+PECUÁRIA BRASIL: a partir de novembro, 6 estados e o DF terão suspensas vacinação contra aftosa como parte da ampliação de áreas livres da doença

da Redação

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, a ação de suspender a vacinação contra a febre aftosa em 6 estados e no Distrito Federal, faz parte do projeto de tornar todo o país livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. A medida ocorrerá após a última etapa da vacinação que será realizada em novembro. As unidades da Federação integram o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA). São elas: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal. Ao todo, aproximadamente 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, o PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O PE-PNEFA está fundamentado na avaliação contínua de indicadores que são monitorados regularmente de forma conjunta pelas equipes gestoras do plano estratégico, que reúnem os setores público e privado, em âmbito estadual e nacional. A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV, que terão a vacinação suspensa em 2022, e os demais estados que ainda vacinam no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional das unidades da Federação como zonas livres da doença sem vacinação não será encaminhado para a OIE no próximo ano.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL: alteradas as etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para 2022; imunização terá início em maio

da Redação

Após levantamento realizado junto aos serviços veterinários estaduais que integram o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) optou pela inversão nas etapas de vacinação contra febre aftosa em 10 estados para este ano. Com isso, a primeira etapa de imunização será realizada durante o mês de maio para bovinos e bubalinos de até 24 meses, e a segunda etapa ocorrerá no mês de novembro para todo o rebanho. A medida tem por objetivo igualar a demanda de vacinas contra febre aftosa ao cronograma previsto de produção da indústria. A vacinação do rebanho em dia é um dos requisitos para que o produtor seja selecionado como beneficiário do programa +Pecuária Brasil, o maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira, criado pela CONAFER em parceria com a empresa de expertise na reprodução animal e líder mundial em genética bovina, a Alta Genetics. Os pecuaristas interessados em participar do programa devem permanecer atentos ao calendário de vacinação para o ano de 2022 divulgado pelo Mapa, mantendo seu rebanho devidamente imunizado

Os estados que compõem o Bloco IV e tiveram invertidas as etapas de vacinação contra a febre aftosa são: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. De acordo com as informações levantadas, a estimativa é de que, nestes estados, aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses sejam imunizados durante o mês de maio deste ano.

O primeiro estado a adotar essa estratégia de inversão na etapa de vacinação do rebanho foi o Espírito Santo, e obteve resultados tão satisfatórios, que serviu de referência para que ela fosse ampliada para as outras dez unidades da federação. A ação deve proporcionar a oferta de vacinas em um patamar adequado a fim de assegurar que os índices vacinais desses animais continuem em níveis satisfatórios, e evitando prejuízos à certificação brasileira enquanto país livre desta doença.

Os pecuaristas devem estar atentos às modificações realizadas no calendário de vacinação para não colocarem seus rebanhos em risco. O Mapa avalia, para a segunda etapa da campanha, a possibilidade de que os produtores solicitem junto aos serviços veterinários estaduais a imunização de seus animais a partir de primeiro de outubro, ou postergá-la para o mês de dezembro, a fim de que não seja comprometido o planejamento reprodutivo no rebanho, reduzindo os índices de prenhezes devido ao manejo dos animais durante o período vacinal.

A vacinação em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, permanece inalterada, seguindo o calendário previsto inicialmente. Para as propriedades do Pantanal, esta será realizada em todo rebanho bovino e bubalino durante o período de 01/11 a 15/12, e os produtores podem optar optando pelos períodos de 01/05 a 15/06 ou 01/11 a 15/12 para vacinar todo o rebanho.

Conheça mais sobre o programa +Pecuária Brasil

O +Pecuária Brasil é uma verdadeira revolução genética no campo, tanto para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares, como também para toda a cadeia produtiva da bovinocultura nacional. O programa se dá por meio de acordos de cooperação técnica firmados entre as diversas secretarias de agricultura e agropecuária dos estados e municípios interessados em aderir ao +Pecuária.
Após a seleção das propriedades, são gerados os protocolos para as inseminações e as futuras prenhezes dos rebanhos. Em um período de 4 anos, serão entregues centenas de doses de sêmens às pequenas propriedades cadastradas. Portanto, os pequenos produtores que participam do programa precisam atender aos requisitos exigidos para a seleção, como as condições sanitárias e os cuidados relacionados à nutrição do rebanho, estrutura e escore corporal das vacas, o estado geral de saúde do rebanho e o seu manejo, e claro, a vacinação de todo o plantel.

Vacinação começa nas aldeias, mas deixa mais da metade dos indígenas de fora

da Redação

Governo resolveu imunizar apenas os indígenas “aldeados”, o que exclui não só os indígenas que vivem em centros urbanos como também aqueles que vivem em reservas que não foram demarcadas

Foto: Metrópoles

A mortalidade por Covid-19 entre indígenas é 16% maior que a média verificada na população em geral, mas apenas 52% dos recursos para enfrentamento da pandemia foram usados até o momento pela Funai.

O acompanhamento da evolução do novo coronavírus entre as populações indígenas representa um grande desafio. A desagregação dos dados existentes dificulta a identificação das regiões e dos povos mais afetados. Ainda assim, pelas informações disponíveis, é possível afirmar que a pandemia já provocou a morte de 929 indígenas e a contaminação de 46.508 membros de 161 dos 305 povos originários que vivem no Brasil, conforme dados de 22 de janeiro de 2021.

A expectativa de imunização dos indígenas é grande com o início da vacinação em todo o país. Porém, ainda predominam preocupações e dúvidas sobre como a vacinação ocorrerá.

O Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 estabelece, em sua primeira fase, a vacinação de trabalhadores da linha de frente da saúde; de idosos residentes em instituições de longa permanência; pessoas com deficiência a partir de 18 anos de idade; moradores de residências inclusivas institucionalizadas e população indígena vivendo em terras indígenas. Ou seja, exclui mais da metade dos indígenas do Brasil, pois estabelece que apenas 45% da sua população estaria no grupo prioritário para receber a vacina contra o novo coronavírus.

Foto: Governo Federal

Pelos dados apresentados, serão vacinados 410.348 indígenas. No entanto, de acordo com o censo demográfico de 2010 do IBGE, a população de indígenas no país é de 896,9 mil. Sobre o recorte escolhido para a vacinação, o plano do governo federal diz apenas que o grupo prioritário para receber a imunização é formado por “indígenas com 18 anos ou mais atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SIASI/SESAI)”.

A taxa de mortalidade entre a população indígena é de 991 por um milhão, 16% superior à mortalidade geral da doença no Brasil – hoje em 852 por um milhão. Existem vários estudos que mostram a vulnerabilidade dessa população para as doenças respiratórias.

Foto: Governo do RS

O plano apresentado pelo governo federal para fazer a contenção da pandemia em Terras Indígenas (TIs) já tinha sido um fracasso, sendo divulgado com atraso e cheio de falhas, pois não indicava metas e nenhum outro tipo de organização que pudesse dar conta do desafio de enfrentar a pandemia em populações vulneráveis situadas em áreas remotas – como apontou o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ritmo da contaminação pelo novo coronavírus entre os indígenas não teve redução significativa ao longo de 2020. Assim, os povos seguem enfrentando a alta no número de casos motivada pelo afrouxamento de controles. As perdas, como o movimento indígena tem afirmado desde maio, não são mensuráveis: representam mais um ataque na série de ofensivas contra os povos originários, que, além da pandemia, enfrentam também invasões e violações de seus territórios.

Foto: Saúde RS

Quase sete meses depois de ser provocado pelo STF, nada mudou no governo. Ao reduzir a vacinação prioritária apenas ao que definiu como “indígenas aldeados”, o governo mantém em risco a vida dos indígenas que se encontram fora das aldeias. Agindo assim, “viola gravemente o dever estatal de proteger e promover os direitos fundamentais dos povos indígenas, notadamente à sua vida e saúde”, como manifestou o STF em 27 de julho de 2020, referindo-se ao plano de vacinação apresentado.

Comissão de Agricultura da Câmara debate fim da vacinação contra febre aftosa

FONTE: Notícias Agrícolas
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural  da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta terça-feira (8) sobre o fim da vacinação contra febre aftosa.
O pedido para o debate é dos deputados Jeronimo Goergen (PP-RS) e Schiavinato (PP-PR).
Para Goergen, a retirada da vacinação mostrará ao mundo que a defesa sanitária do Brasil é confiável melhorando as exportações. “Os Estados brasileiros foram divididos em cinco grupos e alguns já vêm solicitando auditoria dos seus sistemas de defesa para antecipar a retirada da vacinação contra a febre aftosa, o que permitirá ao País exportar para mercados que remuneram melhor”, explicou.
Schiavinato considera necessário esclarecer o setor produtivo sobre a importância de o Brasil se tornar um país livre da aftosa sem vacinação e seus efeitos comerciais e produtivos.
Foram convidados para a audiência pública:
– o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara;
– o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa;
– o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho;
um representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Aftosa: RS pede auditoria da Agricultura para virar área livre sem vacinação

FONTE: IstoÉ
Auditores do Ministério da Agricultura devem visitar o Rio Grande do Sul na segunda quinzena de julho para avaliar a situação do Estado em relação à febre aftosa no rebanho. O objetivo, conforme relatou a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpdr) do RS, em nota, é a obtenção do status de área livre de aftosa, sem vacinação.
Ainda de acordo com a Seadpdr, o pedido de auditoria foi formalizado nesta segunda pelo secretário de Agricultura, Covatti Filho, que entregou o documento ao superintendente federal do Ministério da Agricultura no RS, Bernardo Todeschini, em evento de lançamento da Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do RS.
Covatti Filho disse que o RS vem cumprindo as metas estipuladas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa 2017-2026 desde uma auditoria do governo federal, feita em 2017. “O plano tem sido implementado e permitido alcançar as metas definidas, sendo que a maioria delas já foi atendida ou está em andamento”, garantiu.
Conforme o documento, houve progresso no sistema de vigilância e monitoramento a campo em todo o Estado, incluindo o controle de trânsito animal e produtos de origem animal nos postos de divisa e fronteira. Covatti Filho disse ainda que o Rio Grande do Sul tem mantido adequada estrutura de pessoal e de equipamentos, capilaridade em todo seu território, e ausência de circulação viral de febre aftosa nos países limítrofes com o Estado.