Programa Ater Digital quer levar tecnologia e inovação aos produtores rurais

da Redação

Lançado pelo Ministério da Agricultura, o Ater Digital vai fortalecer o Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural

O Ater Digital tem o objetivo de promover uma modernização na assistência rural por meio da promoção de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas atividades de empresas públicas e privadas, buscando ampliar o acesso dos produtores rurais a serviços mais modernos e eficientes no campo de forma remota.

De acordo com o Mapa, o Brasil possui cerca de 4 milhões de estabelecimentos de agricultura familiar, mas somente 1 em cada 5 tem acesso à assistência técnica, ou seja menos de 20%, o principal motivo do baixo acesso é por causa do alto custo e logística. O menor índice está no Nordeste com 7% de atendimento e a maior no Sul, com 49%.

Foto: Campo em Dia

O ministério espera com o Ater Digital, garantir agilidade no atendimento aos produtores rurais, acesso mais rápido aos conhecimentos tecnológicos e inovadores sobre produção agrícola, apoio à integração entre as ações de pesquisa com a extensão rural e assistência técnica, como também incentivo à produtividade e competividade da agricultura brasileira, além de prever capacitação de consultores e técnicos da área.

Serão destinados R$ 40 milhões e a meta até 2030 é atingir 50% que atualmente está em 18,2% o percentual de agricultores atendidos por algum tipo de assistência técnica rural. Essa porcentagem sofre variação dependendo da região sendo: 48,9% no Sul, 24,5% no Sudeste, 16,4% no Centro-Oeste, 8,8% no Norte e 7,3% no Nordeste.

O planejamento do programa prevê que a primeira fase ocorrerá entre os anos 2020 e 2022 e serão desenvolvidos cinco projetos específicos, entre eles a elaboração de um portal para possibilitar o compartilhamento de informações e conhecimentos sobre pesquisa e extensão nas áreas agrícolas demandadas pelos produtores rurais.

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Outros dois projetos terão foco na modernização da infraestrutura de TI das instituições públicas estaduais de Ater e no desenvolvimento de aplicativos que melhorem a produtividade, a qualidade dos produtos agrícolas e a otimização de recursos. Outra ação prevista é a implementação, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), de serviços de consultoria agrícola digital a agricultores familiares do Nordeste do Brasil.

Portal Campo Vivo

O programa será coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa em conjunto com a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação.

Capa: Aease

CONAFER cria Secretaria da Tecnologia da Informação (SETI) e amplia a conexão com o agricultor familiar

da Redação

A SECOM recebeu Gabriel Nonato, o novo Secretário, para falar dos objetivos da SETI e da importância da conectividade entre a CONAFER e seus milhares de associados em todo o país

Redação CONAFER: Qual a sua formação e quais ideias pretende implementar no comando da SETI?

Gabriel Nonato: A minha formação é em telecomunicação, e me defino como um apaixonado pela conexão entre pessoas. Foi este sentimento que me fez seguir pelo caminho da Tecnologia da Informação. Sempre trabalhei unindo grupos de trabalho, associações e empresas por meio do mundo digital. Agora, o desafio será criar uma conectividade instantânea entre todos os associados da CONAFER, e a partir daí gerar benefícios para todos os trabalhadores conectados ao sistema.

RC: E qual será o modelo de negócios deste novo processo de conexão entre os associados da CONAFER?

GN: Tudo será realizado dentro de uma única e inovadora multiplataforma, onde vamos categorizar todos os tipos de produtos para fazer um escoamento de alta performance da produção, ampliando os negócios dos pequenos agricultores e empreendedores rurais. Todo o processo entre a produção e a sua distribuição será muito mais ágil e com informação precisa, tudo para que o agricultor entregue o melhor produto para o seu cliente.

RC: Qual a previsão para que esta multiplataforma entre em funcionamento e quais as demandas a partir de agora?

GN: A ideia é começar imediatamente a unificação do sistema com a criação de um banco de dados que futuramente será alimentado pelos próprios associados. A nova equipe de trabalho da SETI já vai iniciar o desenvolvimento da multiplataforma, criar o banco, alimentá-lo com informações, trabalhar com a estatística, testar tudo na prática, sem falhas de segurança ou vulnerabilidade. Vamos conectar o agricultor com a multiplataforma, o seu perfil e a sua conta no próprio celular, IOS ou Android, podendo ele mesmo alimentar o sistema com a sua produção, desenvolvendo um logística moderna para o mercado interno e de exportação, e que transforma-se em uma grande oportunidade para todos da CONAFER.