Até 5 de fevereiro, agricultores e comunidades tradicionais podem se inscrever em cursos do Portal Saberes da Floresta

da Redação

Serão 10 cursos na modalidade à distância. Estão abertas inscrições para os cursos disponíveis do Serviço Florestal Brasileiro

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) serão oferecidos dez cursos de educação à distância pelo Portal dos Saberes da Floresta.

Os cursos têm duração de 20 a 40 horas e estão relacionados ao cultivo florestal de castanha e açaí, ao manejo florestal de madeira, à técnica de exploração de impacto reduzido, à gestão de organizações comunitárias (associações e cooperativas), às concessões florestais, à silvicultura de espécies florestais nativas e à experiência de manejo florestal comunitário.

O público-alvo do curso são os representantes de povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, lideranças socioambientais, agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), professores e estudantes de ensino profissionalizante e superior, empresários e trabalhadores do setor florestal, gestores e servidores públicos.

Os cursos com inscrição aberta no Portal Saberes da Floresta são:

  • Manejo da Castanha;
  • Manejo do Açaí;
  • Introdução às Concessões Florestais;
  • Gestão de Empreendimentos Comunitários;
  • Introdução a Cooperativas e Associações;
  • Introdução ao Manejo florestal;
  • Introdução ao Manejo Florestal Comunitário e Familiar;
  • Manejo de Impacto Reduzido com Ênfase nas Etapas e Elaboração de Planos de Manejo;
  • Introdução à Recomposição com Ênfase nas Florestas Tropicais;
  • Óleos e resinas brasileiras.

Para obter o Certificado, é preciso cumprir 60% das atividades propostas. O prazo para inscrições termina no dia 5 de fevereiro e devem ser feitas pelo site.

O Portal Saberes da Floresta faz parte do Projeto Gestão Florestal para a Produção Sustentável na Amazônia. Os recursos financeiros para execução vieram do apoio da cooperação alemã, com recursos do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Após 9 anos inativo, Parlamaz volta a atuar pela proteção da Amazônia

da Redação

8 países com Floresta Amazônica em seus territórios integram o Parlamento Amazônico, o Parlamaz; sua a missão é promover debates e ações de proteção integral do ecossistema amazônico, da sua biodiversidade, dos recursos naturais, dos povos indígenas e dos camponeses

Vitória régia. Foto: Ana Cotto, 2008. Publicada sob uma licença Creative Commons (Atribuição 2.0 Genérica: Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante).

O Parlamento Amazônico, Parlamaz, foi reinstalado no dia 21 dezembro de 2020, durante uma reunião virtual do colegiado formado por representantes políticos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Equador, Peru, Suriname e Venezuela. O Parlamento, que estava sem atividades regulares desde 2011, foi criado em 1988 com o objetivo de estabelecer políticas integradas e estreitar as relações entre os países-membros nas discussões sobre as questões amazônicas, promovendo a cooperação e o desenvolvimento sustentável da região.

A reativação do Parlamaz voltou a ser debatida em 2019, mas somente em novembro deste ano a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), no Senado, reuniu-se para decidir sobre a retomada das atividades.

O desenvolvimento sustentável da imensa região que ocupa 8 países é um dos maiores desafios do Parlamaz. Foto: Portal Tucuma

A demora decorreu a partir da pandemia do novo coronavírus. Assim, os países que integram o território da Amazônia estavam sendo contactados para que o parlamento internacional fosse restabelecido.

A história do Parlamaz oscila entre momentos de mobilização e desmobilização. A primeira reativação ocorreu em 2001, com uma nova paralisação logo depois. Em novembro de 2004, houve nova tentativa de reativar as pautas. O Congresso Nacional brasileiro sediou a reunião do Conselho Diretor do Parlamaz em abril de 2008 e reanimou as atividades, com a produção da “Carta de Brasília”, na qual foi feita a defesa do desenvolvimento sustentável. Os demais países do continente foram então convidados a solucionar as diferenças pela via diplomática, para garantir a paz na região.

Os debates atuais sobre a retomada do Parlamento Amazônico foram impulsionados após uma série de acontecimentos envolvendo a região, como o maior desmatamento dos últimos 10 anos no Brasil. O desmatamento na Amazônia atingiu recordes no mês de novembro, com um total de 484 km² de área verde derrubada. Os números representam um aumento de 23% em comparação ao mesmo período do ano passado e totalizam o maior desmatamento da região para o mês de novembro nos últimos dez anos.

As queimadas na Amazônia em 2020 atingiram os piores índices da série histórica, acelerando a necessidade de reativar o Parlamaz. Foto: Ideia Circular

Os dados foram divulgados pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. O Pará ocupa o primeiro lugar no levantamento entre os estados, com 48% da Amazônia Legal desmatada. Em seguida, aparecem o Mato Grosso (19%), Rondônia (10%), Maranhão (9%), Amazonas (8%), Acre (3%), Roraima (2%) e Amapá (1%).

Na reunião de reinstalação do Parlamaz, os parlamentares manifestaram o propósito de fortalecer o espaço enquanto instituição política de integração dos povos amazônicos e fórum de debate permanente para a proteção integral do ecossistema regional. Também enfatizaram a proteção da biodiversidade, dos recursos naturais, dos povos indígenas e dos camponeses.

Proteger e atuar pelas garantias e direitos dos povos da Amazônia é uma das missões do Parlamaz. Foto: Editora Mundo e Missão

O grupo elegeu por aclamação o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) como presidente do colegiado. Os demais membros do conselho diretor serão indicados por cada país.

Os representantes do Brasil são os deputados Marcelo Ramos (PL-AM), Leo Moraes (Pode-RO), Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e José Ricardo (PT-AM); e os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Eduardo Braga (MDB-AM), Plínio Valério (PSDB-AM), Paulo Rocha (PT-PA) e Telmário Mota (Pros-RR).

Dia de Proteção às Florestas

SOMOS TODOS GUARDIÕES.

17 de julho


Em um momento do avanço das queimadas, desmatamento e destruição de ecossistemas por todo o planeta, é importante que todos sejam protetores das florestas, cuidadores deste imenso lar onde a vida é cultivada em toda a sua plenitude. Sem esta proteção pela conscientização de todos e aplicação da lei contra os crimes ambientais, os lares de bilhões de espécies animais e vegetais e de bilhões de outras formas de vida, um ambiente tão rico e importante para a nossa sobrevivência, corre o risco de degradação em escala global, o que causará um colapso das condições climáticas.

A CONAFER trabalha pelo cumprimento do ODS 13 da Agenda 2030 da ONU. Dos 17 ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o ODS 13 trata da Ação Contra a Mudança Global do Clima: 
“A subsistência da vida humana depende da terra, assim como dos oceanos. Florestas ocupam 30% do planeta, gerando ambientes vitais para milhões de espécies e importante fonte de água e ar limpos. Esses ambientes também são cruciais para combater a mudança global do clima. Hoje vemos uma degradação do solo sem precedentes e uma perda de terras cultiváveis de 30 a 35 vezes maior do que a média histórica. Secas e desertificação também aumentam a cada ano, junto com a perda de 12 milhões de hectares, que afetam diretamente comunidades mais pobres de todo o planeta. Das mais de 8,3 mil espécies de animais conhecidas, 8% estão extintas e 22% em risco de extinção. Os ODS buscam conservar e restaurar o uso do ecossistema terrestre, como das florestas, pântanos, zonas secas e montanhas até 2020. Deter o desmatamento também é vital para mitigar o impacto da mudança do clima. Ações urgentes precisam ser tomadas para reduzir a perda de ambientes naturais e biodiversidade, que são parte do nosso patrimônio comum.”
Vamos todos proteger as florestas com ações diárias de apoio aos organismos que lutam pela sua preservação e pelo desenvolvimento sustentável de quem vive nelas.