária brasileira está relacionada com a integração de sistemas de produção, com a integração lavourapecuária (ILP), com a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e agricultura de baixa emissão de carbono (Plano ABC).

O consórcio milho-braquiária é uma tecnologia onde se cultivam as duas espécies juntas, tendo como objetivo a produção de grãos e palha de milho e palha ou pasto de braquiária, com inegáveis benefícios para a sustentabilidade da produção, principalmente se considerada a imprevisibilidade climática, típica da atividade agrícola. É uma tecnologia que permite a consolidação do Sistema Plantio Direto em áreas de Cerrado, com reflexos positivos sobre as culturas subsequentes, como a soja, e a conservação dos recursos naturais.

Tanto a pecuária quanto a agricultura brasileira se desenvolveram em sistemas extrativistas: a pecuária, com espécies forrageiras nativas ou naturalizadas, de baixo valor nutricional ou de baixa capacidade de suporte, como o capim-gordura (Melinis minutiflora P. Beauv.), capim-amargoso (Digitaria insularis (L.) Fedde), capimjaraguá (Hiparrhenia rufa (Nees) Stapf.), entre outros, enquanto a agricultura embasava-se em sistemas de monocultivo com intensa movimentação do solo.

O grande diferencial da braquiária é o de persistir em condições de solos ácidos e com baixa fertilidade, dando a impressão de que, uma vez implantada, duraria “eternamente produtiva”, o que passou a fazer parte da cultura da maioria dos pecuaristas brasileiros. Outro ponto importante das braquiárias foi a convivência com espécies nativas perenes e com os cupins de monte, e não ser atacada por doenças ou pragas, exceto a cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta Stal) e percevejocastanho (Scaptocoris castanea).

No entanto, a crescente demanda por alimentos e a evolução tecnológica na produção passaram a caracterizar sistemas padronizados e simplificados de monocultivo. Além disso, com a mecanização do solo e o uso de agroquímicos e da irrigação, as atividades agrícolas, pecuárias e florestais passaram a ser realizadas de maneira intensificada, porém independentes e dissociadas, mostrando sinais de fragilidade, em virtude da elevada demanda por energia e recursos naturais.

Mesmo com as vantagens observadas pelos pecuaristas, com o passar do tempo percebeu-se que a maior parte dessas pastagens já nascia degradada e, portanto, não se acreditava mais que os bovinos pudessem engordar somente em sistema de pastejo com braquiária. Assim, novas opções tecnológicas foram surgindo para recuperar a produtividade das pastagens.

Ainda na década de 1960 foram criadas instituições de fomento, como o “Polocentro” (BITTAR, 2011); com isso, deu-se início à abertura da até então inóspita região do Cerrado. Naquela época, muitos produtores rurais, ao formarem suas pastagens com braquiária, notadamente a espécie B. decumbens, consorciavam essa espécie com o arroz de Consórcio Milho-Braquiária 19 sequeiro, pelo fato de que este também era adaptado a solos ácidos e de baixa fertilidade. Dessa forma, a combinação da agricultura com a pecuária foi denominada de integração lavoura-pecuária.

O Zarc indica os períodos de menor risco para o plantio

Com o zoneamento climático, reduz-se a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. O cultivo consorciado de plantas produtoras de grãos com forrageiras tropicais tem aumentado significativamente nos últimos anos nas regiões que apresentam inverno seco.

O zoneamento permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Com informações do Mapa

Com informações da Embrapa, publicação Consórcio Milho-Braquiária

Suinocultura sustentável, mais uma atividade agroecológica dominada pela agricultura familiar

da Redação

O último Censo Agropecuário de 2017 mostra que 51,4% da produção brasileira de suínos pertencem ao setor agrofamiliar; cadeia produtiva da suinocultura nas pequenas propriedades é de alta sustentabilidade.

A suinocultura é um sistema produtivo e reprodutivo que exige muita disciplina de cada produtor. É um trabalho duro, de muito conhecimento técnico, da nutrição à saúde dos animais, sempre na busca da melhor qualidade da produção.
O sistema de integração suinícola se organiza com o envolvimento de outros atores da sustentabilidade: a atividade exige pouca área de terra, ajuda na produção leiteira pelo uso dos dejetos dessa produção, contribui na adubação do pasto e na produção de grãos. O resultado é a ausência de impacto ambiental da suinocultura familiar.
O resultado é a ausência de impacto ambiental na suinocultura familiar, um diferencial que pode resultar em maior renda para os produtores e na oferta ao mercado de um produto totalmente agroecológico.

Diferente do sistema convencional intensivo ou industrial, a produção familiar não permite a mistura de leitões de diferentes fêmeas, o que gera menos estresse para os animais, além de melhor sanidade e bem-estar para eles, reduzindo perdas na produção.

Utilizando técnicas como a da cama sobreposta, também conhecida por “deep bedding” – desenvolvida pela Embrapa Suínos e Aves -, a produção de suínos torna-se mais econômica para o pequeno produtor, pois evita a compra de remédios usados em tratamentos preventivos e proporciona maior conforto aos animais.

A suinocultura permite aos pequenos agricultores a diversificação da produção, diminuindo os riscos de se ter apenas uma atividade como principal fonte de renda. Por este prisma, o agricultor familiar toma iniciativas práticas sobre todo o processo apoiado também em culturas consorciadas, aumentando as chances de sucesso econômico.

Na última década, a suinocultura brasileira teve um crescimento significativo em volume de exportações, participação no mercado mundial, número de empregos diretos e indiretos, entre outros. Atualmente, o consumo de carne suína por pessoa é de 15 quilos ao ano no Brasil, enquanto na Europa a média passa dos 40 quilos per capita. Ou seja, potencialmente a atividade ainda tem muito para crescer no país. E os agricultores familiares são os protagonistas desta evolução.

BC faz consulta pública sobre critérios de sustentabilidade nas operações de crédito rural

da Redação

Até 23 de abril o público em geral pode se manifestar enviando sugestões no site do Banco Central; estas consultas são importantes para embasar as decisões na implementação de medidas regulatórias, e que buscam o cumprimento da sua missão institucional

Seguindo a política de manter uma elevada credibilidade, e por meio da comunicação ampla estabelecer o critério da transparência, o Banco Central cumpre a missão institucional de conduzir políticas monetárias, fiscalizar instituições financeiras e assegurar um sistema sólido e eficiente.

Tantos critérios e variáveis são decisivos na regulamentação que define os recursos aplicáveis aos empreendimentos financiados por meio do crédito rural. Neste caso, a Sustentabilidade, que faz parte dos 5 pontos da Agenda BC# lançada em 2020, ganha uma grande dimensão e importância como definitivo para avaliação no momento de conceder o crédito, principalmente quando observamos os riscos socioambientais.

A proposta do Edital possibilita que os financiamentos rurais sejam classificados em três categorias:

a) empreendimentos que não poderão ser financiados com crédito rural, em razão da existência de impeditivos legais ou infralegais, tais como sobreposição com terras indígenas, desmatamento ilegal no bioma Amazônia, ou autuação por trabalho escravo;

b) empreendimentos que poderão ser financiados com crédito rural, com sinalização às instituições financeiras de que a operação representa risco socioambiental. Esses empreendimentos não poderão receber a classificação de operação sustentável. Enquadram-se neste caso áreas embargadas ou autuação por trabalho infantil;

c) empreendimentos que poderão receber a classificação de operação sustentável, em razão do atendimento a parâmetros de sustentabilidade socioambientais, tais como agricultura de baixo carbono, outorga de água, ou utilização de energia renovável gerada na propriedade.

Esses critérios integrarão o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) e contribuirão para que as instituições financeiras aperfeiçoem seus processos de avaliação dos riscos socioambientais.

Sede do Banco Central em Brasília

“As informações dos financiamentos poderão ser disponibilizadas a qualquer interessado, mediante autorização do mutuário, dentro dos princípios do open banking. Essas informações poderão ser utilizadas por outras instituições financeiras, fomentando maior competição. Poderão ser utilizadas também por certificadoras de títulos de crédito sustentáveis, agências de rating especializadas nos critérios ESG e prestadores de serviços contratados para auditar a aderência de empreendimentos a requisitos socioambientais para permitir a emissão de títulos verdes, além de permitir aos formuladores da política agrícola a possibilidade de conceder incentivos adicionais aos empreendimentos rurais sustentáveis.”

Muitas propostas já foram colocadas para avaliação no quadro Consultas Públicas, como “um inventário de emissões e formular propostas para reduções e compensação das emissões dos gases do efeito estufa entre 30 a 40%”, ou “incluir o Programa Nacional de Bioinsumos, lançado pelo MAPA em 2020, como critério de sustentabilidade aplicável na operação de crédito rural”, ou outra ainda que propõe que “ terras, públicas e privadas deverão ser georreferenciadas, definidos seus limites, por latitudes e longitudes, averbadas às florestas naturais, legais e remanescentes, só assim poderão ser transferidas suas escrituras, que devem possuir o CAR – Cadastro Ambiental Rural”.

Por meio da consulta, o debate público é ampliado pela participação de toda a sociedade e organizações interessadas, estando o Edital disponível para consultas até 23 de abril no site do BC.

Com informações do site do Banco Central.

Clique para acessar o Edital da Consulta Pública 82/2021.

Concurso promove qualidade do cacau brasileiro e sua sustentabilidade

da Redação

Inscrições na 3ª edição do Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil podem ser feitas até o dia 30 de junho

Produtores de todo o país podem se inscrever até o dia 30 de junho de 2021 no 3º Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil. A iniciativa pretende incentivar a melhoria da qualidade e ampliar a sustentabilidade na produção de cacau especial no país, com a divulgação do uso da amêndoa em chocolates especiais e a promoção deste segmento junto aos consumidores.

Podem participar os produtores de cacau com lotes produzidos no Brasil no período de 2020 a 2021. O concurso tem duas categorias: blend (mistura de variedades) e varietal (uma única variedade).

De acordo com o edital, um comitê técnico formado por pelo menos dez especialistas premiará os produtores de cacau que apresentarem a maior nota em qualidade global de licor e chocolate e um mínimo de 7 pontos na nota final de sustentabilidade.

Na Categoria Cacau Especial, o 1º lugar receberá um certificado e R$ 7 mil em prêmios; o 2º lugar, certificado e R$ 4 mil em prêmios; o 3º lugar, certificado e R$ 3 mil em prêmios.

Já na Categoria Cacau Varietal Especial, o 1º lugar receberá certificado e R$ 5 mil em prêmios; o 2º lugar, certificado e R$ 3 mil em prêmios; e o 3º lugar, certificado e R$ 2 mil em prêmios.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil é hoje o 7º maior produtor de cacau do mundo, com uma produção anual estimada em 250 mil toneladas, e deve expandir ainda mais esses números nos próximos anos. O país é também o 5º maior consumidor de cacau no mundo.

No ranking de produção de amêndoa, Pará e Bahia são os estados que lideram com 128,9 mil toneladas por ano e 113 mil toneladas por ano, respectivamente.

Ambos os estados vêm investindo em novas práticas para aumentar a produtividade e a qualidade do cacau brasileiro. Na Bahia, por exemplo, se destaca o sistema de produção do cacau Cabruca, no qual o fruto é cultivado debaixo das árvores da Mata Atlântica.

O plantio do cacau também é importante fonte de renda para a agricultura familiar. Cerca de 70% da produção nacional está em pequenas propriedades rurais. Há também ganhos com a preservação do solo local, a partir do sombreamento, preservando a umidade do ambiente e recuperando áreas degradadas.

A cerimônia de premiação da 3ª edição do Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil está prevista para o dia 20 de novembro. Nas duas primeiras edições do concurso, foram premiados produtores do Pará, da Bahia e do Espírito Santo.

Saiba mais

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Assista ao último episódio do ano do Fica a Dica CONAFER

A CONAFER disponibiliza em seu canal do Youtube mais um episódio da série de vídeos informativos “Fica a Dica”

O oitavo episódio aborda o Projeto Replantar da CONAFER. Um projeto que visa unir jovens e idosos em atividades sustentáveis. Para saber mais sobre este e outros projetos da CONAFER, Fica a dica!

Assista abaixo ao Episódio #8:

Você também pode assistir aqui a todos os episódios.

CONAFER ENTREVISTA Gustavo Loiola

Nessa segunda-feira, 07 de dezembro, a CONAFER disponibiliza no seu canal do Youtube uma entrevista com um dos expoentes da sustentabilidade no Brasil. O Secretário de Comunicação da CONAFER, Lucas Titon, fala com o Mestre em Sustentabilidade e Governança Corporativa, Gustavo Loiola, sobre sustentabilidade nos modelos de produção e empreendedorismo rural.

Assista abaixo o vídeo completo:

Agroecologia para um desenvolvimento rural sustentável

FONTE: Sul 21
O mundo tem um desafio enorme: alimentar uma população de 7 bilhões que está crescendo e pode chegar a 9 bilhões de pessoas nas próximas décadas. Infelizmente, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no planeta. E, cresce os que são malnutridos ou adoecem por má alimentação. Frente a isso, faz-se necessário e urgente pensar a segurança alimentar na sua quantidade e qualidade e na sua relação com os sistemas agrícolas e a soberania dos países.
É neste contexto que o Brasil está inserido. A sociedade, a economia e a agricultura brasileira também passam por grandes transformações. Nesse debate estão as opções de desenvolvimento rural ou ainda, o desenvolvimento sustentável.
Historicamente a posse e o uso das terras sempre foi fator de poder político e econômico do país. E continua sendo, mas agora configurado no denominado agronegócio, que une, entre outros segmentos, os proprietários de terras, as corporações que produzem e comercializam os insumos agrícolas (sementes, agrotóxicos etc.), as grandes empresas de comércio internacional e por vezes até fundos de pensão que constroem conglomerados agrícolas para ampliarem seus lucros. Portanto, a produção, industrialização e comercialização de alimentos está nas mãos de poucas corporações.
O que está em disputa, portanto, é o modelo de desenvolvimento rural e quem controlará a produção de alimentos do país. E, qual o papel da tecnologia, das pessoas, do capital e do trabalho no desenvolvimento rural?
É preciso questionar-se: o atual modelo de agricultura praticado no país é sustentável? O atual modelo produz alimentos saudáveis? A alimentação predominante produz saúde e qualidade de vida e proteção ambiental?
A resposta é: o modelo agrícola brasileiro é insustentável; não produz alimentos saudáveis; o padrão de alimentos e de ocupação da terra não protege o meio ambiente nem promove saúde e qualidade de vida.
Mas então: é possível ter uma agricultura que produza alimentos em quantidade suficientes e com a qualidade necessária? Sim, é possível e temos milhares de famílias que estão produzindo em todas as regiões do país, baseado nos princípios e utilizando-se de práticas da agroecologia. O conceito de agroecologia se opõe ao conceito agrícola predominante no país, sustentado, como vimos acima, pelas grandes corporações.
Para Lauro Foscheira, coordenador do Centro de Tecnologias Alternativas Populares – CETAP, com sede em Passo Fundo/RS, “a agricultura ecológica é praticada a décadas pelos agricultores familiares e nós do CETAP, há mais de 30 anos acompanhamos centenas de famílias rurais que buscam o desenvolvimento sustentável com este viés ecológico. Além do mais, a tarefa de produzir a sustentabilidade em todos os sentidos, é uma tarefa que envolve a todos, dos agricultores aos consumidores, passando por órgãos de ensino, pesquisa e extensão, empresas, organizações da sociedade civil e gestores públicos. Cuidar da biodiversidade e dos recursos naturais, este certamente é um dos principais legados que podemos e necessitamos deixar para as gerações sucessoras.”
Da mesma forma, ao longo das duas décadas a Associação Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa – AREDE, com sede em Santa Rosa/RS está trabalhando com Educação, Cooperativismo, Economia Solidária e Agroecologia, com ações interligadas para fortalecer a proposta da produção de alimentos com base na agroecologia. Ademir Amaral, um dos coordenadores da AREDE, enfatiza que para fortalecer as ações da agroecologia existe uma intercooperação entre as várias entidades de apoio e os milhares de produtores. A AREDE faz parte REDE ECOVIDA. Ademir Amaral afirma que “a REDE ECOVIDA se concretiza basicamente a partir de uma identidade e reconhecimento histórico entre as iniciativas de ONGs e organizações de agricultores construídas na região Sul do Brasil. Sua formação oficial data de 1998, como resultado da articulação iniciada anos antes por essas entidades. Atualmente conta com 27 núcleos regionais, abrangendo cerca de 352 municípios. O trabalho congrega, aproximadamente, 340 grupos de agricultores (abrangendo cerca de 4.500 famílias envolvidas) e 20 ONGs. Em toda a área de atuação da ECOVIDA acontecem mais de 120 feiras livres ecológicas e ainda outras formas de comercialização”.
Portanto, a agroecologia surge como um movimento crítico ao modelo de agricultura que iniciou no pós-guerra, se impôs ao mundo como modernização agrícola e ficou conhecia como revolução verde e vendeu a ideia de resolver a fome do mundo. Disseminou-se que a tecnologia poderia solucionar a fome das populações. Entretanto, as consequências foram graves. A expansão dos monocultivos agrícolas levou a sistemas frágeis e dependentes de agrotóxicos e insumos externos. Esse modelo resultou em impactos sociais, econômicos e ambientais. Com o conceito de revolução verde e aplicação tecnológica o Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o que compromete toda a biodiversidade e vida humana.
Para a FAO (Organização das Nações Unidas Para a Agricultura e Alimentação), a agroecologia é estratégica para alimentar o mundo. Isso porque vai na perspectiva do desenvolvimento sustentável, ou seja, ao mesmo tempo que promove sistemas produtivos que asseguram a segurança alimentar dos povos protege o meio ambiente e proporciona a eficiência do uso dos recursos naturais, base de sistemas alimentares resistentes.
A agroecologia, como visão de desenvolvimento e de produção, aporta benefícios para o meio ambiente, sociedade e economia. Promove a descentralização da produção e aproxima os produtores dos consumidores. Para que isso ocorra, propõe formas de organização que promovem a autonomia e o empoderamento da sociedade civil, dos movimentos, dos grupos, associações e cooperativas, na produção, comercialização ou agroindustrialização.
É preciso estimular esse outro padrão de agricultura e de desenvolvimento. E o Estado tem um papel estratégico para induzir a um outro estilo de agricultura, em bases sustentáveis e capaz de alimentar toda a população brasileira.
Desta forma, as políticas públicas exercem um papel importante. No Brasil, por muito tempo o crédito não dialogava com esse padrão da agroecologia, pois havia sido formatado em outra época. Mas, faz um bom tempo que o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), principal programa financiador da agricultura familiar passou a financiar sistemas agroecológicos. Da mesma forma, política como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) exerceram papeis organizadores da produção em âmbito regional e local porque garantiram a compra diversificada de pequenas propriedades. Isto para citar algumas políticas importantes, que estão em risco devido ao congelamento de gastos sociais e os contingenciamentos promovidos pelo governo Temer e Bolsonaro. Fatores de risco para a promoção de sistemas familiares diversificados e sustentáveis.
Uma agricultura sustentável, sem o uso de agrotóxicos é perfeitamente possível. Os agricultores, suas organizações e as entidade de apoio já provaram isso. Mas, é necessário promovê-la a partir de uma estratégia que coloque isso como prioridade. O país só tem a ganhar porque tem a garantia da segurança e da soberania alimentar.
Nesse sentido, para a transição a um outro modelo agrícola, reveste-se de importância a pesquisa e a assistência técnica e extensão rural com financiamento público. Nisso, também há riscos, porque a pesquisa e os recursos para assistência técnica estão sofrendo cortes nos últimos anos, algo que coloca mais dificuldades para a agricultura familiar e para a agroecologia.
Deve ser prioridade de um país construir sistemas agrícolas sustentáveis que coloquem a segurança alimentar e nutricional da população como objetivo central. Algo que deve ter o Estado como estimulador e a sociedade como aliada.
A agroecologia é estratégica para dar as respostas necessárias na produção, na inclusão social e na proteção ambiental. Nas últimas décadas inúmeras organizações como CETAP, CENTRO ECOLÓGICO, CAPA, REDE ECOVIDA, Cooperativa ECOVALE, Cooperativa COOPVIDA, Cooperativa UNICOOPER, UNICAFES, entre outras, contribuíram decisivamente para construir outro modelo de produção e consumo. Algo possível e necessário, como mostra Porto Alegre com a maior feira ecológica no mundo, que acontece todos os sábados na Redenção, prova contundente da força da agroecologia e das organizações da sociedade e do consumidor consciente.