FRENTE PARLAMENTAR DO SEMIÁRIDO: encontro na CONAFER debateu formas de ampliar a matriz energética no sertão nordestino

da Redação

Após o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a Frente Parlamentar Mista do Semiárido e a Confederação, deputados e senadores, estiveram na CONAFER nesta última quinta-feira 16 de setembro, para um encontro onde foram apresentadas as questões de infraestrutura, mais especificamente a geração de energia limpa no semiárido, uma das balizas do Pentágono da Segurança, o sistema que vai orientar as ações da Frente: da segurança alimentar à jurídica, da segurança econômica à energética, da segurança na saúde à segurança logística, da segurança educacional à econômica, e que se dividem em 5 temas: infraestrutura, social, pública, jurídica e alimentar. O objetivo é mudar o cenário desta região historicamente marcada pelo fenômeno da seca, levando investimentos, programas de produção e ampliação da geração de energia. O impacto da inovação na matriz energética, impulsionando a geração de energia eólica e solar, é fundamental para efetivar transformações socieconômicas e ambientais profundas, capazes de fazer a diferença na vida de milhares de agricultores familiares

Na foto, da esquerda para a direita: Tiago Lopes, secretário-geral e vice-presidente da CONAFER; General Girão, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido; deputada federal Aline Sleutjes; senador Eduardo Girão; senador Elmano Férrer e Humberto Pereira, diretor de Projetos da CONAFER

A palavra de ordem neste debate sobre infraestrutura para o semiárido, é a independência econômica do homem do campo. E ela só é possível quando estes agricultores podem gerar a sua própria energia, com custo muito menor e totalmente limpa. Assim, temos a garantia da produção e um produto mais competitivo na hora de ser comercializado, um dos gargalos na vida dos pequenos produtores.

Também esteve presente nesta reunião, o deputado federal e ministro da Cidadania, João Roma. Depois de ouvir algumas colocações do General Girão, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, o ministro Roma lembrou que este verdadeiro impulso econômico para o semiárido está em sintonia com o movimento global pela energia sustentável, que acelerar esta transformação é uma necessidade urgente. Em seu entender, o que está sendo esperado para daqui 40 anos, precisa ser conquistado em uma década.

Primeiro à esquerda da foto, o deputado federal e ministro da Cidadania, João Roma, fez aos parlamentares da Frente do Semiárido, uma exposição sobre o potencial de uso das energias eólica e solar

O deputado federal General Girão, como presidente da Frente, reafirmou que a segurança é um conceito de grande amplitude, e que se constitui em alicerce imprescindível para o desenvolvimento socioeconômico sustentável de qualquer grupo populacional. Girão revelou que a lista de apoio de parlamentares já tem 170 nomes, o que é muito significativo, pois será o suporte deste movimento que busca aproveitar todo o potencial na produção de energia do semiárido, gerando segurança na sua infraestrutura energética.

O deputado General Girão, presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, falou sobre o Pentágono da Segurança, em especial do tema segurança da infraestrutura

Depois de uma apresentação da CONAFER e das colocações de outros parlamentares, foi mostrado um sistema de internet móvel que pode ser instalado em qualquer parte do território brasileiro, com a grande vantagem de possuir baterias solares, viabilizando a sua operacionalidade, tudo para estabelecer uma nova conexão com o semiárido nordestino.

Um sistema de internet móvel com baterias solares foi apresentado aos parlamentares

Conheça a proposta do Pentágono da Segurança da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido

Segurança de Infraestrutura: comunicação, transporte, logística e energia.

O desenvolvimento da infraestrutura do Brasil é uma prioridade a ser resolvida de forma urgente para nos desenvolvermos economicamente e atrairmos investidores. Comunicação, transporte, logística e energia estão dentro dessa área da segurança. Na área de comunicação, é importante que sejam instaladas mais torres de celulares em toda a região, evitando o isolamento de municípios e pequenas comunidades. A região Nordeste precisa de investimento também em energia. Um exemplo é o Rio Grande do Norte, um dos estados com maior potencial eólico do país. Outro problema que enfrentamos é a falta de mercado consumidor nas regiões produtoras desse tipo de energia. Precisamos atrair investidores para a energia renovável, ampliando as linhas de transmissão e subestações coletoras. A produção de energia fotovoltaica também tem enorme potencial de crescimento em todo o Semiárido. No setor de transportes, estamos mapeando as estradas que precisam de recuperação, auxiliando no trabalho do DNIT.

Segurança Social: emprego e renda, saneamento, educação e saúde.

A Frente vai trabalhar pelo emprego e renda, saneamento, educação e saúde dos brasileiros do Semiárido, fatores essenciais para as pessoas produzirem e progredirem. E atuar para mudar uma triste realidade que condena o povo brasileiro ao subdesenvolvimento. A segurança social ganha muito com saneamento, construção civil e moradia popular. Apoiamos programas de capacitação nos bolsões de desemprego das grandes cidades, ações para auxiliar na redução do endividamento de famílias e empresas, e promover diversas ações direcionadas aos empreendedores. Já o saneamento, uma das demandas é buscar, identificar, quais são os municípios que estão em situação complicada de abastecimento de água e tratamento de esgoto para que estes possam ser atendidos por meio de nossas emendas parlamentares.

Segurança Pública: enfrentamento do crime e proteção à vida da população.

É preciso haver planos de segurança pública, elaborados por especialistas na área, que envolvam: a modernização do sistema penitenciário; o combate integrado, entre estados e Governo Federal, às organizações criminosas; políticas de redução do feminicídio e violência contra a mulher; medidas para a diminuição de homicídios dolosos; e o combate integrado ao tráfico de drogas e armas. A segurança pública é compreendida como proteção da existência do Estado Democrático de Direito, agindo na segurança externa e interna do país.

Segurança Jurídica: vital para própria existência do estado democrático de direito e segurança no Semiárido.

A segurança jurídica é decisiva para a segurança da sociedade rural. Principalmente na titulação da terra, em especial para as populações do Semiárido. Sem a regularização fundiária, o pequeno produtor não tem acesso a financiamentos e tampouco pode concretizar contratos. Essa deve ser uma das prioridades das autoridades envolvidas. É na segurança jurídica que vamos assegurar a todos os cidadãos que as leis serão cumpridas, inclusive pelo próprio Estado.

Segurança Hídrica e Alimentar: água para todos e produção para acabar com a insegurança alimentar.

A transposição do Rio São Francisco trará água ao Semiárido, a partir do investimento já feito nas obras de transposição. A produção de alimentos pode ser alavancada significativamente com tecnologias adequadas. Vamos acompanhar e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Semiárido brasileiro; organizar e coordenar reuniões, seminários e eventos afins, destinados ao estudo e ao debate de temas que possam contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região; intermediar e contribuir para o diálogo entre o Congresso Nacional, órgãos públicos, entidades civis e cidadãos sobre assuntos relacionados ao Semiárido, com vistas ao seu desenvolvimento econômico e social; promover o aperfeiçoamento da legislação referente ao seu desenvolvimento, influindo no processo legislativo, a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional.

Somos todos responsáveis pela proteção da vida na Terra

da Redação

Hoje é comemorado o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. A data foi escolhida pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar o dia da assinatura do Protocolo de Montreal, firmado em 1987. O protocolo foi importante para a proteção da camada, já que reduziu a produção e o consumo de produtos que causam seu desgaste. A camada de ozônio é um fino envoltório formado por gás ozônio (O3), que envolve a Terra e protege os organismos vivos da radiação emitida pelo Sol. Sem esta camada, localizada a 25 e 30 km acima da superfície (estratosfera), a vida no nosso planeta como conhecemos hoje deixaria de existir.

Destruição e buraco na camada de ozônio

Infelizmente, substâncias produzidas pelo homem começaram a destruir a camada de ozônio. As primeiras evidências dessa agressão ocorreram em 1977, quando cientistas britânicos observaram um grande buraco na região localizada sobre a Antártida. A partir desse estudo, várias outras pesquisas demonstraram pontos ao redor do mundo onde essa camada tornou-se mais fina.

A diminuição da espessura da camada de ozônio é um problema sério. Nas regiões onde se observou essa diminuição, percebe-se que é maior a incidência de alergias e problemas nos olhos, tais como catarata e cegueira, e na pele, como cânceres. Além disso, a radiação também afeta plantas e outros seres, como é o caso do plâncton.

Sem a proteção do ozônio, surge o efeito estufa

Quando os raios solares atingem a superfície do planeta Terra, parte da energia é refletida para o espaço e a outra parte fica aprisionada na atmosfera em função dos gases nela presentes. Essa capacidade de captar e reciclar a energia emitida pela superfície do planeta é chamada de efeito estufa, causando o aumento da temperatura da Terra pela retenção do calor por certos gases atmosféricos, sendo que a poluição o intensifica e causa o aquecimento global.

3 atitudes importantes que podem reduzir o efeito estufa

  • Faça a reciclagem do lixo, e se possível, a reutilização de insumos.
  • Quando possível, evite utilizar o carro, e prefira a caminhada ou os passeios de bicicleta.
  • Cultive plantas e vegetações, seja dentro de casa ou no próprio quintal.

CONAFER e CURSOS CPT: instituição atuante há 35 anos na educação profissional vai oferecer desconto de 30% em 800 cursos

da Redação

Em reunião realizada no mês de agosto, entre a CONAFER, representada pela sua Secretaria Nacional de Agroecologia, Políticas Agrárias e Meio Ambiente, a SEAGRO, e o Cursos CPT, foi firmada uma parceria para que a respeitada instituição educacional, uma das marcas mais importantes do país na formação profissional por meio de EAD, possa disponibilizar os seus 800 cursos aos colaboradores e associados da Confederação. Além do abatimento de 30% em cada curso, os combos profissionalizantes (combos de cursos online) terão 50% de desconto

O Cursos CPT está há mais de 3 décadas atuando em alto nível no ensino técnico-profissionalizante, com ênfase no setor de agronomia e agroecologia. Em parceria com grandes universidades e centros de pesquisas, desenvolve cursos assinados por especialistas, mestres e doutores. Todos os cursos são 100% online, e hoje já são mais de 1,4 milhão de alunos certificados.

Desde o início, nas primeiras conversas, houve uma grande receptividade e interesse do CPT em selar uma parceria com a CONAFER. Como sugestão, os parceiros estão desenhando um código de desconto para os colaboradores e filiados. Todos poderão acessar a plataforma de cursos disponível através do site www.cpt.com.br, e ao finalizar a compra do curso escolhido, bastará inserir o cupom para receber um desconto exclusivo.

Jéssica Camargo, secretária da SEAGRO, diz que “diante desta parceria, podemos incentivar nossos colaboradores e filiados a buscar pela educação e aprimoramento nas mais diversas áreas profissionalizantes, e ao mesmo tempo ampliar a atuação do CPT, alavancando o número de alunos e a procura pelos seus cursos. O CPT já está desenvolvendo a mecânica da parceria para implantar o cupom com código de desconto, e daí poderemos divulgar e iniciar os trabalhos o quanto antes para garantir mais educação e capacitação ao nosso segmento”.

Sobre o CPT

Diante das novas tecnologias de ensino e capacitação profissional à distância, o Curso CPT se destaca dentre os demais formatos por ser inédito, objetivo, prático e eficiente, além de oferecer grande número de informação em um curto espaço de tempo. Atualmente o CPT possui em seu acervo mais de 800 cursos de capacitação profissional, nas mais diversas áreas de atuação.

O CPT tem como missão levar a formação pessoal e profissional aos brasileiros, sistematizando informações, mostrando a prática em linguagem acessível, oferecendo uma excelente capacitação à distância, superando a expectativa do aluno, com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida e o meio ambiente.

Em sua visão, o CPT trabalha para ser a melhor instituição educacional na promoção e excelência do ensino profissional, atuando diretamente e fazendo a diferença no crescimento pessoal de seus alunos. Por isso, o slogan: Realizando Sonhos e Construindo Histórias de Sucesso.

BÔNUS NO PRONAF: sai lista de 12 produtos de 16 estados com desconto de 10 de setembro até 9 de outubro

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quinta-feira 9 de setembro de 2021, a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em agosto para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto), banana, borracha natural cultivada, cará/inhame, cacau cultivado, castanha de caju, cebola, feijão caupi, laranja, maracujá, manga e raiz de mandioca. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O recebimento de bônus ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar, o PGPAF, fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Pronaf

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de setembro a 9 de outubro deste ano, conforme a Portaria Nº 35, da Secretaria de Política Agrícola. Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.
Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: [email protected] ou [email protected]

Conheça mais sobre os produtos com desconto no Pronaf

Açaí (fruto)

O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor escura, que vai do roxo ao preto, o fruto arredondado nasce em cachos e, na maioria das vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da Região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais. No Brasil, cerca de 90% da produção está no estado do Pará.

Banana

As bananas são classificadas como as principais culturas em termos de produção e comercialização entre as frutas tropicais. Segundo a FAO, a produção mundial de banana atingiu, em 2018, aproximadamente 115,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, os quatro maiores produtores foram: Índia com 30,8 milhões de toneladas, China com 11,2 milhões, Indonésia com 7,2 milhões, e Brasil com 6,7 milhões de toneladas.

Borracha natural cultivada

Os países asiáticos, Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã, são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total produzido. O Brasil é o maior produtor de borracha natural da América Latina e começou a produzir na época do extrativismo. A concentração desse cultivo em nosso país está principalmente nas regiões do Sudeste e Centro-oeste. Dentre estas o destaque vai para o Noroeste Paulista, maior região produtora nacional. No Brasil, a produção de borracha natural é responsável por gerar 80 mil empregos no campo e na indústria.

Cará/inhame

A maior produção de inhame no Brasil ocorre no Nordeste, principalmente nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas e Piauí. A produção de túberas comerciais pode alcançar as médias de 20 a 25 t/ha. Utilizando-se os sistemas de cultivo tradicionais, a produtividade fica entre 9 a 12t/ha. O principal trato cultural da lavoura de inhame são as capinas, que diminuem a incidência de pragas e doenças na plantação. O país é o segundo maior produtor de inhame da América do Sul.

Cacau cultivado

Com produção de cerca de 4 milhões de toneladas anuais e movimentação de US$ 12 bilhões, a indústria do cacau é responsável por empregar mais de 6 milhões de agricultores em todo o mundo. No Brasil, a produção de cacau é liderada pelo Pará e usa, principalmente, sistemas agroflorestais. A Bahia, que estava no topo desse pódio até 2017, também atua como protagonista no setor. Nos últimos cinco anos, calcula-se que a produção cacaueira teve crescimento de 25% no Brasil, totalizando cerca de 193 mil hectares plantados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

Castanha de caju

O Nordeste é a região onde se concentra a produção nacional do fruto. Até 2019, o principal produtor foi o estado do Ceará, com uma produção estimada de 83 mil ton, em segundo lugar, o estado do Piauí que produziu 25 mil ton, seguido pelo estado do Rio Grande do Norte que produziu 18 mil ton. Estes três estados representaram 89,4% da produção brasileira de castanha de caju, sendo toda a região nordestina representando 98,6% do total produzido no país.

Cebola

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de cebola, com uma produção de 1.549.597 t na safra 2018, cultivadas numa área de 48.629 ha e rendimento médio de 31,95 t/ha. O valor bruto da produção naquele ano foi estimado em R$ 1,5 bilhão. Em 2017, Santa Catarina tinha mais de 20 mil hectares destinados ao cultivo de cebola, 36% de toda área plantada de cebola do país. Com a alta na produtividade naquele ano, o rendimento foi 46,9% superior ao da safra anterior – e o aumento na área plantada, os produtores colheram então a maior safra da história. No caso da safra 2020/21 de cebola do Sul, a seca reduziu a produtividade das lavouras colhidas, além de algumas áreas terem sido atingidas por granizo. Dessa forma, o volume tende a ser menor que o esperado.

Feijão caupi

Dados disponíveis na FAO (2009) sobre a produção mundial de feijão-caupi, no ano de 2007, indicam que a cultura atingiu 3,6 milhões de toneladas em 12,5 milhões de hectares. Produção esta alcançada em 36 países, destacando-se entre os maiores produtores a Nigéria, o Niger e o Brasil, respectivamente, os quais representam 84,1 % da área e 70,9 % da produção mundial. No Brasil, o feijão-caupi contribui com 35,6 % da área plantada e 15 % da produção de feijão total (feijão-caupi + feijão-comum).

Laranja

O Brasil é o maior produtor de laranja do mundo, seguido por Estados Unidos, China, Índia, México, Egito e Espanha. Está presente em todos os estados da federação e também no Distrito Federal, mas sua principal produção está em um cinturão que vai do Paraná a Sergipe, passando por São Paulo, Minas Gerais e Bahia. março de 2020 que, em 2019, a quantidade produzida de laranja cresceu 5,62%. As variedade mais produzidas no Brasil são a valência, a valência folha murcha, a pera rio, a hamlim, a westin e a rubi. O estado de São Paulo é o maior produtor, responsável por 78,7% de toda produção nacional de 2017, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE.

Maracujá

No Brasil, em números absolutos, a área destinada à produção de frutos de maracujá, segundo o IBGE – Produção agrícola, em 2018, foi de 42.731 hectares, sendo esta área responsável por produzir cerca de 602.651 toneladas de frutos, com produtividade de 14.103 kg/ha. A Bahia continua sendo o principal produtor de maracujá, com 160.902 toneladas, seguida do Ceará, com 147.458 toneladas. Santa Catarina manteve a terceira posição, com 53.961 toneladas, destacando-se no cenário nacional pela quantidade e qualidade dos frutos produzidos.

Manga

A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio. Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. A manga brasileira tem no mercado interno seu principal destino. É comercializada quase que exclusivamente na forma fresca, embora também seja encontrada como compota, suco integral e polpa congelada. Na exploração da manga no Brasil convivem sistemas extensivos, em áreas esparsas, quintais e fundos de vales em pequenas propriedades, formando bosques subespontâneos; e sistemas tecnificados, normalmente irrigados e em extensas áreas, visando a produção de variedades selecionadas.

Raiz de mandioca

A raiz da mandioca é a parte mais utilizada da planta, sendo essa porção rica em amido. A mandioca é uma planta que possui grande valor nutricional. As raízes, parte mais consumida da planta, apresentam grande quantidade de amido, sendo, portanto, ricas em carboidratos e uma excelente fonte de calorias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a produção brasileira de raiz de mandioca no mês de fevereiro de 2018 foi de 20,8 milhões de toneladas, cultivadas numa área de 1,4 milhões de hectares.

Com informação do Mapa e pesquisa de Márcio Taniguti.

BIOECONOMIA: edital de oferta de assistência técnica às associações agrofamiliares da Amazônia vai até 5 de outubro

da Redação

As cooperativas e associações de agricultores do Acre, Amapá, Amazonas e Pará têm a oportunidade de aumentar a produção e qualificar ainda mais os seus produtos por meio de capacitação técnica em edital do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o Mapa. O lançamento foi neste dia 5 de setembro, em homenagem ao Dia da Amazônia. Serão contempladas as entidades cooperadas que atuam na produção do cacau, açaí e da castanha-do-Brasil. Todos os critérios, condições para candidatura e cronograma do processo de seleção estão detalhados no edital de seleção. Para realizar a inscrição é necessário preencher até 5 de outubro de 2021, a Ficha de Candidatura.

Com o objetivo de fortalecer a produção aliada ao uso sustentável dos recursos naturais, o projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor lança edital de seleção com o objetivo de ofertar serviços de assessoria técnica para cooperativas e associações da agricultura familiar localizadas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará, que atuam nas cadeias prioritárias do cacau, do açaí e da castanha-do-brasil. O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

A consolidação de cadeias de valor da bioeconomia é uma oportunidade de geração de renda para a agricultura familiar, especialmente na Região Norte do país. O fortalecimento das estruturas de gestão e comercialização de cooperativas e associações de comunidades locais, expandindo a comercialização dos seus produtos em cadeias de valor prioritárias, promovem estratégias-chave que aliam produção e conservação dos recursos naturais, construindo uma bioeconomia sustentável e inclusiva para a Amazônia.

Assessoria Técnica

As cooperativas e associações selecionadas pelo edital do projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor poderão contar com aportes, serviços e ferramentas para identificação de demandas em áreas específicas de gestão do empreendimento coletivo, como também para a construção e execução de um plano de ação e qualificação de processos de planejamento.

Outras possibilidades ofertadas pelo edital são a realização de acompanhamento contábil, financeiro, comercial, organizacional, ambiental, produtivo, de marketing, entre outras áreas, e a elaboração de projetos de investimentos, custeio e/ou capital de giro, e prospecção das diversas fontes possíveis de financiamentos.
Os empreendimentos coletivos selecionados poderão, ainda, solicitar a realização de atividades específicas de formação e capacitação para associados, técnicos e dirigentes do empreendimento e seus familiares e/ou a elaboração e distribuição de materiais didáticos, de divulgação e promoção comercial, bem como de identidade visual do empreendimento e dos produtos.

O edital prevê ações de promoção à articulação, negociação, integração e pactuação do empreendimento com outras organizações da agricultura familiar, da sociedade civil e de governos, para participação em programas de compras institucionais de alimentos, mercados privados e diferenciados, como também com o setor privado, para estabelecer e melhorar relações comerciais e formalizar parcerias.

A primeira atividade a ser realizada após a seleção será a identificação do estágio e do nível de maturidade das associações e cooperativas, além da identificação da visão de futuro e onde os empreendimentos querem chegar.

Os selecionados poderão receber os serviços conforme suas necessidades ou interesse, compatibilizando com ações já desenvolvidas (ou em desenvolvimento) em outros projetos ou programas. Portanto, os atendimentos poderão ser realizados de maneira integral ou parcial, considerando o estágio identificado em cada empreendimento.
A forma de aplicação dos serviços, assim como carga horária e cronograma, será planejada específica e diretamente com cada um dos empreendimentos selecionados no edital, que poderão contar com a assessoria especializada até dezembro de 2023.

>> Clique aqui para acessar o edital do projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor

Com informações do Mapa.

SETUR NO GOIÁS: governador Ronaldo Caiado recebeu a secretária Renata Frota para tratar de parcerias e turismo rural

da Redação

Nesta quinta-feira, 2 de setembro, a CONAFER deu mais um passo para avançar em projetos e programas com o governo goiano. O chefe do executivo de Goiás recebeu no Senado Federal, a secretária da recém-criada Secretaria Nacional de Turismo para uma pauta, em que diversos assuntos foram abordados, entre eles o agroturismo e o ecoturismo, como também foi uma oportunidade de avançar no acordo de cooperação com o Estado para levar o +Pecuária Brasil aos pecuaristas familiares goianos. O governador Caiado conheceu os programas da Confederação, falou do compromisso e dos investimentos do seu governo no setor do turismo rural, e se mostrou bem receptivo às ideias e propostas apresentadas, sinalizando que em breve teremos novidades sobre parcerias com o estado de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recebeu a secretária Nacional de Turismo da CONAFER, Renata Frota, para tratar de parcerias e turismo rural

Com a missão de fomentar e desenvolver o agroturismo, a SETUR, Secretaria Nacional de Turismo da CONAFER, quer mobilizar e integrar os agricultores familiares potencialmente em condições de fazer parte do mercado do turismo rural. Identificar novos canais turísticos, valorizar as culturas locais, promover feiras e serviços, criar um calendário anual de atividades ecoturísticas e fortalecer as relações com estados e municípios, são algumas das ações da SETUR.

Por isso, esta aproximação com Goiás é muito importante. O Estado é rico em atrações naturais e cenários perfeitos para o ecoturismo, destacando-se a Chapada dos Veadeiros e municípios por todo o território estadual com vocação para o turismo rural, como Caldas Novas, Pirenópolis, Cavalcante e dezenas de outras cidades.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi eleito o melhor do Brasil com 2 mil cachoeiras catalogadas

Aliás, o Estado tem feito investimentos no segmento por meio do GoiásFomento, com prioridade para ampliar a retomada do turismo e assegurar a manutenção de empregos. São recursos de R$ 84 milhões disponibilizados em linhas de crédito específicas para alavancar o setor, envolvendo hotéis, pousadas, restaurantes, guias de turismo, agentes de viagens e promoção de eventos nos 246 municípios goianos.

As linhas de crédito são bem amplas e visam atender toda a cadeia produtiva do turismo com valores que podem chegar a R$ 2 milhões, com prazo de pagamento de até 240 meses, incluindo carência de até 60 meses para aplicação em obras civis, ampliação, modernização, reforma e aquisições, quando integrarem projetos de capital fixo e capital de giro associado.


Conhecida pelas águas quentes, com temperaturas que variam de 20º C a 60º C, Caldas Novas recebe 4 milhões de turistas por ano. A cidade também conta com a maior quantidade de leitos hoteleiros de todo o Estado de Goiás, com boa qualidade e atendimento

Os financiamentos para aquisição de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, veículos com capital de giro associado e/ou capital de giro puro, podem chegar até R$ 2 milhões com prazo de até 60 meses para pagar e 12 meses de carência. Em ambos os casos os juros são de 5% ao ano mais Selic. Além dos Guias de Turismo, que contam com linha de crédito especial com taxa de juros ainda menores 2,5% mais Selic. Podendo obter R$ 8 mil com prazo de até 48 meses e carência de 12 meses.

Para a secretária Renata Frota, “existe uma grande demanda no setor turístico, e a CONAFER está bem atenta para oferecer aos seus agricultores familiares as condições para estruturar os seus negócios, e ao mesmo tempo, levar as políticas públicas de estados e municípios.”

O Caminho de Cora Coralina é uma trilha de longo curso situada no estado de Goiás. Ao longo de seus 300 km de extensão, conecta diferentes municípios e unidades de conservação

Um exemplo é o +Pecuária Brasil, o programa inédito de melhoramento genético voltado aos pequenos produtores. Renata Frota recebeu do governador Caiado a promessa de avançar com o acordo de cooperação técnica no estado. Para isso, Tiago Freitas de Mendonça, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Seapa, vai cuidar para que o programa seja realmente efetivado, e com o mesmo sucesso de outros estados.

Goiás tem muitas cidades históricas, como Goiás Velho, patrimônio da humanidade

Conheça os impactos positivos do Turismo Rural:

  • Aumenta a participação e a parceria entre as propriedades rurais. Quando uma propriedade complementa a outra, seja nos atrativos, seja na oferta de produtos/serviços, o turismo rural torna-se mais eficaz e rentável;
  • Permite uma série de benefícios à comunidade receptora, como geração de novas despesas com pagamentos de funcionários e matérias-primas. Na verdade, o turismo rural, aquece a economia da região;
  • Estimula as atividades produtivas nas propriedades vizinhas, que passam a contribuir com o fornecimento de artesanatos e alimentos;
  • Contribui com a preservação e a valorização do patrimônio natural, pois estimula a sensibilização ambiental dos visitantes e da comunidade rural;
Goiás tem milhares de pousadas e hotéis fazenda que alimentam o setor do turismo rural
  • Contribui com a valorização do patrimônio cultural, ao resgatar a cultura local, seja por meio da gastronomia e da arquitetura, seja por meio das atrações culturais, como festas típicas e música regional;
  • Descentraliza o fluxo turístico, nas regiões já conhecidas e famosas, conforme vão sendo abertos novos núcleos turísticos no meio rural;
  • Promove os produtos tradicionais da propriedade, como artesanatos e quitandas;
  • Fomenta o artesanato e os produtos alimentícios da região;
  • Melhora a qualidade de vida no meio rural, pois além de gerar renda a várias famílias rurais, o turismo rural aperfeiçoa a infraestrutura básica da região;
  • Auxilia na formação educacional do homem do campo, por meio da capacitação profissional, além de melhorar a qualidade dos produtos/serviços oferecidos aos turistas;
  • Além de apresentar função didática e educativa, o turismo rural favorece a interação social e cultural de quem mora no meio urbano com os moradores do campo;
  • Garante continuidade às atividades tradicionais da propriedade e contribui com a manutenção da família rural no campo, graças às novas oportunidades de emprego no meio rural.

Com pesquisa de Marcio Taniguti.

+PECUÁRIA BRASIL: treinadores vão a campo em Roraima, Maranhão e Tocantins preparar as primeiras inseminações

da Redação

Depois de Roraima inaugurar o +Pecuária ao realizar o primeiro, e também histórico treinamento, entre 27 e 30 de julho de 2021, com os técnicos responsáveis pela implantação dos protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), a biotecnologia reprodutiva que utiliza hormônios para sincronizar e pré-determinar a inseminação, chegou a vez do Maranhão e Tocantins realizarem os seus treinamentos. Participaram os secretários de agricultura, técnicos e veterinários destes estados e municípios, todos acompanhando as explicações e orientações dos treinadores da ALTA GENETICS, que juntos dos técnicos da CONAFER, deram os primeiros passos na efetivação do programa para levar a tecnologia na ponta, diretamente aos produtores rurais, fundamental para o +Pecuária seguir avançando pelo país

A exemplo de Roraima, quando técnicos e diretores acompanharam as primeiras ações do +Pecuária junto com o secretário Aluízio Nascimento, da Seapa, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Maranhão e Tocantins, também participaram do treinamento com representantes da ALTA GENETICS e da CONAFER, diretores e técnicos, além do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, Sérgio Delmiro, e no Tocantins, da gerente de Pecuária, Mara Luce Borges Leal. Todos sob a coordenação de Renato Telles, treinador da ALTA GENETICS.

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste, falou sobre o andamento do programa e os primeiros treinamentos: “o programa está a todo vapor. Já fizemos treinamento em Roraima, Maranhão, Tocantins, estamos aguardando lançamento do Pará, e no Nordeste, muitos estados já assinaram. Na próxima semana, dia 3 de setembro, a gente já vai iniciar o protocolo numa propriedade, é dentro de uma comunidade indígena em Roraima, semana que vem já vai ocorrer a inseminação, e eu vou acompanhar o processo, então a gente vai dar o start.”

Carlos Schumaker, coordenador técnico da CONAFER do +Pecuária para o Norte e Nordeste.

Segundo Schumaker, “a ideia é ter uma equipe multidisciplinar, por isso contamos aqui na região Norte e Nordeste com 4 profissionais, três veterinários e uma zootecnista para dar suporte técnico, porque a gente tem percebido que o programa, além do benefício direto de melhorar geneticamente os rebanhos dos pequenos produtores, também auxilia na qualificação técnica deles, pois identificamos algumas carências técnicas e o nosso presidente determinou que a gente faça esse start e acompanhe, porque o sucesso do programa depende disso, e o programa é CONAFER, então a gente precisa ser muito assertivo.”

Ainda no entender de Schumaker, “existem as parcerias, porém a gente tem que liderar o processo. Então, quando a gente observa um gargalo, alguma coisa que pode atrasar o processo, a gente toma a frente, ajudando os técnicos do estado que vão fazer a execução. Mesmo que algumas dificuldades apareçam, é apenas com esteapoio e o treinamento da ALTA GENETICS que a gente vai dar o start nos processos.”

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira

Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a ALTA GENETICS, a CONAFER criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a CONAFER fará a doação de sêmens aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.

Para desenvolver o +Pecuária Brasil nos estados e municípios, os corpos técnicos da CONAFER e da ALTA GENETICS darão o treinamento de nivelamento dos técnicos das secretarias de forma presencial.

Às secretarias de estado e municípios caberá a definição de um corpo técnico para elaborar o plano de trabalho e implantar o +Pecuária Brasil por meio da seleção dos pecuaristas que tenham propriedades em boas condições sanitárias e nutricionais do rebanho.

Os benefícios do +Pecuária Brasil

+ Vantagens ao pecuarista

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.

Os produtores terão apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel por meio de inseminação artificial. Tudo sem custos durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado neste período.

+ Qualidade no rebanho

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa ALTA GENETICS, referência internacional em genética bovina.

O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

+ Lucro no negócio

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor.

A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

+ Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa.

+ Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura.

A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

+ Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, o governo estadual tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

RECADASTRO DA PESCA: dos 6,6 mil pescadores de Pernambuco que aderiram ao novo sistema, 58% são mulheres

da Redação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Mapa, lançou no final de junho, o Sistema Informatizado de Registro da Atividade Pesqueira, o SisRGP 4.0, e que está realizando, em etapas por todo o Brasil, o cadastramento e recadastramento dos pescadores profissionais, conforme cronograma da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Mapa. Na primeira etapa, de 7 de julho a 31 de agosto, houve a atualização cadastral no sistema dos pescadores residentes em Pernambuco, e com a Licença de Pescador Profissional (carteirinha de pescador) na situação deferida. O novo sistema para cadastramento e recadastramento de pescadores é online, e vem no momento em que milhares de pescadores ainda são obrigados a trabalhar na situação irregular, pois não obtiveram acesso ao Registro Geral de Atividade Pesqueira, o RGP; muitos profissionais ficam sem receber os benefícios do INSS; com registros suspensos ou não analisados, muitos passam a viver de protocolos de solicitação de registro para exercer a atividade legalmente. O que chama atenção nesta primeira fase, foram as pescadoras pernambucanas, responsáveis pela maioria das adesões ao novo sistema

O novo sistema informatizado teve sua implementação planejada em quatro etapas. A primeira etapa do processo de cadastramento e recadastramento nacional de pessoas físicas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), categoria de Pescador e Pescadora Profissional, teve a adesão de mais de 6,6 mil pescadores de Pernambuco. Deste total, 58% dos recadastrados são mulheres e 42% são homens, que já fizeram o recadastro por meio do Sistema Informatizado de Registro da Atividade Pesqueira (SisRGP 4.0).

Nesta fase, que começou no dia 7 de julho e terminou em 31 de agosto, a atualização cadastral no novo sistema foi apenas para os pescadores com inscrição como residentes no estado de Pernambuco e que tenham Licença de Pescador Profissional (carteirinha de pescador) na situação deferida. A adesão no estado foi considerada positiva pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), que esperava o recadastramento de cerca de 3 mil pescadores.

 (Foto: Bruna Veloso/divulgação TPM)

O novo sistema voltado para a inscrição de pescadores profissionais no RGP e concessão da Licença de Pescador Profissional tem por objetivo promover a regularização dos pescadores, mediante aperfeiçoamento das normativas, padronização dos fluxos processuais e aprimoramento do sistema. Com o SisRGP 4.0, os pescadores poderão realizar o cadastro ou atualizar a situação profissional de forma on-line, além de dar início à regularização dos que estão exercendo a atividade de pesca por meio de protocolo.

A SAP tem realizado treinamentos diários sobre o uso do sistema, reuniões com pescadores e lideranças do setor e realizando melhorias no sistema para melhor atender ao usuário. Também estão sendo feitas capacitações por meio de videoconferências voltados prioritariamente às Entidades Representativas e aos pescadores profissionais. Até o momento, cerca de 32 entidades e mais 250 pescadores foram preparados para que pudessem se tornar multiplicadores deste conhecimento.

Etapas

 (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP.)

O SisRGP 4.0 teve sua implementação planejada em quatro etapas. A segunda etapa terá início no dia 1º de outubro, quando pescadores e pescadoras de todo o Brasil deverão realizar o recadastramento no novo sistema. Essa fase é voltada para aqueles que têm Licença de Pescador Profissional na situação deferida. O prazo para realizar a atualização cadastral será até 30 de setembro de 2022.

Também a partir de 1º de outubro será aberto o cadastramento para pescadores de todo o país com registro inicial. Poderão realizar o cadastro: pessoas físicas sem vínculo ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e sem protocolo de requerimento inicial da Licença de Pescador Profissional; pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação suspensa e sem comprovante de protocolo de entrega de recurso administrativo; e pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação cancelada e sem protocolo de requerimento inicial de outra Licença, desde que dentro do prazo para solicitar novo requerimento a partir da data de cancelamento da licença anterior.

Em 1º de novembro de 2021 começa a quarta e última etapa, com o início do cadastramento, em todo o país, para pescadores com protocolo de requerimento inicial da Licença de Pescador Profissional, ou pescadores com a Licença de Pescador Profissional em situação suspensa e que tenham comprovante de protocolo de entrega do recurso administrativo realizado dentro do prazo estabelecido no ato da suspensão. Essa etapa também finalizará em 30 de setembro de 2022. O recadastramento é obrigatório e, caso não seja realizado dentro do período estipulado, resultará no cancelamento da licença do pescador.

Orientações

 (Foto: Leandro de Santana/Esp.DP.)

Os procedimentos de cadastramento e recadastramento são realizados de forma totalmente online, por meio do SisRGP 4.0. O novo sistema é mais seguro, rápido e permite o cruzamento de dados, o que beneficiará os profissionais da pesca, auxiliará no combate a fraudes e permitirá a desburocratização do processo e a garantia a direitos, como o recebimento da licença de pescador profissional para atuar de forma regular na atividade da pesca, bem como acesso aos benefícios previdenciários e trabalhistas, a exemplo o seguro-defeso, aposentadoria, além dos auxílios doença ou maternidade.

Como primeiro passo para o recadastro, o pescador deverá acessar o SisRGP 4.0 por meio de uma conta no GOV.BR e realizar sua prova de vida, optando obrigatoriamente por uma das opções de login: validação facial no aplicativo Meu GOV.BR; Internet Banking; ou Certificado digital.

Primeira etapa de recadastramento termina com adesão de mais de 6,6 mil  pescadores em Pernambuco — Português (Brasil)

>> Assista vídeo com instruções para criar conta uma no GOV.BR

Após o login, o pescador deve acessar o serviço “Sistemas Disponíveis SisRGP 4.0”, escolher a opção Registro Pescador Profissional e solicitar o acesso. Pronto, o sistema de Registro Pescador Profissional ficará disponível para realizar a solicitação de recadastramento.

>> Clique para assistir vídeo com passo a passo para realizar o recadastramento de pescador

>> Saiba mais sobre o cadastramento e recadastramento de pescador profissional

Com informações do Mapa.

CONAFER NO KUARUP: caciques e pajés agradecem à Confederação pelo apoio à grande celebração dos povos do Xingu

da Redação

Há milhares de anos, quando tudo ainda era original, o Kuarup já existia na maior floresta do mundo. Ele é uma homenagem aos mortos ilustres da região do Xingu. Os povos xinguanos realizam o rito centrados na figura mitológica de Mawutzinin, considerado o primeiro homem da humanidade, segundo suas crenças ancestrais. No ano de 2020, pela primeira vez o ritual não foi realizado em função da pandemia. Mas agora, em 2021, nos meses de julho e agosto, a mais famosa manifestação cultural indígena pôde ser realizada. E a CONAFER contribuiu com seu apoio cultural, logístico e financeiro para que o Kuarup acontecesse. Lideranças das aldeias Kuikuro, Kalapalo e Nafukua, enviaram cartas de agradecimento ao presidente Carlos Lopes, e ao secretário geral Tiago Lopes. Como entidade que reúne todas as categorias de agricultores familiares, as causas dos povos originários são também causas suas. Por isso, apoiamos e defendemos os povos indígenas, e nos aliamos como guerreiros na defesa das suas tradições, à liberdade de expressão e preservação da sua rica cultura

O Kuarup voltou! E não poderia ser diferente para alegria das aldeias do Xingu. O primeiro dos quatro rituais foi na aldeia Nafukua, nos dias 17 e 18 de julho, o segundo na aldeia Afukuri, dias 24 e 25 de julho, depois o terceiro Kuarup na aldeia Kalapalo, dia 8 de agosto, e o quarto Kuarup na aldeia Ipatse, a principal aldeia do povo Kuikuro, dias 14 e 15 de agosto.

A dança do Kuarup tem a finalidade de trazer aqueles que morreram à vida. No começo da celebração, os guerreiros recebem com danças guerreiros de outras aldeias. Em um tronco de árvore chamado de Kuarup são feitas decorações específicas. A homenagem ocorre sempre um ano após a morte dos parentes indígenas. Em torno dos troncos, a família faz uma homenagem aos mortos. Passam a noite toda acordados, chorando e rezando pelos seus familiares que se foram. E é assim, com rezas e muito choro, que se despedem pela última vez.

Durante as celebrações há comida, danças, cânticos, rezas e o momento das lamentações, quando na aldeia são erguidos troncos de madeira pintados e enfeitados com faixas de cor amarela e vermelha e alguns objetos do morto. Cada tronco representa um morto.

Na tradição do Parque Indígena do Xingu, cada tronco enfeitado com adornos coloridos representa uma pessoa falecida a ser homenageada. Esses troncos ocupam o lugar central no ambiente em que indígenas rezam e choram a morte de seus entes queridos.

Os secretários indígenas da CONAFER, Burain de Jesus Pataxó, secretário de Tradições e Culturas dos Povos Originários, e Jair Kuikuro, secretário dos Povos Indígenas do Xingu, atuaram na articulação que viabilizou a ajuda da CONAFER para a realização do Kuarup.

À esquerda, o secretário de Tradições e Culturas dos Povos Originários, Burain de Jesus Pataxó, tendo ao seu lado, Jair Kuikuro, secretário dos Povos Indígenas do Xingu, na articulação que viabilizou a ajuda da CONAFER para a realização do Kuarup

O sucesso dos quatro encontros em aldeias diferentes foi tão comemorado, que as lideranças dos povos Nafukua, Afukuri e Kalapalo, enviaram cartas de agradecimento à direção da CONAFER.

Nas cartas, caciques e pajés e lideranças registram que o apoio foi muito importante para que os rituais ocorressem da melhor forma possível. E também lembraram dos representantes da CONAFER no Xingu, “que tem nos ajudado e nos apoiado sempre que precisamos”, como foi escrito ao final das cartas.

Veja o teor das cartas dos Nafukua, Afukuri e Kalapalo:

À CONAFER
Ao Sr. Presidente da CONAFER, Carlos Lopes
Ao Sr. Secretário Geral da CONAFER, Thiago Lopes

Carta de Agradecimento

Em nome do Povo Kuikuro, nós caciques, lideranças tradicionais e pajés agradecemos o apoio prestado a nossa comunidade durante a cerimônia tradicional do Kuarup, realizada em nossa aldeia no dia 15 de agosto de 2021. O apoio da CONAFER, através da SENPIX, foi muito importante para a realização dessa cerimônia sagrada para as nove etnias do Alto Xingu. Por isso, agradecemos mais este apoio e todos os apoios já prestados ao nosso Povo, comunidades e demais Povos Indígenas do Xingu.
Muito obrigado.

A luta dos povos originários é a mesma luta da CONAFER

Todos os indígenas são reconhecidos como agricultores familiares pela Lei da Agricultura Familiar, a Lei nº 11.326, de 2006. Para atuar mais diretamente nas causas indígenas, a CONAFER tem secretarias voltadas para as questões indígenas, atuando desde o mapeamento de territórios e suas diversas culturas agroecológicas, e também no estímulo à cultura e às suas tradições.

A história do genocídio de 6 milhões de indígenas, desde que os colonizadores chegaram na América, desde que aqui se fixaram infringindo direitos humanos e os direitos dos povos originários, desde quando destruíram milhares de etnias, fez erguer uma defesa inabalável dos territórios dos povos que originaram nosso país, que formam a nossa cultura e nos inspiram diariamente a preservar o meio ambiente.

Portanto, a luta dos povos originários é também uma luta da CONAFER. Estamos juntos, apoiamos e defendemos os povos indígenas. E nos aliamos como bravos guerreiros na defesa das suas causas, principalmente o direito à proteção dos seus territórios, à autodemarcação, à liberdade de expressão e preservação da sua rica cultura.