CONAFER saúda as mãos que alimentam o mundo

da Redação

Hoje é o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Nesta data, o mundo reforça a luta das mulheres agricultoras. No Brasil, são aproximadamente 14 milhões de mulheres que buscam atenção especial para a segurança, saúde, água e terra, entre outras questões de extrema relevância

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, com intuito de elevar a consciência mundial sobre o importante papel da mulher do campo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres constituem 40% da mão de obra agrícola nos países em desenvolvimento. Segundo a FAO, as milhões de mulheres agricultoras, representa 10% do total de mulheres ocupadas na América Latina.

O último censo agropecuário apontou que há 1,7 milhão de mulheres no Brasil que se autodeclaram chefes de um empreendimento rural. A proporção das chefes de empreendimentos subiu de 12,6%, em 2006, para 18,6%, em 2017. Segundo o IBGE, elas são produtoras, gerentes e responsáveis diretas pelas principais atividades nas propriedades.

Agricultora Familiar segura um pé de milho Prudentopolis – Paraná. Foto: Portal ODS

Em 2020, ONU pede atenção para “sofrimento desproporcional” das mulheres rurais

Este ano, a ONU marca a data com o tema “Construindo a resiliência das mulheres rurais na sequência da Covid-19”, que pretende despertar a consciência das pessoas sobre os desafios, as necessidades e o papel social do grupo.

As mulheres rurais trabalham como agricultoras, assalariadas e empresárias em favor do desenvolvimento. Estatísticas da ONU realçam que elas são um quarto da população mundial. Porém, somente a quinta parte das mulheres do planeta é proprietária de terras. No campo, a outra desvantagem do grupo é a disparidade salarial entre os dois sexos, que chega a 40%.

Foto: Agraer

As contribuições das mulheres rurais se estendem para a produção agrícola, segurança alimentar, nutrição, gestão de terras, recursos naturais e construção de resiliência climática. Estão na linha de frente da resposta à pandemia, prestando também cuidados não remunerados e trabalho doméstico.

As trabalhadoras rurais desempenham um papel essencial para a agricultura familiar e às economias local e nacional, além de garantirem a preservação das identidades culturais, dos conhecimentos tradicionais, de práticas sustentáveis, da agroecologia e do bem viver.

Foto: Blog da Saúde

Neste Dia Internacional da Mulher Rural, a CONAFER reforça o papel e a contribuição fundamental das mulheres de áreas rurais, indígenas e quilombolas para o desenvolvimento agrícola, segurança alimentar e erradicação da pobreza rural. O objetivo é somar esforços para a melhoria da qualidade de vida das mulheres no campo, que sofrem com o preconceito e a desigualdade de oportunidades.

Quem cuida do planeta merece todas as homenagens

9 de Agosto. Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Eles são os guardiões das matas e das florestas, dos rios e do mar, do cerrado e do pantanal, dos pampas e do deserto, das montanhas e das planícies.
A importância dos povos originários é tão grande para o planeta, que a ONU criou o Dia Internacional dos Povos Indígenas para lembrar do compromisso das nações pela garantia da autodeterminação e os direitos humanos de todas as etnias indígenas do mundo.

Em muitos momentos da história os povos originários foram dominados e retirados de seus territórios depois da descoberta da América. Nos últimos 500 anos, milhões foram dizimados por doenças infecciosas transmitidas pelos colonizadores e outros milhões expostos a um genocídio que permanece até hoje. Mas muito maior que as adversidades, é a luta e a força dos povos indígenas, que resilientes, buscam de forma autodeterminada e livremente, o protagonismo no seu desenvolvimento econômico, social e cultural.

No artigo 1º da Declaração dos Direitos Humanos é garantido aos indígenas “o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.”
No artigo 5º, “os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado”.

Assegurar os direitos dos povos originários e a sua autonomia para se desenvolverem, é a forma mais segura de garantir a sustentabilidade do planeta, pois a conservação dos seus territórios é decisiva na proteção do meio ambiente e condição fundamental para manter o equilíbrio dos ecossistemas. Por isso, temos que agradecer todos os dias aos povos indígenas por cuidarem do nosso planeta.

Veja aqui a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Capa: Portal Cultura

Parabéns às guerreiras da agricultura familiar

Homenagem da CONAFER pelo Dia Internacional da Mulher.
Todo o nosso reconhecimento pelos direitos e o respeito às trabalhadoras do campo, assentadas, campesinas, pescadoras, artesãs, quebradoras de coco babaçu, quilombolas, indígenas, agricultoras companheiras de luta pela liberdade de produzir e extrair da terra o alimento de uma nação inteira.

11 DE FEVEREIRO: DIA INTERNACIONAL DE MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

da Redação

A INTUIÇÃO FEMININA E O CONHECIMENTO PRODUZEM A CIÊNCIA DO FUTURO.

Mais mulheres estudam. Mais meninas aprendem. Na cidade e no campo, onde a agricultura 4.0 chegou com o protagonismo feminino, aumenta o espaço das mulheres na produção com tecnologia. Quanto mais avança a ciência, mais o universo feminino a invade. Hoje, as principais descobertas da astronomia, da física, da biologia, da genética, em todas as áreas têm a participação maciça de mulheres e meninas. Quando se chega no limiar das fronteiras do conhecimento, nada melhor que a intuição feminina para ultrapassá-las.

CONAFER participa do I Simpósio Internacional da Agricultura Familiar

Com fotos de Cláudia Desly e produção audiovisual de Eduardo Colgan
Entre os dias 21 e 24 de novembro uma comitiva da CONAFER esteve presente no I Simpósio Internacional da Agricultura Familiar que aconteceu em João Pessoa na Paraíba discutindo o futuro do setor. Confira o vídeo e as fotos do evento!

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Biotecnologia: Brasil apoia declaração internacional sobre aplicação agrícola

FONTE: ÉPOCA

Segundo o Ministério da Agricultura, assinatura representa o compromisso de apoiar políticas que estimulem a inovação agrícola.

Colheitadeira corta cana-de-açúcar em campo na propriedade do Grupo Moreno em Ribeirão Preto ; safra agrícola ; agricultura ;  (Foto: Nacho Doce/Reuters)
O Ministério da Agricultura informou que o Brasil assinou no início de novembro, em Genebra, a Declaração Internacional sobre Aplicações Agrícolas de Biotecnologia de Precisão.
A declaração foi apresentada ao Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (WTO-SPS, sigla em inglês) pela Argentina, com o copatrocínio da Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.
“É um compromisso de apoiar políticas que estimulem a inovação agrícola, incluindo a edição de genoma”, disse a pasta, em nota. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, a inovação agrícola tem papel importante no aumento dos rendimentos e da produtividade.
“Com essa declaração, os países buscam minimizar as barreiras desnecessárias ao comércio relacionadas à supervisão regulatória de produtos de biotecnologia de precisão”, disse a Agricultura.