da Redação

A CONAFER formalizou mais uma importante parceria para implementar o +Pecuária Brasil em todo o país; o Acordo de Cooperação Técnica firmado com o Estado de Roraima abre a possibilidade de levar novos projetos da Confederação aos agricultores familiares roraimenses

Resultado de diversos encontros virtuais e reuniões em que foram apresentados e discutidos os termos do +Pecuária Brasil, o ACT que vai levar o programa de melhoramento genético inédito no segmento agrofamiliar aos agropecuaristas de Roraima, também é reflexo do excelente trabalho da entidade no Estado.

Com representatividade nacional no segmento da agricultura familiar, a CONAFER escolheu Boa Vista, capital de Roraima, ainda no início de 2020 para inaugurar o seu primeiro ESPAÇO CONAFER, atualmente coordenado por Evandro Pereira, o que é uma prova irrefutável do desejo de apoiar todas as iniciativas que desenvolvam socioeconomicamente os produtores agrofamiliares do Estado.

Ao longo deste tempo, foi construída uma relação de trabalho e cooperação com o governo roraimense. E agora, por meio do +Pecuária, cria-se a oportunidade de estender ações e projetos buscando a realização efetiva desta parceria.

Secretário da Seapa, Aluízio Nascimento, em videoconferência com o editor de jornalismo da SECOM, Wilson Ribeiro

O responsável pela Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Roraima, secretário Aluízio Nascimento, concedeu entrevista ao editor de jornalismo da SECOM, Wilson Ribeiro, quando falou da importância do +Pecuária e da relação de cooperação que se estabeleceu entre Roraima e a CONAFER.

Evandro Pereira, coordenador do ESPAÇO CONAFER Roraima contribui muito com sua equipe na efetivação do +Pecuária Brasil

SECOM:
O senhor tem uma história com a agricultura desde a sua infância até os dias de hoje, e com uma responsabilidade pública, comandando a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Roraima. Como esta experiência ajuda em seu trabalho à frente da Seapa?

Aluízio Nascimento:
Eu sou paranaense de Engenheiro Beltrão, 300 km da capital, e sou agricultor desde sempre, ainda criança fui para o Mato Grosso, e depois para o interior de Minas Gerais, inclusive minha família é mineira. E mais tarde, em outro momento da minha vida, mudei para Roraima. Roraima foi para mim amor à primeira vista. Já tinha vivido no frio do Paraná quando estudei arquitetura na Universidade Católica, em Curitiba. Conhecia muito bem o calor de Cuiabá, cidade onde cursei a faculdade de Engenharia Civil da UFMT. Mas Roraima, além do meu trabalho como empresário, trouxe também a possibilidade de atuar na gestão pública de um Estado que aprendi a amar.

Hoje, tenho a possibilidade de trabalhar por esta população. Já fui diretor do Instituto de Amparo à Ciência, Tecnologia e Inovação em Roraima, e agora na Seapa, estou ajudando a trazer os avanços da ciência no melhoramento genético, da tecnologia em inseminação artificial e da inovação por meio de um programa para os nossos agropecuaristas familiares. Para fazer a diferença na vida deles.

SECOM:
Qual a participação do segmento agropecuarista familiar na economia de Roraima?

Aluízio Nascimento:
Roraima tem uma demanda maior que a oferta na pecuária. Quando o governo atual assumiu a gestão do Estado, iniciou-se um movimento de quebra de paradigmas, pois era necessário evoluir e mudar a matriz econômica de Roraima. Reforçamos o setor primário. Atualmente, dos 30 mil estabelecimentos de agricultura familiar, 16 mil são da agropecuária, praticamente 60%. No setor agropecuário era preciso mudar o rumo da história. Roraima chegou a ter 1 milhão de cabeças de bovinos há 20 anos, hoje tem 900 mil. Rondônia, por exemplo, tinha 600 mil cabeças, e hoje tem 17 milhões.

Para reverter este quadro, precisamos de investimentos em tecnologia, novas plantas de frigroríficos e fomento para a produção. Queremos que todos os nossos agricultores familiares obtenham rentabilidade permanente. Roraima tem uma cultura milenar na pecuária por conta dos nossos povos originários. Com o +Pecuária podemos levar tecnologia e qualidade na produção leiteira dos nossos indígenas, agropecuaristas tradicionais de Roraima.

SECOM:
Como a Seapa está se preparando para implementar o + Pecuária Brasil, e como este programa pode contribuir para alavancar ainda mais o crescimento do Estado?

Aluízio Nascimento:
O plano de trabalho da equipe da Seapa que estará diretamente envolvida com +Pecuária Brasil já está concluído. Temos o mapeamento da região e dos pecuaristas que farão parte do programa. E vamos iniciar, em breve, um treinamento com as equipes da CONAFER e da ALTA GENETICS.

Ao mesmo tempo, também buscamos o envolvimento de outros players, como o setor privado, para ampliar o programa em outras regiões. O +Pecuária faz parte de um grande processo de inovação em todo o nosso setor agrícola.

Nós temos outros projetos importantes, como a piscicultura para ampliar a pesca extrativista e evoluir na aquicultura, pois nós temos mais de 3 mil hectares de lâminas de água. E muitas indígenas do +Pecuária também têm tanques de peixe. Manaus tem o maior consumo per capita de peixe do país. Em 12 horas colocamos o nosso peixe fresquinho na capital amazonense.

Temos o compromisso de desenvolver toda a cadeia produtiva, envolvendo todos os atores do segmento agrofamiliar, integrando as diversas culturas, qualificando a produção e fortalecendo toda a economia de Roraima. Acordos e parcerias como este com a CONAFER e a ALTA GENETICS são fundamentais para vencer este desafio.

O programa +Pecuária Brasil

A CONAFER, em parceria com empresa líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, desenvolveu o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite dos agropecuaristas familiares brasileiros.
O +Pecuária Brasil é um divisor de águas no campo, e vai contribuir para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas do segmento da agricultura familiar. Em parceria com as Secretarias de Agricultura e Agropecuária dos estados, a CONAFER fará a doação de centenas de milhares de doses de sêmens durante os próximos 4 anos em pequenas propriedades em todas as regiões do território nacional.

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