Agricultura: suspensão de venda de carne bovina para a China é temporária

FONTE: IstoÉ
O Ministério da Agricultura informou nesta segunda-feira, 3, que a decisão de suspender as exportações de carne bovina para a China é “temporária”. “A suspensão temporária protocolar é uma medida automática, prevista em documento de 2015 assinado com a China”, disse a assessoria da pasta. “Como se trata de medida protocolar – e não de risco sanitário – a expectativa é que logo se levante o embargo. Em tempo razoável para que as autoridades chinesas avaliem os documentos já entregues pela embaixada de Pequim ao governo chinês.”
A suspensão das vendas do produto para a China se deve ao caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) confirmado em Mato Grosso pela pasta no dia 31 de maio. A doença é conhecida popularmente como “mal da vaca louca”.
Sobre as negociações do Ministério da Agricultura para retomada de exportações de carnes para Ásia, a assessoria disse que são questões independentes

Conversas entre EUA e China inibem exportações de soja do Brasil em março

FONTE: Exame
No mesmo período de 2018, país colhia safra recorde e a guerra comercial entre Pequim e Washington começava a ganhar fôlego
As exportações de soja do Brasil podem cair em março ante igual mês do ano passado, em meio a notícias de vendas da oleaginosa dos Estados Unidos à China, pouco interesse de brasileiros em negociar e pela própria produção menor no país, segundo especialistas e dados da programação de navios.
O cenário para março, que pode inibir também os negócios nos próximos meses, segundo especialistas, contrasta com a situação de um ano atrás. Nesta época em 2018, o Brasil colhia uma safra recorde e a guerra comercial, que posteriormente levaria Pequim a recorrer à oleaginosa brasileira em vez da norte-americana, começava a aparecer no radar.
Embora a disputa entre as duas maiores economias do mundo não esteja totalmente resolvida, algumas compras de soja têm sido acertadas entre as partes, enquanto uma trégua comercial foi estabelecida e as negociações continuam.
Há uma semana, a China se comprometeu a comprar mais 10 milhões de toneladas de soja norte-americana, segundo uma autoridade do USDA, o que indica mais competição para o Brasil.
Em janeiro, por exemplo, as importações da commodity norte-americana pelos chineses já quase dobraram ante dezembro, ainda que os volumes tenham continuado relativamente pequenos.
É nesse sentido que o mercado brasileiro passa a considerar impactos em suas exportações da commodity.
“Temos 7,3 milhões de toneladas de soja nos line-ups (de navios no Brasil). Seguramente, já um pouco afetados pelas compras de soja americana (pela China)”, disse Frederico Humberg, presidente da comerciante de grãos Agribrasil.
Caso se confirme, o volume ficaria abaixo dos quase 9 milhões de toneladas de março de 2018, ano em que o Brasil bateu recorde de vendas externas da oleaginosa, com cerca de 84 milhões de toneladas.
Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, “a preocupação é muito grande… porque agora vamos ter de competir com eles (EUA) no primeiro semestre”.
“Eles estão fechando pequenos acordos com a China, mas estão soltando aos poucos seus estoques. Alguém com quem você nunca disputou no primeiro semestre, agora vai ter de disputar. E esse estoque norte-americano vai ter de sair de algum jeito”, afirmou Mendes.
Em se tratando de vendas de soja, os EUA são geralmente mais fortes no último trimestre do ano, logo após a colheita local. Mas em 2018 comercializaram uma quantidade muito pequena em virtude da guerra comercial com a China, seu tradicional comprador de soja.
Com isso, passaram a deter estoques recordes de soja, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
“Está todo mundo (nos EUA) esperando a guerra comercial ser finalizada para vender soja… O acordo que vai ser costurado é que vai ser o problema”, comentou o analista Tarso Veloso, da Arc Mercosul, em Chicago, especulando sobre se a negociação levaria em conta os volumes estocados da safra velha.
“Hoje os americanos estão muito confiantes de que vão dar a volta e de que vão sair por cima dos brasileiros.”

Questões internas

Se lá fora a competição com os EUA levanta receios, no Brasil o interesse por vender também atrapalha o escoamento da safra, cuja colheita está bem adiantada na comparação anual.
Fraqueza nas cotações na Bolsa de Chicago e um dólar pouco interessante a negócios têm levado produtores a segurar as vendas já há algumas semanas.
“O pessoal não está vendendo nada. Semana passada o prêmio melhorou e depois caiu. As pessoas que tinham compromisso fizeram (a venda) por necessidade. Ninguém está querendo vender. Esses preços de agora não remuneram a atividade. A colheita está antecipada em 15 dias. (Historicamente) as pessoas não têm vencimentos ainda neste momento”, disse o diretor-presidente da cooperativa Coacen, em Sorriso (MT), Evandro Lermen.
Uma fonte de um grande empreendimento agrícola na região de Nova Mutum, também em Mato Grosso, principal Estado brasileiro produtor de soja, disse que as poucas vendas realizadas têm sido da “mão para a boca”, uma vez que os produtores aguardam melhores momentos.
“Alguns negócios começaram a sair, pois certos produtores não têm como estocar a soja… O produtor que vendeu é o que tem que pagar contas. Estamos com 45 por cento da safra vendida. É o que eu precisava vender. Os 55 por cento que restam eu consigo guardar”, acrescentou a fonte, pedindo anonimato.
Em paralelo, algo que também prejudica as exportações brasileiras de soja, mesmo que pontualmente, é a própria safra menor no país.
Esperava-se que o país colhesse um recorde de mais de 120 milhões de toneladas de soja em 2018/19, mas a seca e as altas temperaturas entre dezembro e janeiro afetaram as lavouras em diversas regiões, sobretudo no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
Na mais recente pesquisa da Reuters, consultorias e entidades projetaram uma colheita de 114,6 milhões de toneladas, queda de 4 por cento frente 2017/18.

Cresce a demanda de produtos saudáveis no mercado internacional

FONTE: Segs

As superfoods têm se tornado cada vez mais populares fora do Brasil
Alguns alimentos contém propriedades com alto valor nutricional. Entre eles estão o óleo de coco, a chia e o açaí. O consumo dessas iguarias promove bem-estar, otimiza o metabolismo, possui antioxidantes e esses produtos estão, cada vez mais, presentes no cardápio dos estrangeiros. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica, o mercado orgânico europeu cresceu dois dígitos e a área de plantação atingiu 13,5 milhões de hectares em 2016.
“Acreditamos que o consumidor global está cada vez mais preocupado com sua alimentação. Nos oferecemos qualidade de forma prática e saudável”, afirma Georgios Frangulis, CEO e fundador da OAKBERRY, fast food de alimentação saudável que tem como foco o açaí. A rede possui mais de 90 unidades espalhadas pelo Brasil, além de estar presente nos Estados Unidos e na Austrália. Em 2019 a empresa pretende expandir para países da América do Sul e Europa, considerados terrenos férteis para a área de alimentação saudável.
O mercado mundial de alimentos orgânicos e bebidas deve chegar a 320,5 bilhões de dólares até 2025, segundo um novo relatório da Grand View Research. O estudo também revela que os consumidores europeus gastam mais dinheiro com produtos saudáveis e orgânicos, o que reflete a mudança de hábitos da população e o quão importante é aumentar a inserção de estabelecimentos que supram esse consumo. “O açaí já é conhecido como um ‘super alimento’, cheio de benefícios, e diversos países estão abertos a experimentar tendências mundiais”, afirma Georgios.
Sobre a OAKBERRY
A OAKBERRY Açaí Bowls nasceu em 2016 para atender a um nicho de mercado ainda pouco explorado, o fast food de alimentação saudável. O portfólio da rede apresenta bowls e smoothies de açaí em três tamanhos – 350ml, 500ml e 700ml – como acompanhamento mais de 15 toppings e algumas opções extras – desde os mais básicos como banana, granola de castanha e mel até chia, whey protein, pasta de amendoim e paçoca sem açúcar. Atualmente a rede conta com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande Sul, Paraná,Orlando, Miami e Austrália somando mais de 90 operações. Há planos de expansão para todas as regiões do Brasil e também para outras áreas do exterior. Com investimento inicial de R$300 mil, a rede faturou R$32 milhões em 2018, em 2019 o objetivo é que o faturamento fique próximo a R$90 milhões.

Rússia manda Brasil reduzir agrotóxicos na soja. Caso contrário, deixa de comprar

FONTE: Sul 21
Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) anunciou ontem (31) que poderá suspender a importação de soja brasileira. A medida se deve ao descumprimento pelos produtores brasileiros dos limites de agrotóxicos nos grãos estabelecidos pelas autoridades de saúde russas.
O órgão informou ainda que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) já foi comunicado de que deverá tomar providências urgentes. A Rússia é o quinto maior importador da soja brasileira, ficando atrás da China, Espanha, Holanda e Irã.
O anúncio cai como uma bomba sobre a pasta comandada pela ruralista Tereza Cristina (DEM-MS), a “musa do veneno”. O apelido foi dado por parlamentares devido aos esforços da então presidenta da comissão especial que aprovou o Pacote do Veneno, deixando-o pronto para votação no plenário da Câmara. O Pacote tem como objetivo facilitar ainda mais o registro, produção, comercialização e aplicação de agrotóxicos.
“Apesar de não ter conseguido aprovar o Pacote do Veneno, a ministra Tereza Cristina está usando o seu cargo para acelerar a entrada de agrotóxicos extremamente tóxicos no mercado brasileiro. Uma prova disso é que só em janeiro foram liberados 28 agrotóxicos e princípios ativos, entre eles, o Sulfoxaflor, que já foi banido nos Estados Unidos e agora só pode ser usado por lá em condições altamente controladas”, disse Marcos Pedlowski,  professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense
(Uenf) e colaborador do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Universidade de Lisboa.
O lobby do veneno ganhou muito espaço no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Na última terça-feira (29), o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), William Dib, disse que a agência precisa analisar a segurança dos agrotóxicos, mas que o país também “não pode virar as costas ao agronegócio”.
Ao jornal Folha de S.Paulo, ele disse que “não podemos colocar em risco nem o consumidor nem o aplicador do agrotóxico. Mas também não podemos virar as costas. O Brasil hoje paga suas contas graças ao agronegócio, à exportação, a uma produção que, provavelmente, se retermos os agrotóxicos, não teríamos. Temos que fazer isso com bom senso e segurança”.
“Faz algum tempo que venho alertando para os riscos que as principais commodities brasileiras estão correndo de sofrer um boicote generalizado de seus principais parceiros comerciais, entre outras coisas pelo excesso de resíduos de agrotóxicos, que ultrapassam os limites estabelecidos em outras partes do planeta”, disse Pedlowski.
Para ele, outras medidas semelhantes deverão ser tomadas por outros países. “Se a Rússia que é mais permissiva com agrotóxicos sinaliza assim, a União Europeia será quase que forçada a seguir”.Continue reading