Não aos agrotóxicos, sim à sustentabilidade do planeta

da Redação

De acordo com dados da Fiocruz, o Brasil ocupa o posto de campeão mundial no uso de pesticidas. Cada brasileiro consome, em média, 5 litros de agrotóxicos por ano. As consequências ao meio ambiente e à nossa saúde são preocupantes

O Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos foi criado para conscientização da população quanto aos riscos causados pelo uso indiscriminado destas substâncias e os problemas causados ao meio ambiente e à saúde humana.

A criação ocorreu por meio do Decreto Federal de 11 de janeiro de 1990, a primeira regulamentação da Lei dos Agrotóxicos – atualmente regulamentada pelo Decreto 4074/2002.

Agrotóxicos são produtos agressivos que alteram a composição e a formação da flora e da fauna. Estas substâncias evitam que doenças, insetos ou plantas daninhas prejudiquem as plantações e a respectiva produção. Porém, essas substâncias não se mantêm apenas nos alimentos. Também contaminam solos, lençóis freáticos e as águas.

Foto: O Globo

Entre os vários efeitos comprovadamente maléficos dos pesticidas, estão:

⚠️Contaminação do solo, de lençóis freáticos, de rios e lagos. Quando o agrotóxico é utilizado na terra, a chuva ou o próprio sistema de irrigação da plantação facilita a chegada dos pesticidas aos corpos de água, poluindo-os e intoxicando toda vida lá presente.

⚠️Diminuição do número de abelhas polinizadoras e a destruição do habitat de pássaros em ambientes onde pesticidas são utilizados.

⚠️Os riscos à saúde humana são grandes e podem ocasionar problemas em curto, médio e longo prazo, dependendo do princípio ativo da substância utilizada no pesticida. Os sintomas podem variar, desde irritação da pele e problemas hormonais a doenças neurológicas, reprodutivas e o desenvolvimento de câncer.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que várias doenças, como câncer, doenças respiratórias, neurológicas e más formações congênitas, que eram tidas antes como doenças de “causas desconhecidas”, podem ter o agrotóxico como fator desencadeante.

Em 2019, o Brasil bateu o recorde no número de agrotóxicos liberados para o uso em lavouras. Foram 439 novos agrotóxicos. Desta lista, 34% está proibida na União Europeia.

Foto: VEJA

Uma pesquisa do Instituto Butantan, realizada em 2019 com dez agrotóxicos usados no Brasil, revelou que os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida, mesmo em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Anvisa. Ou seja, não existe quantidade segura.

Mesmo depois de 2015, quando a Agência Internacional para Pesquisas em Câncer, da ONU, classificou o glifosato como “provável carcinogênico para humanos”, o glifosato continuou sendo o agrotóxico mais utilizado no Brasil e no mundo.

Os agricultores familiares, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais das águas, campos e florestas, além dos moradores de comunidades rurais, são os principais impactados pela intoxicação. Contudo, o morador de grandes metrópoles também é afetado ao ingerir água, frutas, verduras e até mesmo produtos industrializados contaminados.

Dados do DataSUS, órgão do Ministério da Saúde, apontam que o contato direto com agrotóxicos foi a razão da morte de 700 pessoas por ano na última década. Sendo que, entre 2008 e 2017, a soma de óbitos por exposição a agrotóxicos chegou a 7.267 pessoas. Só no ano de 2017, cerca de 14 mil pessoas foram intoxicadas. Este número provavelmente é bem maior, pois existem muitas subnotificações.

Foto: DomTal

A CONAFER defende uma agricultura sustentável, agroecológica, isenta de adubos químicos e venenos para pragas. Produzir e consumir alimentos livres de agrotóxicos é uma forma de valorizar e respeitar a natureza.

Quando você cuida da árvore, você preserva a floresta inteira

07 de dezembro. Dia Nacional da Silvicultura

Esse dia é para conscientizar produtores rurais e a sociedade sobre a importância da silvicultura para preservar, recuperar e minimizar os impactos ao meio ambiente

A data de 7 de dezembro como o Dia Nacional da Silvicultura foi instituída em 2012, e busca conscientizar produtores rurais e a sociedade sobre a importância da silvicultura, tanto para a economia como para o meio ambiente.

A palavra silvicultura tem origem no latim e quer dizer cultivo de árvores (cultura) da floresta (silva). Esta ciência estuda os métodos naturais e artificiais para restaurar e melhorar o povoamento das florestas, auxiliando na recuperação das árvores, principalmente das espécies em extinção, e no equilíbrio dos ciclos de renovação de nutrientes, visando um melhor aproveitamento e uso consciente.

O uso das tecnologias tem agravado os problemas ambientais. É por conta disso que a silvicultura presta serviços tanto nos meios rurais e urbanos quanto na área industrial. Desta forma, ela torna-se fundamental para o atendimento sustentável das demandas da indústria e auxilia na preservação das matas nativas e da biodiversidade.

A ciência é dividida em duas partes, a clássica e a contemporânea. Silvicultura clássica trata de preservar e restaurar florestas naturais, já a contemporânea tem o objetivo de plantar e manter sítios cultivados artificialmente, ou seja, plantados pelo homem.

O objetivo de ambas é a produção de madeira e, durante seu manejo, é necessária a participação de técnicos de diversas áreas. Porém, a silvicultura moderna não tem apenas a finalidade de produzir madeira, mas também serviços e bens.

Por tudo isso, destaca-se a importância ambiental e econômica da silvicultura, agindo em favor da preservação do planeta, sua fauna e flora, ao mesmo tempo em que atua em função do mercado, permitindo a viabilização da produção. Na indústria, a silvicultura aumenta a homogeneidade dos produtos, o que torna as máquinas mais adequadas, e favorece o combate às pragas que causam prejuízo na produção. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1990 até 2000 se alcançou 44% de aumento das florestas plantadas, número que só tende a crescer ao longo dos anos.

Agricultura familiar e os sistemas agroflorestais

Foto: Igui Ecologia

As culturas destinadas à produção de alimentos não estão limitadas a áreas que precisam ser preparadas. O aproveitamento de áreas florestadas, como as capoeiras – formações florestais que substituem o povoamento anterior, eliminado por perturbações naturais ou antrópicas, e que atingem um estágio estável –, é uma solução econômica e ecologicamente viável, desde que bem planejada.

Uma das soluções para que haja uma possibilidade de aproveitamento destas áreas é o manejo direcionado, com plantios de enriquecimento, e a introdução de espécies de valor econômico, visando a formação de um sistema diversificado de produção.

Uma das técnicas da silvicultura mais conhecidas é a dos sistemas agroflorestais, que são caracterizados pelo consórcio entre espécies agrícolas e espécies florestais, além de animais, implantados de acordo com os objetivos do produtor, susceptíveis a alterações e/ou introdução de outros componentes ao longo do tempo, tendo como prioridade a produção de alimentos ou outros produtos de valor econômico.

Todo sistema agroflorestal pode ser planejado para ser ecologicamente eficiente, superando os sistemas agrícolas de monocultivo, tantos em termos ecológicos quanto econômicos. Mas é importante e necessária a ampliação do quadro de assistência técnica que irá direcionar o produtor no estabelecimento e manejo.

As espécies a serem utilizadas num sistema agroflorestal, ou mesmo em programas de enriquecimento em áreas de capoeira, devem ser selecionadas de acordo com suas características ecológicas e devem também apresentar viabilidade econômica ao agricultor, além de um mercado pré-estabelecido que garanta que o investimento seja factível.

Por isso a necessidade de um assessoramento técnico permanente. Vários estados, especialmente na região Norte, possuem redes de pesquisas que desenvolvem os principais sistemas de silvicultura, facilitando a decisão do agricultor familiar de optar por esta modalidade de cultura.

PAJÉ TÀMUI VICENTE

A ciência perde, a medicina perde, o povo Guajajara perde, Tupã recebe

Aos 107 anos, o povo Tenetehar Guajajara do Maranhão, Terra Indígena Arariboia, perde o pajé Tàmui Vicente, um dos mais importantes guardiões dos saberes. Como falam os grandes sábios indígenas, “um indígena não é sepultado, não é enterrado, ele é plantado, para que dessa rama nasçam bons frutos”.
Que os encantados recebem este mais novo encantado para fortalecer a ancestralidade, inspirar o seu povo na resistência e iluminar o caminho de luta desta nação aguerrida.

CONAFER saúda as mãos que alimentam o mundo

da Redação

Hoje é o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Nesta data, o mundo reforça a luta das mulheres agricultoras. No Brasil, são aproximadamente 14 milhões de mulheres que buscam atenção especial para a segurança, saúde, água e terra, entre outras questões de extrema relevância

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, com intuito de elevar a consciência mundial sobre o importante papel da mulher do campo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres constituem 40% da mão de obra agrícola nos países em desenvolvimento. Segundo a FAO, as milhões de mulheres agricultoras, representa 10% do total de mulheres ocupadas na América Latina.

O último censo agropecuário apontou que há 1,7 milhão de mulheres no Brasil que se autodeclaram chefes de um empreendimento rural. A proporção das chefes de empreendimentos subiu de 12,6%, em 2006, para 18,6%, em 2017. Segundo o IBGE, elas são produtoras, gerentes e responsáveis diretas pelas principais atividades nas propriedades.

Agricultora Familiar segura um pé de milho Prudentopolis – Paraná. Foto: Portal ODS

Em 2020, ONU pede atenção para “sofrimento desproporcional” das mulheres rurais

Este ano, a ONU marca a data com o tema “Construindo a resiliência das mulheres rurais na sequência da Covid-19”, que pretende despertar a consciência das pessoas sobre os desafios, as necessidades e o papel social do grupo.

As mulheres rurais trabalham como agricultoras, assalariadas e empresárias em favor do desenvolvimento. Estatísticas da ONU realçam que elas são um quarto da população mundial. Porém, somente a quinta parte das mulheres do planeta é proprietária de terras. No campo, a outra desvantagem do grupo é a disparidade salarial entre os dois sexos, que chega a 40%.

Foto: Agraer

As contribuições das mulheres rurais se estendem para a produção agrícola, segurança alimentar, nutrição, gestão de terras, recursos naturais e construção de resiliência climática. Estão na linha de frente da resposta à pandemia, prestando também cuidados não remunerados e trabalho doméstico.

As trabalhadoras rurais desempenham um papel essencial para a agricultura familiar e às economias local e nacional, além de garantirem a preservação das identidades culturais, dos conhecimentos tradicionais, de práticas sustentáveis, da agroecologia e do bem viver.

Foto: Blog da Saúde

Neste Dia Internacional da Mulher Rural, a CONAFER reforça o papel e a contribuição fundamental das mulheres de áreas rurais, indígenas e quilombolas para o desenvolvimento agrícola, segurança alimentar e erradicação da pobreza rural. O objetivo é somar esforços para a melhoria da qualidade de vida das mulheres no campo, que sofrem com o preconceito e a desigualdade de oportunidades.

Cacique Gerson, sua missão o transformou em um encantado

Sua liderança na linha de frente da luta dos indígenas do Sul da Bahia, especialmente na construção da Aldeia Caramuru-Paraguaçu-Catarina, na proteção do seu povo e das lutas em projetos sociais, transformaram o grande guerreiro Akaieko Gerson De Souza Mello Pataxó Hã-hã-hãe, no Cacique Gerson.

Cacique Gerson foi vereador em Pau-Brasil por diversos mandatos, atuou em projetos sociais na capital Salvador, trabalhou incansavelmente pelos territórios, e foi para o seu povo um exemplo de vida, e por isso deixa um legado que será levado adiante pelos novos líderes Pataxó.

Siga em paz, Cacique Gerson Pataxó. Que Tupã receba em suas mãos o seu espírito, iluminando a sua nova sua jornada, agora como ser encantado!

A melhor homenagem às crianças é defender e respeitar os seus direitos

da Redação


Conheça a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS da UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância


AS CRIANÇAS TÊM DIREITO À IGUALDADE, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, RELIGIÃO OU NACIONALIDADE

Foto: Medicina Intensiva

Princípio I – A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer exceção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição econômica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família. 

DIREITO À ESPECIAL PROTEÇÃO PARA O SEU DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL E SOCIAL 

Foto: Freepik

Princípio II – A criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança. 

DIREITO A UM NOME E A UMA NACIONALIDADE 

Foto: Veja

Princípio III – A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade. 

DIREITO À ALIMENTAÇÃO,MORADIA E ASSISTÊNCIA MÉDICA ADEQUADAS PARA A CRIANÇA E A MÃE 

Unicef e Save the Children estimam que mais 150 milhões de crianças passaram a viver na pobreza por causa da pandemia de Covid-19. Foto: Muhammad Wasel – 29.mar.2020/ Unicef

Princípio IV – A criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, quanto à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados. 

DIREITO À EDUCAÇÃO E A CUIDADOS ESPECIAIS PARA A CRIANÇA FÍSICA OU MENTALMENTE DEFICIENTE

Foto: Diário da Inclusão

Princípio V – A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre da algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular. 

DIREITO AO AMOR E À COMPREENSÃO POR PARTE DOS PAIS E DA SOCIEDADE

Foto: Observatório 3° Setor

Princípio VI – A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas. 

DIREITO À EDUCAÇÃO GRATUITA E AO LAZER INFANTIL 

Continuidade da educação é ponto importante na frequência pré-escolar. Foto: Agência de Notícias do Acre/Creative Commons

Princípio VII – A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidades – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais. A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito. 

DIREITO A SER SOCORRIDO EM PRIMEIRO LUGAR, EM CASO DE CATÁSTROFES

Foto: Medium

Princípio VIII – A criança deve – em todas as circunstâncias – figurar entre os primeiros a receber proteção e auxílio. 

DIREITO A SER PROTEGIDO CONTRA O ABANDONO E A EXPLORAÇÃO NO TRABALHO

Foto: Reconta Aí

Princípio IX – A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objeto de nenhum tipo de tráfico. Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança dedique-se, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral. 

DIREITO A CRESCER DENTRO DE UM ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE, COMPREENSÃO, AMIZADE E JUSTIÇA ENTRE OS POVOS 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está alertando para a situação precária de moradores da Faixa de Gaza, especialmente crianças. Segundo o órgão, um dos maiores desafios na área é a falta de água potável. Além disso, 70% da população precisam de ajuda para sobreviver e 42% estão desempregados. Entre os jovens, a falta de emprego é ainda maior: 60%. A informação é da ONU News. Foto: Icarabe

Princípio X – A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole . Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes .

CONAFER apoia todos os semeadores da agroecologia

da Redação

Para comemorar o Dia da Agroecologia, a SEAGRO, Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, está lançando duas cartilhas com informações importantes sobre alimentação e saúde

A criação do Dia Nacional da Agroecologia é uma homenagem ao nascimento (1920) da engenheira agrônoma e escritora, Ana Maria Primavesi, uma referência nos avanços de pesquisas sobre o manejo do solo de maneira ecológica. Primavesi é também uma das principais pesquisadoras da agricultura orgânica, que compreende o solo como um organismo vivo.

É um dia para chamar atenção da sociedade para a importância da agroecologia na saúde de todos e do meio ambiente. Por isso, tornar o cultivo na agricultura familiar totalmente sustentável é uma opção decisiva para proteger a saúde, o planeta e todo o segmento econômico.

No Território Girassóis, em Aiuruoca, MG, a SEAGRO prepara os canteiros para receber as sementes de milho crioulo , mandioca, batata, abóboras e árvores frutíferas em um processo 100% agroecológico.


Defensora das práticas sustentáveis para todo o segmento econômico da agricultura familiar, a CONAFER investe em projetos agroflorestais por meio de SAFs, Sistemas Agroflorestais, que buscam a recuperação de áreas desmatadas em consórcio com a produção agrícola, beneficiando o equilíbrio do ecossistema pela maior absorção do carbono.
A Confederação ainda apoia o controle biológico em todos os tipos de cultura, contrapondo-se ao uso de agroquímicos no controle da produção. E atua na segurança alimentar por meio do cumprimento da Agenda 2030 da ONU pela erradicação da fome no mundo por meio de uma agricultura de baixo carbono.

A Secretaria de Agroecologia da CONAFER lançou duas cartilhas para comemorar a data

A SEAGRO, Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, trabalha pelo resgate da sabedoria ancestral em harmonia com a contemporaneidade, unindo a sabedoria das práticas ancestrais, o conhecimento científico da natureza e as técnicas da moderna agroecologia. 

Para o Dia da Agroecologia, a SEAGRO publica aqui duas cartilhas com informações importantes sobre alimentação e saúde. Leia e saiba mais sobre a importância da agroecologia em nossas vidas e na  sustentabilidade do planeta.

Dia da Árvore: data para reflexão e mudança de atitudes

Em um ano em que as queimadas consomem nossos biomas e a vida, precisamos falar da importância da preservação do ambiente para que a humanidade de fato tenha um futuro

No dia 21 de setembro comemoramos no Brasil o Dia da Árvore. A data anuncia a chegada da primavera no hemisfério sul, que este ano se inicia em 22 de setembro, e tem como principal objetivo a conscientização a respeito da preservação de nossas florestas e matas, as quais constituem um bem precioso e fundamental para a existência humana.

Portanto, o dia 21 de setembro deve ser visto como uma oportunidade para a reflexão sobre nossas atitudes em relação ao meio ambiente e à preservação dos recursos naturais. Uma reflexão que possa gerar mudanças de postura e a ampliação de nossa consciência para o fato de que os atos praticados hoje afetam as gerações futuras.

As árvores possuem papel essencial na produção de oxigênio, por meio do processo de fotossíntese. Elas aumentam a umidade do ar graças à transpiração das folhas, evitam erosões, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para muitas espécies de animais, contribuindo para a biodiversidade e para a redução da poluição do ar. As suas flores e frutos servem para alimentação humana e produção de remédios, além de embelezarem nossas cidades.

Cada região do nosso país possui uma árvore símbolo diferente:

Região Norte – Castanheira;
Região Nordeste – Carnaúba;
Região Centro-Oeste – Ipê-amarelo;
Região Sudeste – Pau-brasil;
Região Sul – Araucária.

Um ano em que temos pouco a comemorar

Em 2020, temos pouco a comemorar no Dia da Árvore, pois as queimadas estão consumindo grande parte dos biomas brasileiros. O Brasil está em chamas e a imagem do país no exterior fica a cada dia pior, em decorrência da degradação ambiental, do desmatamento, das próprias queimadas e do desrespeito aos direitos dos povos originários, principalmente na Amazônia. Esse conjunto de fatores traz uma série de prejuízos não só ambientais, mas também econômicos – como, por exemplo, com o boicote de nações no comércio internacional.

Além de atingirem diretamente a biodiversidade, o desmatamento e as queimadas interferem no regime de chuvas. Isso pode ser sentido em vários estados que passam por períodos prolongados de secas ou que enfrentam volumes cada vez menores de chuvas. Córregos e rios que formam bacias estão morrendo, o que afeta todas as atividades humanas e acentua o desequilíbrio constatado nos biomas. Ou seja, as mudanças climáticas representam uma ameaça real à sobrevivência humana no planeta.

Em todo o mundo, assim como no Brasil, a chegada da primavera nos traz esperança. É nesse período em que a natureza troca suas cores, quando passa a predominar o verde vivo das folhas e os variados coloridos das flores.

Por isso, a CONAFER reforça a importância da conscientização a respeito da conservação do ambiente natural, bem como da necessidade de serem criadas políticas públicas que inibam a exploração ilegal da natureza e favoreçam o controle das queimadas e do desmatamento.

Proteger o meio ambiente é papel de toda a sociedade. É fundamental que cada um de nós faça sua parte para que as próximas gerações consigam sobreviver em um planeta preservado e em equilíbrio.

Um salve à luta das mulheres indígenas no mundo todo

5 de setembro. Dia Internacional da Mulher Indígena.

Em 1781, na região do Alto Peru, onde hoje é a Bolívia, a indígena aimará Bartolina Sisa, junto com seu marido, o indígena Túpac Katari, comandou uma revolta contra os colonizadores espanhóis.
Mas apenas em 1983, o Dia Internacional da Mulher Indígena foi criado. E é importante que seja lembrado sempre pelo seu significado de luta por liberdade e dignidade, sem violência física, sem violência sexual, sem violência psicológica, sem violência moral, sem violência contra os seus direitos ao patrimônio e suas tradições.
Existem milhões de indígenas espalhados pelo Ártico, as Américas e a Oceania. São milhares de culturas diferentes. Mas a luta de todas as mulheres indígenas de todos estes povos é a mesma contra o racismo, o machismo, as desvantagens econômicas e a proteção da família. Por isso, um salve a todas as guerreiras, sábias, anciãs, jovens, caciques, pajés, mulheres indígenas que resistem e defendem o bem-estar do seu povo.

Um abraço forte na maior floresta do mundo

5 DE SETEMBRO. DIA DA AMAZÔNIA.

Que os guardiões das matas vençam a batalha contra quem ameaça a riqueza da maior biodiversidade do mundo. Que todos os povos se unam aos organismos preocupados com o futuro da floresta. Que a força da natureza resista sempre à cobiça humana. Que para cada árvore que matam, milhares de outras nasçam. Que para cada rio que degradam, surjam milhares de guerreiros em sua defesa. Que toda a sua fauna e flora permaneçam exuberantes. E que cada um de nós saiba ensinar aos nossos filhos que a mãe terra faz morada na Amazônia.