da Redação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira, 7 de março, a sétima estimativa para a safra de grãos 2021/2022, elevando sua projeção em até 5,4% com relação à safra do ano passado, o que representa um total de 269,3 milhões de toneladas do produto. Apesar do impacto causado pelas intempéries climáticas que atingiram as regiões produtoras de grãos no país, ocasionando perdas principalmente nas culturas de soja e milho, nos estados da Região Sul e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, o volume produzido é suficiente para consolidar o Brasil na posição de 4º maior produtor de grãos do mundo, com um total de área plantada estimada em 72,9 milhões de hectares, expressando um crescimento de 4,4% quando comparada à safra anterior. De acordo com a entidade, a concretização dessa estimativa irá depender do fator climático, sobretudo até o final deste mês de abril, quando é concluído o período de semeadura da segunda safra, com destaque para a produção do milho

Para manter a produção em alta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou, no início deste mês de abril, a abertura de um crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão para a concessão de descontos em operações de crédito contratadas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os produtores rurais que foram prejudicados pela seca ou estiagem nos principais estados produtores de grãos. De acordo com as informações levantadas no último censo agropecuário, em 2017, apontam que 23% da produção de commodities agrícolas brasileiras destinadas à exportação, a exemplo da soja e do milho, tem origem agrofamiliar.

No Brasil, a agricultura familiar representa o equivalente a 77% dos estabelecimentos agropecuários, o que a estabiliza como a oitava maior produtora de alimentos do mundo, respondendo por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa)

Para este mês de abril, a Conab manteve a estimativa para 2022 das exportações de algodão em 2,05 milhões de toneladas, a de arroz em 1,3 milhão de toneladas e a de feijão em 200 mil toneladas. O trigo já superou em 2,8 milhões de toneladas o volume exportado durante o período de agosto de 2021 até o mês de março deste ano, sendo esperado um aumento proporcional ao já obtido na estimativa prevista até o fim do ano comercial, com encerramento em julho. Com isso, a previsão da entidade é que sejam exportadas 3 milhões de toneladas de trigo, total que, caso seja efetivado, significará um novo recorde na série histórica de produção do grão.

A produção prevista para a soja está estimada em 122,4 milhões de toneladas, uma redução de 11,4% em relação à safra anterior, e para o milho este cálculo é de 115,6 milhões de toneladas, representando um acréscimo de 32,7% em relação ao ciclo anterior. Para as outras culturas, como o algodão, espera-se uma produção de 2,83 milhões de toneladas da pluma, com um incremento de 19,9% sobre a safra passada. A entidade estima para o feijão um volume de 3,1 milhões de toneladas, 7,6% superior à safra anterior, e para o arroz, esta produção pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, sendo 10,5% inferior ao volume da última safra.

Em relação aos preços médios mensais dos produtos praticados nas principais praças e mercados, a Conab aponta, no levantamento realizado durante o mês de fevereiro, que em comparação a janeiro houve uma redução de 0,3% no preço do milho no estado do Paraná, enquanto, neste mesmo estado, para o feijão-preto houve um acréscimo de 2,4 % no preço, e a soja de 3,2%.

No Mato Grosso, os preços do algodão sofreram um acréscimo de 0,3% e, o arroz do Rio Grande do Sul sofreu uma alta no valor de mercado, passando a custar 8,8% mais caro. Já em São Paulo, o feijão-cores apresentou um crescimento de 7,6% no preço, enquanto o milho do Mato Grosso recebeu 4,0% de acréscimo no seu valor. O trigo paranaense teve 10,4% de aumento na cotação, e a soja deste estado ganhou 3,3% de valorização.

Com informações da Conab.

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