DIA DA ÁRVORE: quem cuida de uma árvore, preserva a floresta inteira

da Redação

É da soma dos cuidados de cada um que vamos proteger o símbolo da vida na terra. Todos os dias acabamos destruindo muitas árvores com nossas ações civilizatórias. Um exemplo: uma família que consome 400 watts de energia elétrica por mês, locomove-se de carro diariamente por 20 km e produz 800 g de lixo por dia, precisa plantar anualmente 12 árvores para equilibrar estas ações poluidoras. Quem de nós está fazendo a sua parte? Governos, organizações civis e os cidadãos, todos precisam fazer sua parte. Em tempos de não ao marco temporal, de recordes de queimadas e das exportações ilegais de árvores, esta necessidade de cuidar é ainda mais dramática. A cada dia, menos árvores existem para sequestrar o carbono e devolver o oxigênio para a natureza. E só existe um jeito de mudar isso: integrando-se com o meio ambiente, respeitando os ecossistemas e preservando nossas florestas. Exatamente como fazem nossos povos indígenas há milhares de anos

O poeta Haroldo de Campos escreveu um dia: “A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol”. A inteligência de uma árvore vai muito mais do que imaginamos. Quando suas folhas estão secas, é porque a árvore fez migrar a água para o seu caule lenhoso e suas raízes. Assim ela não morre, e quando chover novamente, poderá ter suas folhas irrigadas e verdejantes. É assim que elas sobrevivem em pleno cerrado, ou na caatinga.  

Em média, uma árvore gera 117 kg de oxigênio anualmente. Duas árvores maduras geram oxigênio para uma família de 4 membros por 1 ano. Assim, o carbono estocado por árvore resulta em aproximadamente 130 kg CO2-eq para as árvores na Mata Atlântica e 222 kg CO2-eq para as árvores da Floresta Amazônica. O CO2 equivalente (CO2-eq), ou dióxido de carbono equivalente, é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas de gases de efeito estufa pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do gás carbônico (CO2).

A cada 7 árvores, é possível sequestrar 1 tonelada de carbono nos seus primeiros 20 anos de idade. Com base nesta média é determinada a quantidade de árvores que serão necessárias para neutralizar as emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). A produção de oxigênio por meio do processo de fotossíntese faz aumentar a umidade do ar graças à transpiração das folhas. As árvores evitam erosões, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo, contribuindo para a biodiversidade e para a redução da poluição do ar. As suas flores e frutos servem para alimentação humana e produção de remédios. E suas estruturas de caules, galhos e folhas são as casas de milhares de espécies de animais.

Não ao desmatamento e não às queimadas!

A expansão urbana e a falta de proteção em áreas rurais, faz com que as árvores sejam constantemente exterminadas, o que resulta em grandes áreas desmatadas, seja por meio do corte ou das queimadas. O desmatamento e as queimadas afetam diretamente a vida de toda a população, que passa a enfrentar erosões, assoreamento de rios, redução do regime de chuvas e da umidade relativa do ar, desertificação e perda de biodiversidade.

Esse dia é muito mais do que o ato simbólico de plantar uma árvore, portanto deve ser encarado como um momento de mudança de atitude e conscientização de que nossos atos afetam as gerações futuras. É importante também haver conscientização a respeito da importância política de se colocar o meio ambiente como prioridade, e assim desenvolver ações de Estado para combater a exploração ilegal e proteger nossas matas, florestas e bosques urbanos.

As árvores-símbolo de cada região do país

Castanheira, a árvore-símbolo da região Norte.

A castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanheira-do-Pará, é uma árvore alta e bela, nativa da Amazônia. Ela pode ser encontrada em florestas às margens de grandes rios, como o Amazonas, o Negro, o Orinoco e o Araguaia, mas está ameaçada de extinção. Apesar de estar presente em todos os nove países amazônicos (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa), atualmente só é abundante na Bolívia e no Suriname.

A castanheira é considerada vulnerável pela União Mundial para a Natureza (IUCN) e, no Brasil, aparece na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente. A principal causa para o risco de extinção é o desmatamento. No Brasil, castanhais são derrubados para a construção de estradas e barragens, para assentamentos de reforma agrária e para a criação de gado.

Normalmente atingem entre 30m e 50m de altura e de 1m a 2m de diâmetro, seu tronco é reto e os galhos se concentram na parte mais alta da árvore. A casca é acinzentada, e as folhas, que ficam acima da copa das outras árvores, têm de 20cm a 35cm de comprimento. O fruto da castanha leva mais de um ano para amadurecer, é mais ou menos do tamanho de um coco e pode pesar 2kg. A casca é muito dura e abriga entre 8 e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas.

Carnaúba, a árvore símbolo da região Nordeste.

A carnaúba (nome científico Copernicia prunifera) é a palmeira sertaneja do Nordeste. Seu nome é derivado do tupi e significa árvore que arranha, por conta da camada de espinhos que cobre a parte inferior do caule. A planta nasce em solos arenosos, alagadiços, várzeas ou margens dos rios. O tom das folhas é verde, levemente azulado, em virtude da cobertura de cera. Estudos indicam que a cera natural é uma proteção da carnaúba para evitar a perda de água e, assim, adaptar-se bem as regiões secas, como a Caatinga.

A carnaúba chega a alcançar até 15 metros de altura. Seu caule reto e cilíndrico tem um diâmetro que varia de 10 a 20 centímetros. A árvore dá frutos no período que vai de novembro a março. São esverdeados quando jovens e ficam roxos quando amadurecem. Seus frutos são bem aproveitados para alimentar animais de criação. Já a polpa serve para a produção de farinha e extração de um líquido leitoso. A sua amêndoa também é usada em substituição ao pó de café. Para isso, basta ser torrada e moída. As folhas servem para fazer telhados de casas e as fibras viram sacos, cestos, redes.

Ipê-amarelo, a árvore símbolo da região Centro-Oeste.

O ipê-amarelo é encontrado em todas as regiões do Brasil e sempre chamou a atenção de naturalistas, poetas, escritores e até de políticos. Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o ipê-amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, como a Flor Nacional. Desde então o ipê-amarelo é a flor símbolo de nosso país.

As árvores denominadas ipê, são na verdade, várias espécies com características mais ou menos semelhantes, com flores brancas, amarelas ou roxas. Não há região do país onde não exista pelo menos uma espécie dele. As variedades de pequeno e médio porte são ideais para o paisagismo e a arborização urbana. A coloração das flores produz um belíssimo efeito tanto na copa da árvore como no chão das ruas, formando um tapete de flores contrastantes com o cinza das cidades.

Conhecidos pela sua resistência e durabilidade de sua madeira, os ipês foram muito usados na construção de telhados de igrejas dos séculos XVII e XVIII, que, se não fosse pelos ipês, muitas dessas construções teriam se perdido com o tempo. Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.

Pau-brasil, a árvore símbolo da região Sudeste.

A árvore Pau-Brasil cujo nome científico é Caesalpinia echinata, é uma espécie nativa das florestas tropicais brasileiras, presente no bioma da Mata Atlântica, se estendendo desde o litoral do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. Também é conhecido por outros nomes populares como: ibirapitanga, paubrasilia, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco.

A espécie foi a primeira madeira a ser considerada de lei no Brasil como uma tentativa de impedir que ela fosse contrabandeada por navios espanhóis, franceses e ingleses que aportavam na costa do país durante o período de colonização. Era muito utilizado na fabricação de móveis, violinos, construção civil e naval, pelo seu aspecto ser bem duro e resistente, e de possuir uma coloração avermelhada, que chamava muito a atenção dos europeus fazendo com que possuísse alto valor de mercado. 

O corante avermelhado era extraído no interior do tronco da árvore para o uso de tintura de roupas e acessórios da nobreza da época da exploração. Essa tintura era semelhante a um produto encontrado apenas na Ásia Oriental na época das navegações. Com isso, a exploração foi muito intensa, gerando muita riqueza ao reino, o que caracterizou um período econômico da história do país, influenciando a adoção do nome “Brasil” e a nomeação de “árvore símbolo” dos brasileiros.

No passado, algumas espécies alcançaram até 30 metros de altura, mas atualmente, as árvores remanescentes podem ser encontradas com 8 até 12 metros de altura, com tronco de 40 a 70 centímetros de diâmetro que possui uma casca escamosa e por baixo uma cor alaranjada, suas flores são amarelas, mas essa não é sua principal característica. Sua madeira é muito pesada, dura, compacta e muito resistente ao ataque de fungos e insetos. Em 2004 essa espécie entrou oficialmente na lista de árvores ameaçadas de extinção. Hoje, o pau-brasil encontra-se protegido por lei e não pode ser cortado para fins de florestas comerciais.

Araucária, a árvore símbolo da região Sul.

A araucária (Araucaria angustifolia) é uma espécie arbórea de gimnosperma pertencente à família Araucariaceae que é encontrada na região Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) do Brasil. Apresenta outros nomes populares, sendo conhecida também como pinheiro-do-paraná, curi, pinheiro-brasileiro e pinho-do-paraná.

A Araucária pode atingir uma altura de até 50 metros e, quando adulta, apresenta uma copa que possui formato semelhante a uma taça. Seu tronco é reto e com ramificações apenas na região do topo. As folhas do tipo agulha (acículas) apresentam coloração verde-escura e não caem durante o inverno. Além disso, essa espécie detém cones, que são espécies de flores dessas plantas. O cone feminino recebe o nome de pinha, que é onde se desenvolvem as sementes.

Essa espécie vive cerca de 200 anos, sendo que a produção de sementes inicia-se após o vigésimo ano em habitat natural. Essa árvore nativa do Brasil foi, por muitos anos, alvo da exploração indiscriminada e, por isso, hoje é considerada uma espécie ameaçada de extinção. A planta pode ser usada para variados fins, incluindo-se o artesanato e o uso medicinal. A semente, também conhecida por pinhão, é uma rica reserva energética, constituída principalmente por amido, proteínas e lipídios. Ela é muito usada na alimentação, tanto de homens quanto de alguns animais silvestres e domésticos, como porcos. Além disso, ela é usada tradicionalmente no combate à azia e anemia. As folhas e a casca também são utilizadas na medicina popular.

Em todo o mundo, assim como no Brasil, a chegada da primavera nos traz esperança. É nesse período em que a natureza troca suas cores, quando passa a predominar o verde vivo das folhas e os variados coloridos das flores. Com entidade defensora da sustentabilidade, a CONAFER reforça a importância da conscientização para proteger cada árvore em toda a sua biodiversidade, o que é decisivo para que as próximas gerações possam herdar um planeta preservado e em equilíbrio.

Ajude a proteger a inocência do mundo

04 DE JUNHO. DIA MUNDIAL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA.

O mundo inteiro precisa dar um basta nas agressões físicas e psicológicas que matam, sufocam e traumatizam nossas crianças, e que envergonham países, cidades, comunidades, famílias; em 2020, com 260 denúncias a cada dia, batemos mais um triste recorde de quase 96 mil pelo Disque 100, programa do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Infelizmente, este não é um dia de comemoração. O Dia Mundial das Crianças Vítimas Inocentes da Violência e Agressão foi criado pela ONU em 1982. Também não é uma data apenas de reflexão, mas de ação das autoridades, da justiça e das pessoas capazes de se indignar com crimes dessa natureza.

As crianças ainda no início da civilização moderna, e mesmo depois em sua contemporaneidade, são desrespeitadas em seus direitos fundamentais, na condição de submissão, sofrendo com atitudes que violentam sua vida para sempre. É preciso denunciar e ajudar de alguma forma a penalizar quem comete atos de crueldade, e de qualquer natureza contra as crianças, principalmente os que ocorrem dentro de casa, cenário principal de 67% dos casos denunciados no ano passado.

A criança é a parte mais criativa e inocente da sociedade. Submetê-la a abusos sexuais, trabalhos forçados e agressões invalida qualquer tipo de evolução em grau civilizatório. Apenas no século XIX as crianças passaram a ser percebidas como seres humanos autônomos, o que permitiu o desenvolvimento da psicologia, pedagogia, pediatria e psicanálise com o objetivo de atuar na qualidade de vida dos menores.

Cuidar das crianças é um dever dos pais, dos parentes, da comunidade, dos profissionais de saúde, dos educadores, e principalmente, do Estado e órgãos de segurança, que têm a missão constitucional de proteger as pessoas mais vulneráveis e inocentes da sociedade.

A Declaração Universal dos Direitos da Criança

Adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil.

Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços, esta Declaração visa que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:

Princípio 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

Princípio 2º
A criança gozará de proteção social, oportunidades e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade, sempre obedecendo os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.

Princípio 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.

Princípio 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

Princípio 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

Princípio 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário. Seá propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

Princípio 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

Princípio 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

Princípio 10°
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

Disque 100 para denunciar agressão à criança

Este é um canal de comunicação da sociedade com o poder público, o Disque Denúncia Nacional, que tem como objetivo receber denúncias sobre violações de direitos humanos e contra as populações mais vulneráveis, como é o caso de violências contra crianças e adolescentes.

Somos todos homens e mulheres do campo

25 DE MAIO. DIA DO TRABALHADOR RURAL.

Somos todos homens e mulheres do campo, trabalhadores rurais deste imenso país, desde o tempo do arado, das enxadas, das foices e das mãos calejadas. Somos extrativistas e somos pescadores artesanais. Somos da lavoura e do gado. Somos produtores de frutas e colhemos o feijão. Somos semeadores de florestas e cortadores de cana no sol a pino. Somos trabalhadores da terra e dela retiramos nosso sustento.

Em nosso país, milhões de trabalhadores rurais conquistaram sua própria terra, evoluíram nas áreas de plantio, desenvolveram a produção, ampliaram as culturas, melhoraram a condição da família, preparando as novas gerações para se fixar na propriedade.

Outros trabalhadores rurais ainda estão em busca do seu lugar, do crédito fundiário para compra do imóvel rural, assentados em terras do União, muitos vivendo em condição de subsistência em busca dos seus direitos, trabalhando como temporários e muitas vezes como escravos no campo.

O dia de hoje é dedicado ao trabalhador e trabalhadora rural, comemoração instituída pelo decreto de lei 4.338, de 1º de maio de 1964. De cada 5 brasileiros, 1 é trabalhador rural. Ou 21% da população brasileira, um imenso contingente de 40 milhões de trabalhadores rurais.

Data é homenagem ao deputado federal Fernando Ferrari, morto em acidente de avião

A data é uma homenagem para pessoas que trabalham no campo e têm como marco a morte do deputado federal Fernando Ferrari, que ocorreu no dia 25 de maio de 1963, um dos políticos mais engajados na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais e questões da terra.

Fernando Ferrari, em 1947, elegeu-se deputado estadual pelo PTB, no Rio Grande do Sul. Em 1950, elegeu-se deputado federal, reelegendo-se em 1954 como o candidato a deputado federal mais votado no Brasil. O maior destaque de sua atuação parlamentar foi seu envolvimento com a Reforma Agrária. Ferrari elaborou o Estatuto do Trabalhador Rural, aprovado em 1963.

Sabemos que o trabalho no campo é um trabalho extenuante e que exige vigor, resiliência e inteligência para tirar o melhor da terra. E também sabemos que é este trabalho rural que alimenta mais de 70% dos brasileiros, que garante a segurança alimentar da nação e a grande riqueza agrícola do país. Todos os dias, de sol a sol.

Parabéns aos trabalhadores rurais do Brasil!

Ela é a cidadã mais importante do planeta

20 DE MAIO É O DIA MUNDIAL DAS ABELHAS.

250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. 90% da produção de alimentos no mundo dependem da sua polinização. Einstein disse uma vez que a humanidade acabaria em poucos dias com o desaparecimento das abelhas. Não é por acaso que a Real Sociedade Geográfica, de Londres, declarou as abelhas seres vivos insubstituíveis. Por sua imensa importância para a nossa vida, o Dia Mundial das Abelhas foi estabelecido pela ONU durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2017.

A parceria entre as abelhas e os agricultores familiares

Os agricultores de hortifruti podem aumentar a produtividade e a qualidade da laranja, tomate, maçã, goiaba, maracujá e dos alimentos vegetais, direcionando melhor o manejo das suas culturas, desenvolvendo práticas para manter as abelhas protegidas e na proximidade das plantações. Com este procedimento, elas realizam a polinização, melhoram o rendimento e a qualidade dos frutos e sementes.

Recentemente, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O principal inimigo das abelhas são os agrotóxicos, pois elas estão viciadas neles. E morrendo aos milhões no mundo inteiro. É urgente salvar as abelhas, os seres vivos mais importantes da terra.

Quem nos trata como filhos, merece todo o amor e respeito

22 DE ABRIL. DIA DA MÃE TERRA.

da Redação

O Dia da Terra é para lembrar que a luta em defesa da natureza e a sua importância para o desenvolvimento da consciência ambiental são decisivos para a sobrevivência do planeta e dos seus 8 bilhões de habitantes

A mãe Terra com seus seis sextilhões de massa, abriga em toda a sua crosta, bilhões e bilhões de espécies e subspécies de animais e plantas, todos vivendo em perfeito equilíbrio desde a sua formação geológica há 4 bilhões de anos.

Mas apesar de ser o único lugar do nosso sistema solar capaz de nos acolher e nos proteger, o lar onde vivemos, a Terra segue sendo agredida e degradada diariamente em todos os seus ecossistemas, acelerando a chegada do problemas criados a partir do aumento do efeito estufa e as mudanças climáticas decorrentes deste fenômeno causado, em grande parte, pela civilização moderna.

Por isso, a agricultura familiar, como representante maior da produção alimentar agroecológica, tem o dever de dar o exemplo nos cuidados com a biosfera terrestre, protegendo a atmosfera e outros fatores abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, bem como a formação de uma camada de ozônio, a qual, em conjunto com o campo magnético terrestre, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo a vida no planeta.

As propriedades físicas do planeta, bem como sua história geológica e órbita, permitiram que a vida persistisse durante este período. Acredita-se que a Terra ainda viverá 1 bilhão de anos até ser pulverizada pela ação do Sol que vai morrer neste tempo, engolindo os planetas rochosos durante sua expansão (o que inclui a Terra, que será devastada no processo).

Enquanto este tempo quase infinito não chega, as próximas gerações precisam ser protegidas e educadas nos cuidados ambientais.

São muitas medidas e ações que precisam ser tomadas diariamente, como:

Economizar água, evitando o seu desperdício.

Substituir as lâmpadas comuns pelas fluorescentes.

Usar a energia com economia.

Deixar o carro de lado e caminhar mais.

Plantar árvores e cultivar plantas.

Separar o lixo orgânico do lixo reciclável.

Diminuir o uso de combustíveis fósseis.

Promover hortas coletivas nas áreas urbanas.

Cuidar dos animais de rua e da fauna silvestre.

Encontrar-se com a natureza.

A agroecologia e sua importância na preservação da Terra

Veja os principais benefícios que o sistema agroecológico pode oferecer buscando a sustentabilidade do planeta

  1. Produção Sustentável
    Nos sistemas agroecológicos o objetivo é trabalhar a terra de modo que ela permaneça sempre produtiva e não que seja usada ao máximo até seu esgotamento. Dessa forma, são considerados todos os recursos envolvidos no ciclo da agricultura: plantas, animais, minerais e microrganismos. A integração desses elementos naturais reduz a dependência de insumos externos, o que reduz os custos econômicos dos produtores. A produção sustentável, portanto, traz resultados permanentes, estáveis e a longo prazo.
  2. Trabalho Justo
    O método de produção agroecológico tem como consequência a promoção de boas condições de trabalho para o trabalhador rural, isso porque não há o manuseio de substâncias químicas perigosas, além de que o conhecimento dessas pessoas em práticas de cultivos tradicionais é um bom aliado nesse sistema, portanto, é valorizado. O fortalecimento da agricultura familiar é um outro aspecto promovido pela agroecologia, que se baseia na mão de obra familiar e em sistemas produtivos complexos, adaptados às condições locais, o que promove a fixação do homem à terra.
  3. Preservação do meio ambiente
    A prática agroecológica promove a manutenção da biodiversidade e a estabilidade natural dos ecossistemas. Também, favorece a reciclagem de nutrientes importantes para a formação dos solos, ou seja, tem a capacidade de recuperar e manter a fertilidade dos solos. Ainda, preserva os recursos naturais através da utilização racional.
  4. Evita o uso de agroquímicos
    Na agroecologia ocorre a substituição de fertilizantes artificiais por adubos naturais, de modo a reduzir a contaminação de solos e águas superficiais e subterrâneas. Também não se utilizam os pesticidas que também podem eliminar organismos vivos do solo e afetar o equilíbrio dos ecossistemas. Ao contrário, no sistema agroecológico tenta-se entender os sistemas complexos e diversos da natureza e aprender com eles para que se obtenha maior produtividade com o mínimo de insumos externos.
  5. Não utiliza transgênicos
    A utilização de sementes transgênicas é insustentável, pois incentiva o uso de insumos externos por serem mais resistentes às substâncias. Os transgênicos também podem provocar a perda de biodiversidade quando da contaminação de sementes transgênicas com as não transgênicas. Também não se sabe ao certo se o uso prolongado de alimentos transgênicos pode causar alterações na saúde humana.

*Fonte: Instituto Jurumi
http://www.institutojurumi.org.br/p/doe.html

Produção cafeeira dos pequenos produtores emprega mais de 1,8 milhão de brasileiros

da Redação

O café é um grande estímulo para o desenvolvimento da agricultura familiar em todo o país. Pequenas propriedades de agricultores são responsáveis por 38% do cultivo de café do maior produtor mundial.

Nas pequenas produções de café, há o predomínio da agricultura de base familiar incluindo a força de trabalho, com produção em baixa escala e a contratação de trabalhadores assalariados no período da safra. Em regiões de elevada concentração de agricultores familiares, ocorre também a organização de mutirões para a colheita.

A segunda bebida mais consumida no mundo

De acordo com dados da Organização Internacional do Café, a OIC, o consumo mundial de café em 2019 foi de 165 milhões de sacas de 60kg, e a tendência é que este número aumente ainda mais com a demanda crescente pelo produto com alto valor agregado e 100% orgânico.

Em relação às regiões que mais produzem café no mundo, a América do Sul, maior região produtora de café no mundo, foram 70 milhões de sacas. A Ásia tem no Vietnã um grande produtor com 20 milhões de sacas. Na América Central e México, o registro foi de 15 milhões de sacas. Na África, atingiu 12 milhões de sacas de 60kg, volume que aponta um aumento percentual até expressivo de 30% no período 2018-2019, objeto desta análise.

Por causa da diversidade de regiões ocupadas pela cultura do café no Brasil, com variedade de climas, relevos, altitudes e latitudes, produzimos tipos variados de grãos. O que possibilita atender às diferentes demandas de paladar e preços dos consumidores brasileiros e estrangeiros.

Essa diversidade aumenta os lucros dos produtores, pois permite o desenvolvimento de vários blends (misturas de tipos), além de cafés aromáticos e especiais. As duas principais espécies plantadas são o arábica (ocupa 80% da área de plantio) e o conilon.
O grão arábica é o mais apreciado. A bebida produzida a partir do grão arábica apresenta complexidade de aroma e sabor (doçura e acidez). Além de ser delicioso, o café consumido em moderação faz muito bem para a saúde e pode ser um importante aliado na prevenção a algumas doenças.

Confira 11 benefícios do café comprovados cientificamente

  1. Melhora o funcionamento do fígado
    Pesquisas mostram que pessoas que bebem quatro xícaras de café por dia têm menos chance de contrair doenças do fígado.
  2. O café faz muito bem para a cognição
    Uma das principais substâncias contidas nos café, a cafeína, é um potente estimulante psicoativo. Ele age sobre o cérebro, gerando uma série de reações químicas que o fazem trabalhar mais rapidamente, melhorando o humor, a memória e o funcionamento cognitivo geral, isto é, o café melhora a inteligência.
  3. Estimula o metabolismo
    Uma das substâncias associada à queima de gordura, a cafeína, é encontrada em quase todos os suplementos para perda de peso. Estima-se que beber café estimule o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%.
  4. Possui nutrientes importantes
    O café é uma importante fonte de antioxidantes. Ele também contém uma série de nutrientes, como vitaminas B2, B3, B5 e manganês, magnésio e potássio.
  5. Café reduz o risco de diabetes tipo 2
    Algumas pesquisas mostram que o consumo diário de café reduz o risco de diabetes.
  6. Reduz o risco de Parkinson
    O Mal de Parkinson está associado à queda dos níveis de dopamina no organismo. A cafeína tem o efeito de aumentar a dopamina no cérebro, diminuindo a possibilidade de desenvolver a doença.
  7. Beber café combate a depressão
    A dopamina não previne só o Mal de Parkinson. Ela também é muito conhecida como a “substância do prazer” e é capaz de diminuir a ocorrência de depressão.
  8. Reduz o risco de câncer
    O café reduz ainda a ocorrência de câncer de intestino, além de prevenir o risco de câncer de pele – particularmente em mulheres.
  9. Previne derrame e doenças cardíacas
    Quem bebe café regularmente tem menos risco de derrame e apresenta taxas mais baixas de doenças cardíacas.
  10. Café ajuda na limpeza do organismo
    O café é um ótimo diurético. O corpo humano elimina bactérias e vírus prejudiciais por meio da urina, e beber café aumenta este processo natural.
  11. Reduz demência e Mal de Alzheimer
    Café geralmente melhora a memória, graças aos efeitos da cafeína sobre neurotransmissores no cérebro. Pessoas que bebem café regularmente têm mostrado menos risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

A CONAFER lembra que cuidar da água é cuidar da vida

22 de Março. Dia Mundial da Água

Instituído em 1992 pela ONU, o Dia Mundial da Água é lembrado sempre para uma reflexão e conscientização sobre o valor do elemento mais rico da natureza, e de vital importância para a sobrevivência de todos os ecossistemas da Terra

Somos 67% água. O planeta é 67% água. Há uma incrível coincidência? Não, este arranjo da natureza é uma condição para a existência da vida humana e de todo o planeta. A água é o recurso biológico que dá vida a tudo que respira, voa, anda, nasce, cresce e se desenvolve em nosso mundo. O mundo vegetal e o mundo animal dependem desta riqueza insubstituível. Por isso, esta data não pode passar em branco. Mas, principalmente, precisa ser lembrada todos os dias.
Hoje, infelizmente de cada 100 pessoas do planeta, 26 não têm acesso à água potável de forma regular. Se nada for feito agora, até 2050 serão 5 bilhões de pessoas sem acesso à água de qualidade para uma população global de 10 bilhões. Estes dados fazem parte do relatório da Organização das Nações Unidas de 2018.

A cidade de Pirapora do Bom Jesus, no interior de SP, sofre com a espuma produzida pelos poluentes que se acumulam no rio | Foto: Rafael Pacheco/Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus

Esta escassez vem se agravando desde os anos 80, principalmente com as grandes irrigações das imensas lavouras, a velocidade da industrialização e as perdas dos sistemas de abastecimento das grandes cidades, ou por falta de sistemas de esgotos nas periferias, ou por ausência de uma consciência coletiva sobre o uso da água.

Rio Tietê visto da Ponte das Bandeiras | Foto: William Lucas/SOS Mata Atlântica


Neste mesmo dia, há quase 3 décadas, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que destacam entre as principais normas:

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.

Art. 8º – A utilização da água implica respeito à lei.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Da água que ocupa aproximadamente 70% da superfície do planeta, estima-se que 97,5% seja salgada e não adequada para consumo, nem mesmo para a irrigação de plantações. Dos 2,5% de água doce, a maior parte, 69%, estão nas geleiras, 30% são águas subterrâneas e 1% encontra-se nos rios.

Além disso, a água doce disponível é distribuída de forma desigual pelo mundo e 60% está disponível em apenas 10 países: Brasil, Canadá, China, Colômbia, Congo, EUA, Índia, Indonésia, Peru e Rússia. O Brasil, por exemplo, é um país privilegiado por dispor de mais água doce do que qualquer outro país no mundo, abrigando a maior bacia hidrográfica do planeta, a Bacia do Rio Amazonas. Por isso, devemos ter um compromisso ainda maior com esse bem tão precioso, evitar desperdícios e trabalhar para que todas as pessoas tenham acesso.

A CONAFER destaca o papel fundamental da agricultura familiar no uso sustentável da água para a produção de alimentos, garantindo a segurança alimentar do país e, sobretudo, o uso responsável do recurso. Agindo assim, colabora para a preservação do ambiente natural.

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

Foto: Bernardo Dantas

Artigo 4 da “Declaração Universal dos Direitos da Água”

ESTE É O NOSSO ÚNICO LAR. AJUDE A PRESERVAR

16 de Março. Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas

Hoje é o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas, criado pela Lei federal 12.533, de dezembro de 2011, para alertar sobre a importância da defesa do meio ambiente na preservação da vida.

A mudança climática é um dos maiores desafios da atualidade. Seus impactos afetam desde a produção de alimentos até o aumento do nível do mar – aumentando o risco de inundações e catástrofes, por exemplo –, o que desestabiliza países e o meio ambiente no mundo todo.

Em 2018, a concentração de CO2 na atmosfera atingiu 411,25 ppm (partes por milhão), um dos maiores valores dos últimos 5 milhões de anos, segundo dados da National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA). O nível mínimo seguro para evitar um colapso climático de grandes proporções é de 350 ppm.

Esse dado fornece uma ideia de como o tema é fundamental para a vida no planeta, despertando a necessidade de uma reflexão a respeito das responsabilidades a serem assumidas por governos, grandes empresas, sociedade como um todo e cada um de nós, individualmente.

Nós, agricultores familiares e indivíduos, podemos colaborar para a adoção de algumas medidas de enfrentamento a esse desafio, entre as quais: diminuir o desmatamento, investir na conservação e no reflorestamento de áreas naturais, incentivar o uso de energias renováveis não convencionais (solar, eólica, biomassa, por exemplo), reaproveitar e reciclar materiais, além de consumir alimentos oriundos de pequenas propriedades e da agricultura familiar.

É imprescindível a preservação das florestas, pois elas são grandes depósitos de carbono. Por isso, manter as florestas protegidas e restaurar áreas desmatadas é um mecanismo essencial para a diminuir os efeitos do aquecimento global. Além disso, elas contribuem para a preservação dos serviços ecossistêmicos, como é o caso da própria agricultura.

A CONAFER está alinhada com a Agenda 30 da Organizações das Nações Unidas (ONU), na luta por enfrentar os desafios ambientais e evitar as mudanças climáticas, tendo como foco a erradicação da pobreza, o fomento à agricultura sustentável e a preservação da vida existente no planeta.

Afinal, o planeta é responsabilidade de todos nós.

Hoje é dia dos agricultores guardiões das florestas

3 de Março. Dia do Seringueiro

da Redação

Os seringueiros são agricultores extrativistas especialistas em explorar as florestas sem degradá-las; atividade emprega quase 100 mil brasileiros em todo o país

A CONAFER saúda todos os seringueiros e seringueiras, que iniciam o dia bem cedo para aumentar ainda mais a produtividade na extração do látex de milhares de seringais. Este trabalho de produção com sustentabilidade, em que o ser humano se integra à floresta na sua exploração, colabora para a preservação de todo o ecossistema, inclusive ajudando no reflorestamento, por meio da heveicultura, p cultivo da árvore seringueira.

A vida dos seringueiros depende de sua técnico para obter o látex, um líquido grosso da árvore seringueira, a Hevea Brasiliensis. Ele é a matéria-prima da borracha natural. Para a extração do látex, ou sangra, faz-se talhos e coloca-se uma bacia ou cuia para aparar o líquido, que depois é processado por artesãos para obtenção das mantas de borracha.

Os seringueiros iniciam a extração cedo porque, em temperaturas mais frias, o látex está menos líquido, o que ajuda a evitar desperdícios. O seu estilo de vida é um aliado importante da natureza. Ele valoriza e respeita as matas, auxiliando na sua proteção e integrando-se a ela em equilíbrio. Por isso, são considerados guardiões das florestas.

Nos anos 90, uma mulher seringueira relata no artigo científico, SERINGUEIROS NA AMAZÔNIA, de Antônio Carlos Galvão Silva e Josué da Costa Silva, um pouco desta atividade tão enraizada na agricultura e cultura amazônicas:

“A minha história é semelhante a de milhares de crianças e de jovens que viveram nos seringais da Amazônia (…) Eu comecei a trabalhar com meu pai desde muito criança. Mas, na atividade da extração da borracha da seringa, eu comecei a partir dos 11 anos. Era natural, pois eu não conhecia outro tipo de trabalho (…) e isso chega a fazer parte da cultura das pessoas que trabalham na roça, em que toda família desde cedo começa a ajudar.”

Os seringueiros mantêm esta relação com a floresta diariamente. Ainda na madrugada se deslocam para a mata, onde cada um deles cuida de umas 300 árvores para extrair o látex. O processo é lento e ocupa um grande pedaço da floresta, o que impede de ser derrubada para virar pasto ou perder suas árvores para os madeireiros, permanecendo cuidada pelos nossos agricultores agrofamiliares.

A CONAFER parabeniza os seringueiros e as suas famílias pelo trabalho que executam, por manterem-se resilientes às dificuldades inerentes à profissão, e principalmente, pelo respeito e cuidado com meio ambiente.

Não aos agrotóxicos, sim à sustentabilidade do planeta

da Redação

De acordo com dados da Fiocruz, o Brasil ocupa o posto de campeão mundial no uso de pesticidas. Cada brasileiro consome, em média, 5 litros de agrotóxicos por ano. As consequências ao meio ambiente e à nossa saúde são preocupantes

O Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos foi criado para conscientização da população quanto aos riscos causados pelo uso indiscriminado destas substâncias e os problemas causados ao meio ambiente e à saúde humana.

A criação ocorreu por meio do Decreto Federal de 11 de janeiro de 1990, a primeira regulamentação da Lei dos Agrotóxicos – atualmente regulamentada pelo Decreto 4074/2002.

Agrotóxicos são produtos agressivos que alteram a composição e a formação da flora e da fauna. Estas substâncias evitam que doenças, insetos ou plantas daninhas prejudiquem as plantações e a respectiva produção. Porém, essas substâncias não se mantêm apenas nos alimentos. Também contaminam solos, lençóis freáticos e as águas.

Foto: O Globo

Entre os vários efeitos comprovadamente maléficos dos pesticidas, estão:

⚠️Contaminação do solo, de lençóis freáticos, de rios e lagos. Quando o agrotóxico é utilizado na terra, a chuva ou o próprio sistema de irrigação da plantação facilita a chegada dos pesticidas aos corpos de água, poluindo-os e intoxicando toda vida lá presente.

⚠️Diminuição do número de abelhas polinizadoras e a destruição do habitat de pássaros em ambientes onde pesticidas são utilizados.

⚠️Os riscos à saúde humana são grandes e podem ocasionar problemas em curto, médio e longo prazo, dependendo do princípio ativo da substância utilizada no pesticida. Os sintomas podem variar, desde irritação da pele e problemas hormonais a doenças neurológicas, reprodutivas e o desenvolvimento de câncer.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que várias doenças, como câncer, doenças respiratórias, neurológicas e más formações congênitas, que eram tidas antes como doenças de “causas desconhecidas”, podem ter o agrotóxico como fator desencadeante.

Em 2019, o Brasil bateu o recorde no número de agrotóxicos liberados para o uso em lavouras. Foram 439 novos agrotóxicos. Desta lista, 34% está proibida na União Europeia.

Foto: VEJA

Uma pesquisa do Instituto Butantan, realizada em 2019 com dez agrotóxicos usados no Brasil, revelou que os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida, mesmo em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Anvisa. Ou seja, não existe quantidade segura.

Mesmo depois de 2015, quando a Agência Internacional para Pesquisas em Câncer, da ONU, classificou o glifosato como “provável carcinogênico para humanos”, o glifosato continuou sendo o agrotóxico mais utilizado no Brasil e no mundo.

Os agricultores familiares, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais das águas, campos e florestas, além dos moradores de comunidades rurais, são os principais impactados pela intoxicação. Contudo, o morador de grandes metrópoles também é afetado ao ingerir água, frutas, verduras e até mesmo produtos industrializados contaminados.

Dados do DataSUS, órgão do Ministério da Saúde, apontam que o contato direto com agrotóxicos foi a razão da morte de 700 pessoas por ano na última década. Sendo que, entre 2008 e 2017, a soma de óbitos por exposição a agrotóxicos chegou a 7.267 pessoas. Só no ano de 2017, cerca de 14 mil pessoas foram intoxicadas. Este número provavelmente é bem maior, pois existem muitas subnotificações.

Foto: DomTal

A CONAFER defende uma agricultura sustentável, agroecológica, isenta de adubos químicos e venenos para pragas. Produzir e consumir alimentos livres de agrotóxicos é uma forma de valorizar e respeitar a natureza.