Assista ao último episódio do ano do Fica a Dica CONAFER

A CONAFER disponibiliza em seu canal do Youtube mais um episódio da série de vídeos informativos “Fica a Dica”

O oitavo episódio aborda o Projeto Replantar da CONAFER. Um projeto que visa unir jovens e idosos em atividades sustentáveis. Para saber mais sobre este e outros projetos da CONAFER, Fica a dica!

Assista abaixo ao Episódio #8:

Você também pode assistir aqui a todos os episódios.

A expansão da CONAFER: Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar chega em José de Freitas, no Piauí

da Redação


O Centro Tecnológico irá beneficiar os agricultores familiares de 224 municípios que necessitam de formação técnica para desenvolver projetos e aprimorar a produção


A CONAFER, Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, deu início à construção do Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar, o CTCAF, em uma área de 10 hectares na cidade de José de Freitas, a 48km da capital piauiense, Teresina, o primeiro do Nordeste.

O projeto pioneiro foi concebido para suprir a demanda dos produtores nordestinos, que representam mais de 50% dos agricultores familiares do Brasil. São agricultores que em sua maioria não dispõem de conhecimentos técnicos e acesso aos créditos de fomento do Estado. Por exemplo, o Sul com 12% das propriedades acessa 50% do PRONAF, o contrário do que ocorre com os estados nordestinos.

“Hoje temos 22 sindicatos SAFER e os agricultores destes municípios sempre sonharam em ter um espaço voltado para a educação no campo e a CONAFER e a FAFER do Piauí inovam neste grande passo que irá contribuir para uma média de 35 mil famílias que estão sofrendo por falta de conhecimento rural”, compartilha o presidente da Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais do Piauí e coordenador da União Nacional Camponesa – UNC, Júlio César.

Município José de Fretas, a 48km de Teresina.

Ainda de acordo com coordenador da UNC, o objetivo do projeto é atender 224 municípios no estado do Piauí, “iremos criar um sisteminha da Embrapa, para criação de galinhas da canela preta”, compartilha umas das ideias que serão aplicadas pelo projeto.

A CONAFER têm desenvolvido diversos projetos que beneficiam diretamente os produtores brasileiros, sempre partindo da premissa de dar as condições necessárias para a autonomia dos agricultores familiares, que hoje produzem 70% dos alimentos consumidos no Brasil.

Com o Centro Tecnológico, a CONAFER irá oferecer cursos de qualificação profissional no ramo agroecológico e empreendedor. Com uma visão voltada ao crescimento sustentável e empreendedor da agricultura familiar.

Para a capacitação das famílias, serão oferecidos cursos de Produção Vegetal, Animal e Agroecológica, e o que é muito importante, Mercado e Empreendedorismo com Gestão de Crédito. Com o tempo, serão disponibilizados muitos outros cursos, como por exemplo, Manejo Produtivo na Piscicultura,  Nutrição e Manejo Alimentar, Suinocultura Conceito Geral, Silvicultura: Produção de Mudas e Manejo Produtivo, Cultivo de Cogumelos Comestíveis e Medicinais, Compostagem e Matéria Orgânica, Cooperativismo, Associativismo e Agroecologia.

Centro Tecnológico também faz parte do projeto ERA 

O Centro de Formação da CONAFER também irá levar o projeto ERA para ainda mais cidades do Nordeste.O projeto ERA, a Estação Empreendedora Rural Agroecológica, cumpre inúmeras demandas: regularização fundiária, escrituração e titularização de terras; fortalecimento do crédito para produção; garantia do comércio com valor agregado; modernização dos processos produtivos; fortalecimento do agricultor como produtor agrícola.

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O projeto oferece um leque de opções de culturas para o produtor implantá-lo em sua propriedade. A ideia é que o agricultor possa consorciar sua produção sempre com outra, animal ou vegetal, garantindo uma renda nos 12 meses do ano. A estação ERA trabalha com a capacitação da família produtora em três setores: produção agrícola e animal; mercado e empreendedorismo; e gestão de crédito. Todo esse suporte é oferecido por meio de módulos de produção: Agrofloresta, Piscicultura, Leite Orgânico com criação de bovinos e ovinos, Apicultura, Centro de Capacitação, Culturas Vegetais e Cultivo em Estufa.

Com o Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar e novos módulos do ERA pelo país, a CONAFER segue com a sua expansão e a missão de ajudar no desenvolvimento da agricultura familiar, o segmento econômico que mais emprega e mais produz na agricultura nacional.

Milho, a força do grão que alimenta a economia da agricultura familiar

da Redação

Metade da produção do milho brasileiro vem das propriedades de mais de 1 milhão de pequenos produtores; o país é o terceiro produtor mundial depois dos EUA e China

O milho é uma cultura fundamental para a agricultura familiar brasileira. Não à toa é uma das culturas que mais acessa créditos para investimento de custeio pelo  PRONAF, o Programa Nacional da Agricultura Familiar, além de ficar com boa parte do Seguro da Agricultura Familiar e também do seguro Garantia-Safra.

Atualmente o cultivo do grão está presente em todos os continentes, sendo os maiores produtores mundiais os EUA, China e Brasil. De acordo com o Conselho Internacional de Grãos – IGC, a produção mundial de milho em 2018/2019 foi de 1,126 bilhão de toneladas.
No Brasil, para além da produção em larga escala, o milho está presente na mesa, na cultura e nas plantações dos pequenos produtores rurais de Norte a Sul. 

Segundo o relatório do Crédito Rural no âmbito do Programa Nacional da Agricultura Familiar – Pronaf, divulgado pela Controladoria Geral da União – CGU, em janeiro de 2020, a agricultura familiar, que representa 90% da economia dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes e 40% da população economicamente ativa do país, é também responsável por 46% do milho produzido no Brasil.

A importância econômica do milho caracteriza-se pelas várias formas de consumo, desde a alimentação, a ração  animal até a indústria de alta tecnologia. O uso do milho em grão como ração representa a maior parte do consumo desse cereal, ou seja, aproximadamente 70% no mundo. 

Semente ancestral e principal fonte nutricional dos Povos Originários das Américas

O milho contribui para a segurança alimentar da humanidade há cerca de 7 mil anos. Seja em forma de grãos, cozido, assado, como farinha ou mingau, este importante alimento faz parte da história de subsistência e do desenvolvimento cultural da nossa civilização.

Os primeiros registros dão conta de seu cultivo em algumas ilhas próximas ao litoral do México e rapidamente se propagou por todo o país, tornando-se o principal ingrediente da culinária mexicana. Logo depois da chegada dos espanhóis e portugueses na América, no período das grandes navegações, o milho foi levado para a Europa, onde era plantado em jardins, até que seu valor alimentício foi reconhecido.

Existem diversas espécies de milho que variam de formato, cor e textura e que são classificados em cinco tipos: duro, doce, pipoca, dentado e mole. Em cada tipo de milho estão classificadas ainda variedades desse tipo. Cada um possui características próprias em seu grão, que é composto por um tecido rico em amido, podendo ser mole ou duro.

Da mesa às festas populares, um alimento sempre presente no dia a dia do brasileiro

O milho é considerado um dos alimentos mais nutritivos que existem e também muito versátil para consumir. Em forma de grãos secos é um cereal, fresco é considerado legume. E é justamente por causa dessa mutabilidade, que o milho protagoniza alguns dos principais pratos da culinária brasileira.

Em festas populares o milho é sempre um dos alimentos mais procurados, seja como curau, pamonha, canjica ou bolo de fubá. Ele também é encontrado em subprodutos, como óleos, xaropes e bebidas.

Rico em fibras, proteínas, vitamina A, vitaminas do complexo B, ferro, potássio, fósforo, cálcio e celulose, o milho é também utilizado na fabricação de pães, por ser uma boa fonte de carboidratos, ou seja, energia.

Devido a boa quantidade de fibras, estimula a melhora na função intestinal, além de ser uma ótima alternativa para pacientes celíacos, por não conter glúten, e para pacientes portadores de diabetes tipo 1 ou 2, por causa do seu baixo nível glicêmico.

A importância dos Povos Indígenas para a chegada do milho no Brasil

Seu nome, de origem indígena caribenha, significa “sustento da vida”, constituindo-se como a alimentação básica de várias civilizações importantes ao longo dos séculos, como os Maias, Incas, Astecas e Olmecas, que reverenciavam o cereal na arte e em seus rituais sagrados.

Durante muito tempo, acreditou-se que ele saiu do México completamente transformado. Mas uma investigação publicada na revista Science revela que o alimento chegou à Amazônia semidomesticado.

No Brasil, a difusão do milho aconteceu por meio diversos grupos étnicos, dada a experiência dos Povos Indígenas da Amazônia com o manejo de plantas, uma vez que já cultivavam abóbora, feijão e mandioca. Mas foram principalmente os Guarani os responsáveis pela cultura do “abati”, nome do milho em Tupi-Guarani, e que significa “cabelos dourados”.

O apoio da CONAFER para o crescimento da produção nas pequenas propriedades

Além de possibilitar o acesso ao crédito com a emissão de DAPs e garantir certificações de qualidade aos pequenos agricultores, a  Confederação tem levado e implantado por todo o Brasil o projeto ERA, a Estação Empreendedora Rural Agroecológica, elaborado pela SAER, a Secretaria Nacional de Agricultura e Empreendedorismo Rural. 

O projeto busca a regularização fundiária, escrituração e titularização de terras; fortalecimento do crédito para produção; garantia do comércio com valor agregado; modernização dos processos produtivos; fortalecimento do agricultor como produtor agrícola. O ERA oferece um leque de opções de culturas para o produtor implantar os módulos de produção, os Módulos ERA: Agrofloresta, Piscicultura, Leite Orgânico com criação de bovinos e ovinos, Apicultura, Centro de Capacitação, Culturas Vegetais e Estufa. Por meio do ERA, muitas propriedades têm desenvolvido projetos para a cultura do milho, melhorando a produção, aumentando os lucros, beneficiando a segurança alimentar e a economia do país.

Fotos ilustrativas de fontes desconhecidas

Senado aprova Projeto de Lei que beneficia agricultores familiares no período da pandemia

da Redação

Artigo da proposta determina compras do governo de produtos da agricultura familiar em períodos de calamidade pública

O Senado Federal aprovou na última terça-feira, dia 2, o Projeto de Lei 1194/20, que regulamenta a doação de alimentos excedentes por supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais em períodos de pandemias. O objetivo do PL é facilitar a doação dos excedentes não comercializados, mas ainda próprios para o consumo humano. Os alimentos devem atender a requisitos de segurança alimentar e sanitária, observância do prazo de validade e manutenção das propriedades nutricionais.

As doações serão direcionadas para pessoas pobres, famílias e grupos sociais que se encontrem em situação de vulnerabilidade econômica e risco alimentar, e deverão ser realizadas por intermédio de bancos de alimentos ou de entidades beneficentes certificadas ou religiosas, que ficarão isentas de encargos.

Artigo do projeto favorece a agricultura familiar

No artigo 5º do projeto, foi mantida emenda incorporada pela Câmara dos Deputados que favorece os pequenos agricultores e pescadores artesanais e determina que, em períodos de calamidade pública, o governo realize as compras de alimentos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA.

O projeto vem num momento delicado, em que muitos agricultores não estão conseguindo comercializar seus produtos em consequência da suspensão do funcionamento das feiras por causa do novo coronavírus. Para os agricultores familiares, é ainda uma garantia de escoamento e compra da produção em situações como a que estamos vivendo. Além disso, a mudança incorporada ao projeto de lei oferece à população carente o acesso a alimentos agroecológicos e muito mais saudáveis.

O projeto aguarda agora a sanção presidencial.

Senado aprova Auxílio Emergencial para a categoria de agricultor familiar e libera CPF irregular para cadastro

da Redação
PL 873 votada de forma unânime segue agora para sanção presidencial
O Senado Federal aprovou ontem à noite a extensão do Auxílio de R$ 600 para várias categorias de trabalhadores, entre elas a dos agricultores familiares não cadastrados no CadÚnico, ou que ainda não estavam contemplados pela lei por causa das exigências documentais.
O texto ainda proíbe a recusa de concessão do Auxílio Emergencial a trabalhador civilmente identificado sem CPF ou título de eleitor regularizado. Nesse caso, o governo deve regulamentar o tema a fim de evitar fraudes, determinando quais documentos serão aceitos.
Além disso, as instituições financeiras responsáveis pelo pagamento do Auxílio ficam proibidas de realizar quaisquer descontos sobre o valor do benefício, mesmo que a título de compensação de dívidas em atraso contraídas anteriormente pelo beneficiário.
No plenário, foi incluída novamente a ampliação para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas com deficiência e idosos. Assim, foi elevado de um quarto para meio salário mínimo (R$ 522,50) o limite de renda familiar per capita para a concessão do benefício.
Espera-se agora que o presidente sancione imediatamente o Projeto para agilizar o Auxílio e o seu pagamento não apenas a todos os agricultores familiares, como para todas as demais categorias.

Projeto cria marco regulatório para a promoção da agroecologia no País

FONTE: Agência Câmara de Notícias
O Projeto de Lei 6529/19 cria um marco regulatório para a promoção da agroecologia no País. O texto estabelece princípios, diretrizes e procedimentos, bem como fontes de recursos e um modelo de gestão para implementação do Programa de Fomento e Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf). A chamada agroecologia é uma forma de agricultura sustentável e orgânica e que se utiliza de tecnologias limpas e integrada ao ecossistema.
A proposta estabelece que um dos objetivos do programa é promover a segurança alimentar, a viabilidade econômica dos produtores e a transição para uma agricultura resiliente à mudança do clima. Além disso, busca práticas agrícolas diversificadas, geradoras de serviços ambientais e formadoras de paisagens integradas do espaço rural-urbano.
De acordo com o projeto, o Prosaf é destinado aos agricultores familiares, aos assentados da reforma agrária, aos povos e comunidades tradicionais e aos agricultores urbanos.
A proposta cria a certificação e o selo agroflorestal com a função de habilitar os sistemas agroflorestais de base agroecológica como beneficiários dos incentivos e pagamentos por serviços ambientais.
Em relação ao financiamento do Prosaf, a proposta prevê recursos vindos de dotações orçamentárias no Orçamento Geral da União, de operações de crédito destinas a investimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar; de operações de crédito destinadas ao Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono; entre outras fontes de recursos nacionais e internacionais.
O autor do projeto, deputado Pedro Uczai (PT-SC), afirma que o programa tem como principal finalidade estabelecer um marco normativo, de caráter programático, capaz de canalizar e orientar a elaboração e execução de iniciativas de promoção de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica no País.
“Os Sistemas Agroflorestais representam uma das mais promissoras vias de mitigação e adaptação à mudança do clima do setor agrícola, na medida que integram no mesmo arranjo produtivo as dimensões econômica, social e ambiental. Na abordagem desses sistemas de produção, prevalece a lógica que combina práticas de adaptação, para aumentar a resiliência da agricultura, e de mitigação, visando reduzir as emissões gases de efeito estufa”, explica.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Projeto prevê Plano Safra específico para a agricultura familiar

FONTE: Infonet
O Projeto de Lei 280/20 prevê Plano Safra específico para a agricultura familiar. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera a Lei 8.171/91, que trata de política agrícola.
Segundo a proposta, esse plano orientará e definirá, para cada ano agrícola, os valores para o crédito e as suas prioridades, os preços, as compras pelos mercados institucionais, as previsões para o Garantia-Safra, e os estímulos para a agricultura orgânica e agroecológica.
Autor da proposta, juntamente com outros parlamentares, o deputado João Daniel (PT-SE) destaca que o atual governo extinguiu o Plano Safra da Agricultura familiar no Plano Safra 2019/2020.
Ele lembra que a agricultura familiar tem especificidades socioeconômicas e conta  com legislação específica. A diferenciação desse modelo de agricultura em relação à agricultura empresarial passa, por exemplo, pela utilização da mão de obra familiar no processo produtivo.
“O conceito de agricultor familiar pela legislação brasileira abrange extrativistas, indígenas, quilombolas, que jamais podem se equiparados a um mega agricultor capitalista”, afirma João Daniel.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Projeto recompensa produtores rurais por restauração florestal

FONTE: Ciclo Vivo
Conexão Mata Atlântica valoriza produtores rurais pela restauração florestal e conversão produtiva no Rio de Janeiro. Inscrições vão até março.
O projeto Conexão Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, valoriza e recompensa, por meio do mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), produtores rurais que desenvolvem ações de restauração florestal e conversão produtivade áreas com baixa produtividade, a partir da implementação de sistemas silvipastoris e agroflorestais.
O modelo gera impacto socioeconômico a partir da complementação da renda e geração de capital para investimentos em especial para os pequenos produtores. O primeiro edital do projeto, publicado em 2018, selecionou 165 produtores rurais do estado do Rio de Janeiro e concluiu o pagamento de mais de R$ 1 milhão da primeira parcela de PSA.
O projeto é conduzido pela Secretaria de Estado do Ambiente, por meio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que é responsável pela coordenação geral, e pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Pesca (SEAPPA). Os valores do PSA são definidos de acordo com a área, tipos de práticas e ações aplicadas na propriedade, podendo variar de R$ 1.200 a R$ 20 mil, individualmente.
O edital permite, ainda,  a submissão de projetos grupais, os quais recebem acréscimo de 30% do recurso individual para ser aplicado em ações coletivas com impactos socioambeitais ainda mais significativos. Os recursos devem ser investidos no Salto Tecnológico, diretriz do projeto que determina a aplicação em inovação e melhorias no negócio rural.

Inscrições vão até março

Os produtores rurais interessados em participar do segundo edital do projeto no Rio de Janeiro, ganharam um prazo maior para se inscreverem no processo seletivo. As inscrições, que encerrariam dia 3 de fevereiro, foram prorrogadas até o dia 27 de março.
No Rio de Janeiro, o projeto abrange seis microbacias localizadas nos municípios de Italva, Cambuci, Varre-Sai  e Porciúncula (Região Noroeste) e Valença e Barra do Piraí (Médio Paraíba),áreas estratégicas para a manutenção dos fragmentos florestais de Mata Atlântica e dos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.
O edital de seleção pública nº 006/2019 está disponível para consulta no site da Finatec.

Apoio à conversão produtiva

O novo edital traz algumas novidades em relação à primeira seleção pública do projeto. A principal delas é que os produtores rurais interessados em adotar práticas de conversão produtiva, como os sistemas silvipastoril e agroflorestal, receberão incentivo financeiro para custear, total ou parcialmente, o investimento.
O recurso varia de acordo com a ação proposta e  o tamanho da área onde a ação será executada. Após a implementação do sistema, o produtor também receberá o pagamento por serviços ambientais, recurso pago anualmente até a conclusão do projeto.

Metas

O novo edital tem como meta contratar, pelo menos, 482 hectares de restauração florestal e 108 hectares de área de conversão produtiva (sistemas silvipastoril e agroflorestal). Até sua conclusão, prevista para 2022, o projeto pretende alcançar plenamente suas metas, mantendo sob incentivos 1773 hectares de floresta conservadas, meta que já foi alcançada no primeiro edital, 750 hectares de restauração florestal e 150 de conversão produtiva. O atual edital não contempla novas áreas de conservação.
Com esses resultados, até o final do projeto, terão sido pagos a produtores rurais prestadores de serviços ambientais, por meio de incentivos de PSA, cerca de R$ 6 milhões, que serão revertidos em investimentos locais nas áreas de atuação no estado do Rio de Janeiro.

Como participar

Para participar, os produtores rurais devem apresentar manifestação de interesse e um Plano de Ação, que conterá a indicação das áreas para implementação das práticas incentivadas pelo projeto na propriedade, além de realizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e apresentar documentação que comprove posse do imóvel rural. Para receber o pagamento, o proprietário deverá cumprir todas as atividades estabelecidas no Plano de Ação e no Salto Tecnológico.
Os produtores rurais interessados em participar do projeto contam com assistência técnica para a organização da documentação, apoio para a regularização ambiental, assim como para elaboração do Plano de Ação, que indicará as áreas e ações a serem trabalhadas nas propriedades. O apoio técnico aos agricultores conta, ainda, com a parceria da Emater-Rio.
As propostas habilitadas serão avaliadas e hierarquizadas segundo os critérios estabelecidos no edital. O resultado será divulgado no site da Finatec.

Rio Paraíba do Sul

Sobre o projeto

A principal finalidade do projeto é a mitigação do carbono da atmosfera, a conservação da biodiversidade e a promoção da conectividade dos fragmentos florestais da Mata Atlântica na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, principal manancial de abastecimento da região Sudeste do país.
As intervenções estão voltadas para recuperação de áreas degradadas ou de baixa produtividade por meio de ações que contribuam para a conservação do solo, infiltração da água e aumento do sequestro de carbono da atmosfera, além de promover a sustentabilidade ambiental e econômica da propriedade rural.
No Estado do Rio de Janeiro, o PSA é regulamentado pelo Decreto Estadual nº 42.029/11, que cria o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PRO-PSA).

'Vamos deixar do lado da Mesa', afirma Maia sobre projeto de mineração em terras indígenas

FONTE: O Globo
Presidente da Câmara avalia que proposta enviada por Jair Bolsonaro não é prioridade
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que o projeto enviado pelo governo para liberar a mineração e a geração de energia em terras indígenas não é prioridade. No início do mês, Jair Bolsonaro enviou aos deputados uma proposta neste sentido e, desde então, busca apoio para tornar possível sua votação.
— (O projeto) não terá por parte da Câmara a urgência que alguns gostariam. Vamos aguardar, deixar do lado da Mesa, para que no momento adequado a gente trate esse debate com todo cuidado do mundo. Podemos abrir o debate, sem o projeto, para ver como e por que regulamentar a exploração de mineração em terra indígena. O constituinte tratou dessa possibilidade de mineração em terra indígena. Podemos debater, mas tratar desse tema sema um cuidado muito grande é muito difícil, porque sabemos que o tema do meio ambiente na Amazônia, para o Brasil, é decisivo — disse Maia.
Ao chegar à Câmara na tarde desta terça-feira, Maia disse que o tema é sensível, seja para as novas gerações ou para o crescimento econômico.  Ele argumento que a “pré-condição” para o Brasil atrair investimentos é respeitar o meio ambiente.
Desde que o projeto chegou à Câmara, parlamentares de oposição pedem a Maia que ele devolva a proposta ao Planalto. Ele avalia, no entanto, que esse não seria o procedimento correto.
— Não tenho como devolver, o projeto não é inconstitucional. Não acho que está no momento adequado do debate. Esse é um debate que precisava ser feito de uma outra forma. Primeiro, discutir o tema de uma forma mais ampla, para depois encaminhar um projeto, que (ainda assim) gera muitas dúvidas, muita insegurança para muitas pessoas — afirmou.
Na semana passada, em café da manhã com um grupo de parlamentares da bancada ruralista, Bolsonaro pediu apoio ao projeto.
— (O objetivo do projeto) é que o índio possa ter o mesmo direito do  fazendeiro. Plantar, arrendar, garimpar, usar sua terra para fazer uma PHC (Pequena Central Hidrelétrica) ou uma hidrelétrica. Fazer fazenda de painéis fotovoltaicos. Ou seja, (que) eles se integrem realmente à sociedade. Acredito que agindo dessa maneira nós ajudaremos em muito a diminuir, em especial, o conflito no campo — disse Bolsonaro na reunião.