Plantando alimentos, colhendo saúde: sistema imune e a covid-19

Em tempos de pandemia pelo coronavírus, a atenção se redobra para os cuidados com as questões de imunidade e, se reforça quando somos noticiados pela passagem ou perda de algum dos nossos familiares indígenas, levando parte de sua ancestralidade mas, na contrapartida, nos deixando e presenteando com legados preciosos!
Você sabia que, quanto mais forte estiver o sistema imune, mais difícil é para a doença, de qualquer tipo, te derrubar? Que é possível iniciar essa consciência com atitudes que podem elevar a imunidade apenas vivendo em sintonia com a terra e a natureza? Mas o que é a imunidade?
Na biologia, é definida como a capacidade de resistir a um agente causador de doenças. Já o dicionário nos explica a imunologia como o conjunto dos mecanismos de defesa de um organismo contra os elementos que lhe são estranhos!
Então vamos lá! Quando falamos de estímulo e consequente melhoria do sistema imune, muitos imaginam que se trata de algo dificílimo de alcançar. E é justamente o contrário! Não existe fórmula mágica e uma ação isolada, não é capaz de fortalecer o sistema responsável por impedir que um vírus cause um estrago em você.
Para a imunidade, vale o ditado que uma andorinha só não faz verão!
Nem por isso incentivamos que você fique de braços cruzados e com a sensação de que nada pode ser feito. Hoje, exatamente hoje, pode ser um excelente dia para começar! A partir de agora, você terá acesso a estratégias naturais que podem fazer toda a diferença para a manutenção do seu sistema imune e, de quebra, prevenção do coronavírus. Continue com a gente para entender que a presença dos vermes em nosso trato digestivo é crucial para que o nosso sistema imune seja treinado para também, impedir o desenvolvimento de doenças. Exterminar os vermes como estratégia de saúde sem critérios ataca diretamente o funcionamento do nosso intestino. Sem essa capacidade de preservação, todo o nosso corpo entra em colapso.
Nossas células de defesa perdem a capacidade de identificar quem são os inimigos invasores e ficam “malucas”. Começam a entender que o nosso cérebro, nosso sangue e nossos órgãos são os invasores e desencadeiam um ciclo de autodestruição. Assim, temos toda uma avalanche das chamadas doenças autoimunes. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso adotar um estilo de vida que ajude o seu sistema imune, e não que o prejudique ainda mais. Em paralelo, você pode ainda contar com outras estratégias naturais que ajudam não só na prevenção das doenças, como também em seu bem estar geral.


Um remédio natural para a Covid-19


A pandemia que vivemos teve efeitos dramáticos em todos os setores da sociedade.
Estamos falando de perdas materiais, vide o impacto do surto de Covid-19 na economia, e também espirituais — todas elas imensuráveis. É algo que vai além da nossa capacidade de apenas “contabilizar” os estragos. Não há como negar. E, para o bem ou para o mal, o coronavírus mudará tudo ao nosso redor: desde a forma como nos relacionamos e convivemos em sociedade até a prática médica convencional, naturalmente.

Poderíamos ter evitado isso? E como nos preparar para um possível novo surto? A ciência parece ter encontrado respostas bem contundentes para a Covid-19 em um hormônio que também já mostra ser a resposta para muitas outras doenças, que é a vitamina D3. Trata-se de um elemento que é um importante aliado do nosso sistema imunológico, com potencial de ação antiviral, inclusive.
Explicando de forma bem simples e resumida, é mais ou menos assim que funciona:
Nos estágios iniciais da doença, o sistema imunológico é responsável pela eliminação do vírus. À medida em que a doença progride, inflamação e fibrose pulmonar podem surgir, devido à liberação de substâncias chamadas citocinas pró-inflamatórias. As citocinas podem ser arquivadas em maior ou menor grau. Quando o corpo funciona bem, um pouco de inflamação é bom até para proteger o organismo. Porém, quando faltam nutrientes fundamentais, esse processo se perpetua e as citocinas exacerbadas
provocam destruição tecidual mais intensa.
É aí que a vitamina D3 entra, funcionando como uma barreira potente, modulando a expressão dessas citocinas para que tudo funcione na medida certa. Com esse ciclo gerenciado, o resultado negativo da infecção pelo coronavírus, que é justamente essa inflamação exagerada, é interrompido.
E é algo que você, aí da sua casa, pode começar a fazer. Nunca é demais reforçar que, embora a vitamina D possa ser suplementada, é possível melhorar seus níveis de forma natural, por meio da exposição solar. O astro sol nos traz essa oportunidade.
Tomar sol de 10 a 15 minutos diariamente, sem protetor solar, com 80% do corpo descoberto e no horário entre 10h e 15h, faz com que seja mais simples de melhorar o índice de vitamina D no organismo.
E lembre-se: a vitamina D, sozinha, não é a solução de todos os problemas do mundo.
Caminhar ao ar livre, manter o estresse sob controle, praticar atividades físicas e seguir um plano alimentar saudável, também devem estar no nosso plano de manutenção da saúde. A saúde é um combo. Você pode começar com a vitamina D3.

Agora em 2020, uma publicação mostrou que a quercetina fornece proteção abrangente contra a infecção por Streptococcus pneumoniae, podendo fazer mais do que ter essa eficiência contra um vírus, protegendo também contra:


• Fadiga e estresse;
• Dano oxidativo ligado a doença de Alzheimer;
• Pressão arterial;
• Fortalece os vasos sanguíneos; e
• Diabetes e melhora na obesidade.


Quercetina no prato


Os alimentos considerados funcionais pela presença da quercetina possuem ação anti-inflamatória e anti-histamínica que ajudam a proteger contra doenças cardíacas e aliviam alguns sintomas de problemas alérgicos, como coriza, urticária e inchaço dos lábios. As fontes alimentares são a sua primeira escolha, porque ela é encontrada especialmente em:

  • Cebola roxa;
  • Cebola branca;
  • Pimentão verde;
  • Maçã vermelha;
  • Alface americana;
  • Tomate.

Talvez você já esteja convencido, a essa altura, de que a verdadeira prevenção está no fortalecimento do nosso sistema imune e, vai ver como você pode fazer isso com plantas que estão ao seu alcance. Essas raízes, folhas e frutos, que você encontra no quintal da sua casa, na sua agricultura familiar, podem reparar as rachaduras de nosso muro, que é o nosso sistema imune, para que nenhuma infiltração ocorra. Sem
infiltração, a estrutura, ou sua saúde, continuam fortes.
A planta apresentada hoje é bastante popular no Brasil, mas também na Índia, onde suas propriedades medicinais já foram testadas: o inhame (Dioscorea).
Isso mesmo. Esse tubérculo, que é a base da alimentação em muitos países das Américas, África e Ásia, é ultrapotente no fortalecimento do sistema imune. Rico em vitamina C, betacaroteno e vitaminas B6 e B9, a raiz fortifica os gânglios linfáticos, que
são responsáveis pelas suas defesas do sistema imunológico, deixando o corpo mais forte contra vírus, como o Corona vírus ou Covid-19.
Um estudo realizado na China mostrou que o extrato da planta aumentou significativamente as defesas de animais em 30 dias de tratamento. E, para aumentar
ainda mais seus muros de proteção, segue abaixo uma receita de suco com inhame e outros ingredientes poderosos no combate a doenças, como limão, casca de abacaxi e açafrão.


Receita do suco da superimunidade


• 1 inhame pequeno descascado;
• 1 xícara de casca de abacaxi;
• 1 limão;
• 1 colher de café de pó de açafrão;
• Bata tudo e beba, coe se preferir.


Cada ingrediente tem uma função no seu organismo. Ao lado do inhame, a casca do abacaxi vai aumentar as barreiras contra invasores. O suco de limão vai fornecer parte da vitamina C de que o seu corpo precisa e o açafrão funciona como um anti-inflamatório que ainda vai varrer os radicais livres (a sujeira do organismo) para fora do seu corpo.
Não dá para esquecer que nossa imunidade pode ser fortalecida através da terra que produz os produtos necessários juntamente com o sol!

Secretaria de Agroecologia da CONAFER lança campanha “Plantando Alimentos, Colhendo Saúde”

da Redação

A SEAGRO, Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, por meio de sua equipe de coordenação de saúde, vai trazer toda semana as melhores práticas na prevenção de doenças e cuidados na alimentação

A campanha “Plantando Alimentos, Colhendo Saúde” busca resgatar os saberes populares que sempre foram cultivados em comunidades, as quais utilizavam seus alimentos como o seu próprio remédio. Nosso propósito é recuperar esses valores pelo conhecimento da cultura tradicional. 
O espaço da horta e o ambiente do cultivo é também um lugar de socialização, bem-estar e um caminho de benefícios que a nossa saúde não pode abrir mão. Saber de onde vem nosso alimento e conhecer suas vantagens é fundamental para uma vida saudável. Mas é na sustentabilidade deste sistema alimentar que encontramos o seu maior valor, pois a agroecologia além de produzir nosso alimento, mantém o nosso espaço ambientalmente saudável.

Diversas cartilhas vão orientar sobre alimentação e cuidados na saúde

Semanalmente vamos publicar as dicas e as melhores maneiras para auxiliar na prevenção de doenças e manutenção da saúde, as queixas principais, educação alimentar e outras maneiras de intervenções, pensando sempre no que temos de possibilidades no quintal da nossa casa ou no espaço verde de um apartamento.
O foco da campanha é trazer conteúdos alternativos e educadores como alimentos saudáveis que ajudam a amenizar sintomas, como utilizar e cultivar as ervas medicinais, informativos sobre manutenção de saúde e prevenção de doenças.

O propósito da SEAGRO é ajudar as pessoas a cuidar da saúde de maneira natural, buscando resultados pela fitoterapia e práticas comuns, terapias que adotam o uso interno de substâncias de origem vegetal e mineral, as hortas domésticas e orgânicas, facilitando o acesso da população a alimentos com qualidade garantida.
Este alimentos livres de agrotóxicos e outras toxinas que fazem mal ao nosso organismo, se contrapõem às práticas populares de plantio do alimento, e que teve um grande declínio principalmente devido a urbanização, pois com o tempo e a falta de espaços físicos, a população foi se afastando dessas atividades agroecológicas.
Gostaríamos ainda de propor medidas de retomadas às hortas domésticas, que podem ser consideradas promotoras da saúde, além de serem econômicas e mais saudáveis. Sendo assim, a campanha “Plantando Alimentos, Colhendo Saúde”, nasce com o objetivo de incentivar as pessoas a optarem pelos alimentos naturais, buscando-os bem próximos e no seu cotidiano.
A proposta traz consigo métodos de interação com o público por meio de cartilhas, vídeos e outros meios de comunicação, de forma criativa e de fácil compreensão. As cartilhas terão conteúdo como dicas e explicações de maneira interativa e dinâmica utilizando recursos de linguagem como o “Você sabia?”. 
Faremos também podcasts com conteúdos de 5 a 7 minutos, em um bate- papo informal para esclarecer os assuntos abordados. Tais recursos serão utilizados para facilitar a comunicação com mais conteúdos e informações aos afiliados da CONAFER e à comunidade em geral. Como parte da campanha, traremos a proposta de um calendário anual elencando datas importantes relacionadas à saúde e ao meio ambiente.

Sobre a SEAGRO

VOCÊ SABIA?

Que nós da SEAGRO entendemos e acreditamos na produção de alimento saudável e sustentável, nas famílias envolvidas no cuidado do plantio, em um movimento que consegue interligar outros eixos centrais como o trabalho digno, o empoderamento feminino e a luta pela democracia?
Além disso, não podemos deixar de lembrar nesse momento tão difícil para o meio ambiente brasileiro, da nossa Floresta Amazônica e Pantanal mato-grossense, onde seguem com toda a riqueza de sua biodiversidade ameaçadas nas queimadas desenfreadas e criminosas, consequências aos desmatamentos irregulares nessas regiões.

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CONAFER apoia todos os semeadores da agroecologia


Lutamos e seguimos acreditando nas palavras assertivas de Ana Primavesi, inspiradora do Dia Nacional da Agroecologia comemorado no dia 3 de outubro em homenagem ao seu nascimento, em 1920. Ana Primavesi foi engenheira agrônoma, escritora e uma referência nos avanços de pesquisas sobre o manejo do solo de maneira ecológica. 
Para esta mulher visionária, “sem a natureza não existimos mais, ela é a base da nossa vida. Lutar pelas florestas, lutar pelas plantas, lutar pela agricultura, porque se não vivermos dentro da agricultura, vamos acabar. Não tem vida que continue sem terra, sem agricultura!”

História em quadrinhos apresenta caminhos para a pecuária sustentável

FONTE: Amigos da Terra
“Caminhos Sustentáveis da Pecuária – Cartilha de Boas Práticas para o Produtor Rural”, lançada pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira pretende contribuir para que produtores rurais tirem dúvidas sobre o Código Florestal, se regularizarem e, dessa forma, atendam a crescente demanda dos consumidores por produtos livres de desmatamento ilegal. A cartilha foi lançada durante Workshop para imprensa “A Lei Pegou!”, que aconteceu em São Paulo, no dia 13 de junho deste ano.
Apontado como principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, o setor produtivo da pecuária é também o que mais pode contribuir para a mudança desse cenário de degradação e mudanças climáticas.  Por isso, desde 2012, a Amigos da Terra tem buscado formas de dialogar com o setor para a implementação da legislação ambiental vigente e em busca de novos padrões de compra no mercado consumidor.
Para Mauro Armelin, diretor executivo da organização, “trabalhar com toda a cadeia de produção da carne, do pecuarista ao varejista, da cria até a engorda sempre atento as questões socioambientais é a chave para promovermos a criação de animais de forma responsável na Amazônia, cumprindo todas as normas estabelecidas pelo código florestal e criando oportunidade de desenvolvimento econômico para a região”.
Dividida em duas partes, a cartilha apresenta uma história em quadrinhos de dois produtores rurais que conversam sobre o Código Florestal e as conveniências da regularização ambiental porteira adentro. No final é possível encontrar uma seção de pergunta e respostas com os principais trechos da legislação ambiental.
Pedro Burnier, gerente do Programa Agropecuária da Amigos da Terra, ressalta que a cartilha “utiliza uma linguagem simplificada que pretende sanar as dúvidas sobre tópicos considerados relevantes como Reserva Legal, desmatamento, Cadastro Ambiental, entre outros”.
A cartilha convida todos envolvidos na cadeia da carne para que façam parte da mudança em prol de uma pecuária sustentável. A versão digital está disponível em www.amigosdaterra.org.br/cartilha. Interessados em distribuir o material devem enviar um e-mail para [email protected]