Um salve à luta das mulheres indígenas no mundo todo

5 de setembro. Dia Internacional da Mulher Indígena.

Em 1781, na região do Alto Peru, onde hoje é a Bolívia, a indígena aimará Bartolina Sisa, junto com seu marido, o indígena Túpac Katari, comandou uma revolta contra os colonizadores espanhóis.
Mas apenas em 1983, o Dia Internacional da Mulher Indígena foi criado. E é importante que seja lembrado sempre pelo seu significado de luta por liberdade e dignidade, sem violência física, sem violência sexual, sem violência psicológica, sem violência moral, sem violência contra os seus direitos ao patrimônio e suas tradições.
Existem milhões de indígenas espalhados pelo Ártico, as Américas e a Oceania. São milhares de culturas diferentes. Mas a luta de todas as mulheres indígenas de todos estes povos é a mesma contra o racismo, o machismo, as desvantagens econômicas e a proteção da família. Por isso, um salve a todas as guerreiras, sábias, anciãs, jovens, caciques, pajés, mulheres indígenas que resistem e defendem o bem-estar do seu povo.

A riqueza do açaí mostra a força da agricultura extrativista

da Redação

Cadeia de produção do fruto movimenta mais de R$ 592 milhões por ano no Brasil; país é o maior produtor de açaí no mundo, com produção anual de 1,1 milhão de toneladas

O açaizeiro é uma árvore que pode chegar a 30 metros de altura e que prefere áreas úmidas, fator que faz com que a mesma prefira as margens dos rios para crescer. Por isso, o açaí é produzido a partir do trabalho dos agricultores familiares das comunidades ribeirinhas, através de técnicas próprias de extrativismo. O fruto é uma das mais importantes fontes de alimentação para os habitantes da região amazônica, terra de origem do açaí e onde se concentra a maior parte da produção mundial.

O açaizeiro é uma palmeira de folhas grandes, finamente recortadas em tiras e de coloração verde-escura. As flores são pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes e de coloração amarelada. Aparecem, geralmente, entre setembro e janeiro. Cada palmeira produz de três a quatro cachos por ano, com 3 a 6 kg de frutos que, quando maduros, adquirem uma coloração violácea, quase negra. A produção se intensifica nos meses de julho a dezembro.

Foto: FAPEAM

Do açaizeiro tudo se aproveita: frutos, folhas, raízes, o caule (de onde se obtém o palmito), tronco e cachos. O palmito de açaí é largamente comercializado e um dos mais apreciados na culinária. Já as fibras das folhas são utilizadas para tecer chapéus, esteiras e cestas, e os cachos secos são aproveitados para fazer vassouras. As populações ribeirinhas do rio Amazonas fazem dessa palmeira uma fonte de renda e a base da alimentação de suas famílias ao longo de praticamente todo o ano.

Rico em vitaminas, nutritivo e delicioso

A fruta foi conquistando seu espaço aos pouquinhos e, com o tempo, ganhou diversos adeptos. Hoje, o açaí é uma verdadeira febre em todo Brasil e já está presente em diversos outros países. Para ser apreciado, é necessário que o açaí seja amassado. A polpa é então misturada à água, originando o chamado “vinho do açaí”.

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Em todo Brasil, o açaí é consumido principalmente em forma de creme, batido com guaraná, mas nos estados do Amazonas e do Pará, além dos outros da região amazônica, é consumido acompanhado principalmente de farinha de tapioca, peixes e camarão, além de suco ou vinho. O pirão feito com a fruta também ganha lugar na mesa, assim como a geleia, sorvetes e doces.

Foto: Conquiste Sua Vida

Os benefícios do açaí para a saúde são vários. A fruta é rica em vitaminas dos complexos B e C, além de ter muito ferro, cálcio e potássio, todos elementos essenciais para uma boa saúde. O açaí também é rico em antocianinas, substâncias que ajudam na circulação do sangue pelo organismo.

De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), cada 100 gramas da polpa congelada de açaí possui 0,8g de proteína, 3,9g de lipídios, 6,2g de carboidratos, 2,6g de fibras alimentares e 58 kcal. Corresponde, portanto, a uma alimentação completa.

Um mercado cheio de oportunidades e excelentes perspectivas

A cadeia de produção do açaí movimenta mais de R$ 592 milhões por ano no Brasil, de acordo com boletim publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O país é o maior produtor do fruto no mundo, com mais de 1,1 milhão de toneladas por ano, segundo o IBGE. O mercado desse importante produto da economia amazônica só cresce a cada ano, apresentando uma perspectiva de alta taxa de crescimento para os próximos anos.

Muito valorizado pelas indústrias alimentícias e de cosméticos, o açaí possui uma cadeia de produção que traz importantes benefícios sociais, econômicos e ambientais para a Amazônia. De acordo com o Censo Agropecuário IBGE 2017, a cadeia beneficia aproximadamente 150 mil famílias de extrativistas e agricultores familiares organizados em quase 200 cooperativas e associações de produtores.

Estima-se que 300 mil pessoas estejam envolvidas no processo de produção, entre produtores, batedeiras, indústria, varejo e serviços em geral. Cerca de 60% do açaí produzido no Brasil é consumido no Pará. Outros 30% são consumidos no restante do país, enquanto 10% segue para exportação. Deste percentual, 77% tem como destino os Estados Unidos.

Foto: Visite O Brasil

É difícil provar o verdadeiro açaí fora da região Norte. Depois da colheita, o fruto deve ser batido em até 24 horas para preservar a cor, o cheiro e o sabor e se o açaí não for ingerido em até 72 horas, ele começa a oxidar. Por isso, a polpa precisa ser congelada e industrializada para chegar a outras regiões.

Com peixe ou misturado ao guaraná, servido na cuia ou em uma tigela, com fatias de banana ou com farinha, não existe maneira errada de apreciar o açaí. Escolha a sua maneira preferida e aproveite todos os benefícios dessa fruta especial.

A lenda indígena do açaí, o fruto que chora

A palavra “açaí” tem origem indígena e significa “fruto que chora”. Conta a lenda que há muito tempo atrás, um numeroso grupo Tupi vivia na região onde hoje fica a cidade de Belém, no estado do Pará. E conforme a população aumentava, havia cada vez menos alimentos disponíveis.

Ao ver seu povo passar fome, o chefe Itaki ordenou que toda criança recém-nascida fosse sacrificada para manter a população sob controle, até que uma fonte mais abundante de alimentos fosse encontrada. Ele não abriu qualquer exceção a essa ordem, mesmo quando sua própria filha, Iaçã, ficou grávida e deu à luz uma menina. Iaçã ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades de sua filhinha. Ficou por vários dias enclausurada em sua tenda e pediu a Tupã que mostrasse ao pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças.

Foto: Bio Point

Certa noite, Iaçã ouviu o choro de uma criança e, ao entrar no mato, viu sua filha sentada ao pé de uma palmeira. Ela estendeu os braços e correu em direção à criança, mas o bebê instantaneamente desapareceu no abraço. Inconsolável, Iaçã caiu sobre a palmeira chorando até desfalecer. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. O seu rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos negros estavam voltados para o alto da árvore, carregada de frutinhos escuros. Itaki então mandou que apanhassem os frutos. Deles, foi obtido um suco avermelhado.

Itaki percebeu que aquela era uma benção de Tupã e batizou a fruta de açaí, palavra originada da pronúncia invertida dos vocábulos existentes em Iaçã, em homenagem a sua filha. A ordem de sacrificar os bebês foi encerrada e a comunidade nunca mais passou fome.

Capa: Agência Pará

Cacique Aritana morre no dia que STF obriga governo a proteger os indígenas

da Redação


Plenário da corte votou por unanimidade em favor da liminar do ministro Luís Roberto Barroso, que tornam obrigatórias ações do governo para evitar novas mortes em territórios indígenas

A perda do cacique Aritana Yawalapiti, um ser humano extraordinário que lutava por sua cultura e pela preservação da identidade do seu povo, e que deixou a materialidade aos 76 anos para transformar-se em ancestralidade yawalapiti, trouxe muita tristeza em toda a comunidade indígena do Xingu. São muitas vítimas já dentro das aldeias indígenas. O grande líder Aritana faz parte agora de um triste quadro de caciques, pajés e guerreiros infectados e mortos nesta pandemia.

Todos sabem da vulnerabilidade dos povos originários, inúmeras vezes vítimas de doenças infecciosas ao longo da história de contato com os colonizadores. Os números são trágicos e crescem exponencialmente. A cada dia novas infecções e óbitos aumentam ainda mais o sofrimento nas aldeias. Mas hoje, o Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição, pôde dar um novo rumo nesta crise sanitária nos territórios indígenas, e que já se transforma em crise humanitária.

 No dia 8 de julho passado, o presidente da República sancionou a Lei 14.021 de ajuda emergencial aos povos originários e tradicionais, mas vetou água potável, compra de respiradores e máquinas de oxigenação sanguínea, acesso ao auxílio emergencial e a criação de um Plano Safra específico para os povos indígenas e comunidades tradicionais no enfrentamento da Covid-19.

Foto: Folha PE

A mídia internacional condenou perplexa os vetos à Lei que deveria cuidar dos indígenas e quilombolas de forma urgente. Fato que não ficou restrito às discussões nas redes sociais, pois o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso , após a publicação da Lei 14.021 com os vetos do presidente, entrou com medida cautelar determinando que o governo federal adotasse medidas efetivas para combater a Covid-19 entre na população indígena. Também solicitou o planejamento, com a participação das comunidades, de estratégias para conter as ações de invasores, de instalação de barreiras sanitárias e o acesso de todos os indígenas ao Subsistema de Saúde.

O que estava em julgamento nesta tarde era a defesa urgente dos povos originários brasileiros

Com o julgamento favorável ao processo de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ADPF 709, espera-se do governo a adoção de medidas urgentes  para proteger as populações indígenas da pandemia de Covid-19. Em seu voto antes na segunda-feira, dia 3, o relator ministro Barroso, além de referendar a liminar que já havia dado durante o recesso, determinou a elaboração de plano para enfrentamento e monitoramento da doença entre os povos indígenas.

O presidente do Supremo também estabeleceu que a sala de situação tenha a participação de representantes dos indígenas, Ministério Público e Defensoria, além de indicar um representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e um observador de seu gabinete para acompanhar as reuniões sobre a Covid-19 nas comunidades indígenas.

Foto: Open Democracy

A omissão do poder público no combate à pandemia da Covid-19 implicou em alto risco de contágio e de extermínio de diversos povos indígenas. Uma discriminação incompatível com os direitos à saúde, à isonomia e à diferença cultural e que “viola gravemente o dever estatal de proteger e promover os direitos fundamentais dos povos indígenas, notadamente à sua vida e saúde” – como cita o texto da ADPF.

A manutenção da liminar foi fundamental para evitar uma catástrofe sanitária e impedir mais um genocídio dos povos indígenas do Brasil.

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Em junho, a CONAFER entrou com Ação Civil Pública contra União e FUNAI

A Confederação protocolou uma Ação Civil Pública há 2 meses pedindo a condenação da União para que a FUNAI e SESAI atuem com urgência contra a Covid-19 nos territórios indígenas, mas o pedido foi negado pela 6ª Vara Federal do Distrito Federal. A CONAFER apelou recentemente contra a sentença judicial que alegou “ativismo judiciário” com pedido na 2ª instância.

A CONAFER requer o reconhecimento de nulidade da sentença apelada por vício de fundamentação com a sua cassação, já que essa não analisa os elementos essenciais ao adequado julgamento da demanda, e também pede o provimento do recurso para dar prosseguimento à Ação Civil Pública.

A Confederação não vai medir esforços para exigir que os órgãos competentes atuem com a urgência pela gravidade da situação. O recurso de apelação foi remetido ao TRF-1, Tribunal Federal da Primeira Região, e tem por finalidade a cassação da sentença expedida para que a ação retorne à sua origem e seja devidamente processada. E em caráter emergencial.

Foto: CONAFER

O descaso do governo brasileiro nestes meses de pandemia não apresentou nenhuma estratégia para proteger os territórios, desestruturou mais ainda os órgãos de fiscalização e não implementou políticas para que os indígenas permanecessem nas aldeias com segurança alimentar.

O que está acontecendo com os povos originários do Brasil não pode ser ignorado. As aldeias foram fortemente atingidas pela pandemia já vitimou 623 indígenas e outros 21.646 foram contaminados. A doença chegou a 146 povos em vários estados. Já são mais de 40 lideranças mortas, homens e mulheres que carregam a ancestralidade e os valores passados de geração para geração. O fato extrapola a dor de todos os parentes, para tornar-se um grande lamento para toda a humanidade.

A CONAFER espera que o governo cumpra as determinações do STF para atuar de forma urgente e responsável na proteção de indígenas, quilombolas e povos tradicionais, como foi pedido pela Confederação em sua Ação Civil Pública negada pela justiça.

CONAFER acolhe a diversidade com Secretaria Nacional LGBT+

da Redação


Casa Tibiras abre as portas para receber os agricultores familiares LGBT+; primeiro acolhido é Cairú Macuxi, 22, estudante de biologia da Universidade Federal de Roraima e produtor de arte indígena

“Existe índio LGBT+?”, esta é uma pergunta recorrente quando falamos sobre diversidade sexual entre os povos indígenas. Mas essa realidade também pode ser aplicada às outras populações tradicionais do Brasil, como os quilombolas, ribeirinhos, povos da floresta, pescadores e camponeses. Estas pessoas são invisibilizadas em detrimento desse modelo de sociedade ancorado nos estereótipos que embasam muitos preconceitos, a exemplo do machismo, racismo e LGBTfobia.

Foi pensando em atender e acolher essas pessoas, que a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais criou a Secretaria Nacional LGBT+ Casa Tibiras, um espaço destinado à pesquisa, levantamento de dados e desenvolvimento de projetos voltados à população LGBT+, sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, e que está inserida nos diversos contextos da agricultura familiar.

Outra atribuição importante da Secretaria Nacional LGBT+ da CONAFER, a Casa Tibiras, será a realização de um mapeamento dos agricultores familiares que fazem parte desse público, para acolher, apoiar e encaminhar socialmente essas pessoas invisibilizadas pela sociedade.

A pasta recebeu o nome de Casa Tibiras em homenagem ao indígena tibira – que quer dizer homem homossexual em Tupi – que foi morto em meados de 1614 pela Ordem dos Padres Capuchinhos Franceses, no litoral do Maranhão, sendo considerado este como o primeiro caso de LGBTfobia no Brasil. Além disso, vale ressaltar, esta importante Secretaria nasceu inspirada no documentário Terra Sem Pecado, que aborda as vivências dos indígenas LGBT+ dentro e fora das aldeias.

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É nesse sentido que a Secretaria LGBT+ da Conafer atua, proporcionando autonomia e dando voz a esses corpos que foram categorizados a partir do olhar do colonizador. 

Casa Tibiras já tem o seu primeiro residente em Boa Vista, Cairú Macuxi

“A Casa Tibiras é um espaço importante tanto para entender que somos diversos e podemos amar quem queremos sem ter medo, quanto para levar esse debate para os não indígenas entenderem que não estamos congelados em 1500”, pontua a liderança jovem do Santuário dos Pajés e assessor da Casa Tibiras, Fetxawewe Tapuya Guajajara.
Falar sobre diversidade sexual e de gênero dentro de algumas etnias dos povos originários, ainda é tabu, e isso se deve ao fato dos indígenas atualmente reproduzirem os preconceitos introduzidos pelos colonizadores, uma interferência que maculou e eliminou diversas culturas. 
Mas aos poucos o movimento indígena abre suas ocas para incluir em suas pautas as discussões sobre sexualidade. 

“Acredito que a autoafirmação, enquanto sujeitos LGBT+ e o reconhecimento da pluralidade no contexto indígena, é imprescindível para melhor articulação do movimento indígena. Reconhecer as diversas pautas dentro do movimento é de suma importância para que nenhuma demanda fique para trás”, analisa o estudante de Ciências Políticas e colaborador da Casa Tibiras, Danilo Tupinikim.

O movimento LGBT+ em si, como está estruturado, não contempla as especificidades dos indígenas LGBT+, uma vez que o mesmo tem como referências as realidades estrangeiras, e não as vivências indígenas. 

”Ter comigo essas identidades é nem sempre ver portas abertas para mim. E tentar reverter isso nem sempre é fácil. Eu tento levar meu discurso e ocupar esses lugares que meu corpo não é bem vindo. E fazer de uma porta aberta, uma sementinha que vou plantar, cuidar para que cresça que vire uma árvore que dê frutos para as próximas gerações de indígenas e LGBT+, assim como já fizeram por mim”, conta Cairú Macuxi, 22, o primeiro acolhido pela Casa Tibiras.

Cairú na sede do Espaço Conafer em Roraima. Foto: CONAFER

É importante que a diversidade a partir de múltiplas experiências, abrace o sentimento de pertencimento à terra do indígena LGBT+, fundamental para semear e colher os frutos da cultura e da agricultura, das tradições e do trabalho, da produção e da arte, sempre com o olhar indígena de respeito pelo meio ambiente, à identidade e valores de cada etnia. 

“O movimento LGBT+ geral tem sua construção baseada em vivências que não contemplam a diversidade dos povos indígenas. É importante esclarecer que apesar das diferenças, os dois movimentos precisam dialogar para o crescimento de ambos”, pondera Alisson Pankararu, estudante de medicina e também assessor da Casa Tibiras.

A Secretaria Nacional LGBT+ Casa Tibiras é um espaço inédito no Brasil, aberto ao diálogo, à construção coletiva e, principalmente, ao acolhimento dessas pessoas que, muitas vezes, se encontram em situação de vulnerabilidade. 

O secretário Marcelo Costa explica que “a Conafer não só abraça esta causa, como também dará todo suporte aos agricultores familiares LGBT+, que agora ao invés de sofrerem violência em suas comunidades e serem expulsos por suas famílias, podem encontrar na CONAFER um espaço de proteção e segurança para desenvolver habilidades e competências”.

Da esquerda para a direita, Alisson Pankararu, Marcelo Costa, Danilo Tupinikim e Fetxawewe Tapuya Guajajara, da Casa Tibiras. Foto: CONAFER

Capa: CONAFER

Fora hidrelétricas! Vida ao rio sagrado do povo Puri da Mantiqueira!

Reafirmando nosso compromisso junto à Mantiqueira em salvaguardar o direito à água por ela mesma para que flua, alimentando a tudo e todos, nós, povo Puri, aliados e moradores desenvolvemos esta petição para que o projeto de hidrelétrica no rio Aiurouca, rio sagrado do povo Puri, seja embargado. O projeto que não podemos deixar passar é das usinas CGH Alagoa II e CGH Alagoa III.O projeto de construção acarretará em grave desastre ambiental para toda a região, com consequências irreversíveis,  como a destruição da vegetação nativa e morte de animais de nossa fauna. Contamos com sua participação nessa luta!


Segure nossa mão e não solte!

Pelo rio Aiuruoca sem barragens!

  “Aiuruoca” é de origem tupi-guarani e tem o seguinte significado: “Ajuru” = Papagaio do peito roxo; “oca” = casa, lugar, terra.

Assine aqui o abaixo-assinado para colaborar com o povo Puri

Povo Kayapó fecha acesso à Vale em Ourilândia do Norte por pagamento de dívidas

da Redação

Indígenas reivindicam os valores da indenização determinada pela Justiça como compensação pelo impacto ambiental do complexo Onça Puma no sudeste do Pará

Um grupo de indígenas Kayapó bloqueou nesta quarta-feira, dia 22, o acesso ao complexo de mineração Onça Puma, do grupo Vale, localizado no município de Ourilândia do Norte, no sudeste paraense. A mobilização indígena ocorreu em reivindicação à liberação de um recurso de R$ 100 milhões referente a mitigações do projeto às comunidades indígenas atingidas, além da liberação de outros R$ 7 milhões que teriam sido prometidos pela Vale como auxílio emergencial aos indígenas durante a pandemia do coronavírus.

Foto: CONAFER

Na semana anterior, os indígenas se mobilizaram em Tucumã, também no sudeste do Pará, aguardando uma resposta sobre o pagamento do recurso referente a mitigações do Projeto Onça Puma. O recurso foi garantido aos povos Kayapó e Xikrin por decisão judicial, proferida em 2018 pelo Tribunal Regional Federal (TRF) em função de Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal por descumprimento da Condicionante nº 16 da Licença Prévia obtida pela Vale para suas atividades na região.

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A licença determina a necessidade de apresentação de planos e programas de prevenção e mitigação/compensação às comunidades indígenas atingidas pelas atividades da mineradora. A Vale chegou a entregar a complementação em 2005, mas, como a Funai somente se manifestou sobre o tema quase 5 anos depois, foi concedida a Licença de Operação sem que os impactos sobre as comunidades indígenas fossem mitigados ou compensados. A Justiça então determinou que o pagamento da indenização deveria ser realizado mensalmente por meio de um salário mínimo por indígena de cada comunidade.


Povos Kayapó e Xikrin há muitos anos sofrem com violações cometidas pela Vale 

A Vale extrai e processa níquel desde 2011 no complexo de mineração Onça Puma, em Ourilândia do Norte. Desde a implantação do projeto de mineração e processamento de níquel, além da mina, uma usina também foi construída.

Ourilândia do Norte possui parte significativa do seu território composto por Terras Indígenas dos povos Kayapó e Xikrin. Desde 2012 a Vale é alvo de ações judiciais movidas pelo MPF. Após o início da operação de lavra no Onça Puma, passaram a ocorrer denúncias de violações praticadas pela mineradora, a principal delas a contaminação do rio Cateté, que corta o território Xikrin, com metais pesados, o que vem provocando uma série de doenças e até mesmo má formação fetal entre os indígenas.

Foto: CONAFER

Silenciamentos às vítimas dos crimes da Vale

Vítimas dos crimes praticados pelas mineradoras do grupo Vale estão à mercê de informações confusas sobre indenizações e vivem uma situação de atrasos nos reassentamentos, como no caso dos garimpeiros e pescadores, que perderam seu meio de trabalho e ainda não tiveram reconhecido o direito ao auxílio emergencial nos episódios dos rompimentos da mina de Fundão, em Mariana (2015), e da barragem Córrego do Feijão, no município de Brumadinho (2019). A ausência de informações aponta para uma estratégia coordenada que resulta no enfraquecimento da luta das pessoas atingidas pelas atividades de mineração.

Foto: CONAFER

A cobertura dos meios de comunicação também adere às informações divulgadas pela Vale e tende a silenciar vozes discordantes, entre as quais os povos indígenas atingidos pela mineradora. Assim, a mídia acaba por funcionar como caixa de ressonância de releases produzidos pela área de comunicação da mineradora.

Complexo de mineração Onça Puma, do grupo Vale, em Ourilândia do Norte, no Pará. Foto: Portal RomaNews

A mineradora diz que já fez os repasses em juízo. O fato é que o meio ambiente continua sendo duramente impactado pela Vale. Os indígenas seguem prejudicados pelos riscos à saúde com as ações da mineradora, e mais uma vez ainda não viram a cor do dinheiro.

Veja vídeos:

Capa: CONAFER

Antes do preconceito do colonizador havia uma terra sem pecado

da Redação


Documentário “Terra sem pecado”, do jornalista Marcelo Costa, mostra que a homossexualidade era vista de forma natural pelos povos originários 

A luta dos indígenas não se dá apenas no campo da proteção dos seus territórios, mas também na defesa da sua diversidade cultural. Em “Terra sem pecado”, documentário sobre a homossexualidade indígena que está gerando importante debate, o jornalista e diretor Marcelo Costa, revela por meio de depoimentos que existe um movimento de resistência contra a homofobia dentro das comunidades e aldeias. E ele está mais forte e mais colorido.

O curta-metragem aborda a vivência de três indígenas LGBTQ e uma antropóloga indígena, que compartilham com o público suas experiências e visões sobre os preconceitos vividos entre o seu próprio povo e o restante da sociedade. 

Braulina Baniwa, antropóloga indígena e pesquisadora da temática LGBTQ indígena na UnB

“Terra sem pecado” foi lançado nas redes sociais e no YouTube há uma semana, e já acumula mais de 45 mil visualizações. A obra cinematográfica é baseada na pesquisa acadêmica “Homossexualidade Indígena e LGBTQfobia no Brasil: duas faces da mesma moeda”, de 2019. 

Fetxawewe Tapuya Guajajara, Liderança jovem do Santuário dos Pajés

O diretor também fala do surgimento do preconceito sexual no Brasil. Na pesquisa realizada para produzir o curta-metragem, foi encontrada a obra intitulada “Viagem ao Norte do Brasil”, escrita pelo padre francês, Yves D’Evroux, da ordem dos Capuchinhos, em expedição que ocorreu entre os anos de 1613 e 1614, onde um indígena tibira (homossexual em Tupi), pode ser considerado a primeira vítima de LGBTQfobia no Brasil.

Danilo Tupinikim, estudante de Ciências Políticas UnB

“Depois de julgado pela inquisição, e condenado à morte por cometer o pecado nefando, o indígena foi amarrado à boca de um canhão e teve o seu corpo partido ao meio”, relata o diretor Marcelo contando um trecho do livro. O caso ocorreu após a vinda de uma embarcação francesa que trouxe quatro missionários da Ordem dos Capuchinhos, tendo esses padres se instalado no litoral maranhense, e executado o indígena tibira poucos meses após a sua chegada na Ilha de São Luís.

Alisson Pankararu, estudante de medicina UnB

A partir dessa discussão, o documentário também abre importante debate sobre como o processo de colonização afetou as relações sociais no Brasil, impondo um modelo de sociedade que categoriza as pessoas e estabelece padrões. 

“Os povos originários habitam há milhares de anos o território brasileiro, então precisamos dar voz a esta rica cultura ancestral, no sentido de contar a verdadeira história, de apresentar os valores autênticos, mostrando que em tempos remotos não havia o preconceito, que a homofobia não é algo natural entre os indígenas, mas sim uma herança dos colonizadores europeus”, finaliza o diretor.

O diretor Marcelo Costa, de camiseta azul, junto com os indígenas no lançamento do filme

Assista aqui ao filme completo:

Terra Sem Pecado, 2020

Deputados cobram proteção específica aos indígenas diante do novo coronavírus

FONTE: Agência Câmara
Tramitam na Câmara propostas voltadas à saúde dessas populações durante a pandemia da Covid-19
Diversos deputados apresentaram propostas para tentar deter a propagação do novo coronavírus entre os povos indígenas. As medidas vão desde projetos de lei sobre ações “urgentíssimas” até uma proposta de fiscalização e controle das iniciativas em curso pelo governo federal. Todos os textos são coletivos, assinados por integrantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, coordenada por Joenia Wapichana (Rede-RR).
“A Secretaria Especial de Saúde Indígena [do Ministério da Saúde] tem feito seus esforços, mas a gente precisa registrar que, por conta de a população indígena ter uma organização coletiva, são necessárias medidas específicas”, disse Wapichana.
Um projeto de lei (PL 1142/20) assinado pela deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) e outros seis parlamentares trata de “medidas urgentíssimas” de apoio aos indígenas para mitigar os riscos da Covid-19. O texto prevê auxílio familiar mensal de um salário mínimo, distribuição de alimentos e medicamentos, ampliação emergencial do número de profissionais de saúde, garantia de testagem rápida para os casos suspeitos de novo coronavírus e medidas restritivas de circulação nas aldeias. Outras populações em situação de vulnerabilidade social – como quilombolas, ribeirinhos e pescadores – também seriam beneficiadas.
Recursos
Joenia Wapichana, juntamente com outros 13 deputados, apresentou projeto (já protocolado na Secretaria-Geral da Mesa, mas ainda sem número) que prevê um mecanismo de financiamento específico para as medidas de emergência nas comunidades indígenas. A deputada cita os surtos históricos de gripe, sarampo, tuberculose, varíola e outras doenças infectocontagiosas que acometeram os indígenas, principalmente os povos isolados ou de recente contato.
Fiscalização
Além disso, há uma proposta de fiscalização e controle (também pendente de numeração apenas) dos procedimentos administrativos e eventuais omissões da União e do Ministério da Saúde na implementação de ações de enfrentamento da Covid-19 junto nas comunidades indígenas. O texto sugere a criação de um “gabinete de crise” diferenciado, que leve em conta as especificidades étnicas, sociais, linguísticas e culturais dos povos. Esse texto foi apresentada por 11 deputados de cinco partidos de oposição, liderados Wapichana.
“Em Roraima, temos poucas informações de casos de coronavírus em comunidades indígenas, porém é preciso reforçar a fiscalização para que programas do governo de incentivo à entrada de missionários nas populações isoladas não se concretizem”, defendeu a parlamentar. “São povos que estão mais vulneráveis ainda.”
Fronteiras
O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) também chamou a atenção para a situação dos indígenas do estado dele.
“Temos a área da tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru com muitas populações vulneráveis, povos indígenas com baixa imunidade e nenhuma UTI naquela região”, alertou. “Se for mantida essa porta de entrada, vamos ter o caos absoluto no interior do Amazonas.”
O site da Secretaria Especial de Saúde Indígena apresenta orientações específicas a serem seguidas nas Casas de Saúde Indígena (CASAIs) e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), além de esclarecimentos sobre isolamento, quarentena e notificação de casos.

Contra pandemia, povos indígenas se unem em defesa de seus territórios

da Redação
O Art. 231 da Constituição Federal reconhece o direito dos Povos Indígenas sobre seus territórios e a manutenção de suas tradições, cabendo à União a demarcação, proteção e respeito.
Sem apoio do governo federal, indígenas criam suas próprias regras para conter avanço do coronavírus em suas aldeias, controlando a entrada e saída de pessoas em seus territórios. Segundo Junior Xukuru, 37, liderança da aldeia Recanto dos Encantados, localizada em Brasília\DF, o momento exige atitude. “É hora dos povos indígenas fazerem barreiras de contenção, para que pessoas não indígenas não adentrarem nas comunidades”, alerta Junior.
Diante da incapacidade do poder público em atender às demandas dos indígenas, em face da chegada do novo coronavírus nas aldeias, Xukuru protesta: “nós sabemos que hoje a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), não tem o preparo específico para atender os Povos Originários diante dessa pandemia. Inclusive os próprios servidores da Sesai estão levando o coronavírus para dentro dos nossos territórios”.

Junior Xukuru no centro da imagem

Além disso, as constantes invasões de garimpeiros, madeireiros e grileiros nas terras indígenas, aumentam ainda mais o risco de proliferação do vírus. Dados oficiais da Sesai indicam que já são 27 indígenas diagnosticados com a covid-19, com três mortes, além de 28 casos suspeitos. Porém, este número pode ser maior em virtude da subnotificação e falta de testes.
Para o pesquisador da Escola de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), integrante do grupo de trabalho em saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Andrei Moreira Cardoso, esse é um dos segmentos populacionais mais suscetíveis à pandemia. “Podemos considerar que os povos indígenas estão entre as populações mais vulneráveis para o avanço do novo coronavírus, pois experiências anteriores mostram que as doenças infecciosas introduzidas em populações indígenas, tendem a se espalhar rapidamente e atingir grande parte da população”, afirma o médico.
Lições e superações em tempos de coronavírus
Atualmente no Brasil existem 305 povos indígenas, com 274 línguas, totalizando aproximadamente um milhão de pessoas. Além da diversidade étnica e linguística, os indígenas brasileiros vivem hoje em vários contextos sociais, que vão desde os povos isolados e de recente contato, aos indígenas que vivem em centros urbanos. Mas independente do contexto, o momento atual entre os povos indígenas do Brasil é de isolamento e retorno às tradições.
“Depois do coronavírus, a vida na aldeia mudou muito em alguns aspectos. A maioria das pessoas está procurando ir mais para a roça, estão plantando, indo pescar no mar e também no rio, já outras pessoas estão indo pro mangue”, pondera o professor e mestrando em antropologia pela Universidade de Minas Gerais, Sandro Pataxó, 34, que vive na aldeia Barra Velha, situada em Porto Seguro\BA, e diz perceber que a comunidade está se voltando a outra forma de viver, sem depender tanto do poder público e da sociedade capitalista: “há uma consciência coletiva entre os parentes, de buscar outros subsídios necessários para a existência, para a sobrevivência humana”.
Sandro Pataxó com a Constituição do Brasil

Com as aldeias isoladas, os povos indígenas estão regressando aos seus modos de vida mais tradicionais, e já conseguem retirar uma lição da crise causada pelo novo coronavírus. “Precisamos criar nossa autonomia e ao mesmo tempo pensar em nosso propósito de vida, de sustentabilidade, de caminhar juntos com a natureza”, conclui Sandro Pataxó.

Yandê é a primeira rádio indígena online do Brasil

FONTE: VICE

Na programação da rádio criada por três amigos rolam sons produzidos por membros das mais diferentes etnias indígenas.


A cantora maranhense Zahy Guajajara, que gravou junto com o coletivo Digitaldubs. Foto: George Magaraia
Caiu no ostracismo a ideia de que indígenas só fazem música tradicional. Isso é tão antigo quanto o que aprendemos sobre os índios nos tempos de escola. Hoje, eles produzem e cantam raprockdub e, aqui no Brasil, até MPB e forró. Prova viva são as diferentes nacionalidades, línguas e etnias que se misturam na programação da Yandê, a primeira rádio indígena online do Brasil.
A pedido do Noisey, a equipe da rádio montou uma playlist pra qualquer não-indígena entender como funciona a programação da Yandê, que vai do rap chileno até uma parceria da cantora maranhense Zahy Guajajara com o coletivo Digitaldubs. (Ouça os sons no final da matéria.)
A iniciativa de criar a Yandê partiu de três amigos que já tinham experiência em ONGs, coletivos e blogs relacionados ao tema: Anápuáka Tupinambá, Renata Tupinambá e Denilson Baniwa. Três indígenas protagonizando seu próprio resgate cultural e produzindo conteúdo para outros indígenas. E tudo é feito de maneira autônoma, bancando os custos do próprio bolso. O rapper norte-americano Frank Waln, da etnia Lakota. Foto: Bailey Rebecca Roberts/ Divulgação
“Essa diversidade é novidade para muita gente”, afirma Renata, que é jornalista. “Como todas as sociedades no mundo, passamos por mudanças e transformações, mantendo o tradicional mas também trazendo o novo.”
A programação musical da Yandê é abrangente e traz artistas de todos os tipos, como o produtor e rapper norte-americano Frank Waln, da etnia Lakota, e a cantora amazonense Djuena Tikuna. O jornalismo também tem espaço na grade da rádio: notícias indígenas são trazidas por correspondentes, que ficam em Brasília e no Mato Grosso. Além disso, existem outros 70 colaboradores pelo país. “A Yandê acredita na autonomia dos povos e sonha ver todos produzindo seus próprios conteúdos”, finaliza Renata.
Abaixo, você saca a playlist que a galera da rádio montou pro Noisey com alguns comentários sobre os artistas e as músicas. Curte aí.

“Rapper da etnia Lakota, dos Estados Unidos, que trabalha as letras de suas músicas para combater preconceitos e mostrar realidade de seu povo.”
“Zahy é uma cantora da etnia Guajajara, do Maranhão. O Digitaldubs Sound System é o principal coletivo representante da cultura sound system no Brasil.”

“Djuena é a cantora indígena mais famosa nacionalmente. Ela é da etnia Tikuna, do Amazonas.”

“Grupo de rappers da etnia Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul.”

“Um dos cantores indígenas mais conhecidos. Wakay é filho de Kariri com Fulni-ô. Ele canta na língua yathé do povo Fulni-ô.”

“Mokuká kayapó Mebengokré, da aldeia Moikarakô – TI Kayapó (PA).”

“Ana Luiza e Gean Ramos são cantores indígenas da etnia Pankararu de Pernambuco.”

“Rapper indígena do povo Mapuche no Chile.”