CONAFER CONTRA A FOME: Cesta Solidária Copasol tem apoio da Confederação para levar alimentos às famílias carentes de Curitiba

da Redação

A fome não espera o fim da pandemia, muito menos pela melhoria das condições sociais do país. São 100 milhões de brasileiros sofrendo de carências nutricionais, e pelo menos 40 milhões fazendo apenas uma refeição diária. 10 milhões passam fome diariamente. É um retrato visível nas ruas, e que afeta a agricultura familiar, pois ela é a garantia de segurança alimentar. O trabalho de produzir no campo, os agricultores familiares têm feito com muito heroísmo face os problemas da Covid-19. Mas a solidariedade também é uma forma de atuar nesta garantia de alimentos. Por isso, a CONAFER se une à Central Copasol na campanha de arrecadação de cestas básicas para as famílias carentes da região metropolitana de Curitiba. Um pouco de cada um ajuda muito quem mais precisa. Para participar desta ação solidária, basta fazer uma doação equivalente a uma cesta básica a ser entregue aos grupos de famílias carentes da região metropolitana da capital paranaense. Cada cesta básica tem o valor de R$ 50,00 e beneficiará uma família. Dados para o repasse: Banco do Brasil – Agência: 3263-8 – C/C: 82838-6 Chave Pix: 33.598.620/0001-23 Nome: Nova Terra Copasol. Após o depósito, é só enviar o comprovante para o e-mail: [email protected] ou whatsapp 41-99768-0241. Ao final da campanha será anunciado aos participantes o valor arrecadado e as comunidades das famílias beneficiadas

A CONAFER, juntamente com os Empreendimentos Solidários da Rede Copasol, juntam-se nesta campanha de arrecadação de alimentos para as famílias carentes da RM de Curitiba. A crise sanitária e econômica não têm precedentes, gerando insegurança alimentar. Por isso, a solidariedade é o antídoto mais urgente e o ativo mais importante de toda a sociedade.

Como funciona o Cesta Solidária Copasol

Todo o recurso arrecadado é repassado diretamente para o Empreendimento Nova Terra, que adquire os alimentos e após separados e acondicionados em formato de “cestas de alimentos”, são entregues às famílias escolhidas. Os Empreendimentos da Rede Copasol estão focados na comercialização de alimentos oriundos das cooperativas da agricultura familiar da região metropolitana, da economia solidária, da Reforma Agrária, produtos coloniais, artesanais e agroecológicos. São 4 cooperativas filiadas: Copasol Trentina, Piraquara; Copasol Cachoeira, Antonina; Copasol Sul, Agudos do Sul; Copasol Cerro Azul, Cerro Azul. Além de 3 Empreendimentos Econômicos Solidários: Nova Terra Copasol, Curitiba; Recanto Timbu – Campina Grande do Sul, e D’Moore Alimentação Saudável, Curitiba.

A campanha foi uma iniciativa da Central Copasol de Curitiba que tem as cooperativas filiadas da região com muitos agricultores familiares. É o quarto mês da campanha de alimentos, e sempre com o apoio de alguma instituição. No começo foi com o apoio da Associação do IDR-Emater, funcionários do Estado do Paraná, quando foram conquistadas mais de 200 cestas para duas comunidades do interior do Estado: Inácio Martins e Cândido de Abreu.

A segunda campanha foi com o apoio da Associação dos Professores da UFPR, Universidade Federal do Paraná, com mais de 200 cestas entregas à comunidade da Vila Torres, a comunidade Pantana e outros bairros periféricos de Curitiba.

A terceira campanha tem o apoio dos consumidores dos Empreendimentos da Rede Copasol em pontos de venda fixos, nas entregas a domicílio e feiras na cidade. A campanha teve a adesão da CONAFER por meio da Secretaria de Comunicação, que tem parceria com Central, e também da Cresol, que é a cooperativa de Crédito Solidária da Agricultura Familiar. Essa campanha vai atender um grupo de famílias da Comunidade do Atuba na região norte de Curitiba com cerca de 100 cestas. Mas ainda está aberta e pode ter novas doações até sua finalização.

As cestas são compostas por alimentos básicos como arroz, feijão, macarrão, óleo, leite e o mel Copasol entre outros. Alguns produtos são próprios das cooperativas, o que ajuda também a quem produz, além de quem vai consumir. Novas ações ainda devem ocorrer somando esforços de pessoas e grupos que acompanham a situação das famílias dos bairros de Curitiba e dos municípios mais pobres da região.

CONAFER e FNDE no Acre: a Nova Era da Segurança Alimentar nas Escolas do Estado

da Redação

Na segunda semana de julho a parceria entre a CONAFER e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) levou representantes de ambas as entidades até o Acre, onde puderam se reunir com as secretarias de educação do estado e da capital, Rio Branco, e de diversos municípios em um grande debate sobre a segurança alimentar para os estudantes da rede pública. Na comitiva estavam presentes: Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE, Karine Santos, coordenadora geral do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), Bruno Silva, assessor do PNAE, Sineide Santos, nutricionista e consultora do PNAE, Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, Reginaldo Nascimento, coordenador de Projetos da CONAFER, Anderson Simões, assessor especial, e Lucas Titon, secretário de Comunicação da CONAFER. Todos foram recebidos pelo assessor especial do governador, Elson Santiago, e sua equipe: Thiago, responsável pela área de mecanização da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (SEPA), além de Eyner Júnior e o advogado Edson, futuros colaboradores da CONAFER no estado, responsáveis pela FAFER Acre e Espaço CONAFER Rio Branco

A Retomada de Rio Branco na alimentação escolar

Com o objetivo de monitorar e orientar, a reunião com a Secretaria de Educação do município de Rio Branco infelizmente mostrou um quadro não muito agradável para os estudantes. Graças a uma mudança recente na gestão e aos impactos da pandemia, os processos internos tiveram de ser reestruturados do zero, segundo Fabíola, técnica que desde abril de 2021 é responsável pela coordenação deste setor dentro da secretaria. Ela conta que o plano era montar kits com alimentos adquiridos por meio do recurso do PNAE para atender os estudantes a cada 45 dias, mas que as ações ainda estavam em desenvolvimento, e portanto os alunos ainda não haviam recebido os produtos. Outros fatores que atrasaram os trabalhos: volume de enchentes em regiões do Acre, além da burocracia de processos licitatórios, segundo Rosenato, um dos representantes da Secretaria na reunião.

Karine Santos, coordenadora do PNAE, lembrou que todos os funcionários fizeram um grande esforço para mudar as leis do PNAE para que durante o período de pandemia fosse possível adquirir alimentos para composição dos kits alimentares, justamente porque hoje o Brasil enfrenta um quadro onde 40 milhões de estudantes precisam dessa alimentação, crianças que apesar de terem suas escolas fechadas, ainda têm direito a receber os kits. “O FNDE vem trabalhando para repassar os recursos de maneira regular, portanto é urgente alimentar essas crianças e enfrentar a insegurança alimentar, que hoje está em alta. Vamos trabalhar para isso”, declarou Karine, que logo depois lançou algumas estratégias para discussão, como o fortalecimento do mapeamento agrícola e a ideia de uma olhada coletiva na chamada pública do município.

Logo em seguida, o nutricionista Wilson concordou e acrescentou que na visão dele a alimentação escolar é um grande motor de desenvolvimento do país, e que apesar da gestão atual estimular a agricultura local, acaba dependendo da compra de outros estados, como grãos, por exemplo. Também lembrou que Rio Branco já chegou a atingir 46% do PNAE para a agricultura familiar, e que esse número só não foi maior por déficit de inspeção e regularização dos produtores. Por fim, mencionou que uma parceria de cooperação técnica com os países andinos poderia trazer bons frutos para a alimentação escolar do Acre.

A coordenadora do PNAE respondeu comentando que até hoje, mesmo depois de 10 anos da lei, ainda não tem a meta atingida dos 30% para agricultura familiar em nível nacional, por isso parabenizou o município e ajudou a trazer luz para as questões levantadas. No que diz respeito à aquisição de produtos de outros estados, ela reforçou a importância da parceria com a CONAFER, para trabalhar lado a lado dos agricultores familiares do estado, até mesmo auxiliando nas regularizações dos produtores. Seguindo um preciso mapeamento agrícola, o Estado teria em mãos a lista de produtos disponíveis para adaptar a chamada pública de acordo com a produção local, fortalecendo a agricultura familiar e a economia da região, e também levando produtos de qualidade para os estudantes.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, tomou a palavra para trazer boas notícias para os presentes, visto que anunciou a criação de cinco sindicatos no Acre, sendo o primeiro já oficializado em Rio Branco. Com isso, serão formadas uma federação estadual e uma cooperativa estadual para atender os interesses dos produtores do estado, que segundo os dados fornecidos hoje são mais de 13 mil pequenos agricultores que produzem, já com DAP, e estão prontos para escoar os produtos na rede pública. É tudo uma questão de ajustar as produções que já existem com a chamada pública do município, dando ênfase à agricultura familiar e levando em conta as realidades locais. “Toda a expertise de associativismo e cooperativismo da CONAFER vem para auxiliar, não se preocupem, vamos viabilizar as produções dos pequenos no Acre”, completou Humberto. Para finalizar, sugeriu reuniões técnicas para pensar os kits de maneira coletiva, até mesmo diminuindo a quantidade de itens, mas garantindo os alimentos de imediato.

A secretária de Educação, Nabiha Bestene Koury, se manifestou agradecendo imensamente pelo encontro e orientação do FNDE para o município, e garantiu que todas as sugestões discutidas serão executadas com a máxima urgência. Principalmente, as reuniões técnicas para ver o chamamento público para que seja publicado o mais rápido possível, garantindo a aquisição e distribuição dos kits para os alunos da rede pública, que hoje estão tendo aulas à distância. Ela mencionou que a parceria com os países andinos também é algo bom a ser estudado, em especial no que diz respeito à produção de milho, batata e castanha. Finalizou, mostrando-se otimista com os resultados da reunião, dizendo que está à disposição da CONAFER e do FNDE, para que juntos possam fortalecer a agricultura familiar, em Rio Branco e região. Assim, a retomada da alimentação escolar será rápida e cada vez melhor com alimentos de qualidade, orgânicos e saudáveis, oriundos da agricultura familiar, direto para a casa dos estudantes.

Prefeituras do Acre unidas pela Segurança Alimentar na rede pública de ensino

No segundo dia de atividades a comitiva da CONAFER e FNDE foi até a sede do governo do estado, onde prefeitos de mais de 10 cidades acreanas aguardavam para uma grande reunião de alinhamento das pautas referente à alimentação escolar. Dentre os municípios presentes estavam: Rio Branco, Porto Acre, Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba e Bujari.

Prefeitos e secretários de educação municipais se deslocaram de todos os cantos do Estado até a capital para uma reunião com o diretor do FNDE, Garigham Amarante, com a coordenadora do PNAE, Karine Santos e com os representantes da CONAFER, inaugurando o tempo de uma relação inédita com o Acre. A reunião, que durou a manhã toda, foi de suma importância para o alinhamento das ações no Estado. Discutiu-se estratégias para o fortalecimento do FNDE, PNAE e CONAFER. e assim atuar no desenvolvimento da agricultura familiar e a economia de cada uma das regiões. Visto que as escolas estão fechadas e sem previsão de retorno, a maior parte do debate focou-se nestas questões, demandas e problemas.

Uma das coisas unânimes entre os representantes ali presentes era a questão da DAP. O representante de Acrelândia disse que dentro dessa nova realidade da pandemia o número de agricultores com DAP não está conseguindo dar conta de atender as demandas para os kits e cestas, muitas vezes perdendo a venda para produtores de outros estados. O objetivo da maioria das cidades é comprar tudo que o pequeno produtor planta e colhe, algumas até mencionaram o desejo de chegar a 100% do PNAE voltado para a agricultura familiar, justamente por entenderem que essa estratégia, além de levar alimentação de qualidade para os estudantes, também fortalece a geração de receita e empregos nas cidades. Porém, acabam esbarrando em questões como a DAP.

Algumas cidades, como Cruzeiro do Sul, estão com o planejamento estratégico sendo desenvolvido desde janeiro e com algumas parcerias muito produtivas, como é o caso da EMBRAPA, que está mapeando toda a produção de algumas macrorregiões, aumentando o conhecimento técnico sobre a capacidade produtiva das áreas, mas também entregando dados precisos que ajudem o poder público a realizar chamadas e editais cada vez mais assertivos, levando em consideração as produções locais.

O representante da cidade de Senador Guiomard, mostrou-se preocupado com a volta às aulas, levando em consideração que teria que existir um planejamento e logística para esse momento, portanto os recursos não poderiam ser esgotados nos kits. Já o representante de Bujari relatou dificuldade no processo licitatório para as cestas e na logística de cadastramento e distribuição, visto que a própria equipe da secretaria teria que ir, de casa em casa, efetivando as matrículas e entregando as cestas.

Em seguida, a coordenadora Karine Santos fez sua fala para ajudar a sanar algumas das questões trazidas até então. Primeiramente, sobre a questão do recurso, ela voltou a garantir o repasse vindo do governo federal estava em dia, que geralmente os repasses eram feitos durante 10 meses, de fevereiro a novembro, mas devido ao momento de exceção por causa da pandemia, o ano letivo deu uma leve alterada e o FNDE modificou algumas diretrizes para poder enviar recursos complementares para alimentação escolar, mesmo sem aulas presenciais. Os repasses estão sendo feitos mensalmente, de acordo com o número de alunos da rede pública em cada município. Portanto, os recursos já estão em caixa, segundo Karine, e devem ser urgentemente destinados para a aquisição dos kits para entrega aos estudantes. E quando as aulas voltarem, uma nova logística será estabelecida levando em consideração os recursos do mês vigente.

Ela continua sua fala afirmando que esse processo de logística, mapeamento das produções e chamadas públicas mais efetivas é um esforço colaborativo, de comprometimento dos gestores de todos os municípios para a execução do PNAE em toda sua potencialidade A visita do FNDE ao Acre veio num sentido de orientar essa execução e garantir as políticas públicas mais eficientes para os alunos e para os pequenos produtores.

Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER, aproveitou para reforçar a importância do fomento da interlocução entre o campo e o poder público, para que as ações estejam sincronia com o que é melhor para o desenvolvimento local da agricultura familiar. Uma das coisas mais importantes, segundo Humberto, é a questão do mapeamento, e por meio de um esforço conjunto dos municípios, o poder público consiga tecer um panorama preciso das produções em todas as cinco grandes regiões do estado, e então, realizar as chamadas públicas na perspectiva de fortalecer a agricultura familiar local. Sobre a questão da DAP, do associativismo e do cooperativismo, Humberto reforçou a importância da CONAFER, dos seus sindicatos poderem emitir a DAP para os produtores filiados, e com a cooperativa estadual e o Espaço Conafer, será possível coordenar o escoamento e acompanhar os editais e licitações do PNAE em cada município.

“Quando todos os municípios estiverem trabalhando em sincronia com os produtores, com a coordenação do PNAE e com as equipes técnicas em cada prefeitura, poderemos transformar o Acre em um exemplo a ser seguido por todo o Brasil, iniciaremos assim uma nova era da segurança alimentar nas escolas do estado”, completa Humberto.

Segurança alimentar escolar: da SEDUC às aldeias indígenas

Humberto, Karine e Garigham também se reuniram com os representantes da Secretaria de Educação do Estado do Acre. Entre os presentes estavam: Moisés Diniz, subsecretário, Rosária, da diretoria, Ana Paula, da secretaria do Gabinete e Mara, responsável pelo planejamento.

A reunião foi bem abrangente, cobrindo desde aspectos técnicos até estratégias de trabalho a longo prazo para melhoramento dos processos de logística, aquisição e distribuição. Novamente a importância do mapeamento foi reforçada, para que assim tenha se dados precisos das produções em cada região, contabilizando número de produtores, quantidade de cada produção e uma lista detalhada dos produtos e da época exata da colheita.

Todas as sugestões, orientações e linhas estratégicas de trabalho foram discutidas e uma nova reunião de encaminhamento foi marcada, para que o pessoal da SEDUC pudesse se organizar e analisar as propostas de atuação dentro do PNAE.

Já na sede do Conselho Estadual de Educação (CEE), aconteceu outro encontro importante, agora entre a CONAFER, o FNDE e diversas lideranças indígenas Huni Kuin, representantes da FEPHAC, Federação do Povo Huni Kuin do Acre, que hoje é a voz ativa de 16 mil indígenas Huni Kuin espalhados em 117 territórios, entre aldeias e reservas. Essa reunião foi uma articulação da CONAFER para que os indígenas pudessem saber mais sobre a entidade, mas aproveitando a presença do FNDE, a pauta da segurança alimentar escolar entrou em vigor.

Os Huni Kuin relataram grande dificuldade em questões como a regularização de suas produções, para que possam se enquadrar dentro das chamadas públicas do PNAE nos municípios, também tem a questão do cadastramento das escolas e alunos, que vem sendo um processo dificultoso para eles também por conta das limitações tecnológicas e burocráticas. Além disso, pediram assessoria em questões como cooperativismo e essas relações de escoamento dos produtos ao Estado.

Sobre as questões mais técnicas, de organização da produção e associativismo, a CONAFER se colocou à disposição para auxiliar, ajudando em todos os processos e trâmites necessários para que se enquadrem enquanto produtores certificados capazes de fornecer ao PNAE. Outra questão que foi muito bem levantada, e vai ser levada para discussão interna do FNDE, foi a aquisição de produtos indígenas para fornecer às escolas indígenas, desta maneira preservando a ancestralidade das produções e da alimentação tradicional, ao mesmo tempo, em que devem ser mitigados os empecilhos da burocracia que travam o processo.

Num geral, as lideranças Huni Kuin saíram muito satisfeitas com essa nova ponte entre a federação estadual e o FNDE, sentiram que foram ouvidos. Nas palavras do Cacique Ninawa, presidente da FEPHAC, “nós temos muitas dificuldades nessa questão da alimentação escolar, mas acreditamos que com essa nova parceria a gente vai conseguir avançar na boa alimentação para as nossas crianças.”

Alguns dias depois a comitiva da CONAFER se reuniu com o pessoal da SEDUC para uma última reunião de alinhamento e encaminhamento das ações no Estado. Essa foi a reunião que amarrou todas as articulações da viagem: a Secretaria de Educação de Rio Branco e mais 12 municípios, os 16 mil indígenas huni kuin, as chamadas públicas do PNAE, o mapeamento das produções e a constituição da federação da agricultura familiar e cooperativa estadual. Estavam presentes nessa reunião Lorena Machado, chefe de divisão de nutrição escolar, Marleide Rocha, chefe de divisão de merenda escolar, Douglas Pedroso, chefe de divisão de gestão de compras e contrato, Mauro Sérgio Moura, chefe de departamento de alimentação e nutrição escolar, além dos representantes da CONAFER.

Em resumo, o estado do Acre tem uma grande produção, isso é visível, porém, é preciso organizar melhor os processos e a logística. Tem tudo pra melhorar e se tornar um grande exemplo em nível nacional, e a CONAFER já está trabalhando duro para que isso se torne realidade em breve. O FNDE está garantindo o repasse e a assistência técnica nos editais e chamadas públicas, a CONAFER, junto com a SEPA, irá desenvolver o mapeamento dos produtores do Estado e os municípios irão trabalhar no fortalecimento da agricultura familiar, orgânica, agroecológica e muito mais saudável, movendo a economia e levando alimento de qualidade para as crianças, especialmente neste período de pandemia.

Há muito trabalho pela frente, mas depois de julho de 2021, é possível enxergar no horizonte uma nova era para a segurança alimentar nas escolas da rede pública no Acre, o comprometimento de todas as partes ficou evidente, então só nos resta trabalhar e melhorar o desenvolvimento do Estado em seu setor mais produtivo.

PARABÉNS AOS TRABALHADORES DA NATUREZA QUE ALIMENTAM ESTA NAÇÃO

28 DE JULHO. DIA DO AGRICULTOR.

A profissão de agricultor é a mais antiga da civilização. Desde os nossos povos originários, o papel do agricultor é sustentar sua comunidade com diversos tipos de alimentos, e nos dias de hoje, com as mais diversas categorias de agricultores e culturas, alimentar 8 bilhões de pessoas no mundo. Ser agricultor é trabalhar todos os dias de forma incansável, aprender como se comporta a natureza, e respeitar seus ciclos, da semeadura à colheita. No Brasil, há exatos 161 anos, no dia 28 de julho de 1860, Dom Pedro II criou a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Ainda em 1930, já com algumas alterações na nomenclatura, nascia o Ministério da Agricultura. Um século depois do início desta história, no mesmo dia 28 de julho, em 1960, o presidente Juscelino Kubitschek instituiu a data como o Dia do Agricultor, em comemoração aos 100 anos da criação da pasta. Hoje, mais do que lembrar a data e parabenizar estes trabalhadores do campo, vamos falar um pouco do trabalho que a CONAFER tem feito pelos agricultores

A CONAFER pela sua atuação nacional, relaciona-se com uma parcela significativa dos agricultores brasileiros. Por isso, a Confederação é uma safra de benefícios permanentes para os seus associados, agricultores e agricultoras familiares de todo o país. A entidade, fundada em 2011, estrutura-se por meio de Secretarias Nacionais, Coordenações Regionais, Sindicatos e Federações, as SAFERs e FAFERs. A CONAFER apoia a produção agroecológica, a cultura e as tradições dos povos originários e tradicionais, as ações de sustentabilidade no campo, a segurança jurídica dos seus filiados, o acesso ao crédito e o fortalecimento dos produtores rurais como importantes demandadores de consumo, contribuindo para fortalecer o setor agrofamiliar, toda sua a cadeia produtiva e a segurança alimentar da nação.

A CONAFER atua para ser referência no trabalho de desenvolvimento do segmento agrofamiliar no Brasil. Os seus valores se fundamentam em manter uma relação de confiança e transparência em suas ações com os agricultores associados, com o setor econômico e toda a sociedade civil, em toda a sua extensão e diversidade.

Nossos agricultores alimentam bilhões de pessoas no mundo

O nosso grande desafio é representar os interesses dos agricultores que produzem os alimentos que vão à mesa dos lares brasileiros, e também em diversos países que importam nossa produção. Mas os desafios envolvem muito mais que produção, pois existe uma história de regularização fundiária no país muito longe de oferecer um capítulo final de igualdade no campo. Mas existe o movimento pela busca dos direitos, ao mesmo tempo que se empunha a bandeira do dever de produzir, com clima favorável ou não por parte da sociedade.
A CONAFER surgiu na história do campesinato como uma força deste movimento, atuando em suas bases como entidade defensora da autonomia do agricultor e das suas liberdades individuais, atuando na questão da terra por meio de uma agenda política, dialogando com todos os segmentos econômicos.
Ao defender a regularização da terra, o empreendedorismo do pequeno agricultor e o modelo agroecológico, a CONAFER trabalha de forma permanente pelo desenvolvimento de milhões de pequenos agricultores, buscando a implementação de programas de qualidade na produção sustentável e oferecendo apoio técnico, assessoria e serviços de acesso ao crédito, contribuindo de forma decisiva para o futuro do empreendedorismo no campo.

Nossos princípios são balizas que nos orientam no apoio aos agricultores

Preservação do Meio Ambiente

Ao adotar o modelo de produção agroecológica, a agricultura familiar fez a opção pela proteção do meio ambiente. Por isso, a CONAFER apoia todas as iniciativas de defesa da natureza, dos ecossistemas e da produção sustentável.

Paz no Campo

Somos frontalmente contrários ao uso da força para solucionar as questões da terra. A solução para os conflitos agrários é a defesa dos direitos constitucionais e a regularização fundiária.

Modernização da Produção

Para aumentar a capacidade produtiva dos agricultores é preciso estimular o uso da tecnologia, das modernas técnicas agroecológicas, o conhecimento científico e o treinamento dos recursos humanos.

Agricultura de Baixo Carbono

A CONAFER investe em projetos agroflorestais por meio de SAFs, Sistemas Agroflorestais, que buscam a recuperação de áreas desmatadas em consórcio com a produção agrícola, beneficiando o equilíbrio do ecossistema pela maior absorção do carbono.

Energia Sustentável

A CONAFER promove e estimula projetos de geração de energias limpas, como a solar e a eólica, tanto para o consumo doméstico das famílias de agricultores, como também na produção agroecológica das propriedades.

Turismo Sustentável

Conhecer e aprender, mas sem interferir no equilíbrio dos ecossistemas. Este é o modelo de turismo que a CONAFER apoia e estimula para gerar um impacto positivo no meio ambiente.

Produção Sustentável

A viabilidade da agricultura familiar como segmento econômico passa pela produção sustentável, o grande diferencial da produção rural em relação aos outros segmentos econômicos.

Menos Veneno

A CONAFER apoia o controle biológico em todos os tipos de cultura, contrapondo-se ao uso de agroquímicos no controle da produção.

Segurança Alimentar

A segurança alimentar é o grande desafio da humanidade. A CONAFER trabalha pelo cumprimento da Agenda 2030 da ONU pela erradicação da fome no mundo.

Autonomia

A agricultura familiar deve ter independência e autonomia para buscar o seu modelo de desenvolvimento. Para isso, a regularização fundiária e a defesa dos territórios são prioritárias

Igualdade Social

Um país desigual não avança em seu grau civilizatório. Ao contrário, vive uma vulnerabilidade social permanente. A CONAFER defende e luta pela igualdade social no Brasil.

Os serviços e produtos que a CONAFER desenvolve para agricultoras e agricultores

ESPAÇOS CONAFER

Um lugar para os filiados e associadas à CONAFER buscarem orientação jurídica, técnica e administrativa.
Uma assessoria exclusiva com mais conforto aos agricultores associados, aposentados do INSS, empreendedores rurais e suas famílias. Em cada Espaço CONAFER um grupo multidisciplinar de profissionais completa a estrutura de apoio e assessoria disponibilizada aos associados da Confederação.

AGROCONAFER
Créditos e financiamentos à produção pelo Banco do Brasil.

A CONAFER é correspondente legal do Banco do Brasil por meio do AGROCONAFER para acesso ao Pronaf e financiamento da produção, fomentando o desenvolvimento dos seus associados. Esta parceria com a primeira e maior instituição bancária do país, surgiu com o objetivo de facilitar a vida do agricultor familiar ao dar a ele acesso mais digno e rápido a créditos e políticas públicas, como o Pronaf Mais Alimentos e o Pronaf Custeio.


PARCERIA SERASA EXPERIAN
Créditos e financiamentos à produção pela iniciativa privada

A CONAFER e a SERASA EXPERIAN, empresa com a maior e mais completa base de dados do Brasil para análises de crédito, firmaram termo de parceria para levar recursos financeiros, privados e públicos, a todo o segmento agrofamiliar. São bilhões em soluções financeiras para milhões de agricultores familiares brasileiros.

CONAFER MELHOR IDADE
Produtos e serviços aos aposentados e INSS Digital

A CONAFER atende as demandas dos agricultores da terceira idade por meio dos Espaços CONAFER, sindicatos e associações operam como agências do INSS realizando trâmites, processos e entregando serviços aos aposentados por meio digital. Os Espaços e sindicatos SAFERs estão aptos a oferecer:

  • Assessoria no acesso à aposentadoria como agricultura familiar;
  • Serviços digitais do INSS e como acessar e utilizar;
  • Convênios com farmácias, mercados e clínicas médicas;
  • Programação de encontros, atividades culturais e de lazer;
  • Assessoria jurídica junto ao INSS;
  • Cursos de EAD e presenciais nos Espaços e associações;
  • Integração ao Projeto Replantar.
PROGRAMA +PECUÁRIA BRASIL
O programa de melhoramento genético inédito no Brasil.

A CONAFER, em parceria com a empresa líder da América Latina na tecnologia de inseminação artificial, a Alta Genetics, criou o + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo para crescimento socioeconômico dos agropecuaristas familiares. Por meio de acordos de cooperação técnica com secretarias de estado e municípios, a CONAFER fará a doação de mais de 200 mil doses de sêmens e insumos aos agropecuaristas familiares de todo o território brasileiro.

PROJETO REPLANTAR

Um projeto criado para a integração de idosos e jovens nas atividades sustentáveis com o meio ambiente, reintegrando os idosos ao sistema produtivo agroecológico de ações sustentáveis.

PROJETO ERA
A Estação Empreendedora Rural Agroecológica

O ERA cumpre inúmeras demandas: regularização fundiária, escrituração e titularização de terras; fortalecimento do crédito para produção; garantia do comércio com valor agregado; modernização dos processos produtivos; fortalecimento do agricultor como produtor agrícola. O projeto oferece um leque de opções de culturas para o produtor implantá-lo em sua propriedade, são os Módulos de Produção: Agrofloresta, Piscicultura, Leite Orgânico com criação de bovinos e ovinos, Apicultura, Centro de Capacitação, Culturas Vegetais e Estufas. A ideia é que as famílias possam consorciar sua produção sempre com outras alternativas, animal ou vegetal, alternando culturas e garantindo uma renda nos 12 meses do ano. A estação ERA trabalha com a capacitação da família produtora em três setores: produção agrícola e animal; mercado e empreendedorismo; e gestão de crédito.

CONAFER NAS ALDEIAS

Implantação dos Módulos ERA nas aldeias indígenas com ações simultâneas de valorização das tradições e cultura nos territórios indígenas, como artesanato, teatro, danças, línguas indígenas e o esporte.

PROJETO ELAS

Um projeto voltado para o fortalecimento da mulher na agricultura e no empreendedorismo, levando um pensamento sustentável, com inovação, conhecimento e tecnologia por meio de módulos: Horta Orgânica, Cozinha Sustentável, Aproveitamento Integral de Alimentos, Da Horta à Academia, Saboaria Natural, Casa de Artesanato e Produção de Tilápias.

PARCERIA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DA MATA ATLÂNTICA

A Fundação, sediada em Camacã, 400 km de Salvador, presta serviços hospitalares com procedimentos ambulatoriais e exames de laboratório aos agricultores indígenas e de todas as categorias representadas pela Confederação; o Hospital Dr. Osvaldo Valverde da Fundação Hospitalar Mata Atlântica apresenta atendimento de urgência e emergência, 50 leitos ativos e mais de 120 funcionários, atendendo as especialidades de obstetrícia, cirurgias em geral, cirurgias ginecológicas e pediatria, além da clínica médica geral.

ACORDO UNILAB
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

Criação e desenvolvimento de programas de educação para o setor agrofamiliar, com capacitação e acesso dos agricultores ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) pelo acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de outros projetos pedagógicos de graduação e extensão ao segmento agrofamiliar, como cursos EAD.

ACORDO FNDE
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Acordo de Cooperação Técnica com o FNDE, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, oferece a capacitação de produtores e gestores estaduais e municipais, melhorando a força de trabalho da agricultura familiar, qualificando os agricultores a fazer parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, PNAE, e assim promover uma alimentação saudável e adequada nas escolas públicas.

SAFRAS EM RISCO: onda de frio histórica chega no campo e agricultores devem buscar proteção financeira

da Redação

O Sistema Nacional de Meteorologia fez uma previsão nada otimista para o campo em relação ao clima dos próximos dias, e que deve impactar fortemente o segmento agrofamiliar, principalmente a hortifruticultura, em especial, na produção de legumes e verduras responsáveis diretamente pela segurança alimentar do brasileiro. Esta nova e acentuada queda nas temperaturas pode ter recorde negativo em algumas regiões do país, com o Sul naturalmente recebendo a carga maior do volume de massa polar que vai invadir todo o território nacional. Isto porque o ar gelado vai chegar até na Amazônia Legal para se ter uma ideia do impacto climático. É momento de proteger a produção com os recursos disponíveis, ao mesmo tempo, em que para milhões de pequenos produtores é hora de buscar uma proteção financeira, como o Seguro Rural para pessoas físicas ou jurídicas, o Proagro ou o Garantia-Safra, no caso dos produtores de baixa renda

As frentes frias se formam quando uma massa de ar mais frio se move para uma área de ar mais quente no rastro de um ciclone extratropical em desenvolvimento. O ar mais quente interage com a massa de ar mais frio ao longo da fronteira e geralmente produz precipitação. É o que está acontecendo agora em todo o sistema atmosférico desta parte do continente sul-americano. A previsão é de que teremos a maior onda de frio dos últimos 100 anos, o que significa muito frio e prejuízos nas lavouras, tanto por conta das geadas, como pelas chuvas que devem chegar com muito volume pluviométrico em muitas regiões produtoras.

Com a entrada desta robusta onda de frio, as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sul da região Norte devem ter queda de temperatura entre os dias 28 de julho e 1° de agosto. Também há previsão de geadas amplas. Com as atualizações dos principais modelos numéricos de previsão do tempo do dia (26) e as análises dos Meteorologistas do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), persiste a previsão de que a partir de hoje (27) as temperaturas entrem em declínio acentuado no Rio Grande do Sul. Com o deslocamento da frente fria, a chuva ainda está prevista para os três estados da Região Sul até amanhã e também deverá atingir o sul do Mato Grosso do Sul; posteriormente no dia 28 (quarta-feira), deverá ocorrer no Sudeste (leste de São Paulo com maiores volumes), sul de Minas Gerais, e na sequência, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ainda no dia 28, a presença de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, intensificará os ventos no litoral da Região Sul e também favorecerá a incursão de umidade nas serras gaúcha e catarinense. A combinação de umidade com o ar frio poderá favorecer à ocorrência de chuva congelada e/ou queda de neve nas áreas de maior altitude.

Além da Região Sul, o ar frio predominará por toda a Região Sudeste, Centro-Oeste e sudoeste da Amazônia Legal entre os dias 28 e 31/07, ocasionando mais um episódio de Friagem. Já no período de 30/07 a 01/08, o ar frio deverá avançar também pelo sul da Bahia e partes do interior da Região Nordeste (declínios de temperaturas entre 6ºC e 4°C, especialmente nas áreas de maior altitude).

Geadas e chuvas vão cobrir as lavouras em muitas regiões

Já há indícios de ocorrências pontuais na região da Campanha Gaúcha, na fronteira com o Uruguai, na madrugada do dia 27 (terça-feira). Já na madrugada do dia 28 (quarta-feira), há previsão de geadas amplas, que podem chegar à forte intensidade em algumas áreas, em todo interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do sul e sudoeste do Paraná e, com menores chances, de forma mais pontual e de menor intensidade, entre o noroeste do Paraná e o extremo sul do Mato Grosso do Sul.

No dia 29/07, há previsão de geada ampla em praticamente toda a Região Sul, sul do Mato Grosso do Sul e sudeste de São Paulo (com intensidade variando de moderada a forte). Também não se descarta episódio pontual de chuva congelada nas áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira (divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – região de Itatiaia).

Já no dia 30/07 a previsão de geada se entende para todo o estado de São Paulo, sul, Campo das Vertentes, oeste, Triângulo e Alto Paranaíba em Minas Gerais (área de divisa com São Paulo – Serra da Mantiqueira, poderão ter intensidade moderada a forte). Também poderá ocorrer de forma mais isolada no sul de Goiás.

A previsão de geadas pode ser consultada na Plataforma de Monitoramento de possíveis Geadas no Brasil

As previsões detalhadas e os Avisos Meteorológicos Especiais podem ser acessadas nos seguintes endereços: https://portal.inmet.gov.br/ e http://alert-as.inmet.gov.br/cv/

Proteção financeira contra quebras por fenômeno climático

O Banco do Brasil é o principal agente financeiro na execução dos programas de proteção das safras por quebras em função do clima.

Para 2022, o Seguro Rural foi ampliado, mais que dobrando a área segurada e os produtores atendidos. A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural será de R$ 1 bilhão.

O Proagro, Programa de Garantia da Atividade Agropecuária, é um programa que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle.

O Garantia-Safra é um benefício aos agricultores com renda mensal de até 1 salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção nos municípios igual ou superior a 50%. O Garantia-Safra prevê o repasse de R$ 850, que tem sido disponibilizado em parcela única, devido à Covid-9. É possível ver a situação da inscrição e da DAP pela internet. Basta acessar os links disponíveis no portal do Ministério da Agricultura e inserir o número do CPF para verificação.

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL NO MATO GROSSO DO SUL: evento online selou acordo para o lançamento do programa no Estado

da Redação

A TV CONAFER transmitiu no seu canal do Youtube, o evento online de lançamento da chegada do +Pecuária Brasil ao Mato Grosso do Sul, um dos maiores produtores de gado de corte e leite do país, e que por meio dos seus agricultores familiares agropecuaristas, passa a receber o programa que surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS; o Mato Grosso do Sul é um dos principais celeiros agrícolas do mundo, com destaque na pecuária e agroindústria, pela quantidade e a qualidade do que é produzido. Pelo último censo de 2017, a principal atividade agrícola dos seus pequenos produtores é a agropecuária, com aproximadamente 50 mil estabelecimentos. Por sua dimensão territorial de 357 mil km², associada a uma baixa densidade demográfica com uma população de quase 2,7 milhões de habitantes, o Estado segue como uma das grandes fronteiras agrícolas do Brasil. É neste cenário de desenvolvimento que chega o +Pecuária Brasil para levar tecnologia de ponta e alavancar ainda mais o crescimento de toda a cadeia produtiva do segmento agropecuário sul-mato-grossense

Com a presença do vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, da equipe técnica da Confederação criada para o +Pecuária, do secretário da Semagro, Jaime Elias Verruck, e do seu superintendente Rogério Beretta, do diretor-presidente da Agraer, André Nogueira Borges, de Guilherme Marquez, gerente de Leite da Alta Genetics, e dos convidados do canal, o + Pecuária foi lançado oficialmente no Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira 26 de julho.

Assim, a CONAFER e o Mato Grosso do Sul, selaram neste encontro a formalização do Acordo de Cooperação Técnica para implantação do + Pecuária, um grande salto de qualidade na agropecuária familiar sul-mato-grossense, que a partir de agora pode melhorar muito a qualidade genética dos rebanhos em suas pequenas propriedades. O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. Em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura.

A CONAFER é uma entidade multidiversa e que apoia as culturas agroecológicas, com projetos para os homens e mulheres da lavoura, pescadores, ribeirinhos, extrativistas, camponeses, indígenas, quilombolas, artesãos. E com o inédito programa +Pecuária Brasil, ela contempla os agropecuaristas familiares de todo o país, envolvendo assim todas as categorias de agricultores familiares.
Por isso, o programa + Pecuária Brasil é uma grande oportunidade para os pequenos produtores do Mato Grosso do Sul, que terão apoio técnico e acompanhamento integrado entre a Semagro, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, e a Agraer, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural.

Como funciona o programa +Pecuária Brasil, a melhor genética do campo

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial. Às secretarias caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho, além da disponibilização do botijão de nitrogênio e manutenção do nitrogênio líquido.

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

EXTRATIVISMO EM ALTA: sai lista de 94 espécies nativas com valor alimentício para comercialização no PAA e Pnae

da Redação

Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Meio Ambiente (MMA) publicaram, nesta quinta-feira 22, a Portaria Interministerial nº 10, que institui uma nova lista com 94 espécies nativas da sociobiodiversidade de valor alimentício, para fins de comercialização in natura ou de seus derivados, no âmbito das políticas públicas de estímulo à agricultura familiar; frutas, castanhas e verduras são considerados produtos gerados a partir de recursos da biodiversidade, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse dos agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais, como quilombolas e quebradeiras de coco

A lista publicada contém as espécies nativas cuja comercialização é permitida no contexto das operações realizadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e outras políticas públicas que demandem informações semelhantes.

“A publicação da portaria, com a inclusão de novos produtos da sociobiodiversidade para uso alimentício, possibilita a oferta diversificada de produtos sustentáveis que podem atender os mercados institucionais e privados, gerando renda e assegurando a qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, César Halum.

Babaçu, bacuri, buriti, jambu, macaúba e tucumã, espécies mapeadas pelo projeto ArticulaFito, uma parceria entre Mapa e Fiocruz, estão na lista, junto a outras plantas citadas nas oficinas de mapeamento realizadas pela iniciativa e cultivadas por agricultores familiares, povos originários e comunidades tradicionais.

São considerados produtos da sociobiodiversidade os bens e serviços (produtos finais, matérias-primas ou benefícios) gerados a partir de recursos da biodiversidade, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse dos povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares. Promovendo a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, assegurando direitos, gerando renda e proporcionando a melhoria da qualidade de vida e do ambiente em que vivem.

Veja a lista das 94 espécies nativas de valor alimentício

A Portaria nº 10 entrará em vigor no dia 2 de agosto. Com essa nova publicação, fica revogada a Portaria nº 284, de 30 de maio de 2018, que tratava do tema.

Com informações do Mapa.

+PECUÁRIA BRASIL NO TOCANTINS: Estado mais novo da nação celebra o nascimento do programa inédito de melhoramento genético

TV CONAFER transmite no seu canal do Youtube, o evento online de lançamento da chegada do +Pecuária Brasil no Tocantins, um dos maiores produtores de gado de corte e leite da Região Norte, dono de um rebanho de 8 milhões de cabeças, e que por meio dos seus agricultores familiares agropecuaristas, abre as portas do seu grande território para receber o +Pecuária Brasil, o programa que surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS; o melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental, pois é possível ter maior produção ocupando menor área, e de forma simultânea, fortalecer socioeconomicamente toda a cadeia produtiva da agropecuária bovina

O Estado do Tocantins, a CONAFER e a ALTA GENETICS, realizam neste encontro uma formalização do Acordo de Cooperação Técnica que é uma grande contribuição no salto de qualidade que a agropecuária familiar tocantinense tem buscado. E que agora pode melhorar muito a qualidade genética dos rebanhos das pequenas propriedades.

A CONAFER, em seu mais amplo espectro como Confederação, é uma entidade multidiversa, da variabilidade das culturas agroecológicas, dos projetos de apoio ao trabalho de homens e mulheres da lavoura, pescadores, ribeirinhos, extrativistas, camponeses, indígenas, quilombolas, artesãos. E com o inédito programa +Pecuária Brasil, ela contempla os agropecuaristas familiares de todo o país, envolvendo assim todas as categorias de agricultores familiares.
No TOCANTINS, o programa + Pecuária Brasil é uma grande oportunidade para os pequenos produtores do estado que terão apoio técnico e acompanhamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura do Tocantins, a Seagro.

O estado mais novo do Brasil é um gigante em tamanho, com quase 278 mil km², superando em área, por exemplo, o estado de São Paulo com seus 248 mil km². Tem como limites a Bahia, a leste e sudeste; Piauí, a leste; Maranhão, a norte, nordeste e leste; Pará, a oeste e noroeste; Mato Grosso, a oeste e sudoeste; e Goiás, a sul; estando localizado a sudeste da Região Norte.

Este vasto território, porém, tem uma população muito pequena, comparando-se com qualquer outro estado brasileiro. São quase 1,8 milhão de pessoas, uma população menor que muitas cidades do país. Mas a região deste belo e rico estado, que até 32 anos atrás era o norte goiano, tem vocação para uma atividade econômica muito importante: a pecuária. Tocantins está entre os 3 maiores produtores de bovinos da Região Norte, tanto de corte, como de leite. É neste cenário de um enorme potencial de crescimento que chega o +Pecuária Brasil.

Conheça o Programa +Pecuária Brasil, a melhor genética do campo

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados

O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

Assista a transmissão do evento ao vivo

ZARC DO MARACUJÁ: sai zoneamento agrícola do plantio da cultura em que o Brasil é o maior produtor mundial

da Redação

O país tem a maior produção e o maior consumo mundial da fruta, chegando a 1 milhão de toneladas estimadas anualmente, gerando uma renda no campo de mais de R$ 1 bilhão de reais. O país exporta apenas 1% do que produz, tem uma produtividade média ainda baixa, em torno de 14 t/ha/ano, com potencial para produzir mais de 50 t/ha/ano. Dois fatores principais causam esta baixa produtividade da cultura: primeiro a não adoção de melhoramento genético ao utilizar sementes de origem desconhecida, obtidas de frutos coletados em pomares comerciais e no mercado. O segundo é a não utilização de tecnologias no processo de produção, como a correção da acidez e da fertilidade dos solos, podas de formação, adubações de cobertura, polinização manual, irrigação, controle fitossanitário e o plantio orientado por um zoneamento agrícola correto; a observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR)

O Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo. A fruta gera renda no campo de R$ 1 bilhão de reais por ano. A maior parte da produção vem dos pequenos produtores que entregam o fruto para as indústrias de sucos, alimentos, farmacêutica e de cosméticos. A área cultivada no país ocupava até recentemente 50 mil hectares, produzindo cerca de 800 mil toneladas anuais (IBGE, 2016). Juntas, as regiões Nordeste e Sudeste do país são responsáveis pela produção de 83% deste total. A cultura do maracujá representa 3,5% do valor total de toda produção de frutíferas do Brasil, que é estimada em R$ 26 bilhões (IBGE, 2015).

A cadeia produtiva do maracujá envolve uma gama enorme de negócios, pois cada parte do fruto é matéria-prima de diferentes indústrias. A flor é usada em chás, a polpa em sucos e alimentos, a semente possui um óleo aplicado em cosméticos, e da parte interna pode-se produzir uma farinha muito nutritiva. Conhecida pelo seu efeito calmante, a fruta possui diversos nutrientes que ajudam o nosso organismo no controle da pressão alta, por isso ela é tão aproveitada pela indústria farmacêutica.

O maracujá é plantado majoritariamente pela agricultura familiar e pode dar frutos o ano inteiro, proporcionando uma renda regular aos produtores. A cultura da fruta gera empregos, precisa de mão de obra para poda e para a polinização, que deve acontecer manualmente.

O novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do maracujá

Foi publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira 21 no Diário Oficial da União, o Zarc para a cultura do maracujá. Foram considerados para a análise de riscos a disponibilidade hídrica para a cultura, a ocorrência de geadas e a ocorrência de temperaturas muito elevadas no período de florescimento. Cada um desses fatores é avaliado conforme a fase do ciclo da cultura, que pode apresentar maior ou menor sensibilidade aos eventos adversos.

O resultado final do estudo são as indicações das melhores épocas para o plantio do maracujazeiro e os respectivos níveis de risco climático em todos os municípios brasileiros, em sistema sequeiro e irrigado, considerando o clima, os tipos de solos e os ciclos de cultivo recomendados no país. Dessa forma, agricultores e técnicos podem planejar melhor sua produção e o sistema de produção a ser adotado, a fim de evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura e, assim, minimizando riscos de perdas na produção. O estudo foi realizado pela Embrapa, com apoio do MAPA e Banco Central, e contou com a colaboração de participantes de todo Brasil, incluindo pesquisadores, técnicos e representantes do setor produtivo e instituições com interesse na cultura.

Produção de maracujá no Brasil é sustentada pela agricultura familiar

O maracujá é produzido em todas as regiões brasileiras, tendo limitações apenas nas áreas mal drenadas e nas áreas sujeitas a geadas. A principal espécie cultivada é o maracujá azedo (Passiflora edulis Sims), presente em mais de 90% dos pomares, mais comumente em sistema irrigado. São estimados cerca de 50 mil produtores em todo o País, a maioria de pequeno porte. O Nordeste é a principal região produtora, com destaque para a Bahia, com maiores produção (168,4 mil toneladas) e área colhida (15,6 mil ha). Já o maior rendimento está no Distrito Federal, com 27,68 t/ha.

Zarc Maracujá para sistemas de produção em dois tipos de mudas

A principal inovação no novo Zarc Maracujá é a inclusão do sistema de cultivo baseado no chamado “mudão”, além do sistema tradicional. O método de produção baseado no mudão foi desenvolvido pela Embrapa Cerrados e consiste no uso de mudas mais vigorosas, com altura entre 90 cm e 180 cm e plantadas no campo com idade a partir de 120 dias. Por outro lado, as mudas convencionais têm, em média, menos de 50 cm de altura e são plantadas com idade de 60 dias. As mudas do tipo mudão passam mais tempo no viveiro (120 dias) ou na estufa (70 dias) antes de serem levadas ao campo.

As principais vantagens do mudão são a menor taxa de mortalidade no campo, o menor tempo de exposição às adversidades do campo na fase mais vulnerável do início do desenvolvimento, maior precocidade e maior produtividade, além de maior tolerância a pragas e doenças. De acordo com os resultados do Zarc maracujá em sequeiro (não irrigado), observa-se que o mudão pode ser plantado com menor risco climático, em mais municípios e num período maior do ano agrícola se comparado à muda convencional. Em regiões com clima mais restritivo, como em regiões menos chuvosas do Nordeste, por exemplo, alguns municípios só se viabilizam com o mudão.

Restrições hídricas são o principal fator de risco na maior parte do Brasil. Por isso o sistema irrigado viabiliza a produção em muitas áreas onde o sequeiro é inviável. Na versão do Zarc para o maracujá irrigado, assume-se que a irrigação será responsável pelo suprimento hídrico da planta, excluindo-se qualquer episódio de deficiência hídrica.

Porém, mesmo no sistema irrigado, algumas regiões podem apresentar risco climático elevado onde a temperatura máxima costuma ultrapassar os 39oC durante o período de florescimento. Por isso, mesmo no sistema irrigado, a muda convencional pode apresentar janelas de plantio diferentes das do mudão, em função dos ciclos diferentes nesses dois sistemas e dos riscos que afetam as diferentes fases.

Outra característica do mudão é que, por ter ciclo mais curto que o da muda simples, o mudão possibilita que a cultura escape de geadas no período de florescimento, e apresente produção viável mesmo em regiões sujeitas a inverno frio no Sul e no Sudeste.

De acordo com os coordenadores do estudo, os pesquisadores Fernando Macena (Embrapa Cerrados) e Balbino Evangelista (Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas), este novo Zarc maracujá apresenta avanços importantes, uma vez que considera os cultivares e sistemas de cultivo mais indicados na atualidade, utilizou modelos mais avançados para estabelecer as demandas da cultura ao longo do seu ciclo, bases de dados atualizadas e melhor ajuste dos indicadores de risco. Tudo isso contribui para resultados que representam melhor a realidade do campo.

Macena e Balbino destacam, ainda, que o produtor controla o preparo do solo, a escolha da cultivar, o manejo de pragas e doenças, a adubação, o espaçamento e a opção de uso da irrigação. Já os fatores climáticos não podem ser controlados. “Não podemos interferir na quantidade de chuvas, na radiação solar, nas temperaturas máximas e mínimas, nas geadas e nas chuvas de granizo. E tudo isso afeta a produtividade final da cultura”, explicou.

Reuniões de validação técnica do Zarc

Uma das etapas do trabalho consistiu na análise dos resultados junto com colaboradores externos. Participam técnicos e especialistas de instituições de pesquisa, universidades, Mapa, Banco Central, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Seguradoras, empresas de assistência técnica e extensão rural que atuam nos diferentes estados. Mais de 200 participantes de todo o Brasil, puderam tirar dúvidas sobre a metodologia e verificar a coerência dos resultados face ao que conhecem nas suas respectivas regiões.

As informações coletadas permitem à equipe do estudo fazer ajustes imediatos na metodologia do Zarc antes da publicação da versão final pelo MAPA. Também permitem prospectar necessidades para a pesquisa e desenvolvimento cujos resultados se converterão em inovações e aprimoramentos para o Zarc e para a Gestão de Riscos num futuro próximo. Participante das reuniões de validação, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fabio Faleiro, ressaltou o papel dos estudos do Zarc na formulação de políticas públicas e na minimização de riscos na agricultura relacionados aos fenômenos climáticos. “O Brasil é um país continental, com vários biomas e regiões. Imaginem o desafio desse tipo de estudo, que é complexo”. Ele também destacou a importância econômica, social e ambiental da cultura do maracujá. “É uma das poucas frutas plantadas do Rio Grande do Sul até Roraima com sucesso, e assim o Zarc assume uma importância ainda maior”, afirmou, citando diversas tecnologias que podem impulsionar a cultura, como cultivares mais resistentes a doenças, fertirrigação e a produção de mudas do tipo mudão. Segundo, Eduardo Neves, técnico do Programa Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, “o trabalho do Zarc para maracujá é fundamental para informar o produtor, para que assim ele possa ser mais assertivo em melhores épocas de produção e obter melhores resultados”.

Outro aspecto relevante para o risco de produção mencionado nas Reuniões de Validação foi o vazio sanitário. Em Santa Catarina, por exemplo, o vazio do maracujá compreende o mês de julho em todos os municípios, enquanto outros Estados seguem regras diferentes ou não têm critérios definidos. Os resultados do Zarc são sempre compatibilizados a fim de evitar indicação de plantios em épocas ou locais proibidos pelo vazio sanitário. Há uma necessidade de uniformização dos vazios sanitários para a cultura considerando todo o território nacional.

Os resultados finais, ajustados após as reuniões de validação do Zarc Maracujá são encaminhados ao Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, MAPA, responsável pela publicação das portarias de zoneamento.

Disponibilização dos resultados e benefícios do Zarc no Proagro e Seguro Rural

Os estudos de Zarc atendem aos objetivos do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático e ao Programa Agro Gestão Integrada de Riscos do MAPA. A observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” e nas portarias de Zarc por Estado.
Veja aqui a Portaria nº 294, de 20 de Julho de 2021 do Zarc do Maracujá

Com informações do Mapa, Embrapa e Banco Central.

INTELIGÊNCIA AGROFAMILIAR: Conab lança boletim com informações e cenários voltado ao segmento da agricultura familiar

da Redação

A partir de agora, o segmento responsável pela segurança alimentar do país, responsável pela maior geração de empregos no campo e que é responsável por 10% do PIB nacional, tem uma nova opção de busca por informações sobre a sua atividade socioeconômica por meio do Boletim da Agricultura Familiar, um material bimensal que trará uma análise sobre os principais macro temas do setor, oferecendo perspectivas, desafios e oportunidades aos nossos empreendedores rurais; no boletim tem áreas de acesso às chamadas públicas, a execução, legislação e preços do PAA, e espaços destinados às questões de crédito, análise de mercado dos principais produtos, além de entrevistas com os próprios produtores

A publicação tem como fio condutor a avaliação da conjuntura encontrada pelos agricultores familiares. “As informações consolidadas vão auxiliar na formulação e execução de políticas públicas, contribuindo para a regularidade do abastecimento e formação de renda do produtor rural”, afirmou o presidente da Conab, Guilherme Augusto Sanches Ribeiro, ao falar da importância do Boletim.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, (Mapa), Cesar Halum, destacou que “a assinatura da Conab traz credibilidade ao Boletim que vai nos ajudar muito no nosso trabalho em função de que a Conab opera o PAA, que é o Programa de Aquisição de Alimentos, importante programa para a agricultura familiar, bem como a PGPM-Bio (Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade), que cuida da nossa biodiversidade, e o PGPAF (Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar) que também é um programa de garantia de preços mínimos da agricultura familiar. Então isso são coisas importantes e que vão ser utilizadas e que vai nortear as nossas ações daqui pra frente”.

Em uma linguagem acessível, o Boletim ainda trará um artigo com informações sobre temas diversos afetos à agricultura familiar. “Temos a missão de prover inteligência agropecuária e participar da formulação e execução de políticas públicas, contribuindo para a regularidade do abastecimento e formação de renda do produtor rural, e com essa publicação damos mais um passo nesse pilar importante de promoção da inteligência agropecuária”, ressalta o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Sergio de Zen.
Nesta primeira edição, o artigo em destaque abordará a importância das políticas públicas executadas pela Conab para a agricultura familiar e para a sociedade como um todo, com destaque para os indicadores de execução dos últimos anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). “O desafio de se apresentar para a sociedade brasileira um Boletim da Agricultura Familiar não é pequeno. Além da importância, a abrangência do tema torna necessária uma grande capacidade de síntese e objetividade” reforça o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da estatal, Marisson Marinho. Ele ainda ressalta que a atuação da Conab junto aos agricultores e agricultoras familiares ocorre desde muito tempo, tendo sido intensificado a partir do início dos anos 2000. “Tal situação fez com que a Companhia se apropriasse de um grande número de informações e passasse a ser uma instituição de referência sobre o setor”.

O Boletim da Agricultura Familiar será publicado a cada dois meses. Clique aqui para ter acesso à íntegra da publicação.

Com informações da Conab.