Termina nesta sexta-feira, 18 de novembro, a 27ª sessão da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP 27. Organizada pelo Governo do Egito, em Sharm El-Sheikh, o seu maior desafio é acelerar a promoção de projetos 100% sustentáveis em todo o planeta, reduzir as agressões ao meio ambiente, diminuir o impacto climático sobre os mais pobres e ajudar a conter o aquecimento global.Em sintonia com os objetivos da COP 27 e a Agenda 2030 da ONU, a CONAFER já realiza ações de sustentabilidade no campo, como o +Pecuária Brasil, um programa de biotecnologia reprodutiva que possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, é resposta à demanda por sustentabilidade ambiental e torna possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. Outro projeto é o Amigos da Floresta, um Acordo de Cooperação Técnica entre a Confederação e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que objetiva a regularização ambiental das propriedades agrofamiliares, envolvendo a implantação da recuperação de florestas e de tecnologias agroecológicas

A primeira edição da COP 27 foi realizada na Alemanha, em 1995, com foco na necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Esse foi o início das negociações que posteriormente culminaram em importantes decisões como o Protocolo de Kyoto (1997), que criou o mercado de carbono.

O ambiente da COP 27 é dividido em duas áreas: a Zona Azul e a Zona Verde, que este ano estão localizadas uma em frente à outra. A Zona Azul é um espaço administrado pelas Nações Unidas dedicado às negociações dos líderes dos países e somente podem entrar participantes credenciados pelo Secretariado da UNFCCC. Já a Zona Verde é administrada pelo governo egípcio, anfitrião do evento este ano, e é aberta ao público registrado. Na programação deste espaço, estão exposições, workshops e palestras com o objetivo de incentivar o diálogo e a conscientização a respeito das mudanças climáticas.

Cenário da COP 27

Um dado preocupante e que deve ser bastante debatido é o fato dos cientistas detalharem que as temperaturas mais altas estão levando a mais “extremos compostos.” Isto é, quando várias ameaças climáticas (como temperaturas extremas e precipitação) ocorrem ao mesmo tempo e no mesmo lugar e/ou repetidas vezes. Um exemplo dos efeitos das altas temperaturas constantes pode ser a redução da umidade do solo, o que vai reduzir igualmente o crescimento das plantas, que diminui as chuvas locais, levando à mais secas e a todas as suas consequências. 

Outra iniciativa global é fortalecer a habilidade da natureza em combater as mudanças climáticas. Isso também significa encontrar maneiras de produzir alimentos de forma mais sustentável e criar fontes de água com resiliência climática. A assistência às comunidades marginalizadas, que são mais afetadas, é outro tema que provavelmente será discutido no Egito.

Insegurança alimentar causada pelas mudanças climáticas na África é um desafio global

Por acontecer na África, a COP 27 traz a discussão para um cenário local, além da extensão para os países árabes do Oriente Médio. Vários especialistas indicam que o encontro em Sharm El-Sheik será crucial para a resposta da África às mudanças climáticas. A conferência representa uma oportunidade para que os países africanos transmitam sua principal mensagem: são as nações mais pobres que sofrem as consequências de mudanças climáticas, apesar de sua contribuição limitada para as emissões globais. Além disso, eles precisam de assistência mais séria para mitigar riscos e danos e atingir metas de emissões zero que são “ambiciosas”.

Agenda de Adaptação visa impactar 4 bilhões de pessoas em comunidades vulneráveis ​​ao clima

Novidade lançada na COP 27, propõe soluções e orçamentos para responder aos contextos climáticos locais ​​contra riscos como calor extremo, seca e inundações. A Agenda de Adaptação de Sharm-El-Sheikh é apoiada por mais de 2 mil organizações em 131 países na campanha Race to Resilience (Corrida para a Resiliência). A novidade descreve 30 Resultados de Adaptação para aumentar a resiliência de 4 bilhões de pessoas que vivem nas comunidades mais vulneráveis ​​ao clima até 2030.

A CONAFER e a sustentabilidade que gera mais valor no campo

Um dos programas mais importantes da CONAFER, e sucesso em todo o país, é o +Pecuária Brasil, que transforma o melhoramento genético em ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano. Cada propriedade beneficiada ao final do programa terá contribuído com a diminuição das emissões de metano (CH4); regularizadas, as áreas de reserva ambiental podem receber projetos de ILF, Integração-Lavoura-Floresta e ILFP, Integração-Lavoura-Floresta-Pecuária, aliando assim o arranjo produtivo e eliminando o passivo ambiental. 

A CONAFER e o fortalecimento da sustentabilidade pela economia florestal

A CONAFER assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o objetivo efetivo de engajamento dos agrofamiliares na regularização ambiental das sua propriedades, envolvendo a implantação da recuperação de florestas e de tecnologias agroecológicas, conforme as diversas ações do plano de trabalho. O programa minimiza um dos gargalos que impede a propriedade rural de fazer parte do processo da bioeconomia, que é justamente a regularização ambiental.

Há muito tempo, os governos vinculam a liberação de crédito, a liberação de documentos, outorgas para produção e comercialização com a condição de estar em dia com o meio ambiente. Um dos objetivos é gerar valor no campo, que ocorrerá pela recuperação de passivos ambientais com aumento do arranjo produtivo que busca na sustentabilidade o modelo ideal de exploração econômica.

Programas da CONAFER vão de encontro às expectativas da COP 27

A COP 27 começou no dia 6 de novembro, e sob as expectativas geradas pelos resultados do relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em fevereiro deste ano. O documento destaca – agora com mais dados em relação ao relatório anterior – os efeitos das mudanças climáticas no planeta. Segundo o IPCC, o cenário de mudanças climáticas se agravou. A COP 27 acontece num cenário de pressão, uma vez que os países estão longe do nível de ambição necessário para alcançar as metas do Acordo de Paris, segundo a ONU.

Ainda na reunião anterior (COP 26), foi tomada uma decisão exigindo que todas as nações apresentassem planos mais fortes anualmente, já a partir de 2022. Nesta mesma edição, os governos concordaram com a necessidade de fornecer mais apoio aos países em desenvolvimento e pediram que o financiamento da adaptação fosse dobrado. Assim, a Confederação está em consonância com os objetivos de promover projetos 100% sustentáveis em todo o planeta, contribuindo para amenizar os efeitos das mudanças climáticas no planeta.

Com informações da Engie.

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