+PECUÁRIA BRASIL NA PARAÍBA: “porque representar é estar presente”, afirmou Carlos Lopes ao lançar o programa em solo paraibano

da Redação

Agora é oficial: o estado da Paraíba vai receber o maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar brasileira. A cerimônia de lançamento e chegada do +Pecuária Brasil no estado, onde mais de 55% da atividade agrofamiliar é voltada para a pecuária de corte e leite, ocorreu na manhã desta segunda-feira 16 de agosto, na capital João Pessoa. Com mais de 1 milhão de cabeças, a Paraíba trabalha para qualificar e aumentar o seu rebanho. Por meio do programa +Pecuária, que surgiu da parceria entre a CONAFER e a líder mundial em inseminação artificial, a ALTA GENETICS, é possível ampliar esta perspectiva, pois o melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por produtos de alto valor agregado, sustentabilidade ambiental e fortalecimento de toda a cadeia produtiva da agropecuária familiar, gerando mais emprego e renda no campo. De acordo com dados do IBGE de 2019, nos estabelecimentos familiares paraibanos, apenas 16,8% recebem orientação técnica, 21% realizam controle de doenças e 19,8% realizam suplementação alimentar, sendo que as unidades familiares respondem por 57% do mercado bovino

Com a presença do governador da Paraíba, João Azevêdo, e do presidente da CONAFER, Carlos Lopes, além de outras autoridades do governo paraibano e parlamentares, foi oficializada a parceria com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica para efetivar o programa +Pecuária Brasil no estado. O +Pecuária tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil na Paraíba, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos da Secretaria de Agricultura de forma presencial. À secretaria, comandada pelo secretário Bivar Duda, caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Em sua história econômica, a consolidação dos primeiros núcleos urbanos do estado e de investimento nas atividades agrícolas, surgiu com o cultivo de cana-de-açúcar. Por sua posição geográfica, a Paraíba possui um clima predominantemente tropical do tipo semiárido, e o sertão paraibano é considerado uma das regiões mais secas do país.

Hoje, com 4 milhões de habitantes, a economia está ancorada nas atividades agrícolas e também nas indústrias de confecções e calçados. A pecuária é a principal atividade econômica do setor agrícola familiar, com mais da metade das propriedades rurais voltadas à bovinocultura.

A presença da Confederação onde tem agricultura familiar

Em seu discurso durante a cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, lembrou que “temos atravessado esta pandemia com criatividade e vontade política, não desanimamos em perspectiva nenhuma porque somos agricultores, além de ter a responsabilidade de cidadãos, temos a responsabilidade de alimentar o país. Por isso, agradeço a todos os agricultores familiares do Brasil, e ao estado da Paraíba por receber este projeto, na pessoa do governador João Azevêdo, pela oportunidade de trazer o + Pecuária aos pecuaristas familiares paraibanos. E também temos que lembrar da importância do trabalho da Secretaria de Agricultura comandada pelo secretário Bivar Duda, que muito contribuiu na celebração dos termos deste ACT, e que viabiliza a chegada da tecnologia do melhoramento genético aos pecuaristas paraibanos.”

Ao final de sua fala, Carlos Lopes reafirmou a missão da CONAFER de estar ao lado dos produtores rurais: “assim, nossa Confederação mostra que está presente de fato na agricultura familiar brasileira, porque representar é estar presente, este é o papel da Confederação, estar presente dentro da cadeia produtiva executada pela agricultura familiar. Por isso, a Paraíba pode contar com a CONAFER, em todas as perspectivas.”

O governador da Paraíba, João Azevêdo ressaltou em seu discurso que “junto com a CONAFER, e por meio da Secretaria da Agricultura e do Desenvolvimento do Semiárido, conduzida por Bivar Duda, o +Pecuária Brasil é uma oportunidade de levar a qualificação aos rebanhos do estado com o melhoramento genético, principalmente para os pequenos produtores rurais. E este governo tem dado uma atenção muito especial aos agricultores familiares.”

Saiba mais sobre o +Pecuária Brasil

+Pecuária Brasil é + vantagens ao pecuarista agrofamiliar
A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+Pecuária Brasil é + qualidade no rebanho
As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+Pecuária Brasil é + lucro no negócio
Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+Pecuária Brasil é + tecnologia na produção
A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+Pecuária Brasil é + sustentabilidade no campo
O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+Pecuária Brasil é + desenvolvimento para os estados
O programa integra-se às políticas públicas dos estados. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os governos estaduais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

+PECUÁRIA BRASIL: programa sustentável ajuda na redução de gases do efeito estufa

da Redação

Enquanto o mundo se prepara para discutir na Cúpula dos Sistemas Alimentares (Food Systems Summit, ou FSS), em setembro de 2021, durante a semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, a pauta com medidas globais para reduzir o metano dos rebanhos bovinos, e responsáveis por 38% do aquecimento do planeta pelo efeito estufa, a CONAFER tem levado por todo o território brasileiro, o +Pecuária Brasil, um programa com a tecnologia IATF (Inseminação Artificial a Tempo Fixo) que trabalha pelo melhoramento genético e sustentabilidade do sistema produtivo, simultaneamente, protegendo todo o meio ambiente. Na pré-Cúpula, em Roma, entre os dias 26 e 28 de julho, os ministros da Agricultura do Brasil, Paraguai e Argentina vão defender posições comuns sobre sistemas alimentares, em especial para diminuir os danos da pecuária extensiva. Pesquisadores e todo o mercado pecuarista têm procurado o ovo de Colombo para diminuir os gases liberados pela bovinocultura. Existem estudos sobre o capim-limão que indicam sua eficácia ao agir no sistema digestivo dos animais, diminuindo em 30% a emissão de gases; outra pesquisa já publicada no meio científico, revela que algas marinhas podem reduzir até 82% as emissões de metano

A contribuição do +Pecuária Brasil nas práticas sustentáveis

Existem mais de 1,4 bilhão de cabeças de gado no mundo, que juntas são responsáveis por 65% de todos os gases de efeito estufa da agropecuária. Os esforços para reduzir as emissões de metano das vacas vão desde vacinas até alimentá-las com algas. Por isso, o +Pecuária Brasil é uma porta de entrada para uma série de ações e protocolos capazes de melhorar os resultados produtivos, econômicos e de sustentabilidade nas propriedades dos pequenos produtores rurais.

O programa é um grande salto de qualidade no segmento agropecuarista, que ao melhorar a qualidade genética dos rebanhos , evidencia-se também como a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. Em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura. A preparação do gado para receber a inseminação é acompanhada de uma preparação nutricional, que além de aumentar o peso e suas condições de saúde, precisa ser adaptada às novas condições de uma tecnologia 100% sustentável.

Capim-limão e dieta com grãos: soluções científicas reduzem as emissões de metano dos bovinos

A rede de fast-food Burger King, por exemplo, anunciou uma mudança na alimentação de vacas e bois em confinamento, e vai introduzir o capim-limão na dieta do gado confinado, com o objetivo de reduzir em 33% as emissões diárias de metano e o impacto ambiental deste sistema de criação. A iniciativa teve início nos Estados Unidos e no México. No Brasil, o Burger King se uniu à JBS, e passará a adicionar a planta na dieta de mais de 95 vacas e bois criados em confinamento para observar os resultados localmente.

Pecuaristas brasileiros têm investido em dietas ricas em grãos e alimentos não fibrosos para bovinos de corte. A pesquisa agropecuária comprova que essa prática, já solidificada nos confinamentos norte-americanos, além de diminuir os gases de efeito estufa (GEEs), traz economia significativa para o produtor. Um dos motivos disso é a melhor conversão alimentar dos animais que recebem a dieta de alto concentrado em comparação aos bovinos alimentados com maior porcentagem de volumoso. Em um rebanho com mil cabeças de gado confinado, o pecuarista pode economizar cerca de R$ 400 mil.


Algas marinhas podem reduzir até 82% as emissões de metano

Um estudo da Universidade da Califórnia publicado na revista científica PLOS ONE, colheu provas sólidas de que as algas marinhas na dieta do gado são eficazes na redução dos gases com efeito de estufa e que a sua eficácia não diminui com o tempo.

Durante cinco meses, os dois pesquisadores adicionaram pequenas quantidades de algas marinhas da espécie ‘Asparagopsis taxiformis’ à dieta de 21 bovinos e constataram que os animais que consumiram doses de cerca de 80 gramas de algas ganharam tanto peso como os restantes elementos da manada, mas expeliram para a atmosfera menos 82% de gás metano, produzido como subproduto da digestão de matéria vegetal.

As algas marinhas inibem uma enzima do sistema digestivo da vaca que contribui para a produção daquele gás. Os resultados de um painel de teste de sabor não revelaram diferenças no sabor da carne de novilhos alimentados com algas em comparação com um grupo de controle, tal como já havia acontecido com o sabor do leite em estudo anterior, direcionado para as vacas leiteiras. As conclusões do estudo publicado ajudam os agricultores a produzir de forma sustentável a carne bovina e os laticínios necessários à alimentação diária de bilhões de pessoas.

Vantagens financeiras para setores que se comprometem com o meio ambiente

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai reduzir os juros de suas linhas de financiamento para setores que assumirem compromissos de redução de perda de carbono. O banco quer estimular o processo de transição das empresas para a economia de baixo carbono .
Os juros, formados pela TLP ou por referenciais de custo de mercado, mais uma resposta básica do BNDES de 1,5% ao ano, e uma taxa de risco de crédito, pode ser reduzidos em até 0,4 ponto percentual caso o cliente comprove, após o período de carência, será alcançado como metas de redução de emissão de CO2 definidas pelo programa.

O BNDES quer fomentar a criação de um mercado de carbono dentro da carteira de crédito do banco. Setores que retiram carbono do meio ambiente podem negociar créditos de carbono com empresas mais poluentes.

O programa +Pecuária Brasil estimula a sustentabilidade do segmento agropecuário

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite, ajudando no crescimento socioeconômico dos agropecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de 3 mil doses de sêmens anuais a cada estado brasileiro, 12 mil doses durante os próximos 4 anos, atingindo milhares de agropecuaristas familiares de todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial. Às secretarias caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

PIB AGROPECUÁRIO 2021: nova projeção do Ipea prevê crescimento de 2,2% para 2,6%, mas crise hídrica pode mudar esta previsão

O Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, fez uma nova projeção do valor do PIB agropecuário deste ano, de 2,2% para 2,6%, puxado pela previsão de crescimento de 2,7% para a produção vegetal e 2,5% para a produção animal em relação a 2020; a seca e a crise hídrica podem afetar o resultado final, o que pode provocar incerteza na oferta e demanda dos setores vegetal e pecuário, variáveis econômicas determinantes na comercialização da produção

O PIB do setor agropecuário brasileiro é a soma da produção, comercialização para o mercado interno e exportação para países do mundo inteiro. Este valor chega a 30% do PIB do país, algo em torno de 2,5 trilhões de reais, ou 500 bilhões de dólares. O segmento agrofamiliar responde por 30% de todo o setor agropecuário, algo em torno de 150 bilhões de dólares, ou 10% do PIB nacional.

Responsáveis pela segurança alimentar do país, os agricultores familiares estão espallhados por todos os biomas, e com uma força de trabalho de 40 milhões de produtores rurais, absorvem 40% da população economicamente ativa, produzindo 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo do Brasil. Isto para falarmos das culturas que mais pesam nestas projeções de crescimento do PIB agropecuário.

Por constituir a base econômica de 90% dos municípios brasileiros, será muito importante que o setor agrofamiliar encontre soluções para os riscos que uma crise hídrica pode provocar, pois ela pode prejudicar mais do que o previsto a produção vegetal, e segmento da pecuária de bovinos, que ainda tem incertezas relativas à oferta e à demanda.

As projeções do Ipea para o desempenho das culturas

Taxas anuais de crescimento da Agropecuária


Na produção vegetal, para o qual se projeta crescimento de 2,7% no ano, a queda esperada da produção de importantes culturas, como o café (-21,0%), algodão (-19,7%), milho (-3,9%) e cana de açúcar (-3,1%), não é suficiente para comprometer o bom desempenho geral da agricultura sustentada nas altas da produção de soja (9,4%), do arroz (2,8%) e do trigo (27,9%).

Na produção animal, para a qual se espera alta de 2,5% no ano, há projeção de crescimento da produção de todos os segmentos: bovinos (0,9%), suínos (6,8%), aves (6,5%), leite (3,2%) e ovos (2,3%). Apesar de positivo, o desempenho da carne bovina ficou aquém do esperado, porém compensado pela forte alta de suínos e aves.

“A produção de suínos e frangos foi impulsionada pelo aumento do consumo em substituição ao da carne bovina, que permanece com preço elevado e oferta limitada de animais para abate”, explicou Pedro Garcia, um dos autores do estudo e pesquisador associado do Ipea.

O levantamento trata ainda dos principais riscos relacionados ao setor. No caso da produção vegetal, a ocorrência de choques climáticos adversos no Centro-Sul e a possibilidade de adoção de medidas restritivas ao uso da água para a lavoura – em função da necessidade de poupar o recurso para a geração de energia hidroelétrica – pode afetar negativamente as estimativas para alguns produtos. No que diz respeito à produção animal, o risco continua sendo uma possível frustração na projeção de crescimento da produção de bovinos, que pode ser impactada por uma recuperação na oferta de animais mais lenta do que o projetado.
O levantamento foi realizado com base nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em projeções próprias para a pecuária a partir de dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite.

Sobre o Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, é uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia. Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

Com informações do Ipea, Embrapa e IBGE.

Balanço de Financiamento Agropecuário registra 16 bilhões em Pronafs na Safra 20/21

da Redação

Dados do Banco Central mostram que a elevação do desembolso do principal programa de financiamento da agricultura familiar do país foi de 25% em bilhões de reais; outro aporte importante do setor rural, o Pronamp, acumulou perdas de contratos e teve desempenho negativo no mesmo período

Próximo de completar 1 ano, o atual Plano Safra já liberou 233,9 bilhões em créditos para todo o setor rural. Deste montante, coube ao Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, 6,8% deste total.

Se considerarmos que a agricultura familiar é responsável pela segurança alimentar do país, em plena pandemia, fica claro que é preciso mais recursos para os pequenos produtores. Mesmo assim, houve um crescimento pela principal modalidade de crédito do segmento agrofamiliar.

Estes dados do Banco Central revelam também que o Nordeste obteve um aumento de Pronafs para os seus agricultores por meio do FNE. O Banco do Nordeste, seu principal agente financeiro no Nordeste, possui hoje uma carteira ativa de R$ 10,4 bilhões, correspondente a aproximadamente 2,01 milhões de operações em abril de 2021.

Em relação ao Pronamp, o financiamento para custeio e investimentos dos médios produtores rurais em atividades agropecuárias, houve um decréscimo substancial nos valores de desembolso da poupança rural.

Veja aqui o Balanço 2020/2021 completo:

Agricultura familiar em alta: PIB do setor agropecuário registra elevação de 5,7% no 1º trimestre

da Redação

Apesar de muitos analistas econômicos colocarem um peso maior na balança das exportações de commodities na alta do PIB, o setor agropecuário sofre influência decisiva da produção agrofamiliar; responsáveis por 10% da geração de riquezas do país, os pequenos agricultores com sua produtividade contribuíram para a mudança do cenário agropecuário no primeiro trimestre de 2021

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (1°) pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB, Produto Interno Bruto, do setor agropecuário foi o que mais cresceu no primeiro trimestre de 2021. O segmento teve 5,7% de crescimento na comparação com o quarto trimestre do ano passado e 5,2% em relação a igual período de 2020.

O PIB brasileiro cresceu 1,2% na comparação do primeiro trimestre de 2021 contra o quarto trimestre de 2020, na série com ajuste sazonal. Além da Agropecuária (5,7%), foram registrados índices positivos na Indústria (0,7%) e nos Serviços (0,4%).
O IBGE esclarece que o resultado do setor agropecuário pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como soja, fumo e arroz, e pela produtividade.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,048 trilhões neste primeiro trimestre. Os segmentos tiveram os seguintes resultados: Agropecuária R$ 208,8 bilhões, Indústria R$ 348,6 bilhões, e Serviços R$ 1.195,9 trilhão. A participação percentual dessas atividades no valor adicionado, foram de 6,8% para a Agropecuária, 20,4% Indústria e 72,8% Serviços.

Por que a produção agrofamiliar é relevante na alta do PIB?

Sabemos que durante o período da pandemia, os agricultores familiares para garantir a segurança alimentar do país, tiveram que se reinventar e evoluir nas relações de produção e comercialização dos seus produtos. Afastados dos grandes centros urbanos, os nossos pequenos produtores seguiram no dia a dia em busca das melhores safras e de alternativas de escoamento da produção.

E conseguiram demandar seus produtos para cumprir sua missão de alimentar a nação, ao mesmo tempo, em que entregaram às agroindústrias boa parte da matéria-prima utilizada em suas produções de escala, sendo responsáveis por uma imensa cadeia produtiva, como a do leite, por exemplo.

Basta dar uma olhada na participação da agricultura familiar brasileira na produção de alimentos, para entender a importância deste segmento na composição do PIB Agropecuário, conforme o Censo do IBGE para o setor em 2018:

Neste mesmo Censo, foi constatado que a economia de 90% dos municípios com até 20 mil habitantes é dependente da agricultura familiar. Mais ainda, 40% da população economicamente ativa depende desta atividade, destes trabalhadores do campo que produzem 73% do alimento que vai à mesa dos brasileiros diariamente.

Com informações do Mapa.

SUSTENTABILIDADE NA AGROPECUÁRIA: Tecnologia consórcio milho e braquiária é contemplada pelo Zoneamento Agrícola 1ª safra 2021/2022

Foram publicadas no DOU as portarias do Zarc, Zoneamento Agrícola de Risco Climático, para cultivo consorciado Milho e Braquiária da 1ª safra 2021/2022; 16 estados foram contemplados: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná

A sustentabilidade na agropecuária brasileira está relacionada com a integração de sistemas de produção, com a integração lavourapecuária (ILP), com a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e agricultura de baixa emissão de carbono (Plano ABC).

O consórcio milho-braquiária é uma tecnologia onde se cultivam as duas espécies juntas, tendo como objetivo a produção de grãos e palha de milho e palha ou pasto de braquiária, com inegáveis benefícios para a sustentabilidade da produção, principalmente se considerada a imprevisibilidade climática, típica da atividade agrícola. É uma tecnologia que permite a consolidação do Sistema Plantio Direto em áreas de Cerrado, com reflexos positivos sobre as culturas subsequentes, como a soja, e a conservação dos recursos naturais.

Tanto a pecuária quanto a agricultura brasileira se desenvolveram em sistemas extrativistas: a pecuária, com espécies forrageiras nativas ou naturalizadas, de baixo valor nutricional ou de baixa capacidade de suporte, como o capim-gordura (Melinis minutiflora P. Beauv.), capim-amargoso (Digitaria insularis (L.) Fedde), capimjaraguá (Hiparrhenia rufa (Nees) Stapf.), entre outros, enquanto a agricultura embasava-se em sistemas de monocultivo com intensa movimentação do solo.

O grande diferencial da braquiária é o de persistir em condições de solos ácidos e com baixa fertilidade, dando a impressão de que, uma vez implantada, duraria “eternamente produtiva”, o que passou a fazer parte da cultura da maioria dos pecuaristas brasileiros. Outro ponto importante das braquiárias foi a convivência com espécies nativas perenes e com os cupins de monte, e não ser atacada por doenças ou pragas, exceto a cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta Stal) e percevejocastanho (Scaptocoris castanea).

No entanto, a crescente demanda por alimentos e a evolução tecnológica na produção passaram a caracterizar sistemas padronizados e simplificados de monocultivo. Além disso, com a mecanização do solo e o uso de agroquímicos e da irrigação, as atividades agrícolas, pecuárias e florestais passaram a ser realizadas de maneira intensificada, porém independentes e dissociadas, mostrando sinais de fragilidade, em virtude da elevada demanda por energia e recursos naturais.

Mesmo com as vantagens observadas pelos pecuaristas, com o passar do tempo percebeu-se que a maior parte dessas pastagens já nascia degradada e, portanto, não se acreditava mais que os bovinos pudessem engordar somente em sistema de pastejo com braquiária. Assim, novas opções tecnológicas foram surgindo para recuperar a produtividade das pastagens.

Ainda na década de 1960 foram criadas instituições de fomento, como o “Polocentro” (BITTAR, 2011); com isso, deu-se início à abertura da até então inóspita região do Cerrado. Naquela época, muitos produtores rurais, ao formarem suas pastagens com braquiária, notadamente a espécie B. decumbens, consorciavam essa espécie com o arroz de Consórcio Milho-Braquiária 19 sequeiro, pelo fato de que este também era adaptado a solos ácidos e de baixa fertilidade. Dessa forma, a combinação da agricultura com a pecuária foi denominada de integração lavoura-pecuária.

O Zarc indica os períodos de menor risco para o plantio

Com o zoneamento climático, reduz-se a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. O cultivo consorciado de plantas produtoras de grãos com forrageiras tropicais tem aumentado significativamente nos últimos anos nas regiões que apresentam inverno seco.

O zoneamento permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”

Com informações do Mapa

Com informações da Embrapa, publicação Consórcio Milho-Braquiária

A MELHOR GENÉTICA DO CAMPO AVANÇA PELO PAÍS: Programa +Pecuária Brasil da CONAFER e ALTA GENETICS conquista Tocantins e Mato Grosso do Sul

Pensado no final de 2020 e iniciado em janeiro de 2021, o +Pecuária Brasil nasceu para transformar a vida de milhares de agropecuaristas familiares brasileiros

O projeto do +Pecuária se materializa por meio de parcerias entre as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados e a CONAFER, que realiza a doação de centenas de milhares de doses de sêmens, produzidas pela multinacional Alta Genetics, durante os próximos 4 anos, beneficiando agropecuaristas familiares de todo o território brasileiro.

Para implantar o projeto nacionalmente, a equipe do +Pecuária da CONAFER realizou mais de 50 videoconferências com as secretarias de agricultura de todo o país até agora. O objetivo é fechar um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) em cada estado. Os primeiros acordos já foram assinados com o Maranhão e Roraima. Nestes estados, as equipes técnicas de cada secretaria de agricultura estão formatando os planos de trabalho para dar início ao programa. As regiões e propriedades já estão sendo selecionadas para integrarem o +Pecuária durante os 4 anos do ACT.

A CONAFER e a Alta Genetics vão assim levar a tecnologia de inseminação artificial para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agricultores familiares brasileiros. Como resultado do melhoramento genético nestes estabelecimentos agrofamiliares, o crescimento socioeconômico dos agropecuaristas será importante para dar estímulo a todo o mercado agropecuarista do segmento da agricultura familiar, contribuindo para a implementação de novas políticas públicas nestes estados.

A melhor genética do campo chega em Tocantins e Mato Grosso do Sul

Pelos acordos assinados com a CONAFER, 25 mil doses de sêmens de touros premiados da Alta Genetics serão entregues aos agropecuaristas familiares do Tocantins e Mato Grosso do Sul nos próximos 4 anos

Os termos das minutas dos acordos de cooperação técnica foram apresentados, discutidos, analisados pelos departamentos jurídicos dos dois estados, e agora referendados em dois ACTs para dar início ao +Pecuária que irá beneficiar os agropecuaristas familiares tocantinenses e sul-mato-grossenses.

Pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2017, das 50 mil propriedades agrofamiliares do estado do Tocantins, 35 mil são de agropecuaristas. O rebanho bovino destes pequenos produtores contava neste período com 1,3 milhão de cabeças de gado de corte e 150 mil de vacas leiteiras.

Pelo mesmo Censo, no Mato Grosso do Sul eram 43 mil propriedades de agricultura familiar, sendo 30 mil dedicadas à atividade pecuária com plantéis que somados chegam a 1,2 milhão de cabeças de gado de corte e 146 mil de vacas leiteiras.

São números muito parecidos e que demonstram a real importância, quase um protagonismo dos agropecuaristas no segmento econômico da agricultura familiar nestes estados. Assim, já existem as condições ideais para implantar o +Pecuária em diversos municípios do Tocantins e do Mato Grosso do Sul. Mais uma prova de que a CONAFER pensou bem à frente quando idealizou o programa +Pecuária Brasil. Que venham os próximos acordos para avançar ainda mais com a melhor genética do campo.

Bem-vindos ao +Pecuária Brasil, Tocantins e Mato Grosso do Sul!

Parceria da ALTA GENETICS e CONAFER faz nascer novo modelo de agropecuária familiar

Márcio Delfino, gerente de vendas da ALTA GENETICS, concedeu entrevista à SECOM na sede da CONAFER, em Brasília, quando falou da expectativa e da preparação da multinacional de melhoramento genético para iniciar o programa +Pecuária Brasil

A CONAFER, em parceria com empresa líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, desenvolveu o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agropecuaristas familiares brasileiros.

O +Pecuária Brasil é um divisor de águas no campo, e vai contribuir para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas do segmento da agricultura familiar. Em parceria com as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados, a CONAFER fará a doação de centenas de milhares de doses de sêmens durante os próximos 4 anos em pequenas propriedades em todas as regiões do território nacional.

O gerente de vendas da ALTA GENETICS, Márcio Delfino (à esquerda) foi recebido para uma entrevista pelo editor de jornalismo da SECOM, Wilson Ribeiro

SECOM:
Qual a importância do programa +Pecuária Brasil para a Alta Genetics?

Márcio Delfino:
Esta parceria entre a Alta Genetics e a Conafer para o programa +Pecuária Brasil é espetacular, e visa trazer um benefício enorme para o produtor familiar através do uso da tecnologia da genética para melhorar a qualidade dos rebanhos dos agropecuaristas familiares.

Em Uberaba, sede da ALTA GENETICS, 300 touros estão preparados para o fornecimento dos sêmens de melhor qualidade do mercado

A assistência técnica disponibilizada pela Alta Genetics na efetivação do + Pecuária vai gerar um aumento da rentabilidade do pequeno agropecuarista, tanto pela maior qualidade do produto final, como também pelo desenvolvimento dos produtos resultantes do processo de inseminação.

O +Pecuária vai aumentar o lucro do produtor do campo, tanto nos animais de corte, como nos animais de leite, aumentando a produtividade dos plantéis nas propriedades.

Melhoria da pecuária leiteira agrofamiliar é um dos objetivos do +Pecuaria Brasil

SECOM:
Roraima e Maranhão já assinaram o Acordo de Cooperação Técnica. Em breve, novos estados devem assinar. Quais os próximos passos para a implantação do +Pecuária?

Márcio Delfino:
Os estados através das Secretarias de Agricultura estão fazendo a seleção dos municípios e dos agropecuaristas familiares em condições de receber o programa, desde a parte sanitária, as condições do gado, do estabelecimento e também a questão logística para entrega dos sêmens por parte da ALTA. Os técnicos de campo que vão aplicar o programa nas propriedades serão preparados pela equipe de treinadores da ALTA GENETICS para obter o máximo de performance na inseminação.

SECOM:
Como a ALTA GENETICS trabalha com a agropecuária familiar em comparação com a pecuária extensiva?

Márcio Delfino:
A ALTA GENETICS como líder de mercado também privilegia os pequenos produtores, afinal hoje temos 80% das propriedades produtoras de carne e leite no Brasil sendo comandadas por agricultores familiares.
A intenção é aumentar a rentabilidade e os lucros destas famílias para que haja uma continuidade no processo, investimentos em infraestrutura e processos, além de evitar o êxodo do campo para as cidades daqueles agricultores que antes estavam sem perspectiva de melhora.

SECOM:
Como o +Pecuária vai fazer a diferença nas regiões onde o projeto será implantado?

Márcio Delfino:
O ideal seria atender todas as propriedades. Mas naquelas onde será efetivado o programa, entendemos que a motivação de todos os envolvidos, estados, produtores, ALTA e CONAFER, abrirá caminho para que o melhoramento genético venha para ficar nestas propriedades, ampliando e influenciando toda a região para utilizar a inseminação de forma permanente.

A ALTA GENETICS é um player mundial, reconhecida no mundo inteiro pela qualidade dos seus produtos. Hoje a ALTA tem 300 touros das melhores raças alocados em Uberaba, Minas Gerais, todos premiados e muito bem cuidados por nossas equipes. Entre os muitos departamentos e áreas de pesquisa, nós temos um laboratório para a recepção de todas as doses de sêmens coletadas, que depois passam por análise e um processo industrial para congelamento e pós-congelamento para aferir e manter a qualidade do sêmen que foi armazenado. Somente os sêmens de extrema fertilidade seguem no processo, que são exatamente os sêmens que vão atender o produtor rural. A exigência dos laboratórios e dos profissionais da ALTA GENETICS é muito elevada com o objetivo dos agropecuaristas familiares receberem o melhor material possível para o melhoramento genético dos seus rebanhos.

+PECUÁRIA BRASIL: CONAFER sela parceria com ALTA GENETICS e leva melhoramento genético a todo o país

da Redação

Equipe do +Pecuária já realizou mais de 50 horas de reuniões e videoconferências com 20 estados para levar aos agropecuaristas familiares o programa de inseminação artificial inédito no Brasil

Depois de mapear o DNA da agropecuária familiar brasileira, a CONAFER, em parceria com a ALTA BRASIL, com sede em Uberaba-MG, do player internacional, a canadense ALTA GENETICS, tem a missão de operacionalizar um projeto ambicioso para entregar em forma de doação, e durante 4 anos, 150 mil doses de sêmens para mais de 2 mil pequenas propriedades agropecuaristas.

Leia também no site da Alta Genetics

O desafio, do tamanho do nosso vasto território, é uma grande oportunidade que a Confederação tem de contribuir decisivamente em uma mudança na vida socioeconômica de milhares de agropecuaristas e suas famílias, produtores que ainda desconhecem o melhoramento genético e sua importância na qualificação do rebanho ao longo do tempo, e consequentemente, o impacto altamente positivo em suas propriedades.

Será por meio do melhoramento dos seus plantéis, que os nossos pequenos pecuaristas terão acesso aos benefícios das novas tecnologias, fator decisivo para a evolução de qualquer segmento econômico. No caso da agropecuária familiar, obter as vantagens do melhoramento genético é fundamental para ter diferencial competitivo. Dados de produção e comercialização, indicam um aumento significativo na lucratividade dos estabelecimentos que praticam a inseminação artificial.

O compromisso entre a CONAFER e a ALTA BRASIL é oferecer ao público da pecuária leiteira e de corte, um pacote genético completo, desde a fase hormonal, passando pela inseminação e acompanhamento dos bezerros, além de promover treinamentos aos técnicos do projeto, com performances e ações que os inseminadores deverão realizar durante todo o +Pecuária.
Um aliado do programa é o software ALTA GESTÃO, uma ferramenta capaz de realizar o acompanhamento produtivo e reprodutivo das matrizes, e também a criação dos bezerros, permitindo avaliações contínuas do rebanho.

O mercado de melhoramento genético no Brasil e sua evolução

Em 10 anos o mercado de melhoramento genético voltado para o gado de corte cresceu 6 vezes mais que o mercado voltado ao gado leiteiro. O uso do melhoramento genético de bovinos de corte no Brasil cresceu 188% nos últimos dez anos. Já nos rebanhos leiteiros este crescimento foi de apenas 30%, quando comparados.

O Brasil é o 5º maior produtor de leite do mundo e 80% dos municípios brasileiros produzem leite em mais de 1 milhão de propriedades. Uma das características econômicas dessa atividade é o rápido retorno financeiro aos produtores.

A maior parte dos estados no Norte e Nordeste têm baixa adoção de melhoramento genético. A concentração desta tecnologia nas regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, revela o desequilíbrio regional no desenvolvimento do mercado da bovinocultura no país.

Leia mais sobre a parceria

Para fazer frente a estas distorções, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, reafirmou o seu compromisso à frente da entidade “em desenvolver o setor agropecuário utilizando tecnologia de ponta e alta qualidade no trabalho de reprodução, atingindo desta forma uma elevada performance. Vamos fazer um trabalho de excelência em todo o país, entregando ao agropecuarista as melhores condições para o seu fortalecimento, protagonismo no setor e aumento da lucratividade, melhorando a sua atuação como produtor, inspirando e estimulando a criação de novos programas no futuro”.

O diretor-presidente da ALTA BRASIL, Heverardo de Carvalho, corrobora as palavras do presidente Carlos Lopes, ao explicar que
“esta parceria é de imensa importância para toda a pecuária brasileira, pois auxiliará pequenos produtores rurais a terem acesso à inseminação artificial. Esta técnica é absolutamente fundamental para o futuro da atividade pecuária e para o sucesso de empreendedores familiares, que precisam e merecem ser valorizados e incentivados”.

Sustentabilidade, crescimento produtivo e geração de lucros

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por melhoria na produção agropecuarista familiar. A tecnologia da inseminação artificial faz a diferença no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, mas também atua na ponta importante da redução de custo, na precocidade, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência às doenças. Em resumo, o melhoramento genético diminui o custo, aumenta a produção, além de muitas outras vantagens:

• Aumenta a lucratividade da propriedade em até 14 vezes;

• Possibilita o uso de touros provados;

• Ajuda a evitar consanguinidade;

• Facilita o cruzamento entre as raças;

• Permite estocagem e transporte de material genético;

• Facilita o teste de progênie;

• Auxilia no controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis, DSTs;

• Atua na sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, poderíamos ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas hoje pela bovinocultura.

CONAFER quer construir uma expansão no mercado agropecuário familiar brasileiro

Este grande impacto econômico na vida dos agricultores familiares brasileiros, motiva ainda mais a CONAFER a potencializar esta parceria com a ALTA GENETICS, multinacional com expertise no gerenciamento genético e reprodutivo de rebanhos, presente em mais de 90 países.
O potencial de crescimento da inseminação no Brasil é enorme. Hoje, 58% da produção leiteira do país vem dos pequenos produtores. Temos 36 milhões de agricultores familiares responsáveis por mais de 70% do alimento consumido pela família brasileira, principalmente em tempos de pandemia.
São números robustos que abrem uma perspectiva de expressivo aumento na demanda por tecnologias de inseminação artificial em todas as regiões brasileiras, já devidamente levantadas conforme dados e estudo desta Confederação.
Portanto, a CONAFER, ao firmar o acordo com a ALTA BRASIL, assegura aos agropecuaristas um processo de excelência no melhoramento genético dos seus rebanhos, que além do elevado padrão de qualidade, terão agora uma fértil relação de parceria para levar adiante a missão contínua de trabalhar para alimentar 212 milhões de brasileiros, trazendo mais desenvolvimento socioeconômico, com geração de empregos, inclusão social e segurança alimentar ao país.

Agricultura abre consulta pública sobre destinação de animais mortos

FONTE: Dinheiro Rural
O Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, abriu consulta pública que visa estabelecer regras sobre recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária.
De acordo com a Portaria 140, de 25/7/2019 e publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU), a consulta pública ficará aberta por 30 dias para debater o projeto de Instrução Normativa sobre o tema. A consulta pode ser acessada pelo site do Ministério da Agricultura (agricultura.gov.br), no link “legislação”, submenu “Portarias em Consultas Públicas”.
A portaria publicada hoje informa, ainda, que as sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária.