CONAFER e CURSOS CPT: instituição atuante há 35 anos na educação profissional vai oferecer desconto de 30% em 800 cursos

da Redação

Em reunião realizada no mês de agosto, entre a CONAFER, representada pela sua Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, a SEAGRO, e o Cursos CPT, foi firmada uma parceria para que a respeitada instituição educacional, uma das marcas mais importantes do país na formação profissional por meio de EAD, possa disponibilizar os seus 800 cursos aos colaboradores e associados da Confederação. Além do abatimento de 30% em cada curso, os combos profissionalizantes (combos de cursos online) terão 50% de desconto

O Cursos CPT está há mais de 3 décadas atuando em alto nível no ensino técnico-profissionalizante, com ênfase no setor de agronomia e agroecologia. Em parceria com grandes universidades e centros de pesquisas, desenvolve cursos assinados por especialistas, mestres e doutores. Todos os cursos são 100% online, e hoje já são mais de 1,4 milhão de alunos certificados.

Desde o início, nas primeiras conversas, houve uma grande receptividade e interesse do CPT em selar uma parceria com a CONAFER. Como sugestão, os parceiros estão desenhando um código de desconto para os colaboradores e filiados. Todos poderão acessar a plataforma de cursos disponível através do site www.cpt.com.br, e ao finalizar a compra do curso escolhido, bastará inserir o cupom para receber um desconto exclusivo.

Jéssica Camargo, secretária da SEAGRO, diz que “diante desta parceria, podemos incentivar nossos colaboradores e filiados a buscar pela educação e aprimoramento nas mais diversas áreas profissionalizantes, e ao mesmo tempo ampliar a atuação do CPT, alavancando o número de alunos e a procura pelos seus cursos. O CPT já está desenvolvendo a mecânica da parceria para implantar o cupom com código de desconto, e daí poderemos divulgar e iniciar os trabalhos o quanto antes para garantir mais educação e capacitação ao nosso segmento”.

Sobre o CPT

Diante das novas tecnologias de ensino e capacitação profissional à distância, o Curso CPT se destaca dentre os demais formatos por ser inédito, objetivo, prático e eficiente, além de oferecer grande número de informação em um curto espaço de tempo. Atualmente o CPT possui em seu acervo mais de 800 cursos de capacitação profissional, nas mais diversas áreas de atuação.

O CPT tem como missão levar a formação pessoal e profissional aos brasileiros, sistematizando informações, mostrando a prática em linguagem acessível, oferecendo uma excelente capacitação à distância, superando a expectativa do aluno, com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida e o meio ambiente.

Em sua visão, o CPT trabalha para ser a melhor instituição educacional na promoção e excelência do ensino profissional, atuando diretamente e fazendo a diferença no crescimento pessoal de seus alunos. Por isso, o slogan: Realizando Sonhos e Construindo Histórias de Sucesso.

Relatório da CPT mostra ofensiva ainda mais intensa contra indígenas e relação de conflitos com terra e água, destaca FIAN

FONTE: FIAN
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório Conflitos no Campo Brasil 2019.
A 34ª edição mostra que a violência no campo aumentou em relação a 2018. O número de assassinatos cresceu 14% (de 28 para 32). As tentativas de assassinato passaram de 28 para 30 (crescimento de 7%) e as ameaças de morte subiram de 165 para 201 (mais 22%).
“A publicação registra o número mais elevado de conflitos no campo dos últimos cinco anos e como se agrava a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas no Brasil”, alerta a secretária-geral da FIAN Brasil, Valéria Burity. “Todos esses dados nos deixam ainda mais alertas, porque são gravíssimos.”
As sete lideranças indígenas assassinadas em conflitos no campo representam o número mais elevado dos últimos 11 anos, de acordo com o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT. Outros dois indígenas foram mortos em 2019.
Valéria lembra a estreita relação de parte desses conflitos com sistemas alimentares e a disputa por água e terra que esses sistemas geram. Oitenta e quatro por cento dos assassinatos registrados ocorreram na região amazônica. Os conflitos pela água registraram um salto de 77% em relação aos 276 do ano passado – número que representavam o recorde até então.
“Além disso, vivemos graves retrocessos de garantia de direitos no Brasil, o que inclui o direito à alimentação, e a FIAN vem denunciado como violência e criminalização são instrumentos de contenção das lutas sociais”, acrescenta a representante da entidade.
A publicação abrange os primeiros 12 meses do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), período em que ocorreu também o crime socioambiental da Vale em Brumadinho (MG).
A CPT destaca como grandes empresas têm provocado graves violações de direitos humanos. “Apesar disso, crimes como os que ocorreram em Mariana e Brumadinho nos mostram como estas empresas restam impunes”, critica Valéria Burity.
Conflitos no Campo Brasil 2019 relaciona, ainda, a violência constatada com ações e omissões que se deram no primeiro ano do governo Bolsonaro, a exemplo da transferência para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) da responsabilidade pelo processo de demarcação de terras indígenas, que antes era da Fundação Nacional do Índio (Funai).
O relatório capta o contraste entre as ocupações/retomadas e acampamentos, em quantidade reduzida, e as ações de protesto e reivindicação, que totalizaram 1.301, soma recorde para uma década de série histórica. Para a Pastoral, isso traduz não o arrefecimento da luta das comunidades e movimentos sociais do campo, e sim uma tentativa de manter a resistência diante de um cenário fortemente adverso, “marcado pela total paralisação da política de Reforma Agrária e, mais grave, pela classificação institucional – de forma destacada nas palavras do presidente da República – dos  movimentos sociais do campo como ‘criminosos’, ‘terroristas’ e ‘inimigos do Estado’”.

Violência contra mulheres no campo cresce 377% em 2018; casos incluem tentativas de assassinato e criminalização

FONTE: De Olho nos Ruralista
Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta 482 casos de camponesas, indígenas e quilombolas impactadas pela violência no campo; invisibilização social e dificuldade no acesso a políticas públicas são os principais desafios

Lançado na sexta-feira (12/04) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), o relatório Conflitos no Campo Brasil 2018 traz dados alarmantes sobre o aumento da violência no contexto da luta pela terra. No último ano, foram registrados 964 conflitos agrários, que resultaram em 25 mortes de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas.
Esse território sob disputa abarca uma área de 39 milhões de hectares, equivalente ao tamanho da Noruega, impactando as vidas de 590 mil brasileiros e brasileiras – sem levar em conta conflitos trabalhistas e pela água.
Mas os dados são ainda mais alarmantes em relação às mulheres do campo. Segundo o levantamento da CPT, no ano passado 482 mulheres foram vítimas de violência em decorrência de conflitos agrários, um aumento de 377% em relação a 2017.
A carga desses confrontos recai com mais força em cima das camponesas, entre outros motivos, por elas representarem o centro da família e do cuidado com as crianças. “Elas, ao verem destruído o local de sua habitação e trabalho, carregam consigo a dor e a angústia das crianças que estão sob sua responsabilidade”, afirma o relatório.

AMEAÇAS VÃO DE TENTATIVA DE ASSASSINATO À CRIMINALIZAÇÃO

Entre as mulheres vítimas da violência no campo em 2018, 36 foram ameaçadas de morte e seis sofreram tentativas de assassinato. Além delas, outras seis foram feridas durante tentativas de despejo, duas denunciam ter sido torturadas e uma sofreu aborto. O relatório também aponta para a morte de duas mulheres em decorrência de conflitos agrários.
Outro aspecto que fica evidente no levantamento da CPT é o aumento da criminalização da luta pela terra. Ao todo, 15 mulheres foram presas durante ações policiais. Em março de 2018, outras 400 camponesas foram detidas durante a ocupação de uma fábrica da Nestlé em São Lourenço (MG), em denúncia aos projetos de privatização da água no país. Na ocasião, as manifestantes foram mantidas por horas dentro de ônibus e obrigadas a passar por revista.
A grande maioria dessas mulheres são camponesas sem-terra. No entanto, os casos também incluem 13 indígenas, oito quilombolas, duas advogadas e duas agentes de pastoral. Do total de registros de violência contra mulheres no campo, 20 foram cometidos contra lideranças de movimentos ou de comunidades.

De acordo com o relatório Conflitos no Campo Brasil 2018, as mulheres ainda enfrentam mais restrições do que os homens no acesso à água, à titulação das terras, ao crédito rural, à assistência técnica e à compra de sementes. Elas também são mais discriminadas no mercado de trabalho e ocupam a maior parte dos serviços não remunerados, sendo especialmente prejudicadas pela proposta de reforma da Previdência em discussão no Congresso, que pretende igualar a idade de aposentadoria rural entre homens e mulheres em 60 anos.

INVISIBILIZAÇÃO AINDA É DESAFIO PARA MULHERES DO CAMPO

Um dos casos relatados na publicação da CPT é o de Verônica Pereira Milhomem, que perdeu seus dois  filhos, dois irmãos, além de dois sobrinhos e uma cunhada no massacre de Pau D’Arco (PA), em abril de 2017.
O quadro de saúde de Verônica, que era diabética, se deteriorou após o crime. Dependente da ajuda financeira dos filhos assassinados e sem nenhum amparo do Estado, ela faleceu em fevereiro de 2018.
Essa invisibilização das mulheres no campo brasileiro também é trazida pelo novo relatório da CPT, assim como a ressignificação dos papéis e lugares assumidos por elas nos conflitos. “As alternativas reais requerem processos de mobilização e organização das mulheres, bem como visibilidade das notificações e subnotificações de violências sofridas por elas no campo, e pelo acesso à informação, para que se reforce a conscientização sobre o tema e sua desnaturalização”, conclui o documento.