Foto: Alex Rocha/ PMPA
De acordo com o Climatempo, nesta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, será o início de uma nova onda de calor, que deve se estender até o dia 5 de março. A previsão é de novos recordes com temperaturas superando os 40° C em todos os estados do Sul e parte do Sudeste e do Centro-Oeste. No Brasil, essa já é a quinta onda de calor registrada este ano, atingindo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Os dados do Climatempo ainda revelam que março deve ser quente na maior parte do país, com temperaturas elevadas principalmente na região amazônica e no centro-leste do Brasil. O calor intenso afeta diretamente o sustento dos agricultores familiares indígenas, comprometendo suas culturas e reduzindo a produção agrícola. Isso faz com que as aldeias tenham menos alimentos para vender ou até mesmo para consumir
Uma onda de calor acontece quando a temperatura tem um aumento de ao menos 5ºC acima da média por um período de cinco dias ou mais. Geralmente, o ar fica seco e quase não há vento, o que faz a sensação de calor ser ainda pior. Esse fenômeno pode causar problemas de saúde, como desidratação e exaustão, além de aumentar o risco de incêndios florestais e prejudicar a agricultura familiar. Com as mudanças climáticas, as ondas de calor estão acontecendo com mais frequência e ficando cada vez mais intensas.
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Queimada no território Huni Kui, em Rio Branco (AC) – Foto: Denisa Starbova
Os indígenas que vivem da agricultura familiar sofrem com uma onda de calor, uma vez que os rios e solos secam, dificultando o cultivo de alimentos e reduzindo a produção. Além disso, com o aumento do risco de incêndios florestais, os territórios indígenas são prejudicados com a morte de plantas e animais, comprometendo seus modos de vida e dificultando o acesso à água potável. Em meio a uma crise climática e temperaturas mais altas a cada dia, esta nova onda de calor durante o carnaval de 2025 serve como um alerta ambiental para a urgência de soluções a favor da conservação da natureza.
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Foto: Divulgação: Funai / MPI
Pensando nisso, a CONAFER, por meio da Secretaria de Políticas de Monitoramento e Segurança no Campo, forma guardiões ambientais, que atuam como brigadistas e vigilantes territoriais, combatendo os incêndios e monitorando áreas nas terras indígenas de todo o país. Esta iniciativa protege o meio ambiente e os povos originários junto a outros projetos da CONAFER, como a plataforma Hãmugãy, que facilita registros ágeis de ocorrências ambientais, como desmatamento, incêndios e garimpo ilegal, por meio de fotos e coordenadas GPS.
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Com a proximidade da 30ª Conferência do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, Pará, em novembro deste ano de 2025, o aumento das temperaturas também reforça a necessidade de todos agirem conscientemente com uma produção sustentável. A COP 30 é um evento de grande importância no contexto das mudanças climáticas, pois reunirá líderes, especialistas e representantes de países do mundo inteiro para discutir soluções e estratégias voltadas para a preservação do meio ambiente. Este evento global é uma oportunidade única para o Brasil reforçar seu papel no enfrentamento da crise climática, destacando iniciativas de sustentabilidade, a importância dos indígenas para a conservação das florestas e a proteção dos biomas, como a Amazônia.
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Foto: Alex Pazuello/Secom
A CONAFER sempre atuou na preservação ambiental e apoia os agricultores familiares com a agroecologia por meio de ações sociais e educativas nas comunidades indígenas. A Confederação também desenvolveu o maior programa de melhoramento genético da bovinocultura nacional, o +Pecuária Brasil, que além de elevar o nível de qualidade dos rebanhos, trabalha com técnicas que não prejudicam o meio ambiente. O compromisso da entidade em preservar a biodiversidade das aldeias indígenas e áreas rurais demonstra mais uma vez que a CONAFER atua como solução com uma produção agrícola responsável.
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A Secretaria Nacional de Povos, Comunidades Tradicionais e Política Social da CONAFER promove, de forma permanente, a preservação ambiental e a agricultura familiar, por meio de ações de educação, combate às queimadas florestais e compartilhamento de técnicas de produção agrícola nas aldeias de todo o país. A Confederação também defende o marco ancestral contra a inconstitucionalidade do marco temporal, pois acredita que a proteção dos territórios indígenas é uma forma de preservar a biodiversidade contra a exploração, incluindo as queimadas causadas por humanos e o desmatamento.