ZARC DO MILHO SEGUNDA SAFRA: consórcio com braquiária tem novo zoneamento de risco climático

da Redação

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura de milho segunda safra foi publicado nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Fundamentais para uma condução eficiente das lavouras brasileiras no campo, um desses zoneamentos recém-elaborados é do cultivo consorciado de milho segunda safra com braquiária.A produção de milho no Brasil se caracteriza pela divisão em duas épocas de plantio. O plantio de verão, ou primeira safra, é realizado na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano). Mais recentemente, tem aumentado a produção obtida na safrinha ou segunda safra. A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Verifica-se, nas últimas safras, um decréscimo na área plantada no período da primeira safra, que tem sido compensado pelo aumento dos plantios na safrinha e pelo aumento do rendimento agrícola das lavouras de milho

Foi feito um ajuste do ciclo de cultivo do milho em função da variação das temperaturas neste período de segunda safra. “O ajuste do ciclo de cultivo do milho em função da variação das temperaturas neste período de segunda safra pode ser considerado o principal aperfeiçoamento deste estudo, especialmente para os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (PR), onde se concentram as maiores produções”, afirma Balbino Evangelista, geógrafo e analista de Pesquisa da Embrapa no Tocantins. Ele é um dos líderes dos trabalhos com Zarc na empresa.

O geógrafo explica que, por conta do grande efeito da temperatura no alongamento do ciclo do milho safrinha, foram realizadas avaliações de riscos para ciclos variáveis, com duração de 100 até 180 dias. No estudo anterior, essa análise estava restrita a ciclos de 100 até 120 dias. Como consequência, aumentou a quantidade de municípios contemplados dentro de níveis de riscos aceitáveis e foi possível ajustar as janelas de plantio em regiões críticas, seja para maior ou para menor período. Alguns municípios situados em regiões mais frias do Sul e do Sudeste do país tiveram a janela reduzida.

Entre 22 e 24 de setembro, aconteceram reuniões virtuais de validação junto a diferentes agentes da cadeia produtiva de valor de quatro estados: Paraná; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; e São Paulo. Profissionais como técnicos da extensão rural, consultores, produtores, pesquisadores e agentes financeiros tiveram acesso aos resultados do zoneamento que, após discussões técnicas, foram validados com pequenos ajustes.

Zarc 50% não será implementado

Com o atraso de plantio do milho segunda safra na última safra, plantada a partir de janeiro de 2020, diversas instituições solicitaram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma prorrogação da data de plantio da cultura. Por se tratar de instrumento técnico-científico, não havia como flexibilizar datas sem prévio estudo da Embrapa.
No entanto, visando demonstrar quais munícipios do Brasil poderiam ter mais um decêndio de plantio no milho de segunda safra com uma nova classe de risco de 50%, a Embrapa, a pedido do Mapa, desenvolveu as pesquisas, que foram apresentadas às instituições demandantes, que declinaram da criação do Zarc de 50%.

Havia riscos de não atender muitos dos municípios que apresentaram atraso de plantio em 2020, ou seja, a maioria da regiões apresentou risco de insucesso superior a 50% quando acrescentado um decêndio (dez dias) a mais de período de plantio. Além disso, uma possível exposição de um risco muito alto de perdas por problemas climáticos e representaria uma elevação dos custos do sistema de seguro rural e Proagro.

Para que serve o Zarc?

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).
Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android
Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Com informações do Mapa.

ZARC DO MILHO: sai zoneamento agrícola de um dos produtos mais importantes da agricultura familiar

da Redação

Das quatro culturas agrícolas mais produzidas pelos agricultores familiares, o milho tem um valor especial, pois além da subsistência das famílias e da sua comercialização como fonte de renda aos pequenos produtores, ele é o principal insumo para a produção de aves e suínos, além de sua importância estratégica para a segurança alimentar do brasileiro ao longo das últimas décadas. Por isso, é importante para o setor agrofamiliar se ater às publicações do Zarc, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático publicado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento, o Mapa. Nesta quarta 15 de setembro, o Zarc do milho foi publicado com destaque para regiões Norte e Nordeste, orientando as culturas milho de 1ª safra, consórcio milho com braquiária e algodão herbáceo. O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos

O Zarc utiliza um modelo agrometeorológico considerando elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola, como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

O Zarc foi aprovado para cultivo do milho de 1ª safra em AL, CE, PB, PE, RN, SE, AP, AM, PA e RR; cultivo do consórcio milho com braquiária de 1ª safra em AL, CE, PB, PE, RN, SE e RR; cultivo do algodão herbáceo em AL, CE, PB, PE, RN, SE, AP, PA e RR.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android.

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

O milho e sua importância na agricultura familiar

A maior parte do milho que abastece os municípios brasileiros é produzido pela agricultura familiar. O milho é cultivado em todo o Brasil, tanto na agricultura familiar quanto nas grandes empresas agropecuárias, estando presente em todas as cadeias produtivas de animais.

No início de seu cultivo, o milho era utilizado basicamente para a subsistência humana. Com o decorrer do tempo foi ganhando importância e transformou-se no principal insumo para a produção de aves e suínos, além de sua importância estratégica para a segurança alimentar do brasileiro ao longo das últimas décadas.

A produção do milho representa cerca de 30% do total de grãos produzidos no mundo. Os maiores produtores são os EUA, China, Brasil, União Européia, México e Argentina. No Brasil, os Estados que se destacam na produção do cereal são: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A cultura do milho ocupa posição de destaque entre as atividades agropecuárias do Brasil por ser a mais frequente nas propriedades rurais e pelo seu valor de produção, superado apenas pelo da soja. O milho é, ao mesmo tempo, importante fonte de renda para os agricultores e relevante insumo (matéria-prima) para os criadores de aves, suínos, bovinos e outros animais, compondo parcela majoritária das rações.

O milho é produzido do Norte ao Sul do Brasil, com características e sistemas de produção diferentes. Por ser uma cultura que é cultivada em pequenas propriedades, uma parcela importante do milho colhido destina-se ao consumo ou transformações em produtos para consumo na própria fazenda. Porém, o aumento na eficiência dos sistemas de produção de aves e suínos, as características dos produtos demandados pelos consumidores urbanos e as quantidades necessárias para atingir escalas mínimas que compensem o transporte para os centros consumidores, reduziram a capacidade de competição da pequena produção de milho.

A produção de milho, no Brasil, tem-se caracterizado pela divisão em duas épocas de plantio. O plantio de verão, ou primeira safra, é realizado na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano).

Mais recentemente, tem aumentado a produção obtida na safrinha ou segunda safra. A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Verifica-se, nas últimas safras, um decréscimo na área plantada no período da primeira safra, que tem sido compensado pelo aumento dos plantios na safrinha e pelo aumento do rendimento agrícola das lavouras de milho.

O milho no contexto da integração lavoura-pecuária (ILP)

Embora realizados em uma condição desfavorável de clima, os sistemas de produção da safrinha têm sido aprimorados e adaptados a essa condição, o que tem contribuído para elevar os rendimentos das lavouras também nessa época. A cultura do milho destaca-se também no contexto da integração lavoura-pecuária (ILP) devido às inúmeras aplicações que o cereal têm dentro da propriedade agrícola na alimentação animal, na forma de grãos ou de forragem verde ou conservada (rolão, silagem) ou na geração de receita, mediante a comercialização da produção excedente.

O ponto importante são as vantagens comparativas do milho em relação a outros cereais ou fibras no que diz respeito ao seu consórcio com capim nos projetos de ILP. Uma dessas vantagens é a competitividade no consórcio, visto que as plantas de milho exercem, depois de estabelecidas, grande pressão de supressão sobre as demais espécies que crescem no mesmo local.

Embora existam várias plantas forrageiras anuais e perenes que servem para a produção de silagem, o milho é uma das culturas mais utilizadas para essa finalidade no Brasil, por apresentar um bom rendimento de matéria verde, excelente qualidade de fermentação e manutenção do valor nutritivo da massa ensilada, conferindo baixo custo operacional de produção, além da boa aceitabilidade por parte dos animais.

O milho é a forragem mais tradicional por apresentar condições ideais para a confecção de uma boa silagem, como o teor de matéria seca por ocasião da ensilagem entre 30% e 35%, mais de 3% de carboidratos solúveis na matéria original e baixo poder tampão.

O cultivo do milho verde é uma atividade praticamente exclusiva de pequenos e médios agricultores. O milho verde pode ser considerado uma hortaliça, em virtude do tempo de sua permanência no campo até o momento da colheita, que é de aproximadamente 90 dias.

Mais recentemente, com a possibilidade de incremento do valor agregado ao produto, a conservação ambiental e a baixa utilização de insumos, a produção orgânica pode se constituir em alternativa viável para o aumento da rentabilidade do setor agrícola. Pequenos e médios agricultores, assentamentos agrícolas, além de outros segmentos da cadeia produtiva, constituem o público que demanda tecnologias adequadas para o desenvolvimento da agricultura orgânica, haja visto que a grande maioria desses agricultores utiliza pouco ou nada de insumos modernos na produção e, por questão até de sobrevivência, praticam a diversificação na produção.

Nesse caso, se aplicam tanto a produção de alimentos consumidos diretamente pelo homem como a produção de alimentos para animais, possibilitando uma ampliação das cadeias produtivas de produtos orgânicos. O milho, pelas razões já expostas, é essencial em sistemas orgânicos de produção pela diversidade de uso e produtos gerados, pelas inúmeras possibilidades de sua participação em sistemas de rotação, sucessão e consorciação de culturas, além de ser essencial como matéria-prima para outras cadeias de produção orgânica, como carne, leite e ovos.

Com informações do Mapa, Wikipedia e fonte Portal da Embrapa com material dos autores: Israel Alexandre Pereira Filho, José Carlos Cruz e João Carlos Garcia.

ZARC DO MARACUJÁ: sai zoneamento agrícola do plantio da cultura em que o Brasil é o maior produtor mundial

da Redação

O país tem a maior produção e o maior consumo mundial da fruta, chegando a 1 milhão de toneladas estimadas anualmente, gerando uma renda no campo de mais de R$ 1 bilhão de reais. O país exporta apenas 1% do que produz, tem uma produtividade média ainda baixa, em torno de 14 t/ha/ano, com potencial para produzir mais de 50 t/ha/ano. Dois fatores principais causam esta baixa produtividade da cultura: primeiro a não adoção de melhoramento genético ao utilizar sementes de origem desconhecida, obtidas de frutos coletados em pomares comerciais e no mercado. O segundo é a não utilização de tecnologias no processo de produção, como a correção da acidez e da fertilidade dos solos, podas de formação, adubações de cobertura, polinização manual, irrigação, controle fitossanitário e o plantio orientado por um zoneamento agrícola correto; a observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR)

O Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo. A fruta gera renda no campo de R$ 1 bilhão de reais por ano. A maior parte da produção vem dos pequenos produtores que entregam o fruto para as indústrias de sucos, alimentos, farmacêutica e de cosméticos. A área cultivada no país ocupava até recentemente 50 mil hectares, produzindo cerca de 800 mil toneladas anuais (IBGE, 2016). Juntas, as regiões Nordeste e Sudeste do país são responsáveis pela produção de 83% deste total. A cultura do maracujá representa 3,5% do valor total de toda produção de frutíferas do Brasil, que é estimada em R$ 26 bilhões (IBGE, 2015).

A cadeia produtiva do maracujá envolve uma gama enorme de negócios, pois cada parte do fruto é matéria-prima de diferentes indústrias. A flor é usada em chás, a polpa em sucos e alimentos, a semente possui um óleo aplicado em cosméticos, e da parte interna pode-se produzir uma farinha muito nutritiva. Conhecida pelo seu efeito calmante, a fruta possui diversos nutrientes que ajudam o nosso organismo no controle da pressão alta, por isso ela é tão aproveitada pela indústria farmacêutica.

O maracujá é plantado majoritariamente pela agricultura familiar e pode dar frutos o ano inteiro, proporcionando uma renda regular aos produtores. A cultura da fruta gera empregos, precisa de mão de obra para poda e para a polinização, que deve acontecer manualmente.

O novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do maracujá

Foi publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira 21 no Diário Oficial da União, o Zarc para a cultura do maracujá. Foram considerados para a análise de riscos a disponibilidade hídrica para a cultura, a ocorrência de geadas e a ocorrência de temperaturas muito elevadas no período de florescimento. Cada um desses fatores é avaliado conforme a fase do ciclo da cultura, que pode apresentar maior ou menor sensibilidade aos eventos adversos.

O resultado final do estudo são as indicações das melhores épocas para o plantio do maracujazeiro e os respectivos níveis de risco climático em todos os municípios brasileiros, em sistema sequeiro e irrigado, considerando o clima, os tipos de solos e os ciclos de cultivo recomendados no país. Dessa forma, agricultores e técnicos podem planejar melhor sua produção e o sistema de produção a ser adotado, a fim de evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura e, assim, minimizando riscos de perdas na produção. O estudo foi realizado pela Embrapa, com apoio do MAPA e Banco Central, e contou com a colaboração de participantes de todo Brasil, incluindo pesquisadores, técnicos e representantes do setor produtivo e instituições com interesse na cultura.

Produção de maracujá no Brasil é sustentada pela agricultura familiar

O maracujá é produzido em todas as regiões brasileiras, tendo limitações apenas nas áreas mal drenadas e nas áreas sujeitas a geadas. A principal espécie cultivada é o maracujá azedo (Passiflora edulis Sims), presente em mais de 90% dos pomares, mais comumente em sistema irrigado. São estimados cerca de 50 mil produtores em todo o País, a maioria de pequeno porte. O Nordeste é a principal região produtora, com destaque para a Bahia, com maiores produção (168,4 mil toneladas) e área colhida (15,6 mil ha). Já o maior rendimento está no Distrito Federal, com 27,68 t/ha.

Zarc Maracujá para sistemas de produção em dois tipos de mudas

A principal inovação no novo Zarc Maracujá é a inclusão do sistema de cultivo baseado no chamado “mudão”, além do sistema tradicional. O método de produção baseado no mudão foi desenvolvido pela Embrapa Cerrados e consiste no uso de mudas mais vigorosas, com altura entre 90 cm e 180 cm e plantadas no campo com idade a partir de 120 dias. Por outro lado, as mudas convencionais têm, em média, menos de 50 cm de altura e são plantadas com idade de 60 dias. As mudas do tipo mudão passam mais tempo no viveiro (120 dias) ou na estufa (70 dias) antes de serem levadas ao campo.

As principais vantagens do mudão são a menor taxa de mortalidade no campo, o menor tempo de exposição às adversidades do campo na fase mais vulnerável do início do desenvolvimento, maior precocidade e maior produtividade, além de maior tolerância a pragas e doenças. De acordo com os resultados do Zarc maracujá em sequeiro (não irrigado), observa-se que o mudão pode ser plantado com menor risco climático, em mais municípios e num período maior do ano agrícola se comparado à muda convencional. Em regiões com clima mais restritivo, como em regiões menos chuvosas do Nordeste, por exemplo, alguns municípios só se viabilizam com o mudão.

Restrições hídricas são o principal fator de risco na maior parte do Brasil. Por isso o sistema irrigado viabiliza a produção em muitas áreas onde o sequeiro é inviável. Na versão do Zarc para o maracujá irrigado, assume-se que a irrigação será responsável pelo suprimento hídrico da planta, excluindo-se qualquer episódio de deficiência hídrica.

Porém, mesmo no sistema irrigado, algumas regiões podem apresentar risco climático elevado onde a temperatura máxima costuma ultrapassar os 39oC durante o período de florescimento. Por isso, mesmo no sistema irrigado, a muda convencional pode apresentar janelas de plantio diferentes das do mudão, em função dos ciclos diferentes nesses dois sistemas e dos riscos que afetam as diferentes fases.

Outra característica do mudão é que, por ter ciclo mais curto que o da muda simples, o mudão possibilita que a cultura escape de geadas no período de florescimento, e apresente produção viável mesmo em regiões sujeitas a inverno frio no Sul e no Sudeste.

De acordo com os coordenadores do estudo, os pesquisadores Fernando Macena (Embrapa Cerrados) e Balbino Evangelista (Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas), este novo Zarc maracujá apresenta avanços importantes, uma vez que considera os cultivares e sistemas de cultivo mais indicados na atualidade, utilizou modelos mais avançados para estabelecer as demandas da cultura ao longo do seu ciclo, bases de dados atualizadas e melhor ajuste dos indicadores de risco. Tudo isso contribui para resultados que representam melhor a realidade do campo.

Macena e Balbino destacam, ainda, que o produtor controla o preparo do solo, a escolha da cultivar, o manejo de pragas e doenças, a adubação, o espaçamento e a opção de uso da irrigação. Já os fatores climáticos não podem ser controlados. “Não podemos interferir na quantidade de chuvas, na radiação solar, nas temperaturas máximas e mínimas, nas geadas e nas chuvas de granizo. E tudo isso afeta a produtividade final da cultura”, explicou.

Reuniões de validação técnica do Zarc

Uma das etapas do trabalho consistiu na análise dos resultados junto com colaboradores externos. Participam técnicos e especialistas de instituições de pesquisa, universidades, Mapa, Banco Central, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Seguradoras, empresas de assistência técnica e extensão rural que atuam nos diferentes estados. Mais de 200 participantes de todo o Brasil, puderam tirar dúvidas sobre a metodologia e verificar a coerência dos resultados face ao que conhecem nas suas respectivas regiões.

As informações coletadas permitem à equipe do estudo fazer ajustes imediatos na metodologia do Zarc antes da publicação da versão final pelo MAPA. Também permitem prospectar necessidades para a pesquisa e desenvolvimento cujos resultados se converterão em inovações e aprimoramentos para o Zarc e para a Gestão de Riscos num futuro próximo. Participante das reuniões de validação, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fabio Faleiro, ressaltou o papel dos estudos do Zarc na formulação de políticas públicas e na minimização de riscos na agricultura relacionados aos fenômenos climáticos. “O Brasil é um país continental, com vários biomas e regiões. Imaginem o desafio desse tipo de estudo, que é complexo”. Ele também destacou a importância econômica, social e ambiental da cultura do maracujá. “É uma das poucas frutas plantadas do Rio Grande do Sul até Roraima com sucesso, e assim o Zarc assume uma importância ainda maior”, afirmou, citando diversas tecnologias que podem impulsionar a cultura, como cultivares mais resistentes a doenças, fertirrigação e a produção de mudas do tipo mudão. Segundo, Eduardo Neves, técnico do Programa Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, “o trabalho do Zarc para maracujá é fundamental para informar o produtor, para que assim ele possa ser mais assertivo em melhores épocas de produção e obter melhores resultados”.

Outro aspecto relevante para o risco de produção mencionado nas Reuniões de Validação foi o vazio sanitário. Em Santa Catarina, por exemplo, o vazio do maracujá compreende o mês de julho em todos os municípios, enquanto outros Estados seguem regras diferentes ou não têm critérios definidos. Os resultados do Zarc são sempre compatibilizados a fim de evitar indicação de plantios em épocas ou locais proibidos pelo vazio sanitário. Há uma necessidade de uniformização dos vazios sanitários para a cultura considerando todo o território nacional.

Os resultados finais, ajustados após as reuniões de validação do Zarc Maracujá são encaminhados ao Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, MAPA, responsável pela publicação das portarias de zoneamento.

Disponibilização dos resultados e benefícios do Zarc no Proagro e Seguro Rural

Os estudos de Zarc atendem aos objetivos do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático e ao Programa Agro Gestão Integrada de Riscos do MAPA. A observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” e nas portarias de Zarc por Estado.
Veja aqui a Portaria nº 294, de 20 de Julho de 2021 do Zarc do Maracujá

Com informações do Mapa, Embrapa e Banco Central.

ZONEAMENTO AGRÍCOLA DA MAMONA: cultura é alternativa de geração de emprego e renda no semiárido nordestino

da Redação

O Diário Oficial da União desta quarta-feira 23, publicou as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc, ano-safra 2021/2022, para a cultura da mamona, oleaginosa com diversas aplicações, como matéria-prima na produção de biodiesel, e até como alternativa econômica na ração do gado; quando os produtores seguem o zoneamento, além de reduzir os riscos ligados às variáveis do clima, eles sabem as melhores épocas dos plantios, e ao seguirem normas científicas e técnicas do Mapa, podem ter benefícios no Pronaf, como no Proagro Mais

O Zarc da mamona inclui cultivares de ciclo mais curto, avaliação do risco de chuva na colheita e ajustes para diminuir os riscos na produção. O estudo foi atualizado em 2020 passando a incluir a atualização dos parâmetros de cultura e ciclos representativos, com extensão do zoneamento da mamona para todos os estados brasileiros, ajuste nos critérios e limites críticos, além da inserção do critério auxiliar de escape para o mofo cinzento em regiões ou épocas chuvosas e da subdivisão do Zarc Mamona Semiárido.

A mamoneira, nome científico Ricinus communis L., apresenta grande tolerância à seca, por isso é excelente alternativa de cultivo no semiárido. Seu plantio não é indicado para regiões com períodos de chuvas muito prolongados, que propiciam o aparecimento de doenças como o mofo cinzento, além de prejudicar a colheita e a qualidade do produto.

A cultura é explorada comercialmente devido ao teor de óleo em suas sementes, com aplicação na área de cosméticos, produtos farmacêuticos, lubrificantes e polímeros. Tradicionalmente cultivada por pequenos produtores no Nordeste brasileiro, expandiu-se no Nordeste e para outras regiões do Brasil devido ao incentivo do Programa Nacional de Biodiesel.

O Zarc

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa.

Zoneamento agrícola do milho 1ª safra 2021/2022 contempla 17 estados

da Redação

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (9) as portarias 159 a 175, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), ano-safra 2021/2022, para o cultivo do milho de 1ª safra. Nesta publicação as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Segundo relatório da Embrapa, o milho está entre as principais culturas produzidas pelos núcleos de agricultura familiar do Brasil, sendo a participação do segmento agrofamiliar na produção em grãos de 12%, e se considerarmos as suas várias formas de cultura, como o milho verde, esta participação chega a 40%; cumprir as recomendações do Zoneamento Agrícola é obrigatório para o produtor ter acesso aos benefícios do seguro rural e Proagro.

O milho é a principal fonte de energia tanto para a alimentação humana e animal, sendo o principal componente da maioria das rações. A maior parte do milho verde que abastece os municípios brasileiros é produzido pela agricultura familiar. Vários fatores contribuem para a produtividade do milho (Zea mays L.), sendo os mais importantes a disponibilidade de água, a interceptação de radiação solar pelo dossel, a eficiência metabólica e de translocação de fotossintatos para os grãos.
Para a obtenção de boas produtividades a cultura do milho necessita de precipitação entre 500 a 800 mm de água, bem distribuídos durante o ciclo fenológico; temperatura média diária superior a 15ºC, livres de geadas, temperatura média noturna acima de 12,8ºC e abaixo de 25ºC; temperatura no período próximo e durante o florescimento, entre 15ºC a 30ºC e ausência de déficit hídrico.

Para que serve o ZARC, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático?

O método de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o ZARC, desenvolvido pela Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil oficialmente desde 1996, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas.

A tecnologia constitui-se, portanto, em uma ferramenta crucial para o apoio à tomada de decisão para o planejamento e a execução de atividades agrícolas, para políticas públicas e, notadamente, à seguridade agrícola. O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).
Os agricultores que seguem as recomendações do ZARC estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Além disso, muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do ZARC, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel ZARC Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android.

Os resultados do ZARC também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Veja aqui capacitação no ZARC Confira as portarias 159 e 175 publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 9 de junho.

Com informações do Mapa e Embrapa.

Produtores agrofamiliares já podem planejar o plantio da soja

da Redação

Publicado Zoneamento Agrícola Safra 2021/2022

Os pequenos produtores de soja podem planejar melhor a safra com os dados climáticos divulgados pelo Mapa; método de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, ZARC, indica os melhores períodos para início da semeadura

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) as portarias de Nº 110 a 125 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo da soja.

A definição da melhor época de plantio da soja com base nos dados climáticos é um trabalho da Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil oficialmente desde 1996, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, e garante a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município.

Mesmo que o plantio mais intenso seja nos meses de outubro e novembro, a divulgação antecipada das portarias do Mapa, auxiliam no planejamento da safra.

Nesta publicação, as unidades da federação contempladas foram: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Melhores temperaturas para o plantio da soja

A soja adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme.

Zarc tem o objetivo de reduzir os riscos dos produtores

Sistema permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Complementarmente, no zoneamento da soja, também é considerado o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja, pois o Zarc leva em conta as recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

O que é o Proagro?

O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. O Proagro tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, embora esteja aberto a todos dentro do limite de cobertura estabelecido na regulamentação.

O Proagro possui duas modalidades:

1) o Proagro Mais, que atende aos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
2) o Proagro, que atende aos demais agricultores. Algumas regras são diferentes em cada uma das modalidades. As instituições financeiras (bancos e cooperativas de crédito) são os agentes do Proagro que fazem funcionar o programa.

São elas as responsáveis por contratar e enquadrar os empreendimentos (lavouras) no programa, receber a comunicação de perdas feita pelo produtor, acionar os peritos para fazer a comprovação de perdas e calcular a indenização.

O Banco Central (BC) é o administrador do Proagro e do Proagro Mais e as normas que regulamentam as duas modalidades são aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). É o BC que faz o pagamento das indenizações, repassando os recursos para os agentes do programa.
Para o agricultor não perder o direito à indenização do Proagro ou do Proagro Mais, ele deve estar atento às regras das duas modalidades. O agricultor terá direito à indenização se cumprir as suas obrigações.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal.

O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android
Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Com informações do Mapa e Banco Central do Brasil.