CONAFER saúda as mãos que alimentam o mundo

da Redação

Hoje é o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Nesta data, o mundo reforça a luta das mulheres agricultoras. No Brasil, são aproximadamente 14 milhões de mulheres que buscam atenção especial para a segurança, saúde, água e terra, entre outras questões de extrema relevância

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, com intuito de elevar a consciência mundial sobre o importante papel da mulher do campo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres constituem 40% da mão de obra agrícola nos países em desenvolvimento. Segundo a FAO, as milhões de mulheres agricultoras, representa 10% do total de mulheres ocupadas na América Latina.

O último censo agropecuário apontou que há 1,7 milhão de mulheres no Brasil que se autodeclaram chefes de um empreendimento rural. A proporção das chefes de empreendimentos subiu de 12,6%, em 2006, para 18,6%, em 2017. Segundo o IBGE, elas são produtoras, gerentes e responsáveis diretas pelas principais atividades nas propriedades.

Agricultora Familiar segura um pé de milho Prudentopolis – Paraná. Foto: Portal ODS

Em 2020, ONU pede atenção para “sofrimento desproporcional” das mulheres rurais

Este ano, a ONU marca a data com o tema “Construindo a resiliência das mulheres rurais na sequência da Covid-19”, que pretende despertar a consciência das pessoas sobre os desafios, as necessidades e o papel social do grupo.

As mulheres rurais trabalham como agricultoras, assalariadas e empresárias em favor do desenvolvimento. Estatísticas da ONU realçam que elas são um quarto da população mundial. Porém, somente a quinta parte das mulheres do planeta é proprietária de terras. No campo, a outra desvantagem do grupo é a disparidade salarial entre os dois sexos, que chega a 40%.

Foto: Agraer

As contribuições das mulheres rurais se estendem para a produção agrícola, segurança alimentar, nutrição, gestão de terras, recursos naturais e construção de resiliência climática. Estão na linha de frente da resposta à pandemia, prestando também cuidados não remunerados e trabalho doméstico.

As trabalhadoras rurais desempenham um papel essencial para a agricultura familiar e às economias local e nacional, além de garantirem a preservação das identidades culturais, dos conhecimentos tradicionais, de práticas sustentáveis, da agroecologia e do bem viver.

Foto: Blog da Saúde

Neste Dia Internacional da Mulher Rural, a CONAFER reforça o papel e a contribuição fundamental das mulheres de áreas rurais, indígenas e quilombolas para o desenvolvimento agrícola, segurança alimentar e erradicação da pobreza rural. O objetivo é somar esforços para a melhoria da qualidade de vida das mulheres no campo, que sofrem com o preconceito e a desigualdade de oportunidades.

A melhor homenagem às crianças é defender e respeitar os seus direitos

da Redação


Conheça a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS da UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância


AS CRIANÇAS TÊM DIREITO À IGUALDADE, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, RELIGIÃO OU NACIONALIDADE

Foto: Medicina Intensiva

Princípio I – A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer exceção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição econômica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família. 

DIREITO À ESPECIAL PROTEÇÃO PARA O SEU DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL E SOCIAL 

Foto: Freepik

Princípio II – A criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança. 

DIREITO A UM NOME E A UMA NACIONALIDADE 

Foto: Veja

Princípio III – A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade. 

DIREITO À ALIMENTAÇÃO,MORADIA E ASSISTÊNCIA MÉDICA ADEQUADAS PARA A CRIANÇA E A MÃE 

Unicef e Save the Children estimam que mais 150 milhões de crianças passaram a viver na pobreza por causa da pandemia de Covid-19. Foto: Muhammad Wasel – 29.mar.2020/ Unicef

Princípio IV – A criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, quanto à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados. 

DIREITO À EDUCAÇÃO E A CUIDADOS ESPECIAIS PARA A CRIANÇA FÍSICA OU MENTALMENTE DEFICIENTE

Foto: Diário da Inclusão

Princípio V – A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre da algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular. 

DIREITO AO AMOR E À COMPREENSÃO POR PARTE DOS PAIS E DA SOCIEDADE

Foto: Observatório 3° Setor

Princípio VI – A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas. 

DIREITO À EDUCAÇÃO GRATUITA E AO LAZER INFANTIL 

Continuidade da educação é ponto importante na frequência pré-escolar. Foto: Agência de Notícias do Acre/Creative Commons

Princípio VII – A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidades – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais. A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito. 

DIREITO A SER SOCORRIDO EM PRIMEIRO LUGAR, EM CASO DE CATÁSTROFES

Foto: Medium

Princípio VIII – A criança deve – em todas as circunstâncias – figurar entre os primeiros a receber proteção e auxílio. 

DIREITO A SER PROTEGIDO CONTRA O ABANDONO E A EXPLORAÇÃO NO TRABALHO

Foto: Reconta Aí

Princípio IX – A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objeto de nenhum tipo de tráfico. Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança dedique-se, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral. 

DIREITO A CRESCER DENTRO DE UM ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE, COMPREENSÃO, AMIZADE E JUSTIÇA ENTRE OS POVOS 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está alertando para a situação precária de moradores da Faixa de Gaza, especialmente crianças. Segundo o órgão, um dos maiores desafios na área é a falta de água potável. Além disso, 70% da população precisam de ajuda para sobreviver e 42% estão desempregados. Entre os jovens, a falta de emprego é ainda maior: 60%. A informação é da ONU News. Foto: Icarabe

Princípio X – A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole . Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes .

Dia da Árvore: data para reflexão e mudança de atitudes

Em um ano em que as queimadas consomem nossos biomas e a vida, precisamos falar da importância da preservação do ambiente para que a humanidade de fato tenha um futuro

No dia 21 de setembro comemoramos no Brasil o Dia da Árvore. A data anuncia a chegada da primavera no hemisfério sul, que este ano se inicia em 22 de setembro, e tem como principal objetivo a conscientização a respeito da preservação de nossas florestas e matas, as quais constituem um bem precioso e fundamental para a existência humana.

Portanto, o dia 21 de setembro deve ser visto como uma oportunidade para a reflexão sobre nossas atitudes em relação ao meio ambiente e à preservação dos recursos naturais. Uma reflexão que possa gerar mudanças de postura e a ampliação de nossa consciência para o fato de que os atos praticados hoje afetam as gerações futuras.

As árvores possuem papel essencial na produção de oxigênio, por meio do processo de fotossíntese. Elas aumentam a umidade do ar graças à transpiração das folhas, evitam erosões, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para muitas espécies de animais, contribuindo para a biodiversidade e para a redução da poluição do ar. As suas flores e frutos servem para alimentação humana e produção de remédios, além de embelezarem nossas cidades.

Cada região do nosso país possui uma árvore símbolo diferente:

Região Norte – Castanheira;
Região Nordeste – Carnaúba;
Região Centro-Oeste – Ipê-amarelo;
Região Sudeste – Pau-brasil;
Região Sul – Araucária.

Um ano em que temos pouco a comemorar

Em 2020, temos pouco a comemorar no Dia da Árvore, pois as queimadas estão consumindo grande parte dos biomas brasileiros. O Brasil está em chamas e a imagem do país no exterior fica a cada dia pior, em decorrência da degradação ambiental, do desmatamento, das próprias queimadas e do desrespeito aos direitos dos povos originários, principalmente na Amazônia. Esse conjunto de fatores traz uma série de prejuízos não só ambientais, mas também econômicos – como, por exemplo, com o boicote de nações no comércio internacional.

Além de atingirem diretamente a biodiversidade, o desmatamento e as queimadas interferem no regime de chuvas. Isso pode ser sentido em vários estados que passam por períodos prolongados de secas ou que enfrentam volumes cada vez menores de chuvas. Córregos e rios que formam bacias estão morrendo, o que afeta todas as atividades humanas e acentua o desequilíbrio constatado nos biomas. Ou seja, as mudanças climáticas representam uma ameaça real à sobrevivência humana no planeta.

Em todo o mundo, assim como no Brasil, a chegada da primavera nos traz esperança. É nesse período em que a natureza troca suas cores, quando passa a predominar o verde vivo das folhas e os variados coloridos das flores.

Por isso, a CONAFER reforça a importância da conscientização a respeito da conservação do ambiente natural, bem como da necessidade de serem criadas políticas públicas que inibam a exploração ilegal da natureza e favoreçam o controle das queimadas e do desmatamento.

Proteger o meio ambiente é papel de toda a sociedade. É fundamental que cada um de nós faça sua parte para que as próximas gerações consigam sobreviver em um planeta preservado e em equilíbrio.

Um salve à luta das mulheres indígenas no mundo todo

5 de setembro. Dia Internacional da Mulher Indígena.

Em 1781, na região do Alto Peru, onde hoje é a Bolívia, a indígena aimará Bartolina Sisa, junto com seu marido, o indígena Túpac Katari, comandou uma revolta contra os colonizadores espanhóis.
Mas apenas em 1983, o Dia Internacional da Mulher Indígena foi criado. E é importante que seja lembrado sempre pelo seu significado de luta por liberdade e dignidade, sem violência física, sem violência sexual, sem violência psicológica, sem violência moral, sem violência contra os seus direitos ao patrimônio e suas tradições.
Existem milhões de indígenas espalhados pelo Ártico, as Américas e a Oceania. São milhares de culturas diferentes. Mas a luta de todas as mulheres indígenas de todos estes povos é a mesma contra o racismo, o machismo, as desvantagens econômicas e a proteção da família. Por isso, um salve a todas as guerreiras, sábias, anciãs, jovens, caciques, pajés, mulheres indígenas que resistem e defendem o bem-estar do seu povo.

Um abraço forte na maior floresta do mundo

5 DE SETEMBRO. DIA DA AMAZÔNIA.

Que os guardiões das matas vençam a batalha contra quem ameaça a riqueza da maior biodiversidade do mundo. Que todos os povos se unam aos organismos preocupados com o futuro da floresta. Que a força da natureza resista sempre à cobiça humana. Que para cada árvore que matam, milhares de outras nasçam. Que para cada rio que degradam, surjam milhares de guerreiros em sua defesa. Que toda a sua fauna e flora permaneçam exuberantes. E que cada um de nós saiba ensinar aos nossos filhos que a mãe terra faz morada na Amazônia.

Avicultura, a galinha dos ovos de ouro da agricultura familiar

da Redação

No Dia da Avicultura, lembramos desta cadeia produtora de alimentos que é uma das principais fontes econômicas das pequenas propriedades brasileiras

Todos os dias, pelo menos duas vezes pela manhã, milhões de agricultores familiares recolhem os ovos do seu plantel de galinhas depois de ouvir o som alto dos cacarejos. Uma rotina que se soma a diversos outros trabalhos na criação e produção de aves, desde a postura dos ovos até o corte da carne, para consumo próprio ou para comercializar. O resultado deste exército de agricultores é uma rica alimentação para milhões de famílias pelo Brasil e a posição do país entre os maiores produtores de ovos do mundo.

Sistemas agroecológicos de produção avícola, como a criação de frangos de maneira artesanal ou colonial (também conhecida como criação de frangos caipira), é caracterizada pela produção que não se enquadra na indústria de frangos de corte. Essa criação está diretamente relacionada a agricultura familiar e representa, em muitas experiências, uma das principais fontes econômicas de pequenas propriedades, assentamentos da reforma agrária e até mesmo de municípios.

A história da avicultura no país foi iniciada por produtores familiares, prática tradicional até hoje em milhares de quintais país adentro. A produção de leite, carnes bovina e suína, no início era voltada para subsistência, quando se realizava a comercialização apenas dos saldos excedentes em feiras livres e vizinhança.

De acordo com informativo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea, e da Universidade de São Paulo, USP, a avicultura tornou-se uma atividade comercial pouco antes de 1930. Nesse período, o setor já se fortalecia com iniciativas originadas principalmente da região Sudeste, com a aceleração do desenvolvimento da atividade em São Paulo, a partir da chegada de imigrantes japoneses.
O desenvolvimento da avicultura foi acelerado pela industrialização na década de 70, com a entrada de empresas processadoras no mercado e especialistas no processo de produção industrial de frangos. Transformações tecnológicas, técnicas de produção intensiva e o desenvolvimento de genética adaptada contribuíram para a mecanização da atividade.

A avicultura no país atualmente é percebida como uma atividade econômica dinâmica. O crescimento per capita do consumo da carne de frango, principalmente por causa da qualidade do produto e de preços acessíveis, justifica transformação de hábitos alimentares, porque antes a carne bovina era a mais consumida.


A carne de frango teve aumento no consumo per capita/ano no ano de 2000 de 29 kg para 43,6 kg em 2017 de acordo com o Cepea/USP. Observa-se nesse mercado o predomínio de pequenas e médias empresas, cuja produção já colocou o país na oitava posição entre os maiores produtores mundiais de ovos em 2011.

Foto: Qualidade Online

Uma prática agroecológica importante na segurança alimentar

A avicultura familiar produz alimentos de alto valor nutritivo a baixo custo, aproveitando resíduos orgânicos de alimentos existentes na propriedade. Os gastos das instalações é bem menor do que os aviários industriais. Além disso, diminui-se despesas com antibióticos utilizados na ração para aves confinadas. As penas, após lavadas e secas, tem grande aproveitamento ao serem transformadas em excelente material para enchimento de travesseiros, almofadas e cobertores.

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No dia a dia do seu trabalho, o pequeno produtor tem uma grande preocupação com o bem-estar dos animais, e o trajeto até o consumidor tem um custo menor, o que ajuda a vender um produto por um valor mais atrativo. Em todo o mundo, a opção pelo consumo dos produtos das propriedades de avilcutores familiares contribui para uma melhor saúde de todas as populações, ajudando na segurança alimentar do planeta.


Desafios da criação e consumo

No processo de produção na área avícola, um dos grandes desafios para criadoras e criadores é a adoção de práticas de manejo que contemplem com excelência as medidas de cuidado na produção familiar. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA, estes problemas se caracterizam pela inexistência de instalações e a ausência de práticas de manejo que contemplem as questões reprodutivas, nutricionais e sanitárias.

Oferecer proteína de origem animal com responsabilidade produtiva e ambiental tem sido um dos grandes êxitos de diversas experiências da avicultura familiar por todo o país. Diversas comunidades rurais têm obtido excelentes resultados de produção, sem problemas sanitários, sempre seguindo as normas legais e de exigências do mercado. Por isso, existem motivos de sobra para a celebração do Dia da Avicultura, principalmente para as iniciativas que possuem base agroecológica e familiar.

Capa: Canamix

Quem cuida do planeta merece todas as homenagens

9 de Agosto. Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Eles são os guardiões das matas e das florestas, dos rios e do mar, do cerrado e do pantanal, dos pampas e do deserto, das montanhas e das planícies.
A importância dos povos originários é tão grande para o planeta, que a ONU criou o Dia Internacional dos Povos Indígenas para lembrar do compromisso das nações pela garantia da autodeterminação e os direitos humanos de todas as etnias indígenas do mundo.

Em muitos momentos da história os povos originários foram dominados e retirados de seus territórios depois da descoberta da América. Nos últimos 500 anos, milhões foram dizimados por doenças infecciosas transmitidas pelos colonizadores e outros milhões expostos a um genocídio que permanece até hoje. Mas muito maior que as adversidades, é a luta e a força dos povos indígenas, que resilientes, buscam de forma autodeterminada e livremente, o protagonismo no seu desenvolvimento econômico, social e cultural.

No artigo 1º da Declaração dos Direitos Humanos é garantido aos indígenas “o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.”
No artigo 5º, “os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado”.

Assegurar os direitos dos povos originários e a sua autonomia para se desenvolverem, é a forma mais segura de garantir a sustentabilidade do planeta, pois a conservação dos seus territórios é decisiva na proteção do meio ambiente e condição fundamental para manter o equilíbrio dos ecossistemas. Por isso, temos que agradecer todos os dias aos povos indígenas por cuidarem do nosso planeta.

Veja aqui a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Capa: Portal Cultura

Hoje é dia do agricultor, mas é também da terra, do alimento e do trabalho

28 de Julho. Dia do Agricultor.


Vamos erguer as mãos para o céu pela chuva boa da lavoura, pelo sol que traz energia para as novas sementes, vamos agradecer a colheita que alimenta o mundo. Porque como diz o ditado popular, se o campo não planta, a cidade não janta. Hoje é o Dia do Agricultor, uma data criada em homenagem a fundação do Ministério da Agricultura, no mandato de Juscelino Kubitschek, em 1960.
Na época, o presidente disse em seu discurso que “o Brasil deve grande parte da sua prosperidade à economia agrícola”. 60 anos após este discurso, vemos que a agricultura permanece forte, porém, com uma revolução dentro dela: a agricultura familiar, com 36 milhões de famílias, que produzem 73% do alimento do brasileiro. A agricultura familiar hoje sustenta o país, e os nossos agricultores familiares são os responsáveis por esta transformação que se fortalece a cada dia. 
Mas saudemos todos os agricultores, a data é de todos, independente do seu segmento, pois não podemos tirar da história a luta dos agricultores no agronegócio, suas conquistas para o desenvolvimento do Brasil. Nossos agricultores são trabalhadores do campo que moldaram um novo país, mais plural, mais rico, muito mais diverso, mais forte e hospitaleiro.

Muitos destes agricultores deram a própria vida pela defesa da sua terra, pelo direito de plantar, pelo direito de ser bem remunerado como trabalhador do campo, ser agricultor e agricultora em um país desigual como o Brasil, requer muita luta, muito esforço e resiliência. Por isso, todos merecem uma homenagem e um agradecimento por este trabalho tão importante.
Homenagem da CONAFER aos agricultores brasileiros.

Agricultura Familiar é tão importante, que é lembrada no mundo todo

da Redação

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25 DE JULHO. DIA INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR.

Em todos os países, os produtores familiares são os responsáveis pela maior parte do alimento produzido. A ONU, Organização das Nações Unidas, por meio de sua agência de Alimentação e Agricultura, a FAO, estima que 80% da produção mundial de alimentos é de agricultores familiares. São mais de 500 milhões de produtores rurais espalhados pelo globo, ocupando 90% das propriedades agrícolas nos 5 continentes.

No Brasil, desde 2006 pela Lei 11.326, a Agricultura Familiar é reconhecida como categoria e setor econômico. Com 36 milhões de agricultores responsáveis por 73% do mercado interno do país e por 10% do PIB, ou mais de 55 bilhões de dólares, a agricultura familiar brasileira é tão forte que ocuparia a 8ª posição entres os 10 maiores produtores de alimentos no mundo. 
As lutas do pequeno agricultor são históricas, desde os confrontos contra o Estado pela posse de uma área para plantar e viver com sua família, passando por trágicos conflitos com os grandes latifúndios, até a regularização fundiária em terras públicas, que se arrasta há anos. 

Agricultura sustentável está na Agenda 2030 da ONU

A fome extrema e a desnutrição continuam sendo um entrave no desenvolvimento de muitos países. Portanto, a agricultura familiar torna-se atividade fundamental para atingir as metas da ONU de Fome Zero e Agricultura Sustentável até 2030.

O desafio é que todas as pessoas, especialmente as crianças, tenham acesso suficiente a todo tipo de alimento. Isto envolve promover práticas agrícolas sustentáveis, apoiar pequenos agricultores e garantir acesso igualitário às terras, tecnologia e mercados. 

Também requer cooperação internacional para garantir investimentos em infraestrutura para apoiar a produção de centenas de milhões de agricultores familiares que depois vão alimentar 8 bilhões de pessoas. E nós só temos que agradecer muito aos agricultores familiares que diariamente trabalham muito para superar esta meta o quanto antes.

Dia de Proteção às Florestas

SOMOS TODOS GUARDIÕES.

17 de julho


Em um momento do avanço das queimadas, desmatamento e destruição de ecossistemas por todo o planeta, é importante que todos sejam protetores das florestas, cuidadores deste imenso lar onde a vida é cultivada em toda a sua plenitude. Sem esta proteção pela conscientização de todos e aplicação da lei contra os crimes ambientais, os lares de bilhões de espécies animais e vegetais e de bilhões de outras formas de vida, um ambiente tão rico e importante para a nossa sobrevivência, corre o risco de degradação em escala global, o que causará um colapso das condições climáticas.

A CONAFER trabalha pelo cumprimento do ODS 13 da Agenda 2030 da ONU. Dos 17 ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o ODS 13 trata da Ação Contra a Mudança Global do Clima: 
“A subsistência da vida humana depende da terra, assim como dos oceanos. Florestas ocupam 30% do planeta, gerando ambientes vitais para milhões de espécies e importante fonte de água e ar limpos. Esses ambientes também são cruciais para combater a mudança global do clima. Hoje vemos uma degradação do solo sem precedentes e uma perda de terras cultiváveis de 30 a 35 vezes maior do que a média histórica. Secas e desertificação também aumentam a cada ano, junto com a perda de 12 milhões de hectares, que afetam diretamente comunidades mais pobres de todo o planeta. Das mais de 8,3 mil espécies de animais conhecidas, 8% estão extintas e 22% em risco de extinção. Os ODS buscam conservar e restaurar o uso do ecossistema terrestre, como das florestas, pântanos, zonas secas e montanhas até 2020. Deter o desmatamento também é vital para mitigar o impacto da mudança do clima. Ações urgentes precisam ser tomadas para reduzir a perda de ambientes naturais e biodiversidade, que são parte do nosso patrimônio comum.”
Vamos todos proteger as florestas com ações diárias de apoio aos organismos que lutam pela sua preservação e pelo desenvolvimento sustentável de quem vive nelas.