Nordeste e Sudeste têm crédito facilitado no programa de irrigação lançado pelo Mapa

da Redação

O Mapa apresentou o Programa de Fomento à Agricultura Irrigada, para promover o desenvolvimento sustentável da região Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo; Profinor tem prazos e taxas mais acessíveis para financiar ações de inovação e sustentabilidade

A ideia do Programa de Fomento à Agricultura Irrigada no Nordeste, o Profinor, lançado, nesta quinta-feira (29), pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e pelo Banco do Nordeste, um dos principais agentes de crédito do programa, é ajudar na acessibilidade aos recursos para promoção do desenvolvimento sustentável do segmento agrofamiliar no Nordeste, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, aumentando a produtividade agrícola pela irrigação nas propriedades dos pequenos produtores destas regiões.

Ministra Tereza Cristina do Mapa deu mais detalhes do Profinor durante o lançamento

“Coloquei como uma missão no Ministério da Agricultura fazer uma política forte, para oferecer para o Nordeste as mesmas condições da produção agropecuária do Centro-Sul”, afirmou a ministra Tereza Cristina.

A ministra destacou o potencial da região Nordeste para a agricultura irrigada. “O Nordeste tem um enorme potencial agropecuário, mas que é limitado pelas suas dificuldades hídricas. Historicamente, essa região tem sofrido muito com esses problemas que atingem também o norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, prejudicando, sobremaneira, os produtores rurais dessas regiões, especialmente aqueles pequenos e médios produtores, cujos recursos são escassos.”

Programa segue a Política Nacional de Irrigação

A Política Nacional de Irrigação tem como objetivo incentivar a ampliação da área irrigada; aumentar a produtividade sustentável; e reduzir os riscos climáticos inerentes à atividade agropecuária, principalmente nas regiões sujeitas a baixa ou irregular distribuição de chuvas. Outro objetivo é promover o desenvolvimento local e regional, com prioridade para as regiões com baixos indicadores sociais e econômicos.

Com a ampliação da área rural irrigável destas regiões, o Profinor deve fortalecer a agricultura irrigada nestas regiões, ampliando a oferta de alimentos e de empregos rurais, estimulando o uso de energias alternativas. O Nordeste, por exemplo, detém hoje 26% de toda a área irrigada do Brasil. E é responsável também por 80% de todas as frutas frescas produzidas no país.

“A partir da linha de crédito criada pelo Banco do Nordeste, os pequenos e médios produtores rurais da região poderão agora ter acesso facilitado tanto a recursos para implantação ou expansão dos projetos de irrigação e drenagem, como, também, assistência técnica necessária para que seus projetos sejam economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis”, frisou Tereza Cristina.

“Além de promover ganhos consideráveis de produtividade, a agricultura irrigada é uma importante ferramenta de redução dos riscos climáticos que podem comprometer seriamente os investimentos dos produtores rurais”, finalizou a ministra.

Metas do Profinor:

  • Financiamento de R$ 900 milhões somente para irrigação entre 2021 e 2024;
  • Regularização fundiária de 150 mil propriedades;
  • Incremento de 80 mil hectares irrigados entre 2021 e 2024;
  • Reconversão de 8 mil hectares por meio do financiamento do novo sistema de irrigação.

Com informações do Mapa.

Agricultura levará assistência a produtor atendido por projeto de irrigação

FONTE: IstoÉ
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o ministério dará assistência técnica e levará projetos a produtores rurais atendidos pelo Projeto Público de Irrigação Ceraíma, na Bahia. Ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a ministra participou do lançamento das obras de reestruturação e modernização do projeto em Guanambi (BA). “Precisamos dar a porta de saída para aqueles que têm como produzir; aqueles que podem ganhar com seu suor”, disse no evento.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, cerca de 3 mil pessoas devem ser beneficiadas com o projeto nos municípios de Guanambi, Urandi, Pindaí e Caetité. Na região, são cultivados manga, banana, goiaba, abóbora, mandioca e hortaliças. Conforme a pasta, o projeto de irrigação está em funcionamento desde a década de 1970. Os investimentos para as novas obras somam R$ 15,9 milhões, provenientes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Parnaíba e do São Francisco (Codevasf).

Irrigação compartilhada promete aumentar a produtividade de agricultores familiares

FONTE: Agrolink
Assentamento Santa Rita pode ser a primeira área a contar com essa tecnologia na Bahia
Aliados da agricultura empresarial, os pivôs centrais viabilizam a produção em grandes áreas cultivadas. O que poucos sabem é que eles também já são utilizados na agricultura familiar. Em alguns países da África, por exemplo, o compartilhamento desses equipamentos entre pequenos agricultores tem contribuído para o fortalecimento da atividade, rendendo mais produtividade aos pequenos produtores que cultivam sob o pivô e, consequentemente, proporcionando transformação social  para a categoria.
Esse modelo de agricultura pode ser adotado no Oeste da Bahia. Técnicos da Aiba e do Iaiba, acompanhados de pesquisadores da Ufob e UFV e representantes do Incra e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barreiras, visitaram o Assentamento Santa Rita, para estudarem a viabilidade de instalar um pivô central na comunidade agrícola. A ideia é que o equipamento sirva aos pequenos produtores de lá, de forma compartilhada. O objetivo da experiência é que, com um sistema eficiente e inteligente de irrigação, eles passem a produzir mais, aumentando, assim, a sua competitividade no mercado.
O projeto é visto com bons olhos pelos assentados. O pequeno agricultor Adenilson Santos, do Sítio Sucupira, se alegrou com a possibilidade. “Quanto mais frente de trabalho conseguirem para as famílias estaremos ajudando a amenizar o sofrimento de muitos que buscam tirar o sustento da terra, mas que não têm condições de investir em tecnologia. Esses pivôs seriam de grande salvação”, pontua.

Com dedicação à agricultura de pequeno porte, a presidente da Associação do Assentamento, Maria da Conceição, entende que os pivôs centrais só agregariam ao negócio familiar, uma vez que daria viabilidade à atividade durante todo o ano, aumentando a produtividade sem aumentar a área cultivado. “Sem essa tecnologia, temos produzido pouco e, com isso, os lucros têm sido pequenos, o que nos leva a recorrer a outras atividades para complementar o nosso sustento. Isso interferiu no desempenho da própria agricultura, colocando em risco a nossa principal atividade. No caso da minha família, por exemplo, tínhamos também uma criação de porcos, mas, com a falta de recursos, perdemos muitos animais e acabamos abrindo mão para trabalhar fora e garantir o sustento”, observa.
“O acesso às tecnologias disponíveis para o desenvolvimento agrícola da região deve chegar aos pequenos produtores como forma de fortalecer a agricultura familiar. Durante nossa visita ao Assentamento Santa Rita foi possível constatar a existência de ações já desenvolvidas pela CERB, mas que requerem continuidade e disponibilidade de apoio técnico para fixação das famílias assentadas e, consequentemente, possibilitar geração de renda. Destaca-se a possibilidade de compartilhamento do equipamento e aprimoramento de técnicas para o uso de maneira sustentável dos recursos hídricos existentes no local, viabilizado pela utilização de tecnologia compatível com os interesses daquela comunidade”, enfatizou Jacques Miranda, professor e vice-reitor da Ufob.
A possibilidade de ampliar sua produção animou a pequena agricultora Maria de Fátima Perim, que vê na irrigação compartilhada a solução mais eficiente para o seu cultivo de morangos e maracujás. “Não se trata apenas de aumentar a produtividade, mas a renda e as perspectivas das famílias. Se na África está dando certo aqui também dará. Onde há tecnologia há desenvolvimento social”, defende.