+PECUÁRIA BRASIL: 1ª inseminação artificial em Roraima é semente de sucesso do programa em todo o país

da Redação

13 de setembro de 2021 ficará gravado para sempre na memória da pecuária familiar de Roraima, mais especificamente, para os pecuaristas indígenas das aldeias Macuxi, Tuxaua, Wapixana e Taurepang, que compartilham os seus rebanhos na Xanadu, na fazenda coletiva de 12 mil hectares, na região do Alto São Marcos, município de Pacaraima, cenário da implantação do inédito programa de melhoramento genético, desenvolvido em parceria entre CONAFER, ALTA GENETICS e o governo roraimense. Este marco na história da Confederação, reforça a sua missão de levar investimentos, capacitação e tecnologia aos agricultores familiares de todo o país. Este fomento ao setor agrofamiliar diretamente no campo, na linha de frente da produção agropecuária, mostra que não teremos apenas rebanhos com genética superior a curto prazo, mas também produtores familiares com uma vida mais próspera

Uma semana antes da primeira inseminação do +Pecuária em Roraima, a CONAFER foi convidada pelo governo do estado para participar do Dia de Campo dedicado aos pequenos produtores roraimenses, um dia de cooperação técnica que teve 15 municípios participando do treinamento, com presença do governador Antonio Denarium, além do secretário Aluízio Nascimento, da Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em um estande, o representante da CONAFER, Carlos Schumaker, coordenador técnico do +Pecuária para o Norte e Nordeste, recebeu todos os técnicos dos municípios, e cada técnico trazendo produtores de sua região, quando foram apresentados ao programa e realizaram seus cadastros para fazer parte do +Pecuária.

De camisa xadrez, Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste, quando foi recebido pelo secretário Aluízio Nascimento, da SEAPA, à sua direita, e pelo governador de Roraima, Antonio Denarium, à sua esquerda, no Dia de Campo, promovido pelo governo do Estado dias antes da 1ª inseminação na fazenda Xanadu

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As boas práticas do Dia de Campo já eram o prenúncio do sucesso que foi a primeira inseminação feita nesta última segunda-feira

Carlos Schumaker, mesmo com toda a sua experiência de veterinário, emocionou-se com a primeira inseminação do +Pecuária, e agradeceu dizendo “obrigado a todos, queria muito dividir com vocês que não ficam no campo, porém são fundamentais para o andamento e sucesso do nosso programa, espero que esse vídeo passe a emoção que senti das pessoas aqui presentes. Isso nos fortalece e mostra o tamanho da nossa responsabilidade. Saibam que a conquista deste sonho começa a se tornar realidade nas comunidades pelo Brasil, um sonho de todos nós da CONAFER”.

Equipe que participou da primeira inseminação na fazenda Xanadu, com o coordenador do Espaço CONAFER em Boa Vista, Evandro Pereira (boné e camiseta preta) ao lado de Carlos Schumaker (macacão azul), responsável pela primeira inseminação do +Pecuária em solo roraimense

Renato Guimarães, diretor técnico do +Pecuária pela CONAFER, descreveu muito bem o significado desta data: “ a primeira inseminação artificial do programa +Pecuária Brasil foi a primeira de milhares, e principalmente, foi a semente que se tornará milhões por todo o território nacional, um dia histórico para o estado de Roraima, para os povos indígenas e para CONAFER. A inseminação artificial é um procedimento veterinário amplamente difundido e executado diariamente em todo o país, e seria apenas mais uma, não fosse todo o significado que carrega: Roraima é um estado distante dos grandes centros, com dificuldade logística, com infraestrutura por vezes insuficientes, mas com muita ambição de crescimento. A fazenda Xanadu fica localizada em terras indígenas, que são ignoradas como sistema produtivo muitas vezes. Pois bem, esse foi o cenário perfeito para marcar esse dia histórico do agronegócio familiar: o começo do melhoramento genético dos rebanhos leiteiro e de corte, seja em qual Estado for, sem distinção de propriedade ou comunidade! O programa +Pecuária vem com esse propósito: difundir e democratizar o melhoramento genético em todo Brasil!”.

Renato Guimarães, diretor técnico do +Pecuária pela CONAFER, descreveu muito bem o significado desta data: “ a primeira inseminação artificial do programa +Pecuária Brasil foi a primeira de milhares, e principalmente, foi a semente que se tornará milhões por todo o país”.

Agora, o +Pecuária Brasil segue com o programa de melhoramento genético na Xanadu. Até o final do ano devem ocorrer pelos menos 500 inseminações, seguindo sempre a implantação dos protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), o que normalmente garante uma taxa de 40 a 50% de prenhez. Portanto, em breve teremos no mínimo 200 bezerros mais fortes, muito mais saudáveis e com uma genética capaz de aumentar a produção e transformar para melhor a vida dos pequenos pecuaristas de Roraima.

Acompanhe o momento histórico da primeira inseminação do +Pecuária Brasil executada por Carlos Schumaker

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.
Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.
Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária Brasil

+ Vantagens ao pecuarista

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.
Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+ Qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.
O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+ Lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.
A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+ Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.
Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+ Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.
A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+ Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

PIPERICULTURA: publicada norma técnica para produção da pimenta-do-reino, agricultura familiar domina as lavouras

da Redação

A partir de 1º de outubro, entra em vigor Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), para a produção integrada de pimenta-do-reino. A normativa foi publicada dia 9 de setembro no Diário Oficial da União (DOU), e abrange o conceito de Boas Práticas Agrícolas (BPA) para uma produção de alimento seguro, produtos com rastreabilidade e com os níveis de resíduos de defensivos agrícolas e contaminantes conforme o previsto na legislação sanitária, além de incentivar a sustentabilidade. O sistema de produção integrada é essencial para orientar os produtores rurais a plantarem de forma mais segura e eficaz, desde o cultivo até a colheita. Uma das orientações, por exemplo, é para o produtor tomar cuidado ao usar fontes orgânicas que podem ter níveis de metais pesados acima do permitido. Outra é quanto ao manejo e a cobertura do solo do pimental com os métodos manuais e mecânicos corretos para evitar contaminações com fungos e salmonela

Há séculos a história da pimenta-do-reino e o seu cultivo estão ligados às grandes navegações que percorreram o mundo em busca de especiarias. O comércio da pimenta era bastante ativo no subcontinente indiano, de onde era trazido por mercadores muçulmanos para o Ocidente, onde era distribuída por genoveses e venezianos.
Historicamente o seu valor chegava a ser tão alto que ela foi utilizada como moeda: conta-se que Alarico I, o Visigodo exigiu de Roma um resgate de ouro, prata e pimenta. A busca por essa especiaria, utilizada e valorizada desde tempos imemoriais, foi uma das principais causas da expansão – e apogeu – do império português no Oriente. Um quintal de grãos de pimenta (60 kg) chegou a valer, à época, 52 gramas de ouro.

Hoje, os seus grãos secos e moídos fazem parte da culinária mundial. O sabor forte, levemente picante, é proveniente de um composto químico chamado piperina. Para serem produzidas, as espigas são colhidas quando completamente desenvolvidas, debulhadas mecanicamente ou manualmente.

Há produtores que não costumam debulhar a pimenta. Neste caso, as espigas são colocadas para secar ao sol, e durante o processo de secagem as drupas secas vão se desprendendo do eixo da espiga. Durante o processo de revolver a pimenta para que a secagem fique uniforme, retiram, com um pequeno rodo de madeira, os eixos das espigas que estão misturados com o produto. A maioria da pimenta produzida é seca ao sol. Poucos produtores utilizam secadores a lenha ou a diesel.

Quanto à rentabilidade da cultura, podemos estimá-la utilizando a produtividade média do Brasil (2.230 kg por hectare) e o preço médio de R$ 6,00 por quilo de pimenta-do-reino preta seca, o que resultaria em valores brutos próximos a R$ 13.000,00 por hectare.

Os maiores importadores atuais da pimenta brasileira são os Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, Espanha, México e França. Enquanto a Índia, maior produtor mundial de pimenta-do-reino consome 50% do total produzido, o Brasil consome apenas 12% na forma de grãos inteiros, grãos moídos, em misturas com outros condimentos principalmente cominho, patês, molhos, maionese e embutidos (salame, salsicha, mortadela, presunto).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geográfica e Estática (IBGE), em 2019, o Brasil produziu cerca de 109 mil toneladas de pimenta-do-reino. Desse total, 62 mil toneladas vieram do Espírito Santo, o maior produtor nacional. Em segundo lugar, está o Pará, com 35 mil toneladas.

Leia aqui a Instrução Normativa nº 12

Com informações do Mapa e Wikipedia.

II MARCHA DAS MULHERES: agricultoras da Terra Indígena Alto Rio Negro marcham em Brasília por sua existência

da Redação

Nesta sexta-feira, 10 de setembro de 2021, as mulheres indígenas do Amazonas escrevem mais um capítulo importante em sua história de luta pelos seus direitos originários, pela defesa dos seus territórios, pelo respeito aos seus corpos e pela liberdade de expressar a sua espiritualidade. Por isso, a II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas é tão importante. Ela consolida a sua presença no calendário dos povos originários e se coloca como importante voz contra o marco temporal e projetos de lei nocivos aos indígenas, como o PL 490. Eram 9 horas da manhã, quando mais de 4 mil guerreiras, caciques e pajés, partiram da Funarte, onde estão concentradas, marchando pelo Eixo Monumental. No caminho, uma homenagem na Praça do Compromisso ao índio Galdino Pataxó, queimado e morto em 1997 na capital federal. Agora, todas acompanham julgamento no STF sobre a demarcação de terras, mas com a alma lavada pela demonstração de força e coragem em favor do seu povo

Eram 9 horas da manhã, quando as mulheres da Makira-Êta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas, partiram da Funarte, onde estão concentradas, para percorrer o Eixo Monumental na II Marcha das Mulheres Indígenas

Socorro Baniwa é agricultora e líder indígena. Ela faz parte da Makira-Êta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas, que atua nos municípios da região do Alto Rio Negro. Todas as associadas à Rede, trabalham pela soberania alimentar, uma característica da agricultura familiar. Muitas estão em suas aldeias, outras na capital Manaus, outras em municípios do Alto Rio Negro, e muitas estão em Brasília neste momento, verdadeiras estrelas dos povos originários.

Socorro Baniwa explica que, embora resida em Manaus, o seu trabalho é diretamente ligado a questão da agricultura, “nós temos uma terra, nós plantamos, nós colhemos para a nossa subsistência, fazemos o cultivo tradicional, fazemos farinha, tapioca e plantamos abacaxi. Hoje temos a terra que minha mãe cultivava, e nos seguimos cultivando a terra, então quer dizer trabalhar a agricultura é isso, pela subsistência e também com sustentabilidade, a gente faz aquilo que a gente vai consumir e que a gente vai usar, não degrada a nossa terra, só usamos aquilo que vai ser útil para nós, até porque temos a questão do Rio, no terreno onde plantamos temos uma nascente muito linda, que parece uma piscina agora, nós conservamos e plantamos nesta comunidade do rio Tarumã-Mirim, afluente esquerdo do Rio Negro, próximo de Manaus, e que deságua a Oeste da capital amazonense.

Mulheres indígenas fizeram uma homenagem na Praça do Compromisso ao índio Galdino Pataxó, queimado e morto em 1997 na capital federal.

Outro exemplo de luta, é Eraldina Ticuna, residente no município de Amatura, no rio Alto Solimões. “Estou fazendo parte da rede de mulheres indígenas do estado do Amazonas, a Rede Makira-Êta, eu trabalho com artesanato e agricultura familiar. A comunidade que a gente trabalha é na cidade de Amatura, e nós temos 12 comunidades onde fazemos farinha, farinha seca tira goma, tapioca, plantamos abacaxi, banana, temos criação de galinha, porcos, então esse é o trabalho dos Ticuna, de onde tiramos o nosso alimento para o consumo, o nosso sustento, e eu sou uma das representantes destas mulheres”.

Julgamento da Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ deve ser favorável aos indígenas para pôr fim ao marco temporal

O Supremo Tribunal Federal segue hoje com o julgamento da ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, e refere-se à TI Ibirama-Laklãnõ, território onde vivem também os povos Guarani e Kaingang.

Com o status de repercussão geral, a decisão será o Norte para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça sobre procedimentos demarcatórios, anulando antecipadamente qualquer tentativa de inclusão do marco temporal.

Em 2020, o ministro Edson Fachin suspendeu, até o final da pandemia da Covid-19, todos os processos judiciais que poderiam resultar em despejos ou na anulação de procedimentos demarcatórios. Na reabertura do julgamento, o mesmo ministro, que também é o relator, confirmou o seu voto em nova defesa dos indígenas, afirmando que “autorizar, à revelia da Constituição, a perda da posse das terras tradicionais por comunidade indígena, significa o progressivo etnocídio de sua cultura, pela dispersão dos índios integrantes daquele grupo, além de lançar essas pessoas em situação de miserabilidade e aculturação, negando-lhes o direito à identidade e à diferença em relação ao modo de vida da sociedade envolvente”.

Vanda Piratapuia, da AMIDI, Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê, ao lado de Margarida Maia, acompanham a votação do marco temporal

Para Edson Fachin, “os direitos das comunidades indígenas consistem em direitos fundamentais, que garantem a manutenção das condições de existência e vida digna aos índios” e “a terra para os indígenas não tem valor comercial, como no sentido privado de posse. Trata-se de uma relação de identidade, espiritualidade e de existência”.

BÔNUS NO PRONAF: sai lista de 12 produtos de 16 estados com desconto de 10 de setembro até 9 de outubro

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quinta-feira 9 de setembro de 2021, a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em agosto para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto), banana, borracha natural cultivada, cará/inhame, cacau cultivado, castanha de caju, cebola, feijão caupi, laranja, maracujá, manga e raiz de mandioca. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O recebimento de bônus ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar, o PGPAF, fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Pronaf

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de setembro a 9 de outubro deste ano, conforme a Portaria Nº 35, da Secretaria de Política Agrícola. Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.
Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: [email protected] ou [email protected]

Conheça mais sobre os produtos com desconto no Pronaf

Açaí (fruto)

O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor escura, que vai do roxo ao preto, o fruto arredondado nasce em cachos e, na maioria das vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da Região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais. No Brasil, cerca de 90% da produção está no estado do Pará.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Borracha natural cultivada

Os países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã, são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total produzido. O Brasil é o maior produtor de borracha natural da América Latina e começou a produzir na época do extrativismo. A concentração desse cultivo em nosso país está principalmente nas regiões do Sudeste e Centro-oeste. Dentre estas o destaque vai para o Noroeste Paulista, maior região produtora nacional. No Brasil, a produção de borracha natural é responsável por gerar 80 mil empregos no campo e na indústria.

Cará/inhame

A maior produção de inhame no Brasil ocorre no Nordeste, principalmente nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas e Piauí. A produção de túberas comerciais pode alcançar as médias de 20 a 25 t/ha. Utilizando-se os sistemas de cultivo tradicionais, a produtividade fica entre 9 a 12t/ha. O principal trato cultural da lavoura de inhame são as capinas, que diminuem a incidência de pragas e doenças na plantação. O país é o segundo maior produtor de inhame da América do Sul.

Cacau cultivado

Com produção de cerca de 4 milhões de toneladas anuais e movimentação de US$ 12 bilhões, a indústria do cacau é responsável por empregar mais de 6 milhões de agricultores em todo o mundo. No Brasil, a produção de cacau é liderada pelo Pará e usa, principalmente, sistemas agroflorestais. A Bahia, que estava no topo desse pódio até 2017, também atua como protagonista no setor. Nos últimos cinco anos, calcula-se que a produção cacaueira teve crescimento de 25% no Brasil, totalizando cerca de 193 mil hectares plantados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

Castanha de caju

O Nordeste é a região onde se concentra a produção nacional do fruto. Até 2019, o principal produtor foi o estado do Ceará, com uma produção estimada de 83 mil ton, em segundo lugar, o estado do Piauí que produziu 25 mil ton, seguido pelo estado do Rio Grande do Norte que produziu 18 mil ton. Estes três estados representaram 89,4% da produção brasileira de castanha de caju, sendo toda a região nordestina representando 98,6% do total produzido no país.

Cebola

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de cebola, com uma produção de 1.549.597 t na safra 2018, cultivadas numa área de 48.629 ha e rendimento médio de 31,95 t/ha. O valor bruto da produção naquele ano foi estimado em R$ 1,5 bilhão. Em 2017, Santa Catarina tinha mais de 20 mil hectares destinados ao cultivo de cebola, 36% de toda área plantada de cebola do país. Com a alta na produtividade naquele ano, o rendimento foi 46,9% superior ao da safra anterior – e o aumento na área plantada, os produtores colheram então a maior safra da história. No caso da safra 2020/21 de cebola do Sul, a seca reduziu a produtividade das lavouras colhidas, além de algumas áreas terem sido atingidas por granizo. Dessa forma, o volume tende a ser menor que o esperado.

Feijão caupi

Dados disponíveis na FAO (2009) sobre a produção mundial de feijão-caupi, no ano de 2007, indicam que a cultura atingiu 3,6 milhões de toneladas em 12,5 milhões de hectares. Produção esta alcançada em 36 países, destacando-se entre os maiores produtores a Nigéria, o Niger e o Brasil, respectivamente, os quais representam 84,1 % da área e 70,9 % da produção mundial. No Brasil, o feijão-caupi contribui com 35,6 % da área plantada e 15 % da produção de feijão total (feijão-caupi + feijão-comum).

Laranja

O Brasil é o maior produtor de laranja do mundo, seguido por Estados Unidos, China, Índia, México, Egito e Espanha. Está presente em todos os estados da federação e também no Distrito Federal, mas sua principal produção está em um cinturão que vai do Paraná a Sergipe, passando por São Paulo, Minas Gerais e Bahia. março de 2020 que, em 2019, a quantidade produzida de laranja cresceu 5,62%. As variedade mais produzidas no Brasil são a valência, a valência folha murcha, a pera rio, a hamlim, a westin e a rubi. O estado de São Paulo é o maior produtor, responsável por 78,7% de toda produção nacional de 2017, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Maracujá

No Brasil, em números absolutos, a área destinada à produção de frutos de maracujá, segundo o IBGE – Produção agrícola, em 2018, foi de 42.731 hectares, sendo esta área responsável por produzir cerca de 602.651 toneladas de frutos, com produtividade de 14.103 kg/ha. A Bahia continua sendo o principal produtor de maracujá, com 160.902 toneladas, seguida do Ceará, com 147.458 toneladas. Santa Catarina manteve a terceira posição, com 53.961 toneladas, destacando-se no cenário nacional pela quantidade e qualidade dos frutos produzidos.

Manga

A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio. Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. A manga brasileira tem no mercado interno seu principal destino. É comercializada quase que exclusivamente na forma fresca, embora também seja encontrada como compota, suco integral e polpa congelada. Na exploração da manga no Brasil convivem sistemas extensivos, em áreas esparsas, quintais e fundos de vales em pequenas propriedades, formando bosques subespontâneos; e sistemas tecnificados, normalmente irrigados e em extensas áreas, visando a produção de variedades selecionadas.

Raiz de mandioca

A raiz da mandioca é a parte mais utilizada da planta, sendo essa porção rica em amido. A mandioca é uma planta que possui grande valor nutricional. As raízes, parte mais consumida da planta, apresentam grande quantidade de amido, sendo, portanto, ricas em carboidratos e uma excelente fonte de calorias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a produção brasileira de raiz de mandioca no mês de fevereiro de 2018 foi de 20,8 milhões de toneladas, cultivadas numa área de 1,4 milhões de hectares.

Com informação do Mapa e pesquisa de Márcio Taniguti.

BIOECONOMIA: edital de oferta de assistência técnica às associações agrofamiliares da Amazônia vai até 5 de outubro

da Redação

As cooperativas e associações de agricultores do Acre, Amapá, Amazonas e Pará têm a oportunidade de aumentar a produção e qualificar ainda mais os seus produtos por meio de capacitação técnica em edital do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o Mapa. O lançamento foi neste dia 5 de setembro, em homenagem ao Dia da Amazônia. Serão contempladas as entidades cooperadas que atuam na produção do cacau, açaí e da castanha-do-Brasil. Todos os critérios, condições para candidatura e cronograma do processo de seleção estão detalhados no edital de seleção. Para realizar a inscrição é necessário preencher até 5 de outubro de 2021, a Ficha de Candidatura.

Com o objetivo de fortalecer a produção aliada ao uso sustentável dos recursos naturais, o projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor lança edital de seleção com o objetivo de ofertar serviços de assessoria técnica para cooperativas e associações da agricultura familiar localizadas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará, que atuam nas cadeias prioritárias do cacau, do açaí e da castanha-do-brasil. O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

A consolidação de cadeias de valor da bioeconomia é uma oportunidade de geração de renda para a agricultura familiar, especialmente na Região Norte do país. O fortalecimento das estruturas de gestão e comercialização de cooperativas e associações de comunidades locais, expandindo a comercialização dos seus produtos em cadeias de valor prioritárias, promovem estratégias-chave que aliam produção e conservação dos recursos naturais, construindo uma bioeconomia sustentável e inclusiva para a Amazônia.

Assessoria Técnica

As cooperativas e associações selecionadas pelo edital do projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor poderão contar com aportes, serviços e ferramentas para identificação de demandas em áreas específicas de gestão do empreendimento coletivo, como também para a construção e execução de um plano de ação e qualificação de processos de planejamento.

Outras possibilidades ofertadas pelo edital são a realização de acompanhamento contábil, financeiro, comercial, organizacional, ambiental, produtivo, de marketing, entre outras áreas, e a elaboração de projetos de investimentos, custeio e/ou capital de giro, e prospecção das diversas fontes possíveis de financiamentos.
Os empreendimentos coletivos selecionados poderão, ainda, solicitar a realização de atividades específicas de formação e capacitação para associados, técnicos e dirigentes do empreendimento e seus familiares e/ou a elaboração e distribuição de materiais didáticos, de divulgação e promoção comercial, bem como de identidade visual do empreendimento e dos produtos.

O edital prevê ações de promoção à articulação, negociação, integração e pactuação do empreendimento com outras organizações da agricultura familiar, da sociedade civil e de governos, para participação em programas de compras institucionais de alimentos, mercados privados e diferenciados, como também com o setor privado, para estabelecer e melhorar relações comerciais e formalizar parcerias.

A primeira atividade a ser realizada após a seleção será a identificação do estágio e do nível de maturidade das associações e cooperativas, além da identificação da visão de futuro e onde os empreendimentos querem chegar.

Os selecionados poderão receber os serviços conforme suas necessidades ou interesse, compatibilizando com ações já desenvolvidas (ou em desenvolvimento) em outros projetos ou programas. Portanto, os atendimentos poderão ser realizados de maneira integral ou parcial, considerando o estágio identificado em cada empreendimento.
A forma de aplicação dos serviços, assim como carga horária e cronograma, será planejada específica e diretamente com cada um dos empreendimentos selecionados no edital, que poderão contar com a assessoria especializada até dezembro de 2023.

>> Clique aqui para acessar o edital do projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor

Com informações do Mapa.

SETUR NO GOIÁS: governador Ronaldo Caiado recebeu a secretária Renata Frota para tratar de parcerias e turismo rural

da Redação

Nesta quinta-feira, 2 de setembro, a CONAFER deu mais um passo para avançar em projetos e programas com o governo goiano. O chefe do executivo de Goiás recebeu no Senado Federal, a secretária da recém-criada Secretaria Nacional de Turismo para uma pauta, em que diversos assuntos foram abordados, entre eles o agroturismo e o ecoturismo, como também foi uma oportunidade de avançar no acordo de cooperação com o Estado para levar o +Pecuária Brasil aos pecuaristas familiares goianos. O governador Caiado conheceu os programas da Confederação, falou do compromisso e dos investimentos do seu governo no setor do turismo rural, e se mostrou bem receptivo às ideias e propostas apresentadas, sinalizando que em breve teremos novidades sobre parcerias com o estado de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recebeu a secretária Nacional de Turismo da CONAFER, Renata Frota, para tratar de parcerias e turismo rural

Com a missão de fomentar e desenvolver o agroturismo, a SETUR, Secretaria Nacional de Turismo da CONAFER, quer mobilizar e integrar os agricultores familiares potencialmente em condições de fazer parte do mercado do turismo rural. Identificar novos canais turísticos, valorizar as culturas locais, promover feiras e serviços, criar um calendário anual de atividades ecoturísticas e fortalecer as relações com estados e municípios, são algumas das ações da SETUR.

Por isso, esta aproximação com Goiás é muito importante. O Estado é rico em atrações naturais e cenários perfeitos para o ecoturismo, destacando-se a Chapada dos Veadeiros e municípios por todo o território estadual com vocação para o turismo rural, como Caldas Novas, Pirenópolis, Cavalcante e dezenas de outras cidades.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi eleito o melhor do Brasil com 2 mil cachoeiras catalogadas

Aliás, o Estado tem feito investimentos no segmento por meio do GoiásFomento, com prioridade para ampliar a retomada do turismo e assegurar a manutenção de empregos. São recursos de R$ 84 milhões disponibilizados em linhas de crédito específicas para alavancar o setor, envolvendo hotéis, pousadas, restaurantes, guias de turismo, agentes de viagens e promoção de eventos nos 246 municípios goianos.

As linhas de crédito são bem amplas e visam atender toda a cadeia produtiva do turismo com valores que podem chegar a R$ 2 milhões, com prazo de pagamento de até 240 meses, incluindo carência de até 60 meses para aplicação em obras civis, ampliação, modernização, reforma e aquisições, quando integrarem projetos de capital fixo e capital de giro associado.


Conhecida pelas águas quentes, com temperaturas que variam de 20º C a 60º C, Caldas Novas recebe 4 milhões de turistas por ano. A cidade também conta com a maior quantidade de leitos hoteleiros de todo o Estado de Goiás, com boa qualidade e atendimento

Os financiamentos para aquisição de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, veículos com capital de giro associado e/ou capital de giro puro, podem chegar até R$ 2 milhões com prazo de até 60 meses para pagar e 12 meses de carência. Em ambos os casos os juros são de 5% ao ano mais Selic. Além dos Guias de Turismo, que contam com linha de crédito especial com taxa de juros ainda menores 2,5% mais Selic. Podendo obter R$ 8 mil com prazo de até 48 meses e carência de 12 meses.

Para a secretária Renata Frota, “existe uma grande demanda no setor turístico, e a CONAFER está bem atenta para oferecer aos seus agricultores familiares as condições para estruturar os seus negócios, e ao mesmo tempo, levar as políticas públicas de estados e municípios.”

O Caminho de Cora Coralina é uma trilha de longo curso situada no estado de Goiás. Ao longo de seus 300 km de extensão, conecta diferentes municípios e unidades de conservação

Um exemplo é o +Pecuária Brasil, o programa inédito de melhoramento genético voltado aos pequenos produtores. Renata Frota recebeu do governador Caiado a promessa de avançar com o acordo de cooperação técnica no estado. Para isso, Tiago Freitas de Mendonça, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Seapa, vai cuidar para que o programa seja realmente efetivado, e com o mesmo sucesso de outros estados.

Goiás tem muitas cidades históricas, como Goiás Velho, patrimônio da humanidade

Conheça os impactos positivos do Turismo Rural:

  • Aumenta a participação e a parceria entre as propriedades rurais. Quando uma propriedade complementa a outra, seja nos atrativos, seja na oferta de produtos/serviços, o turismo rural torna-se mais eficaz e rentável;
  • Permite uma série de benefícios à comunidade receptora, como geração de novas despesas com pagamentos de funcionários e matérias-primas. Na verdade, o turismo rural, aquece a economia da região;
  • Estimula as atividades produtivas nas propriedades vizinhas, que passam a contribuir com o fornecimento de artesanatos e alimentos;
  • Contribui com a preservação e a valorização do patrimônio natural, pois estimula a sensibilização ambiental dos visitantes e da comunidade rural;
Goiás tem milhares de pousadas e hotéis fazenda que alimentam o setor do turismo rural
  • Contribui com a valorização do patrimônio cultural, ao resgatar a cultura local, seja por meio da gastronomia e da arquitetura, seja por meio das atrações culturais, como festas típicas e música regional;
  • Descentraliza o fluxo turístico, nas regiões já conhecidas e famosas, conforme vão sendo abertos novos núcleos turísticos no meio rural;
  • Promove os produtos tradicionais da propriedade, como artesanatos e quitandas;
  • Fomenta o artesanato e os produtos alimentícios da região;
  • Melhora a qualidade de vida no meio rural, pois além de gerar renda a várias famílias rurais, o turismo rural aperfeiçoa a infraestrutura básica da região;
  • Auxilia na formação educacional do homem do campo, por meio da capacitação profissional, além de melhorar a qualidade dos produtos/serviços oferecidos aos turistas;
  • Além de apresentar função didática e educativa, o turismo rural favorece a interação social e cultural de quem mora no meio urbano com os moradores do campo;
  • Garante continuidade às atividades tradicionais da propriedade e contribui com a manutenção da família rural no campo, graças às novas oportunidades de emprego no meio rural.

Com pesquisa de Marcio Taniguti.

+PECUÁRIA BRASIL: treinadores vão a campo em Roraima, Maranhão e Tocantins preparar as primeiras inseminações

da Redação

Depois de Roraima inaugurar o +Pecuária ao realizar o primeiro, e também histórico treinamento, entre 27 e 30 de julho de 2021, com os técnicos responsáveis pela implantação dos protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), a biotecnologia reprodutiva que utiliza hormônios para sincronizar e pré-determinar a inseminação, chegou a vez do Maranhão e Tocantins realizarem os seus treinamentos. Participaram os secretários de agricultura, técnicos e veterinários destes estados e municípios, todos acompanhando as explicações e orientações dos treinadores da ALTA GENETICS, que juntos dos técnicos da CONAFER, deram os primeiros passos na efetivação do programa para levar a tecnologia na ponta, diretamente aos produtores rurais, fundamental para o +Pecuária seguir avançando pelo país

A exemplo de Roraima, quando técnicos e diretores acompanharam as primeiras ações do +Pecuária junto com o secretário Aluízio Nascimento, da Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Maranhão e Tocantins, também participaram do treinamento com representantes da ALTA GENETICS e da CONAFER, diretores e técnicos, além do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, Sérgio Delmiro, e no Tocantins, da gerente de Pecuária, Mara Luce Borges Leal. Todos sob a coordenação de Renato Telles, treinador da ALTA GENETICS.

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste, falou sobre o andamento do programa e os primeiros treinamentos: “o programa está a todo vapor. Já fizemos treinamento em Roraima, Maranhão, Tocantins, estamos aguardando lançamento do Pará, e no Nordeste, muitos estados já assinaram. Na próxima semana, dia 3 de setembro, a gente já vai iniciar o protocolo numa propriedade, é dentro de uma comunidade indígena em Roraima, semana que vem já vai ocorrer a inseminação, e eu vou acompanhar o processo, então a gente vai dar o start.”

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste.

Segundo Schumaker, “a ideia é ter uma equipe multidisciplinar, por isso contamos aqui na região Norte e Nordeste com 4 profissionais, três veterinários e uma zootecnista para dar suporte técnico, porque a gente tem percebido que o programa, além do benefício direto de melhorar geneticamente os rebanhos dos pequenos produtores, também auxilia na qualificação técnica deles, pois identificamos algumas carências técnicas e o nosso presidente determinou que a gente faça esse start e acompanhe, porque o sucesso do programa depende disso, e o programa é CONAFER, então a gente precisa ser muito assertivo.”

Ainda no entender de Schumaker, “existem as parcerias, porém a gente tem que liderar o processo. Então, quando a gente observa um gargalo, alguma coisa que pode atrasar o processo, a gente toma a frente, ajudando os técnicos do estado que vão fazer a execução. Mesmo que algumas dificuldades apareçam, é apenas com esteapoio e o treinamento da ALTA GENETICS que a gente vai dar o start nos processos.”

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária Brasil

+ Vantagens ao pecuarista

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.

Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+ Qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.

O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+ Lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.

A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+ Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+ Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.

A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+ Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

RECADASTRO DA PESCA: dos 6,6 mil pescadores de Pernambuco que aderiram ao novo sistema, 58% são mulheres

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, lançou no final de junho, o Sistema Informatizado de Registro da Atividade Pesqueira, o SisRGP 4.0, e que está realizando, em etapas por todo o Brasil, o cadastramento e recadastramento dos pescadores profissionais, conforme cronograma da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Mapa. Na primeira etapa, de 7 de julho a 31 de agosto, houve a atualização cadastral no sistema dos pescadores residentes em Pernambuco, e com a Licença de Pescador Profissional (carteirinha de pescador) na situação deferida. O novo sistema para cadastramento e recadastramento de pescadores é online, e vem no momento em que milhares de pescadores ainda são obrigados a trabalhar na situação irregular, pois não obtiveram acesso ao Registro Geral de Atividade Pesqueira, o RGP; muitos profissionais ficam sem receber os benefícios do INSS; com registros suspensos ou não analisados, muitos passam a viver de protocolos de solicitação de registro para exercer a atividade legalmente. O que chama atenção nesta primeira fase, foram as pescadoras pernambucanas, responsáveis pela maioria das adesões ao novo sistema

O novo sistema informatizado teve sua implementação planejada em quatro etapas. A primeira etapa do processo de cadastramento e recadastramento nacional de pessoas físicas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), categoria de Pescador e Pescadora Profissional, teve a adesão de mais de 6,6 mil pescadores de Pernambuco. Deste total, 58% dos recadastrados são mulheres e 42% são homens, que já fizeram o recadastro por meio do Sistema Informatizado de Registro da Atividade Pesqueira (SisRGP 4.0).

Nesta fase, que começou no dia 7 de julho e terminou em 31 de agosto, a atualização cadastral no novo sistema foi apenas para os pescadores com inscrição como residentes no estado de Pernambuco e que tenham Licença de Pescador Profissional (carteirinha de pescador) na situação deferida. A adesão no estado foi considerada positiva pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), que esperava o recadastramento de cerca de 3 mil pescadores.

 (Foto: Bruna Veloso/divulgação TPM)

O novo sistema voltado para a inscrição de pescadores profissionais no RGP e concessão da Licença de Pescador Profissional tem por objetivo promover a regularização dos pescadores, mediante aperfeiçoamento das normativas, padronização dos fluxos processuais e aprimoramento do sistema. Com o SisRGP 4.0, os pescadores poderão realizar o cadastro ou atualizar a situação profissional de forma on-line, além de dar início à regularização dos que estão exercendo a atividade de pesca por meio de protocolo.

A SAP tem realizado treinamentos diários sobre o uso do sistema, reuniões com pescadores e lideranças do setor e realizando melhorias no sistema para melhor atender ao usuário. Também estão sendo feitas capacitações por meio de videoconferências voltados prioritariamente às Entidades Representativas e aos pescadores profissionais. Até o momento, cerca de 32 entidades e mais 250 pescadores foram preparados para que pudessem se tornar multiplicadores deste conhecimento.

Etapas

 (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP.)

O SisRGP 4.0 teve sua implementação planejada em quatro etapas. A segunda etapa terá início no dia 1º de outubro, quando pescadores e pescadoras de todo o Brasil deverão realizar o recadastramento no novo sistema. Essa fase é voltada para aqueles que têm Licença de Pescador Profissional na situação deferida. O prazo para realizar a atualização cadastral será até 30 de setembro de 2022.

Também a partir de 1º de outubro será aberto o cadastramento para pescadores de todo o país com registro inicial. Poderão realizar o cadastro: pessoas físicas sem vínculo ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e sem protocolo de requerimento inicial da Licença de Pescador Profissional; pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação suspensa e sem comprovante de protocolo de entrega de recurso administrativo; e pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação cancelada e sem protocolo de requerimento inicial de outra Licença, desde que dentro do prazo para solicitar novo requerimento a partir da data de cancelamento da licença anterior.

Em 1º de novembro de 2021 começa a quarta e última etapa, com o início do cadastramento, em todo o país, para pescadores com protocolo de requerimento inicial da Licença de Pescador Profissional, ou pescadores com a Licença de Pescador Profissional em situação suspensa e que tenham comprovante de protocolo de entrega do recurso administrativo realizado dentro do prazo estabelecido no ato da suspensão. Essa etapa também finalizará em 30 de setembro de 2022. O recadastramento é obrigatório e, caso não seja realizado dentro do período estipulado, resultará no cancelamento da licença do pescador.

Orientações

 (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP.)

Os procedimentos de cadastramento e recadastramento são realizados de forma totalmente online, por meio do SisRGP 4.0. O novo sistema é mais seguro, rápido e permite o cruzamento de dados, o que beneficiará os profissionais da pesca, auxiliará no combate a fraudes e permitirá a desburocratização do processo e a garantia a direitos, como o recebimento da licença de pescador profissional para atuar de forma regular na atividade da pesca, bem como acesso aos benefícios previdenciários e trabalhistas, a exemplo o seguro-defeso, aposentadoria, além dos auxílios doença ou maternidade.

Como primeiro passo para o recadastro, o pescador deverá acessar o SisRGP 4.0 por meio de uma conta no GOV.BR e realizar sua prova de vida, optando obrigatoriamente por uma das opções de login: validação facial no aplicativo Meu GOV.BR; Internet Banking; ou Certificado digital.

Primeira etapa de recadastramento termina com adesão de mais de 6,6 mil  pescadores em Pernambuco — Português (Brasil)

>> Assista vídeo com instruções para criar conta uma no GOV.BR

Após o login, o pescador deve acessar o serviço “Sistemas Disponíveis SisRGP 4.0”, escolher a opção Registro Pescador Profissional e solicitar o acesso. Pronto, o sistema de Registro Pescador Profissional ficará disponível para realizar a solicitação de recadastramento.

>> Clique para assistir vídeo com passo a passo para realizar o recadastramento de pescador

>> Saiba mais sobre o cadastramento e recadastramento de pescador profissional

Com informações do Mapa.