CAFÉ + PAU-BRASIL: consórcio das culturas é alternativa na produção agrofamiliar sustentável

da Redação

O Serviço Florestal Brasileiro, órgão ligado ao Mapa, vai atuar por meio do Programa Arboretum na implantação de uma área de cultivo de café em consórcio com pau-brasil, no município de Teixeira de Freitas, na Bahia. A inserção do componente florestal em cultivos agrícolas traz benefícios ao solo e melhores condições microclimáticas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental do sistema e para a conservação da biodiversidade. Além do cultivo do café, a área implantada na Fazenda Bom Retiro produzirá sementes selecionadas de pau-brasil para desenvolvimento do cultivo da espécie e madeira no final do ciclo. O Programa Arboretum vai ofertar os insumos (mudas, adubação e hidrogel), assistência técnica e monitoramento, enquanto o proprietário agrofamiliar trabalha na manutenção da área

A parceria com proprietários rurais e comunidades é crescente no âmbito do Arboretum. O objetivo é fomentar as cadeias econômicas florestais ao lado da conservação e da valorização da biodiversidade florestal. A Fazenda Bom Retiro também tem parceria com o Arboretum em áreas de restauração, e é considerada referência em sustentabilidade e inovação.

O Centro de Desenvolvimento Florestal Sustentável Programa Arboretum também está implantando um viveiro florestal de pau-brasil na Bahia. A iniciativa, que conta com apoio da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Prefeitura de Itamaraju, será desenvolvida no âmbito do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Pau-Brasil. O Arboretum irá oferecer assistência técnica e apoio logístico em comunidades rurais nas ações de produção de sementes florestais e mudas.

O viveiro do Pau Brasil visa ser referência na produção dessa espécie e irá possibilitar uma alternativa de geração de renda para as famílias do PDS, que é o local da maior população de pau-brasil conhecida, registrada pela Ceplac. Atualmente, o Arboretum já atua por meio de um Núcleo de Coleta de Sementes No PDS Pau-Brasil.

O Arboretum é um programa interinstitucional viabilizado e apoiado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, sob a coordenação técnica e executiva do Serviço Florestal Brasileiro. A gestão é feita por um conselho que reúne instituições públicas de controle, pesquisa e normatização: SEMA-BA, UNEB, IFBaiano, Embrapa e CNCFLORA-JBRJ. Foi reconhecido como o primeiro Centro de Desenvolvimento Florestal Sustentável-CDFS no âmbito do SFB em 2018.

Por meio do CDFS Programa Arboretum, já estão sendo apoiadas a implantação e manutenção de agroflorestas. A ideia é conciliar a recomposição florestal com a produção de alimentos, especialmente cacau e banana em áreas de agricultura familiar.

+PECUÁRIA BRASIL: treinadores vão a campo em Roraima, Maranhão e Tocantins preparar as primeiras inseminações

da Redação

Depois de Roraima inaugurar o +Pecuária ao realizar o primeiro, e também histórico treinamento, entre 27 e 30 de julho de 2021, com os técnicos responsáveis pela implantação dos protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), a biotecnologia reprodutiva que utiliza hormônios para sincronizar e pré-determinar a inseminação, chegou a vez do Maranhão e Tocantins realizarem os seus treinamentos. Participaram os secretários de agricultura, técnicos e veterinários destes estados e municípios, todos acompanhando as explicações e orientações dos treinadores da ALTA GENETICS, que juntos dos técnicos da CONAFER, deram os primeiros passos na efetivação do programa para levar a tecnologia na ponta, diretamente aos produtores rurais, fundamental para o +Pecuária seguir avançando pelo país

A exemplo de Roraima, quando técnicos e diretores acompanharam as primeiras ações do +Pecuária junto com o secretário Aluízio Nascimento, da Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Maranhão e Tocantins, também participaram do treinamento com representantes da ALTA GENETICS e da CONAFER, diretores e técnicos, além do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, Sérgio Delmiro, e no Tocantins, da gerente de Pecuária, Mara Luce Borges Leal. Todos sob a coordenação de Renato Telles, treinador da ALTA GENETICS.

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste, falou sobre o andamento do programa e os primeiros treinamentos: “o programa está a todo vapor. Já fizemos treinamento em Roraima, Maranhão, Tocantins, estamos aguardando lançamento do Pará, e no Nordeste, muitos estados já assinaram. Na próxima semana, dia 3 de setembro, a gente já vai iniciar o protocolo numa propriedade, é dentro de uma comunidade indígena em Roraima, semana que vem já vai ocorrer a inseminação, e eu vou acompanhar o processo, então a gente vai dar o start.”

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste.

Segundo Schumaker, “a ideia é ter uma equipe multidisciplinar, por isso contamos aqui na região Norte e Nordeste com 4 profissionais, três veterinários e uma zootecnista para dar suporte técnico, porque a gente tem percebido que o programa, além do benefício direto de melhorar geneticamente os rebanhos dos pequenos produtores, também auxilia na qualificação técnica deles, pois identificamos algumas carências técnicas e o nosso presidente determinou que a gente faça esse start e acompanhe, porque o sucesso do programa depende disso, e o programa é CONAFER, então a gente precisa ser muito assertivo.”

Ainda no entender de Schumaker, “existem as parcerias, porém a gente tem que liderar o processo. Então, quando a gente observa um gargalo, alguma coisa que pode atrasar o processo, a gente toma a frente, ajudando os técnicos do estado que vão fazer a execução. Mesmo que algumas dificuldades apareçam, é apenas com esteapoio e o treinamento da ALTA GENETICS que a gente vai dar o start nos processos.”

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária Brasil

+ Vantagens ao pecuarista

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.

Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+ Qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.

O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+ Lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.

A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+ Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+ Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.

A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+ Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

A MELHOR GENÉTICA DO CAMPO AVANÇA PELO PAÍS: Programa +Pecuária Brasil da CONAFER e ALTA GENETICS conquista Tocantins e Mato Grosso do Sul

Pensado no final de 2020 e iniciado em janeiro de 2021, o +Pecuária Brasil nasceu para transformar a vida de milhares de agropecuaristas familiares brasileiros

O projeto do +Pecuária se materializa por meio de parcerias entre as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados e a CONAFER, que realiza a doação de centenas de milhares de doses de sêmens, produzidas pela multinacional Alta Genetics, durante os próximos 4 anos, beneficiando agropecuaristas familiares de todo o território brasileiro.

Para implantar o projeto nacionalmente, a equipe do +Pecuária da CONAFER realizou mais de 50 videoconferências com as secretarias de agricultura de todo o país até agora. O objetivo é fechar um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) em cada estado. Os primeiros acordos já foram assinados com o Maranhão e Roraima. Nestes estados, as equipes técnicas de cada secretaria de agricultura estão formatando os planos de trabalho para dar início ao programa. As regiões e propriedades já estão sendo selecionadas para integrarem o +Pecuária durante os 4 anos do ACT.

A CONAFER e a Alta Genetics vão assim levar a tecnologia de inseminação artificial para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agricultores familiares brasileiros. Como resultado do melhoramento genético nestes estabelecimentos agrofamiliares, o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas será importante para dar estímulo a todo o mercado agropecuarista do segmento da agricultura familiar, contribuindo para a implementação de novas políticas públicas nestes estados.

A melhor genética do campo chega em Tocantins e Mato Grosso do Sul

Pelos acordos assinados com a CONAFER, 25 mil doses de sêmens de touros premiados da Alta Genetics serão entregues aos agropecuaristas familiares do Tocantins e Mato Grosso do Sul nos próximos 4 anos

Os termos das minutas dos acordos de cooperação técnica foram apresentados, discutidos, analisados pelos departamentos jurídicos dos dois estados, e agora referendados em dois ACTs para dar início ao +Pecuária que irá beneficiar os agropecuaristas familiares tocantinenses e sul-mato-grossenses.

Pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2017, das 50 mil propriedades agrofamiliares do estado do Tocantins, 35 mil são de agropecuaristas. O rebanho bovino destes pequenos produtores contava neste período com 1,3 milhão de cabeças de gado de corte e 150 mil de vacas leiteiras.

Pelo mesmo Censo, no Mato Grosso do Sul eram 43 mil propriedades de agricultura familiar, sendo 30 mil dedicadas à atividade pecuária com plantéis que somados chegam a 1,2 milhão de cabeças de gado de corte e 146 mil de vacas leiteiras.

São números muito parecidos e que demonstram a real importância, quase um protagonismo dos agropecuaristas no segmento econômico da agricultura familiar nestes estados. Assim, já existem as condições ideais para implantar o +Pecuária em diversos municípios do Tocantins e do Mato Grosso do Sul. Mais uma prova de que a CONAFER pensou bem à frente quando idealizou o programa +Pecuária Brasil. Que venham os próximos acordos para avançar ainda mais com a melhor genética do campo.

Bem-vindos ao +Pecuária Brasil, Tocantins e Mato Grosso do Sul!

Produção cafeeira dos pequenos produtores emprega mais de 1,8 milhão de brasileiros

da Redação

O café é um grande estímulo para o desenvolvimento da agricultura familiar em todo o país. Pequenas propriedades de agricultores são responsáveis por 38% do cultivo de café do maior produtor mundial.

Nas pequenas produções de café, há o predomínio da agricultura de base familiar incluindo a força de trabalho, com produção em baixa escala e a contratação de trabalhadores assalariados no período da safra. Em regiões de elevada concentração de agricultores familiares, ocorre também a organização de mutirões para a colheita.

A segunda bebida mais consumida no mundo

De acordo com dados da Organização Internacional do Café, a OIC, o consumo mundial de café em 2019 foi de 165 milhões de sacas de 60kg, e a tendência é que este número aumente ainda mais com a demanda crescente pelo produto com alto valor agregado e 100% orgânico.

Em relação às regiões que mais produzem café no mundo, a América do Sul, maior região produtora de café no mundo, foram 70 milhões de sacas. A Ásia tem no Vietnã um grande produtor com 20 milhões de sacas. Na América Central e México, o registro foi de 15 milhões de sacas. Na África, atingiu 12 milhões de sacas de 60kg, volume que aponta um aumento percentual até expressivo de 30% no período 2018-2019, objeto desta análise.

Por causa da diversidade de regiões ocupadas pela cultura do café no Brasil, com variedade de climas, relevos, altitudes e latitudes, produzimos tipos variados de grãos. O que possibilita atender às diferentes demandas de paladar e preços dos consumidores brasileiros e estrangeiros.

Essa diversidade aumenta os lucros dos produtores, pois permite o desenvolvimento de vários blends (misturas de tipos), além de cafés aromáticos e especiais. As duas principais espécies plantadas são o arábica (ocupa 80% da área de plantio) e o conilon.
O grão arábica é o mais apreciado. A bebida produzida a partir do grão arábica apresenta complexidade de aroma e sabor (doçura e acidez). Além de ser delicioso, o café consumido em moderação faz muito bem para a saúde e pode ser um importante aliado na prevenção a algumas doenças.

Confira 11 benefícios do café comprovados cientificamente

  1. Melhora o funcionamento do fígado
    Pesquisas mostram que pessoas que bebem quatro xícaras de café por dia têm menos chance de contrair doenças do fígado.
  2. O café faz muito bem para a cognição
    Uma das principais substâncias contidas nos café, a cafeína, é um potente estimulante psicoativo. Ele age sobre o cérebro, gerando uma série de reações químicas que o fazem trabalhar mais rapidamente, melhorando o humor, a memória e o funcionamento cognitivo geral, isto é, o café melhora a inteligência.
  3. Estimula o metabolismo
    Uma das substâncias associada à queima de gordura, a cafeína, é encontrada em quase todos os suplementos para perda de peso. Estima-se que beber café estimule o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%.
  4. Possui nutrientes importantes
    O café é uma importante fonte de antioxidantes. Ele também contém uma série de nutrientes, como vitaminas B2, B3, B5 e manganês, magnésio e potássio.
  5. Café reduz o risco de diabetes tipo 2
    Algumas pesquisas mostram que o consumo diário de café reduz o risco de diabetes.
  6. Reduz o risco de Parkinson
    O Mal de Parkinson está associado à queda dos níveis de dopamina no organismo. A cafeína tem o efeito de aumentar a dopamina no cérebro, diminuindo a possibilidade de desenvolver a doença.
  7. Beber café combate a depressão
    A dopamina não previne só o Mal de Parkinson. Ela também é muito conhecida como a “substância do prazer” e é capaz de diminuir a ocorrência de depressão.
  8. Reduz o risco de câncer
    O café reduz ainda a ocorrência de câncer de intestino, além de prevenir o risco de câncer de pele – particularmente em mulheres.
  9. Previne derrame e doenças cardíacas
    Quem bebe café regularmente tem menos risco de derrame e apresenta taxas mais baixas de doenças cardíacas.
  10. Café ajuda na limpeza do organismo
    O café é um ótimo diurético. O corpo humano elimina bactérias e vírus prejudiciais por meio da urina, e beber café aumenta este processo natural.
  11. Reduz demência e Mal de Alzheimer
    Café geralmente melhora a memória, graças aos efeitos da cafeína sobre neurotransmissores no cérebro. Pessoas que bebem café regularmente têm mostrado menos risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

Ministério da Agricultura prorroga novamente a validade das DAPs

da Redação

Declarações com vencimento entre os dias 31 de março e 30 de setembro de 2021 terão prazo ampliado por seis meses devido à pandemia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou uma nova prorrogação no prazo de validade das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) devido à pandemia do coronavírus. A Portaria n° 121 prorroga por seis meses a vigência das declarações com vencimento entre os dias 31 de março e 30 de setembro de 2021, o que ocorrerá de forma automática. O beneficiário poderá consultar a alteração no “Extrato DAP”, disponível no site.

De acordo com o governo, mais de 1,6 milhão de DAPs terão sua vigência ampliada automaticamente, o que evitará o deslocamento dos respectivos beneficiários até os órgãos e entidades emissoras para a renovação do documento. A decisão leva em consideração o estado de calamidade pública em razão da covid-19, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, do Congresso Nacional.

A DAP é um documento necessário para que o agricultor familiar tenha acesso às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. O documento tem dados pessoais dos donos da terra, dados territoriais e produtivos do imóvel rural e informações sobre a renda da família. A DAP também é emitida para associações e cooperativas de agricultores familiares.

Somente quem tem a DAP pode acessar linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e ser beneficiado por políticas públicas como o Garantia Safra, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Normalmente, a validade do documento é de dois anos. A extensão do prazo auxiliará o pequeno produtor na manutenção e distribuição de sua produção, ao mesmo tempo em que respeita as medidas de segurança necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Além dos agricultores familiares, são beneficiários da DAP os pescadores artesanais, aquicultores, silvicultores, extrativistas, quilombolas, indígenas, assentados da reforma agrária e os beneficiários do Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário. Esta é a terceira vez que o governo federal prorroga o prazo de validade da DAP desde o início da pandemia.

Leia a portaria na íntegra.

Com informações do Mapa

Tenha acesso ao PRONAF através da CONAFER

A CONAFER, com o acordo de cooperação técnica com o Banco do Brasil, tem o BBAgro CONAFER, que são agências do banco para atender os filiados.

O Pronaf financia a produção com juros subsidiados, gerando mais renda ao produtor agrofamiliar. São linhas de crédito para custeio e investimento no plantio, modernização da estrutura produtiva, e também para construção ou reforma de moradias rurais.

Para acessar o programa o primeiro passo é ter a DAP, a declaração de aptidão ao Pronaf

Para saber qual documentos apresentar, leia abaixo:

Pandemia, dólar alto e juros em elevação desafiam segurança alimentar do país

da Redação

Mais um ano que o segmento agrofamiliar terá a missão de garantir que 212 milhões de brasileiros tenham alimento na mesa todos os dias

2021 segue sem vacinas e com a maior parte dos estados e grandes cidades ampliando medidas restritivas para evitar um colapso no sistema de saúde por conta do vírus mais letal que se tem notícia. Enquanto diversos setores da economia sofrem com um lockdown atrás do outro, o segmento agrofamiliar não para de produzir e milhões de pequenos produtores seguem firmes no trabalho diário de alimentar a população do Brasil. Afinal, é a agricultura familiar que produz mais de 70% da comida que vai para a nossa mesa.

Nesses momentos cruciais da nossa história, mesmo com todas as dificuldades, os produtos da agricultura familiar continuaram alimentando e garantindo a segurança alimentar no Brasil. Agora, com o dólar seguindo em um patamar elevado de valorização, os setores de exportação de commodities seguem ampliando a balança comercial positiva, principalmente com a soja, o milho e os cárneos.

Caberá aos produtores agrofamiliares brasileiros manter o mercado interno abastecido com frutas, hortaliças, legumes, arroz, feijão, milho, mandioca, ovos, carne boniva e suína, frango, leite, peixes, enfim, tudo que o ser humano precisa consumir.

A pandemia da covid-19 causou a suspensão de várias atividades no país em diversos momentos nos últimos doze meses. Esta adversidade levou muitos agricultores familiares a repensarem suas logísticas, explorando o novo momento com base no empreendedorismo familiar. Muitos produtores se uniram para entregar mercadorias na casa dos consumidores e garantir renda. Os agricultores familiares que já ofereciam o serviço de entrega a domicílio viram a procura crescer consideravelmente, e quem ainda não fazia esse tipo de venda viu nela um novo rumo para sua produção.

Produtores da região de Brazlândia e de Planaltina, no Distrito Federal, por exemplo, constataram o aumento de demanda depois da publicação de listas de produtos nas redes sociais e Whatsapp. Pessoas começaram a divulgar as informações para outros grupos, gerando uma cadeia positiva para o setor agrofamiliar.

A agricultura familiar sempre garante a alimentação do povo brasileiro em tempos de crise

Alguns agricultores já conseguiram, inclusive, modificar a forma de fazer a colheita, recebendo as encomendas com 24 horas de antecedência para a entrega. A colheita é feita momentos antes da distribuição, já com tudo organizado, e os alimentos são entregues fresquinhos para os clientes. Para quem compra é um grande ganho no preço e na qualidade dos produtos agroecológicos.

Temos a noção exata de que todos os setores da economia sofreram perdas, resultando numa queda do PIB de 5% desde 2017. Inclusive a agricultura familiar segue com muitas dificuldades de acesso ao crédito, aumento da produção, e principalmente, escoamento da demanda. Mesmo assim, o setor é resiliente e mantém-se na produção de todos os tipos de alimentos em todas as regiões do país.

A CONAFER segue trabalhando em busca de recursos para o setor, por meio de fomento do sistema financeiro. Em 2020, a Confederação lançou a sua plataforma digital para conectar agricultores de todo o território nacional. A conectividade permite aos agricultores familiares o compartilhamento de conhecimento, a realização de parcerias, o desenvolvimento dos empreendimentos, a comercialização dos produtos e o crescimento de todo o segmento agrofamiliar.

No Sul do país, agricultura familiar atua na preservação do bioma Pampa

da Redação

No extremo-sul do Brasil, localiza-se o único bioma brasileiro dentro de único estado; o Pampa encontra em suas lavouras e pecuária agrofamiliares uma proteção importante para o equilíbrio dos seus ecossistemas

Aproximadamente dois terços do território do Rio Grande do Sul são ocupados pelo bioma Pampa, uma extensa área de campo natural que avança também pelos territórios do Uruguai e da Argentina, e partes do Chile e do Paraguai.

“Pampa” é um termo de origem quíchua (povo indígena que habita os Andes, na América do Sul) que significa “região plana”. O bioma tem aproximadamente 176 mil km², o que corresponde a 63% da área total do Rio Grande do Sul.

O Pampa, ou Campos Sulinos ou ainda Campos do Sul, como também é chamado, possui um clima predominantemente subtropical, com as quatro estações do ano bem definidas, e vegetação marcada pela presença de gramíneas, plantas rasteiras, arbustos e árvores de pequeno porte. Dados do Ministério do Meio Ambiente estimam que existam mais de 3.000 tipos de plantas, 500 tipos de aves e 100 espécies de mamíferos vivendo no bioma.

Considerando a sua biodiversidade, o Pampa está entre os mais expressivos ecossistemas brasileiros – somando-se aos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado e Caatinga. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) revela que, se levarmos em conta o número de plantas encontradas por metro quadrado, o Pampa é o bioma brasileiro com maior diversidade – foram encontradas 57 espécies diferentes de plantas em 1 m² de campo nativo. O Cerrado vem em segundo lugar, com 35 espécies vegetais por metro quadrado.

Agricultura familiar nos Campos do Sul

Grande parte do aquífero Guarani encontra-se no Pampa e, por isso, o bioma se constitui em boas possibilidades para a agricultura familiar, destacando-se as lavouras de milho, soja, arroz, trigo e de hortifruti, além da pecuária – que é a base do desenvolvimento econômico da região.

A agropecuária familiar é responsável pela maior parte da produção gaúcha de feijão, milho, mandioca e de leite de vaca, produtos que estão na mesa cotidiana de famílias tanto das áreas rurais quanto das cidades do Rio Grande do Sul. O estado também é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, e esse mérito vem totalmente da agricultura familiar – que defende práticas agrícolas sustentáveis, nas quais a segurança alimentar e a preservação dos recursos ambientais são elementos centrais.

A pecuária familiar também é uma forte aliada na preservação do Pampa, com o manejo adequado do campo nativo. A interação entre pecuarista e bioma é benéfica a todas as partes, se trabalhada de modo sustentável, pois o pecuarista familiar está diariamente em contato com o campo nativo, conhecedor de sua fauna e flora, de onde encontra boas oportunidades para a sustentabilidade e conservação dos ambientes naturais.

Bioma menos protegido do país

Mas o Pampa também é o bioma brasileiro com menor percentual de terras dentro de unidades de conservação: apenas 2,7% de sua área. O Cerrado possui 8,3% de sua cobertura original em territórios de preservação ambiental; já a Amazônia, 27,3%. A meta 15 do programa de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU previa que o Brasil delimitasse, até 2020, pelos menos 17% das terras do Pampa como reservas ambientais. O que está longe de ocorrer.

Garantir a preservação do Pampa não significa proibir a atividade produtiva no bioma. É exatamente o oposto. Especialistas defendem que o ideal seria somar a conservação ambiental com a tradicional atividade pecuária, fortalecendo caminhos para uma base sustentável.

Afinal, a grande biodiversidade do Pampa apresenta inclusive inúmeras espécies endêmicas, sendo uma importante fonte de recursos genéticos. Além disso, é responsável por inúmeros serviços ecossistêmicos, como, por exemplo, a substituição do carbono existente na atmosfera pelo oxigênio e o controle da erosão do solo, problema que vem preocupando os produtores e a sociedade em geral no estado.

Cacau: o doce sabor agrofamiliar da Bahia

da Redação

Os baianos respondem por 70% da produção nacional do fruto. Das 28 mil propriedades dedicadas à cultura no estado, cerca de 80% são de pequenos produtores familiares

Junto com o açaí e a castanha-do-brasil, o cacau aparece em primeiro lugar no mapeamento da demanda por produtos sustentáveis, realizado junto a mais de cem empresas em 2019, realizado pela Conexsus. Embora seja um fruto nativo da região amazônica, é produzido principalmente na Bahia, estado que, sozinho, responde pela maior parte da produção brasileira. Somados, Amazonas e Pará respondem por outros 20% da produção no país.

A cultura do cacau tem um potencial enorme na agricultura familiar, pois apresenta baixa dificuldade de manejo e manutenção e possibilita aos agricultores uma jornada menos exaustiva de trabalho. Quando bem conduzidas, as lavouras permitem a manutenção de árvores para obtenção de frutos e madeira, transformando áreas degradadas em agroflorestas. Ou seja, a agricultura se desenvolve associada à conservação ambiental.

Técnicos da Embrapa indicam, inclusive, um cultivo do cacaueiro em conjunto com a bananeira, pois o primeiro extrai muito potássio do terreno, enquanto a bananeira libera potássio para o cacau e também água – promovendo uma irrigação e adubação naturais. Há também ganhos com a preservação do solo, a partir do sombreamento do local, preservando a umidade do ambiente e recuperando áreas degradadas.

Boas práticas melhoram a produção baiana

O cacau é o principal produto agrícola do sul da Bahia, e foi muito importante para manter o agricultor na terra no processo de reforma agrária. Aproximadamente 80% das 28 mil propriedades dedicadas à cultura cacaueira no estado pertencem a pequenos produtores familiares. É um cultivo que ainda depende muito de mão de obra. O cacau produzido no estado é matéria-prima para mais de 30 marcas de chocolates.

Plantação de cacau.

Pré-assentamento Dois Riachões é exemplo de preservação da cultura cacaueira

Localizada no Baixo Sul da Bahia, a comunidade produtora de cacau conseguiu conquistar terra, liberdade e independência financeira depois de conviver por gerações em situação análoga à escravidão.

A comunidade ocupa uma área de 406 hectares, sendo que 150 deles dedicados ao cultivo do cacau cabruca, banana da terra, banana prata, aipim e hortaliças em geral. O restante da área é dividido em Área de Preservação Permanente (APP), florestas, capoeira e pasto.

O resgate do sistema de produção cabruca pela reforma agrária e a capacitação em agroecologia para a produção de subsistência favorecem o desenvolvimento da comunidade, que hoje produz também amêndoas de qualidade vendidas para grandes marcas de chocolates. Em 2020, Dois Riachões comemorou a finalização da sua própria fábrica e, em breve, terá também o seu próprio chocolate.

Para o agroecologista e presidente da FAFER-BA, Fidel Marx, para que a produção dos agricultores familiares melhore ainda mais, é preciso acesso ao crédito, como o Pronaf, por exemplo. Fidel traz boas notícias e fala sobre a cadeia produtiva: “acabamos de inaugurar uma fábrica-escola de chocolate, pois, na cadeia produtiva do chocolate, a gente fica com apenas 2% do valor do produto final. Com a produção de chocolate, o produtor aumenta sua renda ao final do ciclo. Porém, não conseguimos acessar o Pronaf, nem os editais do Banco Mundial. É preciso que essas políticas realmente cheguem aos produtores”, destaca ele.

Fidel frisa também que, para parte dos produtores que permanece na pobreza rural, é necessário acesso à assistência técnica e extensão rural, e finaliza: “estamos mostrando que plantar livre de agrotóxicos e transgênicos é produtivo, tanto em volume quanto em qualidade, além de utilizar recursos economicamente mais viáveis. Nós somos ambientalmente sustentáveis e ​​socialmente justos. Conseguimos levar alimento saudável para a classe trabalhadora do campo e da cidade”.

Veja a história de sucesso de Dois Riachões e o seu amor pelo cacau:

CONAFER ENTREVISTA Requião

Nessa quinta-feira, 28 de janeiro, a CONAFER disponibiliza no canal do Youtube uma entrevista com ex-senador Roberto Requião, três vezes governador do Paraná. O Secretário de Comunicação, Lucas Titon, fala com o ex-senador sobre a relação do seu governo com os agricultores familiares do estado e importantes projetos que fomentaram o setor agrofamiliar durante seu mandato.

Assista abaixo o vídeo da entrevista completa: