A manga do Rio de Janeiro recebeu novamente o maior bônus concedido (78,75%), liderando uma lista de alimentos que inclui abacaxi, banana, borracha natural cultivada, cacau cultivado (amêndoa), cará/inhame, castanha de caju, feijão caupi, laranja, mamona (baga), manga, pimenta do reino e trigo, todos com descontos nas operações e parcelas de crédito rural do Pronaf. Os preços são válidos no período de 10 de janeiro de 2023 a 9 de fevereiro de 2023, conforme a Portaria Nº 61, da Secretaria de Política Agrícola do Mapa. 19 estados integram a lista de janeiro: Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Pará, Rondônia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio de Janeiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, na última sexta-feira, 6 de janeiro, a relação dos produtos agrícolas que terão bônus de desconto do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O produtor recebe o bônus quando o valor do seu cultivo fica inferior ao preço de referência, permitindo desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Pronaf. Os alimentos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi, banana, borracha natural cultivada, cacau cultivado (amêndoa), cará/inhame, castanha de caju, feijão caupi, laranja, mamona (baga), manga, pimenta do reino e trigo.

Neste mês, a manga do Rio de Janeiro recebeu novamente o maior bônus concedido (78,75%), seguido da manga da Bahia (73,99%). Já a menor bonificação ficou com a pimenta-do-reino (1,38%). Na comparação com o mês anterior, foram incluídos na lista o cará/inhame (Rondônia), trigo (Mato Grosso do Sul) e a pimenta-do-reino (Pará, Bahia e Espírito Santo). Outras alterações em relação ao mês anterior ocorrem em relação à castanha-de-caju, que passa a bonificar no Rio Grande do Norte; para a borracha, o benefício também alcançará os produtores dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás; o bônus deixará de valer no Rio Grande do Sul e Pará, para a laranja, e para o feijão caupi, no Amapá. Não houve alteração para os demais produtos e localidades.

O desconto nas parcelas de financiamento do Pronaf é oferecido pelo Governo Federal com base no valor médio de mercado e no preço de garantia de cada produto. O desconto é automático, ou seja, o agricultor não precisa solicitar. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é o órgão responsável por coletar o preço de mercado e calcular o bônus. Dentre os principais responsáveis pela variação de preços, na ocorrência de elevação ou queda das safras, estão o clima e a época do ano. A concorrência de produtos de outros estados também pode contribuir para a oscilação de preços.

Veja os produtos com descontos no Pronaf entre 10 de janeiro e 9 de fevereiro:

Abacaxi

O abacaxi (Ananas comosus) é uma espécie tropical da família das bromélias e o Brasil possui a segunda maior produção de abacaxi do mundo. Nesse sentido, os Estados mais produtores no país são, respectivamente, o Norte, o Nordeste e o Sudeste. O abacaxi teve sua origem provavelmente na América do Sul e foi disseminado em regiões da América Central e do Caribe antes da chegada dos europeus. Espécie de fácil dispersão e cultivo, a fruta foi espalhada na Europa, África e Ásia pelos colonizadores (UNB, 2016). No Brasil, estudos de distribuição do gênero Ananás indicam que o seu centro de origem é a região da Amazônia. A Região Norte pode ser considerada um segundo centro de diversificação desse gênero (EMBRAPA, 2000). O abacaxi é produzido praticamente em todo território nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019b), no período entre 2012 a 2018 a produção de abacaxi atingiu cerca de 11,9 bilhões de frutos.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Borracha natural

Os países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã, são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total produzido. O Brasil é o maior produtor de borracha natural da América Latina. A concentração desse cultivo em nosso país ocorre principalmente nas regiões do Sudeste e Centro-oeste. Dentre estas o destaque vai para o Noroeste Paulista, maior região produtora nacional. No Brasil, a produção de borracha natural é responsável por uma grande geração de empregos diretos no campo e na indústria.

Cacau cultivado

Com produção de cerca de 4 milhões de toneladas anuais e movimentação de US$ 12 bilhões, a indústria do cacau é responsável por empregar mais de 6 milhões de agricultores em todo o mundo. No Brasil, a produção de cacau é liderada pelo Pará e usa, principalmente, sistemas agroflorestais. A Bahia, que estava no topo desse pódio até 2017, também atua como protagonista no setor. Nos últimos cinco anos, calcula-se que a produção cacaueira teve crescimento de 25% no Brasil, totalizando cerca de 193 mil hectares plantados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

Cará/Inhame

A maior produção de inhame no Brasil ocorre no Nordeste, principalmente nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas e Piauí. A produção de túberas comerciais pode alcançar as médias de 20 a 25 t/ha. Utilizando-se os sistemas de cultivo tradicionais, a produtividade fica entre 9 a 12t/ha. O principal trato cultural da lavoura de inhame são as capinas, que diminuem a incidência de pragas e doenças na plantação. O país é o segundo maior produtor de inhame da América do Sul.

Castanha de caju

O Nordeste é a região onde se concentra a produção nacional do fruto. Até 2019, o principal produtor foi o estado do Ceará, com uma produção estimada de 83 mil ton, em segundo lugar, o estado do Piauí que produziu 25 mil ton, seguido pelo estado do Rio Grande do Norte que produziu 18 mil ton. Estes três estados representaram 89,4% da produção brasileira de castanha de caju, sendo toda a região nordestina representando 98,6% do total produzido no país.

Feijão-caupi

Dados disponíveis na FAO (2009) sobre a produção mundial de feijão-caupi, no ano de 2007, indicam que a cultura atingiu 3,6 milhões de toneladas em 12,5 milhões de hectares. Produção esta alcançada em 36 países, destacando-se entre os maiores produtores a Nigéria, o Niger e o Brasil, respectivamente, os quais representam 84,1 % da área e 70,9 % da produção mundial. No Brasil, o feijão-caupi contribui com 35,6 % da área plantada e 15 % da produção de feijão total (feijão-caupi + feijão-comum).

Laranja

O Brasil é o maior produtor de laranja do mundo, seguido por Estados Unidos, China, Índia, México, Egito e Espanha. Está presente em todos os estados da federação e também no Distrito Federal, mas sua principal produção está em um cinturão que vai do Paraná a Sergipe, passando por São Paulo, Minas Gerais e Bahia. março de 2020 que, em 2019, a quantidade produzida de laranja cresceu 5,62%. As variedade mais produzidas no Brasil são a valência, a valência folha murcha, a pera rio, a hamlim, a westin e a rubi. O estado de São Paulo é o maior produtor, responsável por 78,7% de toda produção nacional de 2017, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Mamona

A mamoneira, nome científico Ricinus communis L., apresenta grande tolerância à seca, por isso é excelente alternativa de cultivo no semiárido. Seu plantio não é indicado para regiões com períodos de chuvas muito prolongados, que propiciam o aparecimento de doenças como o mofo cinzento, além de prejudicar a colheita e a qualidade do produto. A cultura é explorada comercialmente devido ao teor de óleo em suas sementes, com aplicação na área de cosméticos, produtos farmacêuticos, lubrificantes e polímeros. Tradicionalmente cultivada por pequenos produtores no Nordeste brasileiro, expandiu-se no Nordeste e para outras regiões do Brasil devido ao incentivo do Programa Nacional de Biodiesel.

Manga

A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio. Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. A manga brasileira tem no mercado interno seu principal destino. É comercializada quase que exclusivamente na forma fresca, embora também seja encontrada como compota, suco integral e polpa congelada. Na exploração da manga no Brasil convivem sistemas extensivos, em áreas esparsas, quintais e fundos de vales em pequenas propriedades, formando bosques subespontâneos; e sistemas tecnificados, normalmente irrigados e em extensas áreas, visando a produção de variedades selecionadas.

Pimenta do reino

A pimenta-do-reino, que também dá frutos esverdeados em cachos, avança pelas propriedades da cidade e se apresenta como lucrativa fonte de renda.  De 2017 a 2021, as vendas da pimenta-do-reino aumentaram expressivamente para esse mercado, tanto em toneladas, média de 47,5% ao ano, quanto em valor exportado, 41,7% ao ano. O avanço das vendas para outros importadores do mundo foi bem menor. No Brasil, a produção está concentrada no Pará, que é historicamente o maior produtor e exportador nacional, no Espírito Santo e na Bahia. Nos últimos anos, o Espírito Santo apresentou grande expansão de área, ultrapassando o Pará em produção e exportação.

Trigo

No total do atual ano comercial as exportações alcançam 9,6 milhões de toneladas, ficando próximas do volume do ano passado na mesma época. Já na União Europeia, as exportações do trigo macio, no ano 2022/23, iniciado em 1º de julho, atingiram a 11,5 milhões de toneladas até o dia 30 de outubro. No Brasil, além de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, responsáveis por 90% da produção nacional, São Paulo e Minas Gerais são outros polos importantes. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) observa a tendência de expansão, mas pontua que ainda é cedo para cravar os números.

Com informações do Mapa.

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