SORGO FORRAGEIRO: zoneamento agrícola de uma das lavouras mais plantadas no Brasil é publicado pelo Mapa

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na última quarta-feira, 4 de maio, as portarias de Nº 73 a 123 com informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo do sorgo forrageiro e granífero, ano-safra 2022/2023. Foram aprovados os zoneamentos realizados em 26 estados e Distrito Federal. Quinto cereal mais produzido no mundo, ficando atrás do arroz, milho, trigo e cevada, o sorgo pode substituir de forma parcial o milho nas rações destinadas às aves, suínos e bovinos leiteiros, já que possui elevada produtividade, boa adequação à mecanização e grande versatilidade, podendo ser utilizado como feno, pastejo, corte direto e silagem. Estas possibilidades de uso, geram maior economia no custo de produção. No Brasil, o sorgo tem mostrado bom desempenho quando utilizado no sistema integração Lavoura-Pecuária (iLP), no que diz respeito a produção de massa, trazendo ganhos como maior proteção do solo contra a erosão, maior quantidade de matéria orgânica disponível e melhor capacidade de retenção de água no solo, além de propiciar condições para uso no plantio direto

O sorgo granífero tem porte baixo, com altura de até 1,70 m, produzindo na extremidade superior uma panícula compacta de grãos, que, após a colheita, pode servir como feno ou pastejo. Já o sorgo forrageiro possui porte alto, com altura de mais de dois metros, e apresenta muitas folhas e poucas sementes, o que permite a planta elevar a produção de forragem, e a torna bem adaptada ao clima de regiões quente, de baixa umidade, sendo a planta capaz de suportar altos níveis de estresses ambientais, como o agreste e o sertão de Pernambuco. A publicação da Zarc tem como objetivo auxiliar os agentes envolvidos na cadeia produtiva da leguminosa: produtores rurais, órgãos de assistência técnica, agentes financeiros, seguradoras e demais entidades que fazem uso destas informações para o planejamento agrícola e suas ações.

O sorgo forrageiro é usado na alimentação do rebanho, inclusive em sistemas ILP e ILPF, devido ao seu alto grau nutricional

Com origem africana e introduzido no Brasil pelos escravos, por volta de 1600, as lavouras de sorgo apresentaram uma expressiva expansão nos últimos anos agrícolas, sobretudo no período da safrinha. Sua cultura comercial teve início na década de 70, servindo de base para a indústria e comércio que atuam na área de nutrição animal. O seu ciclo de vida varia entre 90 e 120 dias, e seu plantio em todos os estados da federação está associado a sua enorme tolerância à seca quando comparado aos demais cereais, seu menor custo de produção, e a vantagem de possuir uma boa produtividade na rebrota.

O sorgo granífero é frequentemente utilizado na alimentação animal, sobretudo na composição de rações

Por isso, obter o máximo de produtividade deste cereal envolve muitos fatores, entre eles o risco climático. Ao seguirem as recomendações estabelecidas pela Zarc, os agricultores podem se precaver dos riscos climáticos no ciclo produtivo do sorgo forrageiro e granífero, podendo ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Os dados trazidos na Zarc servem de indicadores aos agentes financeiros, que o utilizam como requisito nas concessões de operações de crédito rural, como a contratação do seguro rural e o crédito de custeio oficial, contemplando os cultivos realizados em áreas zoneadas e o plantio de cultivares indicadas nestas portarias.

A lavoura deste cereal, quando tecnicamente bem manejada, pode atingir uma produtividade média de 50 toneladas de massa verde por hectare, com o benefício de que o segundo corte ou rebrota vem gratuitamente para o produtor. A Zarc tem como objetivo identificar as regiões que se encontram aptas à produção e os períodos de semeadura para cultivo nos estados e municípios em que foram feitos os zoneamentos, indicando os períodos de plantio menos arriscados, e relacionando os cultivares mais adaptados a cada região, utilizando como parâmetro três níveis de risco: 20%, 30% e 40%, sinalizando a probabilidade de 80%, 70% ou 60% de a cultura ser bem-sucedida nas condições e locais indicados.

O cultivo de sorgo em sucessão a culturas de verão, tem sido uma excelente opção para produção de grãos e forragem em todas as situações em que o déficit hídrico e as condições de baixa fertilidade dos solos oferecem maiores riscos para as demais lavouras, favorecendo a oferta sustentável de alimentos de boa qualidade para alimentação animal e de menor custo para os pecuaristas e para a agroindústria de rações. Produzido em todo território brasileiro, o sorgo oferece liquidez financeira para o agricultor, sobretudo nos sistemas agrofamiliares.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android. Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa.

ZARC DO MARACUJÁ: sai zoneamento agrícola do plantio da cultura em que o Brasil é o maior produtor mundial

da Redação

O país tem a maior produção e o maior consumo mundial da fruta, chegando a 1 milhão de toneladas estimadas anualmente, gerando uma renda no campo de mais de R$ 1 bilhão de reais. O país exporta apenas 1% do que produz, tem uma produtividade média ainda baixa, em torno de 14 t/ha/ano, com potencial para produzir mais de 50 t/ha/ano. Dois fatores principais causam esta baixa produtividade da cultura: primeiro a não adoção de melhoramento genético ao utilizar sementes de origem desconhecida, obtidas de frutos coletados em pomares comerciais e no mercado. O segundo é a não utilização de tecnologias no processo de produção, como a correção da acidez e da fertilidade dos solos, podas de formação, adubações de cobertura, polinização manual, irrigação, controle fitossanitário e o plantio orientado por um zoneamento agrícola correto; a observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR)

O Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo. A fruta gera renda no campo de R$ 1 bilhão de reais por ano. A maior parte da produção vem dos pequenos produtores que entregam o fruto para as indústrias de sucos, alimentos, farmacêutica e de cosméticos. A área cultivada no país ocupava até recentemente 50 mil hectares, produzindo cerca de 800 mil toneladas anuais (IBGE, 2016). Juntas, as regiões Nordeste e Sudeste do país são responsáveis pela produção de 83% deste total. A cultura do maracujá representa 3,5% do valor total de toda produção de frutíferas do Brasil, que é estimada em R$ 26 bilhões (IBGE, 2015).

A cadeia produtiva do maracujá envolve uma gama enorme de negócios, pois cada parte do fruto é matéria-prima de diferentes indústrias. A flor é usada em chás, a polpa em sucos e alimentos, a semente possui um óleo aplicado em cosméticos, e da parte interna pode-se produzir uma farinha muito nutritiva. Conhecida pelo seu efeito calmante, a fruta possui diversos nutrientes que ajudam o nosso organismo no controle da pressão alta, por isso ela é tão aproveitada pela indústria farmacêutica.

O maracujá é plantado majoritariamente pela agricultura familiar e pode dar frutos o ano inteiro, proporcionando uma renda regular aos produtores. A cultura da fruta gera empregos, precisa de mão de obra para poda e para a polinização, que deve acontecer manualmente.

O novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do maracujá

Foi publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira 21 no Diário Oficial da União, o Zarc para a cultura do maracujá. Foram considerados para a análise de riscos a disponibilidade hídrica para a cultura, a ocorrência de geadas e a ocorrência de temperaturas muito elevadas no período de florescimento. Cada um desses fatores é avaliado conforme a fase do ciclo da cultura, que pode apresentar maior ou menor sensibilidade aos eventos adversos.

O resultado final do estudo são as indicações das melhores épocas para o plantio do maracujazeiro e os respectivos níveis de risco climático em todos os municípios brasileiros, em sistema sequeiro e irrigado, considerando o clima, os tipos de solos e os ciclos de cultivo recomendados no país. Dessa forma, agricultores e técnicos podem planejar melhor sua produção e o sistema de produção a ser adotado, a fim de evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura e, assim, minimizando riscos de perdas na produção. O estudo foi realizado pela Embrapa, com apoio do MAPA e Banco Central, e contou com a colaboração de participantes de todo Brasil, incluindo pesquisadores, técnicos e representantes do setor produtivo e instituições com interesse na cultura.

Produção de maracujá no Brasil é sustentada pela agricultura familiar

O maracujá é produzido em todas as regiões brasileiras, tendo limitações apenas nas áreas mal drenadas e nas áreas sujeitas a geadas. A principal espécie cultivada é o maracujá azedo (Passiflora edulis Sims), presente em mais de 90% dos pomares, mais comumente em sistema irrigado. São estimados cerca de 50 mil produtores em todo o País, a maioria de pequeno porte. O Nordeste é a principal região produtora, com destaque para a Bahia, com maiores produção (168,4 mil toneladas) e área colhida (15,6 mil ha). Já o maior rendimento está no Distrito Federal, com 27,68 t/ha.

Zarc Maracujá para sistemas de produção em dois tipos de mudas

A principal inovação no novo Zarc Maracujá é a inclusão do sistema de cultivo baseado no chamado “mudão”, além do sistema tradicional. O método de produção baseado no mudão foi desenvolvido pela Embrapa Cerrados e consiste no uso de mudas mais vigorosas, com altura entre 90 cm e 180 cm e plantadas no campo com idade a partir de 120 dias. Por outro lado, as mudas convencionais têm, em média, menos de 50 cm de altura e são plantadas com idade de 60 dias. As mudas do tipo mudão passam mais tempo no viveiro (120 dias) ou na estufa (70 dias) antes de serem levadas ao campo.

As principais vantagens do mudão são a menor taxa de mortalidade no campo, o menor tempo de exposição às adversidades do campo na fase mais vulnerável do início do desenvolvimento, maior precocidade e maior produtividade, além de maior tolerância a pragas e doenças. De acordo com os resultados do Zarc maracujá em sequeiro (não irrigado), observa-se que o mudão pode ser plantado com menor risco climático, em mais municípios e num período maior do ano agrícola se comparado à muda convencional. Em regiões com clima mais restritivo, como em regiões menos chuvosas do Nordeste, por exemplo, alguns municípios só se viabilizam com o mudão.

Restrições hídricas são o principal fator de risco na maior parte do Brasil. Por isso o sistema irrigado viabiliza a produção em muitas áreas onde o sequeiro é inviável. Na versão do Zarc para o maracujá irrigado, assume-se que a irrigação será responsável pelo suprimento hídrico da planta, excluindo-se qualquer episódio de deficiência hídrica.

Porém, mesmo no sistema irrigado, algumas regiões podem apresentar risco climático elevado onde a temperatura máxima costuma ultrapassar os 39oC durante o período de florescimento. Por isso, mesmo no sistema irrigado, a muda convencional pode apresentar janelas de plantio diferentes das do mudão, em função dos ciclos diferentes nesses dois sistemas e dos riscos que afetam as diferentes fases.

Outra característica do mudão é que, por ter ciclo mais curto que o da muda simples, o mudão possibilita que a cultura escape de geadas no período de florescimento, e apresente produção viável mesmo em regiões sujeitas a inverno frio no Sul e no Sudeste.

De acordo com os coordenadores do estudo, os pesquisadores Fernando Macena (Embrapa Cerrados) e Balbino Evangelista (Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas), este novo Zarc maracujá apresenta avanços importantes, uma vez que considera os cultivares e sistemas de cultivo mais indicados na atualidade, utilizou modelos mais avançados para estabelecer as demandas da cultura ao longo do seu ciclo, bases de dados atualizadas e melhor ajuste dos indicadores de risco. Tudo isso contribui para resultados que representam melhor a realidade do campo.

Macena e Balbino destacam, ainda, que o produtor controla o preparo do solo, a escolha da cultivar, o manejo de pragas e doenças, a adubação, o espaçamento e a opção de uso da irrigação. Já os fatores climáticos não podem ser controlados. “Não podemos interferir na quantidade de chuvas, na radiação solar, nas temperaturas máximas e mínimas, nas geadas e nas chuvas de granizo. E tudo isso afeta a produtividade final da cultura”, explicou.

Reuniões de validação técnica do Zarc

Uma das etapas do trabalho consistiu na análise dos resultados junto com colaboradores externos. Participam técnicos e especialistas de instituições de pesquisa, universidades, Mapa, Banco Central, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Seguradoras, empresas de assistência técnica e extensão rural que atuam nos diferentes estados. Mais de 200 participantes de todo o Brasil, puderam tirar dúvidas sobre a metodologia e verificar a coerência dos resultados face ao que conhecem nas suas respectivas regiões.

As informações coletadas permitem à equipe do estudo fazer ajustes imediatos na metodologia do Zarc antes da publicação da versão final pelo MAPA. Também permitem prospectar necessidades para a pesquisa e desenvolvimento cujos resultados se converterão em inovações e aprimoramentos para o Zarc e para a Gestão de Riscos num futuro próximo. Participante das reuniões de validação, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fabio Faleiro, ressaltou o papel dos estudos do Zarc na formulação de políticas públicas e na minimização de riscos na agricultura relacionados aos fenômenos climáticos. “O Brasil é um país continental, com vários biomas e regiões. Imaginem o desafio desse tipo de estudo, que é complexo”. Ele também destacou a importância econômica, social e ambiental da cultura do maracujá. “É uma das poucas frutas plantadas do Rio Grande do Sul até Roraima com sucesso, e assim o Zarc assume uma importância ainda maior”, afirmou, citando diversas tecnologias que podem impulsionar a cultura, como cultivares mais resistentes a doenças, fertirrigação e a produção de mudas do tipo mudão. Segundo, Eduardo Neves, técnico do Programa Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, “o trabalho do Zarc para maracujá é fundamental para informar o produtor, para que assim ele possa ser mais assertivo em melhores épocas de produção e obter melhores resultados”.

Outro aspecto relevante para o risco de produção mencionado nas Reuniões de Validação foi o vazio sanitário. Em Santa Catarina, por exemplo, o vazio do maracujá compreende o mês de julho em todos os municípios, enquanto outros Estados seguem regras diferentes ou não têm critérios definidos. Os resultados do Zarc são sempre compatibilizados a fim de evitar indicação de plantios em épocas ou locais proibidos pelo vazio sanitário. Há uma necessidade de uniformização dos vazios sanitários para a cultura considerando todo o território nacional.

Os resultados finais, ajustados após as reuniões de validação do Zarc Maracujá são encaminhados ao Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, MAPA, responsável pela publicação das portarias de zoneamento.

Disponibilização dos resultados e benefícios do Zarc no Proagro e Seguro Rural

Os estudos de Zarc atendem aos objetivos do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático e ao Programa Agro Gestão Integrada de Riscos do MAPA. A observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” e nas portarias de Zarc por Estado.
Veja aqui a Portaria nº 294, de 20 de Julho de 2021 do Zarc do Maracujá

Com informações do Mapa, Embrapa e Banco Central.

ZONEAMENTO AGRÍCOLA DA MAMONA: cultura é alternativa de geração de emprego e renda no semiárido nordestino

da Redação

O Diário Oficial da União desta quarta-feira 23, publicou as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc, ano-safra 2021/2022, para a cultura da mamona, oleaginosa com diversas aplicações, como matéria-prima na produção de biodiesel, e até como alternativa econômica na ração do gado; quando os produtores seguem o zoneamento, além de reduzir os riscos ligados às variáveis do clima, eles sabem as melhores épocas dos plantios, e ao seguirem normas científicas e técnicas do Mapa, podem ter benefícios no Pronaf, como no Proagro Mais

O Zarc da mamona inclui cultivares de ciclo mais curto, avaliação do risco de chuva na colheita e ajustes para diminuir os riscos na produção. O estudo foi atualizado em 2020 passando a incluir a atualização dos parâmetros de cultura e ciclos representativos, com extensão do zoneamento da mamona para todos os estados brasileiros, ajuste nos critérios e limites críticos, além da inserção do critério auxiliar de escape para o mofo cinzento em regiões ou épocas chuvosas e da subdivisão do Zarc Mamona Semiárido.

A mamoneira, nome científico Ricinus communis L., apresenta grande tolerância à seca, por isso é excelente alternativa de cultivo no semiárido. Seu plantio não é indicado para regiões com períodos de chuvas muito prolongados, que propiciam o aparecimento de doenças como o mofo cinzento, além de prejudicar a colheita e a qualidade do produto.

A cultura é explorada comercialmente devido ao teor de óleo em suas sementes, com aplicação na área de cosméticos, produtos farmacêuticos, lubrificantes e polímeros. Tradicionalmente cultivada por pequenos produtores no Nordeste brasileiro, expandiu-se no Nordeste e para outras regiões do Brasil devido ao incentivo do Programa Nacional de Biodiesel.

O Zarc

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa.

Produtores agrofamiliares já podem planejar o plantio da soja

da Redação

Publicado Zoneamento Agrícola Safra 2021/2022

Os pequenos produtores de soja podem planejar melhor a safra com os dados climáticos divulgados pelo Mapa; método de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, ZARC, indica os melhores períodos para início da semeadura

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) as portarias de Nº 110 a 125 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo da soja.

A definição da melhor época de plantio da soja com base nos dados climáticos é um trabalho da Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil oficialmente desde 1996, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, e garante a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município.

Mesmo que o plantio mais intenso seja nos meses de outubro e novembro, a divulgação antecipada das portarias do Mapa, auxiliam no planejamento da safra.

Nesta publicação, as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Melhores temperaturas para o plantio da soja

A soja adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme.

Zarc tem o objetivo de reduzir os riscos dos produtores

Sistema permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Complementarmente, no zoneamento da soja, também é considerado o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja, pois o Zarc leva em conta as recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

O que é o Proagro?

O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. O Proagro tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, embora esteja aberto a todos dentro do limite de cobertura estabelecido na regulamentação.

O Proagro possui duas modalidades:

1) o Proagro Mais, que atende aos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
2) o Proagro, que atende aos demais agricultores. Algumas regras são diferentes em cada uma das modalidades. As instituições financeiras (bancos e cooperativas de crédito) são os agentes do Proagro que fazem funcionar o programa.

São elas as responsáveis por contratar e enquadrar os empreendimentos (lavouras) no programa, receber a comunicação de perdas feita pelo produtor, acionar os peritos para fazer a comprovação de perdas e calcular a indenização.

O Banco Central (BC) é o administrador do Proagro e do Proagro Mais e as normas que regulamentam as duas modalidades são aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). É o BC que faz o pagamento das indenizações, repassando os recursos para os agentes do programa.
Para o agricultor não perder o direito à indenização do Proagro ou do Proagro Mais, ele deve estar atento às regras das duas modalidades. O agricultor terá direito à indenização se cumprir as suas obrigações.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal.

O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android
Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa e Banco Central do Brasil.