Sai primeira lista do ano de produtos com descontos no Pronaf

da Redação

A lista com os produtos e os estados contemplados tem validade até o dia 9 de fevereiro, conforme Portaria nº 1/2021, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Com base em pesquisa de preços de mercado efetuada pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) no mês passado, foi publicada a lista de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) com direito a bônus do governo federal no mês de janeiro nas operações de crédito pelas instituições financeiras.

Foto: Mercur

Serão contemplados os seguintes produtos:

Abacaxi
Banana
Borracha natural cultivada
Castanha de caju
Mamona em baga
Manga
Maracujá
Raiz de mandioca

Os produtos que registraram queda de preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito.

Segundo o Mapa, para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, que é a fonte de renda para pagamento do financiamento, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.

Foto: UOL

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os estados contemplados na lista deste mês são:

Alagoas
Bahia
Ceará
Goiás
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rondônia
Roraima
São Paulo
Sergipe

Em 2021, CONAFER seguirá forte na atuação pelo segmento agrofamiliar

Em 2020, mesmo em ano de crise econômica e sanitária, segmento agrofamiliar não parou de produzir; para melhorar performance do setor, CONAFER se prepara para lançar produtos e serviços voltados aos associados em 2021

Para muitos é um ano para esquecer. Principalmente as famílias de quase 200 mil brasileiros mortos pela Covid-19. Também muitos brasileiros perderam seus empregos e renda. Foi um ano que surpreendeu a todos pela velocidade dos fatos, um cenário de guerra globalizado.

Mas mesmo em meio a tantos problemas e desafios de sobreviver em ambiente tão inóspito, com lockdowns e quarentenas permanentes nas 5,5 mil cidades do país, não faltaram alimentos na mesa dos brasileiros.

Foto: Região dos Vales

Enquanto o dólar mandava para o exterior grande parte da produção agrícola extensiva, nossos 36 milhões de agricultores seguiram intensivamente no trabalho diário de alimentar 73% da nação brasileira.

Os nossos agricultores uniram forças, foram resilientes nos momentos mais difíceis quando a pandemia exigiu uma série de cuidados na produção, foram criativos e milhares usaram o delivery para escoar seus produtos.

Sem as feiras e as dificuldade para expor os resultados das suas colheitas, muitos chegaram a perder toda a produção mesmo com uma elevada demanda. As dificuldades de logística já conhecidas no segmento ficaram ainda mais expostas.

Foto: Nova Mais

O resultado é que nos momentos mais cruciais, mesmo com todas estas dificuldades, os alimentos da agricultura familiar não deixaram de alimentar o país. Ao contrário, garantiram a nossa segurança alimentar.

CONAFER prepara uma série de ações no ano em que completa uma década

A Confederação vem trabalhando já há algum tempo para atuar em um cenário econômico de dificuldades ainda maiores em 2021. Viramos o ano ainda sob pressão da pandemia e de uma economia que busca investimentos para sair da crise.

A CONAFER tem objetivamente buscado recursos para o setor por meio do fomento do sistema financeiro, lançou em 2020 a sua plataforma digital para conectar agricultores de todo o território nacional, além de ter atuado na criação de uma Frente Parlamentar no Congresso objetivando dar representatividade política ao setor.

Às suas bases, a Confederação levou apoio e ampliou as suas relações com novas associações, por todas as fronteiras, em milhares de propriedades rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos. Uma das ferramentas foi a internet, o que possibilitou a criação de diversos grupos de trabalho, diversificando ainda mais as ações, como a Cultura dos Povos para obtenção de recursos da Lei Aldir Blanc, importante movimento cultural nascido dentro da CONAFER.

Para 2021, a CONAFER irá lançar uma série de produtos e serviços, tanto para os agricultores e associados ativos, como para os associados aposentados.

“Temos claramente o objetivo de levar recursos aos nossos produtores, mas também levar o conhecimento, valorizar ainda mais o empreendedor rural com produtos financeiros e de melhoria da produção, sempre na busca da sua autonomia e do desenvolvimento do país”, como ter afirmado Carlos Lopes, presidente da CONAFER.

A CONAFER ao completar 10 anos em 2021, deseja um tempo de muita fartura no campo, com safras de sucesso para todos os seus associados, e seguirá ao lado dos agricultores e suas famílias para ultrapassar os inúmeros desafios deste novo ano.

Plano Safra deve ser anunciado na primeira quinzena de junho

FONTE: Canal Rural
O Plano Safra 2020/2021 deve ser anunciado com uma antecipação de duas a três semanas em comparação com a divulgação feita em anos anteriores. De acordo com o diretor de Financiamento e Informação do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, a pasta espera concluir o trabalho de planejamento interno na última semana de maio. Dessa forma, a publicação poderia ser realizada ainda na primeira quinzena de junho.

Durante participações em lives promovidas nas últimas semanas, a ministra Tereza Cristina adiantou as demandas feitas pelo Ministério da Agricultura ao Ministério da Economia. Para o próximo ano, a ministra espera aumentar as verbas destinadas ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural em 50%. Isso significa uma oferta de R$ 1,5 bilhão para que o governo possa arcar com parte do seguro contratado por produtores rurais. Atualmente, o desconto fornecido aos agricultores gira em torno de 35% do valor total a ser pago.
Além disso, Tereza Cristina solicitou ao ministro Paulo Guedes o aumento da verba fornecida pelo Tesouro Nacional para subsídio do crédito rural. A ministra pretende contar com um aporte de R$ 15 bilhões. No último plano, a cifra disponibilizada ficou em R$ 10 bilhões. A expectativa é de com mais recursos públicos, seja possível diminuir os juros para contratação de financiamentos, principal demanda de produtores rurais.
“Claro que o ideal era a gente ter juro negativo. Hoje nós temos dificuldade, inclusive dos investimentos de fora, de fundos que investiam em agricultura, hoje todo mundo está com uma interrogação, todo mundo deu uma freada”, declarou a ministra em entrevista ao programa Poder em Foco no último dia 27. Tereza Cristina adiantou que não é possível determinar ainda em quanto ficará a média de juros para o próximo Plano.