+PECUÁRIA BRASIL: lançado em Quixeramobim, o programa inédito de melhoramento genético atingirá 11 municípios do Ceará

da Redação

A CONAFER e a SDA, Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará, assinaram nesta quinta-feira, 14 de outubro, um acordo de cooperação técnica que envolve 11 municípios para distribuição de 3 mil doses de sêmen pelo programa +Pecuária Brasil. A cerimônia de lançamento ocorreu na manhã de ontem, quinta-feira 14 de outubro, em Quixeramobim, município a 250 km da capital Fortaleza. Além dos pecuaristas agrofamiliares quixeramobimenses, também serão beneficiados os pequenos produtores de Iguatu, Quixelô, Quixeramobim, Deputado Irapuan Pinheiro, Solonópole, Quiterianópolis, Jucás, Jaguaretama, Jaguaribe, Novo Oriente e Iracema. O rebanho bovino no Ceará somava 2,5 milhões de cabeças até 2020, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora com o +Pecuária, que surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS, é possível ampliar esta perspectiva, pois o melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por produtos de alto valor agregado, sustentabilidade ambiental e fortalecimento de toda a cadeia produtiva da agropecuária familiar, gerando mais emprego e renda no campo

O governo do estado e os pecuaristas agrofamiliares cearenses, que serão beneficiados ao longo de 4 anos pelo programa, receberam com muita alegria a chegada do +Pecuária, o maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar brasileira. O rebanho bovino no Ceará, em 2019, registrou recorde na série histórica de produção leiteira, com quase 800 milhões de litros. Em 2020 houve aumento na produtividade do plantel e de crescimento e diversificação da indústria de laticínios, o que fortaleceu ainda mais a cadeia produtiva da pecuária bovina no Estado. É neste cenário de crescimento e apoio do governo cearense às iniciativas voltadas aos pequenos pecuaristas, que o +Pecuária Brasil chega ao Estado.

Lançamento do +Pecuária ocorreu na Fazenda Normal, fazenda modelo de estudos tecnológicos da Ematerce

Sede da Ematerce em Quixeramobim – CE

Considerada um dos principais patrimônios do Estado e de estudos tecnológicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), a Fazenda Normal tem ações de pesquisa em uma unidade rural transformada em um Centro de Convivência com o Semiárido. Além de especialistas e técnicos, estudantes universitários difundem técnicas e desenvolvem práticas de campo, tanto na área da agricultura quanto da pecuária.
A Fazenda Normal, localizada no município de Quixeramobim, ocupa uma área de 1.507 hectares, e conta com total infraestrutura para os pesquisadores e aprendizes poderem permanecer por um maior período no campo de pesquisas e estudos.

Em pé ao microfone, Amanda Soares, uma das coordenadoras do +Pecuária Brasil. Na mesa: Antônio Amorim, presidente da Ematerce; a prefeita de Quiterianópolis, Priscilla Barreto; Carlos Bezerra, secretário Executivo do Desenvolvimento Agrário; o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Antônio Pimenta Lima; Ricardo Silveira, prefeito de Quixada e o prefeito de Jucás, Édson Riva Cunha

A bovinocultura leiteira é uma das poucas atividades que são viáveis de cultivo em sequeiro no Ceará, isto é, que depende apenas de chuva. Além disso, ela estabelece uma renda contínua pelas excelentes condições da cadeia produtiva cearense. Por isso, a produção pode aumentar que o mercado consumidor vai absorver. O melhoramento genético já chegou ao Estado, mas desta forma, levando o sêmen diretamente ao pequeno produtor durante 4 anos, é algo inédito e muito bem-vindo. Uma característica climática ajuda no desenvolvimento dos rebanhos do Ceará: a temperatura é adequada tanto para a criação de gado leiteiro como para a engorda do animal destinado para corte. Dos dez maiores produtores de leite no Brasil, três estão no Ceará.

Sobre o desenvolvimento do setor no Estado, o governo cearense tem buscado iniciativas para valorizar os produtos lácteos, impulsionar a indústria e ao mesmo tempo acompanhar o produtor no campo: melhoramento genético do rebanho, gerenciamento das propriedades rurais, da qualidade do leite, da formação de reserva alimentar para o gado.

Agora com o +Pecuária, a agropecuária familiar cearense recebe mais um impulso importante, não apenas pelo aspecto de melhoria da qualidade dos plantéis, como também pelo horizonte que se abre para todo o segmento agrofamiliar.

O presidente Carlos Lopes, parabenizou toda a Equipe da CONAFER, “em especial aos coordenadores e responsáveis pela efetivação do + Pecuária Brasil, pelos produtores cearenses estarem mais confiantes e felizes com este lançamento. Estaremos proporcionando tecnologia e melhoramento na cadeia produtiva da pecuária brasileira, todos juntos e ao mesmo tempo”.

Saiba mais sobre o +Pecuária Brasil

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

Com informações da TrendsCE.

CONAFER BRASIL: atuação da Confederação se consolida em todo o país em 2021

da Redação

Em seus 10 anos de atividades e trabalho intenso em defesa da Lei 11.326, que reconheceu a Agricultura Familiar como categoria e setor econômico, a CONAFER sabe da responsabilidade de atuar em favor de 36 milhões de agricultores responsáveis por 70% da produção do consumo interno do país. A agricultura familiar influencia grande parte das culturas locais onde ela se desenvolve, e corresponde à base econômica de nove entre cada dez municípios com até 20 mil habitantes. Nos últimos dois anos, novas associações de todas as regiões do país se integraram à Confederação, ampliando a sua atuação para chegar em todos os estados brasileiros

A CONAFER nasceu para promover a autonomia econômica e os valores culturais de todas as categorias de agricultores. Este trabalho não é decisivo apenas para o crescimento econômico e a segurança alimentar do país, pois ao desenvolver uma agricultura agroecológica em todo o território nacional, adicionamos o valor agregado da sustentabilidade em nossos produtos.

O mundo espera isso do Brasil. É este modelo que alia produtos saudáveis com sustentabilidade que pessoas de todo o mundo vão consumir, em volumes nunca antes vistos, pois o mundo pós-pandemia, em crise socioeconômica e socioambiental, precisa proteger os recursos naturais sem abrir mão da segurança alimentar.

A CONAFER também defende a regularização fundiária como possibilidade importante para corrigir as distorções do campo, onde milhares de famílias sem a posse da terra não podem acessar programas de fomento e se desenvolver como produtores. Estima-se que 300 mil agricultores familiares sejam beneficiados com a regularização fundiária.

A Confederação possui um corpo técnico para atuar diretamente no meio rural e recursos humanos que dão o suporte neste trabalho em diversas cidades do país. A entidade, fundada em 2011, estrutura-se por meio de Secretarias Nacionais, Coordenações Regionais, Sindicatos e Federações, as SAFERS e FAFERS que estão em contato direto com os agricultores familiares filiados. Os sindicatos emitem a DAP, Declaração de Aptidão ao Pronaf, prestam serviços ao aposentados pelo INSS Digital e por meio de convênios, assessoram juridicamente os agricultores e oferecem o apoio técnico da CONAFER.

Uma agricultura que responde por 10% do PIB brasileiro

A agricultura familiar que a CONAFER defende é que mais gera renda e emprego no campo, e a que de fato aumenta o nível de sustentabilidade das atividades no setor agrícola. São agricultores familiares que vivem em 4 milhões de pequenas propriedades rurais, quase a metade deles localizado na Região Nordeste, e outros milhões de assentados e acampados por todo o território do Brasil. Todos eles respondem por 10% do nosso PIB, 10% de toda a riqueza produzida no país. Um segmento econômico tão grande que se fosse um país, seria o 8º maior produtor agrícola do planeta.

Os estabelecimentos da agricultura familiar representam 77% do total de unidades agropecuárias e respondem por 23% do valor da produção, ocupando 23% da área total dos empreendimentos. Em 2017, trabalhavam na agricultura familiar cerca de 10,1 milhões de pessoas, ou seja, 67% da mão de obra empregada nos estabelecimentos agropecuários. O censo também mostrou que 81,3% dos produtores eram homens e 18,7% mulheres, o que demonstra um aumento da participação feminina na atividade agrícola.

O Censo Agropecuário de 2006 apontava que as mulheres representavam 12,7% da força produtiva total. Os agricultores familiares são responsáveis por produzir cerca de 87% da mandioca, 70% do feijão nacional, 60% do leite, 34% do arroz e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos.

Segmento econômico aliado da biodiversidade e da cultura regional

Para a CONAFER, ao adotar práticas tradicionais de cultivo de baixo impacto ambiental, a agricultura familiar tem sido grande aliada da sustentabilidade e da responsabilidade socioambiental. Exemplo maior disso é a produção de alimentos integrada a gestão dos recursos naturais em prol da manutenção da biodiversidade.

A agricultura familiar contribui de forma muito positiva para a soberania alimentar ao preservar a tradição cultural e a produção de alimentos típicos da região em que o empreendimento está inserido. Colabora também para a preservação de hábitos alimentares regionais.

A crise provocada pelo coronavírus tornou ainda mais visível a condição da agricultura familiar de alicerce fundamental da sociedade, por ser responsável pela produção dos alimentos básicos que a população brasileira consome em seu cotidiano.

DIA NACIONAL DO IDOSO: agricultores da terceira idade formam 23% da força econômica agrofamiliar

da Redação

Na última década, enquanto os jovens diminuíram a sua participação nas atividades agrofamiliares, os mais velhos aumentaram a sua presença, principalmente os idosos, saltando de 17% para 23% de atuação na produção rural. Se a expectativa de vida no país não passava dos 50 anos na metade do século passado, hoje ela é estimada em quase 77 anos. Portanto, um grande contingente de agricultores familiares já idosos permanece no campo, produzindo em todas as culturas, preservando os saberes e o conhecimento do meio, qualificando ainda mais os processos em toda a cadeia produtiva. A CONAFER tem projetos para a terceira idade e atende aos agricultores familiares aposentados pelo INSS, atuando ativamente neste novo ciclo em suas vidas. A melhor idade é a hora certa de concretizar muitos sonhos e colher os bons frutos de uma vida de trabalho

A data de 27 de setembro como Dia Nacional do Idoso surgiu em 1999, e foi estabelecida pela Comissão de Educação do Senado Federal. No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, contingente que representa 8% da população do país. O Estatuto do Idoso, de iniciativa do governo federal, é de setembro de 2003, e destina-se a assegurar os direitos de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

A luta pelos direitos dos idosos no Brasil ganhou uma importante e histórica aliada: a Constituição de 1988, um marco na implementação e ampliação da proteção social aos idosos. O Regime Especial da Previdência Rural foi uma das garantias instituída com a Carta Magna, reconhecendo o direito à previdência rural ao grupo de trabalhadores rurais informais, isto é, em regime familiar – agricultores, pescadores e garimpeiros. Diante disso, algumas análises foram realizadas em torno do processo de conquista dos idosos do meio rural, ao direito previdenciário, bem como a participação das entidades representativas dos trabalhadores rurais nesse processo de transformação social.

A Política Nacional do Idoso (PNI), pela Lei 8.842/94 e regulamentada pelo Decreto 1948/96, estabelece direitos sociais, garantia da autonomia, integração e participação dos idosos na sociedade, como instrumento de direito próprio de cidadania, sendo considerada população idosa o conjunto de indivíduos com 60 anos ou mais.

A Lei nº 8.842/94 criou o Conselho Nacional do Idoso, responsável pela viabilização do convívio, integração e ocupação do idoso na sociedade, através, inclusive, da sua participação na formulação das políticas públicas, projetos e planos destinados à sua faixa etária. Suas diretrizes priorizam o atendimento domiciliar; o estímulo à capacitação dos médicos na área da Gerontologia; a descentralização político-administrativa e a divulgação de estudos e pesquisas sobre aspectos relacionados à terceira idade.

Nas últimas décadas, a população brasileira manteve a tendência de envelhecimento e ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios do IBGE.

Em 2012, a população com 60 anos ou mais era de 25,4 milhões. Os 4,8 milhões de novos idosos em cinco anos correspondem a um crescimento de 18% desse grupo etário, que tem se tornado cada vez mais representativo no Brasil. As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

Entre 2012 e 2017, a quantidade de idosos cresceu em todas as unidades da federação, sendo os estados com maior proporção de idosos o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, ambas com 18,6% de suas populações dentro do grupo de 60 anos ou mais. O Amapá, por sua vez, é o estado com menor percentual de idosos, com apenas 7,2% da população.

A CONAFER oferece serviços aos aposentados e INSS Digital

A Confederação atende as demandas dos agricultores da terceira idade por meio de cooperação técnica para assessoria jurídica e administrativa na regularização do INSS Digital, realizando trâmites, processos e entregando serviços aos beneficiários. A assessoria da CONAFER atua no acesso às políticas sociais, processos e direitos junto ao INSS, conduzindo os aposentados até o final dos procedimentos de acesso aos benefícios.

Além de garantir benefícios sociais aos aposentados, a CONAFER oferece convênios com farmácias, agências de viagens e o comércio em geral. Outra ação é estimular o investimento em sonhos engavetados, estimulando a busca de novos conhecimentos em cursos, ou até mesmo na graduação, levando o idoso a investir em uma habilidade artística ou desenvolver um projeto inédito de produção agroecológica. Como o Projeto Replantar, criado para a integração de idosos e jovens nas atividades sustentáveis com o meio ambiente, reintegrando os idosos ao sistema produtivo por meio de ações sustentáveis.

AGRICULTURA +SAÚDE FAMILIAR: CONAFER e ITT firmam parceria para levar saúde no campo

da Redação

Entidades voltadas aos interesses dos agricultores familiares unem expertises para levar saúde ao segmento. Projeto piloto será lançado no Rio Grande do Norte. O Agricultura +Saúde Familiar atenderá todas as categorias de pequenos produtores: pescadores, pecuaristas, lavouristas, extrativistas, artesãos, indígenas, assentados, acampados, ribeirinhos e quilombolas. A principal característica do projeto é a sua mobilidade. O atendimento médico será por meio de uma Carreta Médica Móvel, que se deslocará para 52 municípios inicialmente. Pelo mapeamento feito pela CONAFER e o ITT, a estimativa é atender 20 mil agricultores familiares. Um destaque para o futuro do programa é o uso da telemedicina em diagnósticos e procedimentos, ampliando ainda mais as vantagens do +Saúde Familiar


As duas entidades se uniram para criar o Agricultura +Saúde Familiar

As carências sociais no meio rural ainda são obstáculos ao desenvolvimento de uma grande parcela do segmento agrofamiliar brasileiro. São estes agricultores e suas famílias a parte mais vulnerável da sociedade rural, e por isso, precisam ser assistidos. Saúde custa caro, exatamente por esta razão que a saúde preventiva é fundamental. Assim, com a soma de cada diagnóstico preventivo realizado, o Agricultura +Saúde Familiar estará contribuindo para a saúde de todo o meio rural.

A mobilidade do atendimento será viabilizada pela Carreta Médica Móvel

Com base na mobilidade, o espaço físico do projeto será a carreta médica móvel, de fácil acesso à população. Os locais de atendimento terão o fluxo direcionado e bem estruturado para evitar aglomerações, com distanciamento mínimo de dois metros, áreas de desinfecção e higienização, devido à pandemia da Covid-19.

Por que é tão importante levar saúde preventiva aos agricultores

Os agricultores e agricultoras durante as atividades laborais, estão expostos a uma série de riscos: acidentes ocupacionais, como intoxicações e exposição ao sol, que dependem em maior ou menor grau do tipo de atividades na lavoura e equipamentos utilizados. O melhor caminho para melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais é a prevenção dos malefícios à saúde ocasionados pelo próprio trabalho.

O Agricultura +Saúde Familiar será realizado em regiões com carências no acesso à saúde, principalmente pelos idosos, permitindo a a todos os agricultores envolvidos, uma melhor prevenção da saúde com atendimento médico nas especialidades de clínica geral, cardiologia e odontologia, com a realização do exame de sangue (hemograma completo), conforme prevê o projeto.

Estas são as 52 cidades do Rio Grande do Norte que fazem parte do projeto piloto de lançamento do Agricultura +Saúde Familiar:

1- Natal

A capital potiguar faz parte das cidades que serão atendidas pelo projeto

2- Rio do Fogo
3- Maxaranguape
4- Taipú
5- Ceará Mirim
6- Nova Cruz
7- Passa e Fica
8- Montanhas
9- Pedro Velho
10- Baia Famosa
11- Extremoz
12- Cangu
13- Santa Maria
14- Canguaretama
15- Vila Flor
16- Tibau do Sul
17- Lelmo Marinho
18- São Gonçalo de Amarante
19- Santo Antônio
20- Serrinha
21- Macaíba
22- São pedro
23- Boa Saúde
24- Nísia Floresta
25- São Paulo de Potengi
26- Lagoa Salgada
27- Parnamirim
28- Monte Alegre
29- Lagoa de Pedras
30- Tângara
31- Jandaria
32- São José do Campestre
33- Bom Jesus
34- Santa Cruz
35- Senador Elói de Souza
36- Serra Caiada
37- São José do Mipipú
38- Coronel Ezequiel
39- Vera Cruz
40- Jaçanã
41- Lagoa d´Anta
42- Japi
43- Monte das Gameleiras
44- Serra de São Bento
45- Pedro Avelino
46- Brejinho
47- Espírito Santo
48- Várzea
49- Arês
50- Goianinha
51- Senador G. Avelino
52- São Bento do Trairí

Sobre as especialidades oferecidas pelo Agricultura +Saúde Familiar

De acordo com projeto, teremos um tripé de especialidades no atendimento: o clínico geral, para identificar sintomas, pedir e analisar exames, prescrever medicamentos, encaminhar pacientes para especialistas adequados e tratar doenças que não necessitam de intervenções cirúrgicas; um cardiologista, para realizar e solicitar exames para avaliação do sistema cardíaco; e um dentista para avaliar e tratar a saúde bucal dos agricultores. Exames de sangue (hemograma completo) fazem parte do projeto, e são importantes para a prevenção e identificação de possíveis doenças existentes, dando aos agricultores e empreendedores familiares rurais, mais e melhores condições de ter uma vida saudável e de qualidade.

Mobilidade é estrada para implantar a Telemedicina no +Saúde Familiar

Por utilizar o meio online em seus diagnósticos e procedimentos, a telemedicina será um importante aliado do projeto no futuro. Este processo avançado de monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise digital de resultados de diferentes exames, é apoio importante para a medicina tradicional.

A teleconsulta utiliza um sistema com tecnologia de ponta para garantir a segurança dos dados repassados entre profissionais da saúde, e entre paciente e médico, além do armazenamento seguro das informações, pois os procedimentos são liberados apenas após a assinatura digital do médico.

De acordo com Censo Agropecuário 2017 do IBGE, dos mais de 63 mil estabelecimentos agropecuários, mais de 50 mil (80%) eram agrofamiliares. Ou seja, de cada 100 estabelecimentos recenseados, 80 são administrados por pequenos produtores e suas famílias, representando a maioria absoluta das propriedades existentes. Esta enorme demanda por saúde, é portanto, mais uma razão para efetivar o projeto no estado potiguar, para depois levá-lo aos agricultores familiares de todo o país.

FRENTE PARLAMENTAR DO SEMIÁRIDO: encontro na CONAFER debateu formas de ampliar a matriz energética no sertão nordestino

da Redação

Após o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a Frente Parlamentar Mista do Semiárido e a Confederação, deputados e senadores, estiveram na CONAFER nesta última quinta-feira 16 de setembro, para um encontro onde foram apresentadas as questões de infraestrutura, mais especificamente a geração de energia limpa no semiárido, uma das balizas do Pentágono da Segurança, o sistema que vai orientar as ações da Frente: da segurança alimentar à jurídica, da segurança econômica à energética, da segurança na saúde à segurança logística, da segurança educacional à econômica, e que se dividem em 5 temas: infraestrutura, social, pública, jurídica e alimentar. O objetivo é mudar o cenário desta região historicamente marcada pelo fenômeno da seca, levando investimentos, programas de produção e ampliação da geração de energia. O impacto da inovação na matriz energética, impulsionando a geração de energia eólica e solar, é fundamental para efetivar transformações socieconômicas e ambientais profundas, capazes de fazer a diferença na vida de milhares de agricultores familiares

Na foto, da esquerda para a direita: Tiago Lopes, secretário-geral e vice-presidente da CONAFER; General Girão, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido; deputada federal Aline Sleutjes; senador Eduardo Girão; senador Elmano Férrer e Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER

A palavra de ordem neste debate sobre infraestrutura para o semiárido, é a independência econômica do homem do campo. E ela só é possível quando estes agricultores podem gerar a sua própria energia, com custo muito menor e totalmente limpa. Assim, temos a garantia da produção e um produto mais competitivo na hora de ser comercializado, um dos gargalos na vida dos pequenos produtores.

Também esteve presente nesta reunião, o deputado federal e ministro da Cidadania, João Roma. Depois de ouvir algumas colocações do General Girão, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, o ministro Roma lembrou que este verdadeiro impulso econômico para o semiárido está em sintonia com o movimento global pela energia sustentável, que acelerar esta transformação é uma necessidade urgente. Em seu entender, o que está sendo esperado para daqui 40 anos, precisa ser conquistado em uma década.

Primeiro à esquerda da foto, o deputado federal e ministro da Cidadania, João Roma, fez aos parlamentares da Frente do Semiárido, uma exposição sobre o potencial de uso das energias eólica e solar

O deputado federal General Girão, como presidente da Frente, reafirmou que a segurança é um conceito de grande amplitude, e que se constitui em alicerce imprescindível para o desenvolvimento socioeconômico sustentável de qualquer grupo populacional. Girão revelou que a lista de apoio de parlamentares já tem 170 nomes, o que é muito significativo, pois será o suporte deste movimento que busca aproveitar todo o potencial na produção de energia do semiárido, gerando segurança na sua infraestrutura energética.

O deputado General Girão, presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, falou sobre o Pentágono da Segurança, em especial do tema segurança da infraestrutura

Depois de uma apresentação da CONAFER e das colocações de outros parlamentares, foi mostrado um sistema de internet móvel que pode ser instalado em qualquer parte do território brasileiro, com a grande vantagem de possuir baterias solares, viabilizando a sua operacionalidade, tudo para estabelecer uma nova conexão com o semiárido nordestino.

Um sistema de internet móvel com baterias solares foi apresentado aos parlamentares

Conheça a proposta do Pentágono da Segurança da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido

Segurança de Infraestrutura: comunicação, transporte, logística e energia.

O desenvolvimento da infraestrutura do Brasil é uma prioridade a ser resolvida de forma urgente para nos desenvolvermos economicamente e atrairmos investidores. Comunicação, transporte, logística e energia estão dentro dessa área da segurança. Na área de comunicação, é importante que sejam instaladas mais torres de celulares em toda a região, evitando o isolamento de municípios e pequenas comunidades. A região Nordeste precisa de investimento também em energia. Um exemplo é o Rio Grande do Norte, um dos estados com maior potencial eólico do país. Outro problema que enfrentamos é a falta de mercado consumidor nas regiões produtoras desse tipo de energia. Precisamos atrair investidores para a energia renovável, ampliando as linhas de transmissão e subestações coletoras. A produção de energia fotovoltaica também tem enorme potencial de crescimento em todo o Semiárido. No setor de transportes, estamos mapeando as estradas que precisam de recuperação, auxiliando no trabalho do DNIT.

Segurança Social: emprego e renda, saneamento, educação e saúde.

A Frente vai trabalhar pelo emprego e renda, saneamento, educação e saúde dos brasileiros do Semiárido, fatores essenciais para as pessoas produzirem e progredirem. E atuar para mudar uma triste realidade que condena o povo brasileiro ao subdesenvolvimento. A segurança social ganha muito com saneamento, construção civil e moradia popular. Apoiamos programas de capacitação nos bolsões de desemprego das grandes cidades, ações para auxiliar na redução do endividamento de famílias e empresas, e promover diversas ações direcionadas aos empreendedores. Já o saneamento, uma das demandas é buscar, identificar, quais são os municípios que estão em situação complicada de abastecimento de água e tratamento de esgoto para que estes possam ser atendidos por meio de nossas emendas parlamentares.

Segurança Pública: enfrentamento do crime e proteção à vida da população.

É preciso haver planos de segurança pública, elaborados por especialistas na área, que envolvam: a modernização do sistema penitenciário; o combate integrado, entre estados e Governo Federal, às organizações criminosas; políticas de redução do feminicídio e violência contra a mulher; medidas para a diminuição de homicídios dolosos; e o combate integrado ao tráfico de drogas e armas. A segurança pública é compreendida como proteção da existência do Estado Democrático de Direito, agindo na segurança externa e interna do país.

Segurança Jurídica: vital para própria existência do estado democrático de direito e segurança no Semiárido.

A segurança jurídica é decisiva para a segurança da sociedade rural. Principalmente na titulação da terra, em especial para as populações do Semiárido. Sem a regularização fundiária, o pequeno produtor não tem acesso a financiamentos e tampouco pode concretizar contratos. Essa deve ser uma das prioridades das autoridades envolvidas. É na segurança jurídica que vamos assegurar a todos os cidadãos que as leis serão cumpridas, inclusive pelo próprio Estado.

Segurança Hídrica e Alimentar: água para todos e produção para acabar com a insegurança alimentar.

A transposição do Rio São Francisco trará água ao Semiárido, a partir do investimento já feito nas obras de transposição. A produção de alimentos pode ser alavancada significativamente com tecnologias adequadas. Vamos acompanhar e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Semiárido brasileiro; organizar e coordenar reuniões, seminários e eventos afins, destinados ao estudo e ao debate de temas que possam contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região; intermediar e contribuir para o diálogo entre o Congresso Nacional, órgãos públicos, entidades civis e cidadãos sobre assuntos relacionados ao Semiárido, com vistas ao seu desenvolvimento econômico e social; promover o aperfeiçoamento da legislação referente ao seu desenvolvimento, influindo no processo legislativo, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

SETUR NO GOIÁS: governador Ronaldo Caiado recebeu a secretária Renata Frota para tratar de parcerias e turismo rural

da Redação

Nesta quinta-feira, 2 de setembro, a CONAFER deu mais um passo para avançar em projetos e programas com o governo goiano. O chefe do executivo de Goiás recebeu no Senado Federal, a secretária da recém-criada Secretaria Nacional de Turismo para uma pauta, em que diversos assuntos foram abordados, entre eles o agroturismo e o ecoturismo, como também foi uma oportunidade de avançar no acordo de cooperação com o Estado para levar o +Pecuária Brasil aos pecuaristas familiares goianos. O governador Caiado conheceu os programas da Confederação, falou do compromisso e dos investimentos do seu governo no setor do turismo rural, e se mostrou bem receptivo às ideias e propostas apresentadas, sinalizando que em breve teremos novidades sobre parcerias com o estado de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recebeu a secretária Nacional de Turismo da CONAFER, Renata Frota, para tratar de parcerias e turismo rural

Com a missão de fomentar e desenvolver o agroturismo, a SETUR, Secretaria Nacional de Turismo da CONAFER, quer mobilizar e integrar os agricultores familiares potencialmente em condições de fazer parte do mercado do turismo rural. Identificar novos canais turísticos, valorizar as culturas locais, promover feiras e serviços, criar um calendário anual de atividades ecoturísticas e fortalecer as relações com estados e municípios, são algumas das ações da SETUR.

Por isso, esta aproximação com Goiás é muito importante. O Estado é rico em atrações naturais e cenários perfeitos para o ecoturismo, destacando-se a Chapada dos Veadeiros e municípios por todo o território estadual com vocação para o turismo rural, como Caldas Novas, Pirenópolis, Cavalcante e dezenas de outras cidades.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi eleito o melhor do Brasil com 2 mil cachoeiras catalogadas

Aliás, o Estado tem feito investimentos no segmento por meio do GoiásFomento, com prioridade para ampliar a retomada do turismo e assegurar a manutenção de empregos. São recursos de R$ 84 milhões disponibilizados em linhas de crédito específicas para alavancar o setor, envolvendo hotéis, pousadas, restaurantes, guias de turismo, agentes de viagens e promoção de eventos nos 246 municípios goianos.

As linhas de crédito são bem amplas e visam atender toda a cadeia produtiva do turismo com valores que podem chegar a R$ 2 milhões, com prazo de pagamento de até 240 meses, incluindo carência de até 60 meses para aplicação em obras civis, ampliação, modernização, reforma e aquisições, quando integrarem projetos de capital fixo e capital de giro associado.


Conhecida pelas águas quentes, com temperaturas que variam de 20º C a 60º C, Caldas Novas recebe 4 milhões de turistas por ano. A cidade também conta com a maior quantidade de leitos hoteleiros de todo o Estado de Goiás, com boa qualidade e atendimento

Os financiamentos para aquisição de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, veículos com capital de giro associado e/ou capital de giro puro, podem chegar até R$ 2 milhões com prazo de até 60 meses para pagar e 12 meses de carência. Em ambos os casos os juros são de 5% ao ano mais Selic. Além dos Guias de Turismo, que contam com linha de crédito especial com taxa de juros ainda menores 2,5% mais Selic. Podendo obter R$ 8 mil com prazo de até 48 meses e carência de 12 meses.

Para a secretária Renata Frota, “existe uma grande demanda no setor turístico, e a CONAFER está bem atenta para oferecer aos seus agricultores familiares as condições para estruturar os seus negócios, e ao mesmo tempo, levar as políticas públicas de estados e municípios.”

O Caminho de Cora Coralina é uma trilha de longo curso situada no estado de Goiás. Ao longo de seus 300 km de extensão, conecta diferentes municípios e unidades de conservação

Um exemplo é o +Pecuária Brasil, o programa inédito de melhoramento genético voltado aos pequenos produtores. Renata Frota recebeu do governador Caiado a promessa de avançar com o acordo de cooperação técnica no estado. Para isso, Tiago Freitas de Mendonça, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Seapa, vai cuidar para que o programa seja realmente efetivado, e com o mesmo sucesso de outros estados.

Goiás tem muitas cidades históricas, como Goiás Velho, patrimônio da humanidade

Conheça os impactos positivos do Turismo Rural:

  • Aumenta a participação e a parceria entre as propriedades rurais. Quando uma propriedade complementa a outra, seja nos atrativos, seja na oferta de produtos/serviços, o turismo rural torna-se mais eficaz e rentável;
  • Permite uma série de benefícios à comunidade receptora, como geração de novas despesas com pagamentos de funcionários e matérias-primas. Na verdade, o turismo rural, aquece a economia da região;
  • Estimula as atividades produtivas nas propriedades vizinhas, que passam a contribuir com o fornecimento de artesanatos e alimentos;
  • Contribui com a preservação e a valorização do patrimônio natural, pois estimula a sensibilização ambiental dos visitantes e da comunidade rural;
Goiás tem milhares de pousadas e hotéis fazenda que alimentam o setor do turismo rural
  • Contribui com a valorização do patrimônio cultural, ao resgatar a cultura local, seja por meio da gastronomia e da arquitetura, seja por meio das atrações culturais, como festas típicas e música regional;
  • Descentraliza o fluxo turístico, nas regiões já conhecidas e famosas, conforme vão sendo abertos novos núcleos turísticos no meio rural;
  • Promove os produtos tradicionais da propriedade, como artesanatos e quitandas;
  • Fomenta o artesanato e os produtos alimentícios da região;
  • Melhora a qualidade de vida no meio rural, pois além de gerar renda a várias famílias rurais, o turismo rural aperfeiçoa a infraestrutura básica da região;
  • Auxilia na formação educacional do homem do campo, por meio da capacitação profissional, além de melhorar a qualidade dos produtos/serviços oferecidos aos turistas;
  • Além de apresentar função didática e educativa, o turismo rural favorece a interação social e cultural de quem mora no meio urbano com os moradores do campo;
  • Garante continuidade às atividades tradicionais da propriedade e contribui com a manutenção da família rural no campo, graças às novas oportunidades de emprego no meio rural.

Com pesquisa de Marcio Taniguti.

CONAFER NO KUARUP: caciques e pajés agradecem à Confederação pelo apoio à grande celebração dos povos do Xingu

da Redação

Há milhares de anos, quando tudo ainda era original, o Kuarup já existia na maior floresta do mundo. Ele é uma homenagem aos mortos ilustres da região do Xingu. Os povos xinguanos realizam o rito centrados na figura mitológica de Mawutzinin, considerado o primeiro homem da humanidade, segundo suas crenças ancestrais. No ano de 2020, pela primeira vez o ritual não foi realizado em função da pandemia. Mas agora, em 2021, nos meses de julho e agosto, a mais famosa manifestação cultural indígena pôde ser realizada. E a CONAFER contribuiu com seu apoio cultural, logístico e financeiro para que o Kuarup acontecesse. Lideranças das aldeias Kuikuro, Kalapalo e Nafukua, enviaram cartas de agradecimento ao presidente Carlos Lopes, e ao secretário geral Tiago Lopes. Como entidade que reúne todas as categorias de agricultores familiares, as causas dos povos originários são também causas suas. Por isso, apoiamos e defendemos os povos indígenas, e nos aliamos como guerreiros na defesa das suas tradições, à liberdade de expressão e preservação da sua rica cultura

O Kuarup voltou! E não poderia ser diferente para alegria das aldeias do Xingu. O primeiro dos quatro rituais foi na aldeia Nafukua, nos dias 17 e 18 de julho, o segundo na aldeia Afukuri, dias 24 e 25 de julho, depois o terceiro Kuarup na aldeia Kalapalo, dia 8 de agosto, e o quarto Kuarup na aldeia Ipatse, a principal aldeia do povo Kuikuro, dias 14 e 15 de agosto.

A dança do Kuarup tem a finalidade de trazer aqueles que morreram à vida. No começo da celebração, os guerreiros recebem com danças guerreiros de outras aldeias. Em um tronco de árvore chamado de Kuarup são feitas decorações específicas. A homenagem ocorre sempre um ano após a morte dos parentes indígenas. Em torno dos troncos, a família faz uma homenagem aos mortos. Passam a noite toda acordados, chorando e rezando pelos seus familiares que se foram. E é assim, com rezas e muito choro, que se despedem pela última vez.

Durante as celebrações há comida, danças, cânticos, rezas e o momento das lamentações, quando na aldeia são erguidos troncos de madeira pintados e enfeitados com faixas de cor amarela e vermelha e alguns objetos do morto. Cada tronco representa um morto.

Na tradição do Parque Indígena do Xingu, cada tronco enfeitado com adornos coloridos representa uma pessoa falecida a ser homenageada. Esses troncos ocupam o lugar central no ambiente em que indígenas rezam e choram a morte de seus entes queridos.

Os secretários indígenas da CONAFER, Burain de Jesus Pataxó, secretário de Tradições e Culturas dos Povos Originários, e Jair Kuikuro, secretário dos Povos Indígenas do Xingu, atuaram na articulação que viabilizou a ajuda da CONAFER para a realização do Kuarup.

À esquerda, o secretário de Tradições e Culturas dos Povos Originários, Burain de Jesus Pataxó, tendo ao seu lado, Jair Kuikuro, secretário dos Povos Indígenas do Xingu, na articulação que viabilizou a ajuda da CONAFER para a realização do Kuarup

O sucesso dos quatro encontros em aldeias diferentes foi tão comemorado, que as lideranças dos povos Nafukua, Afukuri e Kalapalo, enviaram cartas de agradecimento à direção da CONAFER.

Nas cartas, caciques e pajés e lideranças registram que o apoio foi muito importante para que os rituais ocorressem da melhor forma possível. E também lembraram dos representantes da CONAFER no Xingu, “que tem nos ajudado e nos apoiado sempre que precisamos”, como foi escrito ao final das cartas.

Veja o teor das cartas dos Nafukua, Afukuri e Kalapalo:

À CONAFER
Ao Sr. Presidente da CONAFER, Carlos Lopes
Ao Sr. Secretário Geral da CONAFER, Thiago Lopes

Carta de Agradecimento

Em nome do Povo Kuikuro, nós caciques, lideranças tradicionais e pajés agradecemos o apoio prestado a nossa comunidade durante a cerimônia tradicional do Kuarup, realizada em nossa aldeia no dia 15 de agosto de 2021. O apoio da CONAFER, através da SENPIX, foi muito importante para a realização dessa cerimônia sagrada para as nove etnias do Alto Xingu. Por isso, agradecemos mais este apoio e todos os apoios já prestados ao nosso Povo, comunidades e demais Povos Indígenas do Xingu.
Muito obrigado.

A luta dos povos originários é a mesma luta da CONAFER

Todos os indígenas são reconhecidos como agricultores familiares pela Lei da Agricultura Familiar, a Lei nº 11.326, de 2006. Para atuar mais diretamente nas causas indígenas, a CONAFER tem secretarias voltadas para as questões indígenas, atuando desde o mapeamento de territórios e suas diversas culturas agroecológicas, e também no estímulo à cultura e às suas tradições.

A história do genocídio de 6 milhões de indígenas, desde que os colonizadores chegaram na América, desde que aqui se fixaram infringindo direitos humanos e os direitos dos povos originários, desde quando destruíram milhares de etnias, fez erguer uma defesa inabalável dos territórios dos povos que originaram nosso país, que formam a nossa cultura e nos inspiram diariamente a preservar o meio ambiente.

Portanto, a luta dos povos originários é também uma luta da CONAFER. Estamos juntos, apoiamos e defendemos os povos indígenas. E nos aliamos como bravos guerreiros na defesa das suas causas, principalmente o direito à proteção dos seus territórios, à autodemarcação, à liberdade de expressão e preservação da sua rica cultura.