Mais um benefício para os filiados, CONAFER fecha convênio com a Universidade Estácio

Nessa sexta-feira, 27 de novembro, a CONAFER conquista mais um grande benefício para seus associados. Em convênio fechado com a Estácio, aposentados e filiados da CONAFER terão 40% de desconto nos cursos de graduação e pós-graduação presenciais ou EAD, como também inscrição gratuita no vestibular.

Através do nosso convênio, a Estácio oferece para sua empresa:

• Desconto de 40% nas mensalidades da Graduação e Pós-Graduação até o final do curso para ASSOCIADOS, COLABORADORES E DEPENDENTES, enquanto houver o vínculo com a empresa.

• Desconto válido nas modalidade presencial, flex e EAD.

• Benefício extensivo aos dependentes diretos.

• Realização de palestras. (de acordo com a disponibilidade)

• Inscrição gratuita no vestibular para os colaboradores.

• Aplicação do Vestibular nas dependências da empresa. (caso seja solicitado)

A expansão da CONAFER: Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar chega em José de Freitas, no Piauí

da Redação


O Centro Tecnológico irá beneficiar os agricultores familiares de 224 municípios que necessitam de formação técnica para desenvolver projetos e aprimorar a produção


A CONAFER, Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, deu início à construção do Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar, o CTCAF, em uma área de 10 hectares na cidade de José de Freitas, a 48km da capital piauiense, Teresina, o primeiro do Nordeste.

O projeto pioneiro foi concebido para suprir a demanda dos produtores nordestinos, que representam mais de 50% dos agricultores familiares do Brasil. São agricultores que em sua maioria não dispõem de conhecimentos técnicos e acesso aos créditos de fomento do Estado. Por exemplo, o Sul com 12% das propriedades acessa 50% do PRONAF, o contrário do que ocorre com os estados nordestinos.

“Hoje temos 22 sindicatos SAFER e os agricultores destes municípios sempre sonharam em ter um espaço voltado para a educação no campo e a CONAFER e a FAFER do Piauí inovam neste grande passo que irá contribuir para uma média de 35 mil famílias que estão sofrendo por falta de conhecimento rural”, compartilha o presidente da Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais do Piauí e coordenador da União Nacional Camponesa – UNC, Júlio César.

Município José de Fretas, a 48km de Teresina.

Ainda de acordo com coordenador da UNC, o objetivo do projeto é atender 224 municípios no estado do Piauí, “iremos criar um sisteminha da Embrapa, para criação de galinhas da canela preta”, compartilha umas das ideias que serão aplicadas pelo projeto.

A CONAFER têm desenvolvido diversos projetos que beneficiam diretamente os produtores brasileiros, sempre partindo da premissa de dar as condições necessárias para a autonomia dos agricultores familiares, que hoje produzem 70% dos alimentos consumidos no Brasil.

Com o Centro Tecnológico, a CONAFER irá oferecer cursos de qualificação profissional no ramo agroecológico e empreendedor. Com uma visão voltada ao crescimento sustentável e empreendedor da agricultura familiar.

Para a capacitação das famílias, serão oferecidos cursos de Produção Vegetal, Animal e Agroecológica, e o que é muito importante, Mercado e Empreendedorismo com Gestão de Crédito. Com o tempo, serão disponibilizados muitos outros cursos, como por exemplo, Manejo Produtivo na Piscicultura,  Nutrição e Manejo Alimentar, Suinocultura Conceito Geral, Silvicultura: Produção de Mudas e Manejo Produtivo, Cultivo de Cogumelos Comestíveis e Medicinais, Compostagem e Matéria Orgânica, Cooperativismo, Associativismo e Agroecologia.

Centro Tecnológico também faz parte do projeto ERA 

O Centro de Formação da CONAFER também irá levar o projeto ERA para ainda mais cidades do Nordeste.O projeto ERA, a Estação Empreendedora Rural Agroecológica, cumpre inúmeras demandas: regularização fundiária, escrituração e titularização de terras; fortalecimento do crédito para produção; garantia do comércio com valor agregado; modernização dos processos produtivos; fortalecimento do agricultor como produtor agrícola.

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O projeto oferece um leque de opções de culturas para o produtor implantá-lo em sua propriedade. A ideia é que o agricultor possa consorciar sua produção sempre com outra, animal ou vegetal, garantindo uma renda nos 12 meses do ano. A estação ERA trabalha com a capacitação da família produtora em três setores: produção agrícola e animal; mercado e empreendedorismo; e gestão de crédito. Todo esse suporte é oferecido por meio de módulos de produção: Agrofloresta, Piscicultura, Leite Orgânico com criação de bovinos e ovinos, Apicultura, Centro de Capacitação, Culturas Vegetais e Cultivo em Estufa.

Com o Centro Tecnológico de Capacitação Agrofamiliar e novos módulos do ERA pelo país, a CONAFER segue com a sua expansão e a missão de ajudar no desenvolvimento da agricultura familiar, o segmento econômico que mais emprega e mais produz na agricultura nacional.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Educação de Qualidade

FONTE: ONU
Desde 2000, houve um enorme progresso no alcance da meta universal de garantir educação primária. A taxa de alunas e alunos de regiões em desenvolvimento e que estão matriculados em instituições de ensino chegou a 91 por cento em 2015, e o número global de crianças fora das escolas caiu quase pela metade. Também houve um grande avanço na taxa de alfabetização e muitas meninas passaram a frequentar as escolas. Esse é um sucesso que merece destaque.
Devido a altas taxas de pobreza, conflitos armados e outras emergências, o progresso foi comprometido em algumas regiões em desenvolvimento. Essa é uma tendência preocupante. Enquanto a África subsaariana fez o maior progresso, das regiões em desenvolvimento, ao matricular grande número crianças no ensino fundamental (52 por cento em 1990 para 78 por cento em 2012), grandes disparidades ainda persistem. Crianças de famílias pobres tem até quatro vezes mais chances de ficarem de fora das escolas do que crianças de famílias ricas. Disparidades entre regiões urbanas e rurais também chamam a atenção.
Alcançar a educação de qualidade e inclusiva para todas e todos reafirma a crença de que a educação é a mais poderosa ferramenta para o desenvolvimento sustentável. Esse objetivo garante que meninas e meninos completem, gratuitamente, as escolas primária e secundária até 2030. Também oferece acesso igualitário e a baixo custo para formação profissional para eliminar a disparidade de riquezas, e alcançar o acesso universal para uma educação de qualidade.

A agricultura familiar vai cuidar da sua família II

A MELHOR EDUCAÇÃO É RESPEITAR A TERRA QUE VIVEMOS.
Quando passamos por uma pandemia destas proporções, mais exige-se da educação de um povo para se prevenir e tratar os seus doentes.
É quando chegamos à conclusão que a educação de verdade não se limita a transmitir conhecimentos em uma sala de aula, em escolas ou universidades, mas em aprender primeiro com os ensinamentos da natureza.
A agricultura por meio da agroecologia é uma lição diária sobre os ciclos da vida, um permanente olhar para os limites da ação humana e um ato de respeito pela vida.

11 DE FEVEREIRO: DIA INTERNACIONAL DE MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

da Redação

A INTUIÇÃO FEMININA E O CONHECIMENTO PRODUZEM A CIÊNCIA DO FUTURO.

Mais mulheres estudam. Mais meninas aprendem. Na cidade e no campo, onde a agricultura 4.0 chegou com o protagonismo feminino, aumenta o espaço das mulheres na produção com tecnologia. Quanto mais avança a ciência, mais o universo feminino a invade. Hoje, as principais descobertas da astronomia, da física, da biologia, da genética, em todas as áreas têm a participação maciça de mulheres e meninas. Quando se chega no limiar das fronteiras do conhecimento, nada melhor que a intuição feminina para ultrapassá-las.

A mulher e a agricultura 4.0

FONTE: AgroMulher
A mulher tem um senso de autocrítica e de inclusão muito grande. E por isso tem um papel de extrema contribuição no contexto da agricultura 4.0 e de todas as mudanças que esse conceito provoca no campo
O crescimento do espaço econômico-social da mulher no campo aumentou em todo o país. Em 2006, elas representavam cerca de 12% dos produtores rurais e, em 2017, chegaram a 18% do total. A informação vem do Censo Agropecuário 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujos dados finais foram divulgados em outubro e mostram claramente a maior participação das mulheres na produção e condução dos negócios no agro, revertendo uma situação histórica de baixa visibilidade feminina.
De acordo com o Censo, 650 mil propriedades são geridas exclusivamente por mulheres, enquanto 1,06 milhão tem sua administração dividida entre o casal. Números que mostram a mulher como protagonista ou parceira na gestão de 1,7 milhão de unidades de produção, ou seja, 34% dos cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no país. Com um aspecto bastante relevante, apontado pelo Censo: a maioria dessas mulheres que tocam as propriedades, sozinhas ou em parceria, tem idade entre 24 e 45 anos.

A agricultura 4.0

São jovens e ascendentes, na perspectiva do ciclo profissional das pessoas, e seu fortalecimento no campo ocorre em momento de profunda transformação tecnológica, com a chegada da agricultura 4.0 e suas oportunidades de inteligência artificial e automação.
Um novo cenário evolutivo do agro, que encontra cadeias produtivas de alta competitividade internacional, mas também uma realidade social em que pessoas analfabetas e que não terminaram o ensino fundamental ainda representam 66% da população envolvida na produção rural – este também um dado do Censo Agropecuário.
Sabe-se que a tecnologia muitas vezes altera padrões organizacionais e sociais, gerando novos desafios de gestão com o papel de harmonizar o máximo possível a transição entre duas realidades produtivas. O que não é bem novidade por aqui, pois historicamente o agro brasileiro já teve que se reinventar várias vezes por conta do impacto de tecnologias disruptivas.
Dos fundamentos da Revolução Verde nos anos 1970 à edição genética que incorpora resistência a doenças, por exemplo, o setor já conviveu um bocado de vezes com a desconstrução criadora típica da ciência.
A mulher tem um senso de autocrítica e de inclusão muito grande. E por isso pode ter um papel de extrema contribuição nesse contexto demandante de reinvenção das pessoas, que vem junto com a tecnologia 4.0 e sua potência de mudar o modo como fazemos as coisas, em profundidade, provocando impactos sociais concretos.
Hora de dar boas-vindas a essa ascensão das mulheres ao design e construção das relações com o capital humano rural – seu engajamento e direcionamento evolutivo. Isso tem a ver com futuro e vale pensar como se pode criar mecanismos, ferramentas e processos que estimulem a participação da mulher gestora do campo na formatação e harmonização desse agro em turbilhão tecnológico.

Escola do interior de Ipê desenvolve projeto de agroecologia

FONTE: Correio do Povo
Alunos têm à disposição uma horta, pomar, composteira e relógio de plantas medicinais

Estudantes da Escola Municipal Plácido Damiani, localizada no interior do município de Ipê, na Serra gaúcha, estão desenvolvendo um projeto que visa estimular nos jovens a agricultura sustentável baseada na Agroecologia. O projeto começou há dois anos e, neste ano, foi denominado como “Sementes do Amanhã” e está sendo realizado no contraturno das aulas, uma vez por semana.
Participam do projeto 25 alunos do 6º ao 9º ano selecionados a partir de critérios estipulados pela escola. Para desenvolverem o conhecimento de forma prática, os alunos têm a disposição uma horta, pomar, composteira e relógio de plantas medicinais. Também estão sendo abordados conceitos de sustentabilidade, agroecologia e economia verde. “A partir da autorização da Secretaria de Educação e Cultura para realizar o projeto no contraturno das aulas, ele ganhou uma nova dimensão, possibilitando inclusive visitas de campo em propriedades rurais que já adotam essas práticas”, afimou a professora Enedina Zanotto Pontel.
Segundo o professor Maico Parisoto, a ideia surgiu em função de o município ter o título de Capital Nacional da Agroecologia desde 2010 e por ser uma escola do campo. Além disso, a  maioria dos alunos residem na área rural e podem levar a ideia para suas famílias. Para o professor, os resultados esperados com esse projeto são o envolvimento dos alunos com os temas de sustentabilidade e agroecologia, formando agentes transformadores da realidade onde estão inseridos. Para a diretora Josmari Maziero Ferreira, “está sendo muito gratificante ver o envolvimento dos alunos com o tema, já que todos têm sua subsistência oriunda da agricultura convencional e, assim, podemos plantar essa semente da agroecologia neles” destacou.

Lançamento do Projeto Omorodê conta com o apoio da CONAFER

No dia 24 de abril será lançado o livro do Projeto Oromodê, uma iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas e Desenvolvimento dos Povos Kilombolas, e conta com o apoio da CONAFER!

O Projeto Omorodê – Brincadeiras e tradições afroindígenas pretende a partir dos brinquedos e brincadeiras promover a valorização do patrimônio imaterial de culturas muitas vezes invisibilizados pelas culturas dominantes e as novas tecnologias.
Dia 24/04 no @Mucane – Museu Capixaba Do Negro, em Vitória, teremos uma noite para o lançamento da nossa publicação, bate papo, uma exposição e uma roda de brincadeira.Também teremos a exibição dos vídeos produzidos no projeto.
Traga suas memórias e sua ancestralidade! Vem brincar com a gente!
SERVIÇO: Lançamento Projeto Omorodê.
Dia 24/04 – quarta
Local: MUCANE , próximo ao Parque Moscoso.
Horário: 19h
Entrada Gratuita para crianças de todas as idades!

Oficina Mulheres de Fibras tem aula inaugural nesta segunda-feira

FONTE: Século Diário
Mulheres quilombolas promovem artesanato com fibra de bananeira para dinamizar economia da comunidade
O tronco era a última parte da bananeira que ainda não havia sido devidamente estudada pelas comunidades quilombolas da região de Santana, em Conceição da Barra, norte do Estado, como matéria-prima para a fabricação de produtos artesanais e geração de renda sustentável para as famílias.
Era. Com o projeto Mulheres de Fibras, a cadeia produtiva da bananeira estará completa, inserindo mais um componente de dinamização das comunidades, seguindo os princípios da Economia Criativa.
A aula inaugural acontece nesta segunda-feira (11), a partir das 8h30, no auditório do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Nego Rugério, na comunidade de Santana.
A oficina, gratuita, terá continuidade por cerca de quinze semanas, sendo uma aula por semana, e já conta com alunos vindos dos bairros do distrito de Santana, das comunidades quilombolas do Córrego da Angélica, Coxi, Roda d’ Água e Linharinho.
A primeira etapa da oficina vai ensinar a tirar a fibra do tronco, tratar com cloro e amaciante e armazenar. “A fibra quando é bem tirada e bem lavada e amaciada, dura até dez anos”, assegura Jurema Gonçalves, anfitriã do projeto, no CRAS Nego Rugério, e presidente da Associação Quilombola do Pequenos Produtores do Córrego da Angélica (AQPCA).
A segunda etapa abordará a preparação da fibra tratada para a feitura das peças artesanais, por meio de tranças, fios para tear ou crochê.
E, na terceira etapa, os alunos se dedicarão à produção do artesanato, incluindo bolsas, caixas de presente, capas de agenda e de bíblia, suporte de cerveja e, com a fibra cozida, também papel de parede e de capa de caderno.
Banana, farinha e mel
A iniciativa é mais um resultado do Projeto Bafamel [Banana, Farinha e Mel], iniciado em 2017. A partir dele, as comunidades passaram a plantar bananeiras para recuperação do leito do córrego da Angélica (cada produtor plantando dez pés de banana, completando dez metros quadrados), e a produzirem mel de abelhas nativas sem ferrão e aproveitar o fruto, tanto maduro (doces, rapaduras, banana passa, banana chips) quanto verde (farinha, biomassa, macarrão, capelete) da planta.
A produção de farinha também foi estimulada, pois a tradição mais importante da gastronomia quilombola não pode se perder. “A mãe de todo quilombola é a farinha”, poetiza Jurema.
Por enquanto, cada família produz sua própria farinha ralando a mandioca e torrando no fogão. O material para uma casa de farinha comunitária, no entanto, já foi comprado por meio do edital Mais Vida Menos Petróleo, da Campanha Nem Um Poço a Mais, empenhada por diversas organizações comunitárias e de comunidades tradicionais do país, com apoio da Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase). A construção se dará em breve, em mutirão.
Toda essa farta produção é escoada para moradores de São Mateus e da Grande Vitória inscritos na Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA) pioneira do Espírito Santo, que agrega outras comunidades do Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte, entre São Mateus e Conceição da Barra.
Fôlego
O projeto Mulheres de Fibras foi contemplado pelo edital de Culturas Populares e Tradicionais Quilombolas e será realizado com recursos do Funcultura/Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Entre os apoiadores, ao lado da AQPCA e da Fase, está o jornal Século Diário. “Século Diário é o nosso fôlego”, metaforiza Jurema.
“Quando a gente está quase perdendo tudo, Século dá as mãos e a gente consegue subir de novo na superfície. É onde a gente tem voz”, declarou, referindo-se à cobertura feita, historicamente, pelo jornal, à luta quilombola no Sapê do Norte pelo reconhecimento de seu território tradicional, usurpado há meio século pela Aracruz Celulose, hoje Fibria/Suzano