Araraquara: Daae abre inscrição para capacitação em hortas e agroecologia

FONTE: A Cidade On
O Departamento Autônomo de Água e Esgotos de Araraquara (Daae) está com inscrições abertas para Cursos de Capacitação em Hortas Urbanas e Agroecologia, de 9 a 18 de janeiro, das 8h às 16horas. Os cursos são sobre Horta Comunitária, Horta Caseira e Horta Vertical e podem se inscrever moradores dos bairros das zonas norte e sul, acima de 16 anos, beneficiados pelas obras de abastecimento de água do PAC.
Os cursos são parceria com a empresa ATTAS Treinamento & Assessoria e serão ministrados por Arlei Rosa dos Santos, assistente social formado pela Unesp Franca, mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural pela UFSCar e especialista em Educação Ambiental pela UNIFESP. Arlei é assentado rural há 21 anos na Fazenda Monte Alegre, em Araraquara SP, desenvolvendo agricultura familiar, apicultura, meliponicultura, projetos e pesquisas em Educação Ambiental.
Quem pode participar? 
Cada curso terá o limite de 40 participantes por setor (Setor Norte e Setor Sul). Terão preferência de inscrição nos cursos de Horta Caseira e Horta Vertical as pessoas que participaram de reuniões anteriores do Trabalho Socioambiental, realizado pelo Daae, no ano passado. Já no curso de Horta Comunitária, terão preferência as pessoas que já estão engajadas em projetos comunitários de Hortas Urbanas.
Cada participante assinará um termo de compromisso (entregue no primeiro dia de curso) e terá o direito de ficar com os equipamentos utilizados no curso para dar continuidade às atividades aprendidas em sua própria casa. Os participantes também receberão um certificado de capacitação por curso realizado.
Os documentos necessários para inscrição são RG e comprovante de endereço no nome da pessoa que deseja participar do curso (em caso de menor de idade, comprovante de endereço pode estar no nome dos pais ou responsável).
Os interessados podem se inscrever nos seguintes locais: 

Zona Norte: 
CRAS São Rafael. Rua Cabo PM Benedito Vieira Goes, nº 340 Jd. São Rafael II
CRAS Valle Verde. Av Bercholina C. A. Conceição, nº 919 Valle Verde
Zona Sul: 
CRAS Cecap. R. Amaury Pinto de Castro Monteiro, nº 957 Cecap
Para as inscrições em Horta Comunitária procure os seguintes equipamentos:
Horta Comunitária da Zona Norte (End.: José Luiz Pio – Zona Norte. Telefone:99749-0319. Falar com Flávio)
Associação dos Moradores do Bairro Victório de Santi (End.: R. Manoel Fernandes Cadina, S/N – Victório de Santi)
Local e tempo de realização dos cursos:
Zona Norte
Horta Vertical. Local a definir. Duração total de 4h
Horta Caseira. Local a definir. Duração total de 12h
Horta Comunitária. Horta Comunitária da Zona Norte. Duração total de 16h
Zona Sul
Horta Vertical. Associação dos moradores do Victório de Santi. Duração total de 4h
Horta Caseira Associação dos moradores do Victório de Santi. Duração total de 12h
Horta Comunitária. Associação dos moradores do Victório de Santi. Duração total de 16h

Médico cubano cria horta para índios brasileiros resgatarem o uso de plantas medicinais

FONTE: Razões Para Acreditar
Assim que chegou à aldeia, o médico notou que os habitantes da região faziam uso excessivo e inadequado de antibióticos.
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O médico cubano Javier Isbell Lopes Salazar chegou à aldeia Kumenê, localizada no Oiapoque, estremo norte do Amapá, em 2014. A aldeia é formada por indígenas da etnia Palikur. Assim que chegou à aldeia, Salazar notou que os habitantes da região faziam uso excessivo e inadequado de antibióticos.
Tudo começou com a chegada de missionários à região, na década de 1960. Por mais de dez anos, os missionários se dedicaram à evangelização da etnia. Os indígenas foram convencidos de que as plantas medicinais que eles usavam para curar suas doenças era “feitiçaria”.
Um dos trabalhos de Salazar foi resgatar esse costume dos indígenas. Ele decidiu criar uma horta com plantas medicinais que poderiam tratar uma série de problemas de saúde existentes na aldeia, como gripes e doenças diarreicas.
Através de palestras e encontros com as lideranças e moradores do local, Salazar conseguiu desmistificar a crença de que as plantas seriam um tipo de “magia”. Na verdade, elas poderiam salvar suas vidas.
No começo, quando eu receitava alguma delas, eles jogavam fora e ficavam bravos comigo porque queriam antibióticos. Antes de ter médico aqui, eles faziam um uso excessivo de antibióticos e, hoje, as bactérias que circulam na comunidade têm resistência aos medicamentos disponíveis. Aos poucos, eles voltaram a acreditar no poder das plantas”, conta Salazar, que é um dos cooperados do Programa Mais Médicos.

Salazar e sua equipe também conscientizaram a população sobre os riscos do contato com a água de resíduos domésticos despejada nos rios. O médico lembra que os indígenas tinham o hábito de construir o banheiro de suas casas próximos às margens dos rios que cercam a aldeia. Consequentemente, isso fazia com que a água fosse contaminada. Para piorar, os poços também eram construídos ao lado dos sanitários.

“Explicando, conseguimos uma melhor qualidade de vida aqui. Um médico não pode se cansar. Eu me sinto bem porque já estou percebendo a mudança. Estou vendo que as medidas que estou tomando dão certo, pois as doenças estão desaparecendo. Estou ‘ganhando’ menos pacientes’”, comenta satisfeito.

O médico também conta que aprendeu algumas expressões da língua nativa da etnia Palikur e garante que a diferença de idiomas não impediu a comunicação e o diagnóstico e tratamento adequados.